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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Rainha e Padroeira de Portugal: a Imaculada Conceição! Hoje, 8 de dezembro é feriado!

Imaculada Conceição rege Portugal desde 1646
imagem em odigital.sapo.pt


Partilho aqui a explicação que encontrei nas minhas pesquisas sobre este dia feriado, 8 de dezembro.

Sabe porque é feriado no dia 8 de dezembro?

08-12-2022 09:46 | País

Mafalda Miranda

O feriado do dia 8 dezembro assinala o dia da Imaculada Conceição ou Nossa Senhora da Conceição concebida sem mácula, ou seja, sem marca do pecado original, o que recebeu o título de dogma da religião católica no dia 8 de dezembro de 1854. Assim sendo, esta é uma data de grande significado para a Igreja Católica.

Muito antes de ser considerado um dogma, a celebração da data universal já havia sido decretada em 1476 pelo Papa Sisto IV. A 25 de março de 1646, o rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência de Portugal a Espanha, data que se assinalou na passada quinta-feira, a 1 de dezembro.

De seguida, foi até à Igreja de Nossa Senhora da Conceição e declarou-a padroeira e rainha de Portugal. Desde essa altura que mais nenhum rei português usou a coroa na cabeça, pois era um privilégio que estava disponível apenas para a Imaculada Conceição.

Ao longo de muitos séculos, o Dia da Mãe era comemorado no dia 8 de dezembro. No entanto, a data de comemoração foi alterada e, atualmente, é celebrada no mês de maio por ser considerado o mês de Nossa Senhora.

FONTE: in portocanal.sapo.pt

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

5 de outubro - Feriado Nacional

Hoje, em Portugal, comemora-se o Feriado Nacional da Implantação da República Portuguesa. 

A história deste evento:

O dia 5 de outubro comemora a Implantação da República, quando Portugal deixou de ser uma monarquia e passou a ser uma república.

O Dia da Implantação da República, 5 de outubro, é um feriado nacional. Este foi um dos feriados eliminados pelo governo em 2012, mas que regressou em 2016 através da Lei n.º 8/2016, de 1 de abril.

A mudança aconteceu na sequência de um golpe de estado, pois muitos portugueses não concordavam que o país continuasse sendo governado pela monarquia.

Embora houvesse resistência em algumas cidades, a força das armas acabou se impondo e a família real portuguesa foi obrigada a exilar-se. Portanto, o último rei de Portugal foi D. Manuel de Bragança, também chamado de D. Manuel II (1889-1932), que através da Ericeira deixou o país em 1910 para exílio na Inglaterra, país onde faleceu em 1932.

Cidadãos apoiantes do republicanismo nacional, o exército e a marinha estiveram envolvidos nos combates que ocorreram na madrugada de 3 para 4 de outubro.

Em 5 de outubro de 1910 às 9h, foi proclamada a queda da monarquia e implantação da republica nos Paços do Concelho de Lisboa, edifício em que se localiza a Câmara Municipal de Lisboa.

Portugal
imagem in calendarr.com

Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga. Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.

O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga (1840-1917), eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.

Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país, como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha.

Comemorações do 5 de Outubro

A Implantação da República é celebrada com paradas militares, hasteamento da bandeira e execução do hino nacional na Câmara de Lisboa. Além disso, há discursos do presidente da Câmara e do presidente da República.

Há também imposição de condecorações a civis e entrega de espadas na Academia Militar, que são feitas pelo presidente da República. No entanto, os eventos podem sofrer alteração a cada ano.

FONTE: in calendarr.com

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Imaculada Conceição - Hoje, 8 de dezembro, é o seu dia!


imagem in planicie.pt


O dia da Imaculada Conceição, celebrado no dia 8 de dezembro, é feriado nacional.


Este dia invoca a vida e a virtude de Virgem Maria, mãe de Jesus, concebida sem mácula, ou seja, sem marca do pecado original, o que recebeu o título de dogma católico no dia 8 de dezembro de 1854. Assim, tem origem a celebração dessa comemoração, que é uma data de grande significado para a Igreja Católica.

Mas, muito antes de ter sido considerado um dogma, a celebração da festa universal já havia sido decretada em 1476 pelo Papa Sisto IV.

Em 25 de março de 1646, o rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência de Portugal em relação à Espanha. 

Foi até a igreja de Nossa Senhora da Conceição, declarando-a padroeira e rainha de Portugal. Desde este dia, mais nenhum rei português usou coroa na cabeça, privilégio que estaria disponível apenas para a Imaculada Conceição.

