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domingo, 2 de novembro de 2025

Vitamina D: comemora-se hoje o seu dia! Vantagens: lê-las para as conhecer

Deficiência de Vitamina D - Dra. Sílvia Souza - Endocrinologia e Metabologia
imagem obtida in: https://drasilviasouza.med.br

Com a devida vénia, partilho este artigo sobre a importância da Vitamina D
 nas nossas vidas, mantendo o equilíbrio mineral do nosso organismo.

(A FONTE é referida no final do artigo)


Vitamina D: O que a torna tão importante?

Colaboração


Apesar de Portugal ser um país com bastante sol, cerca de 78% da população apresenta níveis insuficientes de vitamina D.

Trata-se de uma epidemia silenciosa que pode ter consequências para a saúde, uma vez que esta desempenha um papel essencial no sistema imunitário, na saúde dos ossos e até na prevenção de doenças como a depressão.

O que é e para que serve?

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel. Essencial para manter o equilíbrio mineral do organismo, em particular para a regulação dos níveis de cálcio e de fósforo no sangue. As formas mais importantes são a vitamina D3 (colecalciferol) e a vitamina D2 (ergocalciferol). 

As principais funções destes compostos incluem: Absorção intestinal de cálcio e fósforo;
Manutenção do normal funcionamento do sistema imunitário;
Crescimento e normal desenvolvimento dos ossos e dentes;
Diminuição do risco de desenvolver doenças infeciosas.

Inúmeros estudos têm procurado estabelecer o papel desta vitamina na prevenção de doenças como a gripe sazonal e a depressão. Assim como do seu impacto na redução do risco de doenças crónicas como a Diabetes Mellitus tipo 2 e doenças cardíacas.

Quais as principais fontes de Vitamina D?

Uma pessoa saudável necessita de 600 a 800 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia, que podem ser obtidas através da: Exposição Solar 

A principal fonte natural desta vitamina é a síntese dérmica, que ocorre através da exposição da pele à luz solar, levando à formação da vitamina D3 (colecalciferol). Estima-se que uma breve exposição dos braços e do rosto seja equivalente à ingestão de cerca de 200 unidades internacionais (UI) por dia. No entanto, é importante lembrar que apanhar sol de forma prolongada e desprotegida pode ter riscos para a saúde. Por isso, deve ser feita com precaução e com as devidas medidas de proteção. 

Alimentação

A grande maioria dos alimentos não contém Vitamina D, sendo poucos os que são naturalmente ricos neste composto. Alguns que podem contribuir para o seu reforço incluem: 
Óleo de fígado de peixe; 
Peixes gordos (atum, salmão, sardinha, entre outros); 
Carne vermelha; 
Ovos, principalmente a gema;
Alguns cogumelos. 

Atualmente, existem vários alimentos processados fortificados com Vitamina D, como certos produtos lácteos e cereais de pequeno-almoço.

Suplementação

Quando as análises revelam uma deficiência de vitamina D e existem fatores não modificáveis que contribuem para esse défice ou dificultam a sua absorção, o médico poderá recomendar a suplementação. Atualmente, existe uma ampla variedade de suplementos disponíveis no mercado, mas a sua toma deve ser sempre feita sob orientação de um profissional de saúde, que avaliará a solução mais adequada a cada caso.

Cuidados na suplementação:

É importante não exceder a dose recomendada de vitamina D, pois o seu excesso pode levar a efeitos colaterais como hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue).
Pessoas com patologias como, insuficiência renal, hipercalcemia e hiperparatireoidismo, devem ter especial cuidado ao tomar suplementos de vitamina D.

Possíveis problemas de saúde associados ao défice de Vitamina D

As manifestações clínicas variam consoante a gravidade e a duração da carência. A maioria dos doentes tem um défice ligeiro a moderado, sendo geralmente assintomáticos. Contudo, quadros mais severos estão associados a alguns problemas, tais como:

Osteomalacia: A osteomalacia no adulto e a osteomalacia e raquitismo na criança são algumas das consequências possíveis, apesar de atualmente serem incomuns. Os sintomas associados incluem dor óssea, fraqueza muscular, fraturas e dificuldade na marcha.

Esclerose Múltipla: Em 2006, nos Estados Unidos da América, um estudo demonstrou que indivíduos com défice de vitamina D têm duas vezes maior probabilidade de desenvolver esta doença.

Doenças coronárias: Tais como a angina de peito, o enfarte do miocárdio, a insuficiência cardíaca e a doença arterial periférica.

Grupos de Risco: As crianças, por estarem em fase de crescimento, são particularmente suscetíveis a doenças esqueléticas associadas à falta de vitamina D. Contudo, condições como a osteomalacia (ossos desmineralizados e mais frágeis) ou o raquitismo, são atualmente raras nos países desenvolvidos. 

Os idosos são particularmente vulneráveis ao défice de vitamina D, devido à diminuição da ingestão diária de alimentos e da exposição solar, à redução da espessura da pele, a dificuldades na absorção intestinal e a alterações do metabolismo. A osteomalacia, associada à fraqueza muscular, leva a um aumento muito significativo do risco de fraturas. 

Quanto às grávidas, a carência de vitamina D é frequente, sobretudo durante os meses de inverno. Está associada a um aumento do risco de pré-eclampsia, diabetes gestacional e parto prematuro. Os fetos de mulheres com défice desta vitamina podem apresentar atraso no crescimento, baixa estatura, , maior risco de vir a desenvolver asma e um sistema imunitário menos capaz.

REVISÃO CIENTÍFICA: Dra. Sofia Guimarães

FONTE: Hospital Lusíadas Paços de Ferreira 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

O abacate e as suas vantagens nutricionais

Logo em pequenos, aprendemos que devemos comer fruta, porque ela é muito importante para a nossa saúde.

Cada uma delas tem as suas propriedades e vantagens nutricionais específicas, e as vitaminas que nos fornecem, protegem o nosso organismo de alguns males.

Como gosto muito de abacate, pesquisei sobre o tema para ficar mais informada, e encontrei em lusiadas.pt o seguinte artigo, que partilho:


Abacate: já conhece as suas vantagens nutricionais?

O abacate ajuda a reduzir os níveis de colesterol e triglicéridos e é um bom protetor cardiovascular, explica Ana Rita Lopes, coordenadora da unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa.

O abacate ou pera abacate, como também pode ser designado, é o fruto do abacateiro, oriundo da América do Sul. Apesar de necessitar de um clima subtropical para se desenvolver, o seu consumo em Portugal já é possível durante todo o ano devido à existência de plantações no sul do país.

Este fruto tem gerado muita curiosidade para os consumidores devido a todas as suas propriedades nutricionais, tendo sido notado o aumento do seu consumo. Tendo em conta a sua composição nutricional, o abacate pode integrar variadas dietas, desde dietas hipocalóricas para perda de peso a dietas hipercalóricas para ganho de peso ou adaptadas à prática desportiva.

Principais propriedades e benefícios para a saúde

O abacate é conhecido por ser maioritariamente composto por gorduras monoinsaturadas, que são as gorduras saudáveis para o organismo e que produzem vários benefícios para a saúde. Entre eles destacam-se os benefícios ao nível da redução dos níveis de colesterol e triglicéridos, revelando-se um bom protetor cardiovascular.

O abacate é um fruto nutricionalmente rico em vitaminas e minerais, das quais se destacam as vitaminas A, C, B6 e E. Estas vitaminas intervêm ao nível da função imunitária, protegendo o organismo contra agentes externos, atuam ao nível do desenvolvimento ósseo, participam na síntese de colagénio ao nível da pele e tecidos e contêm propriedades antioxidantes. Ao nível dos minerais presentes no abacate, destacamos ainda o potássio e o magnésio que desempenham funções importantes no organismo como, por exemplo, ao nível do metabolismo e do controlo da pressão arterial.

Como consumir o abacate?

A porção de abacate a consumir é de cerca de 160g. Esta fruta é apreciada devido a todas as suas propriedades nutricionais, pelo seu sabor suave e textura cremosa, destacando-se também pela sua versatilidade de utilização.

O abacate é consumido habitualmente cru, mas também pode ser cozinhado. Existem diversas formas distintas de o integrar nas refeições, desde cortado em cubos misturado com massas e saladas, a ingerido sob forma de pasta (como guacamole) com tostas ou pão, em molhos, batidos ou até mesmo sopas ou sobremesas.

Conheça as vantagens nutricionais do abacate
imagem obtida in lusiadas.pt

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Adoçantes artificiais podem provocar sérios problemas na nossa saúde

Todos nós temos experiência de tomar refrigerantes, sumos, iogurtes, que se intitulam light nas suas embalagens; ou então, de comermos certo tipo de bolachas, biscoitos, que anunciam o seu fabrico com adoçantes, indicando metade das calorias...e tudo com o mesmo sabor natural e apetecível...

Partilho aqui, a partir da leitura dum post de um  Blog, informação fornecida por cientistas, o que nos obriga a refletir muito bem se queremos continuar a prejudicar o nosso organismo com esse tipo de bebidas ou alimentos! 

É claro que depois de nos inteirarmos como tudo se passa na realidade, e comprovado pela ciência, a vontade já não é nenhuma de continuar a ingeri-los...

Não há como ler essa informação no blog: 
https://chuva-bomtempo.blogspot.com/2021/06/adocantes-artificiais-podem-causar.html

sábado, 26 de junho de 2021

Adoçantes artificiais podem causar problemas sérios de saúde

Adoçantes artificiais comuns podem fazer com que bactérias intestinais saudáveis se tornem doentes e invadam a parede intestinal, podendo causar sérios problemas de saúde, revela um estudo liderado por uma universidade britânica.




Os cientistas afirmam que o trabalho, já publicado no International Journal of Molecular Sciences, é o primeiro a mostrar os efeitos patogénicos de alguns adoçantes artificiais amplamente usados (sacarina, sucralose e aspartame) em dois tipos de bactérias intestinais, E. coli (Escherichia coli) e E. faecalis(Enterococcus faecalis).

Estudos anteriores mostraram que os adoçantes artificiais podem alterar o número e o tipo de bactérias no intestino. A nova investigação molecular, liderada por académicos da Anglia Ruskin University (ARU), demonstrou que os adoçantes também podem tornar as bactérias patogénicas.

"Essas bactérias podem ligar-se, invadir e matar células Caco-2, que são células epiteliais que revestem a parede do intestino", explicam os autores do trabalho em comunicado publicado online na quinta-feira.

De acordo com os especialistas, bactérias como a E. faecalis, que atravessam a parede intestinal, podem entrar na corrente sanguínea e reunir-se nos gânglios linfáticos, fígado e baço, "causando várias infecções, incluindo septicemia".

Os resultados do estudo mostraram que numa concentração equivalente a duas latas de refrigerante "diet", os três adoçantes artificiais aumentaram significativamente a adesão de E. coli e E. faecalis às células intestinais Caco-2 e aumentaram a formação de biofilmes.

"Bactérias que crescem em biofilmes são menos sensíveis ao tratamento de resistência antimicrobiana e são mais propensas a toxinas e factores de virulência", moléculas que podem causar doenças, lê-se no comunicado.

Os três adoçantes fizeram com que as bactérias intestinais patogénicas invadissem as células Caco-2 encontradas na parede do intestino, com excepção da sacarina que não teve efeito significativo na invasão de E. coli.

Citado no documento, o autor principal do artigo, Havovi Chichger, professor de Ciências Biomédicas na Anglia Ruskin University (ARU), alertou que há uma grande preocupação com o consumo de adoçantes artificiais, com alguns estudos a mostrarem que podem afectar a camada de bactérias que sustentam o intestino, conhecido como microbioma intestinal.

"O nosso estudo é o primeiro a mostrar que alguns dos adoçantes mais comummente encontrados em alimentos e bebidas - sacarina, sucralose e aspartame - podem fazer com que bactérias intestinais normais e "saudáveis" se tornem patogénicas. Essas alterações incluem maior formação de biofilmes e aumento da adesão e invasão de bactérias nas células do intestino humano", sustentou.

(Fonte da notícia: LUSA/HN)

Publicada por Daniel Furtado à(s) 10:37