quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Vamos rir um pouco?

in frasescurtas.com.br


"Os homens fazem-se velhos, bons, é que nunca." 

(Oscar Wilde) 

"Não nego que as mulheres sejam umas tolas, 

pois o Todo Poderoso criou-as para serem 

companheiras condignas do homem." 

(George Elliot)

"As mulheres já não aceitam o amor que anda a pé; 

exigem automóvel." 

(Etienne Rey)

"As mulheres gostam que os homens lhes causem complicações; 

é para isso que os homens existem." 

(Benson)

"As mulheres quando não sabem, adivinham..." (A. Houssaye)

"O casamento tem por base a multiplicação; 

mas não raro dá aso à divisão" (Nunes dos Santos)

"Pessimista: A mulher que pensa que não poderá arrumar o seu carro, entre dois outros, num espaço visivelmente pequeno. 

         Otimista: o homem que pensa que ela não tentará." 

(Grover Whalen)

(Referência: in desaforismos de humor, de Nunes dos Santos, 

Coleção Retalhos, Edições Menabel - 9ª edição)

domingo, 26 de dezembro de 2021

DIA DA SAGRADA FAMÍLIA comemora-se hoje, a 26 de dezembro de 2021!

imagem in vaticannews.va
(A ternura da família de Nazaré)

Comentário da imagem de São José que adormenta em seus braços o Menino Jesus recém-nascido para deixar a Virgem Maria repousar. A imagem tornou-se um ícone deste Natal depois que o Papa referiu-se à ela na Audiência Geral. Uma imagem que não é insólita, porque no decorrer dos séculos está presente em várias obras de arte cristã

Lucio Brunelli – Cidade do Vaticano

São José faz o Menino Jesus adormecer em seus braços para deixar Maria repousar. 
A criança fecha os olhos e estende os braços para cima, descansados, enquanto o pai cuidadoso sorri. É a imagem que acompanhou muitos fiéis neste santo Natal, depois que o Papa falou durante a Audiência geral e a mídia vaticana divulgou a foto. Uma cena de vida diária, terna e realista, na qual muitas famílias se reconheceram. Evidencia ainda mais o mistério da Encarnação. Um nascimento fora do comum: uma mãe virgem, “filha do seu Filho” e um pai que não participou da concepção. Também uma mãe cansada depois da longa viagem até Belém. E um pai que logo se afeiçoa, como todo pai, ao recém-nascido; amando realmente a sua esposa não espera os movimentos de emancipação do século XX para participar dos afazeres domésticos por isso tranquilamente cuida da criança para que Maria repouse. Porque Maria é livre do pecado original, mas não das fadigas da maternidade, das alegrias e das dores de ser mãe.

Os Evangelhos na sua casta sobriedade não narram detalhes desta cotidianidade, justamente porque, no fundo, não eram muito diferentes de outras famílias modestas da época. Porém a arte cristã no decorrer dos séculos, tentou imaginá-los, confortando a devoção popular. E assim descobrimos que a imagem divulgada pelo Papa não é tão insólita e “moderna” como pensamos.


           
           Miniatura do Museu de Cambridge, Sagrada Família


O Fitzwilliam Museum de Cambridge, guarda um Livro das Horas francês de 1450. Em uma belíssima miniatura está representado São José sentado no chão, na gruta: segura amorosamente a criança recém-nascida em seus braços, enquanto Maria repousa e lê um livro de orações.


                             
                            Museu de Antuérpia com José que prepara as faixas para Jesus

No Museu Mayer van den Berg, em Antuérpia, na Bélgica, pode-se admirar uma outra cena comovedora: Maria está na cama, José sentado no chão corta suas meias para fazer faixas e vestir a criança, para protegê-la do frio, é emocionante o pé do pai que fica descalço. A pintura holandesa, é aproximadamente do ano de 1400. Em outra representação José diz com muita doçura à Virgem: “Maria, pegue as minhas meias e cubra a tua criança”.


                             Pintura do altar boêmio com José que faz afazeres domésticos
                            Pintura do altar boêmio com José que faz afazeres domésticos

Na arte alemã e flamenga entre os séculos XIV e XV pode-se encontrar São José atarefado em vários trabalhos domésticos: aquece as roupas do recém-nascido, cozinha para a pequena família, assopra o fogo para manter o calor na gruta de Belém. Em um altar boêmio da metade do século XIV, pintado pelo anônimo mestre de Hohenfurth, José derrama água em uma tina, prepara o banho para Jesus junto com uma parteira, enquanto Maria na cama começa a despir o Menino.

Um marido “moderno”? Estamos em 1350. Um século antes, na Catedral de Chartres, uma imagem em alto-relevo de pedra mostra São José cuidadoso cobrindo Maria que está deitada, tendo ao seu lado o Menino na manjedoura.

Imagens humanas da mais sagrada das famílias. Na sua cotidianidade que toda a família pode se identificar e encontrar consolo. Um divino unido demais ao humano, que escandalizava nos primeiros séculos os grupos docetistas.

