sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Benefícios do caroço de abacate

Tendo pesquisado os benefícios de alguns frutos utilizados por nós na alimentação, achei interessante os do abacate e resolvi partilhá-los:

"Caroço de abacate – Benefícios e para que serve!

O abacate é um ingrediente tropical muito comum, e você pode adicioná-lo frequentemente em saladas e sanduíches também. Normalmente, apenas a polpa do abacate é utilizada na preparação de alimentos. Mas a semente do abacate é rica em nutrição e o caroço de abacate tem propriedades saudáveis e benéficas, com uma longa história de uso medicinal na cultura tradicional. Você pode usar um caroço de abacate ralado, triturando em um processador de alta potência para o uso em smoothies e outros alimentos.
Propriedades anti-tumorais
Enquanto estudos em humanos ainda são necessários para confirmar este benefício, os testes em ratos e camundongos indicam que os compostos da semente de abacate têm propriedades anti-tumorais, ou seja, pode ser eficiente para prevenir o câncer. Sementes de abacate possuem um flavonol condensado que é responsável por essa propriedade.
Propriedades antioxidantes
Abacates são entre um grupo de frutas que fornecem benefícios antioxidantes fortes a partir de suas sementes. A semente de abacate, entre outras sementes de frutas, incluindo manga, tamarindo e jacas, têm um nível ainda maior de atividade antioxidante do que as partes mais comumente consumidas dos frutos. Oc caroço de abacate tem benefícios com mais de 70% dos antioxidantes encontrados em toda a fruta.
Preparando a semente do abacate para consumo
Preparar a semente de abacate para consumo é a parte difícil. 
A parte fácil é consumir sendo criativo nas receitas! 
(Foto: www.veggieboards.com)

Saúde digestiva
O chá do caroço de abacate, principalmente, é um excelente remédio para a saúde digestiva. Basta usar ​​a semente de abacate em uma infusão de chá, deixando a semente ralada de molho em água quente por 5 a 10 minutos. Cuidado com esse consumo, pois sem acompanhamento médico você pode acabar passando mais mal ainda com esse chá.
Fibra solúvel
A semente de abacate é uma das maiores fontes de fibra solúvel natural. Esta forma de fibra é importante para pacientes com doença cardíaca, pois ajuda a controlar os níveis de colesterol. Enquanto a aveia é uma das mais importantes fontes de fibra solúvel em uma dieta convencional, a semente de abacate tem consideravelmente maiores quantidades deste composto.
Potássio
A semente de abacate é muito rica em potássio, e o caroço de abacate para artrose tem mostrado bons resultados. No entanto, o nível de potássio diminui à medida que o fruto amadurece. Assim, se você procurar a semente de abacate pelo potássio, utilize frutas que ainda não estão maduras. Níveis significativos de fósforo estão também presentes na semente, mas não tanto como o potássio.
Como preparar sementes de abacate?
Agora que você já entende o caroço de abacate ralado, para que serve, falta saber como preparar essa semente ralada. Corte o abacate e remova a semente, usando uma colher ou faca para “puxar” a semente. Use a polpa do abacate para outras receitas, ou prepare uma guacamole, se for de seu gosto. Use um processador de alimentos para ralar a semente. Lembre-se que a semente é muito densa e dura, e pode danificar um processador de alimentos mais fraco. Ele deve ter lâminas bem afiadas e estar completamente fechado. Após estar bem ralado em ralado em um tamanho que você gosta, separe e use a quantidade certa para suas receitas, guardando o restante na geladeira."
In saudemelhor.com

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"Czardas", de Monti (tocado com Erhu solo)

O Erhu é um instrumento musical tradicional chinês.

Com apenas duas cordas, toca uma melodia comovente única, que soa como a voz humana.

O Erhu é o instrumento mais antropomorfizado e exprime toda a emoção interior do músico. 

A música Czardas, de Monti, é de difícil execução em violino de 4 cordas. 

