quarta-feira, 25 de março de 2026

Quaresma: Tema de reflexão na 5ª semana Quaresmal

imagem: santo.cancaonova.com



Para ajudar a refletir:


Do Testamento de São Francisco (23)

“O Senhor me revelou que devemos dizer esta saudação: 
Que o Senhor vos dê a paz!"

Da Lenda dos Três Companheiros (58)

“Era seu desejo ardente que tanto ele quanto os irmãos abundassem nas boas obras pelas quais o Senhor é louvado. E disse-lhes: "A paz que proclamais com os vossos lábios, que ela cresça ainda mais em vossos corações. Não provoqueis a ira ou escândalo a ninguém, mas que 
todos sejam atraídos à paz, à bondade e à harmonia pela vossa mansidão."

Pensamento:

A paz é um dom de Deus, mas também exige o nosso compromisso. Não basta rezar por ela: 
devemos buscá-la e construí-la todos os dias. 

São Francisco compreendeu isso muito bem e fez da paz parte de sua missão, levando-a a povos divididos, rezando por cidades em conflito e abrindo-se ao diálogo com todos, até mesmo com o Sultão. 

A paz nasce de um coração reconciliado, guiado pelo Espírito; ela fundamenta-se na verdade, na justiça, no amor, no diálogo, na reconciliação e na liberdade. Francisco compreendeu que Jesus nos dá a sua paz, diferente da paz do mundo, e que nos chama a sermos seus artífices: homens e mulheres que, com gestos simples do dia a dia, constroem fraternidade, perdão e esperança. 

É por isso que ele nos confia esta sua vontade.

"Amai os vossos inimigos", diz o Senhor, um mandamento exigente, um caminho estreito, mas nobre, para a paz. Muitas vezes sentimo-nos frágeis, incapazes de amar verdadeiramente. No entanto, como nos lembra Dorothy Day, mesmo quando os nossos corações parecem vazios, mesmo quando acreditamos não ter amor para dar, basta tentar, perseverar, desejar: o amor, da ficção, torna-se realidade. Aqueles que escolhem amar, logo aprendem a amar de verdade.

Hoje, enquanto os nossos olhos contemplam imagens de guerra e dor, queremos erguer o olhar e sonhar com a paz. Queremos acreditar que gestos de bondade e reconciliação podem reconstruir a humanidade ferida.

Ação:

Gesto de paz: ir ter com um colega, um familiar ou um amigo para oferecer perdão ou para pedir desculpa por algo que o magoou.

terça-feira, 24 de março de 2026

"Alfacinhas" - sabemos que os Lisboetas são assim conhecidos! Mas porquê?

Professor e escritor João Carlos Brito
imagem obtida in: e.cultura.pt


Obra do autor:
"Em português nos [des] entendemos",
de João Carlos Brito

É uma questão que pode ser colocada por qualquer um de nós: é que a palavra é curiosa e engraçada para apelidar os nascidos em  Lisboa.

Segundo a minha pesquisa, a origem interessante deste epíteto apresenta como explicação o que a seguir partilho:

"'Alfacinha' é o nome pelo qual são conhecidos os habitantes de Lisboa ou, se quisermos ser mais rigorosos, os naturais de Lisboa. É um epíteto curioso e engraçado, bem acolhido pelos próprios, que são os primeiros a, com orgulho, afirmarem-se como tal.

Existe várias versões para explicar esta denominação dada a quem nasce na capital, sendo que a história primordial relata um clássico hábito da Lisboa burguesa dos finais do século XIX.

Na transição do Romantismo para o Realismo, as famílias da classe média lisboeta tinham a prática muito regular de, nas tardes soalheiras de domingo, se reunirem em lautas merendas pelas inúmeras hortas que existiam nos arredores da cidade. Aí, acompanhando o tradicional peixe frito, diz-se que se consumiam quantidades gigantescas de salada de alface.

Ora, aos olhos de quem vinha de fora da cidade , este hábito tornava-se tão peculiar como pitoresco. Na verdade, o consumo da alface era então pouco difundido pelo resto do país e esta moda foi considerada estranha e até caricaturada. Daí vem o cariz pejorativo do nome "alfacinha", mas, como se sublinha, atualmente não faz sentido o lisboeta sentir-se ofendido por ser assim apelidado. Antes pelo contrário, deve sentir-se orgulhoso dos seus hábitos tão saudáveis e avançados para a época. "

REFERÊNCIA:

Em Português nos [Des]Entendemos, de *João Carlos Brito, Ideias de Ler, 2020 

*professor e escritor 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Penamacor: origem e história do nome da terra

imagem: www.youtube.com


imagem pt.wikipedia.org

Pesquisa sobre o concelho de Penamacor:

Viveu neste concelho um salteador muito conhecido, chamado Macor.

Abrigava-se numa caverna que era conhecida por "penha" tal como o monte, que tinha o mesmo nome.