Segundo o docetismo, a humanidade de Cristo era apenas aparência, o seu corpo não era um verdadeiro corpo humano, mas algo etéreo; também consideravam ficção a sua vergonhosa e intolerável morte na cruz (diziam que no seu lugar tinha sido colocado Simão Cirineu) porque Deus não podia sofrer daquele modo, eu seja, não podia ser um de nós. Também Santo Agostinho era docetista antes da conversão, mas depois tornou-se um crítico intransigente da doutrina. De Jesus dizia: “Totus Deus, totus homo... (todo Dio, todo homem)”. E nos seus escritos recordava: “O Evangelho não diz: a carne se fez Verbo, mas o Verbo se fez carne”.

Dúvidas intelectuais pomposas. Para o povo dos humildes, o santo povo de Deus, a humanidade misteriosa daquele menino, a fé de Maria e a ternura dedicada de José, sempre foram e ainda hoje são motivo de maravilhamento, de comoção e esperança.

(encontrei in vaticannews.va)

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Manjedoura png | PNGWing
imagem in pngwing.com


O amor a Deus e o amor aos outros, sobretudo aos que estão mais perto de nós, na nossa família, são as duas coordenadas fundamentais a partir das quais se deve construir a família cristã. Essa é a principal mensagem das leituras da Festa da Sagrada Família que hoje celebramos.

O Evangelho sublinha, sobretudo, a dimensão do amor a Deus: o projeto de Deus tem de ser a prioridade de qualquer cristão, a exigência fundamental a que todas as outras se devem submeter. A família cristã constrói-se no respeito absoluto pelo projeto de amor que Deus tem para cada pessoa.

A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos de todos os que vivem em Cristo. Esse amor deve atingir, de forma mais especial, todos os que connosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.

No final do Evangelho, Lucas diz que «Maria guardava todos estes acontecimentos no seu coração». Noutra passagem, Jesus diz que aquele que anda na boa terra é o que escuta a palavra com um coração leal e bom, a guarda no coração e produz frutos. Esta palavra de Jesus aplica-se à sua mãe. A meditação permite entrar no pensamento de Deus para se lhe submeter. Se Jesus, voltando a Nazaré, era submisso a seus pais, estes aceitarão submeter-se à vontade de Deus. Maria disse o “sim” da anunciação, para que tudo se realizasse segundo a vontade de Deus. Um “sim” que ela voltará a dizer ao pé da cruz, mesmo na dúvida e no questionamento. Maria e José realizaram uma verdadeira peregrinação, efetuando, não somente a caminhada de Nazaré a Jerusalém, mas sobretudo a caminhada do questionamento ao ato de fé.

Olhemos para as nossas famílias. Serão santas, se o nosso coração, como o de Maria, for leal e bom; se, como Maria, guardarmos a Palavra de Jesus; se, com a mesma perseverança de Maria, produzirmos frutos para a maior glória de Deus. Rezemos para que o Senhor nos dê a graça de sermos famílias autênticas, comunidades de fé, de esperança e de amor.

Vamos viver uma semana importante, com a passagem de ano (embora o verdadeiro início de ano para os cristãos seja o primeiro domingo do Advento), a Festa da Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz. Que a Palavra de Deus seja companhia e luz para os nossos corações, nas nossas famílias e comunidades, no nosso mundo. Sempre em atitude de fé e de conversão, em espírito de família e de amor fraterno.

Manuel Barbosa, scj
www.dehonianos.org

sábado, 25 de dezembro de 2021

"Please, come home for Christmas"! Quem nos oferece esta linda canção natalícia, são os EAGLES! E tem a letra, para acompanhar


Bells will be ringin' the sad, sad news
Oh, what a Christmas to have the blues
My baby's gone, I have no friends
To wish me greetings once again
Choirs will be singin' Silent Night
Christmas carols by candlelight
Please come home for Christmas, please come home for Christmas
If not for Christmas, by New Year's night
Friends and relations send salutations
Sure as the stars shine above
But this is Christmas, yes, Christmas, my dear
Some time of year to be with the one you love
So won't you tell me you'll never more roam?
Christmas and New Year's will find you home
There'll be no more sorrow, no grief and pain
And I'll be happy, happy once again
Ooh, there'll be no more sorrow, no grief and pain
And I'll be happy, Christmas once again

TRADUÇÃO

Os sinos tocarão as notícias tristes, tristes 
Bells will be ringin' the sad, sad news 

Oh, que Natal ter o blues 
Oh, what a Christmas to have the blues 

Meu bebê se foi, eu não tenho amigos 
My baby's gone, I have no friends 

Para me desejar saudações mais uma vez
To wish me greetings once again
Corais irão cantar Silent Night 
Choirs will be singin' Silent Night 

Canções de natal à luz de velas 
Christmas carols by candlelight 

Por favor, volte para casa no Natal, por favor, volte para casa no Natal 
Please come home for Christmas, please come home for Christmas 

Se não for no Natal, na noite de Ano Novo
If not for Christmas, by New Year's night
Amigos e parentes enviam saudações 
Friends and relations send salutations 

Claro, pois as estrelas brilham acima 
Sure as the stars shine above 

Mas é natal sim, natal minha querida 
But this is Christmas, yes, Christmas, my dear 

Alguma época do ano para estar com quem você ama
Some time of year to be with the one you love
Então você não vai me dizer que nunca mais vagará? 
So won't you tell me you'll never more roam? 

