terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Texto para REFLEXÃO profunda, nesta altura em que só pensamos em festas...


«Moro num país em que a pobreza está legalizada», e Guilherme (nome fictício para algo que deveria ser ficção) passa a mão direita pelo olho do mesmo lado, esfrega uma e outra vez a pele molhada, as rugas a mostrarem que não é só por dentro que o tempo passa. Tem setenta e um anos, toda uma vida de trabalho para trás, e agora o que lhe resta é a casa a cair de sempre no bairro acabado de sempre. 
«Moro num país em que a pobreza não é crime», a mão sempre nas lágrimas, as pessoas à volta a olharem com medo. 
«Um pobre assusta as pessoas, sabe»,
pergunta-me, os olhos grandes e azuis como que a pedirem desculpa pelo cheiro de quem não sabe o que é água quente há anos, as mãos que se mexem como se procurassem o motivo para a vida. 
«Às vezes, por uma questão de respeito, desisto de estender a mão e de pedir, sei que as pessoas têm os seus problemas e não querem saber de mim. Nesses dias opto pelos caixotes do lixo e até nem me tenho dado mal»,
conta, e consegue sorrir o sorriso mais corajoso que existe, e desta vez já são as minhas lágrimas que querem sair; aguento e prossigo, pergunto-lhe o que fazia, o que levou ali, àquele pedaço de nada numa vida tão grande que se foi.
«Trabalhei nas obras, tive uma mercearia, depois até abri um restaurante, veja lá. Mas depois veio esta coisa da crise e tive de voltar aos trabalhos forçados. Mas ninguém me queria. Já era velho demais para trabalhar e ainda era novo demais para deixar de trabalhar», pára um segundo, talvez dois, e continua, as lágrimas pararam mas a cabeça não.
«Era velho demais para viver e novo demais para morrer», as vidas de todos os velhos deste país, e de tantos velhos neste mundo, definidas numa frase, apetece-me abraçá-lo, dizer-lhe que venha comigo para casa, que farei o que puder e o que não puder para que nada lhe falte, mas nada lhe digo: sei que se há algo que não lhe falta é o orgulho que resta a quem já nada tem. 
«Já houve quem me quisesse ajudar, dar-me uma vida longe daqui, onde houvesse água da boa para beber e comida da boa para comer. Mas eu não quero. Trabalhei demais para aceitar morrer de esmolas», a expressão fica na minha cabeça, ele explica-a, talvez haja outra lágrima quase a sair.
«Viver de esmolas não existe, sabe? Viver de esmolas não existe. Quem anda aqui por esmolas está a morrer de esmolas, e eu trabalhei tanto, tanto, sabe? Não quero o que não mereço, nunca quis o que não merecia. Só quero o que me disseram que ia ter, mas aqui neste país, não sei se já lhe disse, a pobreza não é crime, parece que os políticos que lá estão a legalizaram», revela, e mostra um jornal tão gasto como a pele dos braços, a notícia de um qualquer orçamento de Estado aprovado a cobrir a primeira página toda.
«O que eles querem é que a malta tenha medo de ficar como eu. Nada assusta mais do que a pobreza, não sei se já lhe tinha dito. A pobreza não é o fim mas é um final movente, vai-nos acabando por dentro, vai-nos levando aos poucos; começa pelo orgulho, depois leva a autoconfiança, até que, se não estamos atentos, ficamos sem nada, resta-nos pedir e ficar nas mãos de quem nos pôs assim. Mas a mim esta gente não leva. A mim esta gente não leva», as palavras abanadas como uma bandeira, branca de paz e nunca de rendição, cada vez mais pessoas à nossa volta, a noite a cair e, ao longe, no céu, a promessa da chuva quase a chegar. 
«O que eles querem é que a gente se refugie da chuva, entende? Querem que a gente tenha medo de se molhar e se refugie da chuva, e que por isso, para isso, faça o que eles querem. O que eles querem é que nós todos sejamos cordeirinhos, e eles dizem vai e nós vamos, e eles mandam fica e nós ficamos. Estamos todos como estamos agora, mesmo agora, a chuva quase a cair e cada um de nós a ter de escolher se se abriga ou se se deixa ficar», até que a chuva começa mesmo, as pessoas a correr, os cafés a encher em redor, os toldos das lojas ocupados, eu e Guilherme sozinhos no meio da rua.
«Está ver como todos fogem? É isto que eles fazem», outra vez o jornal abanado, as folhas molhadas a caírem aos pedaços.
«Ameaçam que vem chuva, fazem chover mesmo, e as pessoas fogem dela, é mais fácil fazer de conta que se aguenta assim; as pessoas preferem estar recatadas, escondidas do que molha. Mas olhe: a minha avó, Deus a guarde num lugar especial, sempre me disse que quem anda à chuva molha-se, e eu prefiro estar todo encharcado do que só levemente molhado, sabe? Se é para molhar que sirva para lavar, dizia-me ela», a rua deserta, eu e ele ensopados, e por momentos até as rugas parecem desaparecer por debaixo da água.
«Todas as águas servem para sarar. Já não vai ser no meu tempo mas tenho a certeza de que um dia as pessoas vão perceber que todas as águas servem para sarar, e aí a Revolução chega. Aí a Revolução chega. Vou morrer, fique o senhor a saber, com a esperança da revolução, e até não é uma maneira feia de se morrer, pois não?», sorri, a vida perdida nos dentes perdidos, passa-me a mão pelo ombro, dá-me uma palmada amigável nas costas, e segue o seu caminho, a chuva e a silhueta dele, a noite a fechar-se, e uma recusa final quando lhe pergunto se quer que o acompanhe ou que o leve a algum lado:
«Deixe estar. Eu fico aqui onde chove.»
E fica. E fica. 

