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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Hachiko, o cão mais fiel do mundo e a sua história!

"Diz-me qual o teu animal preferido e dir-te-ei quem és"


Hachiko – Wikipédia, a enciclopédia livre
imagem obtida em pt.wikipedia.org




Nova estátua em homenagem à Hachiko | Curiosidades do Japão
imagem obtida em japaoemfoco.com
("nova estátua do reencontro de Hachico com o seu dono")

O cão mais fiel do mundo fez 100 anos em 23.11.2023 

1ª pesquisa:

Hachiko é celebrado em todo o Japão e a estátua em Shibuya é uma verdadeira atração turística. Hachiko é para os japoneses o símbolo da "fidelidade canina". 

O cão que teria feito 100 anos ...(...)... (23.11.2023), foi especialmente celebrado junto à estátua que lhe rende homenagem, em Shibuya, no Japão.

Em 1925, o dono de Hachiko morreu repentinamente no trabalho. O cão que o esperava todos os dias na estação de comboios nunca deixou de o fazer. Recusou todas as tentativas de adoção e quando era levado para um sítio diferente, acabava por voltar à estação de comboios.

Fê-lo durante mais de 9 anos, até à sua morte em 1935.

Impressionados com a lealdade, os japoneses ergueram-lhe uma estátua ainda em vida. Durante a Segunda Guerra Mundial, o monumento foi derretido, mas foi restaurado em 1948. 
FONTE: pesquisa em: pt.euronews.com 


2ª Pesquisa

Hachiko, um cachorro da raça Akita Inu, esperou dez anos numa estação de comboios no Japão pelo dono que havia falecido.

O slogan chinês no cartaz do filme diz tudo: "Vou esperar por você, não importa quanto tempo leve". 

Ele conta a história real de Hachiko, o cão que continuou esperando pelo dono em uma estação de trem no Japão muito tempo depois da morte dele.

O cachorro da raça Akita Inu, nascido há cem anos, já foi lembrado de diversas maneiras — em livros, filmes e até na série animada de ficção Futurama.

Há histórias de outros cães leais, como o escocês Greyfriars Bobby, mas nenhuma com o impacto global de Hachiko. 

Há, inclusive, uma estátua de bronze dele do lado de fora da estação de Shibuya, em Tóquio, onde esperou por seu dono por uma década. 

A estátua foi erguida pela primeira vez em 1934, antes de ser reciclada como parte do esforço de desenvolvimento de material bélico durante a Segunda Guerra Mundial — e reerguida em 1948.

Hachiko representa o "cidadão japonês ideal" com sua "devoção inquestionável", diz a professora Christine Yano, da Universidade do Havaí, nos EUA. 

"Leal, confiável, obediente a um mestre, que compreende seu lugar no esquema mais amplo das coisas, sem depender da racionalidade", explica. 

A história de Hachiko

Hachiko nasceu em novembro de 1923 na cidade de Odate, na província de Akita, local de origem da raça Akita. 

Akita é um cão japonês de grande porte — uma das raças mais antigas e populares do país. 

Designados pelo governo japonês como um ícone nacional em 1931, eles já foram treinados para caçar animais como javalis e alces.

Os cães Akita são calmos, sinceros, inteligentes, corajosos [e] obedientes aos seus donos", afirma Eietsu Sakuraba, autor de um livro infantil em inglês sobre Hachiko. 

"Por outro lado, também tem uma personalidade teimosa e desconfia de qualquer pessoa que não seja seu dono." 

No ano em que Hachiko nasceu, Hidesaburo Ueno, um renomado professor de agricultura apaixonado por cães, pediu a um aluno que encontrasse um filhote de Akita para ele. 

Após uma cansativa viagem de trem, o filhote chegou à residência de Ueno, no distrito de Shibuya, em 15 de janeiro de 1924. 

A princípio, pensaram que estava morto.

Segundo a professora Mayumi Itoh, biógrafa de Hachiko, Ueno e a esposa, Yae, cuidaram dele ao longo de seis meses até se recuperar. 

Ueno chamou-o de Hachi, que significa "oito" em japonês. O sufixo "Ko" foi acrescentado pelos alunos dele. 

A longa espera

Ueno apanhava um comboio para o trabalho várias vezes por semana. Ele ia até a estação de Shibuya acompanhado de seus três cachorros, incluindo Hachiko. O trio esperaria ali por seu retorno à noite. 

Em 21 de maio de 1925, Ueno, então com 53 anos, morreu de hemorragia cerebral. 

Hachiko estava com ele há apenas 16 meses. 

"Enquanto as pessoas assistiam ao velório, Hachi sentiu o cheiro de Ueno na casa e entrou na sala. Ele rastejou para debaixo do caixão e recusou-se a mexer-se", escreveu Itoh. 

Hachiko passou os meses seguintes com diferentes famílias fora de Shibuya, mas, no verão de 1925, acabou ficando com o jardineiro de Ueno, Kikusaburo Kobayashi. 

De volta à área onde seu falecido dono morava, Hachiko logo retomou o trajeto diário que fazia até a estação — podia fazer chuva ou fazer sol. 

"À noite, Hachi ficava parado na catraca e olhava para cada passageiro como se estivesse procurando alguém", escreve.

No início, os funcionários da estação acharam o comportamento inconveniente. Os vendedores de yakitori (espetinho) jogavam água em Hachiko, enquanto crianças pequenas batiam nele. 