O Natal e o Ano Novo vão encontrar você em casa 
Christmas and New Year's will find you home 

Não haverá mais tristeza, sem tristeza e dor 
There'll be no more sorrow, no grief and pain 

E eu vou ser feliz, feliz mais uma vez
And I'll be happy, happy once again
Ooh, não haverá mais tristeza, sem tristeza e dor 
Ooh, there'll be no more sorrow, no grief and pain 

E serei feliz, Natal mais uma vez
And I'll be happy, Christmas once again
Fonte: LyricFind
Compositores: Charles Mose Brown / Gene Redd
Letras de Please Come Home for Christmas © Warner Chappell Music, Inc, BMG Rights Management

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Fernando Pessoa e o seu Poema de Natal

Natal | 25 de dezembro - Calendarr
in calendarr.com


Chove. É dia de Natal.

Lá para o Norte é melhor:

Há a neve que faz mal.

E o frio que ainda é pior.


E toda a gente é contente

Porque é dia de o fiar.

Chove no Natal presente.

Antes isso que nevar.


Pois apesar de ser esse 

o Natal da convenção,

Quando o corpo me arrefece 

Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra

E o Natal a quem o fez,

Pois se escrevo ainda outra quadra

Fico gelado dos pés.


Não quero ser dos ingratos

Mas, com este obscuro céu, 

Puseram-me nos sapatos 

Só o que a chuva me deu.

Fernando Pessoa

25 de dezembro de 1930

sábado, 18 de dezembro de 2021

Receita de Natal: o bacalhau cozido para a Consoada

A receita que vou partilhar, encontrei-a em mulherportuguesa.com

Aqui está:

"Relembre a forma de preparar o Bacalhau da Consoada de Natal, uma tradição desta noite de consoada. Servido às postas, cozido com batatas, ovos e couve é um prato muito simples de preparar.

Para aproveitar as sobras do seu bacalhau da consoada, basta preparar este delicioso prato de Roupa velha de Bacalhau.

Simples e verdadeiramente delicioso.

Saiba também os segredos de como demolhar o bacalhau retirando-lhe o excesso de sal e hidratando o bacalhau até à sua textura natural. 


Bacalhau da Consoada de Natal

Servido às postas, cozido com batatas, ovos e couve é um prato muito simples de preparar. Sugerimos duas 2 opções de tempero para variar a sua receita.






Ementa de Natal e Ano Novo

Pratos de Peixe

Cozinha Portuguesa


Preparação   15 minutos
Cozedura     20 minutos
Total            35 minutos

Doses 5 pessoas
Calorias 766kcal

Ingredientes

5 postas bacalhau postas grossas
2 kg batatas
2 un couves pencas
4 un ovos
4 dentes alho
3 dl azeite
q.b. sal
q.b. vinagre branco

Instruções

Preparação do bacalhau:
O bacalhau deve ficar a demolhar de véspera em água. Se não gosta do bacalhau muito salgado, deverá mudar a água 1 ou 2 vezes.
Descasque as batatas e corte-as ao meio se forem média, se forem grandes, corte em 4. Escolha e lave bem as folhas da couve portuguesa.
Coloque água temperada com sal numa panela e leve a cozer as batatas com os ovos e o bacalhau. Assim que levantar fervura introduza as couves e deixe cozer.

Preparação do molho:
Leve ao lume o azeite com os dentes de alho esmagados e deixe ferver. Junte depois vinagre, a gosto, e mantenha quente.
Depois de tudo cozido, disponha numa travessa e sirva de imediato. Acompanhe com o molho à parte.

Notas
Como o Bacalhau da consoada é servido á noite e acompanhado de muitos doces e sobremesas, poderá temperar o bacalhau simplesmente com azeite e vinagre simples.
O acompanhamento com a couve portuguesa é tradição, mas quem não goste muito desta couve poderá acompanhar com feijão verde, couve-flor, grelos ou outro legume que seja mais do seu agrado.

Boa noite de Consoada e Feliz NATAL!"

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

História do Presépio

in leaqui.com


Presépio: das origens ao século XX, passando por S. Francisco de Assis e Machado de Castro


O "presépio", palavra latina cujo significado é estábulo, curral ou lugar para recolha de gado, assume em português o sentido da representação plástica da Natividade, em virtude de Cristo ter nascido num local semelhante. Presépio designa, assim, o conjunto do cenário e dos personagens que, num retábulo pintado, numa escultura ou num grupo de figuras, representam as cenas do nascimento de Cristo segundo o Evangelho de São Lucas.

Este foi o único dos quatro evangelistas que se referiu à anunciação, natividade e epifania de Jesus. E para referenciar a sua revelação feita primeiramente aos pastores, símbolo do seu povo, escreve: «Este é o sinal que vo-lo fará reconhecer: achareis um Menino envolto em panos e posto numa manjedoura» (Lc 2, 7-12). 