in "Prometo Falhar" (a mais recente obra de Pedro Chagas Freitas).
(novopanorama.com)

sábado, 27 de dezembro de 2014

Rostos de outrora e de hoje no nosso Portugal Profundo

Um Portugal profundo, sim!...ainda existe muito isolamento por esse país fora...há muitos lugares completamente ignorados... 

Não esqueçamos que este Portugal existe, embora alguns finjam não o conhecer...

Rostos e olhares interrogantes...conformados...

Rostos cheios de sulcos, mas, mesmo assim, belos...

Nalguns deles, há brilho, compreensão, paciência, amabilidade, solidariedade, saber... 

Gestos ancestrais... 

Modos de vida árduos ... 

É o nosso Portugal profundo!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

É Natal - "Natal de quem?"

(2bp.blogspot.com)
Natal de Quem?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
do perú, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
o azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
-Oh mãe, estou p'ra ver
que prendas vou ter.
- Que prendas terei?
- Não sei, não sei.
Num qualquer lado, 
esquecido, abandonado,
O Deus-Menino 
murmura baixinho:
- Então, e Eu?
Toda a gente Me esqueceu
Senta-se a família
 à volta da mesa
Não há sinal da cruz
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio.
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu?
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas.
Aumentam os barulhos 
com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis 
sem regras nem leis.
E Cristo-Menino 
a fazer beicinho:
- Então e Eu?
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos 
por mesa e chão.
Cada um vai transportar
bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E Jesus quase a chorar:
- Então e Eu?
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E do princípio ao fim,
quem se lembrou de mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito,
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?

João Coelho dos Santos

(www.criacoesdasu.com)
(www.colorirgratis.com)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

Le Menu typique de Noël

anossavida.pt
En entrée: les huitres, le saumon et le foie gras. 

www.gastronomiaycia.com/wp-content/
Au plat principal: la din de aux marrons. La dinde aux marrons est le plat traditionnel français du repas de Noël. La dinde de Noël est un plat préparé pour
le réveillon de Noël.

fotos.sapo.pt
 Pour le dessert, les français adorent la Bûche de Noël.

whydoyoueatthat.files.wordpress.com
La France est le premier producteur mondial de foie gras. Problèmes éthiques associés (le gavage et la souffrance des oies) liés au foie gras.

La bûche glacée est le dessert que les Français mangent lors de grandes occasions comme Noël ou le Nouvel An. On mettait la Bûche de Noël à brûler dans la cheminée.