Importa referir que durante séculos, o Dia da Mãe era comemorado no dia 8 de dezembro, tendo sido mudado para maio, por ser considerado o mês de Nossa Senhora.

Oração a Nossa Senhora da Conceição

Virgem Santíssima, que foste concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

E por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: “Ave Maria, cheia de graça”.

Nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados. E já que vos chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal esta graça (fazer o pedido), para que possamos viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós. Amém.

(in calendarr.com)

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Hoje, 10 de junho de 2021, comemoram-se 110 anos deste dia feriado

Partilho aqui a história do feriado de 10 de junho. 

Quando lia as notícias on-line encontrei vários artigos interessantes debruçando-se sobre o Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas.

São histórias verdadeiras e que todos nós, portugueses, devemos conhecer e aprofundar.


imagem in portugues.com.br


Sabia que existe um motivo para se celebrar o Dia de Portugal a 10 de Junho? É verdade, neste dia celebramos em Portugal o Dia de Portugal, Dia de Camões e também o Dia das Comunidades Portuguesas.

Este feriado nacional é também o dia da morte do nosso poeta Luís Vaz de Camões, autor do famoso “Os Lusíadas”. Neste Dia de Portugal são realizadas muitas atividades, com destaque para as demonstrações militares e desfiles.

Sem dúvida um dia importante para a História de Portugal e também dos portugueses, mas será que até em tempos de ditadura era assim?

Neste artigo vamos dar a conhecer o motivo para se celebrar em 10 de Junho.

10 de Junho o Dia da Língua Portuguesa e do Cidadão Nacional.

Neste dia, é comum o Presidente da República e altas patentes do Estado participarem nas cerimónias de comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Todos os anos esta cerimónia decorre numa cidade diferente.

História do Dia de Portugal

O dia 10 de Junho nem sempre foi conhecido como na atualidade. Este dia já foi celebrado como o “Dia da Raça: a raça portuguesa ou o portugueses, isto aconteceu durante o ano de 1933 e 1974, entre o regime da Ditadura do Estado Novo até à Revolução dos Cravos em 25 de Abril. Como Luís de Camões foi uma figura emblemática para Portugal e associada aos Descobrimentos, fazia todo o sentido ser utilizado como forma de o regime celebrar os territórios coloniais e o sentimento de pertença a uma grande nação, como sendo uma só raça e língua comum.

O 10 de Junho é definido como feriado, após a implantação da República e na sequência dos trabalhos legislativos, em 5 de Outubro de 1910.

No decorrer desses trabalhos, foi realizada a publicação de um decreto onde definia os feriados nacionais, tendo sido inclusivamente eliminados feriados religiosos, com a intenção de diminuir a influência da Igreja Católica e consolidar a laicização da sociedade.

No decreto definia os feriados nacionais e dava a possibilidade dos concelhos e municípios seleccionarem um dia do ano que representasse as suas festas. Lisboa optou pelo 10 de Junho como feriado municipal, em homenagem a Camões, dado que esta era a data apontada como sendo a da morte do poeta.O que seria apenas um feriado municipal passa a ser exaltado com o Estado Novo. Assim, a partir desse momento o Dia de Camões passou a ser celebrado a nível nacional.

Mas não ficou por aqui, até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça como anteriormente visto, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional em 1944.

Assim sendo, a partir de 1978 o dia 10 de Junho ficou designado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

No Decreto-Lei n.º 39-B/78 de 2 de março, lê-se:

“O dia 10 de Junho, Dia de Camões e das Comunidades, melhor do que nenhum outro, reúne o simbolismo necessário à representação do Dia de Portugal. Nele se aglutinam em harmoniosa síntese a Nação Portuguesa, as comunidades lusitanas espalhadas pelo Mundo e a emblemática figura do épico genial.”

Hoje, são várias as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo que celebram o Dia de Portugal com diversos tipos de atividades.

Uma mera curiosidade é que desde 2013 a comunidade autónoma da Extremadura espanhola também festeja este dia.

Agora que já sabe o motivo para o dia 10 de Junho ser o ideal para comemorar o Dia de Portugal, vamos comemorar e honrar os nossos ancestrais e cuidar da nossa pátria. (in portugalinsite.pt)



imagem in tenor.com



Um ano antes do golpe que instituiu a ditadura militar em 1926, a I República declarou que a “Festa de Portugal se celebrará no dia 10 de Junho de cada ano”. O Estado Novo manteve a data como Festa de Portugal, elevando-a à condição de feriado nacional em 1929.