Nos inícios do cristianismo, por influência dos apóstolos, dos seus discípulos e dos evangelistas - todos no tempo ainda muito próximos da vida pública do Mestre - a liturgia quase só se circunscrevia à paixão, morte e ressurreição de Cristo, sendo estas cenas as que com mais frequência eram reproduzidas pictoricamente. 

A natividade, ligada à epifania, era menos representada e surgia reduzida à imagem de Maria com o Menino no regaço, apresentando-o aos pastores ou aos magos. Túmulos romanos paleocristãos exibem estas cenas, onde aqueles últimos ainda não ostentam as coroas de uma realeza atribuída somente a partir do século XI e são guiados por uma estrela, apresentando de pé as oferendas do incenso devido a um Deus, do ouro próprio de um rei e da mirra destinada ao homem. A atitude de oferta efetuada de joelhos também só começou a ser reproduzida por aquela época. 

O número certo destes magos é desconhecido, acabando a tradição por fixá-los em três, de escalões etários diferentes e de diversas etnias, numa globalizante simbologia humana. Estas simples iconografias não incluíam São José nem tão-pouco os tradicionais animais dos presépios: o boi, o jumento e os cordeiros. 

A figura do pai adotivo de Cristo só mais tarde começou a ser integrada na representação, de início de forma secundarizada, por detrás do grupo da mãe e do Filho, para na Idade Média assumir igual evidência. 

Quanto ao boi e ao jumento, cuja primeira referência bíblica se encontra no Antigo Testamento, só posteriormente vieram também integrar o conjunto: «Conheceu o boi o seu possuidor e o jumento o presépio do seu dono» (Is 1,3). 

A partir do século IV, com o Edito de Milão (313 d.C.), deu-se a grande explosão do culto da natividade. A data exata do nascimento de Cristo constituiu sempre uma incógnita, e a sua fixação em 25 de dezembro, nove meses após a anunciação, fazia coincidir aproximadamente a celebração destas festividades cristológicas com o calendário solar do equinócio primaveril e do solstício do inverno, ocasiões de grandes celebrações pagãs, que urgia cristianizar. 

A introdução do culto natalício na Península Ibérica efetuou-se por duas vias diversas, que originaram formas diferentes de celebração. 

No território de Espanha, por influência das comunidades cristãs orientais, deu-se maior relevo à Epifania celebrada a 6 de janeiro, enfatizando-se a dupla revelação: ao povo de Deus simbolizado pelo anjo, pelos pastores e pelo boi do presépio e aos gentios representados pela estrela, pelos magos e pelo jumento. 

Houve autores que pretenderam associar à natividade e à epifania o primeiro episódio da vida pública de Cristo - as Bodas de Caná - numa complementarização da trilogia da revelação messiânica. 

Em Portugal, por via direta de Roma, a tradição foi sempre muito mais direcionada para as grandes celebrações da natividade a 25 de dezembro. 

Esta, à medida que o seu culto litúrgico se difundia, começou a ser expressa em composições armadas com pessoas e animais ao natural, representando-se dramas sobre o tema, e entre os séculos VII e XI desenrolavam-se com ofícios e festas, durante as matinas. 

Na Idade Média representavam-se nos adros ao ar livre, ou nas catedrais por trás do altar-mor, onde por vezes eram substituídos por quadros vivos de mímica. As celebrações atingiram tais exageros em matéria de costumes e de desordem, que a Igreja proibiu essas representações. 

Durante o Natal de 1223 e depois de ter obtido, autorização pontifícia, São Francisco de Assis recriou em Greccio o nascimento de Cristo. Nesse hu­milde presépio, de figuras em tamanho natural, compostas por uma estrutura de madeira revestida de palha e tecidos, integrou um boi e um jumento vivos colocados próximos de um altar em forma de berço, coberto de feno sobre o qual repousou uma pequena imagem do Deus-Menino. Podemos considerar este acontecimento como o início da era dos modernos presépios e os seus grandes difusores foram os frades franciscanos e mais tarde os dominicanos. 

Em Portugal sempre se celebrou a natividade com representações cénicas - os autos de Natal -, donde surgiram mais tarde os vilancicos. Paralelamente, as artes plásticas eternizavam aquele tema de diversas formas e em diferentes suportes. 

Nos finais do século XIII, a Natividade foi esculpida num capitel do primitivo claustro do mosteiro de Celas (Coimbra), e no século XIV já figurava no túmulo de Inês de Castro no Mosteiro de Alcobaça. 

Durante a segunda metade do século XVI foram esculpidos em calcário diversos relevos, como num intercolúnio do retábulo da Capela de Santa Maria na Sé Velha de Coimbra (1559), em painéis das igrejas das Misericórdias de Tentúgal e de Montemor-o-Velho e no retábulo da Capela de Santa Maria das Neves (Espinhal-Penela). 