À Noël, les Français mettent à l'honneur les produits luxueux, fins et voluptueux. Sur la table on retrouvera donc généralement du foie gras, des truffes, des huitres, du caviar, des coquilles Saint-Jacques et du saumon et le tout accompagné de champagne.
in http://wwwcanalvie.com/recettes/idees-repas

sábado, 20 de dezembro de 2014

Dictons Français (ditados populares franceses)

imagem obtida in: brassbandenseine.fr
Um exercício engraçado para quem sabe alguma coisa de francês e para se divertir nas férias de Natal.

Trouvez les dictons en associant les éléments des deux colonnes:

                A                                                   B
1. Neige en Novembre                       a) Noël en Décembre
2. Noël vint un lundi                          b) Pâques éclatant
3. Givre à Noël                                  c) annonce les épis 
                                                           les plus sûrs
4. Quand Noël est étoilé                     d) été merveilleux
5. Noël grelottant                              e) et tout se perdit
6. Noël au balcon                               f) cent écus dans 
                                                           votre escarcelle
7. A Noël froid dur                             g) Pâques aux tisons
8. Noël neigeux                                 h) force paille 
                                                           guère de blé

Tentar fazer o exercício e... Bonnes Vacances de Noël !!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Quando pensamos,,,

"O pensamento é a mente em ação."  RALPH EMERSON

RWEmerson.jpg
in pt. wikipedia.org
Ralph Waldo Emerson (25 de maio de 1803, Boston - 27 de abril de 1882,Concord, Massachusetts) foi um famoso escritor, filósofo e poeta estado-unidense.
Emerson fez seus estudos em Harvard para se tornar, como seu pai, ministro religioso. Foi pastor em Boston mas interrompeu essa atividade por divergências doutrinárias sobre a eucaristia.
Em 1833 viaja pela Europa e encontra MillColeridgeWordsworth e Carlyle, cultivando uma profunda amizade com este último.
De volta aos Estados Unidos, começou a desenvolver sua filosofia "transcendentalista", exposta em obras como NaturezaEnsaios e Sociedade e solidão.
transcendentalismo é, para Emerson, um esforço de introspecção metódica para se chegar além do "eu" superficial ao "eu" profundo, o espírito universal comum a toda a espécie humana.
O clube transcendentalista de Concord, ao qual pertenciam entre outrosThoreau e Margareth Füller, e cujo órgão oficial era a revista The Dial, exercia grande influência sobre a vida intelectual americana do século XIX.
Ler mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ralph_Waldo_Emerson

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Quetzal, esse pássaro resplandecente...

quetzal-resplandecente (Pharomachrus mocinno) -por vezes chamada de "serpente de penas" é uma ave trogoniforme, típica da América Central.
O quetzal-resplandecente tem um comprimento médio de 36 cm, acrescentado de mais cerca de 60 cm de cauda. É uma ave de modo de vida solitário, procurando frutos ou insectos nas árvores da floresta. O macho possuí rectrizes extraordinárias que o ajudam a atrair a fêmea.
Seu habitat são as florestas do México e da Guatemala
Os antigos povos da Mesoamérica - Maias e Astecas - prestavam culto ao quetzal como ave sagrada e hoje em dia é a ave nacional da Guatemala
in pt.wikipedia.org
Quetzal01.jpg
in pt.wikipedia.org

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Natal para os franceses...Curiosités...

in http://www.metronews.fr/conso/

Comment est-ce que les français considèrent Noël?

C'est avant tout un événement familial. 84% des Français célèbreront Noël en famille.

Comment est-ce que les Français considèrent Noël?
C'est avant tout un événement familial. 84% des Français célèbreront Noël en famille.

Quel est le problème avec cette fête? 
Elle est devenue trop commerciale. 