Mas depois que o jornal japonês Tokyo Asahi Shimbun escreveu sobre ele, em outubro de 1932, e Hachiko ganhou fama nacional.

A estação recebia doações de alimentos para Hachiko todos os dias, enquanto visitantes vinham de todas as partes para vê-lo. 

Poemas e haikus (forma de poesia japonesa) foram escritos sobre ele. 

Em 1934, um evento de arrecadação de fundos para fazer uma estátua em homenagem a ele atraiu 3 mil pessoas.

A notícia da morte de Hachiko em 8 de março de 1935 foi estampada na capa de muitos jornais. Em seu funeral, monges budistas proferiram orações e dignitários leram discursos em homenagem a ele. Milhares de pessoas visitaram sua estátua nos dias que se seguiram.

No empobrecido Japão do pós-guerra, uma campanha de arrecadação de fundos para uma nova estátua de Hachiko conseguiu angariar 800 mil ienes, uma quantia enorme na época. Isso equivaleria a cerca de 4 bilhões de ienes hoje.

"Pensando bem, acho que ele sabia que Ueno não voltaria, mas continuou à espera. Hachiko ensinou-nos o valor de manter a fé em alguém", escreveu Takeshi Okamoto  num artigo de jornal em 1982. 

Como estudante do ensino médio, ele via Hachiko na estação diariamente. 

Homenagens a Hachiko

Todos os anos, no dia 8 de abril, é realizada uma cerimônia em homenagem a Hachiko do lado de fora da estação de Shibuya. 

Ao longo do ano, a estátua dele costuma ser decorada com cachecóis, gorros de Pai Natal e, mais recentemente, máscaras cirúrgicas. 

O corpo empalhado de Hachiko está em exposição no Museu Nacional da Natureza e da Ciência, em Tóquio. Os seus demais restos mortais estão sepultados no Cemitério de Aoyama, ao lado de Ueno e Yae. 

Também há estátuas dele em Odate, a cidade natal de Ueno, em Hisai, na Universidade de Tóquio e em Rhode Island, nos EUA, que foi cenário do filme americano de 2009. 

Odate também teve uma série de eventos programados para esse ano, data em que Hachiko completaria cem anos. 

Mas será que o cão mais leal do mundo ainda vai ser celebrado daqui a um século? 

Yano acredita que sim, uma vez que o "heroísmo de Hachiko" não é definido por nenhum período específico — pelo contrário, é atemporal. 

in: japaoemfoco.com

(estátua de bronze de Hachiko - Estação de Shibuya)

Sakuraba se mostra igualmente otimista.
"Daqui a cem anos, esse amor incondicional e devoto vai permanecer inalterado, e a história de Hachiko vai viver para sempre."

FONTE: https://g1.globo.com (texto adaptado para o Português de Portugal)

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Assinalam-se hoje MIL DIAS de guerra na Ucrânia


Primeiro-ministro assinala mil dias de "guerra à democracia" - Radio Alfa
Luís Montenegro, 1º Ministro Português
in rtp.pt

Primeiro-ministro assinala mil dias de "guerra à democracia"
por Lusa


O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assinalou hoje os mil dias de conflito na Ucrânia considerando que são "mil dias de guerra à democracia, ao humanismo e ao direito internacional", numa publicação na rede social X.

"1000 dias de guerra na Ucrânia são mil dias de guerra à democracia, ao humanismo e ao direito internacional. São dias de desafio e solidariedade europeia com o povo ucraniano", escreveu Luís Montenegro. 

Na mensagem, o primeiro-ministro dirigiu-se ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmando: "Portugal caminha lado a lado convosco".

A guerra na Ucrânia começou há mil dias com a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022.

O conflito provocou a maior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial.

Referência: rtp.pt

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Donald Trump foi eleito o 47º Presidente dos EUA

Donald Trump eleito Presidente dos EUA - JPN
Donald Trump
https://www.jpn.up.pt/2024/11/06/


O candidato republicano Donald Trump foi eleito o 47º presidente dos Estados Unidos, num regresso histórico como o segundo presidente a ganhar dois mandatos não consecutivos.

Com vitórias esmagadoras nos principais estados de batalha da Pensilvânia, Carolina do Norte e Wisconsin, Trump alcançou (e ultrapassou) os 270 votos eleitorais necessários para conquistar a presidência.

“Vou governar com um lema simples: 'promessas feitas, promessas cumpridas'. Vamos manter a nossa promessa. Nada me impedirá de manter a minha palavra para convosco, o povo. Vamos tornar a América segura, forte, próspera, poderosa e livre novamente. E peço a todos os cidadãos de todo o nosso país que se juntem a mim neste nobre e justo esforço”, afirmou Donald Trump durante o seu discurso de vitória, em Palm Beach, Florida.

Os apoiantes de Trump reuniram-se, ontem à noite, em frente à sua residência em West Palm Beach, quando os primeiros resultados começaram a chegar. Para Joseph, artista e fã de Trump, ele é o "como o Super-Homem. É o tipo de pessoa que se quer a dirigir o país."

A rival democrata de Trump, Kamala Harris, ainda não cedeu e espera-se que se dirija aos seus apoiantes no final do dia. 

O candidato republicano Donald Trump foi eleito o 47º presidente dos Estados Unidos, num regresso histórico como o segundo presidente a ganhar dois mandatos não consecutivos.

Com vitórias esmagadoras nos principais estados de batalha da Pensilvânia, Carolina do Norte e Wisconsin, Trump alcançou (e ultrapassou) os 270 votos eleitorais necessários para conquistar a presidência.

