quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Manoel de Barros, poeta brasileiro

in: http://lounge.obviousmag.org

 “(...) A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
       Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos (...)

Manoel de Barros


"Biografia de Manoel de Barros

Manoel de Barros (1916-2014) foi um poeta brasileiro. Foi um dos principais poetas contemporâneos. Autor de versos nos quais elementos regionais se conjugavam a considerações existenciais e uma espécie de surrealismo pantaneiro.
Manoel Wenceslau Leite de Barros (1916-2014) nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no dia 19 de dezembro de 1916. Estudou em colégio interno em Campo Grande. Publicou seu primeiro livro de poesias, “Poemas Concebidos Sem Pecados”, em 1937. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou bacharel em Direito, em 1941.
Manoel de Barros foi um poeta espontâneo, um tanto primitivo, que extraía seus versos da realidade imediata que o cercava, sobretudo a natureza. Mostrava-se distante do rótulo de “Jeca Tatu do Pantanal”, que lhe tentaram impingir. Na verdade, ele tinha uma formação cosmopolita, pois viveu no Rio de Janeiro, viajou para a Bolívia e o Peru, conheceu Nova York e era familiarizado com a poesia modernista francesa.
A partir de 1960 passou a se dedicar a sua fazenda no pantanal, onde criava gado. Sua consagração como poeta se deu ao longo das décadas de 1980 e 1990. Recebeu o Prêmio da Crítica/Literatura, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, pela obra “O Guardador de Águas”.
Manoel de Barros publicou mais de vinte livros, entre eles, “Face Imóvel” (1942), “Poesias” (1946), “Compêndio Para Uso dos Pássaros” (1961), “Gramática Expositiva do Chão” (1969), “Matéria de Poesia” (1974), “O Guardador de Águas” (1989), “Livro Sobre Nada” (1996), “Retrato do Artista Quando Coisa” (1998), “O Fazedor de Amanhecer” (2001), e “Portas de Pedro Vieira” (2013).
Em seus últimos anos de vida passou a residir na região central de Campo Grande. Gostava de invenções verbais e neologismos como “eu me eremito”. Realizou uma cirurgia de desobstrução do intestino, mas não resistiu.
Manoel de Barros faleceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 13 de novembro de 2014."

Encontrei em: https://www.ebiografia.com/manoel_de_barros/

in: http://portaldoprofessor.mec.gov.br

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma sugestão para ir ao cinema e ver "As Melodias de Django"





A vida impressionante de Django Reinhardt (1910-1953), descendente de ciganos belgas.

Foi um guitarrista e compositor famoso muito apreciado por Duke Ellington e Louis Armstrong. 

O filme mostra a fuga de Django de Paris (ocupada pelos alemães em 1943), acompanhado da sua família. 

A não perder! As melodias são simplesmente fabulosas!

Para quem gosta de abrir o SPOTIFY, pode ouvir a banda sonora do filme em: 
https://open.spotify.com/album/5iAMr20h7ZTEenmgWXnhjl


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Daniel Bacelar e Rita Redshoes, em dueto!


A 30 de setembro último,  era anunciada em toda a imprensa a morte de Daniel Bacelar, considerado o primeiro rocker em Portugal.

Aqui lhe presto também a minha homenagem!

Daniel Bacelar
in: http://infocul.pt

"BLITZ NOTÍCIAS

Morreu Daniel Bacelar, pioneiro do rock n' roll em Portugal e comummente apelidado de "Ricky Nelson português". Tinha 74 anos e não resistiu a uma doença de foro oncológico.
Bacelar, o primeiro português a gravar um tema rock na língua portuguesa (intitulado "Fui Louco Por Ti"), começou por se destacar aos 17 anos, quando venceu a primeira edição do concurso "Caloiros da Canção", organizado pela Rádio Renascença.
A explosão ié-ié, nos anos 60, permitiu-lhe uma maior exposição e popularidade, lançando novos singles e dando vários concertos até 1967, quando se afastou do mundo da música. Em 2009, voltou aos palcos para cantar "Lonesome Town", grande êxito dos anos 50 popularizado por Ricky Nelson, na companhia de Rita Redshoes, durante o Festival dos Oceanos.
O jornalista Luís Pinheiro de Almeida, autor de um livro sobre a história do ié-ié em Portugal, Biografia do Ié-Ié, lamentou já a morte do músico e amigo pessoal. "Humilde, mas 'teimoso como o diabo' (digo eu!), nunca se sentiu na pele de ser o 'grande pioneiro' do rock em português", escreveu, sobre Bacelar."
(in: blitz.sapo.pt, 30.09.2017)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação

in: http://www.fpcardiologia.pt/
comemoracoes-dia-mundial-da-alimentacao/ 

Hoje, 16 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Alimentação!