O título de Dia de Portugal só surgiria décadas depois. E, apesar de ninguém saber se o poeta Luís Vaz de Camões morreu mesmo neste dia, a democracia continuou a celebrar o 10 de Junho como data da identidade nacional. Uma originalidade portuguesa que é praticamente “caso único” no mundo, segundo a professora Maria Isabel João, autora do livro “Memória e Império — Comemorações em Portugal (1880–1960)”. A historiadora lembra que a “maioria esmagadora dos países do mundo escolhe uma data que se relaciona com a fundação do Estado ou do regime político vigente”.

Como é que esta data consegue resistir a três regimes políticos como símbolo da identidade nacional?

Porque está identificada com a figura de Camões, que é o símbolo da nação desde o século XIX. É uma figura que emerge no contexto da mitologia nacional criada pelos românticos e que se transforma num símbolo da nação. O [historiador] Oliveira Martins diz que Camões é o epónimo de Portugal. E o [republicano] Teófilo Braga, num dos seus textos, diz que, se dissermos que somos portugueses no estrangeiro, ninguém nos identifica. Mas, se dissermos que somos da pátria de Camões, já nos identificam.

A I República acarinha o dia por causa de Camões?

Sim, porque na altura das comemorações do tricentenário da morte de Camões, em 1880, os republicanos, e nomeadamente Teófilo Braga, que tinha importado as conceções positivistas de Auguste Comte para Portugal, entendia que era importante substituir os símbolos religiosos por laicos. Camões surge como um símbolo laico.

Podemos dizer que Teófilo é o ‘pai‘ do Dia de Camões?

Ele é o pai da ideia da comemoração do III centenário da morte de Camões, que cria as bases para que o 10 de Junho pudesse vir a ser feriado nacional. Falou-se nisso na época, mas nunca foi feriado no período da monarquia. Teófilo empenhou-se muito, como estudioso de literatura, a estudar Camões e a obra dele, e também como mentor das comemorações do III centenário, bem como na promoção da figura de Camões como símbolo nacional. Este acontecimento adquiriu uma enorme importância, porque houve uma grande mobilização da imprensa da época, que contribuiu para que ficasse na memória.

A imprensa foi determinante para a consagração e interiorização da figura de Camões como símbolo nacional?

Teófilo Braga apareceu na imprensa [com artigos] a defender o centenário. Os republicanos impuseram um modelo de celebrações importado da França e da Revolução Francesa, o que fez com que os monárquicos e a própria Corte tivessem hesitado no modelo das comemorações sem desconfiarem da figura de Camões. A ideia de que na época iria haver uma procissão cívica no 10 de Junho era uma apropriação de rituais religiosos que foram [assim] laicizados. As comemorações mobilizaram Câmaras de todo o país, associações... E houve um grande cortejo, que partiu da Praça do Comércio e foi depor flores na estátua de Camões, que contribuiu para a afirmação dos republicanos como força política, embora o próprio rei tenha presenciado as comemorações.

A partir de 1911, o 10 de Junho passa a ser feriado municipal de Lisboa...

O regime republicano homenageou a data, tornando o dia feriado na capital. Ao longo dos anos, as comemorações do dia 10 de junho foram variando consoante as circunstâncias políticas. Em 1917, a data foi celebrada como Dia dos Aliados, porque a I Guerra Mundial mobilizava a atenção de todos. E em 1924, quando se celebrou o IV centenário do nascimento de Camões, o 10 de Junho foi a data escolhida. A imprensa da época utilizava a expressão Festa da Raça para as comemorações camonianas, e o sentido do termo ‘raça’ era vago e identificava-se com o próprio povo português. A celebração durou seis dias e teve repercussão no estrangeiro, em especial em Espanha.

É o Estado Novo que batiza a data como Dia de Portugal?

Sim, mas só em 1952. Entre 1925 e 1952, o 10 de Junho foi designado como Festa de Portugal. E só passou a ser celebrado como feriado nacional em 1929.

As pessoas precisam de símbolos. É isso que explica que o 10 de Junho tenha sobrevivido à queda da ditadura como símbolo da identidade nacional?

