sábado, 26 de maio de 2012

Com a atitude meritória de Ramalho Eanes, é caso para dizer: o exemplo veio de cima!

Apesar do nosso pessimismo em todos os domínios, devido à crise que atravessamos no nosso país, tenho esperança de que ouviremos falar de muitos e bons exemplos como este que se segue, pois não haja dúvida que, apesar de tudo, Portugal tem gente muito honesta.

Li este texto com muito prazer, (trata-se de uma Crónica, de Fernando Dacosta), pois nele é transmitido um belíssimo exemplo de humildade de alguém que pensa nos outros, que sabe o estado social em que o país se encontra.

É um texto com um conteúdo belíssmo, que não posso deixar de partilhar com quem o desejar ler, porque nos traz tranquilidade por sabermos que há quem não pense só em si, como também pela energia positiva que acaba por conseguir transmitir-nos. Sentimo-nos mais reconfortados, pensando: «afinal já não estamos assim tão sozinhos»!


Crónica
Fernando Dacosta:

Seres decentes

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe

apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.
 
O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com
 
quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.


Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.


O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.


Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.


Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro.

                     

Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.


As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.


Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»


O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.


“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.


Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta - acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.


O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.


Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.

Patti LaBelle

"Doidas andam as galinhas", uma canção dedicada a muitos meninos e meninas!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Que significa a expressão "ser um albergue espanhol"?

Esta expressão remete-nos para os primeiros turistas que se deslocavam para norte e sul de Itália, pois atravessavam Espanha e os albergues nem sempre ofereciam comida suficiente. 

Era frequente nos albergues espanhóis  reinar grande confusão, portanto, havia muita falta de organização e uma grande barafunda...

"ser um albergue espanhol, onde impera a barafunda, a confusão...".

                      

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um filme que todos deveriam ver: quando mudamos de atitude em relação ao nosso planeta?

Meditemos bem após a visualização deste curto vídeo de  3:55 em http://www.midwayfilm.com/, e tiremos as nossas próprias conclusões!

Ele mostra-nos uma ilha em pleno Pacífico a 2 000 Kms de todas as costas...

Só ali vivem aves... mas, no entanto,...como é possível?

Simplesmente INACREDITÁVEL!!!

Veja-se o que foi filmado por Chris Jordan... é muito elucidativo, é a verdade nua e crua sobre o modo como maltratamos o Planeta Terra...

Não temos perdão!


terça-feira, 22 de maio de 2012

Vamos relaxar um pouco...



Altas horas da madrugada, um casal acorda ao som insistente da campainha da porta de entrada. O dono da casa levanta-se e, pela janela, pergunta:


- O que é que você quer?


- Olá. Eu sei que é tarde. Mas preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única nesta região. Só você me pode empurrar!


Louco de todo, o recém-acordado replica:


- Eu não o conheço. São 3 horas da madrugada e pede-me para o ajudar? Ah!  Você está bêbado que nem uma pipa!


E volta para a cama. A mulher, que também acordara, não gostou da atitude do marido:

- Exageraste! Já ficaste sem bateria aqui há pouco tempo. Bem podias ter ajudado o indivíduo.


- Empurrá-lo? Ele está é bêbado - desculpa-se o marido.


- Mais um motivo para o ajudares - insiste a mulher. - Ele não vai conseguir andar sozinho. Logo tu, que és sempre tão prestável...


Mordido pelos remorsos, o marido veste-se e vai para a rua:


- Hei, mudei de ideias, eu vou ajudá-lo! Onde é que você está?


E o bêbado, gritando do fundo do jardim:

- Aqui, no baloiço...!!!
 
 
Eh! Eh! Eh! Eh!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma Reflexão "linda" de Vinicius de Moraes

"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. "

Vinicius de Moraes