Escolhi este artigo que considero importante, pois hoje mais do que nunca, e no nosso interesse pessoal, temos de saber interpretar as informações nutricionais dos rótulos dos alimentos que compramos nos supermercados.

O título do artigo é: 

"Quatro em cada dez consumidores não compreendem informação de rótulos dos alimentos" por Agência Lusa, 16.10.2017:

"Cerca de 40% dos consumidores portugueses não compreendem a informação nutricional básica contida nos rótulos dos alimentos, segundo um estudo encomendado pela Direção-geral da Saúde.
O estudo do Instituto Português de Administração de Marketing, realizado a pedido da DGS e com validação da Organização Mundial da Saúde, foi efetuado com base numa amostra de 1.127 consumidores e vai ser divulgado esta segunda-feira, Dia Mundial da Alimentação.
Mais de metade da população inquirida refere que consulta os rótulos dos alimentos no momento da compra e fá-lo sobretudo para conhecer o prazo de validade, as instruções de uso e também recolher alguma informação sobre os nutrientes.
O estudo procurou conhecer com mais detalhe o nível de compreensão dos rótulos por parte da população, não se baseando apenas na perceção de autoconhecimento dos consumidores, mas organizando grupos focais para uma compreensão objetiva.
Nessa análise, verificou que 40% dos inquiridos não compreendiam realmente a informação nutricional básica que pode permitir fazer escolhas mais saudáveis.
O estudo conclui também que há uma relação “estatisticamente significativa” entre as habilitações escolares e o conhecimento objetivo dos rótulos, sendo esse conhecimento mais elevado quando os consumidores têm qualificações superiores.
Aliás, uma das barreiras identificadas tem a ver com os baixos níveis de literacia da população portuguesa, que antecipam “dificuldade de compreensão da informação nutricional”, referem os autores do estudo, que contou com o contributo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.
Os consumidores revelam falta de conhecimento sobre matérias como os limites diários máximos recomendados de sal e açúcar, que são atualmente de cinco gramas e 50 gramas, respetivamente, para um adulto.
Num comentário a este estudo, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS considera que a análise veio validar a necessidade de mudar a forma de apresentar os rótulos para sistemas visualmente apelativos e que “não impliquem cálculos e recálculos por parte dos cidadãos”.
No fundo, haver um sistema que permita uma rápida descodificação dos rótulos dos alimentos para “facilitar tomadas de decisão” por parte dos consumidores.
A DGS lançou recentemente online uma proposta de descodificar de rótulos que usa um sistema dividido em três cores: vermelho, amarelo e verde. A ideia é os consumidores optarem maioritariamente por alimentos e bebidas com nutrientes da categoria verde e evitarem os da categoria vermelha.
As cores são distribuídas de acordo com os teores de gordura, açúcares e sal.
“É preciso adotar um sistema que funcione como descodificar de rótulos. O ideal é que um país chegue a um consenso sobre um determinado modelo para que as empresas depois o adotem. O modelo deve ser sempre o mesmo e uniforme, mesmo que a adoção por parte das empresas seja voluntária. Mas quem o adotar tem de usar o mesmo sistema, para não haver, por exemplo, uma alteração das cores que pode ainda confundir mais os consumidores”, afirmou Pedro Graça em declarações à agência Lusa.
O diretor do Programa da DGS recorda que, hoje em dia, é necessário “fazer muitas escolhas de alimentos num curto espaço de tempo”, o que torna a leitura dos rótulos “mais importante para tomar melhores decisões”."
in: observador.pt, 16.10.2017


domingo, 15 de outubro de 2017

Avós e netos...e não só!