“Vou governar com um lema simples: 'promessas feitas, promessas cumpridas'. Vamos manter a nossa promessa. Nada me impedirá de manter a minha palavra para convosco, o povo. Vamos tornar a América segura, forte, próspera, poderosa e livre novamente. E peço a todos os cidadãos de todo o nosso país que se juntem a mim neste nobre e justo esforço”, afirmou Donald Trump durante o seu discurso de vitória, em Palm Beach, Florida.

Entretanto, os republicanos também recuperaram o controlo do Senado, conquistando lugares na Virgínia Ocidental e no Ohio. No entanto, a Câmara dos Representantes ainda está em disputa.

REFERÊNCIA: pt.euronews.com

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Viena, a cidade mais habitável do mundo

Mapa de Viena Áustria imagem de stock. Imagem de lugar ...
imagem in :https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-mapa-de-viena-áustria-


Quando lia as notícias da Euronews. encontrei este artigo que tratar um tema agradável: sim, gostaria que o mesmo se passasse em Portugal.


50 fotos de Viena, a melhor cidade do mundo para viver
imagem em: escolhaviajar.com


Eu sei que os países são diferentes - pelas suas características (estilo de vida, hábitos, número de habitantes e tantos outros fatores!).

Pessoalmente, gostava que este fosse um exemplo a seguir!

Então, aqui está o artigo e a sua transcrição:

A cidade mais habitável do mundo: Será a rede de transportes públicos o seu segredo do sucesso?

Artigo publicado originalmente em inglês

Esta capital é a "cidade mais habitável do mundo" pela revista The Economist, muito em parte por causa da sua rede de transportes públicos.

Os transportes públicos são uma das caraterísticas que fazem de Viena a cidade mais habitável do mundo, mas o que é que faz com que a mobilidade seja tão boa na cidade?

A cidade tem uma população de cerca de dois milhões de habitantes e cerca de metade tem um passe de transporte, de acordo com Josef Taucher, membro do conselho municipal de Viena do Partido Social Democrata.

"Custa 1 euro por dia e é assim desde 2012. E tem um enorme impacto na proteção do clima", disse Taucher à Euronews Next, à margem da Exposição Europeia da Mobilidade, sublinhando a acessibilidade do passe anual que custa 365 euros.

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Há dois anos, o governo da cidade comprometeu-se a tornar Viena neutra para o clima até 2040, através de um roteiro."Damos todos os dias cinco voltas ao mundo com os nossos autocarros, eléctricos e metro", acrescentou, referindo-se aos quilómetros percorridos diariamente pelos autocarros, eléctricos e comboios do sistema de transportes.

De acordo com as estatísticas da cidade, três em cada dez pessoas em Viena utilizam os transportes públicos e mais de um terço dos habitantes da cidade desloca-se a pé, enquanto apenas um quarto utiliza o automóvel para se deslocar.

Dos 792 milhões de passageiros das Wiener Linien (Linhas de Viena) em 2022, 352 milhões de viagens foram feitas no metro e 274 milhões nos elétricos.

Um inquérito recente revelou também uma taxa de satisfação de 91% relativamente aos transportes públicos, colocando Viena no primeiro lugar do pódio entre 83 cidades da Europa.

Serviços partilhados para a "última milha"

"Acrescentámos, há alguns anos, serviços partilhados, como bicicletas partilhadas e carros elétricos partilhados, para dar resposta ao último e ao primeiro quilómetro. É preciso evitar que as pessoas utilizem os seus automóveis particulares, mesmo que seja por alguns metros, porque uma vez dentro do automóvel, ficam no automóvel", afirmou Alexandra Reinagl, diretora executiva da Wiener Linien (Linhas Vienenses), a empresa que gere o sistema de transportes.

A última milha refere-se à parte final da viagem de um utilizador, quando há menos opções de transportes públicos.

Pode ser um obstáculo para que as pessoas deixem de utilizar o seu automóvel individual se tiverem preocupações com o seu conforto ou segurança.

"Os utilizadores têm de ter um sistema fiável. Por isso, se não se tem um carro, tem de haver outro sistema que nos leve de A a B", acrescentou.A cidade está a trabalhar na expansão da rede de transportes públicos.

"Estamos a renovar o nosso sistema, porque temos uma infraestrutura envelhecida, uma vez que utilizamos os elétricos desde o início do século XX", afirmou.

Uma nova linha automática de metro, a U5, bem como a modernização da linha U2, foram inicialmente planeadas para 2026 e 2028, respetivamente.

No entanto, o projeto U2 foi adiado para 2030, segundo a Railway Gazette.

Esta extensão está planeada para gerir 300 milhões de passageiros adicionais e poupar até 75.000 toneladas de CO2 por ano.

"Podemos aproveitar esta oportunidade para transformar ruas inteiras em novas áreas de lazer, onde as pessoas não só querem deslocar-se como também querem ficar. E é isso que traz uma qualidade realmente boa a uma cidade", afirmou Reinagl.

Encontrei em : pt.euronews.com

viena, vista aérea de noite - viena imagens e fotografias de stock
imagem in: https://www.istockphoto.com/pt/fotos/viena

terça-feira, 4 de abril de 2023

Ofensiva de inverno da Rússia sobre as fronteiras administrativas ucranianas não conseguiu atingir objetivo


Guerra na Ucrânia – Jornal da USP
imagem obtida em https://jornal.usp.br/atualidades/guerra-na-ucrania/

Notícias da guerra: 

Era bom que não tivessemos de nos interrogar para que serve esta guerra que tanto tem de absurda como de ridícula, provocando vítimas inocentes e prejudicando o mundo inteiro em todos os domínios.

