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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

As investigações continuam para se apurar a origem do míssil caído na Polónia

Quem disparou o míssil? Polónia avança com investigação e Kremlin recusa  culpas - Renascença
imagem obtida in rr.sapo.pt


Estas são as últimas notícias da Euronews sobre este terrível acontecimento, que trará consequências negativas no contexto desta guerra que nos entra em casa diariamente...

Donde terá partido o míssil que matou duas pessoas na Polónia? Grande incógnita...

Blinken aponta dedo à Rússia

As investigações ainda estão em curso para apurar a origem do míssil que se abateu em território polaco no início da semana mas, para o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, a derradeira responsabilidade é do Kremlin, que iniciou a guerra na Ucrânia.

Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano:"Seja qual for a conclusão final, já sabemos quem é o derradeiro responsável por este incidente trágico: a Rússia."

Peritos ucranianos já chegaram à Polónia, onde esperam colaborar com os investigadores polacos para tentar apurar de onde foi disparado o míssil que fez dois mortos.

O presidente polaco, Andrzej Duda, frisou que a participação da Ucrânia no inquérito deve ser feita de acordo com a legislação internacional. Varsóvia parece disposta, para já, a oferecer apenas uma posição de "observadores" aos peritos ucranianos.

Na aldeia onde caiu o projétil, próxima da fronteira com a Ucrânia, os habitantes ainda estão sob o choque.

Ewa Byra, residente de Przewodow:"Não esperávamos algo assim, apesar de termos uma guerra a acontecer a apenas seis quilómetros da nossa aldeia. Este tipo de acidente pode acontecer a qualquer momento."

Face aos receios de uma escalada no conflito, os líderes ocidentais frisam que se trata provavelmente de um acidente. Apesar da declaração de Blinken, Estados Unidos e NATO apoiam a hipótese de Varsóvia, que acredita que o míssil veio provavelmente da defesa antiaérea ucraniana, o que é rejeitado por Kiev.

in pt.euronews.com.   18.11.2022

terça-feira, 23 de agosto de 2022

CIMEIRA - Líderes mundiais e Zelenskyy discutem a Crimeia



"A guerra começou com a ocupação da Crimeia e vai terminar com a libertação da Crimeia" (Volodymyr Zelenskyy) Presidente da Ucrânia"

Foi essa a mensagem principal deixada por Volodymyr Zelenskyy nesta segunda edição da cimeira da Plataforma da Crimeia: Um Fórum com a presença de governantes e chefes de estado de todo o mundo, amigos da Ucrânia, para discutir o futuro desta região ocupada pela Rússia desde 2014. 

Foi uma cimeira virtual devido às circunstâncias extraordinárias. Entre as duas edições, aconteceu a invasão russa e a guerra que começou em fevereiro. A cimeira aconteceu um dia antes do Dia Nacional da Ucrânia e de se assinalarem seis meses desde o início daquilo a que a Rússia chama operação militar especial.

A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014 e está desde essa altura sob administração russa, o que não é reconhecido internacionalmente.

REFERÊNCIA: in pt.euronews.com

terça-feira, 19 de julho de 2022

Carlos Matos Gomes: "A Ucrânia não é reconstruível"

Com a devida vénia, tomo a liberdade de transcrever neste meu post um artigo que me enviaram ("um artigo partilhado"), sobre um tema tão atual como o é a invasão da Ucrânia pela Rússia.

“A Ucrânia não é reconstruível!” | Carlos Matos Gomes entrevistado por Humberto Costa





O Coronel Carlos Matos Gomes, Capitão de Abril e fundador do Movimento dos Capitães, fala do conflito da Ucrânia, de como e de quem o alimenta e porquê, do cenário que nos espera quando as armas se calarem, um Mundo onde, diz: “Era urgente uma utopia, uma luz que desse ânimo…”

Este conflito era evitável?

Este conflito apenas não foi evitado porque foi deliberadamente provocado. Este conflito violento e até agora característico de uma guerra convencional, resulta da análise que os Estados Unidos fazem dos seus interesses estratégicos para manterem a supremacia do poder mundial, o que implica eliminar potências concorrentes, no caso a Rússia e a China.

Porquê a Ucrânia?

A Ucrânia é apenas o palco mais adequado ao conflito que opõe os EUA à Rússia e à China, uma barriga de aluguer. Aliás, o objetivo declarado dos EUA é o enfraquecimento da Rússia e a conclusão da cimeira da NATO de Madrid foi que a China é uma ameaça aos valores do “Ocidente”, aqui representado pela NATO, a aliança militar dos países de capitalismo avançado.

No plano militar qual é o ponto da situação?

No plano militar, depois de uma ação inicial de ameaça direta ao poder ucraniano – aproximação a Kiev – as forças russas alteraram o conceito de manobra e estão a executar um avanço lento e seguro, com táticas tradicionais de grande apoio de artilharia para amolecer defesas, cerco de pontos importantes, corte de vias de comunicação para dificultar o reabastecimento inimigo. As forças ucranianas tinham uma forte organização do terreno no Leste e conseguiram dificultar o avanço russo. Julgo que a Rússia, em termos militares, pretenderá dominar a fronteira Leste (Donbass), os portos do Mar Negro. Julgo que tem agora maiores hipóteses de sucesso, dado o esgotamento da capacidade de mobilização de cidadãos ucranianos, de dificuldades logísticas – reabastecimento de armas e munições – e da ausência de apoio aéreo, que os drones não substituem.

É possível parar o conflito?

Ele parará. Não há guerras eternas. Ele parará quando um dos contendores se der por satisfeito e o outro salvar a face. O custo da guerra para a Rússia é muito elevado em baixas e destruição de material, o que exige ao poder político do Kremlin que apresente uma vitória que justifique o custo. Do lado americano – e os americanos não costumam atender aos interesses dos seus aliados e vassalos, no caso a UE, ou o governo de Zelenski (veja-se o abandono dos aliados afegãos) – a administração Biden está interessada neste confronto em tempo de eleições. Também necessita de um bode expiatório para justificar as quedas das bolsas de valores (Wall Street) e o aumento do custo de vida.

Há uma solução militar?

Não haverá solução para esta guerra, no sentido tradicional, de um acordo de paz e de uma definição de vencedores e vencidos. Esta guerra provocará, já provocou, uma alteração radical no equilíbrio dos poderes mundiais. Esta guerra – tão perto de nós e por isso tão mediatizada – é apenas mais uma guerra no grande confronto planetário que irá marcar este século. Já agora, as sanções económicas e as ações diplomáticas comprovaram mais uma vez que os canhões são a última expressão da vontade do soberano, ou a versão maoista que o poder está na ponta das espingardas. Será o desequilíbrio de forças num determinado momento que irá ditar um fim das ações militares e o início da solução política, que pode ser uma não solução, isto é, um Estado de soberania disputada, ou de um Estado falhado.

O envio de material de guerra do Ocidente não está a adiar uma solução negociada?

O envio de material de guerra do Ocidente é, no fundo, uma operação dos governos ocidentais, dos Estados Unidos e da Inglaterra, em especial, de salvar a face. Depois de terem criado um regime vassalo, de prometerem aos seus homens de mão (Zelenski) a entrada na UE e na NATO, a troco da autorização de estacionamento de bases (uma ação marcada pelos acontecimentos da Praça Maidan e da conspiração da antiga embaixadora dos EUA em Kiev, Vitoria Nuland, atual subsecretária de Estado para os assuntos europeus, e do apoio ao grupo de oligarcas representado por Zelenski) os Estados Unidos e os seus complacentes aliados europeus não podiam fazer menos do que enviar armas para os ucranianos se baterem pela ilusão que lhes foi “vendida” de ingressarem no paraíso da União Europeia. Julgo ainda que as “conferências” internacionais para estudar a reconstrução da Ucrânia, quando não há previsão do fim da guerra, nem o que será a Ucrânia, são um lamentável embuste dos políticos ocidentais ao povo ucraniano, aos que morrem e sofrem. Zelenski presta-se a esse espetáculo de farsa de previsão de obras, pontes, viadutos, caminhos de ferro, hospitais, escolas, e até creches, nesta alínea por conta do governo português! A Ucrânia não é reconstruível!

Quem beneficia com isso?

Neste caso julgo que, no imediato, os beneficiários da guerra serão os acionistas dos complexos militares-industriais, a médio longo prazo, os beneficiados serão os Estados agregados sob a designação genérica de BRICS (Brasil, Rússia, India, China, a que se juntarão a África do Sul, a Argentina, porventura o México) – este grupo poderá criar uma moeda internacional alternativa ao dólar, poderá desenvolver políticas articuladas de comércio de matérias-primas essenciais, petróleo, gás, terras raras, de exploração espacial, de novas redes de comunicação fora do monopólio americano. É perigoso e errado fazer análise considerando o Ocidente o centro do mundo. O Ocidente representa apenas cerca de 15% da população.

António Guterres afirmou que o Mundo enfrenta uma nova Guerra-Fria “com uma tonalidade Nuclear”. Um conflito nuclear é um cenário possível? Alguém o está a evitar?

O nuclear está inventado, existe, está disponível nos arsenais, portanto não pode ser descartada a sua utilização. Julgo, no entanto, que o que está em jogo na Ucrânia, quer para os Estados Unidos: a criação de um estado sentinela junto à fronteira russa (um pouco à semelhança de Israel para o Médio Oriente); quer o que está em jogo para a Rússia: manter um vizinho dentro das suas normas de comportamento e respeito, não justificam a utilização de armas nucleares, de subir a esse patamar. Acredito, contudo, que uma improvável escalada na guerra, com o fornecimento massivo de armas de grande poder de destruição à Ucrânia, ou a criação de uma Força Aérea moderna, apenas nominalmente ucraniana, poderiam ser o detonador de uma guerra nuclear.

No plano económico a estratégica da Nato e da União Europeia parece ter pouco significado na economia russa, o rublo está mais forte. O que isto pode significar para a Europa?

Essa é a grande questão. A Europa viveu desde a II Guerra Mundial de energia barata, vinda de fontes diversificadas. A globalização, com a entrada da China no mercado mundial, exigiu da Europa melhorias de produtividade (robotização) e energia barata (gás russo) para os seus produtos serem competitivos. O fim da energia barata e o fecho de um mercado como o russo, mais o aumento de despesas militares imposto pelos EUA vão “secar” a base de financiamento do Estado-social. O fim deste tipo de Estado assistencial e garante de direitos do trabalho provocará graves alterações de ordem e profundas modificações nos sistemas políticos. No limite, esta guerra por procuração em que a Europa se envolveu poderá destruir o Estado-social e o Estado liberal democrático! O Estado do contrato social defendido por Rosseau, por exemplo.

O PR português, em consonância com Soltenberg e Biden, alertam para as dificuldades sociais que se avizinham; Marcelo disse que o “essencial é a não desmobilização em face dos custos económicos financeiros e sociais”. O que é que esta guerra nos prepara?

Esta guerra prepara-nos um futuro de maior incerteza, logo de maior tensão social e política, prepara a emergência dos populismos e dos correspondentes demagogos. Quer Stoltenberg, quer o seu patrão Biden são populistas e conhecem o cenário em que os cidadãos dos Estados Unidos e da Europa vão viver e utilizaram os mais poderosos e insidiosos instrumentos de manipulação da opinião pública – veja-se o guião de todas as grandes estações de televisão, dos jornais, das redes – para apresentarem o poder russo como responsável do mal que aí vem. A técnica é conhecida e recorrente: Em primeiro lugar dando um rosto ao inimigo, no caso Putin (jamais é referido o governo de Moscovo), em segundo lugar diabolizando o inimigo, depois apoucando-o: está doente, de umas vezes de cancro, de outras de males do foro psiquiátrico. Os dirigentes europeus conhecem o cenário de miséria que esta guerra preparou e estão a sacudir a água do capote. Esta guerra prepara-nos para um grande incêndio e os incendiários estão a atirar as culpas para um inimigo que disputa parte da floresta. Nós, os cidadãos europeus, somos a fauna de coelhos, lebres, ratos, cobras e outros bichos que se vê envolvida pelas chamas.

Inflação, subida da taxa de juros, desemprego e o pedido de Lagarde e Centeno para contenção dos salários. Quer dizer que se aproxima mais uma crise como a de 2008?

Julgo que o pós-guerra da Ucrânia será radicalmente distinto da crise de 2008. A crise de 2008 foi uma crise de um sistema, dentro do sistema e foi resolvida sem alterações do essencial do funcionamento do sistema capitalista, com injeção massiva de dinheiro (virtual), uma manobra que foi justificada pela pandemia. No essencial o comando do sistema manteve-se na Reserva Federal Americana e no poder de emitir dólares e estabelecer taxas de juro. O que estamos a assistir é à criação de um sistema alternativo à dolarização em que vivemos desde o final da II GM. Quer isto dizer que todas as variáveis de análise se alteraram. Haverá uma nova moeda de troca, surgirão novos centros de poder e com eles novos valores, novas formas de vida em sociedade. As novas tecnologias também vão acelerar as mudanças e serão fator de crise, como acontece sempre que se alteram os meios de produção: foi assim com a revolução industrial, por exemplo.

A propósito da entrada da Suécia e da Finlândia na NATO, o que é que que a NATO ofereceu à Turquia? o acordo de extradição assinado entre Suécia, Turquia, Finlândia e Turquia não é entregar Curdos à Turquia, a um governo que tem um historial rico de perseguição aos curdos e violação de direitos humanos? 

A entrada da Suécia e da Finlândia na NATO tem, para mim, um significado: Os intervenientes neste negócio são atores para quem a moral, a ética, os ditos valores correspondem aos interesses do momento. Significam que o dito “Ocidente” não tem valores, ou que os seus valores são os de qualquer batoteiro de esquina. Parafraseando Nietzsche em Assim Falava Zaratrustra, os dirigentes da NATO, os da Suécia e da Finlândia são gente a quem não se deve estender a mão, mas as garras. É por isso muito difícil não sentir um amargo na boca a ouvir esses dirigentes falarem de liberdade, de democracia, de justiça. Valores que lhes deviam queimar as bocas. Em termos de aumento de potencial da NATO ou de garantias de segurança nada se altera. Os governos dos dois países apenas fingem que agem o que evita as questões sérias colocadas pelos eleitores. A questão curda é exemplar da ausência de valores de todos estes atores que se autodefinem como padrões de democracia, os curdos são párias, moeda de troca, como o são e foram os afegãos, os vietnamitas, os talibans, como serão os ucranianos e os egípcios da irmandade muçulmana, abandonados quando passaram da condição de aliados à de obstáculos aos acordos entre os EUA e os antigos poderes. A questão curda está inscrita nas grandes traições que geraram obras-primas, como foi o caso do drama Júlio César de Shakespeare. Eles são os traídos, os sacrificados.

E Portugal não está a ser cúmplice?

Portugal é, desde a fundação, um pequeno Estado vassalo. Os vassalos não são cúmplices, prestam vassalagem e seguem os seus senhores. Portugal, o governo português, poderia, isso sim, não ser ridículo. Assumir a sua insignificância e manter-se discreto. Um outro ponto que esta guerra levanta é o desprezo dos governantes de sistemas políticos democráticos pelos seus cidadãos e pelos eleitores. A Europa, União Europeia e Reino Unido, foi envolvida numa guerra sem que os europeus e os britânicos tenham sido ouvidos, como se este envolvimento fosse uma vulgar ação de administração do condomínio europeu. Este desprezo terá uma resposta dos eleitores quando sentirem na pele as consequências de decisões a que são alheios. Os eleitores, e bem, punirão quem lhes causou sofrimento e, por muito que os meios de manipulação se esforcem, os cidadãos e eleitores europeus não irão pedir contas a Putin, mas aos que elegeram e não foram capazes (ou não quiseram) de prevenir uma situação com pesadas consequências, nem sequer os ouviram.

O petróleo mais caro é uma inevitabilidade?

O preço das matérias-primas nada tem a ver com os custos de produção. Tem a ver com especulação. Os tempos de guerra são os tempos dos abutres. Haverá especulação no petróleo, como houve logo na semana a seguir à invasão com produtos hortícolas produzidos em estufas no Algarve ou na zona do Oeste. Estamos à mercê dos especuladores.

A negociação ainda é possível?

Não há guerras eternas. A mais longa que se conhece, a dos romanos contra os persas durou 300 anos e terminou com a derrota dos dois impérios. Haverá com certeza negociações sobre o que quer a administração da Rússia, quer a administração dos Estados Unidos considerem ser uma vitória e apresentá-la como tal aos seus públicos. Um indicador de que as exigências de ambas as partes não são de “tudo ou nada” é a relativa imunidade de que goza administração da Ucrânia em Kiev. O que pode significar que existe um entendimento de a Ucrânia continuar a ser um Estado reconhecido pela Rússia. A partir daí, manda quem pode…

Que mundo se pode prever no pós-guerra?

Em princípio um mundo multipolar. Um mundo com dois ou mais centros de poder, no mínimo um no Atlântico, e outro no Pacífico, talvez um no Índico. Um mundo com várias moedas de troca internacional, um mundo com ainda menos apoio dos Estados aos cidadãos, um mundo de conflitos regionais, um mundo menos preocupado com questões ambientais e com direitos humanos. Uma Europa ainda menos importante e mais dependente de uma única fonte de poder, os Estados Unidos. Um mundo ainda mais desigual, com maior concentração da riqueza. Um mundo sem utopias, nem esperança, por isso mais agressivo e agreste.

Era urgente uma utopia, uma luz que desse ânimo…

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Crimes de Guerra na Ucrânia (Relatório da Amnistia Internacional)

imagem obtida in https://visao.sapo.pt/exameinformatica/


As notícias que acabei de ler não são nada animadoras, mas é esta a triste realidade que a seguir transcrevo:

Amnistia Internacional diz que tropas russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia 

De euronews • Últimas notícias: 06/05/2022 

A Amnistia Internacional afirma que as tropas russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia.

No relatório "He's not coming back: War Crimes in Northwest Areas of Kyiv Oblast" ("Ele não vai regressar: Crimes de Guerra no Noroeste da Província de Kiev"), divulgado esta sexta-feira, a organização reporta os testemunhos de dezenas de pessoas e a recolha de provas de bombardeamentos ilegais sobre civis em Borodyanka e execuções em várias cidades como, por exemplo, Bucha."Sabemos que os crimes cometidos contra pessoas que vivem nos arredores de Kiev, que hoje relatamos, não são meramente anedóticos, incidentais ou colaterais. Sabemos que fazem parte de um padrão que tem caracterizado a condução de hostilidades da Rússia desde o início. Um padrão repetido, em grande escala e devastador em termos de impacto", refere a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard.

No documento, a Amnistia Internacional defende que os militares russos, incluindo a cadeia de comando, têm de ser julgados por estes crimes de guerra cometidos na Ucrânia.

A delegação da organização esteve na região, nos últimos dias. Em Borodyanka descobriu que pelo menos 40 civis foram assassinados em ataques desproporcionados e indiscriminados...

Já em Bucha, documentou 22 casos de assassinatos cometidos pelas forças invasoras da Rússia. Muitos foram simples "execuções".

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(in pt.euronews.com)

quinta-feira, 28 de abril de 2022

O Tribunal Penal Internacional (TIP) está a investigar os crimes de guerra praticados na Ucrânia

imagem in https://www.poder360.com.br/justica/


As várias entidades que investigam as atrocidades cometidas na Ucrânia reuniram-se, esta quarta-feira, numa sessão informal do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com o objetivo de avaliar o ponto de situação dos inquéritos realizados para averiguar a existência de crimes de guerra na Ucrânia.

De acordo com o procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, não restam dúvidas de que o país é um "cenário de crime", perante o qual o direito internacional não pode ser um "espectador passivo", e de que a verdade da guerra tem de ser apurada.

Um trabalho que, diz Karim Khan, se faz "arregaçando as mangas, trabalhando, conduzindo esforços de investigação à moda antiga, usando tecnologia moderna, aproveitando tecnologias, de satélite, radar ou interceção, e combinando-as para ver o que parece ser verdade". 

"E a grande salvaguarda da justiça internacional, não se deve a uma testemunha em particular. Não se deve a uma autoridade nacional de acusação particular. Não se deve a mim. Há juízes acima de nós, juízes independentes que irão avaliar e pesar as provas e, em última análise, fazer determinações", acrescentou ainda o procurador do TPI.

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(in pt.euronews.com)

domingo, 24 de abril de 2022

Páscoa Ortodoxa na Ucrânia sem tréguas


Arte mostra território ucraniano e russo em meio a guerra e a evolução do ataque da Rússia sob cidades atingidas - Metrópoles
imagem in metropoles.com


Infelizmente, as notícias são cada vez piores sobre a guerra na Ucrânia.

É uma tragédia muito grande, incompreensível na época em que vivemos.

Apesar de ainda estarem vivas muitas das pessoas que terão assistido à última Grande Guerra, contando horrores em relação ao que passaram, quem é mais novo nunca pensou ou imaginou que tais acontecimentos se poderiam voltar a repetir, muito menos com esta dimensão. 

Todos lemos e estudámos na escola o que os nossos Compêndios de História narravam  sobre as Grandes Guerras. E quase 80 anos decorridos e após tantos Acordos, Convenções e Reuniões importantes estes anos todos entre Governantes mundiais em favor do entendimento entre os povos, afinal volta-se ao mesmo? 

É com tristeza que partilho as últimas notícias que li:

Guerra na Ucrânia sem tréguas na Páscoa Ortodoxa

Guerra na Ucrânia sem tréguas à vista. Este fim de semana celebra-se a Páscoa ortodoxa, relevante para dois terços da população russa, mas nem isso trava a frente de batalha. O Presidente do Conselho Europeu pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo no leste do país. Charles Michel esteve ao telefone com o presidente russo. Na resposta ouviu um pedido em sentido contrário: que Bruxelas pressione Kiev a parar os bombardeamentos na região do Donbass.

Rússia e Ucrânia parecem avançar agora para uma batalha pelo controlo do coração industrial do país. De acordo com as informações disponíveis, em Mariupol, a bolsa de resistência ucraniana concentra-se na siderurgia de Azov.



O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, veio dizer que as negociações com a Ucrânia "estagnaram" e que Kiev não respondeu à última proposta que Moscovo lhe enviou há cinco dias. 

Por seu lado, o presidente ucraniano lamentou a relutância da Rússia em conceder uma trégua no leste do país para a Páscoa ortodoxa. Volodymyr Zelenskyy volta a insistir que a Ucrânia "é apenas o início" de uma operação expansionista da Rússia e sugeriu que a Moldávia é a conquista que se segue.

Novas imagens captadas por satélite parecem confirmar uma nova vala comum em Mariupol. As fotos de um cemitério dos arredores da cidade mostram vários sulcos paralelos recentemente escavados com cerca de 40 metros de comprimento. 

Na frente norte, em Kharkiv, os bombardeamentos continuam a atingir estruturas civis. Cerca de vinte edifícios de apartamentos foram atingidos, deixando um rasto de mortos e feridos.

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in pt.euronews.com 23.04.2022    De Teresa Bizarro com Agências    Últimas notícias

terça-feira, 5 de abril de 2022

Bucha e Mariupol (Ucrânia) - as notícias são chocantes!

imagem in bbc.com


Massacre de Bucha é "apenas a ponta do iceberg" 

A comunidade internacional está chocada com as imagens de Bucha, na Ucrânia. Ruas cheias de cadáveres de civis, alegadamente assassinados pelos soldados russos durante a invasão...São centenas...

Os apelos para a adoção de sanções mais duras contra a Rússia são cada vez mais audíveis. A Comissão Europeiaanunciou a abertura de uma investigação e o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, deve ser julgado por crimes de guerra.

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, afirma que o massacre de Bucha é apenas a ponta do iceberg.

"Os horrores que vimos em Bucha são apenas a ponta do iceberg de todos os crimes que foram cometidos pelo exército russo no território da Ucrânia, até agora. Posso dizer-vos, sem exagero, mas com grande tristeza: a situação em Mariupol é muito pior", afiança.

O Kremlin mantém a mesma posição, continuando a negar quaisquer responsabilidades. Nas Nações Unidas, o embaixador russo afirmou que esta é mais uma campanha para desacreditar a Rússia e apontou o dedo às autoridades de Kiev e ao Ocidente.

"Desde o início, ficou claro que isto não tem sido senão mais uma provocação encenada com o objetivo de desacreditar e desumanizar os militares russos e nivelar a pressão política sobre a Rússia. Temos evidências factuais que provam este ponto. Tencionamos apresentá-las no Conselho de Segurança, o mais rapidamente possível, para que a comunidade internacional não seja enganada pela falsa narrativa promovida por Kiev e pelos seus patrocinadores ocidentais", assegura Vassily Nebenzia.

O exército russo tem recuado, nos últimos dias de várias áreas da Ucrânia, estando a concentrar esforços na região oriental do Donbass.

O Kremlin fez um ultimato às forças ucranianas para que saiam de imediato da cidade portuária de Mariupol.

Encontrei esta notícia 
in https://pt.euronews.com
/2022/04/05

sábado, 5 de março de 2022

Um milhão e 450 mil pessoas já terão saído da Ucrânia, por causa da invasão da Rússia

imagem obtida in g7.news


Malas, famílias inteiras, animais e ucranianos de todas as idades. Uma imagem já comum desde que começou a guerra, no país.

"Saí hoje porque há uma ameaça de explosão nuclear", conta uma ucraniana, de malas nas mãos, na estação de Kiev. "As pessoas querem viver", diz.

Uma outra testemunha desta guerra conta aos jornalistas que achava que o conflito "iria durar menos dias" e que nunca pensou que teria de fugir.

As crianças e as mulheres vão, os homens ficam. Alexander, 41 anos, despede-se da filha, de cinco anos, na estação de Lviv.

Em Irpen, arredores de Kiev, centenas de pessoas ficaram barradas numa ponte destruída enquanto tentavam fugir da cidade.

A Organização Internacional das Migrações estima que 1 milhão e 450 mil pessoas já tenham saído da Ucrânia.

Ler mais em pt.euronews.com.   05.03.2022