https://es.fotolia.com
Já tinha lido no verão um artigo de opinião que achei muito interessante e que vou transcrever mais abaixo; a verdade é que nessa altura não me apeteceu partilhá-lo, vá lá saber-se porquê! Talvez por estar ainda em férias e a "preguicite" me ter atacado um pouco...!
Bem, mas o verão passou e acabaram-se as férias; agora estamos na rentrée, há que reagir, retomar forças e ganhar coragem para que a normalidade ao "trabalho" regresse com força!
Ao reler há pouco umas mensagens do meu correio eletrónico, apareceu-me este artigo que me fora enviado por um familiar. Voltei a lê-lo e, como avó,  senti que qualquer uma de nós reconhece ter afinidades com a avó do referido artigo. Há muitas "cenas" que me são familiares...
Logo, senti como que um imperativo em partilhar algo que, afinal, eu também vivi: férias com os meus netos!
O artigo é "delicioso" pois contempla não só a maneira de ser, os sentimentos e emoções da avó, como os da filha e dos netos!
"Resposta da avó que ficou alguns dias com os netos alguns dias nas férias", por Paulo Farinha, na MAGAZINE NOTÍCIAS, de 29.08.2017
"• Olha, filha, não sei se percebi bem os recados que me deixaste. Dizias que a Matilde não come arroz, mas houve um dia em que ela quis provar do arroz de frango que fiz para mim e para o teu pai e gostou. E pediu para repetir. Duas vezes. Já não me lembro se vocês são vegetarianos ou não, se os miúdos comem carne às vezes ou só às terças e quintas, mas ela pareceu tão consolada que no dia seguinte fiz mais. E também gostou do sarrabulho.
• Não lhes dei bolos, como pediste. Mas o teu pai não leu os recados. E ele deu. Todos os dias ao fim da tarde iam dar um passeio com o avô e o cão e passavam por casa da tia Idalina, que lhes dava uns biscoitos. Só soube isto no fim das férias. Mas acho que os biscoitos são muito bons. Depois peço-lhe a receita para te dar. Mas ela não usa cá açúcar amarelo. Não há disso na aldeia.
• Comeram iogurtes e tivemos de comprar mais queijo porque eles acabaram num instante o que tínhamos cá em casa. Já não me lembro se podiam comer queijo ou não ou se era o leite de vaca que não podiam beber. Mas como é difícil arranjar leite de cabra, comprámos do outro na mercearia e não nos chateámos com isso. Não te chateies tu também.
• Não brincaram com o iPad. Enquanto estiveram cá na aldeia nem lhe mexeram. Mas adormeciam a ver televisão. Dizias uma coisa qualquer sobre ecrãs à noite, mas eu não percebi bem.
• Houve algumas birras. E numa delas o João fartou-se de chorar. Ele disse que ia ligar-te, mas o teu pai disse-lhe para ir mas é jogar à bola e estar calado e a coisa resultou.
• Não lhes comprei brinquedos de plástico na feira, como tu disseste. E eles ficaram amuados comigo e não quiseram voltar à feira mais nenhum dia, o que foi uma chatice. Que raio de ideia, filha. Isso não correu muito bem.
• O champô que mandaste para eles, aquele das plantas medicinais, cheirava mesmo mal. Tem paciência, mas lavei a cabeça dos teus filhos com o meu champô. É bem mais barato do que o teu. Andas a gastar uma fortuna numa coisa malcheirosa, filha.
• As toalhas de algodão armado ao pingarelho que tu mandaste são tão fofinhas e estavam tão bem arrumadas que as deixei estar no sítio. Tive medo de as estragar. Os teus filhos tomaram banho todos os dias e limparam-se às toalhas que havia cá em casa. E não lhes caiu nenhum pedaço de pele. Acho que fiz tudo bem.
• Querias que lhes desse três abraços por dia. Nuns dias dei mais, noutros não dei nenhum. E houve um em que me apeteceu dar um tabefe à Matilde, porque estava a fazer uma fita, mas depois acalmou.
• Não houve cá abraços a árvores. Esqueci-me. E houve um dia em que o Pedro caiu da árvore do quintal e fez uns arranhões. Acho que não tinha vontade nenhuma de dar abraços ao tronco.
• Aquela coisa de o João vestir as saias da Matilde é que me pareceu esquisito. Ele nunca pediu para vestir a roupa da irmã. Eu achei isso bem e fiquei contente.
• Todas as noites ouviram música, como pediste, mas não foi o CD dos monges tibetanos, que isso irritava o teu pai. Ouviam a música dos altifalantes da festa. Não querias o Despacito, mas ouviram isso umas dez vezes por dia. E o Toy também. E o Tony Carreira e o Emanuel.
• Só deves ver este papel quando acabares de tirar as coisas dos sacos dos miúdos. Deixei isto no fundo da mochila do Pedro de propósito. Assim, antes de saberes das coisas que não fiz como tu querias, viste os teus filhos e viste como estavam bem alimentados e cuidados.
PS: não precisas de colar isto na porta do frigorífico. Não quero que gastes fita-cola. Se tiveres alguma dúvida, telefona-me. É isso que as mães fazem: atendem o telefone às filhas para responder a dúvidas sobre os netos.
Leia AQUI os recados que deram origem a esta resposta. E AQUI a reação dos netos a esta troca de cartas entre mãe e filha."
Boa leitura!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Significado da expressão: "chamou-lhe um figo"