Exatamente, a questão simbólica é muito importante, mas isso [também] revela o quanto o 10 de Junho estava enraizado na consciência nacional. Em 1974, realizou-se uma manifestação de solidariedade com as Forças Armadas; no fim, colocaram flores na estátua de Camões [em Lisboa]. E em 1977, depois de Ramalho Eanes ter sido eleito, a data passou a Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas. No ano seguinte começou a ser celebrado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas [designação que mantém].
[esta entrevista foi inicialmente publicada a 10 de junho de 2017]
in expresso.pt, por Manuela Goucha Soares, 10.06.2021

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Homenageando o 10 de junho em Portugal

No dia 10 de junho celebra-se em Portugal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Feriado nacional, esta data presta homenagem ao grande poeta Luís Vaz de Camões, autor d´Os Lusíadas, a maior obra épica de Portugal, que faleceu no dia 10 de junho de 1580.
Do programa do Dia de Portugal fazem parte muitas atividades, como desfiles, demonstrações militares, e entregas de medalhas de mérito, por exemplo.
Este é considerado também o dia da Língua Portuguesa e do cidadão nacional.
Camões e a bandeira de Portugal

História do Dia de Portugal

Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, o dia 10 de junho era celebrado como o "Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses".
Após a revolução do 25 de abril de 1974, que marcou o fim do regime ditatorial do Estado Novo, a celebração do dia passou a prestar homenagem a Portugal, a Camões e às Comunidades Portuguesas.
Neste dia o Presidente da República e altas individualidades do Estado participam em cerimónias de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorrem em cidades diferentes todos os anos. Anualmente são distinguidas novas individualidades pelo seu trabalho em nome da nação. (in calendarr.com)
in dn.pt
O Presidente da República afirmou hoje que há "um compromisso" assumido de que as comemorações do Dia de Portugal, em 2020, terão lugar na Região Autónoma da Madeira, havendo a possibilidade de estendê-las à África do Sul. Marcelo Rebelo de Sousa, abriu hoje, oficialmente, em Portalegre, as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com uma cerimónia de içar da bandeira nacional. (in dn.pt)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1 de maio, Dia do Trabalhador

"O Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1º de maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal, Angola, Moçambique e outros países. 

No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores." 
in (pt.wikipedia.org)

in: slideshare.net

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de abril de 2017

in: es.wikipedia.org

Votos de um BOM FERIADO! 

E aqui vai um poema de Manuel Alegre:

Trova do Vento que Passa

Para António Portugal 

Pergunto ao vento que passa 
notícias do meu país 
e o vento cala a desgraça 
o vento nada me diz. 

Pergunto aos rios que levam 
tanto sonho à flor das águas 
e os rios não me sossegam 
levam sonhos deixam mágoas. 

Levam sonhos deixam mágoas 
ai rios do meu país 
minha pátria à flor das águas 
para onde vais? Ninguém diz. 

Se o verde trevo desfolhas 
pede notícias e diz 
ao trevo de quatro folhas 
que morro por meu país. 

Pergunto à gente que passa 
por que vai de olhos no chão. 
Silêncio - é tudo o que tem 
quem vive na servidão. 

Vi florir os verdes ramos 
direitos e ao céu voltados. 
E a quem gosta de ter amos 
vi sempre os ombros curvados. 

E o vento não me diz nada 
ninguém diz nada de novo. 
Vi minha pátria pregada 
nos braços em cruz do povo. 

Vi meu poema na margem 
dos rios que vão pró mar 
como quem ama a viagem 
mas tem sempre de ficar. 

Vi navios a partir 
(Portugal à flor das águas) 
vi minha trova florir 
(verdes folhas verdes mágoas). 

Há quem te queira ignorada 
e fale pátria em teu nome. 
Eu vi-te crucificada 
nos braços negros da fome. 

E o vento não me diz nada 
só o silêncio persiste. 
Vi minha pátria parada 
à beira de um rio triste. 

Ninguém diz nada de novo 
se notícias vou pedindo 
nas mãos vazias do povo 
vi minha pátria florindo. 

E a noite cresce por dentro 
dos homens do meu país. 
Peço notícias ao vento 
e o vento nada me diz. 

Mas há sempre uma candeia 
dentro da própria desgraça 
há sempre alguém que semeia 
canções no vento que passa. 

Mesmo na noite mais triste 
em tempo de servidão 
há sempre alguém que resiste 
há sempre alguém que diz não. 

