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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Que significa para nós o Natal?


O Natal tem um significado muito especial para todos nós, porque é a época em que se celebra o nascimento de Jesus Cristo.

É interessante referir que já se comemora há 1600 anos e no dia 25 de dezembro. 

O nome Natal refere-se à festa religiosa cristã em que Jesus é o centro do Cristianismo e o dia 25 de dezembro foi fixado pela Igreja Católica no ano de 350 pelo Papa Júlio I, oficializado mais tarde como dia feriado. 

A verdade é que a Bíblia não refere o dia exato em que Jesus nasceu e por isso a comemoração do Natal não fazia parte das tradições cristãs no início. "O Natal começou a ser celebrado para substituir a festa pagã da Saturnália, que por tradição acontecia entre 17 e 25 de dezembro. 

A comemoração do Natal em substituição dessa celebração foi uma tentativa de facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos. Apesar disso, alguns estudiosos afirmam que Jesus terá nascido em Abril, e que a data foi instituído pela Imperador Romano Constantino para agradar os cristãos." (in significados.com.br

Em relação à história do Natal, a Bíblia descreve que Jesus nasceu num estábulo em Belém, podendo ler-se nos evangelhos de Mateus e Lucas. Este é um dos textos mais conhecidos sobre o Natal, em Lucas 2:1-14: 
"Naqueles dias, César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano. Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se. Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho. Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou trazendo boas-novas de grande alegria para vocês, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto servirá de sinal para vocês: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura". De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor". 

Quando comemoramos o Natal não faltam os símbolos importantes de cada país tais como o presépio, o pinheirinho e a iluminação, a consoada com os seus pratos típicos e doces, as músicas, a troca de prendas, o peru recheado do Dia de Natal e as tradições de cada família... 

"A árvore de Natal é um dos símbolos mais populares, e normalmente é um pinheiro. Há muitas versões sobre a associação da árvore ao Natal. Uma delas é que o formato triangular do pinheiro representaria a Santíssima Trindade. O costume de enfeitar as árvores de Natal surgiu em 1539 em Estrasburgo. Na América Latina, apenas no século XX teve início essa tradição. Atualmente, as árvores são naturais ou artificiais, sendo que estas últimas encontram-se à venda em cores variadas." (in significados.com.br

O Pai Natal é inspirado na figura de São Nicolau, um bispo do século III, e as crianças acreditam que é ele quem traz os presentes, como conta a tradição. 

Quanto ao símbolo da estrela de Natal, indica que foi ela quem guiou com a sua luz intensa os três reis magos até ao local onde Jesus nasceu (Evangelho de Mateus) 

O símbolo dos presentinhos de Natal está bem representado pelos reis magos que levaram presentes a Jesus e pelo bispo Nicolau que tinha fama de gostar de dar presentes. É por isso que trocamos presentes no Natal, seguindo a tradição.  

"Tanto as velas de Natal como as outras iluminações de natal simbolizam Jesus, que afirmou ser "a luz do mundo". Em termos gerais, o Natal significa paz, alegria, fraternidade e generosidade. Todas as tradições associadas às comemorações natalinas proporcionam um forte aumento das vendas, constituindo a melhor época para os comerciantes." (in significados.com.br) (resumido e adaptado de Significado do Natal em significados.com.br)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O stress do Natal...


imagem conseguida em: www.crazynews.com.br 
A época festiva que se aproxima é, sem dúvida, uma altura em que a família aproveita para estar reunida, cheia de alegria e de presentes para trocar entre os seus elementos. 

No entanto, tem-se vindo a constatar que ano após ano, o Natal traz consigo cada vez mais stress às pessoas, uma vez que a ansiedade em que são mergulhadas é uma evidência. Ligados a esta atitude estarão o espírito consumista que as acompanha nestes tempos modernos, imposto por uma publicidade agressiva que lhes entra em casa, quer pela rádio, quer pela T.V. e também pela sua mente acomodada e fraca em relação a tudo o que é festivo, aceitando a atitude com naturalidade. 

Ora, o que eu quero dizer, é que, sob o pretexto do nascimento de Jesus, todos nós nos deixamos arrastar pelo prazer das compras, pela ansiedade de entregar muitos presentes caros e a última coisa em que pensamos, é no nascimento de Cristo!

Li nas Seleçções do Reader's Digest (Dezembro 2013)  que um estudo divulgado na Revista Científica Circulation concluiu que os ataques de coração são mais frequentes em dezembro, devido às tensões da quadra festiva do Natal. "Este facto parece ser corroborado por um estudo independente realizado no Reino Unido, que concluiu que metade dos homens britânicos considera as compras de Natal mais stressantes do que ser despedido." 

Devíamos mudar a nossa atitude no Natal, comprando apenas presentes simbólicos para oferecer e não gastando dinheiro "a rodos" como normalmente acontece; isto...no caso de o podermos fazer, pois caso contrário, ninguém tem de levar a mal. 

Estando todos reunidos e distribuindo uns pelos outros amor verdadeiro, é por si só, suficiente! É claro que esta é uma simples opinião pessoal! Também poderei dizer que "Cada um sabe de si e Deus sabe de todos".

