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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

As investigações continuam para se apurar a origem do míssil caído na Polónia

Quem disparou o míssil? Polónia avança com investigação e Kremlin recusa  culpas - Renascença
imagem obtida in rr.sapo.pt


Estas são as últimas notícias da Euronews sobre este terrível acontecimento, que trará consequências negativas no contexto desta guerra que nos entra em casa diariamente...

Donde terá partido o míssil que matou duas pessoas na Polónia? Grande incógnita...

Blinken aponta dedo à Rússia

As investigações ainda estão em curso para apurar a origem do míssil que se abateu em território polaco no início da semana mas, para o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, a derradeira responsabilidade é do Kremlin, que iniciou a guerra na Ucrânia.

Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano:"Seja qual for a conclusão final, já sabemos quem é o derradeiro responsável por este incidente trágico: a Rússia."

Peritos ucranianos já chegaram à Polónia, onde esperam colaborar com os investigadores polacos para tentar apurar de onde foi disparado o míssil que fez dois mortos.

O presidente polaco, Andrzej Duda, frisou que a participação da Ucrânia no inquérito deve ser feita de acordo com a legislação internacional. Varsóvia parece disposta, para já, a oferecer apenas uma posição de "observadores" aos peritos ucranianos.

Na aldeia onde caiu o projétil, próxima da fronteira com a Ucrânia, os habitantes ainda estão sob o choque.

Ewa Byra, residente de Przewodow:"Não esperávamos algo assim, apesar de termos uma guerra a acontecer a apenas seis quilómetros da nossa aldeia. Este tipo de acidente pode acontecer a qualquer momento."

Face aos receios de uma escalada no conflito, os líderes ocidentais frisam que se trata provavelmente de um acidente. Apesar da declaração de Blinken, Estados Unidos e NATO apoiam a hipótese de Varsóvia, que acredita que o míssil veio provavelmente da defesa antiaérea ucraniana, o que é rejeitado por Kiev.

in pt.euronews.com.   18.11.2022

domingo, 8 de fevereiro de 2015

"Sexo depois dos 70 anos?"

in: media-cache-ecO.pinimg.com
"Sim, é comum", podemos nós ler na Revista Sábado nº 562 (de 5 a 11 de fevereiro de 2015), que cita a conclusão de um estudo britânico feito pela Universidade de Manchester e pelo Centro de pesquisa NatCen.

O mesmo estudo acrescenta que um terço desses idosos têm relações sexuais com alguma frequência, apontando 54% dos homens e 31% de mulheres que continuam a ter vida sexual ativa, depois dos 70 anos.

As manifestações de afeto nessas pessoas continuam a existir, dando a perceber aos investigadores que 31% dos homens e 20% das mulheres beijam ou acariciam os seus parceiros.

Ainda um outro dado interessante e importante: não é a idade que interfere na diminuição da atividade sexual entre os casais, mas sim, conflitos ou estados de saúde.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"A violência está em dois genes"