http://www.gastronomias.com
"Chamou-lhe um figo" é uma expressão utilizada em Portugal e é ouvida com alguma frequência. Pode aparecer em vários contextos.

Procurando no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, aparece-nos: 

"chamar-lhe um figo

 • [Portugal, Informal]  
   Comer sofregamente uma coisa que se considera deliciosa.
•  [Portugal, Informal] 
 Servir-se de algo com grande prazer.

"chamar-lhe um figo"
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 
[em linha], 2008-2013, 
https://www.priberam.pt/dlpo/chamar-lhe%20um%20figo 
[consultado em 17-10-2017]."

No Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, pode ler-se:

""Chamar-lhe um figo" - comer sofregamente uma coisa que se acha muito boa; aproveitar uma boa ocasião".

Pesquisando no Dicionário de Calão, de Eduardo Nobre, encontramos:
Chamar um figo - devorar, comer. saborear.

Mas, pesquisando mais um pouco, neste caso, em: 
visão.sapo.pt, Crónica do Rio, de Hugo Gonçalves, em Glossário 
portuga para bruscas II...", podemos encontrar uma definição um pouco diferente:
"Chamava-lhe um figo - Designa apreciação de alguma coisa, demonstra desejo. Usado com cariz sexual. Exemplo:
- O que é que achas daquela atriz da novela das oito?
- Chamava-lhe um figo.

Temos de concluir que a nossa língua tem expressões muito interessantes e é sempre agradável conhecer as suas "nuances"...e não são poucas, nos contextos mais variados...!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sugestão de Cinema: "Vitória & Abdul", um filme a não perder!

Sim, confirmo o que escrevi no título e que é, claro, apenas uma opinião pessoal: "a não perder "!

É um filme que está classificado como DRAMA/FILME BIOGRÁFICO.

in: magazine-hd.com

"Victoria & Abdul (2017)

Baseado numa história verídica, Vitória e Abdul retrata uma amizade improvável durante os últimos anos do extraordinário reinado da Rainha Vitória (Judi Dench, a atriz vencedora de um Óscar). 
Quando Abdul Karim, um jovem empregado, viaja da Índia com o objetivo de participar no Jubileu de Ouro da Rainha, é surpreendido ao cair nas boas graças da Rainha. 
Enquanto a Rainha começa a questionar as constrições do seu já longo cargo, cria-se uma aliança inesperada entre os dois. 
A lealdade que têm um para com o outro é ameaçada tanto pela família como pelo círculo restrito da Rainha. 
À medida que a amizade se intensifica, a Rainha começa a ter uma visão diferente do mundo, recuperando o seu sentido de humanidade.
  • Realizador: Stephen Frears
  • Produção: Tim Bevan, Eric Fellner, Beeban Kidron, Tracey Seaward
  • Argumento: Lee Hall
  • Atores: Olivia Williams, Judi Dench, Ali Fazal, Michael Gambon, Eddie Izzard, Simon Callow,  Adeel Akhtar, Tim Pigott-Smith, Julian Wadham, Fenella Woolgar
  • Facebook: NOS
  • NOS | 2017 | Reino Unido, EUA | Biografia, Drama, História | 106 min.
  • IMDB: 6.8"


sábado, 7 de outubro de 2017

Portugal é considerado o melhor destino europeu

in: colliers.com





















Claro que estamos muito orgulhosos por este reconhecimento e agradecemos

as visitas da gente de todo o mundo ao nosso país. 

