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terça-feira, 21 de abril de 2026

Os Estados Unidos e o Irão: um conflito eterno

imagem in: pt.euronews.com


É deveras preocupante o que se está a passar em todo o mundo, mas, mais concretamente, de há três anos para cá, é constrangedor assistir às notícias nos meios de comunicação social sobre o que se vai passando.

São conflitos sobre conflitos, crises sobre crises sendo os mais preocupantes, as guerras que nos estão a martirizar: Rússia-Ucrânia, Israel-Palestina, Israel-Líbano e mais recentemente, Estados Unidos-Irão.

Ao fazer a minha leitura sobre as notícias do mundo em pt.euronews.com, encontrei um artigo sobre EUA e Irão, e partilho-o para melhor compreendermos o que está verdadeiramente em jogo: grandes interesses, poder, dinheiro, corrupção...

Quando voltaremos a ter paz verdadeira? Ai, quão longe eu sinto que dela estamos!

Segue-se então a partilha do artigo de MALEK FOUDA, de 21/04/2026:

Cessar-fogo entre EUA e Irão à beira do colapso devido a impasse nas conversações e agravamento da crise no Estreito de Ormuz

Washington e Teerão manifestaram-se ambos prontos a retomar as hostilidades, uma vez que as conversações de paz no Paquistão continuam no limbo depois de o Irão se ter retirado da segunda ronda de negociações.

Os Estados Unidos e o Irão advertiram que estão prontos para retomar a guerra à medida que o cessar-fogo em curso se aproxima do seu termo, uma vez que o destino da segunda ronda de conversações de paz de alto risco entre Washington e Teerão permanece incerto.

A Casa Branca disse que o vice-presidente JD Vance estava pronto para voar de volta a Islamabad para liderar a delegação dos EUA, que também incluiria o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner.

As negociações estavam inicialmente previstas para segunda-feira na capital paquistanesa, mas foram interrompidas depois de o Irão ter anunciado a sua retirada das conversações destinadas a pôr termo à guerra, que envolveu o Médio Oriente e abalou os mercados mundiais.

A retirada de Teerão foi parcialmente desencadeada pela apreensão pelos EUA de um navio de carga com bandeira iraniana a caminho de um porto no domingo. A Marinha dos EUA afirmou que o navio não tinha cumprido os seus avisos e estava a tentar fugir ao bloqueio dos portos iranianos.O bloqueio entrou em vigor na semana passada em resposta ao encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, o que provocou uma subida em flecha dos preços do petróleo a nível mundial.

O Irão afirmou que o bloqueio naval dos seus portos é uma violação do acordo de cessar-fogo, o que os EUA refutam. Trump insistiu que a Marinha dos EUA continuará a aplicá-lo até que o Irão reabra a via navegável estratégica que controla ao tráfego marítimo, sem condições."O bloqueio, que não será retirado até que haja um 'acordo', está absolutamente a destruir o Irão. Eles estão a perder US$ 500 milhões (...) por dia, um número insustentável, mesmo a curto prazo", escreveu Trump na rede social Truth Social.

Teerão também disse que se recusa a envolver-se em quaisquer esforços diplomáticos sob a ameaça de ataque, depois de Trump, em vários posts nas redes sociais nos últimos dias, ter ameaçado intensificar os combates e fazer "explodir" todo o país se este não entrar num acordo com Washington.

"Trump, ao impor um cerco e violar o cessar-fogo, procura transformar esta mesa de negociações - na sua própria imaginação - numa mesa de rendição ou para justificar um novo belicismo", escreveu o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, no X, na segunda-feira.

"Não aceitamos negociações sob a sombra de ameaças e, nas duas últimas semanas, preparámo-nos para revelar novas cartas no campo de batalha", acrescentou.

A Guarda Revolucionária do Irão - uma unidade de elite com a sua própria marinha, que responde diretamente perante o ayatollah - avisou que iria atacar qualquer navio que tentasse passar pelo Estreito de Ormuz sem autorização.

As vias navegáveis facilitam a passagem de cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo, gás e outros produtos cruciais como os fertilizantes.

O petróleo bruto Brent, o padrão internacional, foi negociado a pouco mais de 95 dólares por barril na terça-feira, uma queda acentuada em relação ao valor próximo de 120 dólares que atingiu antes do cessar-fogo, mas ainda assim um aumento de cerca de 40% em comparação com os preços no início de fevereiro.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Como vai o mundo: A Rússia continua a invadir a Ucrânia e não quer acordo de cessar-fogo

Presidente russo se reúne com empresários e garante estabilidade | Agência  Brasil
imagem do russo Vladimir Putin in https://agenciabrasil.ebc.com.br


A leitura do artigo da pt.euronews.com (de Sasha Vakulina) e que partilho logo a seguir a esta minha curta introdução, deixou-me bastante preocupada, na medida em que, parece não haver qualquer alternativa para a Ucrânia,  senão acabar por ser totalmente destruída, tomada pelo povo russo. Desaparece uma nação, um povo, pura e simplesmente!

Donald Trump não consegue ajudar a resolver este conflito, embora continue iludido que sim e que vai obter um êxito total, inesquecível na História.

Putin mostra-se irredutível, quer continuar a guerra e não concorda com um cessar-fogo.

A seu mando, os militares russos continuam a invadir as cidades ucranianas, a matar inocentes, enfim, a destruirem tudo o que conseguem e que, pelos vistos, está ao seu alcance. Avança e temos de assistir a tudo sem conseguirmos fazer nada para que a situação se reverta.

E a Comunidade Internacional, para mim, está a permitir semelhante genocídio que está a marcar e a traumatizar o mundo inteiro. Não há um Tribunal Penal de Direito Internacional que funcione? Que consiga acabar com estes genocídios todos?

Pergunto-me: o que vai ser das gerações vindouras? Como vão viver os nossos filhos e netos? Vão, decerto, viver um inferno em larga escala, por aquilo de que temos conhecimento e que os meios de comunicação nos mostram diariamente. Com outra agravante:  as guerras, os desentendimentos estão a alastrar para outros países. 