Na pintura sobre tábua ficaram-nos, da mesma época, a Natividade atribuída a Gaspar Vaz (?-1569), a do políptico da Igreja de São João de Tarouca e a da Misericórdia de Abrantes, atribuídas a Gregório Lopes (1490?-1550). 

Devem merecer especial referência a natividade e adoração dos magos (1501-1506) da autoria de Vasco Fernandes ou Grão Vasco (1475/1480?-1542/1543?), ambas executadas para o retábulo da capela-mor da sé de Viseu, onde, naquela última, o tradicional mago negro foi substituído por um índio do Brasil, como sinal evidente de novidade. 

As notícias das primeiras representações portuguesas do presépio, constituídas por figuras de vulto, são anteriores a 1537 e referem um presépio existente no mosteiro feminino do Salvador, em Lisboa, formado por figuras moldadas colocadas diante de um painel pintado. Sabe-se que nessa época foi dado grande incremento à produção de presépios destinados aos conventos e igrejas, bem como para residências da sociedade civil. 

A elaboração destes primeiros presépios sofria de manifesta influência iconográfica flamenga, sobretudo dos conhecidos "jardin-clos"de Antuérpia e de Malines, sem contudo desprezar alguns conhecimentos da arte napolitana. 

Esses primeiros presépios referenciados do século XVI eram constituídos por figuras de barro, palha ou tecidos, colocados diante de um cenário pintado e no século XVII estes conjuntos estavam montados dentro de simples maquinetas. 

A difusão do tema do presépio pelas terras portuguesas do Oriente originou, principalmente durante o período seiscentista, uma grande produção artística na Índia e em Ceilão, onde as cenas da natividade eram esculpidas em marfim, quer em figuras de vulto, quer em placas. A arte indo-cíngalo-portuguesa naquele material constitui uma enorme referência na temática dos presépios nacionais. 

A pintura deste século igualmente conserva algumas representações natais impressionantes pelos fortes contrastes de sombras e luz que evidenciam, tendo Josefa de Óbidos (1630-1684) tratado o tema de forma invulgar ao incluir numa cena da Natividade apenas as figuras de São Francisco de Assis e de Santa Clara adorando o Menino Deus, numa referência simbólica à reconstituição do primeiro presépio. 

A chegada do movimento barroco e a sua rápida evolução conduziram ao esplendor dos magníficos presépios do século XVIII. Os materiais utilizados na sua feitura continuaram a ser os mais diversos, desde a madeira, marfim, pedras e metais preciosos, ao vidro, cortiça e têxteis. 

O presépio de madeira do Convento de Mafra, da autoria de José de Almeida (170?-1769), sem comportar ainda um grande número de figuras, apresenta já nas indumentárias da Virgem e de São José a riqueza ondulante do barroco. 

Contudo, foi sem dúvida no barro que os presépios de mestres como António Ferreira (n. Braga ?), padre João Crisóstomo Policarpo da Silva (1734-1798), Joaquim de Barros Laborão (1762­-1820) e principalmente de Joaquim Machado de Castro (1731-1822) atingiram o mais elevado ponto de conceção e realização artística. 

O tratamento teatral dado por Machado de Castro à elaboração dos seus presépios permitiu que as mais simples e humildes tarefas diárias desempenhadas pelos tipos populares neles representados ganhassem uma dimensão de grandeza, expressa na cor e movimento dos trajes e nas expressões alegres dos seus rostos. 

Os animais, instrumentos musicais e utensílios comuns integram a cenografia de forma natural, conferindo aos conjuntos o complemento essencial à compreensão da simbiose do divino e do profano. 

Nos presépios deste período artístico transparece a alegria sentida pela humanidade face a um acontecimento redentor. Toda a riqueza de formas, que a arte barroca continha ficou expressa nas temáticas populares das centenas de figuras integrantes dos belíssimos presépios dos mosteiros de São Vicente de Fora e do Desagravo, dos presépios dos marqueses de Belas e de Borba, da sé de Lisboa, do convento da Estrela, da igreja da Madre de Deus ou o dos jardins do palácio dos Condes de Porto Covo. 

O século XVIII constituiu o século-apogeu dos presépios portugueses, onde a vida, os costumes e a arte da sociedade nacional da época ficaram magnificamente reproduzidos nas figuras populares que António Ferreira e Machado de Castro, trabalhando isolados ou de parceria, elaboraram e integraram nos conjuntos encomendados. 

De outros presépios importantes existentes no país não temos muitas notícias, mas é provável que tenham existido em grande número, dada a sua enorme popularidade. No Porto, na igreja de São Nicolau, existe um presépio, que constitui um excelente conjunto desta época. 

O século XIX é já um século de decadência artística dos presépios, cujas figuras experimentaram um regresso ao naturalismo e à simplicidade. A sua criação diminuiu e com ela também o número dos figurantes e dos artistas que se dedicaram a ela. 

O século XX, em termos de produção de presépios, está sobretudo dominado pelos trabalhos criados por artistas eminentemente populares como José Franco (Ericeira), Rosa e Júlia Ramalho e Mistério (Barce­los), e os barristas de Estremoz e Portalegre. 

