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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Clara Pinto Correia "desapareceu" e ficámos mais "pobres"!

Clara Pinto Correia
imagem in flash.pt

Foi com grande consternação que li esta notícia na imprensa e não posso deixar de comentar que perdemos uma excecional escritora, jornalista e bióloga!

Foi uma grande apaixonada por tudo com quanto se ocupava na sua vida. Ficámos agora sem o seu contributo nesses domínios.

Tinha apenas 65 anos! 

Sofreu uma paragem cardíaca e já no verão tinha tido um AVC. 

Deveras lamentável!

Aqui partilho a triste notícia :

Morreu a escritora, bióloga e professora universitária Clara Pinto Correia, aos 65 anos de idade, segundo a informação que está a ser avançada por vários órgãos de comunicação nacionais.

O jornal “Correio da Manhã” reporta que a autora foi encontrada morta em casa, em Estremoz, no distrito de Évora, na sequência de um “episódio de doença súbita”. Os meios de socorro acabariam por ser acionados na manhã desta terça-feira. 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já reagiu à notícia, tendo apresentado “à família, amigos e admiradores de Clara Pinto Correia os seus afetuosos sentimentos, consternado pela sua partida prematura”, lê-se em nota publicada no site da Presidência.

Pela mesma via, o chefe de Estado referiu que “Clara Pinto Correia juntava à alegria de viver, uma inteligência e um brilho que se expressaram na intervenção oral e escrita, no magistério científico e na comunicação com os outros”, escrevendo ainda: “Não deixou nunca ninguém indiferente. Daí o sentido de ausência por todos partilhado neste momento”. 
FONTE: in pt.euronews.com

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Dia Internacional da Igualdade Salarial - 14 novembro

Dia Internacional da Igualdade Salarial - Notícias - CITE
imagem obtida em cite.gov.pt


Sobre este dia, que ouvi ser assinalado. logo de manhã, pelos meios de comunicação social, resolvi pesquisar este tema, e encontrei no site sicnotícias.pt o que precisava de esclarecer e que partilho:

PAÍS

Dia Nacional da Igualdade Salarial
a partir de hoje, e até ao final do ano, mulheres estão a trabalhar de graça

Uma análise do Observatório de Género, Trabalho e Poder conclui que os homens chegam a ganhar mais 18% que as mulheres. Isto significa que os homens recebem, até ao final do mês, mais 238 euros que as mulheres. Os fatores considerados são a idade, o nível de escolaridade e a antiguidade da relação laboral.

“Se és mulher até ao final do ano estás a trabalhar de graça”. É esta a frase que se pode ler numa publicação do Ministério da Juventude e da Modernização nas redes sociais e que serve para assinalar o Dia Nacional da Igualdade salarial. 

A data muda todos os anos e simbolicamente representa a quantidade de dias em que as mulheres deixariam de ser pagas pelo trabalho que fazem, em comparação com os homens, até ao final do ano. 

Uma análise do Observatório de Género, Trabalho e Poder conclui que os homens chegam a ganhar mais 18% que as mulheres. Isto significa que os homens recebem, até ao final do mês, mais 238 euros que as mulheres. Os fatores considerados são a idade, o nível de escolaridade e a antiguidade da relação laboral.

A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego da CGTP explica que à medida que as responsabilidades e qualificações aumentam, a desigualdade salarial fica maior. No caso das mulheres em cargos de topo, chegam a ganhar em média menos 850 euros do que os homens.

Para quem concluiu o Ensino Superior, a diferença chega a atingir os 640 euros.

Os últimos dados disponíveis dizem que em 2022, a diferença entre homens e mulheres em Portugal era de 12,5%. Um número que põe o país 0,2 pontos percentuais abaixo da média da União Europeia e 0,7 da zona Euro.

REFERÊNCIA: pesquisei em sicnoticias.pt (14 nov.2024)

Autores:


Francisca Carrapatoso


e

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Notícias preocupantes da Covid-19!

Covid-19: Portugal regista aumento de novas infeções contrariando  decréscimo europeu – Observador
imagem in jornal OBSERVADOR


Já não nos bastam as que ouvimos diariamente nos meios de comunicação social sobre as guerras...Esta é mais uma e está sempre a repetir-se!

A Covid-19 está a voltar em grande força...infelizmente!

Todo o cuidado é pouco, pois pelos vistos o vírus regressou e é preciso evitar-se grandes ajuntamentos e outras situações, tão bem por nós conhecidos. A minha opinião pessoal é a de que a máscara, para quem tem sintomas de constipação ou gripe (que pode vir a ser Covid), ainda é "a melhor receita", e não temos de estar constrangidos por termos de a usar. É sinal de que somos responsáveis!

Enfim, não vou aqui enumerar os procedimentos aconselhados pelos médicos e cientistas, ouvidos e bem conhecidos com a pandemia desde 2020, em que "o pior" ainda levou cerca de 2 anos a atenuar-se.

A situação atual pede que estejamos atentos e sejamos sejamos cautelosos e responsáveis, disso não há qualquer dúvida! Temos de pensar em nós e nos outros. Se não o fizermos, o problema começa a alastrar.

Mas nada melhor que transcrever o texto da pesquisa que efetuei sobre este tema (tão desagradável e preocupante)!

FONTE: texto da Agência Lusa, de 03. de julho de 2024 no Jornal OBSERVADOR


Portugal com uma média de 12 mortes por dia e quase 400 novos casos de Covid-19 

Números de casos tem vindo a aumentar no último mês passando de uma média de três mortes diárias para doze e de uma média de 130 casos para quase 400. Houve ainda um aumento de 30% dos internamentos.

Portugal está com uma média diária de 12 mortes por Covid-19 e perto de 400 novos casos, um número que quase triplicou desde finais de maio, disse esta quarta-feira à Lusa o epidemiologista Manuel Carmo Gomes.

No fim de maio, Portugal tinha uma média de 130 notificações de casos positivos de Covid-19 por dia e nos últimos sete dias a média diária rondou as 390, precisou o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ressalvando que no início de maio o número de notificações era “muito baixinho”, cerca de dez casos.Relativamente ao número de mortes, Manuel Carmo Gomes disse que é de “aproximadamente 12 por dia”, o que representa também “um grande aumento relativamente há um mês“, em que se registavam cerca de três mortes diárias.

“Se recuarmos aproximadamente dois meses, nessa altura tínhamos um óbito de dois em dois dias”, adiantou o epidemiologista e membro da Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19.Segundo Carmo Gomes, também se registou “um aumento grande” do número de mortes de doentes internados em hospitais públicos com teste positivo, o que não significa que estivessem hospitalizadas por Covid-19.

Assinalou ainda o aumento de quase 30% de doentes internados que testaram positivo ao longo dos últimos três meses.

“Neste momento, as pessoas que testam positivo para Covid e estão internadas, um pouco mais de metade têm mais de 60 anos” e cerca de 24% mais de 80 anos, disse, apontando que, eventualmente, é nesta faixa etária que está a ocorrer a maior parte das mortes devido a terem várias doenças.Como razões para este aumento de casos, Carmo Gomes apontou a evolução do vírus SARS-Cov-2, com o surgimento de novas linhagens com capacidade de fugir aos anticorpos,

“Praticamente já não temos proteção contra estas novas linhagens do vírus”, nomeadamente a KP.1, KP.2 e KP.3, que têm “uma série de descendentes” e são dominantes, neste momento, na Europa e na América.