Eu concluo que "está tudo em pé de guerra"!

É triste viver assim, com tudo o que se está a passar a nível mundial: não há grandes esperanças que consigamos vir a viver tão cedo uma paz duradoura.


Aqui está o artigo:

Moscovo negou que a última ronda de sanções da UE e as novas medidas rigorosas de Washington tenham qualquer efeito na sua economia ou na sua estratégia de guerra, dando a entender que a Rússia não vai recuar na sua invasão da Ucrânia nem concordar com um cessar-fogo.

As sanções da União Europeia (UE) contra Moscovo estão "na verdade a funcionar contra Bruxelas", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia na quinta-feira, acrescentando que "as possibilidades de as expandir foram esgotadas".

O Kremlin continua a negar que as novas medidas mais rigorosas tenham qualquer impacto na economia russa e na estratégia de guerra de Moscovo na Ucrânia, sinalizando que não vai alterar a sua posição de invasão e que não vai concordar com um cessar-fogo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que mesmo as sanções dos EUA contra os gigantes petrolíferos Rosneft e Lukoil "não causarão problemas à Rússia, que desenvolveu uma forte imunidade a tais restrições".

"No entanto, enviam um sinal contraproducente, incluindo do ponto de vista do acordo ucraniano", afirmou a porta-voz Maria Zakharova na quinta-feira.

Dmitry Medvedev, antigo presidente e ex-primeiro-ministro da Rússia, foi mais longe e classificou Washington como inimigo de Moscovo. Os Estados Unidos são nossos inimigos, e o seu 'pacificador' falador embarcou agora totalmente num caminho de guerra com a Rússia", disse Medvedev, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"As decisões tomadas são um ato de guerra contra a Rússia. E agora Trump alinhou totalmente com a Europa louca".

Irá a Rússia concordar com um cessar-fogo?

"Agora é o momento de parar a matança e de um cessar-fogo imediato", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quarta-feira, ao anunciar a notícia das sanções de Washington, as primeiras desde o regresso de Trump à Casa Branca.

"Dada a recusa do presidente Putin em pôr fim a esta guerra sem sentido, o Tesouro está a sancionar as duas maiores empresas petrolíferas da Rússia que financiam a máquina de guerra do Kremlin. O Tesouro está preparado para tomar outras medidas, se necessário, para apoiar o esforço do presidente Trump para acabar com mais uma guerra. Incentivamos os nossos aliados a juntarem-se a nós e a aderirem a estas sanções."

Donnacha Ó Beacháin, cientista político da Universidade da Cidade de Dublin, disse à Euronews que esta medida não vai fazer a Rússia recuar na sua guerra contra a Ucrânia.

"Não acredito que Putin vá recuar agora ou concordar com um cessar-fogo ou com negociações significativas. Porque é que o faria?", questionou Ó Beacháin.

"Durante o fim de semana, Trump convocou o presidente (Volodymyr) Zelenskyy para Washington e, após um briefing telefónico de duas horas de Putin, repreendeu o líder ucraniano, dizendo-lhe que tinha de ceder às exigências da Rússia ou enfrentaria a destruição da Ucrânia", salientou.

Ao chegar à cimeira da UE, na quinta-feira de manhã, em Bruxelas, Zelenskyy disse que a Ucrânia não está a ser pressionada a fazer concessões territoriais e que não vai ceder nenhuma das áreas temporariamente ocupadas pela Rússia.

"Os apoiantes da Rússia - sobretudo a China e a Coreia do Norte - têm apoiado o esforço de guerra do Kremlin. A Coreia do Norte enviou dezenas de milhares de tropas e forneceu mais munições à Rússia do que toda a União Europeia forneceu à Ucrânia", afirmou Ó Beacháin.

Ó Beacháin disse ainda à Euronews que Putin só contempla um cessar-fogo ou negociações "quando acredita que está em risco de perder território ou poder"."Para Putin, qualquer acordo refletirá as realidades no campo de batalha. Enquanto se aperceber de um progresso mínimo, terá poucos incentivos para parar", sublinhou, referindo-se aos 0,4% de ganhos territoriais em 2025, conseguidos com enormes custos humanos.

Ó Beacháin realçou que Putin deixou claro que só se encontraria com Zelenskyy "para formalizar um acordo pré-estabelecido que equivaleria à capitulação da Ucrânia".

"Não há provas de que esta posição tenha mudado", concluiu.
(in: pt.euronews.com) ( por Sasha Vakulina)

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Elevador da Glória - Um símbolo eterno da nossa capital afetado pela tragédia

Elevador Da Glória - O que saber antes de ir (ATUALIZADO 2025)
imagem obtida em tripadvisor.pt

O Acidente do Elevador da Glória foi um acidente ocorrido com o Elevador da Glória a 3 de setembro de 2025, na Calçada da Glória, em Lisboa, Portugal. A quebra do cabo estrutural do elevador terá causado a queda livre e descarrilamento do carro n.º 1, e a morte de 16 pessoas, e ferimentos em outras 23.

O Elevador da Glória é um funicular construído na Calçada da Glória sob projeto do engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard.[4] Foi inaugurado a 24 de outubro de 1885, constituindo-se no segundo do género implantado na cidade por iniciativa da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa.[5] Desde setembro de 1915 que é movido a eletricidade.[6] Em 1926 foi finalmente integrado na Carris após a absorção da NCAML em 1913.[7] nesta e foi completamente remodelado em 1944.[6] Tem como principal função permitir a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Bairro Alto, percorrendo 275 metros ao longo de uma via bastante íngreme, percurso esse que efetua em pouco mais de três minutos.[8][9][10]

Este elevador é um dos principais pontos turísticos da capital portuguesa,[11] sendo utilizado anualmente por cerca de três milhões de pessoas.[12]

A 7 de maio de 2018, uma falha de manutenção grave causou o descarrilamento de um dos carros, embora sem que o mesmo tombasse e sem causar quaisquer vítimas. O elevador ficou inoperacional durante um mês.[13][14]

A manutenção dos elevadores de Lisboa está externalizada desde 2011. O último concurso público para a manutenção foi aberto em 2022, ao qual concorreram quatro empresas, após o qual a Carris assinou um contrato com a empresa MAIN - Maintenance Engineering​, no valor de um milhão de euros, englobando os elevadores da Bica, Lavra e Santa Justa. Segundo o sindicato dos trabalhadores da Carris, os funcionários da empresa reportaram por várias vezes um deficiente trabalho de manutenção por parte desta empresa.[15] O elevador esteve em manutenção entre 26 de agosto e 30 de setembro de 2024, sendo esta a sua última manutenção antes do acidente.[13]

Ao contrário de outros transportes por cabo no país, o Elevador da Glória, como também o do Lavra, nunca foram supervisionados pela Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária, que funciona no âmbito do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.[16]

Antecedentes

O Elevador da Glória é um funicular construído na Calçada da Glória sob projeto do engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard.[4] Foi inaugurado a 24 de outubro de 1885, constituindo-se no segundo do género implantado na cidade por iniciativa da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa.[5] Desde setembro de 1915 que é movido a eletricidade.[6] Em 1926 foi finalmente integrado na Carris após a absorção da NCAML em 1913.[7] nesta e foi completamente remodelado em 1944.[6] Tem como principal função permitir a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Bairro Alto, percorrendo 275 metros ao longo de uma via bastante íngreme, percurso esse que efetua em pouco mais de três minutos.[8][9][10]

Este elevador é um dos principais pontos turísticos da capital portuguesa,[11] sendo utilizado anualmente por cerca de três milhões de pessoas.[12]

A 7 de maio de 2018, uma falha de manutenção grave causou o descarrilamento de um dos carros, embora sem que o mesmo tombasse e sem causar quaisquer vítimas. O elevador ficou inoperacional durante um mês.[13][14]

A manutenção dos elevadores de Lisboa está externalizada desde 2011. O último concurso público para a manutenção foi aberto em 2022, ao qual concorreram quatro empresas, após o qual a Carris assinou um contrato com a empresa MAIN - Maintenance Engineering​, no valor de um milhão de euros, englobando os elevadores da Bica, Lavra e Santa Justa. Segundo o sindicato dos trabalhadores da Carris, os funcionários da empresa reportaram por várias vezes um deficiente trabalho de manutenção por parte desta empresa.[15] O elevador esteve em manutenção entre 26 de agosto e 30 de setembro de 2024, sendo esta a sua última manutenção antes do acidente.[13]

Ao contrário de outros transportes por cabo no país, o Elevador da Glória, como também o do Lavra, nunca foram supervisionados pela Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária, que funciona no âmbito do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.[16]

(imagem em pt.wikipedia.org)
Teatro de operações na Praça dos Restauradores após o acidente

Acidente


A 3 de setembro de 2025, pelas 18:00, ambas as cabinas nº1 e nº2 estavam estacionados respetivamente no Jardim de São Pedro de Alcântara e na Praça dos Restauradores, recebendo passageiros, não estando determinado qual era o número de passageiros que viajavam em cada cabina. Pelas 18:03, ambas as cabinas iniciam viagem (para sentido descendente e ascendente, respetivamente). Instantes após o início da marcha e não percorrendo mais de cerca de seis metros, os carros subitamente perdem a força de equilíbrio garantida pelo cabo de ligação que as une, já que o cabo da estrutura do elevador, que assegurava também a sua segurança, soltou-se. A cabina nº2, que começava a subir da posição inferior junto à Praça dos Restauradores, descaiu cerca de dez metros, ficando preso pelo gradil no limite inferior do carril, sem descarrilar. Já a cabina nº1, que começava a descer da posição superior junto ao Jardim de São Pedro de Alcântara, começou a descer a calçada da Glória desgovernada em grande velocidade até, por volta das 18:04, descarrilar e embater no edifício localizado no cotovelo da calçada da Glória.[19][20] O alerta para o acidente foi dado às 18:08.[15][21] Para o local foram enviados meios do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, do INEM, de Bombeiros Voluntários de vários concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, da Polícia Municipal de Lisboa, da Polícia de Segurança Pública e do Serviço Municipal de Proteção Civil.[22]

O acidente causou no imediato 15 mortos e 23 feridos, dos quais dez em estado grave, tendo um destes acabado por falecer na madrugada do dia seguinte no Hospital de São José, entre ocupantes da carruagem e transeuntes que circulavam na calçada da Glória.[23][24][25][13][26][18] Os feridos foram transportados para os hospitais da região de Lisboa, designadamente para o Hospital de São José, Hospital de Santa Maria, Hospital de São Francisco Xavier, e ainda para o Hospital Fernando Fonseca e para o Hospital de Cascais.[27]

Um dos mortos era o guarda-freio da carruagem, André Marques. As outras quatro vítimas mortais portuguesas eram funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.[28] De uma família de turistas alemães que se encontrava a bordo, uma criança de três anos sobreviveu com ferimentos leves encontrando-se os pais internados em estado grave.[29] Entre os treze feridos ligeiros estão dois de nacionalidade espanhola, uma mulher italiana que sofreu uma fratura no braço, entre outros de nacionalidade portuguesa, canadiana, americana, ucraniana, brasileira, australiana, israelita e francesa.[17][30] Segundo informações das autoridades de saúde, nomeadamente Álvaro Almeida, diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, todos os feridos considerados ligeiros já teriam tido alta hospitalar no final da tarde do dia 4 de setembro de 2025.[31]

Este acabou por ser o pior acidente ferroviário em território nacional desde o desastre em Póvoa de Santa Iria em 1986, que vitimou 17 pessoas,[32] e um dos piores desde Moimenta-Alcafache em 1985, considerado o pior acidente ferroviário nacional.[33]

FONTE: pt.wikipedia.org

(Mais informação e explicação das notas numeradas em:
Acidente do Elevador da Glória - Wikipedia, a enciclopédia livre
pt.wikipedia.org)

*** Presto aqui a minha grande homenagem às vítimas e familiares deste grande acidente.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Antena 1 - Rádio Pública comemora hoje 90 anos - Parabéns!

