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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A polémica dos carros a diesel

in motor24.pt

A "bomba" ministerial que apanhou o meio automóvel de surpresa é mesmo para levar a sério?

Comprar carro a gasóleo "não faz sentido". A declaração do ministro do Ambiente caiu como uma "bomba" no setor automóvel. Os elétricos irão mesmo conquistar o mercado? E são assim tão limpos?

Para quem segue com atenção os temas da descarbonização, da transição energética e da evolução da indústria automóvel, a “morte anunciada” do mercado de automóveis a gasóleo não terá sido uma surpresa assim tão grande. Mas uma entrevista do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, caiu como uma “bomba” no setor, esta segunda-feira. Fontes ligadas ao comércio automóvel insurgiram-se contra a mensagem do ministro e, também, com a forma: um comentário solto, no meio de uma entrevista. Várias concessionárias terão sido contactadas, com clientes preocupados, e alguns terão mesmo cancelado intenções de compra.
Em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1, o ministro que ganhou a pasta da transição energética na remodelação governamental em outubro de 2018, afirmou que “quem comprar um carro a gasóleo é muito provável que daqui a quatro ou cinco anos não tenha um valor na sua troca”. Matos Fernandes defendeu, ainda, que na próxima década não fará sentido comprar um carro a gasóleo porque o preço (na compra) será já muito próximo dos veículos elétricos e porque, se os veículos forem carregados em casa o custo será de 15% por quilómetro (em relação ao gasóleo, nos dias de hoje). Os condomínios e as casas que se preparem, avisou o ministro, porque tal como tem de haver torneiras de água terá de haver postos de carregamento.
Ana Suspiro e Edgar Caetano in observador.pt MAGG 28.01.2019

No meio da polémica, chegou entretanto um documento assinado por mais de 100 médicos alemães de pneumologia que põe em causa os alegados malefícios do gasóleo"O limite atual de NO2 e poeira de partículas não causa uma única morte", garantem estes especialistas.

Pneumologistas alemães garantem que o fumo do gasóleo não é nocivo para a saúde
Mais de 100 médicos alemães de pneumologia assinam um documento que põe em causa os alegados malefícios do gasóleo: "O limite atual de NO2 e poeira de partículas não causa uma única morte".

Mais de 100 pneumologistas alemães assinaram um documento que coloca em dúvida os riscos para a saúde causados ​​pelo fumo causado pelo gasóleo. O dióxido de nitrogénio (NO2) e as partículas de poeira existentes no fumo não “causaram uma única morte”, garantem os especialistas.

O ex-presidente da Sociedade de Pneumologia Alemã Dieter Köhler, por exemplo, contrariou a posição atual de sua antiga organização. O especialista defendeu que a maioria dos estudos existentes sobre os perigos causados ​​pelas emissões de gasóleo são questionáveis. Esta tomada de posição ganha uma relevância particular depois de se ter instalado um debate sobre o tema na Alemanha. A cidade de Hamburgo está no epicentro da discussão pois aprovou legislação que proíbe a circulação de veículos a gasóleo anteriores a 1998.
Por cá, a polémica também chegou mas pela voz do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que, na segunda-feira numa entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, disse que “é muito evidente que quem comprar um carro diesel muito provavelmente daqui a quatro ou cinco anos não vai ter grande valor na sua troca”. A frase não caiu bem no setor automóvel mas agradou aos ambientalistas. A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) falou de uma tirada “infeliz” do governante, ao passo que a associação ZERO apoiou a visão de Matos Fernandes.O documento destes especialistas alemães pode ser assim mais um argumento para um debate que acontece agora um pouco por toda a Europa. A Sociedade de Pneumologia Alemã tinha emitido um longo comunicado, no final de novembro, onde alertava para os riscos que as partículas de NO2 representam para a saúde. Os avisos tinham por base as pesquisas do conceituado Instituto Helmholtz de Medicina Ambiental, que assegura que o dióxido de carbono causa invariavelmente grandes riscos para a saúde, mesmo que concentrado em doses relativamente baixas.
Uma visão que Köhler e mais de cem especialistas alemães questionam agora, com esta tomada de posição. “O limite atual de NO2 e poeira de partículas é completamente inofensivo e não causa uma única morte“, afirmou numa entrevista recente a uma rádio alemã.
A tensão entre os dois lados tem crescido nos últimos dias, sobretudo depois de Estugarda ter seguido os passos de Hamburgo e ter adotado uma medida semelhante, promovendo a utilização de carros amigos do ambiente e penalizando aqueles que utilizem os carros a diesel, impedindo a circulação dos mais antigos. Mas é precisamente da mesma cidade que sai uma das mais fortes críticas: o médico-diretor da Cruz Vermelha de Estugarda, Martin Hetzel, soma a sua voz à de Köhler. “No hospital, nunca se veem doentes com problemas do pulmão ou do coração causadas por poeiras ou por NO2. Não é plausível que estejam a causar os danos para saúde que têm sido publicados ultimamente”, disse.
São cada vez mais as cidades que estão a adotar medidas de combate à poluição que passam por eliminar de vez a circulação de carros a diesel. Já em 2016, na sequência de um encontro  de autarcas de todo o mundo, os presidentes das câmaras de Paris, Madrid, Atenas e Cidade do México tinham assumido o compromisso de retirar de circulação todos os carros, camiões e outros veículos movidos a diesel até 2025.
in observador.pt 29.01.2019

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Quem tem ADSE tem direito a transporte para tratamentos

Para quem usufrui da ADSE, será bom ler-se com atenção em que casos concretamente é que se aplica o direito a transporte para tratamentos e as regras a observar. 
in: https://www.portaldocidadao.pt


Os centros de saúde e os hospitais públicos não podem negar o transporte a doentes não urgentes beneficiários da ADSE mas que sejam atendidos no SNS. A imposição vem numa deliberação publicada nesta terça-feira pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que investigou três casos - um a norte, outro na região sul e um último na região centro - em que os serviços públicos recusaram transportes para tratamentos porque os utentes tinham o subsistema de saúde.


No primeiro caso, de 2016, um doente de Braga com 90% de incapacidade viu o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Cávado negar-lhe vários pedidos de transporte para a fisioterapia. "O médico de família enviou sempre o pedido de transporte para a entidade responsável pelas autorizações (ACES) e a mesma entidade recusou sempre os pedidos, alegando ser beneficiário da ADSE", conta o doente na queixa que apresentou ao regulador da saúde.

Mais a sul, na zona de Setúbal, outra situação semelhante. Desta vez no ACES Arrábida e a envolver uma doente de 80 anos que sofre de Parkinson, aconselhada pelo médico neurologista a fazer fisioterapia para reduzir a progressão da doença. Um pedido também recusado, como conta a filha da utente na reclamação enviada à ERS. "Como tem critério clínico por motivo de doença e como também tem insuficiência económica, teria por lei direito ao transporte de ambulância. Durante a vida em que trabalhou, a minha mãe descontou primeiro, durante uns anos, para a Segurança Social e depois para a ADSE. Ora o problema surge aqui, é que, quando me dirigi ao posto de saúde da área de residência (Posto Águas de Moura), pedi para fazer prevalecer o SNS, pois sabia que se no sistema informático estivesse a prevalecer a ADSE a minha mãe não teria direito ao transporte, de acordo com a Portaria 142-B/2012 de 15.05, art. 11 n.º 1 alínea b)".

ERS exige tratamento igual



O que diz esta portaria usada pelas unidades como justificação para negar os pedidos a estes doentes? A norma que estabelece os requisitos clínicos e económicos mediante os quais o SNS assume os encargos com o transporte não urgente de doentes refere que "estão excluídas do âmbito de aplicação da presente portaria as seguintes situações: transporte não urgente de doentes beneficiários de subsistemas de saúde, bem como de quaisquer entidades públicas ou privadas responsáveis pelos respetivos encargos".

Argumento também usado pelo Instituto de Oncologia de Coimbra para recusar em 2016 transporte a uma doente de Ílhavo que precisava de fazer radioterapia em Santa Maria da Feira. Também ela beneficiária da ADSE. Em resposta a questões da ERS sobre este caso, o IPO não só apontou para portaria de 2012 como acrescentou que a Administração Central do Sistema de Saúde, numa atualização de 2016 sobre esta área, indicou que "o médico pode prescrever o transporte caso clinicamente tal se justifique". Mas "o doente portador desta prescrição deve diligenciar diretamente o agendamento do transporte ou apresentar esta prescrição ao subsistema de saúde, assumindo o doente ou o respetivo subsistema o encargo financeiro decorrente do transporte".
Argumentos rebatidos pelo regulador, que começa por recordar um parecer relativo ao tratamento de utentes beneficiários do SNS que, recorrendo à Rede Nacional de Prestação de Cuidados de Saúde, tenham também ADSE. Parecer em que a ERS concluiu que o acesso dos beneficiários da ADSE - cerca de 670 mil pessoas - à rede de saúde "deve ser efetuado em condições de igualdade com os demais utentes beneficiários do SNS". Isto é, se um utente, ainda que beneficiário de um subsistema de saúde, se dirige ao SNS para receber cuidados de saúde, é na qualidade de beneficiário do SNS que deve ser tratado e não deve ser prejudicado no acesso nem ver limitada a sua liberdade de escolha.

Direitos do doentes "não foram respeitados"



A questão central em relação a estas três reclamações é se os pedidos foram feitos por centros de saúde ou hospital do SNS ou ao abrigo de um subsistema de saúde. Porque nesse caso, lembra a ERS, "o regime previsto na citada portaria já não visa assegurar o transporte não urgente de utentes que recorrem à rede de prestadores do setor público, privado ou social, ao abrigo de um subsistema de saúde ou de um seguro de saúde". E de forma sintética, a Entidade Reguladora chegou à conclusão de que apenas o ACES Cávado tinha razões para recusar o pedido do seu doente, já que as sessões de fisioterapia em causa nem foram prescritas pelo médico de família do utente, mas pela Associação de Paralisia Cerebral de Braga.



Já o ACES Arrábida reconhece que as sessões de fisioterapia que motivaram o pedido de transporte da doente com Parkinson foram prescritas no âmbito do SNS. Resposta idêntica à do IPO de Coimbra, que informa que a doente de Ílhavo "foi referenciada no âmbito do SNS, através do sistema informático de apoio à consulta a Tempo e Horas e, como resultado de uma avaliação multidisciplinar, foram-lhe prescritas pelo corpo clínico do próprio IPO sessões de radioterapia". Conclusão do regulador: nos casos das reclamações dirigidas ao ACES Arrábida e ao IPO de Coimbra, não foram respeitados o direito dos utentes de acesso ao SNS e as unidades devem "adotar os procedimentos internos necessários, para que seja respeitado o direito de acesso de todo e qualquer utente ao SNS e "assegurar que os utentes do SNS que sejam simultaneamente beneficiários de um qualquer subsistema público ou privado de saúde não sejam prejudicados no acesso ao SNS, nem porventura limitados na sua liberdade de escolha e opção pelo regime de beneficiário do SNS". Recomendações, aliás, que não se dirigem apenas às unidades em causa, mas que foram enviadas a todas as administrações regionais de saúde.

À espera de luz verde das Finanças



Refira-se que o ACES Arrábida não se opôs à deliberação do regulador e que o próprio IPO de Coimbra sublinhou, em resposta à posição da ERS, "que subscreve a opinião de que o benefício de um subsistema não deveria implicar a perda de um direito geral" e que a restrição informática no Sistema de Gestão de Transportes de Doentes seria retirada, assim como seria feito um pedido ao Ministério da Saúde para rever a portaria de 2012. Numa nota enviada já neste ano à entidade reguladora, a ACSS até defende que "os encargos decorrentes do acesso a cuidados de saúde pelos beneficiários dos subsistemas que sejam simultaneamente beneficiários do SNS são da responsabilidade do SNS", e que por isso mesmo pediu um esclarecimento ao governo sobre a questão do transporte não urgente de doentes.



A questão é que o Ministério da Saúde tem de obter junto das Finanças um reforço de verbas inscritas no Orçamento do Estado (OE), tendo o OE para 2018 mantido "a redação já constante das anteriores leis do Orçamento do Estado nesta matéria, não existindo, consequentemente, 'base jurídica para alterar os procedimentos atuais'". Portanto, "tendo em conta que a assunção pelo SNS dos encargos das prestações de cuidados de saúde a utentes simultaneamente beneficiários dos subsistemas de saúde reveste uma vertente orçamental que não é despicienda, e atendendo à orientação tutelar recebida, não poderá, naturalmente, a ACSS atuar de modo dissonante".

Marcelo espera para ver orçamento da saúde

Questionado ontem sobre a assistência prestada no Serviço Nacional de Saúde, na sequência de uma outra deliberação da ERS que expôs o caso de uma doente do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental que viu a sua consulta ser desmarcada no início de 2017 e acabou por morrer três meses depois por insuficiência cardíaca, o Presidente da República não quis comentar, argumentando que está sob a alçada do Orçamento do Estado. "Esse é um tema que tem muito que ver com OE [Orçamento do Estado]. Vamos ver aquilo que no OE será afetado à saúde. Quanto é que é afetado à saúde e como será afetado. Por outro lado, vai haver um grande debate em Portugal sobre a Lei de Bases da Saúde. Acho que vai ser um grande debate no final deste ano e no ano que vem", disse Marcelo Rebelo de Sousa nesta terça-feira, na Maia.
Já o primeiro-ministro, António Costa, garantiu que o compromisso do governo com a saúde "não é de palavras, é real", afirmando que não dialoga com o bastonário da Ordem dos Médicos, mas com os portugueses. "O meu diálogo não é o com o bastonário. O meu diálogo é com os portugueses, e o que eu digo aos portugueses é o que o nosso compromisso com a saúde e com a defesa do Serviço Nacional de Saúde é sagrado e não é de palavras, é concreto", afirmou António Costa em Melgaço, distrito de Viana do Castelo.
Na segunda-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos referiu que o diretor clínico do Hospital de Gaia afirmou que ele e os 51 chefes de equipa do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho abandonam funções no dia 6 de outubro se o governo não der nenhum "sinal positivo". Questionado sobre os problemas existentes naquela unidade hospitalar, o primeiro-ministro disse não comentar caso a caso, enquanto o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, afirmou em Lisboa que o acesso com qualidade dos utentes ao hospital de Gaia está assegurado, convicto de que as questões levantadas pelas demissões dos responsáveis clínicos serão "seguramente resolvidas". 
(in: dn.pt de 12 setembro 2018  por Pedro Vilela Marques)

sábado, 19 de maio de 2018

Dia Mundial do "Médico de Família"

http://www.arslvt.min-saude.pt

Este dia é de assinalar e segundo o que encontrei online as esperanças de uma saúde melhor em Portugal aumentam.

Será feito um esforço para que se ponha fim às desigualdades no acesso à saúde para que esta seja "universal e equitativa".

Efeméride
Médicos de Família dedicam Dia Mundial ao fim das desigualdades no acesso à saúde

O Dia Mundial do Médico de Família ...(...)... terá como mote  a obtenção de uma cobertura universal de saúde, o fim das desigualdades no acesso à saúde e o papel de liderança que o médico de família pode e deve exercer nesta luta. O lema oficial será “Juntos pela Saúde”, lê-se numa nota publicada na página na Internet da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF)
DE acordo com a referida nota, pretende-se que sejam divulgados em ações e encontros com a comunidade projetos e serviços em que os médicos de família contribuem, de facto, para uma melhor saúde do indivíduo, da família e da comunidade em que estão inseridos. Contributos na prevenção da doença e promoção da saúde em que o médico de família lidera por exemplo, mas sempre integrado e sem perder a noção da importância vital do trabalho em equipa para a prossecução de objetivos em saúde.
Para cumprir estes objectivos, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), parceira da WONCA – organização mundial dos médicos de família – nas celebrações nacionais do Dia Mundial do Médico de Família 2018, apela aos especialistas dos cuidados primários que se juntem localmente e mostrem no dia 19 de maio o que de mais importante têm vindo a fazer nas suas comunidades, com o fim último de atingir uma saúde universal e equitativa. A APMGF salienta que uma vez que este ano o dia 19 de maio se comemora num sábado, a grande maioria das unidades nas quais os colegas trabalham estarão de portas fechadas. Esta é uma circunstância que encerra grandes oportunidades! Haverá, com toda a segurança, mais tempo e disponibilidade, quer da parte dos profissionais de saúde, quer das pessoas a quem procuraremos transmitir as nossas mensagens de fundo e que circulam em maior número nos espaços públicos.
Como em anos anteriores, será também interessante o envolvimento de parceiros locais (autarquias, clubes, associações, escolas, ginásios, lares, etc.) nesta celebração. Lembramos que tais entidades nunca recusaram no passado dinamizar e apoiar ações propostas pelos médicos de família que incentivem mais e melhor saúde, porque veem neles um ativo fundamental da comunidade e um agente do bem-estar para as famílias, acrescenta.

in saudeonline.pt

domingo, 22 de abril de 2018

Alimentos eliminadores de toxinas

in: clube-fitness.com

Há realmente alimentos que são "milagrosos".


in: tuasaude.com

Ao ler o suplemento de culinária "À Mesa, nº 12" da revista TV GUIA, gostei das dicas e de saber que, por exemplo:
  •  tanto o ananás como o abacaxi facilitam a digestão, porque possuem uma enzima com um nome difícil de fixar (para quem é leigo, claro), e que se chama bromelina; esta tem "a propriedade de quebrar as proteínas facilitando a digestão"
  • o abacate dá uma ajudinha a diminuir o "colesterol mau" (LDL)
  • a erva dente-de-leão é "amiga" do fígado, uma vez que o ajuda a "eliminar a gordura e toxinas em excesso"
  • o gengibre faz aliviar a prisão de ventre, "estimula a digestão...(...) acelera o metabolismo"
  • o aipo é diurético, ajudando "a quebrar as moléculas de gordura, e também combate a formação de gases"


in: saude.ccm.net
in: biosom.com.br


Vamos lá comer saudável e aproveitar os benefícios que os alimentos nos podem oferecer; por mim, prometo que vou continuar a pesquisar sobre estes temas da saúde e bem-estar e sempre que puder, partilhá-los-ei!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Salvador Sobral recebe coração novo

"Salvador Sobral já recebeu um transplante de coração. A cirurgia aconteceu esta sexta-feira no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, depois de ter sido encontrado um coração compatível. A equipa de médicos responsável pela cirurgia informou ao final da tarde deste sábado que o músico “está bem”, com boa evolução e “muito animado”.
Em conferência de imprensa, Miguel Abecasis, chefe de serviço do cirurgia cardiotorácica confirmou que a intervenção correu de forma favorável e que o cantor que venceu a Eurovisão “está bem” mas avisou que a recuperação “vai ser longa”. A conferência de imprensa sobre o estado de saúde do cantor terminou com o chefe de serviço a desejar: “vamos esperar que ele [Salvador Sobral] recupere a vida normal”.
A operação durou cerca de quatro horas e foi realizada na tarde desta sexta-feira, numa unidade que faz entre 40 a 50 transplantes deste género por ano. Salvador Sobral, ao saber que ia receber o transplante, desejou boa sorte ao médico e pediu para ouvir música clássica, revelou, também, na conferência de imprensa, Miguel Abecassis. Na conferência de imprensa estiveram ainda presentes José Pedro Neves, diretor de serviço de cirurgia cardiotorácica do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e o diretor clínico do CHLO, José Manuel Correia.
José Manuel Correia aproveitou a conferência de imprensa para agradecer ao serviço nacional de saúde (SNS): “foi a estrutura de palco que fez concretizar esta intervenção”. O cantor esteve vários meses a ser seguido por cardiologistas no Hospital de Santa Cruz até chegar a sua vez na lista de espera para receber um novo coração.
O artista de 27 anos é um dos 400 mil portugueses que sofrem de insuficiência cardíaca e esteve até agora a aguardar um coração compatível para que pudesse ser submetido a um transplante. “É um caso raríssimo o de Salvador”, disseram ao Observador diversos especialistas em setembro deste ano. A insuficiência cardíaca é uma síndrome grave, mas poucos são os pacientes tão jovens como Salvador Sobral — menos ainda os que necessitam de um transplante para sobreviver.
Salvador Sobral, que ganhou o Festival Eurovisão da Canção em maio deste ano, deu um último concerto no início de setembro antes de se afastar temporariamente dos palcos — no final de agosto havia cancelado dois concertos por indicação médica. À data, o artista não escondeu as lágrimas e cantou de “nó na garganta” principalmente nos duetos com a irmã, Luísa Sobral." 
in:http://observador.pt/2017/12/09

domingo, 29 de outubro de 2017

A mostarda e os seus benefícios

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O desvendar de alguns mitos...

in: fnac.pt
in: http://observador.pt/2017/07/03/

"BELEZA E BEM ESTAR

Homeopatia? Detox de pés milagroso? “Não se deixe enganar”


Livro da Comunidade Céptica Portuguesa desconstrói mitos e teorias da conspiração. Porque "se parece demasiado bom para ser verdade, muitas vezes é" dizem ao Observador. Eis alguns mitos desvendados.
Os medicamentos homeopáticos são água com açúcar e não curam coisa nenhuma, sendo um mero placebo. Há tratamentos detox efetuados em várias clínicas e gabinetes de estética que só servem para enganar as pessoas. As campanhas de anti-vacinação são perigosas para a sociedade e, nesta mesma sociedade, há quem tenha escolhido o glúten como inimigo número um a abater, mesmo sem ter qualquer intolerância à proteína. A Comunidade Céptica Portuguesa lançou o seu primeiro livro e é nele que desmonta várias medicinas alternativas e teorias da conspiração, sem qualquer medo de represálias ou processos.
Quem sintoniza a TV portuguesa de manhã tem fortes probabilidades de acabar a ver uma senhora a dar conselhos e previsões com base num baralho de cartas ou numa bola de cristal. Pelo meio, até é capaz de produzir uma espécie de “feitiço” contra o mau-olhado. Embora haja quem acredite em fenómenos paranormais, estes são menos credíveis para as novas gerações. Atualmente, o grande problema está em filtrar o excesso de informação, e em diferenciar conclusões e estudos sustentados cientificamente de outros menos sérios.
Há dois anos, por exemplo, foram publicadas várias notícias sobre um estudo que concluía que comer chocolate “aumenta significativamente” as hipóteses de emagrecer durante uma dieta. O estudo não passava de uma criação do jornalista John Bohannon, que inventou mesmo um instituto, o “Institute of Diet and Health”. Depois, foi só enviar as conclusões para publicações duvidosas, esperar que alguma publicasse e aguardar que jornalistas pouco especializados não percebessem. Foi precisamente o que aconteceu.
Todos os dias, a Comunidade Céptica Portuguesa (Comcept) escreve textos onde desmonta a pseudociência. Tratamentos detox que parecem milagrosos, dietas sem esforço nenhum, medicinas alternativas sem sustentação científica, enfim, tudo a que os seus 24 membros se puderem dedicar nos intervalos do trabalho do dia-a-dia. Diana Barbosa, Leonor Abrantes, Marco Filipe e João Lourenço Monteiro foram mais longe e escreveram Não Se Deixe Enganar. Editado pela Contraponto, pretende “munir as pessoas de ferramentas que lhes permitam defender-se destas armadilhas”, explica Diana Barbosa, que esteve no Porto a apresentar o livro.
Em primeiro lugar, é importante não confundir ceticismo com negacionismo. São termos opostos, uma vez que o negacionismo recusa aceitar um facto mesmo diante de todas as provas. Ser cético significa procurar essas mesmas provas e fundamentos antes de acreditar nas verdades fáceis, que circulam cada vez a uma maior velocidade. Por isso, Diana Barbosa e João Lourenço fazem questão de frisar ao Observador: “Não acreditem em nós, acreditem nas fontes que citamos e noutras, desde que fundamentadas cientificamente.”
O ceticismo ajuda as pessoas a desconfiar da banha da cobra, explicam os autores. A desconfiarem de dietas milagrosas, de tratamentos detox quase mágicos. Se parece bom demais, é porque provavelmente é. Os jornalistas têm, aqui, um papel fundamental, ao terem o dever de selecionar entre o que é verdade e o que é uma farsa, entre o que é uma opinião sustentada e o que é uma opinião. Como tem acontecido, por exemplo, com as correntes recentes de anti-vacinação, baseadas num estudo feito com apenas 12 crianças que toda a imprensa divulgou em 1998.
“Percebo a intenção dos jornalistas de quererem mostrar o contraditório, mas há outro objetivo que se deve sobrepor, que é o de informar. Principalmente quando o contraditório não vem de fontes fidedignas nem credíveis. As crenças não têm o mesmo peso que informação científica”, afirma João Lourenço.
Apesar de procurarem repor a verdade perante negócios e organizações poderosas, garantem que nunca foram alvo de “ameaças reais”. “Só os insultos típicos de redes sociais”, conta Diana. O post que mais reações negativas gerou foi sobre os “chemtrails”, teoria da conspiração que defende que o rasto branco deixado no céu pelos aviões é uma pulverização química ou biológica propositada sobre as populações, que ameaça a sua saúde.
O que pode de facto ameaçar a saúde das pessoas são pseudotratamentos e artefactos que prometem tratar da saúde dos utentes, em troca de dinheiro, fazendo-as desconfiar de tratamentos médicos comprovadamente eficazes. O Observador mergulhou nas 240 páginas de Não Se Deixe Enganar e reuniu aqui algumas respostas a perguntas que tanta gente tem.

Os tratamentos detox são fundamentais à nossa saúde?

“Com a exceção dos metais pesados ou outras substâncias venenosas, o nosso corpo é perfeitamente capaz de dar conta do recado”, escrevem os autores. O recado é a desintoxicação, se a quisermos chamar assim. O fígado é o orgão-chave neste processo, por ter como função processar as substâncias nocivas através de reações químicas, eliminando-as de seguida. Os rins também dão uma ajuda na purificação do organismo. A resposta é, por isso, negativa.

Mas eu já vi um tratamento detox de pés e a água ficou suja, por causa das toxinas que saíram.

As primeiras perguntas a fazer a quem fornece tratamentos detox são: que toxinas específicas é que o “tratamento” vai eliminar? E que sintomas causam essas toxinas para termos de nos livrar delas? Para atestar os efeitos do tratamento, seria importante medir a quantidade de determinada toxina no corpo antes do tratamento e depois do tratamento, e saber que consequências reais essa eliminação teve no bem-estar do cliente. Ninguém o faz.
Um dos “tratamentos” que se está a popularizar é o detox de pés. Estes banhos aos pés consistem em adicionar à água sais e aditivos à base de ervas. Preparada a água, o utente só tem de colocar os pés. De seguida, o funcionário coloca um dispositivo no recipiente, que depois se liga a uma máquina. Passados uns minutos, a água começa a ganhar cor: amarelada, acastanhada, preta. A sujidade só pode ser das toxinas que estão a sair do corpo, certo? Errado.
É apenas uma reação química entre os elementos. E a água fica com ferrugem. Na prática, o cliente paga por um banho em água com ferrugem. Não há estudos científicos que provem que o corpo liberta qualquer impureza com este método. Contudo, em caso de dúvida, basta fazer o preparado, ligar a máquina mas não colocar os pés lá dentro. Se a água ficar suja na mesma, é porque se trata de um esquema.

E o tratamento de cera?

Há velas conhecidas por “ear candling”, de formato cilíndrico e interior oco, utilizadas para fazer detox. O “tratamento” consiste em colocar a extremidade mais fina no ouvido e acender a extremidade oposta, que não tem pavio. A orelha fica protegida por um pano, ou por um prato de papel, de modo a evitar que a cera quente caia para o canal auditivo. À medida que a chama vai queimando a vela, o terapeuta vai removendo a parte já queimada.
“Segundo os praticantes desta modalidade, o ar quente faz com que se crie uma diferença de pressão, levando a que as toxinas do corpo saiam pelo canal auditivo e fique retidas no interior oco da vela”, explicam os autores no livro. Para provar que as toxinas saíram do organismo, no final do tratamento abre-se a vela e verifica-se que estão lá uns grânulos de uma cor que varia entre o amarelado e o castanho escuro.
“Na realidade, são partículas resultantes da combustão da vela”, desmascaram os autores, após terem queimado duas velas iguais, uma colocada junto do ouvido de uma pessoa e outra colocada no orifício de um objeto inanimado semelhante ao canal auditivo, como um castiçal. No final, ambas tinham o mesmo conteúdo no interior. Toxinas não são, certamente.

Todos devemos fazer uma dieta sem glúten ?

Há uma autêntica caça ao glúten atualmente, razão pela qual, por brincadeira, a contracapa do livro Não Se Deixe Enganar refira que não contém glúten. É verdade que esta proteína provoca sérios problemas para os celíacos mas, para o resto da população que não possui esta doença auto-imune, a proteína é inofensiva e deve ser incluída numa alimentação que se quer variada.
Há ainda pessoas que dizem sofrem de sensibilidade não celíaca ao glúten, uma condição ainda controversa que carece de consenso científico. A moda do sem glúten é cada vez mais um grande negócio e os alimentos “gluten free” são mais dispendiosos. “Uma breve pesquisa na Amazon revela mais de 12.400 livros sobre dietas sem glúten e é até possível encontrar produtos tão absurdos como champôs e desodorizantes sem glúten”, escreve a Comcept. Por um lado, faz com que muita gente passe a acreditar que esta proteína é prejudicial à saúde. Mas há uma vantagem em tudo isto: os doentes celíacos passaram a ter muito mais restaurantes onde ir e uma maior oferta de produtos que têm em conta a sua condição.

As vacinas fazem parte de uma conspiração para a indústria farmacêutica lucrar milhões?

Não. A indústria farmacêutica lucra milhões em algumas áreas, mas as vacinas representam apenas uma pequena parte do lucro. Na verdade, se as pessoas não estivessem protegidas pelas vacinas, aí sim a indústria farmacêutica ia começar a lucrar a sério, com os tratamentos necessários para enfrentar doenças que, graças às vacinas, estavam já erradicadas. E que têm reaparecido devido a movimentos anti-vacinação sem qualquer fundamento científico.
Nesta fase, a patranha que mais enfurece João Monteiro e Diana Barbosa é precisamente a da antivacinação. “Porque tem consequências muito graves, não só para as pessoas que não são vacinadas como para a sociedade em geral. Porque se muita gente deixar de se vacinar, perde-se o efeito de proteção de grupo”, diz João. “E porque afeta a vida de pessoas inocentes, as crianças, que podiam não estar doentes ou não morrer”, acrescenta Diana. “Já houve mortes em Portugal e na Europa e começou a ressurgir a tosse convulsa, que é uma doença horrível para os bebés e que pode levar à morte. É revoltante vermos bebés a sofrerem por causa de uma campanha de desinformação total, com os pais a serem enganados.”
reacendimento das dúvidas em relação às vacinas deve-se a uma relação feita entre o autismo e a vacina tríplice, que inclui a vacina contra o sarampo, feita em 1998 por Andrew Wakefield. Muitos cientistas questionaram a opção de publicação de um estudo que incluía apenas 12 crianças e que, portanto, não poderia ser conclusivo. Ainda assim, várias equipas diferentes tentaram replicar o estudo sem nunca terem obtido o mesmo tipo de resultados. Mais tarde descobriu-se que os dados apresentados tinham sido manipulados e que o autor tinha recebido dinheiro de partes interessadas para publicar esta informação corrompida. O artigo científico foi considerado fraudulento e o autor perdeu a licença para exercer. Ainda assim, há quem continue a usar esta publicação para fazer valer os seus argumentos, que não têm fundamentação científica.

Os medicamentos homeopáticos são mais saudáveis porque não têm químicos?

Se há tema que cria divisões atualmente é a homeopatia, uma forma de terapia alternativa à medicina que defende que as doenças se curam recorrendo às mesmas substâncias que a provocaram. O princípio ativo dos “medicamentos” homeopáticos é retirado de animais, vegetais ou minerais, mediante o problema de saúde do doente. Se, por exemplo, este foi mordido por uma cobra, o tratamento homeopático receitado deverá ter veneno de cobra. O princípio ativo é depois diluído em água ou álcool. Os homeopatas acreditam que quanto mais diluídos, mais potentes são os remédios. O produto dessa diluição é tão alto que, sujeitos a análises independentes, os medicamentos homeopáticos revelam que na solução já não resta qualquer vestígio do princípio ativo. Sobra água e açúcar.
A terapia tem mais de 200 anos e não evolui desde então. Mas a ciência tem evoluído. Os homeopatas não negam que as diluições em série removem o ingrediente ativo, conforme provado pela química com o Número de Avogadro. Como resposta, passaram a defender que a água consegue lembrar-se dessa substância. “Mas porque é que a água se lembraria da substância original, mas não de ter passado pela bexiga de alguém?”, questiona a Comunidade Céptica Portuguesa.
Desde que começou a ser avaliada de forma objetiva, a homeopatia tem falhado consistentemente em demonstrar efeitos superiores ao de um simples placebo. É legal vender produtos homeopáticos em Portugal, vendendo-se até em farmácias. Contudo, de acordo com a lei portuguesa, o rótulo e o folheto informativo devem conter a indicação “medicamento homeopático”, posta de forma bem visível e legível, em maiúsculas e em fundo azul, seguido da menção “Sem indicações terapêuticas aprovadas“.
Todos os anos, há grupos que se juntam publicamente em várias partes do mundo e tomam dezenas de comprimidos homeopáticos de uma vez, para mostrarem a ausência de princípio ativo. Os investigadores Carlos Fiolhais e David Marçal, que assinam o prefácio de Não Se Deixe Enganar, já o fizeram em Portugal. Quanto ao facto de os medicamentos terem “químicos”, toda a natureza tem elementos químicos. É simplista utilizar a expressão “químicos” sem compreender quais são e quais as consequências.

Mas eu conheço quem se tenha curado com homeopatia…

As experiências pessoais contam pouco para a ciência. Há pais que dizem só tratar os filhos com soluções homeopáticas e estas melhoram. O que vemos é mais forte do que aquilo que lemos, mas nem sempre analisamos uma experiência pessoal de forma correta. É preciso ter em conta que, por exemplo, as constipações têm uma durabilidade curta e acabam por passar, mesmo que a pessoa não tome nenhum medicamento. E que problemas como alergias ou asma têm ciclos. Por vezes parecem desaparecer na infância, podendo regressar na idade adulta. Para eliminar fatores como coincidências é que existem estudos científicos, que fazem testes em ambiente controlado e apresentam resultados objetivos. A homeopatia tem falhado sempre nesta parte.

A pulseira do equilíbrio funciona?

Apenas como placebo, tal como a homeopatia ou o reiki, para citar alguns exemplos. Estas pulseiras, assim como a nova moda dos autocolantes que se colam ao corpo, fazem parte do lote de produtos que normalmente são apresentados com linguagem científica, mesmo se depois aplicam os termos erradamente. A esmagadora maioria das pessoas não compreende os conceitos e o produto passa por credível ao tentar parecer científico.
A resposta é um redondo não. As Power Balance, marca pioneira nas pulseiras do equilíbrio, custavam 37€ e justificavam o valor elevado por terem “dois hologramas quânticos de Mylar que estão especificamente programados com frequências que interagem, de forma natural, com o campo eletromagnético do corpo humano. Uma tecnologia exclusiva e patenteada que tem uma forte influência holística, uma vez que a Pulseira Power Balance foi concebida para otimizar a energia natural do organismo humano.”
Em vez de provas científicas, este tipo de patranhas costuma valer-se, para além da linguagem complicada onde são frequentes os termos “quântico”, “eletromagnético” e “energias”, de testemunhos pessoais que atestam o seu bom funcionamento. Se forem celebridades, tanto melhor para a marca, que consegue convencer assim mais gente a comprar o produto.
Vários testes independentes foram feitos em grupos onde algumas pessoas usavam a pulseira com o holograma e outras uma pulseira falsa. Em nenhum se provou que as pulseiras melhoravam o equilíbrio do utilizador e a sua força. Em 2011, a Power Balance foi obrigada pela justiça australiana a admitir publicamente que as pulseiras não funcionavam e a reembolsar os compradores que quisessem devolver a pulseira.

Finalmente… Como é que as pessoas podem distinguir melhor um site credível de outro com textos e informações sem fundamento científico?

“No livro damos algumas dicas para ajudar a perceber se a informação é credível ou não. Parte dessas dicas vem de propostas do Carl Sagan, a que ele chamava o kit da deteção da treta, e que são uma série de perguntas que a pessoa deveria fazer, não perante tudo o que lê e vê, mas perante algumas coisas que despertem dúvidas”, afirma Diana Barbosa, licenciada em Biologia. Sobretudo, perante tudo o que parece demasiado bom para ser verdade. “Realmente, às vezes é difícil perceber se um artigo científico vem de uma revista fidedigna ou não, se o trabalho está bem feito ou não, e aí era importante ter jornalistas de ciência especializados nessa área, que saibam ver as diferenças”, defende.
João Lourenço dá mais algumas dicas: “Não é com um só artigo que se vai obter a aproximação à verdade. É preciso ler vários artigos dessa equipa para compreender o contexto, e isso dá algum trabalho. Depois, tentar perceber a que resultados é que chegaram outras equipas independentes.” Mais: “Estudos na área da saúde com uma amostra muito pequena e que analisam várias causas em simultâneo” não são de fiar."
in: comcept.org

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Portugueses mais pobres: menor acesso a cuidados de saúde oral e mental

imagem in: http://www.esferasaude.pt

Esta é uma situação que nos deixa angustiados: a de menor acesso dos portugueses mais carenciados a serviços de saúde essenciais.

Pelos vistos, é uma situação crónica no nosso país. As dificuldades continuam a surgir na vida dos portugueses com menos recursos. Estes sentem-se limitados e afetados sempre que necessitam de recorrer a consultas de especialidade, principalmente de saúde oral e mental.

O acesso a medicação constitui outra fonte de problemas para os mais necessitados, uma vez que estes têm grandes restrições financeiras.

Encontrei um artigo ihttp://www.jn.pt/nacional/28 junho 2017, que nos explica bem os problemas relacionados com este tema:


"Mais pobres continuam com menos acesso a saúde oral e medicamentos"

Os mais pobres em Portugal continuam a ter menos acesso a consultas de especialidade, sobretudo de saúde oral e mental, bem como a medicamentos.
Tendo por base dados de 2014 e 2015, o observatório indica que as "barreiras no acesso aos cuidados de saúde permanecem relevantes em Portugal", sendo muito marcadas por fatores socioeconómicos.
Na área da saúde oral e da saúde mental, o relatório aponta para "limitações fortes no acesso" que afetam "de forma desproporcional os mais pobres".
"Essa é uma situação crónica do nosso sistema de saúde. As pessoas com menos recursos cada vez têm mais dificuldades de acesso", comentou em declarações à agência Lusa Aranda da Silva, porta-voz da coordenação deste relatório do Observatório.

Segundo Aranda da Silva, em 2017, ainda subsiste este "problema complicado", que se traduz no facto de as pessoas de fracos recursos "não terem acesso à saúde mental e à saúde oral".
A carência de serviços de saúde oral e mental no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o principal motivo para esta falta de equidade no acesso àquelas especialidades, sendo que as necessidades são maioritariamente satisfeitas através do setor privado.
"Apenas acessível para quem tem seguro ou capacidade de pagar", sublinham os autores do "Relatório de Primavera 2017".
O Observatório lembra que houve tentativas para atenuar as desigualdades no caso da saúde oral, através dos cheques dentista, mas considera que essa iniciativa "possivelmente não conseguiu reduzir a iniquidade".
Contudo, Aranda da Silva destaca que na área da saúde mental "não há medidas praticamente nenhumas".
O atual Governo arrancou no ano passado com um projeto-piloto nalguns centros de saúde da Grande Lisboa e Alentejo, de forma a integrar médicos dentistas e a alargar o acesso nos cuidados de saúde oral a alguns doentes e para algumas patologias.
Estes projetos-piloto encontram-se atualmente em fase de alargamento, abarcando todo o país num total de cerca de 60 unidades dos cuidados de saúde primários.
Ainda assim, a grande maioria dos centros de saúde em Portugal mantém-se sem cuidados de saúde oral.
Aliás, o Observatório indica que se têm registado "medidas pontuais" para atenuar barreiras económicas e sociais, que são simbólicas mas reveladoras de uma "nova visão e atitude política".
Quanto ao acesso a medicamentos, os autores recordam que a medicação é a principal fonte de despesas em saúde nas famílias, pelo que, na ausência de isenções, "é natural que os mais carenciados encontrem dificuldades de acesso".
O Observatório fez uma comparação com os restantes países da Europa ao nível das dificuldades de acesso à saúde e concluiu que Portugal não tem maiores barreiras, mas são mais marcadas do ponto de vista económico e de restrições financeiras."

imagem in: escolapsicologia.com