quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O que devemos fazer para ser mais felizes?

É claro que eu não tenho nenhuma "receita especial", mas ao pesquisar sobre este tema que interessa a todos nós, gostei de ler o que Dalai Lama nos aconselha:

"Atingir a Felicidade

Embora seja possível atingir a felicidade, a felicidade não é uma coisa simples. Existem muitos níveis. O Budismo, por exemplo, refere-se a quatro factores de contentamento ou felicidade: os bens materiais, a satisfação mundana, a espiritualidade e a iluminação. O conjunto destes factores abarca a totalidade da busca pessoal de felicidade. Deixemos de lado, por ora, as aspirações últimas a nível religioso ou espiritual, como a perfeição e a iluminação, e concentremo-nos unicamente sobre a alegria e a felicidade, tal como as concebemos a nível mundano. A este nível, existem certos elementos-chave que nós reconhecemos convencionalmente como contribuindo para o bem-estar e a felicidade. A saúde, por exemplo, é considerada como um factor necessário para o bem-estar. Um outro factor são as condições materiais ou os bens que possuímos. Ter amigos e companheiros, é outro. Todos nós concordamos que para termos uma vida feliz precisamos de um círculo de amigos com quem nos possamos relacionar emocionalmente e em quem possamos confiar. 

Portanto, todos estes factores são causas de felicidade. Mas para que um indivíduo possa utilizá-los plenamente e gozar de uma vida feliz e preenchida, a chave é o estado de espírito. É crucial. Se utilizarmos as condições favoráveis que possuímos, tais como a saúde ou a riqueza, com fins positivos, para ajudar os outros, esses factores contribuem para uma vida mais feliz. 

Claro que, pessoalmente, também tiramos partido destas coisas —-facilidades materiais, sucesso, etc., mas se não tivermos a atitude mental correcta, se não cuidarmos do factor mental, estas coisas acabam por ter pouca incidência sobre o sentimento geral de felicidade. Por exemplo, se guardarmos ódio ou rancor no fundo de nós mesmos, isso acabará por destruir a nossa saúde, destruindo assim um dos factores. Por outro lado, se nos sentirmos infelizes ou frustrados, o conforto material não chegará para nos compensar. Mas se mantivermos um estado de espírito calmo e sereno, poderemos sentir-nos felizes mesmo se a nossa saúde não for das melhores. Em contrapartida, mesmo se possuirmos objectos raros ou preciosos, podemos querer deitá-los fora ou destruí-los num momento de grande cólera ou ódio. Nesse momento, os bens não significam nada para nós. 

Existem actualmente sociedades com um grande grau de desenvolvimento material e no seio das quais muitos indivíduos não se sentem felizes. A nível superficial, essa abundância é muito atraente, mas por trás existe um desassossego mental que leva à frustração, a discórdias desnecessárias, à dependência das drogas ou do álcool e, no pior dos casos, ao suicídio. Não existe portanto nenhuma garantia de que a riqueza por si só possa trazer-nos a alegria ou a satisfação que procuramos. O mesmo se pode dizer dos amigos. Quando estamos muito zangados, mesmo um amigo muito próximo pode parecer-nos glacial, frio, distante e muito irritante. 

Tudo isto indica a enorme influência que o estado de espírito, o factor mental, pode ter na nossa vivência de todos os dias. Portanto, temos de ter esse factor seriamente em linha de conta. Independentemente de uma prática espiritual, mesmo em termos mundanos, a nossa capacidade de desfrutar de uma vida agradável e feliz depende da nossa serenidade mental. 

Talvez devesse acrescentar que quando falamos de um estado de espírito calmo ou de paz de espírito não devemos confundir isso com um estado de insensibilidade ou de apatia. Possuir um estado de espírito calmo não significa estar completamente alheado ou amorfo. A paz de espírito, esse estado de serenidade, tem de estar enraizado na afeição e na compaixão, o que implica um grande nível de sensibilidade e de sentimento. 

Enquanto nos faltar a disciplina interior que conduz à serenidade, sejam quais forem as facilidades ou as condições exteriores que nos rodeiam, elas nunca nos trarão esse sentimento de alegria e de felicidade que procuramos. Por outro lado, se possuirmos as qualidades interiores de serenidade e de estabilidade, mesmo que os factores exteriores de conforto normalmente considerados como indispensáveis à felicidade não estejam em nossa posse, podemos ter uma vida alegre e feliz.

Dalai Lama, in 'The Art of Happiness' 

www.unifiniti.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Portugal acolherá 4.500 refugiados!

"Portugal vai receber até 4.500 refugiados

Portugal vai acolher “até 4.500″ refugiados que estão em Itália e na Grécia, confirmou o Ministério da Administração Interna (MAI) dando conta dos resultados da reunião, em Bruxelas, do Conselho de Justiça e Assuntos Internos Extraordinário.
Foi aprovada, em Bruxelas, no Conselho de Justiça e Assuntos Internos (JAI) Extraordinário, uma decisão do Conselho que estabelece medidas adicionais no domínio da proteção internacional a favor de Itália e da Grécia. Portugal, que votou favoravelmente a proposta de Decisão, acolherá, ao longo dos próximos dois anos, até 4.500 beneficiários de proteção internacional”, lê-se no comunicado do gabinete de imprensa do MAI.
O Ministério dirigido por Anabela Rodrigues recordou que o Conselho”aprovou a proposta de recolocação de emergência para mais 120 mil pessoas requerentes de asilo, a que acrescem os 40 mil abrangidos pela Decisão adotada no Conselho JAI Extraordinário do passado dia 14 de setembro”.
Estas pessoas encontram-se na Grécia e Itália, especificou-se.
No texto do MAI, lembrou-se também que, “conforme tinha já referido no Conselho Extraordinário do passado dia 14, Portugal manifestou abertura para, em linha com a proposta da Comissão Europeia, acolher até 4.500 requerentes de proteção internacional”.
Em Bruxelas, a ministra considerou que a Europa encontrou uma “resposta que reflete um acordo equilibrado”, em relação à recolocação de 120 mil refugiados, e informou que se mantém os números de pessoas que irão para Portugal.
Quando questionada sobre o número de refugiados que Portugal receberá à luz desta decisão, a ministra referiu não haver “praticamente alteração em relação aquilo que tinha sido discutido no último conselho (de ministros)”, pelo que o país receberá cerca de três mil pessoas em relação aos 120 mil refugiados e no total “cerca de 4.500/5.000”.
OJE" (23.09.2015)
in: 
http://www.oje.pt/

in: www.bbc.com

terça-feira, 22 de setembro de 2015