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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Saúde e higiene estão interligadas: falando de "piolhos"...: É bom saber como atuar nestas situações

Piolho: trasmissão, sintoma, tratamento, prevenção - Mundo ...
imagem obtida em https://mundoeducacao.uol.com.br

Li na Revista Notícias Magazine, do dia  02 do corrente mês um artigo sobre piolhos: "Piolhos: selfies, mitos e estigma", da autoria de Ana Tulha.

O referido artigo é muito elucidativo porque foca-se num problema que atravessa os tempos, principalmente da nossa infância; e a entrevista que transcrevo, ajuda a perceber melhor este fenómeno e como devemos reagir perante ele.

Então, aqui o temos, para ler com muita atenção:

Piolhos: selfies, mitos e estigma

Sim, as fotos de grupo podem contribuir para a sua proliferação. Mas mais importante é vincar que este parasita nada tem que ver com condição social ou falta de higiene.

Reproduzem-se à velocidade da luz, agarram-se ao cabelo como lapas, chegam aos 3,3 milímetros de comprimento (em adultos), dão uma comichão que deixa qualquer um à beira de um ataque de nervos. Falamos, pois, de piolhos, concretamente dos piolhos da cabeça, os Pediculus humanus capitis, parasitas de seis patas e grande afeição pelo couro cabeludo, onde vão beber o sangue que os alimenta. Em troca, deixam um rasto de saliva, impercetível a olho nu mas causador de um prurido insuportável. Existem há milhares de anos e, apesar dos múltiplos produtos que têm vindo a ser desenvolvidos para os eliminar, não é razoável que possamos aspirar à sua extinção. Na verdade, apesar de não haver estudos que permitam estabelecer termos de comparação credíveis, os médicos habituados a lidar com estas questões garantem que a prevalência se tem mantido mais ou menos inalterada, de surto em surto, sem crescendos ou decréscimos significativos a registar. Pelo menos em Portugal.

“Tem sido algo relativamente constante, não há propriamente uma tendência. O que há, de forma muito vincada, é uma faixa etária preferencial, que vai das crianças aos adolescentes e afeta sobretudo as meninas, por terem o cabelo mais comprido”, refere Joana Fernandes, especialista em medicina geral e familiar que trabalha na USF Monsanto, em Lisboa, e no Hospital Trofa Saúde, na Amadora. Vale a pena, a propósito, desconstruir uma ideia errada que persiste. Os piolhos não voam nem saltam. Já os fios de cabelo são para eles verdadeiras autoestradas. Daí que a grande forma de transmissão destes parasitas seja o contacto cabeça com cabeça, fio a fio – ainda que também seja possível apanhar piolhos através da partilha de objetos, como chapéus, gorros ou pentes. Percebe-se, por isso, porque é que as meninas, que habitualmente têm cabelos mais compridos, acabam por ser os alvos preferenciais destes bichinhos que nos acompanham desde sempre. A estimativa avançada por Susana Amendoeira, responsável da Sem Mais Piolhitos Portugal, cadeia de centros de eliminação de piolhos e lêndeas que está já presente em várias cidades do país, é reveladora: dos casos que lhes chegam, 90% são do sexo feminino. O que não quer dizer que os rapazes estejam livres de problemas, particularmente se tiverem cabelos compridos e bastos. E já agora, se forem especialmente dados a abraços – por causa da tal questão do contacto direto.

E as selfies, podem ou não estar a contribuir para adensar o problema? A relação tem sido estabelecida amiúde, apontada por publicações e especialistas internacionais. Federico Galassi, por exemplo, investigador no Pest and Insecticide Research Center (Centro de Investigação em Pesticidas e Inseticidas), em Buenos Aires, que se tem debruçado sobre o tema, garantiu ao americano “The Washington Post” que as selfies são “uma forma significativa de transmissão”. Se nos lembrarmos do que falávamos há pouco, que o piolho não voa nem salta, mas adora o contacto cabeça a cabeça, percebemos que, no mínimo, a teoria não pode ser considerada descabida. Manuel Magalhães, pediatra no Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN), no Porto, vinca isso mesmo. “A questão não é propriamente a selfie. A questão é que, entre os adolescentes, as selfies de grupo são comuns e isso implica estarem com as cabeças quase coladas.”
“O piolho é democrático e o estigma também”

Voltemos aos mitos. Sobretudo aos dois maiores equívocos. Um: os piolhos afetam particularmente as classes sociais mais desfavorecidas. Dois: se tem piolhos, é porque se desleixou na higiene. Em ambos os casos, não há nada mais errado. “Os parasitas até preferem os cabelos mais limpos, conseguem aderir melhor do que num cabelo com mais oleosidade”, ressalva Joana Fernandes, médica de família. E sim, afetam pessoas de todos os estratos sociais. Susana Amendoeira, da Sem Mais Piolhitos, partilha, por exemplo, que o centro que lidera tanto é procurado por pessoas que não demonstram ter qualquer dificuldade em pagar o serviço (acima dos 60 euros), como por quem agenda do princípio para o fim do mês, a contar com o salário que há de cair por essa altura. Tudo provas de que o estigma não tem razão de ser.

Mas já terão os portugueses consciência disso? Luiz Cabral, responsável pela Kids & Nits, cadeia que conta com quase uma centena de centros especializados na eliminação de piolhos e lêndeas em toda a Europa (mais de 20 em Portugal), vê o copo meio cheio. “Ainda há algum, mas cada vez menos. Hoje em dia as pessoas já são mais abertas em relação a estas questões, começam a compreender que o piolho não tem nada a ver com a classe social, que não tem nada a ver com o facto de se ser rico ou pobre.” Também Susana Amendoeira sente uma evolução, de 2019 (ano em que abriram o primeiro centro) para agora. “Vemos, por exemplo, nas avaliações online. No início, notávamos que havia alguma resistência a fazê-lo, porque isso implicava assumir que o filho ou filha tinha tido piolhos. Hoje já é algo que acontece com frequência.” Concede, no entanto, que o preconceito ainda resiste. Joana Fernandes também o percebe, no dia a dia profissional. “Ainda tenho pacientes que ficam escandalizados porque o filho tem piolhos. E que dizem coisas como: ‘Como é que é possível? Eu lavo-lhe sempre o cabelo!’.”

Volta e meia, Manuel Magalhães, do CMIN, vai até sabendo de surtos em contexto escolar que ganham maior expressão porque há pais que evitam avisar na escola que os filhos têm piolhos. “Acredito que seja por vergonha, por não quererem que o filho seja visto como o ‘paciente zero’, quando muitas vezes nem sequer é”, assente. E assim a infestação alastra-se (porque se os outros pais não fazem ideia, não andam particularmente atentos e não eliminam prontamente os piolhos, pelo que a cadeia de transmissão prossegue a ritmo acelerado). Sendo que casos destes – em que os pais resistem a avisar logo que detetam piolhos no couro cabeludo dos filhos – acontecem tanto nos mais reputados colégios privados como nas escolas públicas. Susana Amendoeira resume-o assim. “O piolho é muito democrático e o estigma também.”