De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), a sublinhagem KP.3 tornou-se maioritária em Portugal ao longo do mês de maio, mas é geral na Europa e na América.

“Todos temos anticorpos a circular no corpo porque já fomos vacinados e fomos infetados, etc., mas estas linhagens têm capacidade de fugir a estes anticorpos”, salientou.

Por outro lado, o epidemiologista observou que já passaram cerca de oito meses desde a última campanha de vacinação, que ocorreu no outono de 2023, tendo a proteção das pessoas contra o vírus baixado.Recordou ainda que a cobertura vacinal no passado outono “não foi brilhante”.

“As pessoas com mais de 60 anos tiveram uma cobertura vacinal de aproximadamente 66%, o que quer dizer que os outros 34% nem sequer foram vacinados no outono, já não têm contacto com a vacina há mais de um ano e meio”, observou.Recordou ainda que a cobertura vacinal no passado outono “não foi brilhante”.

“As pessoas com mais de 60 anos tiveram uma cobertura vacinal de aproximadamente 66%, o que quer dizer que os outros 34% nem sequer foram vacinados no outono, já não têm contacto com a vacina há mais de um ano e meio”, observou.Numa altura de férias, Manuel Carmo Gomes lembrou que o vírus SARS-CoV-2 continua a circular e lembrou algumas recomendações para evitar a infeção.

“A Covid não tem características sazonais, pelo menos até ao momento, como a gripe que praticamente já desapareceu, mas continua entre nós e está a dar origem a esta onda” de infeções.

O epidemiologista aconselhou as pessoas de maior risco a evitarem estar em espaços não arejados com pessoas fora do seu círculo habitualO epidemiologista aconselhou as pessoas de maior risco a evitarem estar em espaços não arejados com pessoas fora do seu círculo habitual.

Lembrou a importância de higienizar as mãos, nomeadamente não levar as mãos à boca ou aos olhos sem estarem lavadas, e o uso de máscara por pessoas que sabem que “são de alto risco”.

FONTE: texto da Agência Lusa, de 03. de julho de 2024 no Jornal OBSERVADOR

sexta-feira, 10 de março de 2023

Marcelo Rebelo de Sousa deu uma entrevista à RTP e ao Jornal Público (09.03.2023 - 7 anos de Presidência)

Marcelo Rebelo de Sousa dá entrevista na RTP
imagem in atelevisao.com

Abusos na Igreja: Marcelo diz que “é óbvio” que padres suspeitos devem ser  suspensos e que posição dos bispos foi “desilusão” – Observador
imagem obtida in observador.pt

No dia em que completou 7 anos como Presidente da República Português, Marcelo concedeu uma entrevista à RTP e ao Jornal Público, dando voz e analisando os graves problemas que o nosso país atravessa.


FONTE:
in noticiasaominuto.com

"Realista" e "equilibrada". 
Que dizem partidos da entrevista de Marcelo?

O Presidente da República deu uma entrevista à RTP e ao jornal Público. 
Da Esquerda à Direita, as reações não se fizeram esperar.

10.03.2023

Marcelo Rebelo de Sousa deu uma entrevista à RTP e ao jornal Público, na noite de quinta-feira, no dia em que cumpriu sete anos na Presidência, onde fez críticas ao Governo de António Costa - que considerou tratar-se de "uma maioria requentada e cansada, que ao fim de um ano está esgotada".

Em jeito de análise sobre os primeiros meses de legislatura, o chefe de Estado apontou que, "até setembro, houve realmente um tempo perdido, que, depois, se prolongou com vicissitudes", afirmou Marcelo, lembrando as várias polémicas que afetaram já o atual Executivo.

Quanto ao pacote 'Mais Habitação, apresentado pelo Executivo socialista para fazer face à atual crise no setor, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que "é de louvar, ao fim de sete anos de Governo, ter sido apresentado um pacote desta dimensão, para recuperar os sete anos anteriores". Pouco demorou até que várias figuras da Esquerda à Direita fizessem ouvir as suas reações às palavras do chefe de Estado.

PSD fala numa entrevista "realista"

Um dos primeiros a pronunciar-se sobre as palavras do Presidente da República foi Paulo Rangel, vice-presidente do PSD, que considerou ter sido uma entrevista "muito realista". "Mostrou, como ele disse, que estamos perante uma maioria requentada e cansada, que ao fim de um ano está esgotada", referiu o social-democrata.

Em declarações aos jornalistas, na Madeira, o responsável apontou que esta era uma crítica "fortíssima" ao Governo. "E da qual, naturalmente, o primeiro-ministro tem de tirar consequências", atirou.

Já questionado sobre Marcelo ter dito que não prescindia do "poder de dissolver" a Assembleia da República, Paulo Rangel foi assertivo: "O PSD está sempre preparado, mas não há dúvidas de que, se esse momento chegar, naturalmente, o PSD estará ainda mais preparado do que está hoje".

De lembrar que, na mesma linha, Luís Montenegro, líder do PSD, considerou, esta quinta-feira que o partido "está cada vez mais a posicionar-se como a alternativa de confiança para dar um Governo novo a Portugal". No seguimento do 1.º Encontro Interparlamentar da Madeira que decorreu no Funchal, o social-democrata argumentou que o PSD "demonstrou que, ao contrário do Governo da República, funciona de forma coesa, estruturada e coordenada".

No Encontro Interparlamentar da Madeira, o @ppdpsd demonstrou que, ao contrário do Governo da República, funciona de forma coesa, estruturada e coordenada. Somos o Partido que está cada vez mais a posicionar-se como a alternativa de confiança para dar um Governo novo a Portugal. pic.twitter.com/0PMF06XXco— Luís Montenegro (@LMontenegroPSD) March 9, 2023

PS prefere falar em "exigência" e afasta "crítica"

Pela voz do PS, a reação coube ao dirigente socialista Porfírio Silva. "Estarmos muitos anos no Governo cria novos desafios", referiu, sublinhando que, historicamente, não era uma situação muito "normal".

"Mas isso significa que os portugueses depois de terem tido muitos anos para avaliar em concreto aquilo que o Governo tinha feito, deram a resposta: 'O que queremos é que esta governação continue'", atirou, em declarações aos jornalistas, no Parlamento, em Lisboa, considerando que as palavras de Marcelo dizem mais respeito a uma "exigência" do que a uma "crítica"

Durante a sua intervenção, Porfírio Silva disse ainda que a análise feita por Marcelo foi "equilibrada". "Esperamos que possamos continuar a dar uma resposta a esta avaliação. Vamos continuar a encher o copo, vamos fazer mais para que haja mais água para mais portugueses nestas circunstâncias", vincou.

O socialista fez ainda questão de vincar o contexto atual "desafiante", lembrando a questão da guerra na Ucrânia ou da subida da inflação. "Não é uma situação fácil. Aliás, este Governo nunca teve anos fáceis desde que o primeiro-ministro António Costa entrou em funções", defendeu.