Est-ce que beaucoup de Français assistent à la Messe de Noël?
Non, seulement 18% des Français y assistent. On compte en France 7,7% de Catholiques pratiquants et 41,4% de Catholiques non-pratiquants.
imagem conseguida in: escolovar.org

Les  Français restent chez eux pour fêter 
Noël. Les enfants ouvrent leur cadeau traditionnelement le 25. La tradition du sapin de Noël vient d'une région française.C'est une coutume alsacienne.
imagem conseguida em
shadowgirl.centerblog.net

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ditados Populares (II)

in: img.glimboo.com
E, ao serão, não se esqueça de continuar esta brincadeira com amigos ou familiares; é que, deste modo, está a conhecer melhor a nossa cultura e a língua portuguesa...

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
Nuvem baixa sol que racha
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
Nem tudo o que reluz é ouro
Não há bela sem senão
Nem tanto ao mar nem tanto à terra
Não há fome que não dê em fartura
Não vendas a pele do urso antes de o matar
Não há duas sem três
No meio é que está a virtude
No melhor pano cai a nódoa
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
Nem oito nem oitenta
Nem tudo o que vem à rede é peixe
No aperto e no perigo se conhece o amigo
No poupar é que está o ganho
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
O saber não ocupa lugar
Os cães ladram e caravana passa
O seguro morreu de velho
O prometido é devido
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O segredo é a alma do negócio
O bom filho à casa retorna
O casamento e a mortalha no céu se talha
O futuro a Deus pertence
O homem põe e Deus dispõe
O que não tem remédio remediado está
O saber não ocupa lugar
O seu a seu dono
O sol quando nasce é para todos
O óptimo é inimigo do bom
Os amigos são para as ocasiões
Os opostos atraem-se
Os homens não se medem aos palmos
Para frente é que se anda
Pau que nasce torto jamais se endireita
Pedra que rola não cria limo
Para bom entendedor meia palavra basta
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Para baixo todos os santos ajudam
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
Patrão fora, dia santo na loja
Para grandes males, grandes remédios
Preso por ter cão, preso por não ter
Paga o justo pelo pecador
Para morrer basta estar vivo
Para quem é, bacalhau basta
Passarinhos e pardais, não são todos iguais
Peixe não puxa carroça
Pela boca morre o peixe
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
Quando a esmola é grande o santo desconfia
Quem espera sempre alcança
Quando um não quer, dois não discutem
Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Quem vai à guerra dá e leva
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
Quem sai aos seus não degenera
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
Quem semeia ventos colhe tempestades
Quem vê caras não vê corações
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
Quem casa quer casa
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
Quem com ferros mata, com ferros morre
Quem corre por gosto não cansa
Quem muito fala pouco acerta
Quem quer festa, sua-lhe a testa
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
Quem dá aos pobres empresta a Deus
Quem cala consente
Quem mais jura é quem mais mente
Quem não tem cão, caça com gato
Quem diz as verdades, perde as amizades
Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
Quem não deve não teme
Quem avisa amigo é
Quem ri por último ri melhor
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
Quem diz o que quer, ouve o que não quer
Quem não chora não mama
Quem desdenha quer comprar
Quem canta seus males espanta
Quem feio ama, bonito lhe parece
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
Quando um cai todos o pisam
Quanto mais depressa mais devagar
Quem entra na chuva é pra se molhar
Quem boa cama fizer nela se deitará
Quem brinca com o fogo queima-se
Quem cala consente
Quem comeu a carne que roa os ossos
Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
Quem muito escolhe pouco acerta
Quem nada não se afoga
Quem nasceu para a forca não morre afogado
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
Quem não sabe é como quem não vê
Quem não tem dinheiro não tem vícios
Quem não tem panos não arma tendas
Quem não trabuca não manduca
Quem o alheio veste, na praça o despe
Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
Quem paga adiantado é mal servido
Quem parte velho paga novo
Quem sabe faz, quem não sabe ensina
Quem tarde vier comerá do que trouxer
Quem te cobre que te descubra
Quem tem burro e anda a pé mais burro é
Quem tem capa sempre escapa
Quem tem cem mas deve cem pouco tem
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Quem tudo quer tudo perde
Quem vai ao mar avia-se em terra
Quem é vivo sempre aparece
Querer é poder
Recordar é viver
Roma e Pavia não se fez num dia
Rei morto, rei posto
Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
Santos da casa não fazem milagres
São mais as vozes que as nozes
Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
Todo o homem tem o seu preço
Todos os caminhos vão dar a Roma
Tristezas não pagam dívidas
Uma mão lava a outra
Uma desgraça nunca vem só
Vão-se os anéis e fiquem os dedos
Vozes de burro não chegam aos céus
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

sábado, 13 de dezembro de 2014

Feliz 1º Aniversário...