imagem de: blogdadeborahrajao.blogspot.com
"Estudo relaciona dois genes com maior inclinação para cometer atos violentos
Estudo divulgado pelo Instituto Karolinska, de Estocolmo, na Suécia, identifica dois genes que podem estar ligados a "um aumento da inclinação para cometer atos violentos de forma repetida".
Um estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Karolinska, de Estocolmo, na Suécia, identifica dois genes que podem estar ligados a “um aumento da inclinação para cometer atos violentos de forma repetida”. O estudo, que envolveu testes genéticos a 895 reclusos condenadas por diferentes delitos na Finlândia, vem relançar o debate sobre se um indivíduo nasce com propensão para a violência e a criminalidade devido aos genes ou se isso acontece por causa das circunstâncias que o rodearam na infância.
A investigação descobriu uma relação entre a violência e uma variante do gene MAOA, já assinalada em estudos anteriores, mas também com a variante do gene CDH13, ligada anteriormente a alterações do comportamento e a doenças psiquiátricas. Os especialistas alertam contudo para interpretações abusivas que apontem no sentido de que existem “genes da violência” aos quais é impossível escapar.
A investigação ressalva que estes não devem ser os únicos genes envolvidos na explicação do comportamento violento.
Os investigadores europeus e norte-americanos que assinam o estudo, publicado hoje na revista especializada “Molecular Psychiatry”, adiantam ter tido também em conta fatores de contexto – antecedentes de abusos de substâncias (drogas e álcool), personalidade antissocial ou maus tratos na infância – sem que isso tenha alterado os resultados. “Nas pessoas condenadas por delitos que não incluíam violência, não foi possível observar a mesma presença dos genes MAOA e CDH13, o que indica que estas variantes genéticas estão relacionadas com o comportamento violento”, assinalou, em comunicado, Jari Tiihonen, professor de neurociências no Karolinska.
A investigação ressalva que estes não devem ser os únicos genes envolvidos na explicação do comportamento violento e que os fatores do meio ambiente têm também um papel fundamental na compreensão deste fenómeno. “Encontramos dois genes que têm um efeito mais importante sobre o comportamento agressivo, há provavelmente dezenas ou centenas de outros genes que têm um efeito menor”, acrescentou.
O gene MAOA comanda a produção de uma enzima que intervém na eliminação de neurotransmissores como a dopamina.
Os autores adiantam ainda que estes genes são muito correntes e que um em cada cinco indivíduos é portador, sendo que a maioria destes nunca cometerá uma violação, agressão ou homicídio. Por outro lado, no grupo ultraviolento que participou no estudo foram encontrados alguns indivíduos não portadores destes genes.
O gene MAOA comanda a produção de uma enzima que intervém na eliminação de neurotransmissores como a dopamina. A diminuição do nível de atividade desta enzima na forma mutante do gene foi já descrita como estando ligada ao risco de delinquência. O gene CDH13 surge associado a problemas de controlo de impulsividade. “É importante recordar que os nossos resultados não podem nem devem ser usados para avaliações individuais. Não se pode aplicar este tipo de análise genética com propósitos preventivos, nem jurídicos”, advertiu Tiihonen.
Os resultados do estudo finlandês podem ser similares em outros países desenvolvidos, mas “não nos países pobres, onde os aspetos sociais, como a pobreza, podem ser muito mais importantes”, sublinham os autores."
in http://observador.pt/2014/10/28/

terça-feira, 14 de maio de 2013

Atenção: "Consumo de produtos naturais pode levar à morte" segundo a Coordenadora do Observatório de Interações Planta-Medicamento, da Universidade de Coimbra


Investigação 
Consumo de produtos naturais pode levar à morte
O Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIMP/FFUC) lança esta segunda-feira uma campanha para sensibilizar a população dos riscos que corre ao consumir medicamentos com produtos naturais, como chás, suplementos ou até alimentos, combinações que nalguns casos podem conduzir à morte.
Consumo de produtos naturais pode levar à morte