Ainda assim...gostava de deixar uma sugestão: que tal gastar menos em prendas para oferecer e doar algum dinheiro a algumas instituições de solidariedade social?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Refletir sobre o Natal de uma forma espiritual - a festa da família!



(imagem de:
salmaritimo.blogspot.com)
Li esta frase que me foi enviada por uma amiga...e concordo em absoluto com ela:

"Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença da minha família feliz."

Daí eu dedicar este poema de João Coelho dos Santos a quem ler este post:

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)

http://acolitos.carmelitas.pt/blog/?p=67

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Ciclo do Natal

                          Dia De Natal

Pesquisa sobre

O Ciclo Natalino



* Rúbia Lóssio

"Meu São José dai-me licença
Para o Pastoril dançar,
Viemos para adorar Jesus  
nasceu para nos salvar."

O ciclo natalino inicia-se na véspera do Natal, 24 de dezembro, e vai até o dia de Reis, 6 de janeiro. Para acompanhar esse período, é preciso manter a ingenuidade de uma criancinha, a esperança de um amanhecer ensolarado, a ternura de um botão de rosas e a leveza de uma linda borboleta no ar. A emoção do povo é revelada nos folguedos natalinos através de sua ação dramática. Temos vários folguedos natalinos, como o pastoril, o bumba-meu-boi, a cavalhada, a chegança, que fazem referências à Noite de Festas e ao grande dia em que Jesus nasceu. Desses folguedos, o mais tipicamente natalino é o pastoril religioso, que tem em sua essência a temática da visitação dos pastores ao estábulo de Belém onde Jesus nasceu.

Há registros sobre o pastoril desde da Idade Média. Em Portugal são conhecidas as peças de Juan de Encina e Gil Vicente, baseadas em temas populares anteriores, segundo o professor Roberto Benjamin. Como denominação popular do pastoril, temos a Lapinha, que desaparecera quase completamente, cedendo lugar aos pastoris. Câmara Cascudo descreve que a Lapinha "era representada na série dos pequeninos autos, diante do presépio, sem intercorrência de cenas alheias ao devocionário. Os presépios foram armados em Portugal desde 1391, quando as freiras do Salvador fizeram o primeiro." O presépio designa o estábulo ou o curral, lugar onde se recolhe o gado, e representa as cenas do nascimento de Jesus em Belém. Há também uma diferença terminológica decorrente de sua grandiosidade. Ou seja, se o era grande, rico e bonito, era chamado de Presépio; se era pobre, pequeno e despojado, era uma Lapinha.

Mas, o que ficou na tradição foi a queima da Lapinha, no dia 6 de janeiro, pois só por volta do século XVI, três centúrias após a criação da simbologia do presépio, teve início a dramatização da cena da Natividade, com contos populares, danças e produção literária anônimas, como registra Geninha da Rosa Borges. Pereira da Costa relata que "o pastoril era, a princípio, a representação do drama hierático, o nascimento de Jesus Cristo, o presépio dos bailados e cantos próprios. Conta a lenda que São Francisco de Assis, querendo comemorar de maneira condigna o nascimento de Jesus, no ano de 1223, entendeu de fazer uma representação do maior acontecimento da Cristandade. Obteve licença do Papa e fez transportar para uma gruta um boi, um jumento e uma manjedoura, colocando o menino Jesus sobre a palha, ladeado pelas imagens de Nossa senhora e São José.

Dentro dessa gruta, celebrou uma missa, assistida por um grande número de frades e camponesas das redondezas. Durante o sermão, pronunciou as palavras do Evangelho: "colocou-o num presépio, apareceu-lhe nos braços um menino todo iluminado", e a partir daí, a representação dos presépios tornou-se comum e espalhou-se por todo o mundo. O aparecimento do présepio em Pernambuco vem, talvez, do século VI, no Convento Franciscano em Olinda. Mário Souto Maior comenta que, "com o passar dos anos, o presépio, que era representação estática do nascimento de Jesus Cristo, até os fins do século VIII, começou a ter a sua forma animada pelas pastorinhas cantando loas, com a participação do velho, do pedegueba". Câmara Cascudo define o pastoril como "cantos, louvações, loas, entoadas diante do presépio na noite do Natal, aguardando-se a missa da meia-noite. Representavam a visita dos pastores ao estábulo de Belém, ofertas, louvores, pedidos de bênção. Os grupos que cantavam vestiam-se de pastores, e ocorria a presença de elementos para uma nota de comicidade, o velho, o vilão, o saloio, o soldado, o marujo, etc. Os pastoris foram evoluindo para os autos, pequeninas peças de sentido apologético, com enredo próprio divididos em episódios que tomavam a denominação quinhentista de "jornadas" e ainda a mantêm no nordeste do Brasil..." Nas jornadas, que eram um grande atrativo do pastoril, realçava-se o estilo dramático, fazendo com que os partidários atirassem flores, lenços de seda e até chapéus.

