sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Eleições intercalares nos EUA e a derrota dos Republicanos

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MUNDO

EUA mudam de vermelho para azul. Democratas vencem intercalares com domínio do Congresso

Os norte-americanos escolheram os novos representantes no Congresso. Os democratas conquistaram o controlo da Câmara e do Senado, numa vitória avassaladora e histórica para umas eleições intercalares. A agenda política do presidente dos Estados Unidos e os dois últimos anos de mandato da Administração Trump ficam assim mais limitados.

Fonte: Inês Moreira Santos, Ana Sofia Rodrigues, Paulo Alexandre Amaral - RTP/atualizado 4 Novembro 2026, 14:48

EUA em tons de azul. Vitória democrata pesa na agenda política da Administração Trump

Com um resultado histórico, o Partido Democrático conquistou o controlo do Congresso nas eleições intercalares norte-americanas, representando um revés para Donald Trump e os congressistas republicanos. A maioria dos Estados pintou-se de azul na noite de terça-feira, mesmo em regiões tradicionalmente vermelhas.

  • Os democratas garantiram 228 cadeiras na Câmara dos Representantes, sendo necessárias 218 para a maioria, e 54 no Senado, quando eram só precisas 51;
  • O partido conquistou pelo menos sete cadeiras no Senado em estados tradicionalmente republicanos e em disputas acirradas, incluindo no Kansas – que não elegia um senador democrata há quase um século – Iowa, Texas, Ohio, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul;
  • Na Câmara dos Representantes, os democratas conquistaram mais de duas dezenas de distritos;
  • Também se destacou o Michigan com a eleição do democrata Abdul El-Sayed, um médico egípcio-americano, que se tornou o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA;
  • Há ainda outras vitórias expressivas: James Talarico, o primeiro democrata em 38 anos a conseguir vaga no Senado pelo Texas; Adam Hamilton, o primeiro democrata no Senado pelo Kansas desde 1932; e Troy Jackson, que pôs fim ao mandato de 30 anos de Susas Collins no Senado pelo Maine;
  • Na Carolina do Sul, Annie Andrews derrotou a republicana Darline Graham, conseguindo uma vitória que escapava aos democratas desde o século passado, enquanto no Ohio o antigo senador Sherrod Brown recuperou um lugar na câmara alta ao derrotar Jon Husted;
  • Aaron Ford venceu a eleição para governador de Nevada e será o primeiro governador afro-americano do estado;

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Ronaldo despede-se da Seleção Portuguesa dizendo que sai de "cabeça levantada"

Cristiano Ronaldo
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"Chegou o dia de devolver a camisola 7", afirma Ronaldo, num vídeo partilhado nas redes sociais esta quinta-feira. Decisão é anunciada um dia antes de o selecionador divulgar os convocados para os dois jogos de Portugal em novembro. Jorge Jesus afasta responsabilidades pela saída do avançado.


Cristiano Ronaldo, que integrava a lista de pré-convocados de Jorge Jesus, anunciou, esta quinta-feira, que abandona a Seleção Nacional após 23 anos ao serviço da equipa das quinas. 


O anúncio foi feito nas redes sociais e surge na véspera de o selecionador divulgar a convocatória para os últimos dois jogos da fase de grupos da Liga das Nações, com a qualificação para os quartos de final já selada. 

Na publicação, intitulada “Portugal estará sempre em mim”, Ronaldo diz que "chegou o dia de devolver a camisola 7".

"Nunca a senti como exclusivamente minha. Durante 23 anos, tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar comigo para estádios no mundo inteiro", declara o ex-capitão num vídeo em que se ouve a música Amor a Portugal de Dulce Pontes, assumindo que não foi uma decisão fácil e que chegou ao fim uma caminhada que lhe mudou a vida "para sempre".

O avançado, de 41 anos, afirma que, no trajeto pela Seleção, sempre procurou superar-se, ser "o melhor" e "fazer história". Recorda as vitórias em "tardes e noites perfeitas", sem deixar de registar as derrotas difíceis de digerir.

"Também falhei, também sofri, também houve momentos em que não fui capaz de dar aos portugueses aquilo que tanto desejavam. Mas nunca desisti. E acima de tudo, nunca deixei de sentir orgulho por representar Portugal", nota.

Mais importante do que marcar golos, conquistar taças ou bater recordes é o sentimento despertado "no coração das pessoas", sublinha CR7. 

"Se alguma vez vos fiz feliz, se alguma vez um golo meu vos fez abraçar alguém, esquecer uma preocupação, mas só sentir orgulho no nosso país, então tudo valeu a pena. Porque ser português também é isso. Sofremos juntos, levantamo-nos juntos".

O madeirense endereça "uma palavra especial" aos colegas de equipa, porque "nenhum capitão caminha sozinho".

Após estender os agradecimentos à família, bem como aos treinadores, dirigentes e todo o pessoal dos vários departamentos da Seleção com quem trabalhou, indica a "imagem" que guardará da carreira como internacional: o "momento em que começa o hino nacional".

"Olho à minha volta, vejo os meus companheiros, vejo as bancadas, vejo crianças, mães, pais e avós. Vejo portugueses que vieram de tão longe apenas para estar ali. E durante aqueles minutos, deixamos de ser diferentes. Não existem clubes, não existem cores, não existem classes, não existem profissões, não existem opiniões. Existe apenas uma paixão. Portugal".