Estou certa de que, como povo hospitaleiro que somos, saberemos receber 

bem quem nos visitar. 


"Portugal ganhou, pela primeira vez, o prémio de melhor destino europeu 
dos World Travel Awards, os 'óscares do Turismo' numa cerimónia que 
decorreu hoje, em São Petersburgo, na Rússia.
Presente na cerimónia, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes
 Godinho, comentou que receber esta distinção inédita "é uma honra e 
um grande orgulho" e mostra que "todo o país é um ativo incrível e 
motivo de visita".
Para a governante, o prémio é resultado do "empenho de todos em 

tornar Portugal um destino turístico de excelência, com uma diversidade 

de oferta única e que se estende por todo o território".
Além de Portugal, estavam nomeados para o prémio Áustria, Reino Unido, 

França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça 

e Turquia.
Nesta cerimónia, Portugal foi o país que mais prémios recebeu, "30% do 

total", segundo informação da Secretaria de Estado. O país recolheu 37 

'óscares', mais 13 do que em 2016.
Estes são alguns exemplos: 
Melhor companhia aérea líder para África: TAP
Melhor companhia aérea líder para América do Sul: TAP
Melhor revista InFlight da Europa: Up Magazine (TAP)
Melhor Porto de Cruzeiros da Europa: Lisboa
Melhor empresa em cruzeiros fluviais: Douro Azul
Melhor destino de praia da Europa: Algarve
Melhor ilha de destino na Europa: Madeira
Melhor projeto de desenvolvimento turístico da Europa: Passadiços 

do Paiva
Melhor organismo europeu oficial de turismo: Turismo de Portugal
Estes reconhecimentos "trazem a responsabilidade acrescida de 

continuarmos, sempre, a qualificar os nossos destinos, a nossa oferta, 

os nossos recursos humanos e a inovar de forma a garantir que estamos 

à altura das exigências de uma procura cada vez mais sofisticada e 

exigente", acrescentou Ana Mendes Godinho.
Na cerimónia, o Turismo de Portugal, pela quarta vez consecutiva, foi 

eleito o melhor organismo europeu oficial de turismo.
Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, manifestou o "enorme 

orgulho" da distinção para um "organismo que tem apenas dez anos".
Este é, sem dúvida, também um reconhecimento da nossa estratégia 

turística e dos bons resultados que, ano após ano, o setor tem vindo a 

alcançar. 
Não é por acaso que o exemplo português é já considerado um 'case 

study' [caso de estudo] internacional", concluiu Luís Araújo.
O porto de Lisboa foi também eleito "Melhor Porto de Cruzeiros da 

Europa", pela qualidade de serviços e pelas infraestruturas disponíveis 

para os turistas que visitam e fazem escala na cidade.
Os World Travel foram criados em 1993 e a seleção dos nomeados é 
realizada à escala mundial por milhares de profissionais do setor." 

(in dn.pt, por DN/LUSA, 30.09.2017)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Hoje celebra-se o feriado de 5 de outubro

Recordemos o que estudámos na História de Portugal:

"A revolução foi proclamada por todo o povo antes ainda de decidida a última acção, que daria origem ao 5 de Outubro de 1910, ou se saber quem alcançaria a vitória; e, desde esse momento, a notícia transmitida para todas as cidades e terras de Portugal, a adesão unânime à República foi verdadeiramente um plebiscito de espontaneidade e entusiasmo, entrando logo a vida portuguesa em normalidade.
Mantiveram-se os valores do Estado, o comércio abriu as suas portas, e a República era consagrada com cantares e alegrias, porque se respirava um ar oxigenado e livre.
As Constituintes de 1911 e os seus Deputados. Obra compilada por um antigo oficial da Secretaria do Parlamento, Lisboa, Livraria Ferreira, 1911, p.381.