Radio Antena 1 - Ouvir em RADIOVIANET.COM
imagem obtida in: radiovianet.com

Esta rádio é a minha preferida diariamente e é nela que oiço as notícias mais fidedignas, em relação ao que se passa no mundo.

Comemora hoje os seus 90 anos de vida como meio de comunicação social e sempre com a preocupação de transmitir apenas e só a verdade.

Há nela um conjunto de locutores e repórteres com formação de qualidade que se preocupam com o jornalismo verdadeiro, sério, evitando o sensacionalismo

Para isso, trabalham diária e intensamente para que cheguem até nós as notícias nacionais e internacionais, sempre de última hora!

No fundo, tudo o que se passa no nosso"planeta", é atualizado em cada hora do dia! Já para não falar nas outras rubricas, entrevistas, programas culturais, podcasts...

Parabéns e continuem sempre assim!

domingo, 22 de junho de 2025

E:U:A: Estados Unidos entraram oficialmente no conflito entre Israel e o Irão

Deste modo, temos mais uma escalada de guerras entre vários países e o mundo inteiro está em perigo!

Assim, partilho as notícias da pt.euronews.com

De Manuel Ribeiro & AP     Publicado a 22/06/2025)

CNN Portugal on X: "O presidente dos EUA descreveu os ataques militares dos  EUA a três instalações nucleares iranianas, na madrugada deste domingo,  como um "sucesso militar espetacular", em declarações na Casa
imagem obtida in X.com


Vários países e a ONU reagiram ao envolvimento oficial dos EUA no conflito entre Israel e o Irão. 

Do Médio Oriente ao resto do mundo, pede-se desanuviamento da situação e o regresso à diplomacia.

O mundo acordou no domingo com a entrada oficial dos EUA no conflito entre Israel e o Irão. O Presidente Donald Trump tinha dito na quinta-feira que decidiria o envolvimento de Washington na guerra de Israel contra Teerão em duas semanas, mas tomou a decisão final em apenas alguns dias.

A partir da chamada "Situation Room", na Casa Branca, Washington, Trump e os seus conselheiros, deu a ordem para que, na madrugada de domingo, os bombardeiros furtivos B-2 entrassem em ação com ataques cirúrgicos às instalações nucleares do Irão, sob o pretexto deste país estar a construir uma bomba nuclear.Os B-2 terão saído das bases aéreas de Guam e Diego Garcia para libertarem as poderosas bombas de penetração nas centrais nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan.

Não se sabe ao certo que danos foram infligidos, e o Irão disse que se reservava o direito de "resistir com força total".

Alguns questionaram se um Irão enfraquecido capitularia ou permaneceria desafiador e começaria a atacar com aliados alvos americanos espalhados pela região do Golfo.

Os aliados dos norte-americanos no Médio Oriente apelaram a um regresso à mesa das negociações na sequência dos ataques que alimentaram o receio de um conflito mais vasto, ao mesmo tempo que salientaram a ameaça que representa o programa nuclear de Teerão. 

Alguns países e grupos da região, incluindo os que apoiam o Irão, condenaram a medida, ao mesmo tempo que apelam ao desanuviamento da situação.

ONU apela à diplomacia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou estar "gravemente alarmado" com o uso da força pelos Estados Unidos.

"Existe um risco crescente de que este conflito possa rapidamente ficar fora de controlo - com consequências catastróficas para os civis, para a região e para o mundo", afirmou numa declaração na plataforma de comunicação social X. 

"Apelo aos Estados-Membros para que reduzam a escalada". "Não há solução militar. O único caminho a seguir é a diplomacia".

Keir Starmer do Reino Unido pede ao Irão que volte à mesa das negociações

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apelou ao Irão para que regresse à mesa das negociações a fim de pôr termo à crise por via diplomática, afirmando que a estabilidade é a prioridade na região volátil, mas a questão que importa saber é se os EUA e Israel querem sentar-se à mesa e resolver a questão pela via diplomática? 

Entretanto, o Reino Unido, juntamente com a União Europeia, a França e a Alemanha, tentaram, sem sucesso, mediar uma solução diplomática em Genebra na semana passada com o Irão.

Starmer afirmou que o programa nuclear do Irão representa uma grave ameaça para a segurança mundial.

"Não se pode permitir que o Irão desenvolva uma arma nuclear e os Estados Unidos tomaram medidas para atenuar essa ameaça", afirmou Starmer.

Chefe da diplomacia europeia e Von der Leyen apelam à contenção

A principal diplomata da União Europeia afirmou que não se deve permitir que o Irão desenvolva uma arma nuclear, mas instou os envolvidos no conflito a mostrarem contenção.

"Exorto todas as partes a recuarem, a regressarem à mesa das negociações e a evitarem uma nova escalada", afirmou a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, numa publicação nas redes sociais.

A Presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, publicou na rede X que a estabilidade na região deve ser a nossa prioridade, bem como o respeito pelo direito internacional. Apela a uma solução diplomática.

Itália diz que um Irão nuclear representa perigo para a região

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou que as instalações nucleares iranianas "representam um perigo para toda a região", mas espera que a ação possa conduzir a um desanuviamento do conflito e a negociações.

China questiona se EUA está a cometer o erro do Iraque?

Um comentário dos meios de comunicação social do governo chinês pergunta se os EUA estão a "repetir o erro do Iraque no Irão".

O artigo online da CGTN, o braço de língua estrangeira da emissora estatal, disse que os ataques dos EUA marcam um ponto de viragem perigoso.

"A história tem demonstrado repetidamente que as intervenções militares no Médio Oriente produzem frequentemente consequências indesejadas, incluindo conflitos prolongados e desestabilização regional", afirmou, citando a invasão americana do Iraque em 2003.

A abordagem diplomática e ponderada é a melhor esperança para a estabilidade no Médio Oriente.

Iraque tem relações estreitas com Washington e Teerão

O Governo iraquiano condenou os ataques dos EUA, afirmando que a escalada militar criou uma grave ameaça à paz e à segurança no Médio Oriente. O governo iraquiano afirmou que a escalada militar representa um sério risco para a estabilidade regional e apelou a esforços diplomáticos para desanuviar a crise.


"A continuação de tais ataques corre o risco de uma escalada perigosa com consequências que ultrapassam as fronteiras de qualquer Estado, ameaçando a segurança de toda a região e do mundo", afirmou o porta-voz do governo, Bassem al-Awadi, no comunicado.

O Iraque tem relações estreitas tanto com Washington como com Teerão, e tem tentado equilibrá-las ao longo dos anos. O país tem também uma rede de poderosas milícias apoiadas pelo Irão, que até agora não entraram na luta.
Arábia Saudita não condena ataques, mas está preocupada

A Arábia Saudita, um dos principais aliados dos EUA na região, manifestou "profunda preocupação" com os ataques aéreos dos EUA, mas não chegou a condená-los.

"O Reino sublinha a necessidade de envidar todos os esforços possíveis para exercer contenção, diminuir as tensões e evitar uma nova escalada", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado.

A Arábia Saudita tinha anteriormente condenado os ataques de Israel às instalações nucleares e aos líderes militares iranianos.
Qatar lamenta a escalada das tensões

O Qatar, que alberga a maior base militar dos EUA no Médio Oriente, declarou que "lamenta" a escalada das tensões na guerra entre Israel e o Irão.

Numa declaração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar exortou todas as partes a mostrar contenção e "evitar a escalada, que os povos da região, sobrecarregados por conflitos e pelas suas trágicas repercussões humanitárias, não podem tolerar".

O Qatar tem sido um mediador fundamental na guerra entre Israel e o Hamas.

Omã receia o alargamento do conflito

O Omã, que serviu de mediador nas conversações nucleares entre o Irão e os EUA, condenou os ataques aéreos, afirmando que estes aumentaram as tensões na região.

Os ataques aéreos dos EUA ameaçam "alargar o âmbito do conflito e constituem uma grave violação do direito internacional", afirmou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã num comunicado.

Eixo de Resistência do Irão apela à Jihad

Tanto os rebeldes Houthi no Iémen como o Hamas condenaram os ataques dos EUA.

Numa declaração de domingo, o gabinete político Houthi apelou às nações muçulmanas para se juntarem "à Jihad e à opção de resistência como uma frente contra a arrogância sionista-americana".


O Hamas e os Houthis fazem parte do chamado Eixo de Resistência do Irão, um conjunto de representantes pró-iranianos que se estende do Iémen ao Líbano e que, durante anos, deu à República Islâmica um poder considerável em toda a região.

Quanto ao Hezbollah, o grupo militar não empreendeu qualquer ação militar contra Israel em solidariedade com o seu principal aliado, o Irão, e ainda não comentou os ataques noturnos de Washington.

No Líbano, o seu novo presidente, Joseph Aoun, afirmou que os bombardeamentos dos EUA podem conduzir a um conflito regional que nenhum país pode suportar e apelou a negociações.

"O Líbano, os seus dirigentes, os seus partidos e o seu povo estão hoje, mais do que nunca, conscientes de que pagaram um preço elevado pelas guerras que eclodiram no seu território e na região", declarou Aoun numa declaração no dia X. "Não estão dispostos a pagar mais."

A nova liderança do Líbano - que chegou ao poder após uma guerra devastadora entre Israel e o grupo militante Hezbollah - instou o país a evitar ser arrastado para mais conflitos enquanto tenta reconstruir-se e sair de uma crise económica que dura há anos. 

Austrália pede fim diplomático para o conflito

A Austrália, que encerrou a sua embaixada em Teerão e evacuou o pessoal na sexta-feira, insistiu num fim diplomático para o conflito.

"Temos sido claros ao afirmar que o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão tem sido uma ameaça à paz e à segurança internacionais", disse um funcionário do governo numa declaração escrita. "Registamos a declaração do Presidente dos EUA de que este é o momento para a paz".

"Continuamos a apelar ao desanuviamento, ao diálogo e à diplomacia".
Papa Leão XIV: "A humanidade clama pela paz"

O Papa Leão XIV também se pronunciou sobre o assunto: "A humanidade grita e invoca a paz", disse o pontífice dirigindo-se aos fiéis durante o Angelus na Praça de São Pedro, em Roma.

Irão pede reunião de emergência na ONU

Por último, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi denunciou esta manhã a operação, classificando-a como "uma grave violação da Carta das Nações Unidas" e um ato "ultrajante". 

Araghchi advertiu que a ação "terá consequências" e reafirmou que "o Irão se reserva todas as opções disponíveis para defender a sua soberania, os seus interesses e a sua população" e pediu uma reunião de emergência ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Até ao momento, Putin não emitiu qualquer declaração ou posição política face aos ataques dos EUA ao Irão, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros russo apelou ao regresso à diplomacia e condenou veementemente o ataque, afirmando que os EUA violaram o direito internacional.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Donald Trump: depois de tomar posse, as alterações que já efetuou!!!

Posse de Trump: veja FOTOS e VÍDEOS da cerimônia nos EUA | Mundo | G1
imagem obtida em: g1.globo.com

O 47º Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, tomou ontem posse no interior do Capitólio.

A cerimónia decorreu no interior do Capitólio e não como foi habitual até aqui, em que os Presidentes anteriores tomavam posse nas escadarias, para que  toda a gente pudesse assistir.