Depois de, no final de setembro, abandonar o estágio da Seleção, em desacordo com as opções de Jorge Jesus, tendo acusado o técnico de faltar à palavra, o jogador do Al Nassr diz sair "de cabeça levantada com o orgulho do caminho" percorrido e "com a consciência" de que deu tudo por Portugal. Na parte final da longa mensagem, reforça o amor à nação.

"Passei a minha vida a trabalhar para ser o melhor jogador do mundo. Hoje percebo que a maior vitória foi ter merecido representar o melhor país do mundo".

Segundo o jornal A Bola, Ronaldo avisou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, de que iria anunciar, nas redes sociais, a saída da Seleção, mas optou por não informar Jorge Jesus da decisão. 

O jogador e o selecionador, acrescenta o diário desportivo, não falam desde a manhã de 30 de setembro, dia em que CR7 abandonou o estágio na Escandinávia.
Jesus: "É uma decisão dele"

O selecionador respeita o adeus de Cristiano Ronaldo à equipa nacional, mas vinca que não teve qualquer responsabilidade neste desenlace.

“Tudo isto é uma decisão dele", afirmou, ao Canal 11, Jorge Jesus, que lembrou a conversa mantida com Ronaldo antes da primeira convocatória em meados de setembro.

"Pedi-lhe para ele continuar comigo porque precisava que estivesse ao pé de mim. Mas tenho de aceitar a decisão dele. Vai estar sempre no coração dos portugueses, na seleção", prosseguiu, antes de assinalar a importância do craque português para as gerações vindouras. 

"É um símbolo para a juventude portuguesa. A maior parte dos fãs dele são jovens. Tive oportunidade de partilhar um ano que trabalhei com ele no Al Nassr. Vai ser sempre uma referência da nossa seleção, do nosso povo, da nossa história", completou Jesus, que revelou ter mandado colocar uma fotografia de grandes dimensões do jogador no auditório da Federação Portuguesa de Futebol, para que sirva de inspiração a todos que passam por essas instalações. 
FPF recusa saída de Ronaldo "sem o devido tributo"

A FPF não demorou a reagir à despedida de Cristiano Ronaldo, manifestando "profundo e eterno agradecimento ao eterno capitão".

Em comunicado, enaltece o "percurso absolutamente extraordinário" do jogador e descreve-o como "um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o símbolo máximo da alma" de Portugal.

"Cristiano Ronaldo elevou o nome de Portugal e inspirou gerações de jovens que sonham seguir as suas pisadas, sendo para muitos de nós o melhor jogador de todos os tempos!", escreve o órgão máximo do futebol luso, recusando-se a aceitar uma saída "sem o devido tributo".

"É nossa firme e enorme vontade organizar, planear, participar e colaborar ativamente naquela que será sempre uma homenagem à altura da imensa carreira de Cristiano Ronaldo". 

O jogador não esclareceu, até agora, se está disponível para participar numa possível homenagem.

Pedro Proença recorreu às redes sociais para salientar que Ronaldo é "mais do que um jogador". 

"Homem, atleta, referência, herói, líder" foram as palavras usadas pelo líder federativo para caracterizar o avançado. Proença enfatiza ainda o "exemplo" dado pelo madeirense "para todos que sonham em ser, todos os dias, melhor". 

"As portas da Federação Portuguesa de Futebol estarão sempre abertas para Cristiano Ronaldo", realçou.

Atuais e antigos jogadores que partilharam o balneário com Ronaldo - Bruno Fernandes, Diogo Dalot, Rafael Leão, Renato Veiga, Pepe, Nani e Rio Ferdinand - também se associaram às manifestações de reconhecimento. O mesmo aconteceu com o Sporting, Manchester United e Juventus, clubes que o português representou. 
Seguro e Montenegro deixam mensagem

O topo da liderança política em Portugal prestou tributo ao antigo capitão luso.

O presidente da República agradeceu a Ronaldo pela "forma como representou a Seleção Nacional, inspirou os portugueses e levou o nome de Portugal pelo Mundo".

"Sei também que Portugal continuará a contar com o seu amor ao País, que representará sempre com a entrega que colocou em cada treino, em cada jogo, em cada golo que a todos encheu de alegria. Muitas felicidades, Cristiano. E muito obrigado", conclui António José Seguro, numa publicação na página oficial da Presidência no Instagram.

FONTE: pt.euronews.com

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Marylin Monroe, Tonu Curtis e Jack Lemmon e um filme de 1959, simplesmente inesquecível!

Em primeiro lugar, é um filme para adultos.

Quem tiver este filme em casa poderá passar um serão divertido em família.

O título original é Some like it hot, é de 1959 e foi dirigido por Billy Wilder.

É estrelado por Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon.

Rir é o melhor remédio!

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

domingo, 1 de novembro de 2026

Hoje é Dia de Todos os Santos - estamos no 1º dia de novembro

imagem obtida in: www.acidigital.com

Hoje, no 1º de novembro, os cemitérios  enchem-se de gente.

Todos vão recordar os seus entes queridos, já desaparecidos.

É um dia de muitas emoções para todos os que vão render mais uma homenagem aos seus que já não estão neste mundo.

Esses sentimentos interiores estão muito presentes, são dominantes, não só devido à recordação que deles têm, como pela infelicidade da sua perda.

Os cemitérios enchem-se de flores carregadas de simbolismo do amor de quem as dá: a familiares, amigos, conhecidos, ninguém é esquecido.

Também é um dia de encontro entre muita gente que já não se vê há muito, e esses momentos proporcionam algum convívio entre todos: desabafando ou chorando, acaba por chegar a hora da pessoa pensar: "agora vamos-nos embora para casa, porque a vida tem de continuar".