Manuel Alegre, in 'Praça da Canção' 



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

1º de dezembro 2016

in: jn.pt
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

"Este feriado nunca deveria ter sido suspenso", disse o Presidente da República, na primeira comemoração do Dia da Restauração da Independência desde que o feriado foi reposto. Marcelo Rebelo de Sousa assume, assim, uma crítica direta ao governo PSD, de Passos Coelho, que o suprimiu.
"A nossa pátria depende da nossa independência", afirmou Marcelo, perante as escassas dezenas de pessoas presentes nas cerimónias. "A nossa independência política, que se deve às Forças Armadas, é o garante de um estado de direito; à nossa independência económica, que tem de se fazer com rigor, crescimento, emprego e justiça social, recusando sujeições espúrias, subserviências intoleráveis e minimizações inaceitáveis".
"Portugal é um país melhor, um país eterno, de saber aceitar os outros e combater as injustiças", acrescentou o Presidente, em linha com o que tinha dito o primeiro-ministro. António Costa afirmara minutos antes que "Portugal é um país patriótico, orgulhosamente acolhedor de turistas, emigrantes, refugiados, estudantes e exilados".
Além do PR e do PM, falaram o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, o coordenador-geral do Movimento 1.º de Dezembro de 1640, José Ribeiro e Castro, e o presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, José Alarcão Troni, que organizaram as comemorações oficiais do 1º de dezembro. (in: expresso.sapo.pt - 01.12.2016)

terça-feira, 10 de junho de 2014

O 10 de junho, Dia de Portugal

silenciosasdiscussoes.blogspot.com
"O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, o Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal e também um feriado nacional de Portugal.
Durante o Estado Novo, de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.
Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram invocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia. Com esta nova data, os republicanos pretendiam desviar as atenções e esvaziar as celebrações do Sto António(Afonso Costa teria dito que pretendia acabar com a Igreja em Portugal em duas gerações) muito fortes em Lisboa e logo 2 dias depois.

Dia da Raça e Dia das Comunidades

O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direcção de António de Oliveira Salazar. Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social.1
Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuou sendo o Dia de Camões. O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica e propagandística.1
Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial.1 Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978. Desde o ano 2013 a comunidade autónoma da Extremadura espanhola festeja também este día.

Comemorações

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas são celebradas por todo o país, mas só as Comemorações Oficiais são presididas por sua excelência, o Presidente da República e muitas outras individualidades como o Primeiro-Ministro, os Embaixadores e outras demais ilustres personalidades. As comemorações envolvem diversas cerimónias militares, exposições, concertos, cortejos e desfiles, além de uma cerimónia de condecorações feita pelo Presidente da República.
Desde 1977 dezenas de cidades já receberam as comemorações. Todos os anos, o Presidente da República Portuguesa elege uma cidade para ser sede das comemorações oficiais. Abaixo, a lista de todas as cidades que já receberam as comemorações."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Portugal

domingo, 10 de junho de 2012

10 de junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

imagem encontrada em

Luís Vaz de Camões morreu em 1580 e o feriado de 10 de junho, serve para nos lembrarmos dos feitos gloriosos do passado e das comunidades de portugueses que vivem por esse mundo fora.

É, no entanto, considerada por alguns como uma data política, daquilo que tenho lido, e que de certa forma foi afirmado pelo Deputado do CDS-PP, Ribeiro e Castro, uma vez que refere existirem incertezas e falta de precisão quanto à data exata da morte de Camões.

Propõe então que este feriado passe a ser «móvel», passando a celebrar-se no 2º domingo de junho, achando que "Seria uma forma de manter essa celebração de «valores da maior relevância coletiva» em Portugal «em linha com os portugueses de todo o mundo»", afirma Ribeiro e Castro. (AF - Agência Financeira, Política, 16.03.2012 ÚLTIMA HORA, E se o 10 de junho fosse um feriado móvel? Proposta avançada pelo deputado do CDS Ribeiro e Castro Por tvi24 CLC - )

Bom Feriado!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Assinala-se hoje o 37º aniversário do 25 de abril


http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/milhares-evocam-25-de-abril-na-avenida-da-liberdade

Assinala-se hoje o 37º aniversário da Revolução do 25 de abril.

Milhares de pessoas deslocaram-se hoje em Lisboa para a Avenida da Liberdade para celebrarem o 25 de abril. A cor vermelha na rotunda do Marquês de Pombal era dominante.

Tudo começou por volta das 15 horas e as pessoas, concentrando-se, levavam nas mãos, bandeiras de vários géneros.