BE acusa decisões por explicar sobre a TAP

Quem também reagiu às palavras do chefe de Estado - especialmente no que toca ao 'dossier' da TAP - foi o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares. O bloquista considerou que "há decisões políticas por explicar também de Fernando Medina" e há "consequências a retirar e uma comissão de inquérito que está a começar agora".

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, Filipe Soares deixou um aviso: "Tentar matar a comissão de inquérito é a tentativa do Governo, que aparenta ter medo dela, esperemos que não seja a posição do Presidente da República também."

PCP. Marcelo teve papel na criação da maioria absoluta

Na intervenção do PCP, proferida pela deputada Alma Rivera, os comunistas subiram o tom das críticas, acusando Marcelo Rebelo de Sousa de ter tido um papel na criação da atual maioria absoluta do PS. 

Para o PCP, o Presidente da República "fala como se não tivesse alinhado com o PS na sua estratégia para obter maioria absoluta".

IL diz que chefe de Estado "põe o Governo a prazo"

Também Rui Rocha se pronunciou, na Assembleia da República, sobre a entrevista ao chefe de Estado e, na sua intervenção, o líder da Iniciativa Liberal considerou que as críticas de Marcelo Rebelo de Sousa "põe o Governo a prazo".

"Aqui, a única divergência é que consideramos que este Governo já não é de todo recuperável", disse o líder liberal, voltando a apostar numa futura moção de censura ao Governo socialista.




Uma "desilusão" chamada Conferência Episcopal Portuguesa

Sobre a crise que se tem feito sentir na Igreja Católica em Portugal, o chefe de Estado quis ressalvar que a Conferência Episcopal Portuguesa "ficou aquém ao não assumir a responsabilidade" pelos milhares de casos de abusos sexuais reportados pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa - e, também, por "não tomar medidas preventivas" neste âmbito. "Foi uma desilusão a sua posição", determinou.

Considerando ser "óbvio" que os padres identificados por esta comissão deviam ser suspensos preventivamente, Marcelo Rebelo de Sousa perguntou "qual é a hesitação" da Conferência Episcopal Portuguesa, acusando-a de ter passado "ao lado" de uma série de "problemas". E acrescentou: "E isso, enquanto Presidente da República, incomoda-me imenso, porque a Igreja é uma instituição fundamental na sociedade portuguesa".

Marcelo Rebelo de Sousa argumentou ainda que se esta instituição, "de repente, sofre na sua confiabilidade, na sua credibilidade, numa questão tão básica como esta, isso depois repercute-se na vida dos portugueses".

Perante este cenário, o Presidente da República determinou que "quem falou em nome da Conferência Episcopal" falhou, ao não "agir rápido, assumir a responsabilidade, tomar medidas preventivas e aceitar a reparação", no que concerne estes casos de abuso. Aliás, aconteceu "tudo ao contrário", julgou.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu assim que se faça uma "reflexão complementar para reencontrar o caminho que se perdeu nestes 20 dias" - ou seja, desde que a comissão liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht divulgou o seu relatório sobre os casos de abusos perpetrados por membros da Igreja Católica.

Marcelo Rebelo de Sousa concedeu, esta quinta-feira, uma entrevista à RTP e ao jornal Público, no dia em que cumpre sete anos no cargo de Presidente da República, e na qual se propunha a fazer uma análise sobre o atual estado do país.

A visão do chefe de Estado foi partilhada num contexto que continua a ficar marcado pela guerra na Ucrânia, pelas dificuldades impostas pela inflação e, também, por um forte ambiente de contestação social, como é exemplo disso o setor da Educação.

Recorde-se que Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse, para o seu primeiro mandato, a 9 de março de 2016, após ter sido eleito a 24 de janeiro do mesmo ano. Foi depois nomeado, pela nação, para um segundo mandato, numa eleição que decorreu a 24 de janeiro de 2021, segundo pode ler-se no site da Presidência da República.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

João Salgueiro: Portugal "perdeu" ontem um dos economistas mais dedicados à causa pública

Morreu o antigo ministro das Finanças João Salgueiro
imagem obtida in dn.pt


"Desapareceu" ontem um dos economistas mais brilhantes de Portugal.

O Economista João Salgueiro era um democrata e um humanista, procurando que Portugal fosse um país mais justo.


Morreu o antigo ministro João Salgueiro

O economista foi deputado eleito pelo PSD e tutelou o Ministério das Finanças e do Plano, entre 1981 e 1983. 
Foi presidente da Associação Portuguesa de Bancos

O economista e ex-ministro das Finanças João Salgueiro, que morreu na sexta-feira aos 88 anos, iniciou a sua vida profissional no Banco de Fomento Nacional e manteve sempre um percurso ligado à banca.

João Maurício Fernandes Salgueiro nasceu em Braga a 4 de setembro de 1934 e licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa.


Presidiu à Juventude Católica Portuguesa e participou na fundação da Sedes em 1970, tendo sido presidente da Assembleia Geral desta associação cívica.

Em 1969 foi nomeado subsecretário de Estado do Planeamento no Governo liderado por Marcello Caetano e ocupou o cargo até 1971.

Após a revolução do 25 de Abril aderiu ao PSD e entre agosto de 1974 e março de 1975 foi vice-governador do Banco de Portugal.

Após a revolução do 25 de Abril aderiu ao PSD e entre agosto de 1974 e março de 1975 foi vice-governador do Banco de Portugal.

No VIII Governo Constitucional (1981-1983), uma coligação que englobava o PSD, o CDS e o PPM, liderada por Pinto Balsemão, João Salgueiro ocupou o cargo de ministro de Estado e das Finanças. Depois exerceu ainda funções de deputado e foi presidente da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia da República.No XII congresso do PSD, realizado em maio de 1985 na Figueira da Foz, foi candidato à liderança do partido, mas viria a surgir um outro candidato que saiu vencedor, Aníbal Cavaco Silva.

João Salgueiro exerceu funções docentes ligadas à economia e à gestão bancária e ocupou diversos cargos na banca, tendo sido Presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Ultramarino e da Caixa Geral de Depósitos, de onde saiu em 2000, justificando que não estavam asseguradas "as orientações estratégicas" que o tinham levado a aceitar o cargo quatro anos antes.Nesse ano, assumiu a presidência da Associação Portuguesa de Bancos, após alterações aos estatutos que permitiram que o líder não fosse um banqueiro, e foi ainda vice-presidente do Conselho Económico e Social.

Em 2021, foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Reações
"Portugal perdeu hoje um dos seus mais brilhantes economistas da segunda metade do século XX", afirma Marcelo Rebelo de Sousa, em comunicado.

O economista foi fundador e mais tarde presidente da Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, constituída em 1970, para a qual Marcelo Rebelo de Sousa entrou pouco depois.

O presidente do PSD, Luís Montenegro, lamentou a morte do antigo ministro João Salgueiro, lembrando um homem "com invulgar inteligência" e "dedicação à causa pública".

"Homem culto, inteligente e patriota. De espírito livre e independente, preocupado com o seu país e as suas gentes. Com os olhos e o coração nos mais vulneráveis. Um social-democrata de gema, moderado e realista", disse sobre João Salgueiro o eurodeputado social-democrata Paulo Rangel, esta noite, no Twitter.

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, recordou João Salgueiro como "um economista e político que marcou a vida pública portuguesa do seu tempo".

A Sedes, Associação para o Desenvolvimento Económico e Social afirmou que foi com "profundo pesar e consternação" que recebeu a notícia do falecimento de João Salgueiro, um dos fundadores da associação.

in dinheirovivo.pt  -  18.02.2023

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

"Família Multiespécie em Portugal" - Um projeto de lei proposto pelo PAN


Família multiespécie - Portal Pet News
imagem obtida em
https://www.portalpetnews.com.br/familia-multiespecie


"Família multiespécie". PAN quer faltas justificadas para trabalhadores por morte de animal de companhia

Inês de Sousa Real considera que "a família é cada vez mais considerada como multiespécie".

PAN quer que os trabalhadores possam faltar justificadamente um dia ao trabalho por morte de um animal de companhia e até cinco dias para poderem prestar assistência "em caso de doença ou acidente".

A deputada única e porta-voz do partido Pessoas-Animais-Natureza entregou esta quarta-feira na Assembleia da República um projeto de lei para inscrever no Código do Trabalho e na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que "o trabalhador tem direito a faltar justificadamente a um dia de trabalho por morte de animal de companhia que se encontre registado no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC) em seu nome".

O PAN quer também que os trabalhadores possam "faltar ao trabalho até cinco dias por ano para prestar assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente" ao seu animal de companhia.

"Para justificação da falta, o trabalhador deve efetuar prova do caráter inadiável e imprescindível da assistência ou declaração comprovativa da morte do animal de companhia, emitida por entidade competente, nomeadamente pelo médico veterinário ou a entidade onde foram prestados os cuidados médico-veterinários", refere o diploma.

No projeto de lei, Inês de Sousa Real aponta que "os animais de companhia são cada vez mais vistos pelos portugueses como parte integrante do seu agregado familiar" e refere que "estudos demonstram que mais de 50% dos lares portugueses têm um animal de companhia".

A deputada considera que "a família é cada vez mais considerada como multiespécie" e indica que, "para muitas pessoas que vivem sós ou em situação de vulnerabilidade social, os animais são inclusivamente, muitas das vezes, a sua única companhia".

E defende que "no caso em particular da perda de animal de companhia, a dimensão do luto deve ser encarada como um direito pessoal e laboral do detentor, considerando os laços afetivos que o unem ao animal de companhia e a carga emocional que resulta dessa mesma perda".

(in dn.pt 07/12/2022)

sábado, 7 de janeiro de 2023

O Governo português atravessa um período conturbado no início de 2023

Efetivamente, o povo português assiste incrédulo às notícias que quase todos os dias "vêm a lume", referentes ao Governo de António Costa. 

Esta instabilidade política afeta a sociedade em geral, principalmente os mais jovens e os mais idosos. 

Partilho as últimas notícias sobre os "últimos acontecimentos"...


António Costa – Wikipédia, a enciclopédia livre
imagem in pt.wikipedia.org


Os dias que estão a abalar o governo de António Costa

Quando Carla Alves tomou posse no dia 4 como secretária de Estado da Agricultura, mal sabia que, meras 25 horas depois, iria pedir a demissão, tornando-se no mais recente nome a ser riscado da lista de governantes - a quarta baixa no atual governo português de António Costa em apenas uma semana, naquele que é já considerado o maior "abanão" à confiança dos sucessivos executivos chefiados por Costa.

Numa altura em que o governo está, mais do que nunca, sob escrutínio veio rapidamente a lume a situação da nova governante, com várias contas bancárias arrestadas devido a um caso que envolve o marido, Américo Pereira, antigo presidente da Câmara Municipal de Vinhais. A demissão não se fez esperar.

TAP no olho do furacão

O caso de Carla Alves teria passado quase despercebido, se esta não fosse apenas a mais recente de uma lista de demissões que começa a ser demasiado longa e que levou uma parte da oposição a apresentar, recentemente, uma moção de censura ao governo português.

A situação na TAP foi a bomba-relógio a causar a última onda de demissões. A transportadora aérea, que desde finais de 2021 é detida a 100% pelo Estado, pagou uma indemnização de cerca de meio milhão de euros a Alexandra Reis, futura secretária de Estado do Tesouro, quando esta deixou a companhia, tendo pouco depois assumido o lugar de CEO da NAV, empresa pública que gere o tráfego aéreo português.

Mesmo estando dentro da legalidade, a indemnização avultada paga por uma empresa detida pelo Estado e em situação financeira difícil, ao fim de apenas oito meses de trabalho, chocou tudo e todos quando o caso foi sabido. A pedido do ministro das Finanças Fernando Medina, Alexandra Reis pede demissão ao fim de apenas 26 dias no governo.

O caso virou todos os holofotes para a TAP e o ministro com a tutela da transportadora, Pedro Nuno Santos, não duraria muito tempo. Primeiro é o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Mendes, a apresentar a demissão, seguido pelo dono do poderoso ministério das Infraestruturas e Habitação. A secretária de Estado da habitação, Marina Gonçalves, demite-se também, mas acaba promovida a ministra da mesma pasta que tutelava. Não conta, assim, como baixa no governo. João Galamba entra para o lugar de Pedro Nuno Santos.

Governo em perigo?

Numa primeira análise, apesar de estar debaixo de fogo, o governo PS não corre perigo, já que a maioria absoluta de que dispõe na Assembleia da República lhe permite governar sem obstáculos até 2026. No entanto, uma pressão crescente, caso esta bola-de-neve continuar, pode até levar o Presidente da Repúblicaa dissolver o Parlamento.

Perguntado na terça-feira sobre como estava a acompanhar a crise no governo e o que tinha a dizer da política de continuidade assumida por António Costa com as novas nomeações, Marcelo Rebelo de Sousa disse: "Se isso funcionar é boa ideia. Se não, retiraremos daí as conclusões”, deixando no ar a possibilidade de vir a intervir diretamente.

A moção de censura apresentada pela Iniciativa Liberal (IL) foi, como seria de prever, chumbada: votada favoravelmente apenas pela própria IL e pelo Chega, teve votos contra do PS, PCP e Livree abstenções do PSD, BE e PAN.


Propostas do governo

Para salvar a credibilidade e evitar futuras nomeações arriscadas, o governo propõe um mecanismo que, nas palavras do próprio António Costa, permita "evitar desconhecer factos que não estamos em condições de conhecer". O anúncio foi feito na discussão da moção de censura e a proposta detalhada foi já enviada, por carta, ao Presidente da República.

O processo, conhecido por vetting, consiste num escrutínio prévio a cada nome proposto para o governo, que deverá ser validado pelo parlamento ou por uma comissão antes de tomar posse. É um sistema em uso em vários países e na Comissão Europeia. 

Não se conhecem os detalhes da proposta governamental, mas Marcelo Rebelo de Sousa retirou-se desse processo de escrutínio, dizendo que "a verificação deve acontecer antes de os nomes serem propostos ao PR, e não depois".

Este vetting pode ser a cartada decisiva do governo para debelar uma crise da qual, há pouco mais de uma semana, ninguém adivinhava as proporções.

in pt.euronews.com
De Ricardo Figueira com Lusa • Últimas notícias: 06/01/2023 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Quem ganhou o debate entre António Costa e Rui Rio

imagem in: https://www.n-tv.pt



Este é um Artigo de Opinião que decidi transcrever neste meu post de hoje.

É importante, na medida em que nos ajuda a perceber alguns meandros da política.

opinião
Anselmo Crespo
Diretor de Informação da TVI

Rio ganhou. Costa perdeu. E o país?

Hoje às 08:05

O problema dos debates decisivos é que nunca ninguém sabe, verdadeiramente, o que é que eles decidem. Se a sondagem do dia seguinte, se uma transferência de votos de um partido para o outro ou — ainda mais importante— quantos indecisos passaram a ficar convencidos sobre o seu sentido de voto.

O frente a frente entre António Costa e Rui Rio foi um debate entre um discurso que já cheira a mofo e outro que, já tendo cheirado a mofo no passado, surge agora como uma espécie de nova fragância, igual à que já cheirámos várias vezes, mas que, de alguma forma, volta a ser capaz de nos despertar os sentidos.

Rio ganhou o debate por mérito próprio. Foi mais eficaz, mais perspicaz e muito mais competente a passar a sua mensagem. Concorde-se ou não com as suas ideias - isso é outra questão -, o líder do PSD soube aproveitar o momento para marcar pontos e arrumar com António Costa em vários momentos do debate.

E não foi preciso muito. Bastou-lhe ser igual a si próprio. Convicto nas ideias que defende, genuíno quanto baste para a D. Manuela, expressivo na linguagem corporal e conseguindo, quase sempre, desmontar os argumentos do adversário.

Já António Costa perdeu. Não só porque subestimou o adversário, mas também porque lhe faltou jogo de cintura e, sobretudo, porque não foi capaz de se reinventar no discurso. Em vários momentos do debate, parecia que tínhamos recuado a 2019. A mesma tática, a mesma retórica, os mesmos argumentos e as mesmas estatísticas repetidas ad nauseam, que em nada projetam o futuro.

O momento decisivo - e o mais infeliz - é aquele em que Costa decide “sacar” do Orçamento do Estado para 2022. Quando um primeiro-ministro acabado de derrubar decide apresentar-se a eleições com um documento que foi chumbado da esquerda à direita - o PAN faz questão de não se encaixar em lado nenhum - no Parlamento, isso diz muito sobre as ilações que retirou desta crise política.

E agora sobre a substância. Na economia, nos impostos, na saúde, nos salários e até na TAP, Rui Rio não diz nada que qualquer um dos seus antecessores não tenha já dito e, em alguns casos, feito. Mesmo aqueles de quem desdenha e que critica internamente. Dos choques fiscais à prioridade às empresas, passando pelos acordos com o setor privado da saúde, sem esquecer a importância da produtividade, já todos ouvimos este discurso centenas de vezes e todos sabemos onde estamos neste momento.

O único tema em que o líder do PSD se destaca — não necessariamente pela positiva - é na justiça e no seu ímpeto controleiro, indiferente à separação de poderes prevista na Constituição. Foi o único momento do debate em que António Costa conseguiu sair por cima, tão débeis - e perigosos - eram os argumentos de Rui Rio.

Ainda assim, Rio ganhou. Costa perdeu. E o país? O que vai ganhar com estas eleições? É minha convicção que muito pouco. Por mais cenários de governação que se desenhem, por mais contas que se façam, dificilmente sairemos do próximo ato eleitoral com um quadro político mais estável do que temos. Se Costa mete as fichas todas no PAN e está disponível para governar ao jeito do queijo limiano, está tudo dito deste lado. E se Rio - mesmo não o assumindo - ficar dependente do Chega para formar uma maioria, sobra-nos em cenários e instabilidade o que nos falta em projetos de futuro. 

É por isso que, depois das eleições do próximo dia 30 de janeiro, o melhor mesmo é ficarmos atentos àquele que eu acho que será, afinal, o principal protagonista destas eleições: Marcelo Rebelo de Sousa.

in: https://cnnportugal.iol.pt         14.01.2022

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Vacinação de crianças dos 12 aos 17 anos até setembro

Costa quer vacinação de crianças e jovens entre 12 e 17 anos até setembro. "É tempo de alargar a nossa ambição e garantir também a proteção das crianças e jovens, e devemos fazê-lo atempadamente, de modo a que o novo ano letivo se possa reiniciar sem risco de novas interrupções no ensino presencial. Aguardamos uma decisão final da DGS sobre vacinação de crianças e jovens, mas tudo está preparado para que, nos fins de semana entre 14 de agosto e 19 de setembro, possam ser administradas vacinas a crianças entre os 12 e os 17 anos", disse o primeiro-ministro.
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Previsões de chegada de vacinas permitem cumprimento de objetivos. O secretário de Estado da Saúde afirmou hoje que o calendário previsto para a chegada de vacinas contra o SARS-CoV-2 a Portugal permite cumprir os objetivos do plano de vacinação "de forma tranquila".
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Incidência acima dos 400 por 100 mil habitantes, Rt continua a baixar. A taxa de incidência nacional de infeções pelo SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias passou hoje 400 casos, mas o índice de transmissibilidade voltou a baixar ligeiramente no continente e a nível nacional.

(in noticiasaominuto.com por Anabela Sousa Dantas 21 de julho de 2021)


in visão.sapo.pt

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Atenção: este fim de semana há proibição de circulação entre concelhos

Proibição de circulação entre concelhos para todo o país

O novo estado de emergência prevê, no fim de semana, a proibição de circulação entre concelhos em todo o país e o recolher obrigatório para todos os concelhos com nível de risco elevado ou superior

Dos 278 concelhos em Portugal continental só 25 se encontram no nível de risco moderado (o nível mais baixo) e são os únicos em que os habitantes não têm de recolher ao domicílio a partir das 13 horas no fim de semana. Nos restantes concelhos, com níveis de risco elevado, muito elevado ou extremamente elevado, há recolher obrigatório, a partir das 13 horas, nos dias 9 e 10 de janeiro.

O Conselho de Ministros determinou também que, com a renovação do estado de emergência (entre a meia-noite de dia 8 de janeiro de 2021 e as 23h59 do dia 15 de janeiro) — e depois de dois dias com cerca de 10 mil novos casos de infeção —, está proibida a circulação entre todos os concelhos do continente, independentemente do nível de risco, das 23 horas de dia 8 até às 5 horas de dia 11. 

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Ler mais em: observador.pt 07.01.2021 texto de Vera Novais

Vídeo: Costa anuncia novas restrições e admite medidas mais duras -  Negócios TV - Jornal de Negócios
in jornaldenegocios.pt

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Novas infeções de COVID 19 em adultos jovens

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60% das camas disponibilizadas na região de Lisboa para doentes Covid já foram ocupadas - como aconteceu 

Ministra da Saúde diz que o SNS está melhor preparado do que em março e fala no reforço de ventiladores e de testes. Graça Freitas confirma "que há um padrão de novas infeções em adultos jovens". 

(ler mais em observador. pt de 21 setembro 2020)



in noticiasaominuto.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Aprovada regulamentação da app de rastreio à COVID 19 pelo Presidente da República



A aplicação "Stayaway Covid" foi concebida para rastrear contactos e ajudar a travar a pandemia do COVID19 em Portugal, esperando-se que seja lançada por estes primeiros dias do mês de agosto do ano de 2020. 

A 'Stayaway covid' é uma aplicação voluntária que, através da proximidade física entre 'smartphones', permite rastrear de forma rápida e anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus." (in jornaldenegocios.pt)

As últimas notícias a esse propósito, são:

O Presidente da República promulgou esta terça-feira o “diploma que estabelece o responsável pelo tratamento dos dados e regula a intervenção do médico no sistema STAYAWAY COVID”, lê-se no site da presidência. A aplicação tinha iniciado um teste piloto a 18 de julho para o qual convidou cerca de 13 mil pessoas, mas apenas pode participar quem tivesse um smartphone com sistema operativo Android. O teste devia ter terminado a 31 de julho, mas foi estendido até 7 de agosto.

Apesar de a Apple já ter aprovado a aplicação, ainda não deu aval para que a aplicação seja integrada na sua plataforma de testes TestFlight, impedindo assim quem tenha iPhone de aceder à a mesma. Questionado pelo Observador sobre o que poderia acontecer caso a aplicação fosse implementada antes de haver este “ok” da marca da maçã, Rui Oliveira, professor e administrador no INESC TEC, explicou que um dos cenários possíveis passariam por disponibilizar a app primeiro a quem tenha Android e depois a quem tenha iOS, “como aconteceu em França”.

Com o diploma promulgado pelo presidente da República, fica aberto o caminho para que o Governe anuncie que o INESC TEC pode disponibilizar a app a quem quiser usá-la. A app é de utilização voluntária e instalação gratuita.

Na segunda-feira, o secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, tinha dito que as novidades sobre a aplicação que foi desenvolvida pelos investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) em colaboração com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e com Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), a Keyruptive e a Ubirider, estariam para “muito breve”.


O Governo aprovou a regulamentação para a app Stayaway a 16 de julho, em Conselho de Ministros, tendo pedido um parecer posterior à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), que acusou a legislação de ser “excessivamente minimalista”, por remeter “todos os aspetos concretos ao tratamento de dados pessoais para uma definição posterior a ser feita pela DGS”.

(in observador.pt de 04.08.2020)

E do mesmo modo, o jornaldenegocios.pt de 04.08.2020 convida-nos a ler também sobre o mesmo tema, o seguinte:

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que a aplicação 'Stayaway covid' abre caminho que espera frutuoso para os portugueses, no mesmo dia em que promulgou o diploma.


"Não tive dúvida nenhuma, é uma lei que é muito importante, porque abre um caminho que esperamos que seja frutuoso para todos os portugueses", afirmou o chefe de Estado português.

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta terça-feira o diploma que estabelece o responsável pelo tratamento dos dados e regula a intervenção do médico no sistema Stayaway covid', segundo informação disponível no sítio na internet da Presidência da República.

À margem de uma visita a Lagoa, no Algarve, o Presidente da República realçou que a lei "foi preparada durante muito tempo e com cuidados especiais para proteger uma série de direitos das pessoas" e poder corresponder "àquilo que autoridades independentes que respondem à Assembleia da República defendem" quanto à proteção desses direitos.

Aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda que "faz sentido" que "o que for criado" reporte à Direção-Geral da Saúde (DGS).

O Presidente considerou que "muitos portugueses ansiavam por esta lei e esta aplicação", mas, para ter a certeza que "não era inconstitucional nem levantava problema legais, foi feito um estudo" que não lhe trouxe "dúvidas nenhumas".

Quanto à adesão à aplicação, o chefe de Estado sublinhou que os portugueses "aderiram ao confinamento e perceberam como era importantes", realçando que "esta aplicação supõe uma adesão voluntária".

"Penso que as pessoas perceberão que, quer neste momento em que o surto parece ter uma evolução mais positiva, quer em momentos posteriores em que ninguém sabe o que vai acontecer, estamos munidos deste instrumento para conhecer a realidade. É bom para o Estado e para saúde pública, mas é bom para as pessoas", defendeu.

No dia 27 de julho, o Governo aprovou a versão final do diploma que estabelece a obrigatoriedade da aplicação de rastreio de contactos 'Stayaway covid' de respeitar a legislação e a regulamentação sobre proteção de dados e sobre cibersegurança.

A DGS é a autoridade gestora do sistema, sendo responsável pelo tratamento de dados para efeitos da legislação europeia e nacional aplicável à proteção de dados pessoais, e regula a intervenção do médico no sistema 'Stayaway covid'.

O Governo assegurou que a aplicação garante a privacidade dos cidadãos, sendo apenas registado um contacto próximo e de duração superior a 15 minutos com alguém que esteja infetado com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

A uma pessoa que tenha um teste positivo será dado um código por um profissional de saúde para introduzir no telemóvel.

Através do sistema de comunicação sem fios 'Bluetooth', os telemóveis que tenham a aplicação instalada reconhecem-se e enviam mensagens informando da proximidade de uma pessoa que tenha sido infetada, garantindo-se todo o anonimato, defendeu o executivo.

A 'Stayaway covid' é uma aplicação voluntária que, através da proximidade física entre 'smartphones', permite rastrear de forma rápida e anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus.

A aplicação foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

terça-feira, 28 de abril de 2020

O máximo que o Serviço Nacional de Saúde pode suportar atualmente: 4 mil internamentos. Evitar a rutura, é preciso!

imagem in cm-tv.pt

A partir de 4 de maio vão ser levantadas algumas (?) restrições, em relação a esta situação de pandemia. 

Vamos ter de acompanhar dia a dia, pois do que li hoje, parece-me que ainda há muitas indefinições. 

O melhor, mesmo, é partilhar estas informações do jornal observador.pt de hoje, 28.04.2020:


Especialistas criam travão de emergência para voltar atrás. 

4 mil internamentos é o limite do SNS


Texto de Rita Dinis, Nuno Vinha e Rui Pedro Antunes

'R' perto de 1 não é ideal para reabertura, mas há outros fatores a ter em conta  - até a "pressão social". Especialistas deram "guia" que servirá como travão. Bastidores da reunião com a elite.