"É fundamental que o consumidor conheça os vários tipos de produtos disponíveis no mercado, o que contêm, para que servem, e o risco que pode correr quando os consome", disse à agência Lusa a coordenadora do Observatório, da Universidade de Coimbra, que estuda as interacções planta-medicamento "mais frequentes e preocupantes" que ocorrem em Portugal para ajudar a preveni-las.
A leitura dos rótulos é essencial: "Se o produto estiver dentro da lei" dispõe a informação necessária para ajudar o consumidor a não correr riscos, explicou Maria da Graça Campos.
O aumento do número de relatos de casos, incluindo mortes, em que surgiram estas interacções tem acompanhado o recente crescimento do consumo destes produtos.
"Muitos destes produtos são vendidos para uso terapêutico como se fossem suplementos alimentares, o que é absolutamente aberrante dado que não suplementam nada e ainda podem colocar em risco a vida dos doentes", alertou.
Nos últimos 15 anos, "a expansão no consumo" destes produtos sofreu "um enorme implemento", alegando-se os benefícios da medicina tradicional.
"A verdade é que se criou um negócio bilionário à volta desta ideia, que foge ao controlo rigoroso de eficácia e segurança", criticou a investigadora, afirmando que é preciso combater o mito de que "os produtos naturais não fazem mal".
Convencidas de que o que é "natural é bom", as pessoas "compram indiscriminadamente" tudo o que lhes propõem.
"Enquanto não houve internet, a ciência estava razoavelmente controlada e a investigação de plantas com elevado potencial terapêutico pertencia apenas a quem dominava esses conteúdos. Hoje, qualquer pessoa acede às bases de dados mundiais e encontra milhões de artigos a referirem esta ou aquela planta com potencial para poder vir a ser desenvolvido um novo medicamento", advertiu.
Contudo, não sabem que os constituintes activos da planta induzem mais efeitos indesejáveis do que possíveis benefícios.
"O que o público não sabe é que a eficácia [destes produtos], na maior parte das vezes, não foi provada, que o controlo de qualidade é nulo e que, por vezes, vêm adicionados de medicamentos contrafeitos, que podem ainda vir contaminados com substâncias altamente tóxicas", alertou Graça Campos.
Tal como noutros países, existe em Portugal "uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença" a preços elevados, disse Graça Campos.
A investigadora deu exemplos de plantas que interagem com os medicamentos, como as fibras da alimentação, ou suplementos que as contenham em grande quantidade, que podem diminuir a absorção de alguns fármacos, como os antidiabéticos orais.
Também o chá verde, o guaraná ou a erva-mate, que possuem uma grande quantidade de cafeína, estimulante do sistema nervoso central, estão contra-indicados em casos de hipertensão e perturbações de ansiedade.
"Quem estiver a tomar, por exemplo, ansiolíticos e/ou antidepressivos pode vir a ter um efeito oposto", advertiu.
Doentes com hipertensão, se tomarem com a medicação outros vasodilatadores como o Ginkgo ou folhas de oliveira podem sofrer quebras bruscas de pressão arterial e desmaios.
Estas e outras interacções serão explicadas ao longo de cinco semanas nos Media, através desta campanha, que tem quatro públicos-alvo: os doentes polimedicados, a população saudável que usa suplementos, os adolescentes/drogas/smart drugs e os doentes oncológicos.

Segundo leitura das Notícias ao Minuto, terça-feira, 14 de maio 2013

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fundação Champalimaud

Em testamento, António Champalimaud doou um terço da sua fortuna, 500


milhões de euros, para a criação de uma fundação na área da saúde.


Seis anos após a sua morte, nasceu à beira Tejo um dos “melhores espaços

de investigação de doenças cancerígenas no mundo”. Este centro vai dedicar-

se a duas áreas específicas: oncologia e neurociências.


"Moveu-se o céu e a terra para tornar este centro um dos melhores espaços


de investigação de doenças cancerígenas no mundo", afirmou Raghu Kalluri,


professor de Medicina em Harvard e director do futuro Centro do Cancro,


citado recentemente pelo “New York Times”. O Hospital do Cancro, preparado


para receber 300 doentes por dia, vai ocupar dois dos pisos (piso térreo e


cave) do Centro Champalimaud para o Desconhecido.


Já os dois pisos superiores são destinados à investigação. Raghu Kalluri


revelou ao jornal “Público” que os médicos contratados “vão ter 50% do seu


tempo dedicado à investigação. Vão poder fazer investigação básica no


laboratório, estudar a epidemiologia de um cancro, os tratamentos, os


resultados clínicos, fazer ensaios clínicos de novos medicamentos”. Raghu


Kalluri afirmou ainda que o centro quer ser “reconhecido como um dos


melhores sítios do mundo para a investigação na área das metástases”.


O Centro Champalimaud para o Desconhecido terá “500 investigadores a


trabalhar lado a lado com 100 médicos, lidando com cerca de 300 pacientes


por dia”. Esta aproximação da investigação às práticas terapêuticas será,


segundo o próprio Centro, algo “único” e “aplaudido por outros cientistas”.


Para além da Investigação Cientifica, o Centro tem uma Cafetaria virada


para o Rio Tejo.....cuja a paisagem que se desfruta é magnifica.