quinta-feira, 17 de abril de 2014

Homenagem a Gabriel Garcia Márquez

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Acabo de ter conhecimento por notícias dadas na televisão portuguesa, da morte do escritor colombiano e prémio Nobel da Literatura, GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ, a quem os amigos tratavam por GABO. Apresso-me, por isso, a prestar-lhe aqui a homenagem devida.

Morreu em casa nesta quinta-feira, na Cidade do México, com 87 anos, tendo junto de si os seus dois filhos e a sua mulher. Fora internado no princípio do mês num hospital na Cidade do México, devido a uma pneumonia, e depois de ter regressado a casa a 8 de abril, encontrava-se já "num estado de saúde muito frágil e com risco de complicações" segundo palavras dos seus familiares...

E assim partiu uma figura de vulto, um Prémio Nobel da Literatura de 1982,  que se encontrava retirado desde 2010!

Há cerca de 2 anos, um irmão seu, Jaime García Marquez, dava notícias do escritor, comunicando que lhe fora diagnosticada perda de memória e demência...O autor da grande obra "Cem anos de solidão" não voltaria a escrever. Assim, o seu último livro seria "Memória das minhas putas tristes", um livro de ficção editado em 2004. Dez anos antes publicara "Do amor e outros demónios"!

Visitou Lisboa, no verão de 1975, assistindo de perto ao desenrolar da revolução e, inspirando-se no que viu, escreveu três reportagens para a revista fundada por si, de nome "Alternativa"!

De entre a sua obra podemos contar com uns 30 títulos entre crónicas,  novelas e romances; também encontramos material jornalístico e uma autobiografia, "Vivir para contarla" ("Viver para contar"), de 2002.

Algumas obras de ficção: "O amor em tempos de cólera", "Notícia de um sequestro", "O outono do patriarca", "Ninguém escreve ao coronel".

García Marquez foi também distinguido com outros prémios, entre eles o Romulo Gallegos, o Neustadt de Literatura e o Nobel.

Ao receber o Nobel de Literatura, em 1982, em Estocolmo, discursou sobre "A solidão da América Latina", e este tornou-se um texto de referência de toda a sua vasta obra literária.

"O escritor era apontado como um dos expoentes da denominada corrente literária "Realismo Mágico", de que o seu livro "Cem anos de Solidão" é paradigma." Jornal de Notícias, 17.04.2014

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