Tal monte/tal penha, ficaram conhecidos por "Penha de Macor", tendo a palavra evoluído para PENAMACOR

E foi assim que os habitantes da terra, segundo a tradição popular, lhe deram o nome.

Na pesquisa que efetuei, fiquei ciente de que os historiadores falavam de uma povoação muito importante, do tempo dos romanos, godos, árabes, túrdulos. 

O topónimo (nome de uma localidade ou de um lugar), segundo uma outra lenda, é o resultado de grandes lutas entre os habitantes da terra e dos bandos que os assaltavam. 

Na sua obra Dicionário do nome das Terras, (Editora Casa das Letras, 2ª edição, maio de 2007) João Fonseca diz, e transcrevo :

"E o sangue que então correu era "de má cor", de tal modo que por "demacor" (depois Penamacor) ficou conhecida a terra."

Uma das povoações tem o nome de "Pena Garcia" (Penha Garcia) e outra é Pena Maior (aproveito para referir, baseada, claro, na pesquisa que já referi, que o autor destaca que para a designação que os antigos pronunciavam à castelhana, magor,  com o tempo sugeriu macor e, portanto, "Pena macor" Penamacor."

Um pormenor interessante : a nível de pesquisas efetuadas por investigadores, é reconhecido que, em documentos muito antigos, esta povoação aparece como Pena Macor. Explicam que há a probabilidade (devido ao prefixo pen, que significa elevação), de PENAMACOR ser "de origem céltica".

segunda-feira, 16 de março de 2026

Quaresma: Tema de reflexão na 4ª semana quaresmal

imagem in: www.holyart.pt


Para ajudar a refletir:

Do Testamento de São Francisco (Testamento 20)

"Trabalhei com as minhas mãos e quero trabalhar; e desejo firmemente que todos os irmãos trabalhem com honestidade."

Pensamento:

Para São Francisco, a possibilidade e a capacidade de trabalhar são um elemento importante na caminhada rumo à fraternidade universal. O trabalho dá dignidade e sustento àqueles que o realizam com honestidade e profissionalismo, mas também deve ser considerado um meio privilegiado de contribuir para o bem comum e de alcançar o próximo. Trabalhar também nos permite não desperdiçar
nossos dias em atividades ociosas que podem se tornar fonte de desconforto para nossas vidas e para toda a comunidade.

A vocação cristã se traduz em trabalho e serviço concretos, e para experimentar em primeira mão o amor expresso pela dedicação, nos deixaremos agora guiar pelo testemunho direto de um de nossos irmãos.

terça-feira, 10 de março de 2026

Marisa Liz: "É o que é"! Para relaxar depois de um dia de trabalho...

Quaresma: Tema de reflexão na 3ª semana quaresmal

in pt.wikipedia.org


Para ajudar a refletir:

Do Testamento de São Francisco (Testamento 14)

“E depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou o que eu devia fazer, mas o Altíssimo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.”

Pensamento:

O Evangelho lembra-nos que o amor mútuo é a marca daqueles que seguem a Cristo. Não um amor genérico, mas um amor que se torna serviço, aceitação e perdão. Agora, queremos traduzir este Novo Mandamento num gesto simples, porém, poderoso: oferecer aos outros um gesto/ sinal de paz, comprometendo-nos a construir juntos a unidade alegre e a fraternidade. É o ato de reconhecer no outro, ao nosso lado, um irmão amado por Deus.

A vida cristã não é apenas uma caminhada individual, mas uma vocação para viver o Evangelho juntos, como irmãos. Neste tempo, somos chamados a construir e a viver a Fraternidade, como Francisco de Assis.

Ação:

Enviar SMS / Email aos teus pais e amigos a dizer que gostas deles e desejas para eles todo o bem.

quinta-feira, 5 de março de 2026

António Lobo Antunes: "desaparecimento" de um nome "grande" da Literatura Portuguesa

imagem obtida in: pt.wikipedia.org


Homenagem a um nome que se destaca na nossa Literatura Portuguesa Contemporânea: 

António Lobo Antunes

Pela manhã de hoje, fomos surpreendidos com a notícia da morte do escritor António Lobo Antunes, um nome da nossa Literatura que nunca será esquecido.

Escreveu durante mais de quatro décadas.

Foi médico militar em Angola durante a guerra colonial  e a sua escrita ficou marcada por essa experiência, em que está bem patente a condição humana, um aspeto que o preocupava.. 

Foi em 1979 que se iniciou na literatura com a obra “Memória de Elefante”. É curioso que, nesse mesmo ano foi publicado “Os Cus de Judas” (romance). 

A ficção portuguesa enriqueceu com o seu contributo como escritor e a exigência daquilo que escrevia (sempre à mão e passando depois a limpo)! 

Recebeu vários prémios e foi candidato durante muitos anos ao Prémio Nobel da Literatura.