Ditados Populares Portugueses (I)

in: 3.bp.blogspot.com
Para se brincar um pouco nas férias do Natal, não há como ensinar aos que não sabem, alguns ditados populares portugueses...E toca a divertirem-se...e por que não fazer um concurso caseiro, a ver quem sabe mais provérbios?

A ambição cerra o coração
A pressa é inimiga da perfeição
Águas passadas não movem moinhos
Amigo não empata amigo
Amigos amigos negócios à parte
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
A união faz a força
A ocasião faz o ladrão
A ignorância é a mãe de todas as doenças
Amigos dos meus amigos, meus amigos são
A cavalo dado não se olha a dente
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo
Antes só do que mal acompanhado
A pobre não prometas e a rico não devas.
A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado
A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata
A necessidade aguça o engenho
A noite é boa conselheira
A ocasião faz o ladrão
A preguiça é mãe de todos os vícios
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro
A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas
A pensar morreu um burro
A roupa suja lava-se em casa
Antes tarde do que nunca
Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
As palavras voam, a escrita fica
As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras
Até ao lavar dos cestos é vindima
Água e vento são meio sustento
Boi velho gosta de erva tenra
Boca que apetece, coração que padece
Baleias no canal, terás temporal
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz
Boda molhada, boda abençoada
Burro velho não aprende línguas
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
Cada cabeça sua sentença
Chuva de São João, tira vinho e não dá pão
Casa roubada, trancas à porta
Casarás e amansarás
Criou a fama, deite-se na cama
Cada qual com seu igual
Cada ovelha com sua parelha
Cada macaco no seu galho
Casa de ferreiro, espeto de pau
Casamento, apartamento
Cada qual é para o que nasce
Cão que ladra não morde
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
Com vinagre não se apanham moscas
Coma para viver, não viva para comer
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado
Candeia que vai à frente alumia duas vezes
Casa de esquina, ou morte ou ruína
Cada panela tem a sua tampa
Cada um sabe as linhas com que se cose
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
Casa onde entra o sol não entra o médico
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo
Com a verdade me enganas
Com papas e bolos se enganam os tolos
Comer e o coçar o mal é começar
Devagar se vai ao longe
Depois de fartos, não faltam pratos
De noite todos os gatos são pardos
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra
De Espanha nem bom vento nem bom casamento
De pequenino se torce o pepino
De grão a grão enche a galinha o paparrão
Devagar se vai ao longe
De médico e de louco, todos temos um pouco
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és
Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'
Depressa e bem não há quem (ou Depressa e bem há pouco quem)
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
Depois da tempestade vem a bonança
Da mão à boca vai-se a sopa
Deus ajuda, quem cedo madruga
Dos fracos não reza a história
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Enquanto há vida, há esperança
Entre marido e mulher, não se mete a colher
Em terra de cego quem tem olho é rei
Erva daninha a geada não mata
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão
Em tempo de guerra não se limpam armas
Filho de peixe, sabe nadar
Gaivotas em terra, tempestade no mar
Guardado está o bocado para quem o há de comer
Galinha de campo não quer capoeira
Gato escaldado de água fria tem medo
Guarda o que comer, não guardes o que fazer
Homem prevenido vale por dois
Há males que vêm por bem
Homem pequenino ou velhaco ou dançarino
Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto
Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles
Lua deitada, marinheiro de pé
Lua nova trovejada, 30 dias é molhada
Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão
Longe da vista, longe do coração
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital
Manda quem pode, obedece quem deve
Mãos frias, coração quente
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha
Mais vale cair em graça do que ser engraçado
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto
Madruga e verás trabalha e terás
Mais vale um pé no travão que dois no caixão
Mais vale uma palavra antes que duas depois
Mais vale prevenir que remediar
Meu amigo não é o que pensa como eu mas o que pensa comigo!
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha
Muita parra pouca uva
