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Apesar de usada em todo o nosso Portugal, remete-nos mais para uma expressão de que os portuenses se servem, apontando para contas que são liquidadas no momento.
No entanto, o Professor Carlos Brito refere na sua obra ("Em português nos (des) entendemos", da editora Ideias de Ler, 2020), que não tem a ver só com a Invicta, "mas com o porto de pesca ou comercial, onde as pessoas corriam o risco de não se voltarem a encontrar e, como tal, as contas tinham de ficar saldadas na altura".
O certo é que os falantes do Porto "tomaram conta" desta expressão ou idiomatismo; e o professor Carlos Brito explica: "Ou seja: tomar o porto (de pesca) por Porto (cidade) e, considerando que para um nortenho uma palavra vale mais do que qualquer escritura, as contas certas, justas, honestas também, são do Porto-cidade. Só que, nesta segunda tese, o sentido altera-se ligeiramente, já que quer dizer que cada um paga a sua parte - nem mais nem menos".
A nossa língua é maravilhosa, cheia de enigmas que os especialistas na matéria vão desbravando e nos dão a conhecer, partilhando-os nas suas obras!
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