Proclamação da República de 5 de Outubro de 1910

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, em Lisboa, dirigentes do Partido Republicano Português dirigiram-se aos Paços do Concelho, de cuja varanda, José Relvas, acompanhado por Eusébio Leão e Inocêncio Camacho, proclamou a República: “Unidos todos numa mesma aspiração ideal, o Povo, o Exército e a Armada acabou de, em Portugal, proclamar a República”.

Testemunho de José Relvas do 5 de Outubro de 1910

A Praça do Município regurgitava, cheia pela multidão que ali acorrera logo depois de pacificada pela confraternização do Rossio. Foram proclamados os membros do Governo Provisório: Presidente, Teófilo Braga; Interior, António José de Almeida; Justiça, Afonso Costa; Finanças, Basílio Teles; Guerra, Correia Barreto; Marinha, Amaro de Azevedo Gomes; Obras Públicas, António Luís Gomes e Estrangeiros, Bernardino Machado. (…).
5 de Outubro de 1910 (Autor: Anselmo Franco)
5 de Outubro de 1910 (Autor: Anselmo Franco)
Fonte: José Relvas, Memórias Políticas, Lisboa, Terra Livre, 1977, p.151.

Testemunho de António José de Almeida do 5 de Outubro de 1910

Batalhou-se durante três dias, mas batalhou-se honrosamente e aqueles que pegaram nas espingardas saíram dessa luta com as mãos tão puras de sangue que, voltando a seus lares podiam tomar ao colo as crianças que encontravam no berço.
Fonte: Discursos do Dr. António José de Almeida (Presidente de Portugal) Durante a sua estadia no Rio de Janeiro, de 17 a 27 de Setembro de 1922, por ocasião das festas comemorativas do 1.º centenário da Independência do Brasil, Rio de Janeiro, Jacinto Ribeiro dos Santos, 1922, p.36."

encontrei em: 

http://www.historiadeportugal.info/5-de-outubro-de-1910/

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Liberdade e Alimentação Saudável

in: radiovaledominho.com

Todos nós pretendemos ter uma saúde de ferro. 
Mas como?
Talvez lendo sobre o que é exposto neste artigo de opinião que abaixo transcrevo. Só espero que, com isso, seja possível conseguir a tão almejada vida saudável que trará, como consequência (penso eu) mais anos na terra com qualidade de vida.
"Pela liberdade de ter uma alimentação mais saudável
Um dos valores mais importantes partilhados pela comunidade dos Global Shapers é a liberdade. Como tive oportunidade de referir no artigo “O Futuro está nas mãos dos jovens” para nós, Global Shapers, a liberdade é inegociável. E é precisamente sobre liberdade e saúde que hoje irei refletir.
O Instituto Nacional de Estatística anunciou a semana passada um novo aumento da esperança média de vida dos portugueses à nascença. Esta evolução coloca, uma vez mais, Portugal acima da média europeia e pelas melhores razões. De acordo com o relatório Health at a Glance: Europe 2016, os portugueses vivem, em média, mais do que os restantes europeus.
Mas se, por um lado, vivemos mais do que os restantes europeus, a verdade é que, quando olhamos para o número de anos de vida saudáveis perdidos após a idade dos 65, a realidade portuguesa é preocupante. Relativamente a este indicador, Portugal está no grupo dos piores da Europa. Por outras palavras, os portugueses vivem mais tempo, mas também mais doentes durante os seus últimos anos de vida.
Portugal é o país com a maior prevalência de diabetes da OCDE. Estamos acima da média dos restantes países da OCDE no que diz respeito à hipertensão arterial e ao excesso de peso/obesidade infantil. As doenças crónicas, que hoje representam os maiores encargos do SNS, são originadas por fatores de risco evitáveis tais como o sedentarismo, excesso de peso, tabagismo, alcoolismo e hábitos alimentares. A alimentação pouco saudável é, porventura, dos maiores responsáveis. De acordo com o relatório PNPAS 2017 da Direção Geral da Saúde, os maus hábitos alimentares são culpados pela perda de 15,8% dos anos de vida saudáveis.
A epidemia de doenças crónicas a que assistimos hoje implica encargos crescentes para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). A menos que se consiga inverter esta tendência a sustentabilidade do SNS tenderá a ser matematicamente impossível.
A solução para este problema (diabetes, hipertensão, obesidade) passa pela liberdade. Sejamos objetivos e transparentes: muitos portugueses não têm hábitos alimentares mais saudáveis porque não têm liberdade para o fazer!

