sábado, 9 de janeiro de 2016

"A montante e a jusante" significa...


oexilio.wordpress.com 
A montante significa para o lado da nascente de um rio, que sobe, a enchente da maré, para o lado de cima ou da nascente; 

A jusante significa no sentido da foz de um rio, baixa-mar, refluxo da maré, para o lado onde vasa a maré, para o lado de baixo, para o lado da foz, falando-se de rio

"O significado é similar. Se, em termos de geografia, a jusante (do francês "jusant", «maré baixa»), quer dizer «para o lado em que correm as águas de um rio, para o lado da foz», e a montante(provavelmente também do francês "montand", «que sobe») quer dizer «para o lado da nascente», na acepção genérica que pergunta usa-se uma e outra locução adverbial figuradamente, para acentuar o sentido oposto do que se está a expressar. 
Por exemplo: «Os problemas com o túnel das Amoreiras acontecem quer a jusante [ou seja, depois da construção ou perto da conclusão desta] quer a montante [ou seja, antes da sua construção ou no arranque desta].» 
É, pois, o mesmo que dizer: «quer antes, quer depois», «quer à frente, quer atrás», «quer à esquerda, quer à direita», «quer de um lado, quer de outro», etc.
...(...)Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
J. M. C. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Pedras no caminho? Quem as não tem?



in: trilhosecaminhadas.blogspot.com
Pedras no caminho

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.


E que posso evitar que ela vá a falência.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, 


incompreensões e períodos de crise.


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e


se tornar um autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar


um oásis no recôndito da sua alma .

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)
in: www.pinterest.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cozinhar com ervas aromáticas


(imagem obtida em: docini.pt)


As ervas aromáticas têm aroma e sabor agradáveis, por isso, apresentam a vantagem de podermos adicioná-las aos nossos alimentos, quando os confeccionamos e, de preferência, bem frescas!

Digo bem frescas, porque se as ervas aromáticas secam, perdem na totalidade as suas qualidades! Uma forma de as aproveitar bem para não as desperdiçar, no caso de as termos em vasos em nossas casas, é conservá-las em boiões de azeite, hermeticamente fechados. Esse azeite que se torna aromatizado por estar em contacto com as ervas, pode depois ser utilizado nas saladas. Tudo se aproveita!

As ervas frescas aromáticas também podem ser aproveitadas para decorar os pratos que servimos à mesa: bem picadinhas sobre os legumes cozidos, nos molhos, nos guisados e estufados e também nos assados, no momento de os apresentar para comer, sente-se imediatamente o seu aroma fresco e apetitoso!
(Resumido e adaptado de: aromaticasvivas.com)
Vamos fazer uma açorda de gambas com o aroma intenso de coentros bem picadinhos e frescos? Por que não? 
Bom apetite...
imagem conseguida em: www.acozinhar.pt

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A propósito do BANIF


imagem in pt.wikipedia.org


Como solucionar os problemas dos Bancos portugueses? Agora, cada vez que um Banco vai à falência, os contribuintes é que são "chamados à pedra"? É uma grande dúvida que tenho o direito de sentir... Que responsabilidade é que o Zé Povinho tem no assunto? A duvida persiste... Por isso mesmo, resolvi transcrever aqui um artigo de opinião do historiador Rui Ramos, na tentativa de se perceber melhor o que se passa e para que se dissipam algumas dúvidas...

"Banif: o povo tem mesmo o direito de perceber?

Rui Ramos

1/1/2016, 14:35

A propósito da resolução e venda do Banif, aprovadas pela Assembleia da República, a nossa oligarquia política decidiu que o povo tem o direito de “perceber”. Perceber, entre outras coisas, porque é que o governo fez pagar aos contribuintes mais uma falência bancária. Ou, em números, porque é pagámos todos pelo Banif 2.225 milhões de euros (pelo menos), e o Santander só 150 milhões? 

Perceber, aqui, cheira a auto-de-fé: trata-se de arranjar um culpado e queimá-lo, pelo menos simbolicamente. De um lado, dava jeito poder dizer que a culpa foi toda do governo de Passos, que teria adiado e escondido o problema, para chegar às eleições com uma normalidade fingida. Do outro lado, dava jeito dizer que a culpa foi toda do governo de Costa, que teria deixado fugir informação e depois se precipitou, vendendo o Banif ao desbarato e poupando os seus acionistas. O Banif resultou de três anos de manha, ou de três semanas de incompetência? É a esta escolha, determinada pelas simpatias partidárias, que a oligarquia chama “perceber”. 

Mas também se arranjam culpados que deixam toda a gente muito satisfeita. Por exemplo, os banqueiros, que para uns são os únicos responsáveis da crise, e que, para outros, servem pelo menos para adquirir credenciais de justiceiro. Ou, ainda melhor, o governador do Banco de Portugal e a Comissão Europeia. Esta última solução tem esta vantagem: até os banqueiros se juntam ao coro de acusação. 

Este é o caminho pelo qual a nossa oligarquia gostaria de pastorear o entendimento do povo. É um caminho que não leva longe. Porque o ponto de partida do Banif não está no governo de Costa, nem no governo de Passos, nem no governador Carlos Costa, nem na Comissão Europeia, nem no BCE. O ponto de partida está na falência do país, de que a falência da banca é apenas um aspeto (como aqui lembrou José Manuel Fernandes). E o modo como se lidou com os casos bancários deve ser percebido da mesma maneira. 

O caso do Banif justificou duas grandes críticas. A primeira diz respeito à demora em acorrer ao problema. Já ouvimos a mesma coisa nos casos do BPN e do BES. Há que lembrar a situação do país. A partir da década de 1990, o papel da banca foi o de sustentar o consumo e o investimento em Portugal através do endividamento externo. Depois da crise da dívida, continuou a servir para o BCE financiar o Estado indiretamente. Sem os bancos, as ilusões em Portugal ter-se-iam desmoronado, não há quatro, mas há quinze anos. Eis porque todos os governos e todas as autoridades tentaram não ver os problemas e, quando houve que ser finalmente drástico, poupar acionistas e investidores à custa dos contribuintes (menos, até ver, no caso do BES). Ninguém queria assustar o dinheiro internacional de que o Estado e a sociedade viviam desesperadamente. 

O segundo ponto de controvérsia respeita à venda do Banif a um banco espanhol. Mas o processo pelo qual a nossa banca se vai tornar espanhola não começou agora. Começou em 1975, quando o MFA decidiu destruir os grupos financeiros nacionais. Duas décadas depois, outros governos tentaram recompor esses grupos. Acontece que os antigos expropriados já não dispunham de recursos próprios à altura, nem havia um mercado de capitais desenvolvido ou grandes investidores institucionais (até por causa do nosso tipo de Estado social). Os grupos financeiros ressuscitados pela democracia ficaram assim dependentes de dívida e do Estado. As exigências da regulação internacional, depois da crise de 2008, deixaram as suas fragilidades à mostra. A partir daí, era fatal: ou voltavam ao Estado, ou caíam em “mãos estrangeiras”. Mas quem quer perceber isto?"