Este conflito entra-nos pela casa diariamente "inundando-nos" há mais de um ano; estamos "contaminados" por este ambiente hostil de grande violência que nos é mostrado, quase constantemente.

Pesquisando as notícias sobre o que se passou nos últimos dias  na pt.euronews.com encontrei:

Ofensiva de inverno da Rússia ficou aquém dos objetivos


Últimas notícias: 04/04/2023 

Fontes russas, ucranianas e ocidentais afirmam que a ofensiva de inverno da Rússia não atingiu os objetivos do Kremlin de conquistar as fronteiras administrativas das regiões de Donetsk e Luhansk até 31 de março.

O chefe-adjunto da Guarda Nacional Russa (Rosgvardia) na região ocupada de Donetsk afirmou que as falhas durante a ofensiva provocam sentimentos negativos e causam perdas de pessoal.

Outras Notícias:

Grupo Wagner proclama vitória sobre Bakhmut mas Kiev discorda

Vitória sobre Bakhmut - assim o proclama Evgeny Prigozhin, o líder do grupo de mercenários ao serviço de Moscovo conhecido como Wagner. Para prová-lo, empunhou a bandeira russa no interior da Câmara da disputada cidade ucraniana, num vídeo agora divulgado.

Prigozhin dedicou a alegada conquista ao blogger russo pró-guerra morto num atentado à bomba em São Petersburgo, neste domingo, num café que pertence precisamente ao grupo Wagner. Foi entretanto detida uma ativista que é a principal suspeita da autoria do ataque.

Kiev, por seu lado, garante que ainda controla grande parte da simbólica Bakhmut e não há uma retirada expressiva das unidades ucranianas no terreno.

Volodymyr Zelenskyy diz que uma vitória em Bakhmut é cada vez mais crucial.

Os combates pelo controlo da cidade-chave no leste da Ucrânia arrastam-se há meses e, apesar do pouco valor estratégico segundo os analistas, uma conquista da localidade terá um grande valor moral e psicológico.

Zelenskyy destaca importância de vitória em Bakhmut

De Euronews com Associated Press
• Últimas notícias: 30/03/2023

Volodymyr Zelenskyy diz que uma vitória em Bakhmut é cada vez mais crucial.

Os combates pelo controlo da cidade-chave no leste da Ucrânia arrastam-se há meses e, apesar do pouco valor estratégico segundo os analistas, uma conquista da localidade terá um grande valor moral e psicológico.

Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia:

"Putin vai vender esta vitória ao Ocidente, à sociedade russa, à China, ao Irão e a todos os países. Vai vendê-la à sua sociedade. Será um pequeno passo, dizendo: 'Esperem um minuto, vou tomar uma decisão com a Ucrânia'. E, depois, outro passo e mais outro e mais outro..."

Zelenskyy teme que uma derrota em Bakhmut force Kiev a um compromisso com condições que considera inaceitáveis.

O presidente ucraniano voltou também a dizer-se disposto a falar com o homólogo chinês e convidou Xi Jinping a visitar o país.

Volodymyz Zelenskyy, presidente da Ucrânia:

"É claro que percebo todas as iniciativas diplomáticas e convites, públicos e não públicos, dirigidos ao presidente da China. E eu quero falar com ele, porque já tive contacto com ele antes da guerra em larga escala. Mas, durante todo este ano, mais do que um ano, não tive contacto e espero realmente que as nossas equipas encontrem uma solução. [...] Estamos prontos para o ver aqui."

Zelenskyy fez as declarações durante uma longa entrevista concedida a uma equipa da agência Associated Press. Numa rara iniciativa, vários jornalistas puderam acompanhar o presidente ucraniano durante os dois dias em que percorreu, esta semana, as zonas de guerra da Ucrânia de comboio.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Ursula von der Leyen e Emmanuel Macron deverão visitar a China em breve

Comissão von der Leyen – Wikipédia, a enciclopédia livre
imagem in pt.wikipedia.org


China está a explorar a fraqueza do presidente da Rússia, Vladimir Putin, para maximizar a sua influência geopolítica, levando a uma inversão do equilíbrio de poder entre os dois aliados de longa data, disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, quinta-feira, num discurso no Centro de Políticas Europeias, em Bruxelas.

"Em vez de ficar escandalizado pela atroz e ilegal invasão da Ucrânia, o presidente Xi Jinping mantém a sua 'amizade sem limites' com a Rússia de Putin. Mas tem havido uma mudança de dinâmica na relação entre a China e a Rússia", acrescentou. 

A chefe do executivo europeu refere-se à recente visita do presidente chinês, Xi Jinping, à Rússia, com o propósito de estreitar os laços bilaterais e de discutir um plano de paz com a Ucrânia, elaborado pelo governo de Pequim.

"E é evidente que o equilíbrio de poder nessa relação - que durante a maior parte do século passado favoreceu a Rússia - se inverteu agora", considera von der Leyen.

A União Europeia (UE) e os seus aliados ocidentais têm acompanhado, atentamente, os últimos passos dados pela China na cena internacional, avisando do perigo de eventual ajuda militar à Rússia e considerando o plano de paz como parcial, por esbater as linhas entre agressor e vítima e não reconhecer a realidade dos territórios ocupados.

"Qualquer plano de paz que consolide efetivamente as anexações russas não é viável. Temos de ser francos sobre este ponto.
Ursula von der Leyen 
Presidente da Comissão Europeia"

O papel da China na guerra da Ucrânia será um "fator determinante" para definir o compromisso entre Bruxelas e Pequim, avisou von der Leyen. 

"A China tem a responsabilidade de desempenhar um papel construtivo no avanço de uma paz justa. Qualquer plano de paz que consolide efetivamente as anexações russas não é viável. Temos de ser francos sobre este ponto", acrescentou a líder europeia.

UE e China podem ter caminho mais tortuoso pela frente

A presidente da Comissão Europeia deverá visitar a capital chinesa, na próxima semana, com o presidente francês, Emmanuel Macron. 

No discurso de 40 minutos, hoje, a presidente da Comissão Europeia pintou um quadro algo sombrio sobre o estado atual das relações UE-China, descrevendo-as como "mais distantes e mais difíceis". Também acusou o governo de Pequim de ter violado as regras do livre comércio, intimidado países de pequena dimensão, violado os direitos humanos, endurecido a sua posição militar e intensificado as campanhas de desinformação e coerção em todo o mundo.

"Estas ações revelam uma China que se está a tornar mais repressiva a nível interno e mais assertiva no estrangeiro. A China virou a página da era da 'reforma e abertura' e está a avançar para uma nova era de segurança e controlo", disse von der Leyen.

"O objetivo claro do Partido Comunista Chinês é uma mudança sistémica da ordem internacional com a China no seu centro. Vimo-lo com as posições da China em organismos multilaterais que mostram a sua determinação em promover uma visão alternativa da ordem mundial", afirmou. 

Sinais de que os países europeus estão a recuar em relação às ambições de relacionamento com a China são a proibição do uso da aplicação para telemóvel chinesa TikTok por parte de funcionários em organismos de governo (temendo que as informações sejam usadas para espionagem); o congelamento de um acordo de investimento e a dificuldade em chegar a acordo sobre como lidar com as lições da pandemia da COVID-19.

Diálogo deve continuar aberto

"A nossa relação é desequilibrada e cada vez mais afetada por distorções criadas pelo sistema capitalista estatal da China. Portanto, precisamos de reequilibrar esta relação.
Ursula von der Leyen
Presidente da Comissão Europeia"

"Creio que não é viável - nem no interesse da Europa - que nos dissociemos da China. As nossas relações não são a preto e branco e a nossa resposta também não pode ser," disse von der Leyen, apelando à estabilidade diplomática e linhas de comunicação abertas.

A presidente mencionou as alterações climáticas e a proteção da biodiversidade como duas áreas onde a UE e a China podem encontrar um terreno comum para enfrentar os desafios globais.

Sobre a economia, von der Leyen observou que a maior parte do comércio de bens e serviços continuava a ser "mutuamente benéfico" e livre de riscos. A China é o principal parceiro comercial da UE quando se trata de bens, com fluxos totais no valor de quase 700 mil milhões de euros, em 2021.

"Mas a nossa relação é desequilibrada e cada vez mais afetada por distorções criadas pelo sistema capitalista estatal da China. Portanto, precisamos de reequilibrar esta relação com base na transparência, previsibilidade e reciprocidade", acrescentou von der Leyen.

A presidente alertou que há "uma fusão explícita na China dos seus setores militar e comercial" e receia as potenciais implicações para a transferência de tecnologias sensíveis e propriedade intelectual, sugerindo que o seu executivo propusesse um novo instrumento para avaliar certos tipos de investimento.

Von der Leyen defendeu o corte da dependência europeia da China, particularmente nos setores da tenologia ecológica e das matérias-primas, cuja procura está a aumentar aceleradamente face à tentativa de criar indústrias e produção energética que não emitam gases poluentes para a atmosfera, causadores de alterações climáticas.

FONTE: in pt.euronews.com.  30.03.2023

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Zelensky mostra abertura para conversar com a China

O plano de paz da China para a Ucrânia em doze pontos - Invasão da Ucrânia  - Jornal de Negócios
imagem in jornaldenegocios.pt

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy diz-se aberto a conversações com a China sobre uma possível solução para a guerra.

No entanto, permanece firme na sua exigência de que a Rússia se retire do território ucraniano.

"Tenciono encontrar-me com Xi Jinping, penso que irá beneficiar os nossos países e a segurança no mundo", disse o chefe de Estado ucraniano. "Tanto quanto sei, a China tem respeitado historicamente a integridade territorial, e por isso deveria fazer tudo para que a Federação Russa abandone o nosso território, pois é aí que reside a gravidade da soberania e da integridade territorial", acrescentou.

in pt.euronews.com  25.02.2023

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

China não faz tenções de enviar armas para a Rússia

UE já advertiu China que fornecimento de armas à Rússia seria “linha  vermelha” – Observador
in observador.pt


Josep Borrell revela que China não vai enviar armas à Rússia

A China não irá enviar armas para a Rússia. A garantia foi dada pelo chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, na sequência de uma conversa com o seu homólogo do Partido Comunista Chinês, Wang Yi:

"Tive uma conversa com ele e manifestei a minha preocupação sobre o possível envio de armas chinesas para a Rússia. Pedi-lhe para não o fazer, partilhando a nossa preocupação e dizendo que seria ultrapassada uma linha vermelha na nossa relação. Disse-me que não o vão fazer e que não têm planos para o fazer, mas nós vamos permanecer vigilantes."

A revelação de Borrell foi feita na chegada a Bruxelas para mais um encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

Em cima da mesa estará o reforço da ajuda militar à Ucrânia, com o responsável pela política externa da UE a alertar para a falta de munições entre as forças ucranianas.

O 10.º pacote de sanções também será discutido entre a diplomacia europeia, centrado num maior controlo das exportações e no combate às formas de contornar as sanções.

O objetivo passa por alcançar um acordo até sexta-feira, dia em que se assinala o aniversário da invasão russa.

In pt.euronews.com  20.02.2023

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Biden e Xi Jinping reuniram-se esta segunda-feira em Bali, na Indonésia, antes da cimeira do G20

Xi e Biden apertam a mão e selam empenho de EUA e China em ″evitar conflito″
imagem obtida in jn.pt

Biden e Xi Jinping reunidos para aprender com a "História" e "evitar conflitos" 


Joe Biden e Xi Jinping reuniram-se para aprender com a "História" e "evitar conflitos". Os dois líderes norte-americano e chinês encontraram-se antes do arranque da cimeira do G20, que vai decorrer em Bali, na Indonésia, a partir desta terça-feira.

No início daquela que é a primeira reunião presencial entre os dois desde a tomada de posse de Biden, em 2020, o líder chinês disse que, desde a última vez que se encontraram, os dois ganharam “experiência” e aprenderam “lições”.

O presidente norte-americano garantiu que está "comprometido em manter todas as linhas de comunicação abertas" entre os dois diretamente, mas também entre os dois governos.

Este encontro entre Xi e Biden acontece numa altura de tensões renovadas entre China e Estados Unidos provocadas pelas divergências em relação à guerra na Ucrânia, a questão de Taiwan e as restrições impostas por Washington à exportação de equipamento para produção de semicondutores para o país asiático.

in pt.euronews.com    14.11.2022

domingo, 24 de abril de 2022

Páscoa Ortodoxa na Ucrânia sem tréguas


Arte mostra território ucraniano e russo em meio a guerra e a evolução do ataque da Rússia sob cidades atingidas - Metrópoles
imagem in metropoles.com


Infelizmente, as notícias são cada vez piores sobre a guerra na Ucrânia.

É uma tragédia muito grande, incompreensível na época em que vivemos.

Apesar de ainda estarem vivas muitas das pessoas que terão assistido à última Grande Guerra, contando horrores em relação ao que passaram, quem é mais novo nunca pensou ou imaginou que tais acontecimentos se poderiam voltar a repetir, muito menos com esta dimensão. 

Todos lemos e estudámos na escola o que os nossos Compêndios de História narravam  sobre as Grandes Guerras. E quase 80 anos decorridos e após tantos Acordos, Convenções e Reuniões importantes estes anos todos entre Governantes mundiais em favor do entendimento entre os povos, afinal volta-se ao mesmo? 

É com tristeza que partilho as últimas notícias que li:

Guerra na Ucrânia sem tréguas na Páscoa Ortodoxa

Guerra na Ucrânia sem tréguas à vista. Este fim de semana celebra-se a Páscoa ortodoxa, relevante para dois terços da população russa, mas nem isso trava a frente de batalha. O Presidente do Conselho Europeu pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo no leste do país. Charles Michel esteve ao telefone com o presidente russo. Na resposta ouviu um pedido em sentido contrário: que Bruxelas pressione Kiev a parar os bombardeamentos na região do Donbass.

Rússia e Ucrânia parecem avançar agora para uma batalha pelo controlo do coração industrial do país. De acordo com as informações disponíveis, em Mariupol, a bolsa de resistência ucraniana concentra-se na siderurgia de Azov.



O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, veio dizer que as negociações com a Ucrânia "estagnaram" e que Kiev não respondeu à última proposta que Moscovo lhe enviou há cinco dias. 

Por seu lado, o presidente ucraniano lamentou a relutância da Rússia em conceder uma trégua no leste do país para a Páscoa ortodoxa. Volodymyr Zelenskyy volta a insistir que a Ucrânia "é apenas o início" de uma operação expansionista da Rússia e sugeriu que a Moldávia é a conquista que se segue.

Novas imagens captadas por satélite parecem confirmar uma nova vala comum em Mariupol. As fotos de um cemitério dos arredores da cidade mostram vários sulcos paralelos recentemente escavados com cerca de 40 metros de comprimento. 

Na frente norte, em Kharkiv, os bombardeamentos continuam a atingir estruturas civis. Cerca de vinte edifícios de apartamentos foram atingidos, deixando um rasto de mortos e feridos.

NOTÍCIAS RELACIONADAS




in pt.euronews.com 23.04.2022    De Teresa Bizarro com Agências    Últimas notícias

terça-feira, 5 de abril de 2022

Bucha e Mariupol (Ucrânia) - as notícias são chocantes!

imagem in bbc.com


Massacre de Bucha é "apenas a ponta do iceberg" 

A comunidade internacional está chocada com as imagens de Bucha, na Ucrânia. Ruas cheias de cadáveres de civis, alegadamente assassinados pelos soldados russos durante a invasão...São centenas...

Os apelos para a adoção de sanções mais duras contra a Rússia são cada vez mais audíveis. A Comissão Europeiaanunciou a abertura de uma investigação e o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, deve ser julgado por crimes de guerra.