Muito alcança quem não se cansa
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
Muito riso pouco siso
Muitos cozinheiros estragam a sopa
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
Nuvem baixa sol que racha
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
Nem tudo o que reluz é ouro
Não há bela sem senão
Nem tanto ao mar nem tanto à terra
Não há fome que não dê em fartura
Não vendas a pele do urso antes de o matar
Não há duas sem três
No meio é que está a virtude
No melhor pano cai a nódoa
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
Nem oito nem oitenta
Nem tudo o que vem à rede é peixe
No aperto e no perigo se conhece o amigo
No poupar é que está o ganho
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
O saber não ocupa lugar
Os cães ladram e caravana passa
O seguro morreu de velho
O prometido é devido
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O segredo é a alma do negócio
O bom filho à casa retorna
O casamento e a mortalha no céu se talha
O futuro a Deus pertence
O homem põe e Deus dispõe
O que não tem remédio remediado está
O saber não ocupa lugar
O seu a seu dono
O sol quando nasce é para todos
O óptimo é inimigo do bom
Os amigos são para as ocasiões
Os opostos atraem-se
Os homens não se medem aos palmos
Para frente é que se anda
Pau que nasce torto jamais se endireita
Pedra que rola não cria limo
Para bom entendedor meia palavra basta
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Para baixo todos os santos ajudam
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
Patrão fora, dia santo na loja
Para grandes males, grandes remédios
Preso por ter cão, preso por não ter
Paga o justo pelo pecador
Para morrer basta estar vivo
Para quem é, bacalhau basta
Passarinhos e pardais, não são todos iguais
Peixe não puxa carroça
Pela boca morre o peixe
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
Quando a esmola é grande o santo desconfia
Quem espera sempre alcança
Quando um não quer, dois não discutem
Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Quem vai à guerra dá e leva
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
Quem sai aos seus não degenera
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
Quem semeia ventos colhe tempestades
Quem vê caras não vê corações
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
Quem casa quer casa
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
Quem com ferros mata, com ferros morre
Quem corre por gosto não cansa
Quem muito fala pouco acerta
Quem quer festa, sua-lhe a testa
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
Quem dá aos pobres empresta a Deus
Quem cala consente
Quem mais jura é quem mais mente
Quem não tem cão, caça com gato
Quem diz as verdades, perde as amizades
Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
Quem não deve não teme
Quem avisa amigo é
Quem ri por último ri melhor
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
Quem diz o que quer, ouve o que não quer
Quem não chora não mama
Quem desdenha quer comprar
Quem canta seus males espanta
Quem feio ama, bonito lhe parece
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
Quando um cai todos o pisam
Quanto mais depressa mais devagar
Quem entra na chuva é pra se molhar
Quem boa cama fizer nela se deitará
Quem brinca com o fogo queima-se
Quem cala consente
Quem comeu a carne que roa os ossos
Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
Quem muito escolhe pouco acerta
Quem nada não se afoga
Quem nasceu para a forca não morre afogado
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
Quem não sabe é como quem não vê
Quem não tem dinheiro não tem vícios
Quem não tem panos não arma tendas
Quem não trabuca não manduca
Quem o alheio veste, na praça o despe
Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
Quem paga adiantado é mal servido
Quem parte velho paga novo
Quem sabe faz, quem não sabe ensina
Quem tarde vier comerá do que trouxer
Quem te cobre que te descubra
Quem tem burro e anda a pé mais burro é
Quem tem capa sempre escapa
Quem tem cem mas deve cem pouco tem
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Quem tudo quer tudo perde
Quem vai ao mar avia-se em terra
Quem é vivo sempre aparece
Querer é poder
Recordar é viver
Roma e Pavia não se fez num dia
Rei morto, rei posto
Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
Santos da casa não fazem milagres
São mais as vozes que as nozes
Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
Todo o homem tem o seu preço
Todos os caminhos vão dar a Roma
Tristezas não pagam dívidas
Uma mão lava a outra
Uma desgraça nunca vem só
Vão-se os anéis e fiquem os dedos
Vozes de burro não chegam aos céus
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades