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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Notícias preocupantes da Covid-19!

Covid-19: Portugal regista aumento de novas infeções contrariando  decréscimo europeu – Observador
imagem in jornal OBSERVADOR


Já não nos bastam as que ouvimos diariamente nos meios de comunicação social sobre as guerras...Esta é mais uma e está sempre a repetir-se!

A Covid-19 está a voltar em grande força...infelizmente!

Todo o cuidado é pouco, pois pelos vistos o vírus regressou e é preciso evitar-se grandes ajuntamentos e outras situações, tão bem por nós conhecidos. A minha opinião pessoal é a de que a máscara, para quem tem sintomas de constipação ou gripe (que pode vir a ser Covid), ainda é "a melhor receita", e não temos de estar constrangidos por termos de a usar. É sinal de que somos responsáveis!

Enfim, não vou aqui enumerar os procedimentos aconselhados pelos médicos e cientistas, ouvidos e bem conhecidos com a pandemia desde 2020, em que "o pior" ainda levou cerca de 2 anos a atenuar-se.

A situação atual pede que estejamos atentos e sejamos sejamos cautelosos e responsáveis, disso não há qualquer dúvida! Temos de pensar em nós e nos outros. Se não o fizermos, o problema começa a alastrar.

Mas nada melhor que transcrever o texto da pesquisa que efetuei sobre este tema (tão desagradável e preocupante)!

FONTE: texto da Agência Lusa, de 03. de julho de 2024 no Jornal OBSERVADOR


Portugal com uma média de 12 mortes por dia e quase 400 novos casos de Covid-19 

Números de casos tem vindo a aumentar no último mês passando de uma média de três mortes diárias para doze e de uma média de 130 casos para quase 400. Houve ainda um aumento de 30% dos internamentos.

Portugal está com uma média diária de 12 mortes por Covid-19 e perto de 400 novos casos, um número que quase triplicou desde finais de maio, disse esta quarta-feira à Lusa o epidemiologista Manuel Carmo Gomes.

No fim de maio, Portugal tinha uma média de 130 notificações de casos positivos de Covid-19 por dia e nos últimos sete dias a média diária rondou as 390, precisou o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ressalvando que no início de maio o número de notificações era “muito baixinho”, cerca de dez casos.Relativamente ao número de mortes, Manuel Carmo Gomes disse que é de “aproximadamente 12 por dia”, o que representa também “um grande aumento relativamente há um mês“, em que se registavam cerca de três mortes diárias.

“Se recuarmos aproximadamente dois meses, nessa altura tínhamos um óbito de dois em dois dias”, adiantou o epidemiologista e membro da Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19.Segundo Carmo Gomes, também se registou “um aumento grande” do número de mortes de doentes internados em hospitais públicos com teste positivo, o que não significa que estivessem hospitalizadas por Covid-19.

Assinalou ainda o aumento de quase 30% de doentes internados que testaram positivo ao longo dos últimos três meses.

“Neste momento, as pessoas que testam positivo para Covid e estão internadas, um pouco mais de metade têm mais de 60 anos” e cerca de 24% mais de 80 anos, disse, apontando que, eventualmente, é nesta faixa etária que está a ocorrer a maior parte das mortes devido a terem várias doenças.Como razões para este aumento de casos, Carmo Gomes apontou a evolução do vírus SARS-Cov-2, com o surgimento de novas linhagens com capacidade de fugir aos anticorpos,

“Praticamente já não temos proteção contra estas novas linhagens do vírus”, nomeadamente a KP.1, KP.2 e KP.3, que têm “uma série de descendentes” e são dominantes, neste momento, na Europa e na América.


De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), a sublinhagem KP.3 tornou-se maioritária em Portugal ao longo do mês de maio, mas é geral na Europa e na América.

“Todos temos anticorpos a circular no corpo porque já fomos vacinados e fomos infetados, etc., mas estas linhagens têm capacidade de fugir a estes anticorpos”, salientou.

Por outro lado, o epidemiologista observou que já passaram cerca de oito meses desde a última campanha de vacinação, que ocorreu no outono de 2023, tendo a proteção das pessoas contra o vírus baixado.Recordou ainda que a cobertura vacinal no passado outono “não foi brilhante”.

“As pessoas com mais de 60 anos tiveram uma cobertura vacinal de aproximadamente 66%, o que quer dizer que os outros 34% nem sequer foram vacinados no outono, já não têm contacto com a vacina há mais de um ano e meio”, observou.Recordou ainda que a cobertura vacinal no passado outono “não foi brilhante”.

“As pessoas com mais de 60 anos tiveram uma cobertura vacinal de aproximadamente 66%, o que quer dizer que os outros 34% nem sequer foram vacinados no outono, já não têm contacto com a vacina há mais de um ano e meio”, observou.Numa altura de férias, Manuel Carmo Gomes lembrou que o vírus SARS-CoV-2 continua a circular e lembrou algumas recomendações para evitar a infeção.

“A Covid não tem características sazonais, pelo menos até ao momento, como a gripe que praticamente já desapareceu, mas continua entre nós e está a dar origem a esta onda” de infeções.

O epidemiologista aconselhou as pessoas de maior risco a evitarem estar em espaços não arejados com pessoas fora do seu círculo habitualO epidemiologista aconselhou as pessoas de maior risco a evitarem estar em espaços não arejados com pessoas fora do seu círculo habitual.

Lembrou a importância de higienizar as mãos, nomeadamente não levar as mãos à boca ou aos olhos sem estarem lavadas, e o uso de máscara por pessoas que sabem que “são de alto risco”.

FONTE: texto da Agência Lusa, de 03. de julho de 2024 no Jornal OBSERVADOR

sexta-feira, 28 de maio de 2021

O vírus que pôs o mundo de "pernas para o ar"...

Com a devida vénia, tomo a liberdade de transcrever um "ponto de vista" muito interessante sobre este vírus que assolou o mundo...


Qual foi o berço do vírus que mudou o mundo?



A mais conhecida teoria da conspiração sobre a origem do SARS-CoV-2 pode simplesmente não ser apenas uma teoria da conspiração. O presidente americano Joe Biden deu ordens aos serviços secretos para investigar, em 90 dias, a origem do coronavírus que está a deixar o mundo de pernas para o ar. E desde logo se especulou se haverá novas provas que tornem a tese de que o vírus terá tido origem num laboratório em Wuhan parece cada vez mais plausível. Isto depois de o Wall Street Journal ter noticiado que os serviços secretos americanos tinham a informação de que três trabalhadores do Instituto de Virologia de Wuhan tinham adoecido em novembro de 2019 com sintomas semelhantes aos da Covid-19.


Aqui chegados, há muito mais perguntas do que respostas. Teriam os três trabalhadores tido uma gripe mais violenta, uma vez que os sintomas da Covid-19 se confundem? Será que era mesmo Covid-19 e isso mostra simplesmente que o vírus já estava disseminado entre a população de Wuhan em novembro? Ou temos aqui a prova de que o coronavírus “saltou”, de facto, de um frasco de laboratório para o corpo humano?


O facto de ainda não se ter identificado o animal que serviu de intermediário na transmissão do SARS-CoV-2 parece vir dar força à teoria do laboratório, mas a verdade é que a história nos mostra que identificar esse animal não é um processo simples (pelo menos não o foi em outros surtos no passado). E foi com esse objetivo preciso que a Organização Mundial de Saúde esteve recentemente em Wuhan a investigar a origem do coronavírus.


A China, no entanto, não facilitou a vida à OMS, como reconheceu o seu líder, Tedros Adhanum Ghebreyesus. A equipa da OMS não teve acesso a toda a informação que pretendia, tendo sido fortemente controlada pelo governo chinês. A China, aliás, está indignada com as ordens de Biden, que vieram dar gás à teoria do laboratório. Tanto que o Facebook já anunciou que vai levantar as restrições às publicações que apontam a existência de mão humana na origem do SARS-CoV-2.


Seja como for, quais são as consequências de eventualmente vir a provar-se que a tese do laboratório esteja correta? Os acidentes acontecem e o mundo tem de viver com isso. Por outro lado, saber a verdade é essencial para nos prepararmos para futuras epidemias. Que vão acontecer, isso ninguém duvida.

(in Visão do Dia , Ponto de Vista, por Alexandra Correia, Editora
a 28 de maio de 2021)



imagem in visão.sapo.pt


sábado, 1 de maio de 2021

Covid -19: o processo de formação de anti-corpos nos idosos vacinados


in jornaldenegocios.pt


Ao pesquisar sobre a formação de anti-corpos nos vacinados mais velhos, encontrei um artigo interessante que aqui passo a partilhar:

Só 25% dos idosos rastreados em lares de Almeirim desenvolveram anticorpos com a primeira dose. Mas passam a 95% com a segunda 

Três em quatro idosos testados em lares de Almeirim continuavam sem proteção com a primeira dose da vacina. Segunda dose disparou os protegidos para 95% dos vacinados. IGC sugere ajuste nas políticas

Apenas 25% dos idosos que participaram num estudo de efetividade do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) das vacinas contra a Covid-19 desenvolveram anticorpos contra o SARS-CoV-2 com a primeira dose. A percentagem subiu para 95% após a administração da segunda dose, mas cinco em cada 100 voluntários ficaram sem proteção contra a Covid-19 depois de terem concluído o esquema vacinal.

Os resultados preliminares desta análise reforçam a importância de não aligeirar as medidas de contenção e de proteção individual que a Covid-19 exige há um ano, defende o IGC, como o cumprimento do distanciamento físico, a desinfeção regular das mãos e a utilização de máscaras como uma regra de higiene respiratória. Mais: pode ser preciso “ajustar as políticas de vacinação” ou investir numa “possível revacinação”.

Mas administrar a segunda dose da vacina a todos os idosos, mesmo que já tenham tido Covid-19, não é necessariamente uma solução. Carlos Penha Gonçalves, investigador da Gulbenkian e co-organizador do estudo, explica que outros estudos já demonstraram que as pessoas infetadas têm nível de anticorpos “apreciáveis” e que, ao fim de uma dose da vacina, ficam com uma proteção semelhante à conferida pelo esquema vacinal completo.sta questão não foi endereçada neste estudo, mas o facto de os casos de reinfeção serem raros sustenta estes resultados. Carlos Penha Gonçalves acredita que, à medida que as vacinas contra a Covid-19 disponíveis se tornam mais abundantes, haverá espaço para se poder vacinar quem neste momento não era elegívelpara receber a segunda dose.

Constatou-se que a segunda dose da vacina é essencial para o desenvolvimento de uma resposta imunitária contra o vírus, uma vez que a maioria das pessoas nesta faixa etária não desenvolveu anticorpos apenas com uma dose da vacina e, por isso, continuou desprotegida contra o vírus no período entre as duas administrações. Ou seja, a resposta à primeira dose é muito mais ténue nas faixas etárias mais avançadas.

Isso não surpreendeu Carlos Penha Gonçalves, porque o sistema imunitário das pessoas mais velhas não responde a infeções e às vacinas com a mesma robustez que as pessoas mais jovens. No entanto, importa apurar porquê e que impacto poderá isso ter no alcance da imunidade de grupo, defendeu a outra organizadora do estudo, a imunologista Jocelyne Demongeot.

Telmo Nunes, investigador da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa envolvido no projeto, não encontrou um padrão que justifique porque é, mesmo após a segunda dose, 5% dos vacinados não ficam protegidos contra a Covid-19: os cientistas não encontraram relação com o intervalo entre as duas doses, nenhum dos indivíduos estava em tratamento imunossupressor e só um deles era doente oncológico.

Este estudo decorreu no concelho de Almeirim, que na segunda-feira recorreu às redes sociais para alertar que havia 400 pessoas com mais de 65 anos por vacinar contra a Covid-19. Em conferência de imprensa na apresentação do estudo, Pedro Ribeiro, presidente da Câmara, explicou que estes problemas estavam relacionados com a desatualização de dados.

Desde a publicação desse apelo, muitas destas pessoas já contactaram as autoridades de saúde e já marcaram a vacinação contra a Covid-19. O estudo junta-se a este esforço da autarquia, considera Pedro Ribeiro: “Este estudo é importante também para quem as pessoas percebam a importância da vacinação“, respondeu o autarca, que se definiu como “um defensor da ciência”, ao Observador.

in observador.pt a 27 abril 2021, um texto de Marta Leite Ferreira