Manuela Pinto da Costa 
In "Dicionário de História Religiosa de Portugal", ed. Círculo de Leitores 
Publicado em 06.12.2014

Encontrei em snpcultura.org (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Imaculada Conceição - Hoje, 8 de dezembro, é o seu dia!


imagem in planicie.pt


O dia da Imaculada Conceição, celebrado no dia 8 de dezembro, é feriado nacional.


Este dia invoca a vida e a virtude de Virgem Maria, mãe de Jesus, concebida sem mácula, ou seja, sem marca do pecado original, o que recebeu o título de dogma católico no dia 8 de dezembro de 1854. Assim, tem origem a celebração dessa comemoração, que é uma data de grande significado para a Igreja Católica.

Mas, muito antes de ter sido considerado um dogma, a celebração da festa universal já havia sido decretada em 1476 pelo Papa Sisto IV.

Em 25 de março de 1646, o rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência de Portugal em relação à Espanha. 

Foi até a igreja de Nossa Senhora da Conceição, declarando-a padroeira e rainha de Portugal. Desde este dia, mais nenhum rei português usou coroa na cabeça, privilégio que estaria disponível apenas para a Imaculada Conceição.

Importa referir que durante séculos, o Dia da Mãe era comemorado no dia 8 de dezembro, tendo sido mudado para maio, por ser considerado o mês de Nossa Senhora.

Oração a Nossa Senhora da Conceição

Virgem Santíssima, que foste concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

E por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: “Ave Maria, cheia de graça”.

Nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados. E já que vos chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal esta graça (fazer o pedido), para que possamos viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós. Amém.

(in calendarr.com)

domingo, 5 de dezembro de 2021

Alguns Cânticos entoados na missa do 2º Domingo do Advento

imagem in a12.com


Entrada

Povo de Sião: eis que o Senhor virá para salvar as nações
e fará ouvir a sua vos n'alegria dos vossos corações
e fará ouvir a sua voz n'alegria dos vossos corações.

Salmo Responsarial

O Senhor é a nossa alegria. O Senhor é a nossa alegria.

Comunhão

 Levanta-te Jerusalém, sobe às alturas vê
quanta alegria te vem do teu Deus.

Final

Preparai o caminho do Senhor. Maranatha! Maranatha!
Preparai o caminho do Senhor. Maranatha! Maranatha!
Vão chegar os dias do Reino. Maranatha! Maranatha!
VEM, SENHOR JESUS. MARANATHA! MARANATHA


"A oração cristã é marcada pelo título ‘Senhor’, […] do grito cheio de confiança e de esperança: 
‘Maran atha’ (‘'Tu és Senhor!’) ou ‘Marana tha’ (‘Vem, Senhor!’) (1Cor 16,22)
‘Amém, vem, Senhor Jesus!’ (Ap 2,20)”. (in a12.com)

terça-feira, 30 de novembro de 2021

"Advento", por José Tolentino Mendonça

"Advento, tempo de espera. Não apenas de um dia, mas daquilo que os dias, todos os dias, de forma silenciosa, transportam: a Vida, o mistério apaixonante da Vida que em Jesus da Nazaré principiou.

Advento, tempo de redescobrir a novidade escondida em palavras tão frágeis como "nascimento", "criança", "rebento".

(Cardeal José Tolentino de Mendonça)
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magem in seminarioaveiro.org

Advento, tempo de escutar a esperança dos profetas de todos os tempos. Isaías e Papa Francisco. Miqueias e Teresa de Calcutá.

Advento, tempo de preparar, mais do que consumir. Tempo de repartir a vida, mais do que distribuir embrulhos.

Advento, tempo de procura, de inconformismo, até de imaginação para que o amor, o bem, a beleza possam ser realidades e não apenas desejos para escrever num cartão.

Advento, tempo de dar tempo a coisas, talvez, esquecidas: acender uma vela; sorrir a um anjo; dizer o quanto precisamos dos outros, sem vergonha de parecermos piegas.

Advento, tempo de se perguntar: "há quantos anos, há quantos longos meses desisti de renascer?"

Advento, tempo de rezarmos à maneira de um regato que, em vez de correr, escorre limpidamente.

Advento, tempo de abrir janelas na noite de sofrimento, da solidão, das dificuldades e sentir-se prometido às estrelas, não ao escuro.

Advento, tempo para contemplar o infinito na história, o inesperado no rotineiro, o divino no humano, porque o rosto de um Homem nos devolveu o rosto de Deus.             (José Tolentino Mendonça, Cardeal)

sábado, 27 de novembro de 2021

Medidas de Controlo da Pandemia - já a partir de 1 de dezembro de 2021

imagem in rtp.pt


O Primeiro-Ministro António Costa anunciou, há poucos dias, novas medidas para controlar a pandemia no nosso país.

Aqui estão elas, transcritas diretamente do site do governo:


Medidas de Controlo da Pandemia a partir de 1 de dezembro de 2021

Face à evolução da pandemia em Portugal, o Governo decidiu, após ouvir os especialistas e os partidos, definir um conjunto de medidas preventivas que visam conter o crescimento da pandemia nas próximas semanas.