Imagine-se ao ser executada em apenas duas!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Avós e netos...

Não tenho qualquer dúvida que, como avó,  desempenho um papel importante na vida dos meus netos. Com o seu nascimento, compreendi que ainda me faltam metas importantes a atingir na vida e, muitas delas, incluem-nos como protagonistas essenciais.

O facto de ter de passar a estar muito atenta ao que se passa com eles, a acompanhá-los no seu desenvolvimento e a tentar compreender "o seu mundo" deu um novo sentido à minha vida, que se renovou e iluminou completamente! É muito importante estar sempre a par do que eles pensam, sentem e fazem! E ainda mais importante: fazê-los partilhar! Só assim poderemos conhecê-los, corrigi-los, orientá-los, transmitir-lhes os valores da família!

Gostaria de transcrever uma entrevista dada pelo Dr. Daniel Sampaio, ao jornal Público, a Graça Barbosa Ribeiro, em 26.07.2004 (neste caso, a propósito da comemoração do Dia dos Avós), mostrando a grande importância destes na vida dos netos:

"Bem é... completamente transformador... Uma autêntica revolução interior", diz. Um marco na vida dos adultos que Daniel Sampaio descreve através da dificuldade em o explicar: "Ser-se avô, ou avó, é uma revelação, é ser-se amado sem se perceber muito bem porquê, é ser-se alvo de uma corrente afectiva muito mobilizadora, muito exigente... às vezes cansativa!", brinca. 
"Os netos surgem, normalmente, quando os adultos estão a aproximar-se do final das respectivas carreiras, a pensar na reforma, e, só por existirem, fazem com que eles ganhem uma nova forma de energia, um objectivo novo." 

Inês Jongenelen, psicóloga e professora na Universidade do Minho, fala "de relançamento". "Os avós ganham noção da sua nova importância no seio familiar e da vantagem que a experiência acumulada ao longo da vida lhes confere no relacionamento com os netos", explicita. 
Talvez essa experiência - e a calma que ela permite - explique, na perspectiva de Daniel Sampaio, o tal "estranho amor" dos netos pelos avós: "Pode ter a ver com a presença mais serena e menos exigente dos avós [em relação à dos pais] junto dos netos, desde que estes são muito pequeninos." 
Inês Jongenelen sublinha a importância dos avós no desenvolvimento social e emocional das crianças. Daniel Sampaio dá-lhes um nome: "Os avós são uma espécie de reservatório histórico." E exemplifica: "Quando contam histórias; quando mostram os álbuns de fotografias; quando dão a conhecer os marcos da história familiar; quando desencantam, de arcas antigas, os vestidos que os pais das crianças vestiam quando eram pequeninos, há um encontro a várias gerações que é muito importante para as crianças." Ainda pequeninas, "ganham um passado", um lugar a que pertencem "e que lhes confere, ao longo da vida, uma enorme estabilidade e segurança", afirma o psiquiatra.

"Os avós são uma referência" 
Os avós são educadores? Inês Jongenelen, cuja tese de doutoramento teve como tema os casos das avós cujas filhas foram mães adolescentes, considera que há muitos casos em que sim. Daniel Sampaio ressalva que "os avós só devem ser educadores" precisamente nesses casos, ou seja, quando por qualquer razão não há pais presentes. "Os educadores são os pais. Os avós são uma referência, o tal reservatório de história e, dependendo da relação que tenham com os filhos, nem tem mal nenhum que até deseduquem um bocadinho", considera. 
O psiquiatra chama a atenção para o facto de hoje se estar perante uma geração de avós - no feminino - "muito particular". "São as mulheres dos anos 60, que se lançaram numa carreira profissional, que viveram o Maio de 68 e a liberdade sexual..." Que ganham os netos com isso? Avós diferentes, seguramente. E ainda, à semelhança dos avôs, profissionalmente activas, "que têm com as crianças uma relação baseada não tanto nos cuidados mas, principalmente, na brincadeira, e mediada pelo afecto imediato", considera Daniel Sampaio. Depois, o psiquiatra pede desculpa. Tem três netos à espera que largue o telefone e que se concentre naquilo que é realmente importante: jogar à bola."