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, afirma que o massacre de Bucha é apenas a ponta do iceberg.

"Os horrores que vimos em Bucha são apenas a ponta do iceberg de todos os crimes que foram cometidos pelo exército russo no território da Ucrânia, até agora. Posso dizer-vos, sem exagero, mas com grande tristeza: a situação em Mariupol é muito pior", afiança.

O Kremlin mantém a mesma posição, continuando a negar quaisquer responsabilidades. Nas Nações Unidas, o embaixador russo afirmou que esta é mais uma campanha para desacreditar a Rússia e apontou o dedo às autoridades de Kiev e ao Ocidente.

"Desde o início, ficou claro que isto não tem sido senão mais uma provocação encenada com o objetivo de desacreditar e desumanizar os militares russos e nivelar a pressão política sobre a Rússia. Temos evidências factuais que provam este ponto. Tencionamos apresentá-las no Conselho de Segurança, o mais rapidamente possível, para que a comunidade internacional não seja enganada pela falsa narrativa promovida por Kiev e pelos seus patrocinadores ocidentais", assegura Vassily Nebenzia.

O exército russo tem recuado, nos últimos dias de várias áreas da Ucrânia, estando a concentrar esforços na região oriental do Donbass.

O Kremlin fez um ultimato às forças ucranianas para que saiam de imediato da cidade portuária de Mariupol.

Encontrei esta notícia 
in https://pt.euronews.com
/2022/04/05

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

A situação delicada da Ucrânia


in dw.com


Numa das minhas mais recentes pesquisas sobre a situação na Ucrânia, tudo indicava que as notícias eram cada vez mais preocupantes:


Rússia e Bielorrússia em exercícios militares conjuntos 


O clima de tensão nas fronteiras da Ucrânia conhece um novo capítulo esta quinta-feira, com o início dos exercícios militares conjuntos da Rússia e da Bielorrússia. Moscovo colocou em território bielorrusso um arsenal impressionante: Trinta mil militares, dois batalhões de sistemas de mísseis terra-ar S-400 e vários aviões-caça.
Kiev respondeu ordenando a realização de exercícios militares em resposta a esta ameaça. Isto na mesma altura em que se abre mais uma frente na guerra civil no leste da Ucrânia. Rússia e Bielorrússia em exercícios militares conjuntos.

(In pt.euronews.com
Ricardo Figueira • Últimas notícias: 10/02/2022 


Quem está a dar apoio militar à Ucrânia em plena crise com a Rússia? 

Pressionada pela ameaça do reforço da presença militar da Rússia junto à fronteira e pelo risco crescente de invasão, a Ucrânia pediu ajuda militar e defensiva à União Europeia (UE).

No entanto, a questão do envio de armas para a Ucrânia continua a gerar polémica. A Alemanhatem sido um dos Estados-membros que se tem manifestado de forma mais ruidosa contra o fornecimento de armas a Kiev, mas não está só. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, também verbalizou preocupações.

"Acho que é realmente errado dizer às pessoas que a superioridade militar russa sobre a Ucrânia pode ser equilibrada pelo envio de armas", referiu Jean Asselborn.

Já o autarca de Kiev, Vitaly Klitschko, expressou deceção com a adesão da Alemanha à proibição de fornecimento de armas: "Esta é a não assistência e uma traição de amigos numa situação dramática em que o nosso país é ameaçado por tropas russas em várias fronteiras", escreveu Klitschko num artigo publicado pelo jornal alemão "Bild".

Por outro lado, há países como a Polónia ou a Chéquia bem como os Estados Bálticos que estão dispostos a enviar armas para a Ucrânia:

Polónia

A 1 de fevereiro, o primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, ofereceu oficialmente à Ucrânia“dezenas de milhares de balas e de munição de artilharia, mísseis superfície-ar portáteis, morteiros leves (...) e outros tipos de armas defensivas”, sem divulgar detalhes sobre termos e condições.

Perguntamos a Yago Rodriguez, analista político e diretor do portal de informação The Political Room, de que forma é que a Varsóvia está disposta a ajudar a Ucrânia.

"Acredita-se que Varsóvia já enviou drones kamikaze. Trata-se de um sistema de armas em que a munição é um drone que sobrevoa uma área, aguardando o alvo e atacando apenas quando esse alvo é localizado. A fase de sobrevoo permite a seleção de alvos a ser atingidos. Acredita-se também que Varsóvia tenha enviado mísseis antiaéreos GROM portáteis. São sistemas de armas guiados por calor que permitem que uma aeronave seja atingida até três quilómetros de distância. Estas armas são usadas principalmente contra tanques para retardar um possível ataque no solo. Os mísseis, por outro lado, seriam usados ​​para limitar a superioridade aérea estratégica total da Rússia no momento. Drones suicidas também podem atacar posições de artilharia russas”, sublinhouYago Rodriguez.

Chéquia

A 26 de janeiro, o governo checo aprovou a decisão de fornecer à Ucrânia artilharia. A transferência de 4006 projéteis armazenados de 152 milímetros, com um valor total de 1,7 milhões de dólares, sem custos para a Ucrânia foi aprovada após um pedido do Ministério da Defesa checo. 

Estados Bálticos

A Letónia e a Lituâniasão dois países prontos a fornecer mísseis terra-ar Stinger e equipamentos relacionados. Já a Estónia gostaria de doar uma quantidade não especificada de mísseis antitanque Javelin. 

Mas o governo alemão está a considerar uma autorização solicitada pela Estónia para entregar essas armas à Ucrânia. Mas por que é que Berlim está a interferir nos negócios de outros países?

Tanques da antiga República Democrática Alemanha foram primeiro vendidos à Finlândia em condições especiais e mais tarde entregues à Estónia. Uma das condições era que Berlim pudesse vetar o destino final das armas.

Alemanha

Berlim enviou recentemente 5 mil capacetes para a Ucrânia. O analista Yago Rodriguez explicou o significado: “Ajuda não letal: é um ato político. A ajuda económica da Alemanha e da União Europeia foi substancial, mas mostra uma opção política. Não querer enviar armas não significa escolher a paz. Significa não estar disposto a apoiar a Ucrânia a qualquer custo. O chanceler alemão Olaf Scholz, no entanto, lembrou que Berlim ofereceu mais de dois mil milhões de euros em poucos anos a Kiev em ajuda económica. 

Espanha, Países Baixos, Dinamarca

Espanha mobilizou algumas fragatas e alguns caças que foram enviados para o Mar Negro. Os Países Baixos e a Dinamarca deslocaram alguns contingentes de tropas, mas fizeram-no em outros países da NATO, não em território ucraniano ou em defesa do mesmo. A intenção é dissuadir a Rússia de possíveis ataques. 

De acordo com Yago Rodriguez “também é impensável que a UE possa ajudar militarmente a Ucrânia a defender sua fronteira. Nos tratados da UE, o bloco só pode intervir para defender outro Estado-membro”. 

Essa leitura é confirmada pela análise de outro especialista entrevistado pela Euronews. Oleksandr Sushko, diretor-executivo da Fundação Internacional Renascença, em Kiev, disse à Euronews: "Não acredito em uma ocupação total da Ucrânia. A população é contra e Moscovo não tem recursos suficientes. O que Moscovo pode tentar fazer é criar um sistema bósnio, um estado disfuncional e uma administração dividida ineficiente, com algumas partes controladas pela Rússia. Um estado não funcional”.

Ucrânia, um antigo "paraíso das armas"

Mas será que a Ucrânia realmente precisa de armas para se defender? O país era, até há poucos anos atrás, um dos maiores exportadores de armas do mundo. Quando fazia parte da URSS, a Ucrânia produzia 30% do armamento soviético.

Em termos de números, chegou a empregar um milhão de trabalhadores em mais de 750 fábricas espalhadas pelo país. Quando a União Soviética entrou em colapso, essas armas desapareceram no mercado negro e foram revendidas em países africanos.

Em 2012, Kiev foi o 4º maior exportador de armas do mundo. Entre os melhores clientes estavam o Paquistão, China e Rússia razão pela qual, naqueles anos, a maioria dos ucranianos disse “não” à adesão à NATO. 

Um dos problemas foi que Kiev produziu peças suplentes de sistemas de armas, mas não tinha uma indústria capaz de criar uma arma completa. Outro problema importante foi a corrupção. Em 2010, todas as empresas ucranianas se fundiram em um conglomerado chamado Ukroboronprom que, em apenas dez anos, destruiu a produção nacional devido à corrupção. Em 2014, a Ucrânia tinha, oficialmente, cerca de 168 mil militares, dos quais apenas 6 mil tinham treino militar. O resto fazia parte de uma administração gigantesca e inútil.

Tal como contou o jornalista Carlos Gonzalez no documentário "Ucrânia, a guerra esquecida", quando os territórios do leste do país se dividiram, formaram-se grupos de voluntários ucranianos. 

Alguns deles eram de extrema-direita. Também havia grupos paramilitares formados por muçulmanos ucranianos. Mas como é que essa guerra foi financiada? Através de financiamento coletivo. Surgiram organizações como "Come back alive", que conseguiram encontrar dinheiro para comprar armas para os voluntários, também graças à ajuda económica da diáspora ucraniana em todo o mundo. 

Como em em que condições é que os EUA ajudaram a Ucrânia?

Uma das condições que Washington estabeleceu para enviar armas para a Ucrânia foi que todos os voluntários deveriam estar no exército regular. Os grupos paramilitares foram então incorporados nas tropas regulares. O exército ucraniano acabou por aumentar, segundo cálculos do Ministério do Interior ucraniano, para 250 mil efetivos. 

Os EUA forneceram 2,5 mil milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia desde 2014. Essa ajuda inclui veículos e radares anti-artilharia. A NATO também enviou instrutores militares para treinar tropas ucranianas. 

Mas tudo isto tem, acima de tudo, um caráter dissuasor. A Ucrânia, por exemplo, obteve mísseis antitanque Javelin dos EUA. Trata-se de um sistema de lançador de rockets portátil. Uma arma que seria muito útil numa batalha.

O contrato de fornecimento, no entanto, proíbe o uso desses lançadores de rockets em combate.

A oferta é mais um exemplo de tentativa de dissuasão. O Ocidente não quer guerra. A Europa, que depende da Rússia para o fornecimento de gás, não quer a guerra. Moscovo não quer a Ucrânia na NATO nem como parte da União Europeia. Ninguém parece querer um conflito e, no entanto, nunca, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o continente europeu pareceu tão próximo de um.

in pt.euronews.com
A Redação de Bruxelas
De  Alberto De Filippis • Últimas notícias: 08/02/2022