O Pastoril tem como corpo principal o grupo de pastoras, subdividido em dois cordões (azul e encarnado). A Mestra dirige o cordão encarnado, e a Contramestra, o cordão azul. Há também o Anjo, o Pastor, o Velho - personagem cômico, originário provavelmente do pastor -; a Diana, que é a intermediária entre os dois cordões; a Borboleta, personagem faceira; a Jardineira, que canta e dança uma jornada em solo, referente às atividades da jardinagem; a Libertina, que é, em algumas variantes, a pastora tentada pelo Demônio; o Demônio ou Diabo, que vem tentar as pastoras; a Cigana, que representa o povo cigano que vem dizer o destino, a sorte de Jesus e que "às vezes, lê a sorte das pastoras e das pessoas da platéia, lendo a mão na tradição da buena dicha para recolher o dinheiro.

Trajando saias curtas e rodadas, e corpetes ou blusas brancas, e usando um diadema enfeitado com fitas, as pastoras, com toda a graciosidade, trazem na mão pandeirinhos ou maracás, adornados da mesma forma. O Anjo apresenta-se como um anjo de procissão, com asas de papel; a Cigana veste saia comprida e usa brincos, lenços, colares de moedas douradas; a Borboleta usa asas transparentes e antenas de papel colorido; e o Pastor utiliza um cajado.

Assistir a uma encenação do pastoril, que seduz e encanta, revelando de maneira maravilhosa a estonteante beleza do Ciclo Natalino, traduzida nos rostos das pastoras, é deslumbrar-se com um espetáculo único do povo brasileiro.

* Rúbia Lóssio é vinculada ao Centro de Estudos Folclóricos Mário Souto Maior e mestre pelo Curso de Mestrado em Administração Rural e Comunicação Rural da UFRPE

Natal na Pintura

(coloque o mouse sobre o título da obra)

1 - Virgem com o Menino,S. Bartolomeu e Santo Antão

2 - Nossa Senhora com o Menino, Álvaro Pires de Évora.

3 - Nossa Senhora com o Menino, Álvaro Pires de Évora.

4 - Nossa Senhora com o Menino, Álvaro Pires de Évora

5 - Nossa Senhora com o Menino e dois Anjos, Álvaro Pires de Évora.

6 - A Virgem, o Menino e Anjos num Jardim, Gregório Lopes.

7 - Presépio, Gregório Lopes.

8 - Adoração dos Magos, Vicente Gil.

9 - Natividade, Vasco Fernandes.

10 - Adoração dos Magos, Vasco Fernandes.

11 - A Virgem com o Menino, Antônio Vaz.

12 - Repouso na Fuga para o Egito, Álvaro Nogueira.

13 - Apresentação do Menino no Templo, Antônio de Oliveira Bernardes.

14 - Francisco de Assis e Santa Clara Adorando o Menino Jesus, Josefa de Óbidos.

15 - Natividade, Josefa de Óbidos.

16 - Adoração dos Pastores, Josefa de Óbidos.

17 - S. José e o Menino, Josefa de Óbidos.

18 - O Menino Jesus Salvador do Mundo,Josefa de Óbidos.

19 - Sagrada Família, André Reinoso.

20 - Adoração dos Magos, André Gonçalves.

21 - Sagrada Família (autor desconhecido).

O Menino Jesus Salvador do Mundo,Josefa de Óbidos, 1630 - 1684 , óleo sobre tela - Igreja Matriz -Cascais, Portugal

Fonte de pesquisa

Anoticia.com.br

Referências Bibliográficas: AMORIM, Leny.(Org) Em Louvor ao Natal. Recife: Academia Pernambucana de Música, 1992.102 p BENJAMIN, Roberto. Folguedos e Danças de Pernambuco.

Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Coleção Recife, LV. Pg. 50 - 53

BRANDÃO, Théo. Folguedos Natalinos - Pastoril. Coleção Folclórica da UFAL - 27.

Museu Théo Brandão, de Antropologia e Folclore, UFAL/CBDF. Alagoas, 1976.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro.

Rio de Janeiro: ed. 9º, Ediouro, Pg. 682 - 684

MAIOR, Mário Souto. O PASTORIL. in: (Org.)Leny Amorim. Em Louvor ao Natal.

Recife: Academia Pernambucana de Música, 1992. P.21 -

domingo, 25 de dezembro de 2011

Hojé é Dia de Natal! Festas Felizes!

                  

Pesquisa: http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm#Origem do Natal

Simbologia

Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.

Árvore - Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.

Presentes - Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebrava a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. O Ano Novo romano tinha distribuição de mimos para crianças pobres.

Velas - Representam a boa vontade. No passado europeu, apareciam nas janelas, indicando que os moradores estavam receptivos.

Estrela - No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis-magos em encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até o estábulo onde nasceu Jesus.

Cartões - Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar conjuntamente os familiares.

Comidas típicas - O simbolismo que o alimento tem na mesa vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.

Presépio - Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Hoje é a Noite de Consoada - Feliz Natal



Encontrei aqui:

Origem do Natal

Universal, abrangente, calorosa ­ assim é a festa de Natal, que envolve a todos. Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas.

Até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade.

Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.

A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura.

Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus.