sábado, 20 de abril de 2013

Origem e Significado da palavra "MATURIDADE"

MATURIDADE

"Quero felicitar a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos de Portugal e Irlanda" (Olli Rehn, vice-presidente da Comissão Europeia).

Significado:
  • estado de desenvolvimento completo de um fruto ou uma semente
  • fase da vida em que se atinge a plenitude das faculdades
Origem:

  • do latim maturitas, que vem de maturus (que vem cedo; em pleno desenvolvimento e em momento favorável).
Banca:
  • segundo o dicionário Inglês-Português, de Houaiss e Cardim, maturidade, em linguagem financeira, é o mesmo que vencimento.
Portugal:
  • a utilização do termo na área financeira remonta a 1815. Portugal solicitou em 1977/78, assistência para avaliar o défice, a subida do desemprego e do preço da energia. Para o efeito, recebeu uma tranche de 42,4 milhões de euros, e uma segunda de 57,4 milhões
(segundo leitura efetuada na revista Sábado, nº 468, de 18 a 24 abril, 2013)

Poema escolhido para nos distrair do défice, do desemprego, e de tudo o que vai mal no nosso país...um novo tempo chegará e, com ele, mais esperança...! 
                                                               

Maturidade
Quando a vida chega numa altura,

Permitindo-nos o mundo contemplar

Com olhos cheios de amor e ternura,

Um novo tempo logo vai começar.


É como revitalizar uma velha pintura

Sem o pincel sequer a tela tocar,

Aprendemos a fazer uma nova leitura

De tudo que alcança o nosso olhar.


A paz se faz a nossa maior procura,

A simplicidade tem enfim o seu lugar,

Já não buscamos o gosto da aventura,

Dá mais sabor ter quem sempre amar.

                               
Dennys Távora 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Luísa Sobral e o seu novo disco "Ther's a flower in my bedroom"


Sucessor de ‘The Cherry on My Cake’, o álbum de estreia que recentemente atingiu o galardão de Platina, o novo disco inclui as participações de Jamie Cullum, António Zambujo e Mário Laginha.
Na gravação do disco, Luísa contou com os músicos que habitualmente a acompanham ao vivo: João Salcedo, João Hasselberg e Carlos Miguel Antunes.
Luisa Sobral editou o seu álbum de estreia em 2011 e desde então tem sido reconhecida, em Portugal e internacionalmente, como uma das novas cantoras/compositoras portuguesas a ter em conta. Em Espanha, o El Mundo apresentou-a como uma grande promessa com ‘um sexto sentido para composições e uma voz privilegiada’.

Luisa Sobral: nostalgia é a palavra de ordem em «There is a flower in my bedroom»

08 de abril de 2013
Luísa Sobral contou ao SAPO Música as histórias por detrás de algumas das canções do novo disco, "There is a flower im my bedroom", onde a nostalgia é o sentimento dominante.

Da vida de um rapaz estranho, passando pelas tricas entre raparigas e aterrando em Paris, o segundo álbum de originais da cantora é uma viagem por várias histórias e personagens.

"Este é um disco com mais maturidade, fruto da experiencia que tenho ganho ao longo destes dois anos", começa por contar Luísa, salientando que o novo álbum é "um bocadinho mais nostálgico, mais triste", apesar de destacar este período da sua vida como sendo "muito feliz".

"There is a flower in my bedroom" contou com participações de peso, como António Zambujo, Mário Laginha e Jamie Cullum, artistas que Luísa admira e que são uma mais valia para o disco, quer pela qualidade dos mesmos, quer pelo facto de trabalharem em áreas diferentes da música. "O António Zambujo é uma das vozes portuguesas de que mais gosto, o Mário Laginha é dos meus músicos de jazz favoritos e tenho acompanhado de perto o percurso de Jamie Cullum, de quem também gosto muito".

Os dois anos de interregno, além de maturidade, trouxeram a Luísa a possibilidade de fazer um disco com mais "som de banda", pois os arranjos foram feitos em conjunto com os músicos com quem toca já há algum tempo, contrariamente ao que aconteceu no seu primeiro trabalho, "The cherry on my cake" (2011).

"Cada músico pôs mais de si neste disco e eu também consegui tirar um bocadinho mais de cada pessoa porque já os conheço bem e sei o que é que cada um deles é capaz", resumiu Luísa, destacando que outra das grandes mudanças foi o facto de se sentir também mais confiante para fazer ouvir a sua vontade e opinião na construção deste trabalho. "É um disco que sinto um bocadinho mais meu", conclui.

"There is a flower in my bedroom" chega hoje às lojas e no dia 11 será apresentado ao vivo no Ritz Clube, em Lisboa, às 21h30.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

"meter-se nas suas tamancas"...



Esta expressão faz-me lembrar o nosso governo no seu modo de atuar...que é como quem diz: recusa-se a ceder em relação às medidas de austeridade que vai impondo ao povo português, mostra-se intransigente, e vai "subindo tudo cada vez mais"...!
O governo não muda de atitude, apesar de já estar provado que as medidas não resultam...

meter-se/ter-se/pôr-se nas suas tamancas/tamanquinhas (pop.):

  • recusar-se a ceder
  • recusar-se a transigir
  • recusar-se a mudar de opinião
  • recusar-se a mudar de atitude
  • recusa geralmente por teimosia, embirração, pruridos excessivos de dignidade pessoal
Expressões relacionadas:

pisar/subir/trepar-se nas tamancas/nos tamancos:
  • irritar-se
  • exasperar-se
entrar de tamancos:
  • intervir com termos e modos grosseiros

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Significado da expressão "Tarde piaste"...


  

Perguntas

A expressão «tarde piaste»

Paula Matos - Engenheira cerâmica - Ílhavo, Portugal
 
[Pergunta]
Qual o significado e a origem da expressão «tarde piaste»?
 
[Resposta]
Segundo o Novo Dicionário de Expressões Idiomáticas, «tarde piaste» diz-se a alguém que chegou tarde ou interveio tarde num assunto. É dizer alguma coisa depois de passado o momento oportuno, dar uma explicação tardiamente, quando já não pode ter qualquer efeito sobre a situação.
Em relação à origem da expressão, está terá origem latina, sendo a sua tradução «sero venisti». Mediante a consulta da Web, surgiram duas explicações para a sua origem. Segundo uma delas, a expressão refere o milhafre, uma ave que não costuma apanhar as presas vivas, mas que por vezes apanha um pintainho ainda vivo e o devora. Mesmo que pie, já não terá salvação possível. A outra versão é a história de um galego, que estava a comer ovos crus, ao engolir um que não estava fresco, já na garganta piou um pinto e, assim, este observou: «Tarde piaste!» (Raimundo Magalhães Jr.)
Ângela Costa - 16/04/2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Mais uma visão do mundo e da crise em que vivemos...


Por detrás da ajuda financeira, é bom que tenhamos consciência do que nos espera e aos nossos filhos e netos. 

Vamos estar atentos!

Para já, era bom ouvir o apelo do Dr. Rath até ao fim...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Recomenda-se vivamente a leitura deste livro

                    

Benefícios da lavanda

Beneficios da lavanda para a saude e a beleza1

A lavanda tem origem na Europa surgindo nas regiões montanhosas e países do mediterrâneo.

É uma planta cuja flor é lilás e muito usada em perfumaria e medicina.

As flores de lavanda contêm tanino, sais minerais e óleos essenciais. São usadas como um anti-sético e um poderoso calmante. Curam dores de cabeça, insónias, náuseas, problemas respiratórios, reumatismo, etc...quando usadas em infusão!

O óleo essencial de lavanda serve para desinfetar feridas e para massagens corporais. Também cuida da nossa pele (especialmente aconselhado no tratamento de acne e pele oleosa) e fortalece o couro cabeludo, quando massajado com o referido óleo. 
Ainda atua como inseticida, podendo misturar-se gotas de óleo de lavanda com gotas de óleo de girassol, evitando, assim, que os insetos se aproximem de nós, caso espalhemos essa mistura no nosso corpo, quando nos encontrarmos expostos, por exemplo, ao ar livre (na praia ou no campo...).
É um bom anti-traça, por isso, se colocam saquinhos de lavanda seca nos nossos roupeiros, armários e gavetas... não há traça que resista...!
O vinagre de lavanda trata febres e constipações e também pode ser usado  em massagens, no alívio das dores reumáticas.
                                              

Massagem com óleo essencial de lavanda

Amazing Talent - O pintor chama-se Kitumi McDonald

domingo, 14 de abril de 2013

Irena Sendler - A "Mãe" das crianças do Holocausto

A minha pesquisa sobre Irena Sendler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Irena Sendler em 1942
Nascimento15 de fevereiro de 1910
VarsóviaCongresso da Polónia,
Império Russo Império Russo
Morte12 de maio de 2008 (98 anos)
Varsóvia Polónia
NacionalidadePolónia Polonesa
OcupaçãoAtivista dos Direitos HumanosAssistente social
ReligiãoCatólica Romana
Irena Sendler (em polacoIrena Sendlerowa 
apelido de solteira Krzyżanowska;
(15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida 
como "anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos 
durante Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 
vidas ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no 
guetocom risco da própria vida.

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, 
na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa 
necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a 
sua religião ou nacionalidade".

A Mãe das crianças do Holocausto

Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era
Assistente Social no Departamento de bem estar social de  Varsóvia,
trabalhava com enfermeiras e organizava espaços 
de refeição comunitários da cidade com o objectivo de 
responder às necessidades das pessoas...

Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para 
órfãosanciãos e pobres como lhes entregavam roupas, 
medicamentos e dinheiro


Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de 
milhares de pessoas, tanto judias como católicas.
Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, 
horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se 
ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. 
Ela mesma contou:
Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, 
identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas 
estava a luta contra as doenças 
contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes 
para outras colaboradoras.
Como os alemães invasores tinham medo de que 
ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos 
controlassem o recinto.


Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma 
braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade
e para não chamar a atenção sobre si própria. 
Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs 
levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar 
garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, 
quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus 
filhos e eles lhe perguntavam:
"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, 
"Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam
sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam
se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega
das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se 
tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas 
companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las
mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os
campos da morte.

Irena Sendler em Varsóvia, 2005
Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão
de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: 
começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo 
se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: 
sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de 
mercadorias, sacos de batatascaixões... nas suas mãos 
qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e 
por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. 
Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes,
a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. 
Concebeu então um arquivo no qual registrava os nomes e dados das 
crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943
Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão 
de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha 
encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a 
inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979
quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que 
albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair 
seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os 
ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a 
sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava 
pela execução, um  soldado  alemão levou-a para um "interrogatório
adicional".
Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena 
encontrou o seu nome na lista de polacos executados. 
Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de 
Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com
uma identidade falsa.
Em 1944, durante o revolta de Varsóvia, colocou as suas listas
em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha 
para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se 
ela morresse. 

Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao 

doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação
dos judeus sobreviventes.
Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido 
morta nos campos de extermínio nazis.
De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas
em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a 
Palestina.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". 
Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de 
ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um 
homem chamou-a por telefone e disse-lhe:
Lembro-me de seu rosto. 
Foi você quem me tirou do gueto.



E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título
de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.
Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwaśniewski,
concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: 
Ordem da Águia Branca
Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska,
 uma das crianças que salvou, que recordava como 
"a menina da colher de prata".














Proposta para o Nobel da Paz


Funeral de Irena Sendler.
Irena Sendler foi apresentada como candidata para o prémio Nobel da Paz
pelo Governo da Polónia
Esta iniciativa pertenceu ao presidente Lech Kaczyński e contou com
o apoio oficial do Estado de Israel através do primeiro-ministro 
Ehud Olmert, e daOrganização de Sobreviventes do Holocausto 
residentes em Israel.
As autoridades de Oświęcim (Auschwitz) expressaram o seu apoio
a esta candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos
últimos heróis vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, 
uma convicção e um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza
 extraordinária.
O prémio desse ano, no entanto, foi dado a Al Gore pela sua defesa do
meio-ambiente.