sábado, 23 de fevereiro de 2013

É para rir...e para descontrair...

MARIDO DESESPERADO

 
Um homem desesperado chama  a recepção do hotel:

·Por favor, venha rápido. Eu estou tendo uma discussão 
com a minha mulher e ela diz que vai saltar pela janela.

Da recepção  respondem:

·Senhor, esta é uma questão pessoal.

E o marido, irritadíssimo, diz:
 
·Sim, mas a janela não abre, e isso é um problema grave de manutenção neste hotel...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Origem do nome da terra "Alcoutim"...

A tradição afirma que os árabes a designavam por alcatiã, em português alcateia, que significaria "manada ou rebanho de gado", provindo daí o nome da vila.

É também admissível que o vocábulo quisesse dizer "alcateia de lobos", animais que existiriam na serra que lhe fica próxima e que poderiam igualmente ter inspirado o nome da terra (que, como está documentado, antes de ser Alcoutim, se chamou Alcoutinium).

 
FONTE: Dicionário do Nome das Terras, Origens, Curiosidades e lendas das terras de Portugal, de João Fonseca, Casa das Letras, 2ª edição atualizada, maio 2007

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Maputo...que sonho de terra!


Português Correto...



Quem não gosta de doçuras? 

O pior é quando se quer passar a receita que uma amiga nos quer dar...

Como escrever? Receita de fios de ovos (?) ou Receita de fios-de-ovos (?) 

Com ou sem hífen???

A forma correta é fios de ovos, sem quaisquer hífenes. Com o Novo Acordo Ortográfico, não se usa hífen na maior parte das locuções.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

RIR, é mesmo o melhor remédio...

 
http://images.search.conduit.com/ImagePreview/?q=anedotas&ctid=CT3106777&searchsource=2&start=0&pos=8

A Psicologia dos Alentejanos:

Um lisboeta vai ao consultório de um conhecido psicólogo 
e diz-lhe:
 
- Todas as vezes que estou na cama, acho que está alguém
debaixo da cama. Nessa altura eu vou para baixo da cama
para ver, e acho que há alguém em cima da cama. Para baixo,
para cima, para baixo, para cima. Estou a ficar maluco, doutor!
 
- Deixe-me tratar de si durante dois anos - diz o psicólogo. 
Venha três vezes por semana, e eu curo esse problema.
 
- E quanto é que eu vou pagar por cada sessão? - pergunta 
o lisboeta.
 
- 80 Euros por sessão - responde o psicólogo
 
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
 

Passados seis meses, eles encontram-se na rua.

- Então porque não apareceu no meu consultório? - pergunta 

o psicólogo.
 
- 80 euros a consulta, três vezes por semana, dois anos
 = 12.480 euros, ia ficar-me muito caro, doutor. 
Além disso, falei com um alentejano na minha herdade 
que me curou por 20 euros.

 - Ah é? Como? - pergunta o psicólogo.
 
 O sujeito responde:
 
- Por 20 euros ele cortou os pés da cama...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O significado do nome Eduardo

Eduardo

Significa guarda das riquezas e indica uma pessoa talentosa e dinâmica, que se realiza em trabalhos que a estimulem a pensar, pesquisar e aprender mais. 
Quem tem esse nome é também muito comunicativo.
  
http://www.portalbrasil.net/nomes/e.htm

"Andar na Onça": que significa?

 http://economia.culturamix.com/medidas/como-esticar-seu-salario


"Andar na Onça" (pop.), significa: sem dinheiro, na miséria... 

Infelizmente, é como os portugueses se andam a sentir, nos últimos tempos...
 
http://images.search.conduit.com/ImagePreview/?q=sem%20dinheiro...&ctid=CT3106777&searchsource=2&start=0&pos=15

Charlie e os números




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CORTES NAS PENSÕES: António Alves Caetano (irmão do Professor Marcelo Caetano) escreve sobre a aposentação


Artigo de António Alves Caetano, irmão de Marcelo Caetano, que os jornais se recusam a publicar, sobre as pensões dos reformados e pensionistas.


 

Estimados Amigos,

Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes "Internéticos", todos os amigos que constam da minha lista de endereços.  Ainda que alguns não liguem ao que escrevo.

Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, "descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas".

Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correta aplicação do Cálculo Actuarial aos descontos que fizeram.

Sendo assim - e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz - estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estrita aplicação daqueles princípios actuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais.

Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas situações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas.

Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos.

E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo.

E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe.

Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto.

Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida.

As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida cativa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões  que podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio.

E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço activo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais poderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito.

Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua.

Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida ativa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida.

Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente.



António Alves Caetano
 
 Fonte: http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/01/reformas-por-antonio-alves-caetano.html

"Contra a indiferença", José Saramago


 «Eu acredito no respeito pelas crenças de todas as pessoas, mas gostaria que as crenças de todas as pessoas fossem capazes de respeitar as crenças de todas as pessoas»

«Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo».

«Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.»

«Responsabilidade de quê? A responsabilidade de ter olhos quando os outros perderam»

«Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.»

«Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.»

«Não é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena»

«Estamos a usar nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.»

«Ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos de egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra»

(José Saramago)
«Eu acredito no respeito pelas crenças de todas as pessoas, mas gostaria que as crenças de todas as pessoas fossem capazes de respeitar as crenças de todas as pessoas.»

«Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo.»

«Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.»



«Responsabilidade de quê? A responsabilidade de ter olhos quando os outros perderam.»

«Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.»



«Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.»


«Não é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena.»



«Estamos a usar nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.»


«Ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos de egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra.»



(José Saramago)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Nelson Mandela Pensador



"Nosso maior medo não é sermos inadequados. 

Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que podemos imaginar."

"É a nossa luz, não a nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?"
Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus.
Você, pensando pequeno, não ajuda o mundo. Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós; mas em todos.
Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.

Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, a nossa presença automaticamente libertará outros.”

"Bravo não é quem sente medo, é quem o vence."
  
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
 
                                     Nelson Mandela.

"Ulrich", por Alice Brito



Transcrevo este post que encontrei 

no  blog http://jardimdasdelicias.blogs.sapo.pt/
 
E por achar que é um tema atual e que interessa a todos, aqui vai:

 Alice Brito   
Carta ao Ulrich

"Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai.
Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular.
Era aí que eu te punha, meu glutão.
Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.
Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento.Daqueles que hoje vivem na rua.
Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso.
Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo.
Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és.
Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia.
Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa. Vidas inteiras nisto. A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar. Depois os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece. A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. Sabiam bem o que faziam.
Na possante dramaturgia desta crise entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. Depois veio a crise. A banca guinchou e ganiu de desamparo. Lançou-se mais uma vez nos braços do estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda.
Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a pide a amparar-vos. Uma pide deferente auxiliava-vos no caminho. Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem.
Por isso falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões. Quanto é que tu ganhas, pá?
Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos.
Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável.
Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. Mas tu tinhas que sobressair. Depois do “ai aguenta, aguenta”, vens agora com aquela dos sem-abrigo. Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente.
Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi de merda!
É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração?
Depois, pões a hipótese de também tu poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. É o que se chama um verdadeiro achincalhamento.
Por tudo isto te punha no pelourinho. Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Sem vergastadas. Só um caldo de vez em quando. Podes dizer-me que é uma crueldade. Pois é. Por uma vez terás razão. Nada porém que se compare à infinita crueldade da rapina, da usura que tu defendes e exercitas.
És hoje um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais. Lembra-te porém do que aconteceu a uns e ao outro."

publicado por Augusta Clara às 08:00