Não há nada melhor que ser avô ou avó...! 
E não tenhamos dúvidas que, nos dias de hoje, não é tarefa fácil educar e acompanhar as nossas crianças; pelo  contrário, é um trabalho... cansativo... exaustivo! A verdade é que só assim se fica de consciência tranquila..., a "tal" consciência de dever cumprido!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Os nossos idosos

Esta notícia merece uma profunda reflexão de todos nós, principalmente dos nossos governantes:

"Situação dos idosos: 
O Público cita um relatório, Longterm care protection for older persons: A review of coverage deficits in 46 countries, da OIT, que mostra que Portugal é dos países que menos gasta na protecção dos idosos. Não só tem poucas pessoas capazes de cuidar dos idosos, como é dos países com 'despesas nesta área das mais reduzidas do mundo'. Num dos países a envelhecer mais rapidamente isto deveria ser objecto de alarme e de discussão pública. Só encontrei no Público a notícia." (A Lagartixa e o Jacaré, por José Pacheco Pereira, Professor, in SÁBADO, nº 596, de 1 a 7 de outubro de 2015)

in: darmanda.bloguepessoal.com 

domingo, 4 de outubro de 2015

Para os nativos de outubro...

No Verdadeiro Almanaque BORDA D'ÁGUA, Reportório útil a toda a gente, Para 2015 (Comum)pode ler-se para o mês de outubro: 

"Pessoas indecisas e atraídas pela incerteza projetam a sua vida no desconhecido. Devem os nativos de Balança ser cautelosos e não se precipitarem nas suas tomadas de decisão durante este ano. Incensos - Almíscar; Pedra - Opal; Metal - Cobre; Cor - rosa."


sábado, 3 de outubro de 2015

Nestes últimos anos, o povo português aprendeu uma lição demasiado cara...

Concordo em absoluto com o artigo que vou aqui partilhar neste post do dia de hoje, e que penso que serve de reflexão em relação ao que temos vivido e aprendido nestes últimos anos - os anos da crise que se instalou em Portugal!

imagem in: pt.linkedin.com 
"O Povo é sereno", por Paulo Ferreira em 02.10.2015, in observador.pt

