quinta-feira, 28 de abril de 2016

Sobre a esperança...

"A esperança é um estimulante vital muito superior à sorte." 
Friedrich Nietzsche

imagem in: www.rschindler.com

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Como surgiu o botão da roupa?


imagem extraída de: www.organizaracasa.com
Como terá aparecido o botão, acessório indispensável em tantas peças de roupa que usamos no nosso quotidiano? 

"A História do botão

Esta palavra, “botão”, deriva do verbo “botar”, do latim, que quer dizer: jogar fora.Originariamente servia para designar a parte da planta que dá hastes, flores e folhas.

O botão de roupas, precursor do que conhecemos hoje, surgiu na Idade Média. E logo que apareceu, (como todas as novidades revolucionárias) causou reação, primeiro por ser usado em roupas femininas, depois por ser usado em roupas masculinas. Nessa época chegou a servir mesmo como distintivo com o qual se destacavam as pessoas de comportamento escandaloso ou leviano das pessoas de bom comportamento (da gente de bem).

Evidentemente os que usavam símbolo tão revolucionário eram os levianos. Esse conceito existia por volta do século XII e até então (até o advento do botão), as pessoas usavam as roupas costuradas ao corpo, ou então presas por meio de laços, cada vez que alguém precisava tirar a roupa , esta era toda descosturada, e para vesti-la de novo, costurava-se tudo outra vez. Evidentemente nessa época não se tomava banho todos os dias.
Entretanto, o botão venceu os preconceitos e hoje é um mero acessório, difundido em todo o mundo civilizado.

Até que se desenvolvessem os processos de industrialização, os botões eram apenas de metal. Hoje são de plástico, estanho, osso, nylon, madre pérola enfim, qualquer material que se preste à sua confecção. Os botões de manga de paletó essa fileira que hoje usualmente enfeita o punho, até o tempo de Frederico, o grande, eram colocados acima do cotovelo, mas os soldados desse monarca costumavam limpar o nariz com os punhos das mangas, ele mandou colocar os botões nos punhos, para evitar esse gesto feio e desagradável. Assim, a partir de uma punição, o botão veio formar um adorno cujo uso se prolonga já por mais de um século.

B.Sanders, foi o primeiro a fabricar botões do mesmo tipo dos atuais. Ele inventou um método de forrá-los com tela, por meio de dois discos metálicos que se uniam.

Hoje, máquinas modernas evoluídas através da tecnologia, dão aos botões, diversos formatos e tamanhos.

(Só se cria a partir da necessidade do outro).

Prof. Sonia M. Melhado 

FONTE: http://escolademodasoniaestilista.com/noticia.asp?ID=29"

E os botões das roupas masculinas e femininas estão cozidos na mesma direção?
"Você já reparou que o botão das roupas femininas e masculinas são de direções diferentes? Isso faria sentido se a maioria das mulheres fossem canhotas e os homens destros, mas na realidade, a maioria das pessoas são destras. Então, porque será que é assim?
O motivo remete aos costumes e à moda. Há muito tempo atrás, as pessoas usavam muito mais roupas do que hoje (assim como provavelmente tomavam menos banho). Os homens podiam usar coletes, calças, polainas de lã e jaquetas. Já as mulheres, desde aquela época, incrementavam bem mais o vestuário: podiam usar uma dúzia ou mais de peças, como saias, calça esporte, vestidos, espartilhos e anquinhas.
Principalmente entre a classe alta, as empregadas domésticas e funcionários passavam horas vestindo a dona da casa. Logo, inverter os botões na roupa das mulheres tornava o trabalho mais rápido e mais fácil. Com os homens, que se vestiam sozinhos, a inversão não era necessária. 
E por que esta tradição dura até hoje, se as mulheres claramente se vestem sozinhas? Por nenhuma razão, a não ser que é um costume e poucas pessoas sequer percebem ou reclamam dessa curiosidade. [Life’s Little Mysteries]
FONTE: hypescience.com

terça-feira, 26 de abril de 2016

Sugestão de leitura: Kafka e "A Boneca Viajante"


imagem in: lounge.obviousmag.org 
"O caderno de literatura Babelia do jornal espanhol El País publicou em 08/05/2004 um artigo do escritor argentino César Aira com o título de La Muñeca Viajera (A Boneca Viajante) que abordava um lado pouco conhecido e surpreendente da biografia de Franz Kafka em seu último ano de vida. Segundo o artigo, Kafka teria se encontrado em 1923, durante um passeio no parque Steglitz de Berlim, com uma menina que chorava muito por ter perdido sua boneca e, sensibilizado pelo estado inconsolável da pequena, contou que a boneca havia partido em uma longa viagem. Duante as três semanas seguintes, o próprio Kafka escreveu uma série de cartas imaginárias que Brígida, a boneca viajante, enviava a cada dia de um país diferente, contando suas aventuras para Elsi, a menina triste, até que ela conseguiu superar a perda.

Durante anos, Klaus Wagenbach, um estudioso de Kafka, procurou a menina pela região próxima ao parque, investigou com os vizinhos, colocou anúncio nos jornais, mas nunca conseguiu encontrar a pista da menina ou das cartas. Segundo Dora Dymant, sua última companheira, Kafka se envolveu com tanta seriedade na tarefa de consolar a pequena Elsi como se escrevesse mais um de seus romances ou contos que nunca foram publicados em vida. Toda essa inusitada situação, verdadeira ou não, acabou inspirando Jordi Sierra a escrever este livro e inventar as supostas cartas, criando desta forma um final imaginário para esta estranha e bela história. No trecho abaixo algumas partes da primeira carta da boneca viajante, uma das mais difíceis da série porque tinha a responsabilidade de conquistar a confiança da menina.

"Querida Elsi, antes de mais nada, me desculpe por ter ido embora tão de repente, sem me despedir. Sinto muito e espero que não esteja zangada. Às vezes fazemos coisas sem perceber, ou reagimos inesperadamente diante do que nosso instinto nos diz, e magoamos quem não queremos. Com você e a mamãe também acontece assim, não é mesmo? É que as despedidas são tristes, e eu não queria que você chorasse nem tentasse me convencer a ficar mais um pouco. Temia que você não me deixasse ir, e eu precisava fazer isso. Espero que você compreenda. Eu te amo tanto, Elsi, tanto, que não suportaria vê-la chorar ou que você me visse chorar (...) você deve saber que  viver é seguir sempre em frente, aproveitar cada momento, cada oportunidade e cada necessidade. Você também vai fazer a mesma coisa daqui a alguns anos. As pessoas e as bonecas são feitas de sentimentos e emoções que é preciso ir usando aos poucos. São nossa energia vital. Depois desses anos a seu lado, sou a boneca mais feliz que existe, cheia de energia. Quero que fique contente, e muito, porque tudo que sou devo a você. Você cuidou de mim, me ensinou muitas coisas, me amou e me fez ser uma boa boneca. Agora que me preparo para iniciar uma nova vida, a partida foi triste por deixá-la, mas bonita porque graças a você sou livre para fazer isso." - (págs. 48 e 49).

Franz Kafka morreu no sanatório Kierling, perto de Viena, um ano depois do seu encontro com Elsi, em 3 de junho de 1924, aos 41 anos de idade. Um livro que trabalha com a emoção e a sensibilidade, nos ensinando que amadurecer também pode ser saber deixar quem se ama partir, quando é necessário.

in: http://mundodek.blogspot.pt/2015/11/jordi-sierra-i-fabra-kafka-e-boneca."



domingo, 24 de abril de 2016