Não obstante o facto de Portugal ser um dos países com maior taxa de vacinação em todo o mundo e de os números de internamentos e óbitos refletirem precisamente o efeito da vacinação, o País deve preparar-se para uma fase de crescimento da pandemia nas próximas semanas. A chegada do inverno, a vaga que se propaga com intensidade em vários países da Europa e a aproximação de uma época festiva levaram o Governo a atuar para prevenir que o número de infeções por Covid-19, que tem crescido nas últimas semanas, aumente substancialmente.

Assim, a partir do dia 1 de dezembro, será declarado o Estado de Calamidade para todo o território nacional continentale serão adotadas as seguintes medidas:
Recomendações gerais:
Testagem regular;
Teletrabalho, sempre que as funções o permitam.
Uso obrigatório de máscara em todos os espaços fechados e em todos os recintos não excecionados pela DGS;
A apresentação do certificado digital será obrigatória no acesso a:
Restaurantes;
Estabelecimentos turísticos e alojamento local;
Eventos com lugares marcados;
Ginásios.
Exigência de teste negativo obrigatório (mesmo para as pessoas vacinadas) no acesso a:
Visitas a lares;
Visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde;
Grandes eventos sem lugares marcados (ou em recintos improvisados) e recintos desportivos;
Discotecas e bares.
Nas fronteiras:
Teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal;
Sanções fortemente agravadas para as companhias aéreas.
Para a semana de 2 a 9 de janeiro, que será de contenção dos contactos existentes na época festiva, serão adotadas regras específicas:
Teletrabalho obrigatório, sempre que as funções o permitam.
Recomeço das aulas a 10 de janeiro.
Encerramento de discotecas e bares.

in https://covid19estamoson.gov.pt/medidas-de-controlo-da-pandemia-1-de-dezembro-de-2021/

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

"Trocar por miúdos", uma expressão popular portuguesa

A expressão portuguesa "trocar por miúdos" significa:

descrever, explicar, relatar pormenorizadamente 

(in Português, Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas, de António Nogueira Santos, Edições João Sá da Costa)


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Journée Internationale des Professeurs de Français - 25 novembre 2021


ALLOCUTIONS

En ce « Jour du prof de français », je tiens à vous saluer chaleureusement, toutes et tous qui œuvrez sur les cinq continents à la transmission de notre langue partagée dans un monde d’une grande diversité linguistique !

L’édition de 2021 reste encore marquée par la pandémie qui a transformé nos vies et les modes de diffusion des savoirs et des compétences. Les progrès de la vaccination doivent encore se confirmer, en particulier dans nos pays du Sud, mais ils rendent légitime la question posée cette année par la Fédération internationale des professeurs de français (FIPF) en lien avec le Comité d’organisation de la Journée : COVID-19. Et après ? Un « après » dont nous gardons à l’esprit qu’il est encore un « pendant » pour beaucoup des pays membres de la Francophonie.

Chères et chers professeurs, je suis convaincue que vous serez encore plus résilients car la pandémie a mis en lumière votre détermination à assurer par tous les moyens la continuité éducative en français.

Je sais que vous serez encore plus créatifs, car les projets que vous avez présentés pour le « Jour du prof » témoignent de votre imagination au service de cette langue qui est votre vocation et votre passion.Je n’ai pas de doute que vous serez encore plus innovants, car cette période a montré votre capacité à utiliser le numérique, pour connecter, en français, tous vos élèves, et, avec votre ingéniosité, atteindre même les plus déconnectés…Vous serez encore plus solidaires et vous continuerez à échanger avec d’autres enseignants du vaste espace francophone, dans ce mouvement de partage de compétences et d’expertises qui est une des raisons d’être de la Francophonie, au cœur du nouveau projet-phare de « Mobilité des enseignants » déployé par l’Organisation internationale de la Francophonie (OIF).

L’OIF soutient vos efforts par différents moyens : CLOMs, webinaires, ateliers à distance… organisés par l’Institut de la Francophonie pour l’Éducation et la Formation (IFEF) basé à Dakar ou nos Centres régionaux francophones (CREF) qui couvrent 18 pays sur 3 continents ; production et diffusion de ressources en ligne, variées et contextualisées ; création de communautés d’apprentissage… La 1e édition des Olympiades internationales de langue française en décembre prochain confirmera cette extraordinaire capacité de rassemblement de cette langue que nous aimons tant.

Vous faites vivre et vibrer cette langue que nous aimons dans la diversité de ses mots et la variété de ses accents.

Cette langue que nous aimons et que nous devons rendre de plus en plus un outil de communication internationale et une plus-value pour trouver un emploi.

Cette langue que nous aimons, toujours actuelle, moderne et décomplexée, dans les salles de classe physiques ou virtuelles, au cinéma, sur la scène ou les réseaux sociaux.

C’est là le message que je souhaite vous adresser cette année : chères et chers professeurs, l’avenir de la langue française repose en grande partie sur vous et nous savons qu’il est entre de bonnes mains.