Os portugueses não são livres porque não têm acesso à informação

Qualquer cidadão que já tenha feito compras num supermercado saberá que é muito difícil tomar decisões com base em rótulos. São pequenos, confusos e incoerentes. Salvo raras exceções, parece existir uma incapacidade por parte da indústria alimentar de informar de forma clara os consumidores. Será a atual rotulagem alimentar fácil de perceber? Se tiverem dúvidas de qual a resposta, perguntem aos vossos avós. Este obstáculo parece ser ainda maior quando nos referimos aos alimentos mais nocivos pelos seus teores de sal, açúcar e gorduras.
Será divulgado no próximo dia 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, o estudo “Portuguese consumers attitudes towards food labelling ”, promovido pela Organização Mundial de Saúde em parceria com a Direção Geral da Saúde de Portugal, que parece sugerir que os Portugueses não são capazes de fazer escolhas acertadas com base na rotulagem atual dos alimentos.
“O que os olhos não vêem, a consciência não sente!”
Esta dificuldade pode, no limite, ser uma oportunidade de negócio. Movidos por uma genuína preocupação com a saúde das pessoas e com a sua liberdade de melhor escolher, os produtores certamente chegarão a consenso sobre uma forma única de informar os consumidores.
Os franceses conseguiram resolver este problema, apesar da grande resistência da indústria alimentar que considerava não ter a obrigação de informar mais e melhor os cidadãos. Os tribunais decidiram de outra forma.
Existem também outros exemplos da indústria que, sendo bem intencionados, acabam por confundir os consumidores, porque cada marca, cada cadeia de supermercados, usa a seu sistema de rotulagem próprio e diferente de todos os outros. Os consumidores confiam mais nas empresas que utilizam sistemas como o Semáforo Nutricional. Não terão nada a esconder.
Para quando um sistema único, obrigatório, como o Semáforo Nutricional de que todos já ouvimos falar, definido pela Direcção-Geral da Saúde, para todos os alimentos disponíveis no país?
Desde que munidas com a informação necessária, haverá mais pessoas a fazer escolhas mais saudáveis. Essa tendência obrigará a indústria alimentar a reformular-se com vista a ganhar competitividade (reduzindo os teores de açúcar, sal, ou gorduras trans presentes nos alimentos). Os novos desafios do mercado implicarão inovação. A inovação criará, como é natural, oportunidades no mercado laboral.

