O Catarro da Formiga
"Estudar e pesquisar... Aprender até morrer."
sábado, 28 de março de 2026
sexta-feira, 27 de março de 2026
Marco Aurélio, Imperador Romano e Filósofo Estóico - algumas das suas meditações
| imagem in: wikisource.org |
Marco Aurélio (121 -180 d.c.) foi um dos bons Imperadores Romanos (com efeito, era uma pessoa muito honesta e gostava de fazer bem às pessoas).
Teve uma vida muito agitada provocada por várias guerras, pela peste Antonina, pelas contrariedades e desgostos familiares.
Não lhe interessava muito ser Imperador apesar de governar com toda a sabedoria que o seu caráter lhe conferia - a de um homem bom e muito virtuoso!.
Do que ele gostava verdadeiramente, era da filosofia, tendo estudado o estoicismo desde criança.
É autor de um diário em que nele escrevia as suas meditações, pensamentos e reflexões mais íntimas.
Algumas das suas Meditações extraídas do Livro 2:
7. As coisas externas distraem-te? Então, concede-te tempo para aprenderes algo de valor: para de te deixar ser puxado para todas as direções. Mas certifica-te de que te proteges contra outros tipos de confusões. Pessoas que trabalham durante toda a sua vida sem ter um objetivo para o qual direcionar os seus pensamentos e esforços, estão a desperdiçar o seu tempo - mesmo quando trabalham arduamente.
8. Não há infelicidade que provenha de não saber o que vai na alma dos outros; mas se não prestamos atenção aos movimentos da nossa alma
9. Nunca esquecer estas coisas:
- a natureza do mundo
- a tua natureza
- como te identificas com o mundo
- qual a fração dele que ocupas
- que és parte da natureza e que ninguém pode impedir-te de falar e agir sempre em harmonia com ela.
É um reconforto ler estas mensagens que tanto "tocam" os nossos corações.
A sua sabedoria está bem patente nestas "meditações".
quinta-feira, 26 de março de 2026
quarta-feira, 25 de março de 2026
Quaresma: Tema de reflexão na 5ª semana Quaresmal
| imagem: santo.cancaonova.com |
Do Testamento de São Francisco (23)
“O Senhor me revelou que devemos dizer esta saudação: Que o Senhor vos dê a paz!"
Da Lenda dos Três Companheiros (58)
“Era seu desejo ardente que tanto ele quanto os irmãos abundassem nas boas obras pelas quais o Senhor é louvado. E disse-lhes: "A paz que proclamais com os vossos lábios, que ela cresça ainda mais em vossos corações. Não provoqueis a ira ou escândalo a ninguém, mas que todos sejam atraídos à paz, à bondade e à harmonia pela vossa mansidão."
Pensamento:
A paz é um dom de Deus, mas também exige o nosso compromisso. Não basta rezar por ela: devemos buscá-la e construí-la todos os dias.
"Amai os vossos inimigos", diz o Senhor, um mandamento exigente, um caminho estreito, mas nobre, para a paz. Muitas vezes sentimo-nos frágeis, incapazes de amar verdadeiramente. No entanto, como nos lembra Dorothy Day, mesmo quando os nossos corações parecem vazios, mesmo quando acreditamos não ter amor para dar, basta tentar, perseverar, desejar: o amor, da ficção, torna-se realidade. Aqueles que escolhem amar, logo aprendem a amar de verdade.
Hoje, enquanto os nossos olhos contemplam imagens de guerra e dor, queremos erguer o olhar e sonhar com a paz. Queremos acreditar que gestos de bondade e reconciliação podem reconstruir a humanidade ferida.
Ação:
Gesto de paz: ir ter com um colega, um familiar ou um amigo para oferecer perdão ou para pedir desculpa por algo que o magoou.
terça-feira, 24 de março de 2026
"Alfacinhas" - sabemos que os Lisboetas são assim conhecidos! Mas porquê?
![]() |
| Professor e escritor João Carlos Brito imagem obtida in: e.cultura.pt |
| Obra do autor: "Em português nos [des] entendemos", de João Carlos Brito |
É uma questão que pode ser colocada por qualquer um de nós: é que a palavra é curiosa e engraçada para apelidar os nascidos em Lisboa.
Segundo a minha pesquisa, a origem interessante deste epíteto apresenta como explicação o que a seguir partilho:
"'Alfacinha' é o nome pelo qual são conhecidos os habitantes de Lisboa ou, se quisermos ser mais rigorosos, os naturais de Lisboa. É um epíteto curioso e engraçado, bem acolhido pelos próprios, que são os primeiros a, com orgulho, afirmarem-se como tal.
Existe várias versões para explicar esta denominação dada a quem nasce na capital, sendo que a história primordial relata um clássico hábito da Lisboa burguesa dos finais do século XIX.
Na transição do Romantismo para o Realismo, as famílias da classe média lisboeta tinham a prática muito regular de, nas tardes soalheiras de domingo, se reunirem em lautas merendas pelas inúmeras hortas que existiam nos arredores da cidade. Aí, acompanhando o tradicional peixe frito, diz-se que se consumiam quantidades gigantescas de salada de alface.
Ora, aos olhos de quem vinha de fora da cidade , este hábito tornava-se tão peculiar como pitoresco. Na verdade, o consumo da alface era então pouco difundido pelo resto do país e esta moda foi considerada estranha e até caricaturada. Daí vem o cariz pejorativo do nome "alfacinha", mas, como se sublinha, atualmente não faz sentido o lisboeta sentir-se ofendido por ser assim apelidado. Antes pelo contrário, deve sentir-se orgulhoso dos seus hábitos tão saudáveis e avançados para a época. "
REFERÊNCIA:
Em Português nos [Des]Entendemos, de *João Carlos Brito, Ideias de Ler, 2020
*professor e escritor
quarta-feira, 18 de março de 2026
Penamacor: origem e história do nome da terra
| imagem: www.youtube.com |
| imagem pt.wikipedia.org |
Pesquisa sobre o concelho de Penamacor:
Viveu neste concelho um salteador muito conhecido, chamado Macor.
Abrigava-se numa caverna que era conhecida por "penha" tal como o monte, que tinha o mesmo nome.
Tal monte/tal penha, ficaram conhecidos por "Penha de Macor", tendo a palavra evoluído para PENAMACOR.
E foi assim que os habitantes da terra, segundo a tradição popular, lhe deram o nome.
Na pesquisa que efetuei, fiquei ciente de que os historiadores falavam de uma povoação muito importante, do tempo dos romanos, godos, árabes, túrdulos.
O topónimo (nome de uma localidade ou de um lugar), segundo uma outra lenda, é o resultado de grandes lutas entre os habitantes da terra e dos bandos que os assaltavam.
Na sua obra Dicionário do nome das Terras, (Editora Casa das Letras, 2ª edição, maio de 2007) João Fonseca diz, e transcrevo :
"E o sangue que então correu era "de má cor", de tal modo que por "demacor" (depois Penamacor) ficou conhecida a terra."
Uma das povoações tem o nome de "Pena Garcia" (Penha Garcia) e outra é Pena Maior (aproveito para referir, baseada, claro, na pesquisa que já referi, que o autor destaca que para a designação que os antigos pronunciavam à castelhana, magor, com o tempo sugeriu macor e, portanto, "Pena macor" Penamacor."
Um pormenor interessante : a nível de pesquisas efetuadas por investigadores, é reconhecido que, em documentos muito antigos, esta povoação aparece como Pena Macor. Explicam que há a probabilidade (devido ao prefixo pen, que significa elevação), de PENAMACOR ser "de origem céltica".