Louise MUSHIKIWABO 
Secrétaire générale de la Francophonie

(in lejourduprof.com)

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Homenagem a Marília Mendonça, a Rainha da Sofrência

Homenagem a Marília Mendonça

Marília Dias Mendonça (Cristianópolis, 22 de julho de 1995Piedade de Caratinga, 5 de novembrode 2021) foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira, um dos nomes de maior repercussão e influência na música nacional nas décadas de 2010 e 2020.

Em 2015 lançou seu EP de estreia homônimo, porém Mendonça só ganhou destaque após lançar seu primeiro DVD homônimo em 2016, que lhe concedeu certificado de tripla platina pelas 240 mil cópias vendidas. A canção "Infiel", incluída no álbum, tornou-se uma das músicas mais tocadas no Brasil e recebeu certificado de disco de diamante triplo, fazendo Marília ganhar visibilidade nacional. Seu segundo álbum Realidade foi lançado em 2017 e recebeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja. Em 2019, lançou Todos os Cantos, um projeto roterizado com shows gravados pela cantora em todas as capitais do país. O álbum recebeu uma certificação de tripla platina pelas 240 mil cópias vendidas e rendeu à intérprete seu primeiro prêmio Grammy Latino, vencido na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja.

Mendonça faleceu em 5 de novembro de 2021, vítima de um acidente aéreo fatal em Piedade de Caratinga, Minas Gerais, onde realizaria um concerto.

(in pt.wikipedia.org)


in pt.wikipedia.org

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Oração pelo Sínodo 2021-2023 - Por uma Igreja Sinodal

 

imagem in paroquiavnanha.com

Oração pelo Sínodo

Eis-nos aqui, diante de vós,

Espírito Santo!

Eis-nos aqui, reunidos em vosso nome!


Só a Vós temos por Guia:

vinde a nós, ficai connosco,

e dignai-vos habitar

em nossos corações.

Ensinai-nos o rumo a seguir

e como caminhar juntos até à meta.


Nós somos débeis e pecadores:

não permitais que sejamos

causadores da desordem;

que a ignorância

não nos desvie do caminho,

nem as simpatias humanas

ou o preconceito nos tornem parciais.


Que sejamos um em vós,

caminhando juntos para a vida eterna,

sem jamais nos afastarmos

da verdade e da justiça.


Nós vo-lo pedimos a Vós,

que agis sempre e em toda a parte,

em comunhão com o Pai e o Filho, pelos séculos dos séculos.

Amen.

(Sínodo 2021-2023 - Por uma Igreja Sinodal)

(Comunhão - Participação - Missão)

domingo, 21 de novembro de 2021

Domingo de Cristo-Rei - Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo

in devocaoefeblog.com.br
 

Cânticos da Missa deste dia

Entrada

Glória, glória ao Senhor pelos séculos dos séculos,

glória, glória, glória ao Senhor

Salmo Responsarial

O Senhor é Rei num trono de luz.

O Senhor é Rei.

Apresentação das Ofertas

Comunhão

O Senhor está sentado como Rei eterno.

O Senhor abençoará o seu povo na paz.

Oração pelo Sínodo

Nós somos as pedras vivas

do templo do Senhor.

Nós somos as pedras vivas

do templo do Senhor.

Povo sacerdotal, Igreja Santa de Deus.

Nós somos as pedras vivas

do templo do Senhor.

Final

Ó pastor de Israel,

que conduzes

os descendentes de José como um rebanho,

Tu que tens o teu trono sobre os querubins,

desperta o teu poder e vem salvar-nos! Aleluia!

(Cânticos ouvidos durante a Missa de Cristo-Rei na Paróquia da Senhora da Conceição, Porto, 21.11.2021)

A expressão "Ter falta de chá" ...

D. Catarina de Bragança
in pt.wikipedia.org


Ter falta de chá caracteriza as pessoas pouco elegantes, pouco requintado ou, de um modo geral, grosseiras.

Desde cedo que o chá foi associado a classes mais altas, por isso supostamente mais requintadas. O povo desconhecia essa bebida que tinha vindo do Oriente no bojo dos navios das potências coloniais, nomeadamente dos portugueses. Na verdade, a popularização do consumo de chá é historicamente recente, e ainda hoje esta bebida tem ressonâncias a tias, avizinhas, rendas velhas e bolos secos. 

...(...)...

Diga-se já agora que se os ingleses se consideram a si mesmo como um povo apreciador de chá aos portugueses o devem, pois foi a nossa infanta D. Catarina de Bragança quem muito contribuiu para o seu consumo naquele país quando desposou Carlos II em 1662 (também introduziu compota de laranja, mas isso não vem ao caso). Diga-se ainda que a mais antiga fábrica de chá europeia está em Portugal. Foi fundada em 1883 e situa-se nos Açores, em São Miguel. É a Fábrica de Chá Gorreana. 

Chá é connosco e os ingleses que se enxerguem...

(in Dicionário de Insultos, de Sérgio Luís de Carvalho, Planeta Manuscrito, 2014)

in cidadeverde.com