O facto deveu-se ao frio intenso que se fez sentir, mas as pessoas tiveram ocasião de seguir o acontecimento, por meio de écrans instalados por todo o lado..

Trump anunciou logo muitas medidas que iria tomar, entre elas, a saída da Organização Mundial da Saúde e do Acordo de Paris, a deportação de imigrantes ilegais, o corte de subsídios nos carros elétricos... (...)...

Transcrevo a minha pesquisa, a partir da Euronews, em pt.euronews.com :

Donald Trump foi formalmente empossado esta segunda-feira como 47.º presidente dos Estados Unidos, após prestar juramento numa cerimónia no Capitólio, em Washington DC.

"Irei, na melhor das minhas capacidades, preservar, proteger e defender a Constituição”, declarou Trump, com a mão direita levantada e a mão esquerda sobre a Bíblia. O juramento foi recebido com aplausos na Rotunda do Capitólio.

Momentos antes, JD Vance também prestou juramento e foi empossado como vice-presidente dos Estados Unidos.

No primeiro discurso, o novo presidente republicano começou por agradecer a JD Vance, a Mike Johnson e aos membros do Supremo Tribunal presentes na sala, bem como aos anteriores presidentes norte-americanos.

"A idade de ouro dos Estados Unidos da América começa agora. Vamos ser a inveja de toda a gente e não vamos permitir mais que se aproveitem de nós. A nossa soberania vai ser reposta", garantiu.

Arrancando aplausos no capitólio, atacou o Governo cessante, acusando-o de não conseguir gerir crises internas e externas e com críticas ao atual estado dos serviços públicos norte-americanos. "Vamos reverter completa e totalmente uma traição e devolver a fé, a riqueza, a democracia e a liberdade às pessoas. A partir de aqui,o declínio da América acabou", prometeu.

"Aqueles que querem parar a nossa causa tentaram tirar-me a minha liberdade e a minha vida", afirmou, referindo-se ao atentado em Butler, durante um comício no ano passado. "Acredito que a minha vida foi salva por uma razão. Deus salvou-me. Sobrevivi para tornar a América grande outra vez", continuou, recordando o slogan que popularizou a campanha de 2016.

Enumerando ainda as ordens executivas que prometeu assinar ainda esta segunda-feira, adiantou que a primeira será a declaração de uma "emergência nacional na fronteira sul". "Todas as entradas ilegais serão paradas e começaremos o processo de devolver imigrantes ilegais aos sítios de onde vieram", detalhou.

Além disso, assegurou que vai declarar cartéis mexicanos como "organizações terroristas estrangeiras" e que vai autorizar as forças federais e estaduais a utilizarem "todo o seu poder e força" para erradicar "gangues criminosos" nos Estados Unidos.


Trump confirmou ainda uma série de medidas já esperadas: uma declaração deemergência energética, a expansão daexploração petrolífera nacional e o fim dos subsídios aos carros elétricos, além de pesadas tarifas aduaneiras a países que, no seu entender, promovem práticas comerciais injustas e lesivas para com os Estados Unidos.

"Voltaremos a ser uma nação rica e é o ouro líquido que temos debaixo dos pés que nos ajudará a consegui-lo (...) Vamos acabar com o 'Green New Deal' e revogar o mandato dos veículos eléctricos, salvando a nossa indústria automóvel", completou Trump.

FONTE: pt.euronews.com

sexta-feira, 19 de maio de 2023

China não convida (pela primeira vez) a Rússia para a Cimeira China - Ásia Central

Procurando notícias importantes que atualmente dominam o nosso mundo, encontrei esta, que partilho e serve para reflexão:

China apresenta plano para encabeçar desenvolvimento da Ásia Central
in rtp.pt


China acolhe até esta sexta-feira a cimeira onde se senta à mesa com cinco países da Ásia Central para discutir rotas comerciais. Rússia está de fora das conversações.

A China deu início, esta quinta-feira, à cimeira China-Ásia Central, um encontro de dois dias, presidido pelo presidente Xi Jinping, para discutir a iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota", o projeto que visa abrir novas rotas comercias entre Pequim, a Europa e África.

À mesa estão mais cinco países da Ásia Central - Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão - deixando em evidência o grande ausente do encontro: a Rússia.

Stefan Hedlund, professor de Estudos Russos na Universidade de Uppsala, na Suécia, sublinha que "é a primeira vez que a Rússia, que há décadas, se não mesmo séculos, domina a Ásia Central, é excluída [destas conversações]. E isto acontece depois de a Rússia ter perdido amizades em toda a região e de a China ter aproveitado a oportunidade para passar a ser dominante".

Com o início da guerra na Ucrânia, a China deixou de conseguir fazer circular mercadorias através do território russo. Agora, quer encontrar alternativas com os países vizinhos, nações no quintal de Moscovo, onde Pequim tem cada vez mais influência. 

Ainda assim, o comércio da Rússia com a Ásia Central quase duplicou no ano passado, o que, para a União Europeia, comprova que os países asiáticos estão a ajudar o Kremlin a evitar sanções. Como resposta, Bruxelas está a preparar um novo pacote de de sanções, desta vez dirigido também a empresas chinesas que fazem comércio com a Rússia.

"Na minha opinião, é o fim do domínio russo na Ásia, lançado por Vladimir Putin, na cimeira da APEC em Vladivostok, em 2012, quando disse que o objetivo era apanhar os ventos chineses nas velas da economia russa. Eu diria que agora a economia russa está desmantelada e à deriva. E os chineses não fazem favores", afirma o professor universitário. 