Parasitas mais resistentes, infestações mais severas

E afinal, os bichos estão ou não mais resistentes? Há vários estudos que apontam para isso. Pelo menos a nível internacional. Nos Estados Unidos, no Canadá, mais recentemente no Reino Unido, tem dado que falar o surgimento de um “superpiolho”, altamente resistente aos tratamentos feitos até então, à base de inseticidas. Luiz Cabral, da Kids & Nits, garante que também já nota esta resistência crescente neste cantinho da Europa. “Cada vez mais, a maioria dos clientes que nos chegam, tanto em Portugal como em Espanha, já tentou tudo com os produtos da farmácia e nada resultou.” Nestes centros, a remoção da maior parte dos parasitas é feita através de um equipamento térmico que emite tanto ar quente (para desidratar piolhos e lêndeas) como ar aspirado, que vai completar o processo de eliminação de resíduos. Segue-se um exame visual meticuloso, com lentes de aumento e luzes LED, para garantir que nenhum bichinho escapou.

Susana Amendoeira, da Sem Mais Piolhitos Portugal, também nota um crescimento considerável das infestações graves ou severas. “São aqueles casos em que as pessoas têm mesmo muitos piolhos e lêndeas e que demoram mais tempo a resolver. Estes casos representam hoje cerca de 10% dos que nos chegam.” Resistências à parte, há explicações de cariz mais prático que ajudam a percebê-lo. A primeira é que grande parte dos champôs não eliminam as lêndeas, apenas os piolhos, pelo que é importante repetir o procedimento ao fim de uma semana (e já agora, ir verificando o cabelo com regularidade, durante pelo menos três semanas). A segunda é que o champô tem de ser espalhado de forma cuidadosa, de forma a que não haja piolhos a escapar. Por último, a aplicação só será eficaz se for seguida de um processo meticuloso de remoção manual de piolhos e lêndeas, com um pente de dentes finos. Se tal for feito, assegura o pediatra Manuel Magalhães, “a abordagem convencional serve”. Pelo menos, na maior parte dos casos. Importante, realça, é mesmo acabar de vez com a ideia de que “o piolho tem algo que ver com estatuto social”. Não tem. É, pelo contrário, do mais eclético que há.

Quais os melhores tratamentos contra piolhos? - BBC News Brasilin https://www.bbc.com/portuguese/geral-61985456

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Notícias preocupantes da Covid-19!

Covid-19: Portugal regista aumento de novas infeções contrariando  decréscimo europeu – Observador
imagem in jornal OBSERVADOR


Já não nos bastam as que ouvimos diariamente nos meios de comunicação social sobre as guerras...Esta é mais uma e está sempre a repetir-se!

A Covid-19 está a voltar em grande força...infelizmente!

Todo o cuidado é pouco, pois pelos vistos o vírus regressou e é preciso evitar-se grandes ajuntamentos e outras situações, tão bem por nós conhecidos. A minha opinião pessoal é a de que a máscara, para quem tem sintomas de constipação ou gripe (que pode vir a ser Covid), ainda é "a melhor receita", e não temos de estar constrangidos por termos de a usar. É sinal de que somos responsáveis!

Enfim, não vou aqui enumerar os procedimentos aconselhados pelos médicos e cientistas, ouvidos e bem conhecidos com a pandemia desde 2020, em que "o pior" ainda levou cerca de 2 anos a atenuar-se.

A situação atual pede que estejamos atentos e sejamos sejamos cautelosos e responsáveis, disso não há qualquer dúvida! Temos de pensar em nós e nos outros. Se não o fizermos, o problema começa a alastrar.

Mas nada melhor que transcrever o texto da pesquisa que efetuei sobre este tema (tão desagradável e preocupante)!

FONTE: texto da Agência Lusa, de 03. de julho de 2024 no Jornal OBSERVADOR


Portugal com uma média de 12 mortes por dia e quase 400 novos casos de Covid-19 

Números de casos tem vindo a aumentar no último mês passando de uma média de três mortes diárias para doze e de uma média de 130 casos para quase 400. Houve ainda um aumento de 30% dos internamentos.

Portugal está com uma média diária de 12 mortes por Covid-19 e perto de 400 novos casos, um número que quase triplicou desde finais de maio, disse esta quarta-feira à Lusa o epidemiologista Manuel Carmo Gomes.

No fim de maio, Portugal tinha uma média de 130 notificações de casos positivos de Covid-19 por dia e nos últimos sete dias a média diária rondou as 390, precisou o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ressalvando que no início de maio o número de notificações era “muito baixinho”, cerca de dez casos.Relativamente ao número de mortes, Manuel Carmo Gomes disse que é de “aproximadamente 12 por dia”, o que representa também “um grande aumento relativamente há um mês“, em que se registavam cerca de três mortes diárias.

“Se recuarmos aproximadamente dois meses, nessa altura tínhamos um óbito de dois em dois dias”, adiantou o epidemiologista e membro da Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19.Segundo Carmo Gomes, também se registou “um aumento grande” do número de mortes de doentes internados em hospitais públicos com teste positivo, o que não significa que estivessem hospitalizadas por Covid-19.

Assinalou ainda o aumento de quase 30% de doentes internados que testaram positivo ao longo dos últimos três meses.

“Neste momento, as pessoas que testam positivo para Covid e estão internadas, um pouco mais de metade têm mais de 60 anos” e cerca de 24% mais de 80 anos, disse, apontando que, eventualmente, é nesta faixa etária que está a ocorrer a maior parte das mortes devido a terem várias doenças.Como razões para este aumento de casos, Carmo Gomes apontou a evolução do vírus SARS-Cov-2, com o surgimento de novas linhagens com capacidade de fugir aos anticorpos,

“Praticamente já não temos proteção contra estas novas linhagens do vírus”, nomeadamente a KP.1, KP.2 e KP.3, que têm “uma série de descendentes” e são dominantes, neste momento, na Europa e na América.


De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), a sublinhagem KP.3 tornou-se maioritária em Portugal ao longo do mês de maio, mas é geral na Europa e na América.

“Todos temos anticorpos a circular no corpo porque já fomos vacinados e fomos infetados, etc., mas estas linhagens têm capacidade de fugir a estes anticorpos”, salientou.

Por outro lado, o epidemiologista observou que já passaram cerca de oito meses desde a última campanha de vacinação, que ocorreu no outono de 2023, tendo a proteção das pessoas contra o vírus baixado.Recordou ainda que a cobertura vacinal no passado outono “não foi brilhante”.

“As pessoas com mais de 60 anos tiveram uma cobertura vacinal de aproximadamente 66%, o que quer dizer que os outros 34% nem sequer foram vacinados no outono, já não têm contacto com a vacina há mais de um ano e meio”, observou.Recordou ainda que a cobertura vacinal no passado outono “não foi brilhante”.

“As pessoas com mais de 60 anos tiveram uma cobertura vacinal de aproximadamente 66%, o que quer dizer que os outros 34% nem sequer foram vacinados no outono, já não têm contacto com a vacina há mais de um ano e meio”, observou.Numa altura de férias, Manuel Carmo Gomes lembrou que o vírus SARS-CoV-2 continua a circular e lembrou algumas recomendações para evitar a infeção.

“A Covid não tem características sazonais, pelo menos até ao momento, como a gripe que praticamente já desapareceu, mas continua entre nós e está a dar origem a esta onda” de infeções.

O epidemiologista aconselhou as pessoas de maior risco a evitarem estar em espaços não arejados com pessoas fora do seu círculo habitualO epidemiologista aconselhou as pessoas de maior risco a evitarem estar em espaços não arejados com pessoas fora do seu círculo habitual.

Lembrou a importância de higienizar as mãos, nomeadamente não levar as mãos à boca ou aos olhos sem estarem lavadas, e o uso de máscara por pessoas que sabem que “são de alto risco”.

FONTE: texto da Agência Lusa, de 03. de julho de 2024 no Jornal OBSERVADOR

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Como vai a nossa saúde? Hoje é o dia da Hipertensão Arterial!

Como medir a pressão arterial corretamente - Tua Saúde
imagem obtida in tuasaude.com

Uma vez que não tenho qualquer competência para falar deste tema tão sério como é a Hipertensão Arterial, cabe à Organização Mundial de Saúde, aos médicos  e cientistas fazê-lo.  

Por isso, decidi procurar informação, e, assim,  partilho neste meu post o que encontrei: um artigo importante, mas "preocupante", baseado em Estudos Científicos, sobre a Hipertensão.

Um apelo: olhemos por nós, "pela nossa rica saúde"! 

Vamos lá medir, regularmente, a nossa tensão arterial!

Segue o artigo de Lauren Chadwick em 17.05.2024 e que é uma transcrição das notícias que consultei em pt.euronews.com


O "assassino silencioso" da Europa: 

Qual é o país com a tensão arterial mais elevada e como podemos evitá-la?

A hipertensão, embora comum, pode levar a doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais se não for gerida, o que leva os médicos a referirem-se frequentemente a ela como um "assassino silencioso".

A hipertensão, também conhecida como pressão arterial elevada, é uma doença comum que afeta cerca de uma em cada três pessoas em todo o mundo, mas que, se não for tratada, pode levar a ataques cardíacos e derrames.

É um número que duplicou nas últimas duas décadas, sendo que quase metade das pessoas com esta doença não a conhecem, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano passado.

"É preocupante porque se trata de uma doença potencialmente fatal e que, em grande parte, passa despercebida porque, quando se tem pressão arterial elevada, raramente se tem sintomas", disse Julie Ward, enfermeira cardíaca sénior da British Heart Foundation (BHF), à Euronews Health.

"Pode haver uma ou outra dor de cabeça, um pouco de tonturas ou uma visão turva, mas isso acontece normalmente se a tensão arterial elevada for muito grave", acrescentou. 

Na sexta-feira, assinala-se o Dia Mundial da Hipertensão, em que os especialistas procuram sensibilizar as pessoas para a forma como podem prevenir e gerir a doença.

O que é a hipertensão?

A tensão arterial elevada ocorre quando a "força do sangue a empurrar as paredes dos vasos sanguíneos é consistentemente demasiado elevada", de acordo com a Associação Americana do Coração.

É registada com dois números que medem a pressão sistólica e a pressão diastólica.

A pressão sistólica, o número mais elevado, é a pressão nas artérias quando o coração bombeia sangue, enquanto a pressão diastólica, o número mais baixo, é a força quando o coração relaxa entre os batimentos cardíacos.

Segundo o Serviço Nacional de Saúde de Portugal, a hipertensão arterial (HTA) caracteriza-se por uma pressão sanguínea excessiva na parede das artérias, acima dos valores considerados normais, que ocorre de forma crónica. Define-se hipertensão arterial quando a pressão máxima é maior ou igual a 140 mmHg (vulgo 14), ou a pressão mínima é maior ou igual a 90 mmHg (vulgo 9).
Quais são os fatores de risco da tensão arterial elevada?

Alguns fatores de risco comuns para a hipertensão incluem a idade avançada, a existência de familiares com hipertensão e o excesso de peso.

Também pode ser condicionada por fatores relacionados com o estilo de vida, como fumar, beber demasiado álcool, comer demasiado sal ou não fazer exercício físico suficiente.

Ricardo Ladeiras Lopes, cardiologista e professor auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, refere que o stress é outro fator de risco comum para a hipertensão.

As doenças crónicas, como a diabetes e a doença renal, também podem aumentar o risco de hipertensão.

Segundo o National Institute for Health and Care Excellence do Reino Unido, a hipertensão pode afetar de forma desproporcionada as pessoas de origem negra africana ou caribenha.

Que problemas de saúde pode causar?

A maioria das pessoas com tensão arterial elevada não apresenta quaisquer sintomas, mas o excesso de pressão nas artérias pode danificar os órgãos.

"De facto, a pressão arterial elevada é responsável por quase metade dos ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais no Reino Unido. Trata-se de um problema muito significativo", afirmou Ward.

Ladeiras Lopes, médico cardiologista e membro da Sociedade Europeia de Cardiologia, afirma que a hipertensão é "um importante fator de risco para as doenças cardiovasculares, incluindo os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais".

"Também pode levar a outros problemas de saúde graves, como insuficiência renal, perda de visão, insuficiência cardíaca. O problema da hipertensão é que também é vulgarmente designada por "assassina silenciosa", porque pode existir sem sintomas visíveis durante anos e pode levar a complicações graves se não for tratada", acrescentou.

Quantas pessoas na Europa têm tensão arterial elevada?

Cerca de um quarto das pessoas na União Europeia sofre de tensão arterial elevada, de acordo com os dados do Eurostat, o serviço de estatística do bloco.

De acordo com os últimos dados disponíveis, o número de pessoas com tensão alta varia consoante os países da UE, oscilando entre 37% das pessoas na Croácia e 12% na Irlanda.

De acordo com os dados, para além de ser o país mais atingido, a Croácia também registou um grande aumento no número de pessoas com hipertensão entre 2014 e 2019.

"Embora não possamos ter a certeza das razões exatas para o aumento dos dados de hipertensão comunicados para a Croácia entre 2014 e 2019, a hipertensão é um dos problemas de saúde pública mais significativos na Croácia", disse Ana Ivičević Uhernik, do Instituto Croata de Saúde Pública, referindo-se ao aumento da pressão arterial elevada comunicada, mostrado no Inquérito Europeu de Saúde por Entrevista.

Um estudo liderado por Ivičević Uhernik e publicado no ano passado concluiu que havia uma elevada prevalência de hipertensão na Croácia e "uma proporção significativa, embora menor do que o esperado, de hipertensão não diagnosticada".

"Devido ao envelhecimento da população croata e ao aumento da prevalência da obesidade, esperamos que a prevalência da hipertensão aumente ainda mais no futuro", disse à Euronews Health.

Entretanto, de acordo com a Blood Pressure UK, cerca de um em cada três adultos tem pressão arterial elevada em Inglaterra, o que corresponde à média mundial.
O que é que as pessoas podem fazer para tratar ou prevenir a hipertensão?

"Há muitas coisas que se podem fazer e, normalmente, estão relacionadas com o estilo de vida", diz Ward, acrescentando, no entanto, que as pessoas "não podem evitá-la totalmente porque todas as pessoas com mais de 65 anos podem potencialmente ter pressão arterial elevada porque é uma doença do envelhecimento".

Mudanças no estilo de vida, como não fumar, reduzir o consumo de álcool, não adicionar mais sal aos alimentos e adotar uma dieta saudável com alimentos frescos podem ajudar.

Estudos demonstraram também que uma dieta de estilo mediterrânico, rica em legumes frescos, gorduras saudáveis e peixe, pode reduzir o risco de hipertensão. Os especialistas dizem que as pessoas também devem fazer exercício e manter um peso saudável.

"A gestão do stress na nossa vida quotidiana agitada é muito importante", acrescentou Ladeiras Lopes, bem como a monitorização regular.

Capacitar os doentes

Ward, que também responde a perguntas como parte da linha de apoio da British Heart Foundation, disse que recebem uma "quantidade muito significativa de perguntas sobre a tensão arterial elevada".

"Tentamos dar aos doentes a possibilidade de a gerirem eles próprios em casa", disse ela, por exemplo, adquirindo um aparelho de medição da tensão arterial e mantendo um diário para ver quando sobe, bem como falando com um médico para falar sobre possíveis mudanças no estilo de vida.

Existem também medicamentos disponíveis para ajudar as pessoas a gerir a tensão arterial elevada.

O mais importante é "conhecer os seus números", afirmou.

Ladeiras Lopes afirma que se trata de uma "preocupação global", acrescentando que as directrizes sobre hipertensão da Sociedade Europeia de Cardiologia deverão ser actualizadas este ano.

"O envelhecimento é um fator de risco. É também importante considerar a urbanização e as alterações do estilo de vida. Porque conduzem a uma redução da atividade física e a um aumento do consumo de alimentos processados, bem como a níveis mais elevados de stress", disse, que devem ser abordados.

segunda-feira, 8 de maio de 2023

O abacate e as suas vantagens nutricionais

Logo em pequenos, aprendemos que devemos comer fruta, porque ela é muito importante para a nossa saúde.

Cada uma delas tem as suas propriedades e vantagens nutricionais específicas, e as vitaminas que nos fornecem, protegem o nosso organismo de alguns males.

Como gosto muito de abacate, pesquisei sobre o tema para ficar mais informada, e encontrei em lusiadas.pt o seguinte artigo, que partilho:


Abacate: já conhece as suas vantagens nutricionais?

O abacate ajuda a reduzir os níveis de colesterol e triglicéridos e é um bom protetor cardiovascular, explica Ana Rita Lopes, coordenadora da unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa.

O abacate ou pera abacate, como também pode ser designado, é o fruto do abacateiro, oriundo da América do Sul. Apesar de necessitar de um clima subtropical para se desenvolver, o seu consumo em Portugal já é possível durante todo o ano devido à existência de plantações no sul do país.

Este fruto tem gerado muita curiosidade para os consumidores devido a todas as suas propriedades nutricionais, tendo sido notado o aumento do seu consumo. Tendo em conta a sua composição nutricional, o abacate pode integrar variadas dietas, desde dietas hipocalóricas para perda de peso a dietas hipercalóricas para ganho de peso ou adaptadas à prática desportiva.

Principais propriedades e benefícios para a saúde

O abacate é conhecido por ser maioritariamente composto por gorduras monoinsaturadas, que são as gorduras saudáveis para o organismo e que produzem vários benefícios para a saúde. Entre eles destacam-se os benefícios ao nível da redução dos níveis de colesterol e triglicéridos, revelando-se um bom protetor cardiovascular.

O abacate é um fruto nutricionalmente rico em vitaminas e minerais, das quais se destacam as vitaminas A, C, B6 e E. Estas vitaminas intervêm ao nível da função imunitária, protegendo o organismo contra agentes externos, atuam ao nível do desenvolvimento ósseo, participam na síntese de colagénio ao nível da pele e tecidos e contêm propriedades antioxidantes. Ao nível dos minerais presentes no abacate, destacamos ainda o potássio e o magnésio que desempenham funções importantes no organismo como, por exemplo, ao nível do metabolismo e do controlo da pressão arterial.

Como consumir o abacate?

A porção de abacate a consumir é de cerca de 160g. Esta fruta é apreciada devido a todas as suas propriedades nutricionais, pelo seu sabor suave e textura cremosa, destacando-se também pela sua versatilidade de utilização.

O abacate é consumido habitualmente cru, mas também pode ser cozinhado. Existem diversas formas distintas de o integrar nas refeições, desde cortado em cubos misturado com massas e saladas, a ingerido sob forma de pasta (como guacamole) com tostas ou pão, em molhos, batidos ou até mesmo sopas ou sobremesas.

Conheça as vantagens nutricionais do abacate
imagem obtida in lusiadas.pt

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

A China não aceita restrições impostas aos viajantes chineses em vários países

 

COVID-19 Wave Hits Confused Chinese Public Hard
imagem obtida em https://foreignpolicy.com/2022/12/30/
china-covid-deaths-zero-covid-xi-jinping-government-trust-beijing/



O que está a passar-se na China é um verdadeiro drama, mas os outros países do mundo também têm de se precaver. 

O problema parece ser proveniente do facto de a China não prestar informação suficiente e credível sobre  o que se passa no seu país em relação à Covid 19.

Partilho, mesmo assim, o que a euronews. noticia:
(pt.euronews.com  03.01.2023  artigo de Teresa Bizarro)

Restrições aos viajantes chineses são "inaceitáveis"

"Inaceitáveis" - é a palavra que o governo chinês escolhe para qualificar as restrições impostas por vários países aos viajantes provenientes da China por causa da Covid-19. O adjetivo vem com a ameaça da imposição de "medidas recíprocas".

Nas últimas semanas, Pequim começou a levantar as restrições à circulação impostas há quase três anos por causa da pandemia de Covid-19. O número de casos da doença disparou e a comunidade internacional queixa-se de falta de informação credível sobre a evolução da doença no país.

A porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros diz que o país está disposto a "reforçar a comunicação com a comunidade internacional e a trabalhar em conjunto para superar a epidemia". Mao Ning considera no entanto que as restrições carecem de base científica e insinua que as medidas são tentativas de "manipulação" com fins políticos.

"Esta decisão carece de base científica e algumas práticas são inaceitáveis. Opomo-nos firmemente a quaisquer tentativas de manipulação de medidas de prevenção de epidemias com vista a atingir objectivos políticos. Adoptaremos medidas compensatórias com base no princípio da reciprocidade," declarou em conferência de imprensa a porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

Ao todo, 12 países, incluindo França, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, reintroduziram testes obrigatórios de Covid-19 para passageiros que chegam da China. A União Europeia vai analisar uma abordagem conjunta numa reunião na quarta-feira.

O governo chinês, que durante os últimos anos adoptou uma estratégia de "zero COVID" que impunha duras restrições internas e externas, foi pressionado pela popuação a aliviar as medidas. Organizações não governamentais dão conta de uma explosão de casos que esgotaram já a capacidade de resposta dos hospitais e estimam mais de um milhão de mortos.

sábado, 10 de dezembro de 2022

Fernando Pádua - o médico do coração. Homenagem ao Professor

imagem obtida in lifestyle.sapo.pt




Presto a minha sentida homenagem a uma grande figura pública: a um Médico e Professor, que tanto lutou pelos bons hábitos de vida saudáveis dos portugueses. 

No fundo, a luta era para que tivéssemos uma boa qualidade de vida e, por isso, 

temos de lhe estar todos muito agradecidos! 

Quando se falava dele, ouvia-se as pessoas dizerem: "O Dr Fernando Pádua? Ah! Aquele médico do coração que anda sempre de lacinho"...

Ficará eternamente conhecido por tudo isso!

Morreu Fernando de Pádua, cardiologista pioneiro na medicina preventiva em Portugal

O profissional sempre defendeu uma visão preventiva para evitar a doença, através da divulgação de hábitos de vida saudáveis.

texto
Patrícia Santos

Fernando de Pádua, conhecido pelas lutas que empreendeu contra o tabagismo e o abuso do sal, morreu esta quinta-feira, 8 de dezembro, aos 95 anos de idade.

“É com enorme tristeza e consternação, que comunicamos a ‘partida’ do nosso muito querido professor! Deixou-nos hoje ao amanhecer. As palavras são poucas para agradecer o tanto que fez pelos Corações de todos nós! Lutou incansavelmente até ao fim dos seus dias para a melhor saúde e melhor qualidade de vida de cada um”, lê-se na nota da Fundação Professor Fernando de Pádua, aqui citada pelo “Jornal de Notícias”.

O profissional, conhecido como “professor do coração” ou “médico do lacinho”, pelo acessório que sempre usava, defendeu, incansavelmente, uma visão preventiva para evitar a doença, através da divulgação de hábitos de vida saudáveis e bem-estar.

Ao longo da carreira, o professor catedrático jubilado e presidente do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva foi fundador da Fundação Portuguesa de Cardiologia e cofundador da Sociedade Internacional de Eletrocardiografia. A Medalha de Ouro por Serviços Distintos, que recebeu em 1997 pelas mãos de Maria de Belém Roseira, então ministra da Saúde, e o Grande Colar de “Oficial da Ordem de Santiago da Espada”, atribuído em 2005 por Jorge Sampaio, Presidente da República na altura, são algumas das distinções conquistadas por Pádua.

Em 2007, o especialista foi agraciado com o Prémio Nacional de Saúde, como reconhecimento do seu “pioneirismo” e “dedicação do trabalho de promoção e prevenção”.

Manuel Pizarro, ministro da Saúde, já reagiu à perda. “Foi com profunda consternação que recebi a notícia do falecimento do professor Fernando de Pádua”, começa por dizer Pizarro, citado pelo “Notícias ao Minuto”. Este destacou ainda o papel “absolutamente pioneiro” do cardiologista na prática e divulgação da prevenção, assim como na educação para a saúde, “sempre em prol do bem-estar e da saúde dos portugueses”.

“Conciliou sempre as suas qualidades humanas, próximo, alegre e disponível, com a excelência profissional, ao dedicar uma parte substancial da sua vida à promoção de hábitos de vida saudáveis”, acrescentou, antes de concluir que o legado do profissional se perpetuará “no enorme lastro” do trabalho que deixa e na missa da fundação homónima.

FONTE: in nit.pt

domingo, 14 de novembro de 2021

Dia Mundial da Diabetes - escutemos os especialistas da Saúde!

in região-sul.pt


Segundo o que tenho lido na imprensa escrita, a diabetes afeta um milhão de portugueses,  e os especialistas chamam a atenção  para a importância de se controlar esta doença, diagnosticando mais cedo para se evitar a sua evolução.

Neste dia: 

Dia 14 assinala-se o Dia Mundial da Diabetes 

PM - diariOnline 12 Nov 2017 10:40 Saúde


Ainda que passe ao lado de muitas pessoas, a Diabetes é uma doença com prevalência crescente, e segundo dados de 2014, estima-se que 13,1% da população sofre desta doença, o que corresponde a mais de um milhão de portugueses, sendo que no Mundo, calcula-se que cerca de 422 milhões de pessoas tenham Diabetes e a tendência é para um aumento significativo nos próximos anos, prevendo-se que em 2025, existam cerca de 300 milhões de diabéticos.

Para a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, a incidência da diabetes é verdadeiramente preocupante, pois esta é considerada um equivalente de doença cardiovascular, sendo um dos fatores de risco mais importantes, pelo que para além das complicações vasculares, tais como o acidente vascular cerebral e o enfarte, estima-se que 1 em cada 10 diabéticos desenvolva insuficiência cardíaca, a pandemia do século XXI para a qual os cardiologistas vêm chamando a atenção.Nos últimos anos o aumento da obesidade infantil e juvenil, o sedentarismo e a dieta hipercalórica, rica em hidratos de carbono, tem levado ao aparecimento de diabetes em idades cada vez mais jovens, incluindo abaixo dos 18 anos.

No Dia Mundial da Diabetes, 14 de novembro, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta para a importância de manter um estilo de vida saudável, baseado em atividade física regular, alimentação saudável e controlo do peso corporal e de apostar na prevenção e na consciencialização da população para os sintomas, deste que é um dos maiores fatores de risco para a Doença Cardiovascular e um grave problema de Saúde Pública, com elevada morbilidade e mortalidade.

Para quem não sabe o que é a Diabetes, fique a saber que é uma doença causada pelo excesso de glucose no sangue. Em pessoas saudáveis, o pâncreas produz uma substância chamada insulina, que é responsável por levar a glucose até ao interior das células. No entanto, no caso dos diabéticos, a insulina pode não ser produzida ou não se encontra em quantidades suficientes para desempenhar a sua função.

Quanto aos vários tipos da Diabetes existentes, são:

Diabetes tipo I - É uma doença autoimune em que o próprio organismo destrói as células do pâncreas responsáveis por produzir insulina, o que faz com que a glucose aumente no sangue. Este tipo é mais comum entre crianças e jovens e não está diretamente relacionado com hábitos alimentares ou obesidade. Quem sofre deste tipo de diabetes tem de administrar insulina diariamente. A taxa de incidência é, apesar de tudo, baixa quando comparada com a Diabetes tipo II.

Diabetes tipo II - É o tipo mais comum desta doença e, neste caso, inicialmente, a quantidade de insulina produzida pelo organismo poderá ser exagerada em comparação com a que é produzida em pessoas saudáveis. Isto acontece porque o corpo precisa de mais insulina para que esta consiga desempenhar a sua função. Porém, com o passar do tempo, o organismo vai-se tornando resistente à insulina e os níveis de glucose vão começar a aumentar. A diabetes tipo II pode aparecer em pessoas de qualquer idade e está muito ligada à obesidade e hábitos alimentares pouco saudáveis, embora nem sempre seja o caso.

Diabetes gestacional - É um tipo de diabetes que aparece quando a mulher engravida (taxa de incidência de 1 em cada 20 grávidas), mesmo que anteriormente à gravidez nunca tenha apresentado sinais da doença. Embora normalmente desapareça após o parto, é importante que sejam tomadas medidas de prevenção para que não se venha a desenvolver diabetes tipo II. Há ainda outros tipos de diabetes causados por patologias no pâncreas, sistema endócrino, ou nas células-beta (responsáveis pela produção de insulina).

in região-sul.pt


No que concerne aos factores de risco, é urgente alertar a população para os fatores de risco, como o excesso de peso/obesidade, alimentação desequilibrada, sedentarismo, historial de diabetes na família, pressão arterial elevada e diabetes gestacional prévia.

Porque prevenir é melhor que remediar, para além dos fatores de risco, é igualmente imperativo consciencializar os portugueses para a prevenção desta doença. Relativamente à diabetes tipo I, não há medidas que possam ser tomadas no sentido de prevenir o seu aparecimento uma vez que se trata de uma doença autoimune. A diabetes tipo II é diferente, pois na maior parte dos casos está associada a hábitos de vida pouco saudáveis. Assim, é importante que se procure seguir um plano nutricional mais equilibrado e fazer exercício frequentemente.

Quanto a sintomas e diagnóstico, no caso da diabetes, um diagnóstico precoce faz a diferença, por isso o reconhecimento dos sintomas pode ser de extrema importância. Fome e sede constantes, boca seca, prurido no corpo, fadiga, visão turva e vontade de urinar com muita frequência são alguns dos principais sinais de alerta.

(FONTE: região-sul.pt)

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Adoçantes artificiais podem provocar sérios problemas na nossa saúde

Todos nós temos experiência de tomar refrigerantes, sumos, iogurtes, que se intitulam light nas suas embalagens; ou então, de comermos certo tipo de bolachas, biscoitos, que anunciam o seu fabrico com adoçantes, indicando metade das calorias...e tudo com o mesmo sabor natural e apetecível...

Partilho aqui, a partir da leitura dum post de um  Blog, informação fornecida por cientistas, o que nos obriga a refletir muito bem se queremos continuar a prejudicar o nosso organismo com esse tipo de bebidas ou alimentos! 

É claro que depois de nos inteirarmos como tudo se passa na realidade, e comprovado pela ciência, a vontade já não é nenhuma de continuar a ingeri-los...

Não há como ler essa informação no blog: 
https://chuva-bomtempo.blogspot.com/2021/06/adocantes-artificiais-podem-causar.html

sábado, 26 de junho de 2021

Adoçantes artificiais podem causar problemas sérios de saúde

Adoçantes artificiais comuns podem fazer com que bactérias intestinais saudáveis se tornem doentes e invadam a parede intestinal, podendo causar sérios problemas de saúde, revela um estudo liderado por uma universidade britânica.




Os cientistas afirmam que o trabalho, já publicado no International Journal of Molecular Sciences, é o primeiro a mostrar os efeitos patogénicos de alguns adoçantes artificiais amplamente usados (sacarina, sucralose e aspartame) em dois tipos de bactérias intestinais, E. coli (Escherichia coli) e E. faecalis(Enterococcus faecalis).

Estudos anteriores mostraram que os adoçantes artificiais podem alterar o número e o tipo de bactérias no intestino. A nova investigação molecular, liderada por académicos da Anglia Ruskin University (ARU), demonstrou que os adoçantes também podem tornar as bactérias patogénicas.

"Essas bactérias podem ligar-se, invadir e matar células Caco-2, que são células epiteliais que revestem a parede do intestino", explicam os autores do trabalho em comunicado publicado online na quinta-feira.

De acordo com os especialistas, bactérias como a E. faecalis, que atravessam a parede intestinal, podem entrar na corrente sanguínea e reunir-se nos gânglios linfáticos, fígado e baço, "causando várias infecções, incluindo septicemia".

Os resultados do estudo mostraram que numa concentração equivalente a duas latas de refrigerante "diet", os três adoçantes artificiais aumentaram significativamente a adesão de E. coli e E. faecalis às células intestinais Caco-2 e aumentaram a formação de biofilmes.

"Bactérias que crescem em biofilmes são menos sensíveis ao tratamento de resistência antimicrobiana e são mais propensas a toxinas e factores de virulência", moléculas que podem causar doenças, lê-se no comunicado.

Os três adoçantes fizeram com que as bactérias intestinais patogénicas invadissem as células Caco-2 encontradas na parede do intestino, com excepção da sacarina que não teve efeito significativo na invasão de E. coli.

Citado no documento, o autor principal do artigo, Havovi Chichger, professor de Ciências Biomédicas na Anglia Ruskin University (ARU), alertou que há uma grande preocupação com o consumo de adoçantes artificiais, com alguns estudos a mostrarem que podem afectar a camada de bactérias que sustentam o intestino, conhecido como microbioma intestinal.

"O nosso estudo é o primeiro a mostrar que alguns dos adoçantes mais comummente encontrados em alimentos e bebidas - sacarina, sucralose e aspartame - podem fazer com que bactérias intestinais normais e "saudáveis" se tornem patogénicas. Essas alterações incluem maior formação de biofilmes e aumento da adesão e invasão de bactérias nas células do intestino humano", sustentou.

(Fonte da notícia: LUSA/HN)

Publicada por Daniel Furtado à(s) 10:37

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Consumir sal com moderação...é conveniente!

Atualmente, o sal é considerado um 'vilão' para a saúde. Mas a verdade é que o sal é fundamental, porque os seus minerais exercem funções específicas e importantes dentro do organismo. É tudo uma questão de moderação e de escolhas inteligentes. 


Assim como o sal refinado, o sal marinho é formado por cloreto de sódio e obtido a partir da evaporação da água do mar com a diferença de não passar pelo processo de refinação, o que faz com o tempero mantenha os minerais e os nutrientes. 

Isto significa que o sal marinho é mais saudável que o refinado, já que além de não passar pela refinação, contém menos sódio. O sal refinado perde quase todo o seu valor nutricional, obrigado a ser alterado com uma série de aditivos, como o iodo. 

Benefícios do sal marinho

Reforça o sistema imunitário
É um aliado à perda de peso
Excelente contra doenças de pele (tome um banho de sal)
Ajuda o corpo a lidar com stress
O potássio presente no sal é essencial para o bom funcionamento dos músculos
Ajuda os ossos a manterem-se fortes
Faz com que o corpo mantenha os níveis de açúcar regulares, combatendo a diabetes

in notíciasaominuto.com



https://revista.sociedadedamesa.com.br/2015/10/ingredientes-flor-de-sal/

terça-feira, 4 de maio de 2021

COVID-19: vamos atingir imunidade de grupo no verão? Parece que não...

Apesar de a situação ter melhorado um pouco no nosso país e pensando nós que já poderíamos "respirar" um pouco mais, saindo, frequentando certos lugares ou até deslocando-nos, enfim, quase "refazendo" a vida de antigamente, qual não é o nosso espanto, quando surge um artigo como o que transcrevo depois desta minha pequena introdução.

Dá logo vontade de recuar, mas não só: acabamos por nos interrogar: "Mas, afinal, o que é que eu faço?" "Já posso sair à vontade, embora com as devidas precauções?" "Posso ir visitar a minha família?" "Posso viajar dentro do país nas férias?" As interrogações são inúmeras, ficando sem resposta à vista; mas, entretanto, o medo e o receio já voltaram a instalar-se.

Eu sei que a vida continua, mas "dados são dados" e quem os transmite são os técnicos que estudam o assunto, entregando a sua vida à descoberta de soluções para os males que nos assolam. Portanto, há que ouvi-los e confiar neles.

Quando veremos o fim desta situação?


imagem in ionline.sapo.pt
(Helen Johnson)



O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, o organismo de saúde pública da UE, passou a fazer projeções para a evolução da pandemia. Para Portugal, a tendência é de estabilização, mas não se descarta uma nova onda em maio. Helen Johnson, técnica do ECDC e especialista em modelação – no último ano dedicada à covid-19 – diz, em entrevista ao Nascer do SOL, que a sua maior preocupação neste momento não são variantes ou relutância vacinal mas a complacência. ‘Torna-nos extremamente impopulares dizer que ainda não estamos livres’.

O ECDC lançou uma nova plataforma com projeções para a evolução da pandemia. Um ano depois, e nesta altura em que há mais otimismo, ainda são necessárias?

Continuamos sem saber o que vai acontecer. A evolução continua a depender de vários fatores, de como o programa de vacinação se desenrola, o que depende do abastecimento, da toma. Temos de ter em conta as variantes em circulação, que variantes emergem, que variantes substituem outras, se a vacina é adequada para proteger da doença no caso de novas variantes. Depende de medidas não farmacológicas como confinamento ou o uso de máscaras e de como é que as pessoas se comportam quando são vacinadas. Por isso, ainda há muitos fatores a combinar e que afetam o futuro desenvolvimento da doença na Europa. Portanto, diria que estamos longe de chegar ao fim ou de sermos capazes de tirar as mãos do volante e dizer isto vai seguir este curso previsível, seguramente não estamos aí.

Ouvimos por um lado essa incerteza, por outro a afirmação de que vamos chegar à imunidade de grupo no verão quando 70% da população estiver vacinada. Onde é que estamos na maratona da pandemia?

O objetivo primário da vacinação não é obter imunidade de grupo. Os objetivos primários são reduzir a pressão nos hospitais e prevenir casos muito graves que levam à morte. Isto é diferente de a vacinação ter como objetivo primário prevenir a transmissão do vírus. Reduzir a circulação do vírus pode ser desejável, mas na realidade vai ser muito difícil de atingir e se continuarmos a ter novas variantes não vamos querer tirar os olhos da bola.

Há o argumento de que tentar interromper por completo a circulação poderia ser contraproducente, porque assim a população, mais protegida, acaba por ir estando em contacto com novas mutações, como na gripe.

É um tema bastante complexo, o nível de circulação do vírus pode influenciar a emergência de novas variantes. O vírus sofre uma pressão evolutiva: poderá ter mais mutações quando é suprimido porque tem de competir mais. Este tipo de coisas não são algo que consigamos modelar nas projeções. A vantagem deste hub é que de facto existem muitos modelos diferentes, que fazem assunções diferentes. Uns têm em conta as novas variantes, outros vão especificamente olhar para as medidas em vigor nos países em cada momento e outros são apenas estatísticos: ‘esta é a tendência atual e, se se mantiver, a linha continua assim’. Portanto, temos muitos cientistas em vários países a olhar para a questão de várias maneiras e o que fizemos foi não apenas juntar estes modelos todos para que os possamos comparar numa mesma plataforma, mas combiná-los num modelo conjunto, o que permite reduzir a incerteza e conseguirmos previsões mais precisas. Mesmo que estivéssemos no final desta história, e não estamos, é uma plataforma importante, porque há sempre outros vírus e outras ameaças a que temos de estar atentos.

O sarampo por exemplo?

No caso do sarampo seria difícil usar um modelo assim. Há um elemento aleatório. Sabemos que os surtos são mais prováveis quando a taxa de vacinação é baixa mas, como na maioria dos locais estamos muito perto da linha da imunidade de grupo (95% vacinados), depende muito de haver um caso importado e do comportamento das pessoas. Mas, por exemplo, pode ser usado na gripe ou na dengue. Temos colaborado muito com o CDC nos EUA no desenvolvimento destas ferramentas. O CDC faz projeções da gripe há oito ou nove anos e tínhamos falado de termos um hub destes antes da emergência da covid-19. E por isso acreditamos que ter esta comunidade de pessoas que se conhece, que cria hábitos de trabalho, que tem esta plataforma é muito positivo porque significa que estamos prontos. E é uma ferramenta versátil, que pode ser adaptada. Estamos melhor preparados para a próxima vez.

Para já, e voltando um pouco atrás, não acredita que vamos atingir a imunidade de grupo no verão?

Não é o objetivo primário da vacinação. Estamos a tentar impedir mortes e que os hospitais fiquem sobrecarregados. Na realidade nem é claro quantas pessoas têm de ser vacinadas para se atingir a imunidade de grupo nesta doença. Quando as pessoas dão números…

Os 70% de população vacinada...

Quando se diz 70%, está a fazer-se uma assunção importante, que é que as pessoas se misturam de maneira igual. Ou seja, quando sai da porta do seu prédio é tão provável encontrar-se com alguém que é exatamente igual a si ou completamente diferente, que é tão provável encontrar-se com alguém que vive no seu prédio como com alguém que vive no fim da rua. Que hoje vai estar com pessoas diferentes daquelas com quem esteve ontem. É completamente irrealista. As pessoas tendem a interagir por grupos e dentro de grupos com pessoas que são semelhantes entre si, por exemplo idades semelhantes. Portanto a ideia de que todas as pessoas se misturam de forma aleatória tem falhas e, se estamos a dizer que a imunidade está nos 70%, basicamente ficamos abertos a grandes surtos em comunidades onde pode haver várias pessoas em risco.

Tinha de haver maior cobertura vacinal para haver uma barreira mais efetiva na transmissão?

Sim, se quiséssemos reduzir o risco de grandes surtos, e vai haver sempre alguns surtos mesmo no limiar da imunidade de grupo, tínhamos de ir além de 70% em todas as comunidades, em todos os locais, em todos os grupos de pessoas. Não pode haver grupos de pessoas que digam que não querem ter a vacina...

Neste momento não estão ainda a ser vacinadas crianças, o que significa que com 70% dos adultos vacinados teremos 58% da população vacinada.

Sim, o vírus não seria eliminado sem a vacinação de crianças. Portanto, o objetivo não é imunidade de grupo e acho que mesmo que não houvesse estas questões em torno do abastecimento das vacinas não seria atingido. O que é esperado é que o programa de vacinação até ao verão tenha reduzido radicalmente o número de pessoas que estão em risco de morrer ou de ficar severamente doentes.

Pelo efeito da vacinação ou pela sazonalidade? 

Não sabemos muito sobre qual será a sazonalidade deste vírus. Tudo o que vimos até aqui da covid-19 foi influenciado pelas políticas e medidas não farmacológicas que foram implementadas. Basicamente, não temos nenhuma ideia da sazonalidade, porque tivemos enormes alterações de comportamentos que ensombraram as características naturais do vírus. Portanto, para o resto de 2021 o número de casos de covid-19 e o número de mortes vai continuar a resultar de escolhas políticas. O que aconteceu no ano passado foi totalmente moldado pelas decisões de abrir e fechar sociedades, abrir e fechar restaurantes, deixar ou não deixar as pessoas viajar. Este ano também temos as vacinas nesta equação, as escolhas podem ser diferentes e ter diferentes efeitos, mas ainda assim o resultado continuará a ser guiado pelas escolhas que são feitas pelas pessoas, tanto a nível pessoal, como a nível comunitário, como a nível governamental.

Nas projeções que fazem para a Europa e também para Portugal, a epidemia permanece estável nas próximas semanas, mas há um grande intervalo de incerteza em que pode haver um aumento de casos e mortes. Qual é a leitura: não estamos prontos para um verão calmo?

Sim, não estamos prontos para o verão. O que dá para ver no hub é que a faixa de incerteza nas projeções aumenta à medida que nos afastamos no tempo. E isso é fácil de perceber: conseguimos ter mais certezas sobre o que vai acontecer daqui a cinco minutos do que para a próxima semana. Mas o que o modelo tem em conta é que existe incerteza sobre as escolhas que vão ser feitas, em como é que as pessoas vão alterar os seus comportamentos daqui para a frente. Há muitos modeladores que se sentem muito desconfortáveis em fazer projeções a quatro semanas. E, se vamos fazê-lo, é preciso tentar perceber o que significa toda aquela incerteza. Uma coisa interessante deste projeto é que temos reuniões semanais, em que podemos debater ideias e trocar informações.

Têm modeladores portugueses?

Penso que não temos, mas estamos em contacto com pessoas em Portugal e queremos continuar a recrutar modeladores. Até pode ser uma equipa que faça só a modelação de Portugal.

Havendo uma nova onda de infeções, será menor do que as anteriores?

Mais uma vez, depende de muitos fatores. Seguramente há mais pessoas vacinadas e menos pessoas suscetíveis até pela infeção natural, mas se houver uma nova variante que implique que essa imunidade já não funciona tão bem e se reabrirmos tudo não há nenhuma razão para não ser pelo menos tão grande como as vagas anteriores. Acho que temos de manter este sentido de cautela. Lembro-me de ter conversas em maio do ano passado em que se dizia ‘estamos cansados’, ‘não vamos conseguir manter o público a bordo’. Foi há um ano. Torna-nos extremamente impopulares dizermos que ainda não estamos livres (out of the woods) mas há muitas coisas a ter em conta.

Temos visto em Portugal mais infeções diagnosticadas em jovens, o que é menos problemático em termos de doença. A ideia de que os mais vulneráveis estão mais protegidos quando só 40% da população tem algum tipo de proteção pode dar alguma falsa segurança?

O objetivo primário do programa de vacinação é dar proteção a quem está em maior risco. No entanto, se as pessoas relaxarem muito cedo e começarem a misturar-se livremente, o aumento da transmissibilidade do vírus pode ultrapassar os benefícios vistos até aqui.

No final do ano passado, como agora, havia otimismo. Sente desvanecer-se esse sentido de cautela ou percebe que é preciso transmitir esperança?

Precisamos de esperança mas também de manter um entendimento dos diferentes fatores em jogo. Tem sido um grande desafio ao longo dos últimos 16 meses perceber como é que o vírus funciona, como é que as pessoas se comportam numa situação como nunca viveram, como equilibrar os custos de limitar agora a sociedade e os custos que vamos ter, porque há outros custos de saúde, outros custos sociais associados a este fechar da sociedade. Acho que não temos de ser pessimistas, mas temos de continuar a ter uma avaliação firme e racional da situação em que estamos e não nos deixarmos levar pelo grande desejo que todos temos de que tudo isto acabe.

Como já disse, tem havido vários modelos, previsões, que quando não acertam são por vezes postos em causa. Sente que existe uma descredibilização ou da parte dos decisores há interesse nos dados?

Há um frase famosa entre os modeladores, atribuída a George Box, estatístico, que diz ‘todos os modelos estão errados e alguns são úteis’. Os modeladores estão muito conscientes das suas limitações e da incerteza. Um bom modelador é sempre muito zeloso daquilo que o seu modelo consegue dizer, do que não consegue e como é que pode ser ser usado. Falei com muitos decisores, políticos, ao longo dos anos e especialmente no último. Acho que quando se percebe o que este tipo de ferramentas nos pode dar em termos de cenários, a informação é útil. Claro que são conceitos difíceis de interiorizar quando uma pessoa precisa de fazer uma coisa concreta, definir uma medida para a sua população. Mas para pesar decisões, para pensar o que pode ou não acontecer, os modelos matemáticos podem dar-nos das melhores visões. Não é só dizer o que pode ou não acontecer, mas perceber fatores. Se um modelo por exemplo não representar a realidade que vivemos, podemos perguntar: o que será que não tivemos em conta? Não incluímos o uso de máscara? A emergência de uma variante mais transmissível?

O modelo pode dar respostas que não correspondem ao que realmente provocou a situação.

O que fazemos é calibrar o modelo de forma a representar o que aconteceu até ao dia de hoje e, se conseguirmos fazer isso, podemos ter mais confiança nas projeções. Temos de ir monitorizando para perceber até que ponto o modelo continua a representar bem as coisas até ao dia de hoje.

Qual é a sua maior preocupação: são variantes, menor uso de máscaras, relutância vacinal?

A complacência.

Com o vírus.

Sim, mais do que qualquer outro fator.

E como se transmite aos decisores?

Com conversas muito parecidas com esta. Digo ‘não se esqueçam’. Não se esqueçam que 70% não vai dar imunidade de grupo. Não se esqueçam que as variantes vão continuar a emergir. Não se esqueçam que as pessoas vão querer correr lá para fora. Não se esqueçam. Não é agradável. Não é uma mensagem que alguém queira ouvir, mas temos de manter a energia e continuar.

encontrei em:   ionline.sapo.pt por Marta F. Reis  01.05.2021