Em 1974, na altura da revolução portuguesa, os cravos vermelhos foram um dos símbolos da luta contra o regime vigente, tornando-se comovente ver tanto cravo vermelho nas ruas e por todo o lado, nas  mãos das pessoas, nas janelas das casas e nas lapelas dos casacos;  pelos vistos, este ano, de certa forma, notou-se que estão a ser esquecidos. "Um dos vendedores que habitualmente vende rosas exibe hoje dois molhos de cravos, a um euro cada flor, mas garante que o negócio está fraco e nem acredita que consiga chegar ao fim da jornada de mãos vazias."


"Cavaco Silva quer Governo maioritário


O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu esta segunda-feira que: “o Governo saído das eleições de 5 de Junho deve dispor de apoio maioritário na Assembleia da República”.

Por:Cristina Rita/Janete Frazão

Nas comemorações do 37.º aniversário do 25 de Abril, o Chefe de Estado fez um discurso a pedir não só que a próxima campanha eleitoral decorra de forma “que não inviabilize o diálogo e os compromissos de governabilidade de que Portugal tanto necessita”, como também pediu aos partidos que não façam promessas que não possam cumprir. “Vender ilusões ou esconder o inadiável é atrasar a resolução dos problemas que nos afligem”, afirmou Cavaco Silva.

O Chefe de Estado pediu ainda a todos os agentes políticos que actuem com transparência e verdade e sem subterfúgios e crispações artificiais ou querelas inúteis.

Cavaco Silva encerrou um conjunto de discursos dos quatro Chefes de Estado democraticamente eleitos no pós-25 de Abril, numa cerimónia inédita no Palácio de Belém. Todos os antigos Presidentes da República pediram entendimentos e falaram da situação difícil do país.

Na sequência da dissolução da Assembleia da República, não se realizou este ano a tradicional cerimónia no Plenário."
Cavaco faz amanhã primeira grande intervenção após pedido de resgate.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Pensa-se que Camões nasceu em 1524 e que morreu a 10 de Junho de 1580. Por isso, neste dia se comemora a morte deste grande poeta português, para o lembrarmos como ele merece.

Todos os anos em Portugal e um pouco por todo o mundo se comemora esta data, em sua honra.

Luís Vaz de Camões,  considerado o príncipe dos poetas portugueses, viveu no século XVI e escreveu  "Os Lusíadas", na sua forma de epopeia, maneira sublime de tratar o tema grandioso dos feitos heróicos do povo português.

Com efeito, apesar de muito se desconhecer sobre a vida de Camões, uma coisa é indiscútível - a grandeza da sua poesia! Esta irá prevalecer como uma herança sua às gerações que se irão sucedendo e também à nossa mui amada Língua Portuguesa.

Este grande poeta viveu sempre com muitas dificuldades e desilusões; a sociedade do seu tempo nunca soube reconhecer, nem o seu talento, nem a sua obra. Viveu os últimos anos, amargurado pela doença e pela miséria.

No seu livro "Camões, o Super-Herói da Língua Portuguesa", Maria Alberta Menéres "romanceia a vida de Camões, através de excertos da lírica do autor, com ilustrações de Fernanda e José Fragateiro. Luís de Camões, Homem da desventura, nasceu pobre, viveu pobre e morreu pobre"; Camões, Príncipe dos Poetas, é herói que perdura no tempo à medida da sua poesia". (in ESTANTE/educação.11, Jornal de Letras, Número 1035, de 2 a 15 de Junho de 2010).

Hoje, por todo o nosso Portugal, o dia 10 de Junho está a ser comemorado com grandes honras dedicadas ao nosso país, a esse grande poeta Camões,  e às Comunidades lusófonas.


"Cavaco Silva defende valorização do país

O Presidente da República, Cavaco Silva, no âmbito das comemorações do dia 10 de Junho, a decorrer em Faro, defendeu que se deve “valorizar o potencial do País em várias frentes, incluindo a militar”. (...) http://www.cmjornal.xl.pt/

Comemorações do dia de 10 de Junho

"Nos tempos que correm, a segurança e a afirmação de um Estado não podem ser prosseguidas de forma isolada. Exigem, no quadro das alianças internacionais, uma aposta crescente na segurança cooperativa e na diversificação das dependências, mas não dispensa a valorização dos recursos, capacidades e competências que lhe são próprios", afirmou o chefe de Estado. Por outro lado, Cavaco Silva referiu aunda que a redução das Forças Armadas " tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades nacionais e o enfraquecimento da voz de Portugal no concerto das nações, como Estado soberano e independente". (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/cavaco-silva-defende-valorizacao-do-pais)