A Rússia tem também vindo a perder relevância como garante da segurança na Ásia Central, desde que iniciou a guerra na Ucrânia. Um papel que, de acordo com especialistas, a China ainda não está preparada para assumir, por estar mais interessada em estabelecer laços comerciais.

in pt.euronews.com

sexta-feira, 31 de março de 2023

Ursula von der Leyen e Emmanuel Macron deverão visitar a China em breve

Comissão von der Leyen – Wikipédia, a enciclopédia livre
imagem in pt.wikipedia.org


China está a explorar a fraqueza do presidente da Rússia, Vladimir Putin, para maximizar a sua influência geopolítica, levando a uma inversão do equilíbrio de poder entre os dois aliados de longa data, disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, quinta-feira, num discurso no Centro de Políticas Europeias, em Bruxelas.

"Em vez de ficar escandalizado pela atroz e ilegal invasão da Ucrânia, o presidente Xi Jinping mantém a sua 'amizade sem limites' com a Rússia de Putin. Mas tem havido uma mudança de dinâmica na relação entre a China e a Rússia", acrescentou. 

A chefe do executivo europeu refere-se à recente visita do presidente chinês, Xi Jinping, à Rússia, com o propósito de estreitar os laços bilaterais e de discutir um plano de paz com a Ucrânia, elaborado pelo governo de Pequim.

"E é evidente que o equilíbrio de poder nessa relação - que durante a maior parte do século passado favoreceu a Rússia - se inverteu agora", considera von der Leyen.

A União Europeia (UE) e os seus aliados ocidentais têm acompanhado, atentamente, os últimos passos dados pela China na cena internacional, avisando do perigo de eventual ajuda militar à Rússia e considerando o plano de paz como parcial, por esbater as linhas entre agressor e vítima e não reconhecer a realidade dos territórios ocupados.

"Qualquer plano de paz que consolide efetivamente as anexações russas não é viável. Temos de ser francos sobre este ponto.
Ursula von der Leyen 
Presidente da Comissão Europeia"

O papel da China na guerra da Ucrânia será um "fator determinante" para definir o compromisso entre Bruxelas e Pequim, avisou von der Leyen. 

"A China tem a responsabilidade de desempenhar um papel construtivo no avanço de uma paz justa. Qualquer plano de paz que consolide efetivamente as anexações russas não é viável. Temos de ser francos sobre este ponto", acrescentou a líder europeia.

UE e China podem ter caminho mais tortuoso pela frente

A presidente da Comissão Europeia deverá visitar a capital chinesa, na próxima semana, com o presidente francês, Emmanuel Macron. 

No discurso de 40 minutos, hoje, a presidente da Comissão Europeia pintou um quadro algo sombrio sobre o estado atual das relações UE-China, descrevendo-as como "mais distantes e mais difíceis". Também acusou o governo de Pequim de ter violado as regras do livre comércio, intimidado países de pequena dimensão, violado os direitos humanos, endurecido a sua posição militar e intensificado as campanhas de desinformação e coerção em todo o mundo.

"Estas ações revelam uma China que se está a tornar mais repressiva a nível interno e mais assertiva no estrangeiro. A China virou a página da era da 'reforma e abertura' e está a avançar para uma nova era de segurança e controlo", disse von der Leyen.

"O objetivo claro do Partido Comunista Chinês é uma mudança sistémica da ordem internacional com a China no seu centro. Vimo-lo com as posições da China em organismos multilaterais que mostram a sua determinação em promover uma visão alternativa da ordem mundial", afirmou. 

Sinais de que os países europeus estão a recuar em relação às ambições de relacionamento com a China são a proibição do uso da aplicação para telemóvel chinesa TikTok por parte de funcionários em organismos de governo (temendo que as informações sejam usadas para espionagem); o congelamento de um acordo de investimento e a dificuldade em chegar a acordo sobre como lidar com as lições da pandemia da COVID-19.

Diálogo deve continuar aberto

"A nossa relação é desequilibrada e cada vez mais afetada por distorções criadas pelo sistema capitalista estatal da China. Portanto, precisamos de reequilibrar esta relação.
Ursula von der Leyen
Presidente da Comissão Europeia"

"Creio que não é viável - nem no interesse da Europa - que nos dissociemos da China. As nossas relações não são a preto e branco e a nossa resposta também não pode ser," disse von der Leyen, apelando à estabilidade diplomática e linhas de comunicação abertas.

A presidente mencionou as alterações climáticas e a proteção da biodiversidade como duas áreas onde a UE e a China podem encontrar um terreno comum para enfrentar os desafios globais.

Sobre a economia, von der Leyen observou que a maior parte do comércio de bens e serviços continuava a ser "mutuamente benéfico" e livre de riscos. A China é o principal parceiro comercial da UE quando se trata de bens, com fluxos totais no valor de quase 700 mil milhões de euros, em 2021.

"Mas a nossa relação é desequilibrada e cada vez mais afetada por distorções criadas pelo sistema capitalista estatal da China. Portanto, precisamos de reequilibrar esta relação com base na transparência, previsibilidade e reciprocidade", acrescentou von der Leyen.

A presidente alertou que há "uma fusão explícita na China dos seus setores militar e comercial" e receia as potenciais implicações para a transferência de tecnologias sensíveis e propriedade intelectual, sugerindo que o seu executivo propusesse um novo instrumento para avaliar certos tipos de investimento.

Von der Leyen defendeu o corte da dependência europeia da China, particularmente nos setores da tenologia ecológica e das matérias-primas, cuja procura está a aumentar aceleradamente face à tentativa de criar indústrias e produção energética que não emitam gases poluentes para a atmosfera, causadores de alterações climáticas.

FONTE: in pt.euronews.com.  30.03.2023

terça-feira, 21 de março de 2023

O Presidente Chinês de visita à Rússia

Putin e Xi escrevem artigos de jornais: um sente-se "grato", o outro  sente-se "imparcial" - CNN Portugal
imagem obtida em https://cnnportugal.iol.pt


Infelizmente, as notícias "más" correm depressa e inundam os jornais em letras garrafais!

O que Xi Jinping está a fazer em Moscovo, não é mais do que mostrar ao mundo inteiro que apoia Vladimir Putin.