Os portugueses não são livres porque são viciados sem saber

Na semana passada decidi fazer uma experiência: ir às compras ao supermercado e tentar planear uma dieta respeitando os valores máximos de açúcar e sal diários recomendados pela OMS.
Analisei cuidadosamente todos os rótulos nutricionais disponíveis (sendo que quase precisei de usar uma lupa para o fazer em algumas situações). Passadas apenas algumas tentativas percebi que o meu objetivo seria impossível. São raríssimas as opções de cereais de pequeno-almoço que não estejam carregadas de açúcar adicionado. Os cereais do mercado português têm, em média, 24,45g de açúcar por cada 100g (média calculada com base numa amostra de 35 marcas/tipos de cereais de pequeno almoço disponíveis no mercado português).
Perante isto que pais se continuarão a orgulhar de ao pequeno-almoço obrigarem os seus filhos a comer em média 2 pacotes de açúcar escondidos em cada mão cheia dos seus flocos de cereais favoritos?
Para que serve, então, tanto açúcar adicionado? Será mesmo necessário?
Além de ter a função de adoçar o sabor dos alimentos, o açúcar tem também propriedades altamente aditivas. Não são raras as vezes em que grande parte do açúcar adicionado na produção dos alimentos não se destina a criar sabor mas sim a viciar os consumidores.
Acredito que aqui o Estado deve intervir. Tomemos por exemplo uma das medidas mais polémicas tomadas pelo Governo neste âmbito: a tributação das bebidas açucaradas (refrigerantes).
Quanto a esta medida houve quem tenha acusado o Estado de querer apenas engordar o seu Orçamento através de impostos indiretos. Por outro lado, algumas marcas de bebidas açucaradas previram o colapso das vendas e pré-anunciaram o desinvestimento no país.
Passados apenas meses desde o início da aplicação da tributação, foi evidente que nenhum desses receios se concretizou. Ainda que movidos por um incentivo financeiro (ficar abaixo do valor de corte da tributação), os produtores de refrigerantes diminuiram drasticamente os níveis de açúcar adicionado às bebidas em apenas três meses.
Pessoalmente não senti qualquer variação no sabor. A explicação poderá ser, por um lado, o facto de as papilas gustativas da língua do ser humano terem uma capacidade adaptativa grande relativamente a variações graduais dos níveis de sal e açúcar, e, por outro lado, porque grande parte do açúcar que desapareceu não se destinava ao paladar. A que se destinaria então?
Com esta medida não se pretende limitar a liberdade de quem gosta de beber bebidas refrescantes de o continuar a fazer. Pretende-se, sim, evitar que essa liberdade seja desvirtuada pela adição de substâncias desnecessárias.
De acordo com dados recentemente divulgados pelo Ministério da Saúde, graças a esta taxa, em 2017 os Portugueses irão ingerir menos 4.225 toneladas de açúcar do que em 2016. Os benefícios desta redução só se farão sentir a médio e longo prazo na saúde de cada um.
Faz agora todo o sentido revisitar a arquitetura desta medida. Neste momento, tendo por base apenas dois escalões de tributação, o incentivo para as diferentes marcas de bebidas se diferenciarem é reduzido. Se se quiser ter bebidas cada vez mais saudáveis há que criar mais sub-escalões e talvez não taxar, de todo, as bebidas com teores realmente baixos de açúcar.
Não há dúvidas que, do ponto de vista da saúde pública esta inovação legislativa foi um sucesso. Não deveria então a Assembleia da República, guardiã da “liberdade” e representatividade dos cidadãos, refletir sobre o alargamento deste modelo a outras áreas, como por exemplo aos alimentos com quantidades nocivas de sal adicionado?
De que está o Parlamento à espera para voltar legislar no sentido de diminuir o valor limite do sal adicionado ao pão?
Uma infografia recentemente publicada pela revista The Lancet, com o tema “How can Governments support healthy food preferences”evidencia que através de estratégias concertadas é possível melhorar os hábitos alimentares das populações. Todos, governos, escolas, vendedores, produtores, indústria e cidadãos têm de fazer a sua parte.
No entanto, de acordo com o estudo “The effects of policy actions to improve population dietary patterns and prevent diet-related non-communicable diseases: scoping review”, recentemente publicado no European Journal of Clinical Nutrition, a mais efetiva de todas as estratégias está nas mãos do Estado: a tributação/taxação. Esta é a forma mais efetiva de persuadir a Indústria a tornar as suas fórmulas mais saudáveis.
Numa altura em que a discussão do Orçamento do Estado se aproxima, qual será a atitude a assumir pelo nosso Parlamento? Ficar de braços cruzados acreditando que a autorregulação e as leis do mercado ditarão um futuro mais saudável? Ou, em nome da sustentabilidade do SNS e de uma vida mais saudável, o Estado defender e capacitar as pessoas com informação que lhes permita ter uma verdadeira liberdade de escolha?
Francisco Goiana da Silva tem 28 anos. É médico, docente na área de Gestão e Inovação em Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior e atualmente desempenha funções na Secretaria de Estado Adjunta e da Saúde. Formado na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tem um mestrado em International Health Management pelo Imperial College de Londres e é pós-graduado pela Harvard School of Public Health. Foi o primeiro Global Shaper português a participar nas reuniões do encontro anual do Fórum Económico Mundial em Davos (2014).
O Observador associa-se aos Global Shapers Lisbon, comunidade do Fórum Económico Mundial para, semanalmente, discutir um tópico relevante da política nacional visto pelos olhos de um destes jovens líderes da sociedade portuguesa. Ao longo dos próximos meses, partilharão com os leitores a visão para o futuro do país, com base nas respetivas áreas de especialidade, como aconteceu com este artigo sobre as políticas inovadoras de Saúde Pública. O artigo representa, portanto, a opinião pessoal do autor enquadrada nos valores da Comunidade dos Global Shapers, ainda que de forma não vinculativa."
(in: observador.pt, 03.10.2017, por Francisco Goiana da Silva)