"Faço parte do grupo de eleitores que olha com algum espanto para o que as sondagens nos dizem, apontando todas elas para uma vitória confortável mas minoritária da coligação PàF. Não porque considere, na minha avaliação pessoal, que o Governo deva ser severamente penalizado — o que foi feito teria que ser feito por quem quer que estivesse a governar, mais por aqui ou mais por ali — mas porque nunca imaginei que esse pudesse ser também o julgamento de cerca de 40% do eleitorado. O eleitoralismo, as promessas perigosas, o facilitismo e o clientelismo sempre pagaram. O maior monumento que erguemos a esse fenómeno aconteceu não há muitos anos. Foi nas eleições de 2009, um ano depois da crise financeira e já com todos os sinais de alarme a disparar. José Sócrates apresentou-se ao eleitorado depois de ter aumentado a função pública em 2,9%, com um défice assumido de 5,9% mas na realidade já a caminho do dobro desse valor e com promessas de atirar mais dinheiro — leia-se mais défice e mais dívida — para cima dos problemas, com um programa de obras faraónicas para concluir — TGV, novo aeroporto, nova travessia do Tejo, uma dezena de novas auto-estradas. Era o progresso em forma de betão. Bateu Manuela Ferreira Leite, que foi avisando que não havia dinheiro e que as propostas socialistas eram o caminho para o desastre. A então líder do PSD tinha razão, como qualquer cidadão informado e desprovido de clubite partidária já conseguia perceber e todos viemos tristemente a confirmar um ano depois. A “compra” de votos com dinheiro dos contribuintes das gerações presentes e futuras — aumentos salariais, subsídios a pessoas ou empresas, obras vistosas e outras desgraças com tiques de novo-riquismo — sempre funcionou como trunfo eleitoral. Tal como sempre foram eficazes as promessas de pão e circo, ainda que muitas se percam depois nos caminhos tortuosos da governação quando esta se confronta com a realidade. O país tinha mordido estes iscos há apenas seis anos e nunca imaginei que em tão pouco tempo, tanta gente tivesse aprendido tanta coisa. A lição foi demasiado cara mas, aparentemente, parece estar a ser assimilada: não se distribui dinheiro que não temos. É isso que indicia a aparente resistência eleitoral — estamos a falar de dados de sondagens que vão ser submetidas ao soberano “fact cheking” no domingo — da coligação PSD/CDS, que deve descer substancialmente em relação à votação de 2011 mas que pode ser, ainda assim, a candidatura mais votada. Um povo que, na sua maioria, foi habituado à miragem dos almoços grátis só podia penalizar duramente quem executou o mais duro programa económico da democracia — o ajustamento de Mário Soares em 1983-85 foi também violento, mas a ilusão monetária permitida por uma inflação próxima dos 30% suavizou a sua percepção, embora nem assim o PS tenha escapado nessa altura à mais pesada derrota da sua história. O mesmo povo, perante uma proposta alternativa muito mais simpática e rápida no desmantelamento das medidas de austeridade, como é a do PS de António Costa, seria certamente tentado a ir inequivocamente por aqui. Mas, aparentemente, nem uma coisa nem outra. Nem os fantasmas levantados nos últimos anos sobre um alegado extremismo ideológico do governo fizeram caminho. Neo-liberais? Ultra liberais? Radicais de direita? Desmantelamento do Estado? Fim do Estado Social? Só por distração se pode acreditar nisso. Só por ignorância ou má-fé argumentativa se podem tentar colar essas etiquetas. Se há área onde o governo PSD/CDS falhou e ficou muito aquém do que podia e devia foi na reforma do Estado e na redução do seu peso na economia — coisa que, aliás, o próprio programa eleitoral do PS agora prevê, e bem. Promover a confusão entre esta necessidade e a destruição dos serviços públicos é que enfraquecerá ainda mais o Estado. Também fomos ouvindo, ao longo dos últimos quatro anos, lamentações várias sobre a pacatez do país na sua oposição à troika, à austeridade e, claro, ao Governo. Que não havia protestos ruidosos nem violentos, como muitas vezes se viram em frente ao Parlamento grego. Houve a enorme manifestação de 15 de Setembro de 2012, onde se matou a mudança na Taxa Social Única, momento raro de cidadania que o Governo terá levado em boa conta. Para além disso, restaram as dezenas de arregimentados da Fenprof de Mário Nogueira e a sempre forte capacidade organizativa da CGTP, presenças regulares nas ruas e nas televisões. E, claro, as habituais greves dos transportes públicos. Agora percebemos porque é que estas árvores não representavam a floresta. E não foram os nossos míticos brandos costumes a manter a serenidade nas ruas. Apesar de muito dolorosa, de ter sido executada com erros, com mais cortes cegos do que estruturais e com enormes aumentos de impostos, uma fatia importante da população terá entendido a austeridade como um mal necessário e, tudo pesado, bem sucedida nos seus propósitos principais: recuperar a soberania financeira. A comparação com a caótica aventura grega, fortemente mediatizada em Portugal, terá também ajudado o Governo nesta percepção.Independentemente do vencedor no próximo domingo, esta eleição confirma o país que se posiciona esmagadoramente ao centro, que não gosta de aventuras e que foi confrontado com uma coisa nova: pagoudemasiado caras as ilusões das últimas décadas e agora perdeu-as." 
Jornalista, pauloferreira1967@gmail.com