Um Estado (A Rússia), que invade outro (a Ucrânia), cometendo neste as maiores atrocidades e causando tanto mal ao mundo, ainda é apoiado, na figura do seu Presidente,  como se este fosse um herói! 

Considero uma má notícia e sinto uma grande revolta, por todas estas injustiças a que temos assistido nos últimos anos! É este o mundo em que vivemos!

Do que eu gostaria de ler por estes dias, eram notícias a darem-nos a esperança  de negociações entre dirigentes de todo o mundo para encontrar a PAZ definitiva entre as nações que se encontram em guerra permanente! 

Isso, sim, era do que eu gostava! 

Sobre o título do post a  pt.euronews.com  dá a notícia assim:

num texto de Maria Barradas com Agências 
20/03/2023 

Xi Jinping em Moscovo para mostrar apoio a Vladimir Putin

O presidente chinês, Xi Jinping, iniciou esta segunda-feira uma visita de três dias à Rússia, na sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que foi reeleito para um histórico terceiro mandato. 

Xi visita um dos seus principais aliados, Vladimir Putin, para discutir, entre outras coisas, as tensões com o ocidente, especialmente com os Estados Unidos, e o conflito na Ucrânia, no qual Pequim parece disposto a interceder, uma vez que também tem mantido tradicionalmente boas relações com Kiev.

O líder chinês chegou a Moscovo no dia seguinte à primeira visita de Putin à Ucrânia - especificamente ao porto de Mariupol, na região de Donetsk - desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Na terça-feira, no Kremlin, os dois líderes vão discutir questões da agenda bilateral e internacional e assinar uma série de acordos importantes, numa reunião aberta, após a qual realizam uma conferência de imprensa conjunta. 

Joseph Torigian, Professor Assistente e especialista em política chinesa fala do objetivo deste encontro para os dois líderes: "Querem afirmar a parceria estratégica (...) para mostrar que as tentativas da América de dividir a relação e tornar a relação dispendiosa para a China não resultarão. Eles querem mostrar ao mundo em desenvolvimento que podem desempenhar um papel construtivo. Querem evitar custos económicos e reputacionais na Europa". 

Mediar o conflito da Ucrânia?

Estão previstas reuniões formais mas, segundo o Kremlin, o que realmente interessa a Moscovo é o encontro informal que Putin e Xi realizam já esta segunda-feira, onde poderão falar "cara a cara" sobre tudo o que quiserem, sem qualquer pressão mediática. Segundo o conselheiro do Kremlin para as questões internacionais, Yuri Ushakov, serão discutidas neste encontro "as questões mais importantes e sensíveis". Ushakov observou que Moscovo aprecia a posição moderada de Pequim sobre a campanha militar da Rússia na Ucrânia.

Após a visita de três dias à Rússia, Xi deverá ter conversações, por videoconferência com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, naquela que seria a primeira conversa entre os dois desde o início da guerra. Os analistas dizem, no entanto, que a probabilidade de um grande avanço sobre a Ucrânia é pequena.

A iniciativa de paz que a China apresentou há algumas semanas não satisfez nem Kiev, nem Moscovo, nem o ocidente, mas colocou Xi no papel de mediador, papel que ele também desempenhou com sucesso entre dois países aparentemente irreconciliáveis, como a Arábia Saudita e o Irão.

A China não condenou publicamente a invasão russa e critica os EUA por fornecerem armas à Ucrânia e a NATO e por não abordarem as preocupações de segurança russas.

Reforço dos laços bilaterais

No entanto, Pequim apela ao diálogo e ao respeito pela integridade territorial de todos os Estados - incluindo a Ucrânia. "Nenhum país deve ditar a ordem internacional", escreveu Xi Jinping num artigo publicado no jornal russo, Rossiyskaya Gazeta, onde se lê também: "A China sempre defendeu uma posição objetiva e imparcial baseada na substância do problema e tem promovido ativamente as conversações de paz".

Neste artigo surgido na véspera da visita, Xi Jinping apresentou a sua visita como uma "viagem de amizade, cooperação e paz", perante os ocidentais que encaram a relação sino-russa com desconfiança. "Estou ansioso por trabalhar com o Presidente Putin para adotarmos uma nova visão" para as relações bilaterais, escreveu.

O presidente russo, Vladimir Putin, publicou, por seu turno, um artigo no Diário do Povo, o órgão oficial do Partido Comunista Chinês (PCC) distribuído pelo Kremlin, onde diz que a qualidade dos laços entre Moscovo e Pequim é "superior à dos sindicatos políticos e militares da era da Guerra Fria" e aponta a relação com a China como a "a pedra angular da estabilidade regional e global". O chefe do Kremlin escreve ainda que as relações com a China "estimulam o crescimento económico e servem como garante de uma agenda positiva nos assuntos internacionais".

Putin agradece a "atitude equilibrada" da China sobre a "crise ucraniana" e garante que quer resolvê-la por meios políticos e diplomáticos.

Nas conversações entre Pequim e Moscovo participam também os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa russo e chinês para abordarem a cooperação militar e as relações políticas e económicas, que ambos os países consideram estratégicas

Reação ao mandado do TPI

O encontro entre os líderes russos e chineses acontece após a emissão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de um mandado de captura contra Vladimir Putin, pela deportação ilegal de menores do território ocupado pelas tropas russas na Ucrânia, o que o tribunal considera um crime de guerra. 

O Kremlin já reagiu, argumentando que o mandado é "legalmente nulo e sem efeito", uma vez que a Rússia não reconhece a jurisdição do TPI.

O antigo presidente russo Dmitry Medvedev, atualmente vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, disse que o Tribunal de Haia poderia ser alvo de um ataque com mísseis russos.

"Pode-se muito bem imaginar um ataque de alta precisão com um míssil hipersónico russo Oniks de um navio russo no Mar do Norte contra o edifício do tribunal em Haia", escreveu ele na rede social Telegram, exortando os juízes do TPI a "olharem cuidadosamente para o céu".