A notícia foi dada pelo Presidente da República à saída da reunião: não vai mesmo ser pedida uma terceira renovação do estado de emergência e as restrições vão mesmo começar a ser levantadas a partir do dia 4 de maio. Mas isto foi o que disse fora de portas. Dentro da reunião que juntou especialistas e decisores políticos na sede do Infarmed, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa, pela primeira vez, não fez qualquer pergunta. Apenas ouviu. O mesmo fez o primeiro-ministro, que se limitou a fazer uma declaração final sem grandes novidades, apontando para daqui a 15 dias nova reunião. A ideia é essa: ouvir os especialistas, sem se comprometerem. Todo o cuidado é pouco e ninguém descarta que, daqui a 15 dias, não tenham de ser dados passos atrás. Para isso, ao que o Observador apurou junto de várias fontes presentes na reunião, os epidemiologistas procuraram munir o Governo de números que funcionam como uma espécie de cábula para saber se estamos a ir no bom caminho

Um dos números a reter é este: 4 mil internamentos, que é o máximo que o SNS suporta atualmente. Acima disso, haverá rutura. Objetivo: não chegar a esse número. 

Mas que cábula é esta? Trata-se de um cenário traçado pela equipa de especialistas da DGS e do Instituto Doutor Ricardo Jorge na lógica de “cenário borderline“, ou seja, de cenário-limite, em que são calculados os números de internamento considerados ‘limite’ a cada 15 dias face à capacidade de resposta do SNS. Se, ao fim de dois meses (que é o tempo mais ou menos estimado para a duração de cada vaga do surto), atingirmos os 4 mil internamentos no SNS, tal significa que estamos no mau caminho. Isto é, significa que estamos a caminhar para a rutura, e que será preciso travar a fundo. A lógica, contudo, tem de ser preventiva. Atualmente, Portugal está “apenas” com cerca de mil internamentos (esta terça-feira havia 936 internamentos, sendo que 172 pessoas estavam nos cuidados intensivos), o que significa que ainda “há folga”. Mas a ideia é que não podemos chegar ao fim de dois meses e perceber que estamos em rutura, nota uma fonte partidária ouvida pelo Observador. Daí a cábula: para cada 15 dias é calculado um número-limite de internamentos, se o Governo vir que o país se está a aproximar desse número, a cada 15 dias pode decidir apertar o cinto das restrições e inverter o sentido da marcha

Este, contudo, é apenas um dos critérios a ter em conta, mas há mais, como a taxa de mortalidade por outras causas (que não Covid-19) ou o número de internamentos em unidades de cuidados intensivos, que também tem de ser monitorizado de perto. Tudo deve ser tido em conta na hora de decidir levantar mais uma restrição aqui ou ali.“Atualmente temos cerca de mil internados e há folga. Porquê? Porque o SNS, com a atual capacidade, aguenta até cerca de 4 mil casos de internamento por Covid-19”, afirma Luís Mira, presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), presente na reunião, ressalvando contudo que os especialistas foram cuidadosos ao dizer que o cálculo é mais complexo do que isso, na medida em quetem de se ter em consideração fatores específicos como a capacidade de resposta dos cuidados intensivos. Ou seja, quantos dos internamentos estão em cuidados intensivos e quantos estão em enfermaria.
Para enquadrar estes cenários, foram mostrados vários números na reunião. A média de idades dos óbitos, por exemplo, ronda os 81,9 anos de idade (sendo que de 20 a 26 de abril a média de idades das pessoas que morreram foi de 83 anos), o que é considerado muito alta; 13% das mortes têm menos de 70 anos e “um elevado número de co-morbidades associadas”. E 25% das pessoas internadas fica em média 9 dias nas enfermarias.
Mas uma coisa ficou clara, no entender de Luís Mira: Portugal ganhou tempo, ganhou margem, ganhou folga nesta primeira vaga do surto, e agora pode levantar restrições e ir controlando a evolução do surto. “Há folga para que sejam tomadas, agora, estas medidas para aliviar o confinamento”, concluiu Luís Mira do que ouviu esta manhã. Ainda assim, foi uma espécie de “travão de emergência” — ainda com contornos a definir — o que os especialistas da DGS apresentaram hoje aos principais responsáveis políticos e parceiros sociais, numa tentativa de lhes darem os instrumentos possíveis para servir de escudo à difícil tarefa de reabertura da sociedade e da economia. Reabrir, sim, mas sempre com a cábula à mão.

Pressão social e “condicionamento” para reabrir

É que se não os podes vencer, junta-te a eles. Foi mais ou menos isso que fizeram os especialistas nesta reunião quinzenal, que foi mais curta do que o habitual, na medida em que já perceberam que a vontade política é de abrir, devagarinho. Embora o primeiro-ministro diga sempre que todas as decisões são sustentadas nos pareceres técnicos dos especialistas, e não o contrário, desta vez as várias fontes ouvidas pelo Observador notam que terá havido uma mistura dos dois. “Sentiu-se uma espécie de pressão” social da parte dos epidemiologistas, que “sabem que a saturação dos portugueses também não é para subestimar”, ouviu o Observador de uma fonte partidária.
Ainda assim, o que ficou subentendido, no entender de algumas das fontes ouvidas pelo Observador, foi que daqui a 15 dias haverá nova reunião — e, logo, haverá mais tempo para o tal índice ‘R’ de contágios diminuir — e só na segunda quinzena de maio é que deverá ser dada ordem para reabrir o grosso das instituições, nomeadamente as escolas (do ensino secundário), que é a parte considerada mais arriscada do processo.
“Esta foi a vez em que os especialistas pareciam mais condicionados no que estavam a dizer, como se estivessem pressionados a defender a reabertura da economia, e tentaram, claramente, dar argumentos para justificar o alívio das medidas“, diz outro líder partidário ao Observador. E acrescenta: “Ao contrário do que tinham feito nas outras reuniões, em que deram o ‘R’ como o índice a seguir, desta vez, como o ‘R’ estava pior, curiosamente falaram noutros fatores”. Ou seja, disseram que é preciso olhar para o “panorama geral” e não apenas para números mágicos.

‘R’ ligeiramente acima de 1, mas há outros fatores a medir

Até porque não há números mágicos. A questão do ‘R’, o índice que mede o número médio de contágios por cada infetado, continua a ser importante mas, desta vez, não foi tida como a única chave para decretar o desconfinamento. Se, noutras reuniões anteriores, os especialistas tinham chegado a indicar que o desconfinamento só deveria ser feito com o ‘R’ abaixo de 1, agora — com o ‘R’ nacional a rondar os 0,94 e 1,04, variando de região para região, sendo em Lisboa mais alto do que no norte —, já se mostraram disponíveis para facilitar esse parâmetro desde que houvesse uma conjugação de outros fatores — fatores esses que também já tinham sido referidos em reuniões anteriores. É o caso de avaliar se o número de mortes está a diminuir há cinco dias consecutivos ou se a média de novos contágios se mantém abaixo de 500 novos casos por dia, bem como se a taxa de ocupação em unidades de cuidados intensivos continua controlada.
Tudo critérios que estão (mais ou menos) a verificar-se em Portugal. Nos últimos cinco dias, o número de mortes desceu das 34 na sexta-feira, 24 abril, para 26 vítimas mortais a 25 de abril, descendo depois para 23 no dia seguinte, subindo ligeiramente para 25 no dia 27 e estando agora nas 20 mortes registadas a 28 de abril. Quanto a novos casos, há cinco dias que se mantêm em média abaixo de 500, tendo nesta terça-feira sido apenas 295, e na segunda apenas 163. Apenas no dia 25 de abril o número subiu acima dos 500, tendo-se registado 595 novos casos no país.
Os especialistas, explica ao Observador um líder partidário, referiram como aspetos positivos — que permitem a reabertura gradual — fatores como a ocupação de camas em hospitais (“destacaram que o número de internamentos hospitalares tem diminuído”), as consultas em unidades de cuidados de saúde primários (“que estão em linha com o que é normal”), a diminuição do número de mortes diárias por Covid 19, mas também o facto de as “mortes, no geral, sem ser por Covid, estarem em linha com o que é normal nesta época do ano”. Sempre a olhar para o panorama geral, e não apenas para o índice de contágio, o “R”, que, em países como a Noruega, a Dinamarca e a República Checa, que já iniciaram o desconfinamento, ronda os 0,8 — ou seja, está confortavelmente abaixo de 1.
Assim, apesar de os especialistas terem confirmado, por um lado, que este índice de contágio em Portugal é hoje menos positivo do que há quinze dias, já que “estava abaixo de 1 e agora está acima de 1”, também revelaram que — ao contrário de há duas semanas — “é mais baixo na região norte do que na região de Lisboa e Vale do Tejo”, o que se explica pelo “episódio específico do número de contaminados num hostel” da capital. Recorde-se que só o contágio que ocorreu no Hostel Aykibom, nos Anjos, em Lisboa, contribuiu com 138 afetados para os números globais. Ou seja, foi um fator pontual, que foi controlado e não provocou um descontrolo da situação.
A ideia, resumiu uma fonte política ao Observador, é que os especialistas se recusaram a dizer que era prematuro levantar já as restrições, por o índice de contágios ainda não estar abaixo de zero, e, em vez de se comprometerem e serem perentórios, preferiram olhar para “o panorama geral” e para a ideia de que “não dá mais”. “Mesmo que quiséssemos continuar a impor o confinamento, as pessoas já não estão a aguentar mais”, diz a mesma fonte partidária, referindo que isso também pesou na análise dos epidemiologistas, que, desta vez, ao contrário das outras, não se limitaram a fazer uma análise fria e técnica dos números. Prova disso é outro número que também foi levado para cima da mesa: houve um aumento da mobilidade dos cidadãos portugueses na ordem dos 60%, o que prova que os portugueses estão a sair mais.
Os especialistas voltaram a admitir ainda que a reabertura possa ter ritmos diferentes de acordo com as regiões do país, apurou também o Observador. Mas essa hipótese tem sido, no entanto, descartada pelo primeiro-ministro António Costa, e voltou a ser rejeitada pelo secretário-geral adjunto do PS nas declarações aos jornalistas, que prefere uma reabertura gradual mas ao mesmo tempo em várias regiões do país.
Um dos líderes partidários presentes na reunião ouvido pelo Observador ficou, assim, com a ideia de que “os especialistas concordaram em reabrir”, mas “de forma gradual, leve e sustentada”. No entanto, diz a mesma fonte, os especialistas — Rita Sá Machado, da DGS, mas em particular os epidemiologistas Baltazar Nunes e Manuel Carmo Gomes — quiseram deixar claro que com a reabertura terá de haver “a capacidade de recuar” se a situação piorar de forma significativa, definindo os parâmetros a partir dos quais se tem de voltar para trás. Ou seja: um “travão de emergência” a utilizar caso a monitorização da situação, que será avaliada de 15 em 15 dias, mostre que é necessário regressar ao confinamento. Lá está, é preciso ter a cábula à mão. Uma cábula com vários parâmetros e critérios.

Usar a tecnologia para rastrear contágios

O uso da tecnologia para melhor rastrear os contágios também foi recomendado pelos especialistas, neste caso pelo epidemiologista Henrique de Barros, do Porto. Segundo o Observador apurou, o especialista recomendou ao Governo o uso de uma aplicação deste tipo, criada ao nível da União Europeia, dentro das regras comunitárias e de proteção de dados.
Trata-se, segundo explicou uma fonte presente na reunião, de uma aplicação para smartphone que o utilizador tem de descarregar, logo, é de adesão voluntária, e que funciona através de bluetooth. A ideia é que os telemóveis detetem quando estão perto de uma pessoa infetada, enviando depois uma notificação para os utilizadores a dizer que estiverem em contacto com uma pessoa com Covid-19, não dizendo quem é. Os dados são anónimos e são destruídos ao fim de 14 dias. 
Mais: é um médico que valida que determinado indivíduo tem Covid-19, confirmando isso mesmo no sistema, o que faz com que as pessoas sejam alertadas e tomem depois as medidas de prevenção necessárias e fiquem alerta para a existência de eventuais sintomas. “É uma ferramenta muito potente, que tem a vantagem de isolar rapidamente os casos suspeitos para que não haja uma expansão”, diz uma fonte ouvida pelo Observador, afirmando que o epidemiologista garantiu que a app cumpre as normas europeias de proteção de dados.
De resto, sobre a reabertura das escolas, pouco ou nada se falou, com algumas fontes ouvidas pelo Observador a ficarem com ideia de que o Governo poderá estar a pensar empurrar esse passo para a segunda quinzena de maio, fazendo um primeiro teste com o pequeno comércio local e serviços de atendimento ao público. Apenas a professora Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, referiu um estudo da Universidade Nova, que diz que de todas as atividades sociais, a educação é a que acarreta maior probabilidade de infeção, diminuindo se tivermos a falar de alunos universitários face a creches. “Não fez nenhuma recomendação direta nem foi perentória, mas referiu os riscos”, diz uma fonte.

Acordo de cavalheiros para não abrir o jogo

Quanto ao uso de máscaras e equipamentos de proteção individual a acompanhar a fase de reabertura, desta vez os especialistas foram unânimes em “recomendar o uso”. Mas nada disseram sobre se o uso devia ser obrigatória, e se o não-uso deveria implicar multa, como acontece noutros países. O enquadramento legal do que se seguirá ao estado de emergência, em todo o caso, ainda não está fechado. Como o Observador noticiou na semana passada, o Governo está inclinado para o “estado de calamidade”, previsto na lei de bases da Proteção Civil, mas há quem entenda que isso serve apenas para eventos pontuais e circunscritos.
André Ventura, na reunião desta terça-feira, dirigiu uma pergunta ao “Presidente e constitucionalista” Marcelo Rebelo de Sousa sobre essa matéria mas, ao que o Observador apurou, ficou sem resposta. O Governo vai ouvir os partidos políticos esta quarta-feira e na quinta-feira reúne-se para definir as medidas da reabertura e o respetivo enquadramento legal.
Certo é que, ao contrário do habitual em reuniões anteriores, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa não fez qualquer pergunta, tal como aconteceu com António Costa. Mesmo o primeiro-ministro fez apenas uma breve intervenção a anunciar a próxima reunião, daqui a 15 dias, e a informar que ia receber os partidos em S.Bento sobre este assunto já na quarta-feira. Um líder partidário presente na reunião comenta com o Observador: “A sensação que nós ficámos é de que havia mesmo ali um acordo para ninguém falar, entre Marcelo e Costa, para não se abrir o jogo”.