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terça-feira, 21 de março de 2023

O Presidente Chinês de visita à Rússia

Putin e Xi escrevem artigos de jornais: um sente-se "grato", o outro  sente-se "imparcial" - CNN Portugal
imagem obtida em https://cnnportugal.iol.pt


Infelizmente, as notícias "más" correm depressa e inundam os jornais em letras garrafais!

O que Xi Jinping está a fazer em Moscovo, não é mais do que mostrar ao mundo inteiro que apoia Vladimir Putin.

Um Estado (A Rússia), que invade outro (a Ucrânia), cometendo neste as maiores atrocidades e causando tanto mal ao mundo, ainda é apoiado, na figura do seu Presidente,  como se este fosse um herói! 

Considero uma má notícia e sinto uma grande revolta, por todas estas injustiças a que temos assistido nos últimos anos! É este o mundo em que vivemos!

Do que eu gostaria de ler por estes dias, eram notícias a darem-nos a esperança  de negociações entre dirigentes de todo o mundo para encontrar a PAZ definitiva entre as nações que se encontram em guerra permanente! 

Isso, sim, era do que eu gostava! 

Sobre o título do post a  pt.euronews.com  dá a notícia assim:

num texto de Maria Barradas com Agências 
20/03/2023 

Xi Jinping em Moscovo para mostrar apoio a Vladimir Putin

O presidente chinês, Xi Jinping, iniciou esta segunda-feira uma visita de três dias à Rússia, na sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que foi reeleito para um histórico terceiro mandato. 

Xi visita um dos seus principais aliados, Vladimir Putin, para discutir, entre outras coisas, as tensões com o ocidente, especialmente com os Estados Unidos, e o conflito na Ucrânia, no qual Pequim parece disposto a interceder, uma vez que também tem mantido tradicionalmente boas relações com Kiev.

O líder chinês chegou a Moscovo no dia seguinte à primeira visita de Putin à Ucrânia - especificamente ao porto de Mariupol, na região de Donetsk - desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Na terça-feira, no Kremlin, os dois líderes vão discutir questões da agenda bilateral e internacional e assinar uma série de acordos importantes, numa reunião aberta, após a qual realizam uma conferência de imprensa conjunta. 

Joseph Torigian, Professor Assistente e especialista em política chinesa fala do objetivo deste encontro para os dois líderes: "Querem afirmar a parceria estratégica (...) para mostrar que as tentativas da América de dividir a relação e tornar a relação dispendiosa para a China não resultarão. Eles querem mostrar ao mundo em desenvolvimento que podem desempenhar um papel construtivo. Querem evitar custos económicos e reputacionais na Europa". 

Mediar o conflito da Ucrânia?

Estão previstas reuniões formais mas, segundo o Kremlin, o que realmente interessa a Moscovo é o encontro informal que Putin e Xi realizam já esta segunda-feira, onde poderão falar "cara a cara" sobre tudo o que quiserem, sem qualquer pressão mediática. Segundo o conselheiro do Kremlin para as questões internacionais, Yuri Ushakov, serão discutidas neste encontro "as questões mais importantes e sensíveis". Ushakov observou que Moscovo aprecia a posição moderada de Pequim sobre a campanha militar da Rússia na Ucrânia.

Após a visita de três dias à Rússia, Xi deverá ter conversações, por videoconferência com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, naquela que seria a primeira conversa entre os dois desde o início da guerra. Os analistas dizem, no entanto, que a probabilidade de um grande avanço sobre a Ucrânia é pequena.

A iniciativa de paz que a China apresentou há algumas semanas não satisfez nem Kiev, nem Moscovo, nem o ocidente, mas colocou Xi no papel de mediador, papel que ele também desempenhou com sucesso entre dois países aparentemente irreconciliáveis, como a Arábia Saudita e o Irão.

A China não condenou publicamente a invasão russa e critica os EUA por fornecerem armas à Ucrânia e a NATO e por não abordarem as preocupações de segurança russas.

Reforço dos laços bilaterais

No entanto, Pequim apela ao diálogo e ao respeito pela integridade territorial de todos os Estados - incluindo a Ucrânia. "Nenhum país deve ditar a ordem internacional", escreveu Xi Jinping num artigo publicado no jornal russo, Rossiyskaya Gazeta, onde se lê também: "A China sempre defendeu uma posição objetiva e imparcial baseada na substância do problema e tem promovido ativamente as conversações de paz".

Neste artigo surgido na véspera da visita, Xi Jinping apresentou a sua visita como uma "viagem de amizade, cooperação e paz", perante os ocidentais que encaram a relação sino-russa com desconfiança. "Estou ansioso por trabalhar com o Presidente Putin para adotarmos uma nova visão" para as relações bilaterais, escreveu.

O presidente russo, Vladimir Putin, publicou, por seu turno, um artigo no Diário do Povo, o órgão oficial do Partido Comunista Chinês (PCC) distribuído pelo Kremlin, onde diz que a qualidade dos laços entre Moscovo e Pequim é "superior à dos sindicatos políticos e militares da era da Guerra Fria" e aponta a relação com a China como a "a pedra angular da estabilidade regional e global". O chefe do Kremlin escreve ainda que as relações com a China "estimulam o crescimento económico e servem como garante de uma agenda positiva nos assuntos internacionais".

Putin agradece a "atitude equilibrada" da China sobre a "crise ucraniana" e garante que quer resolvê-la por meios políticos e diplomáticos.

Nas conversações entre Pequim e Moscovo participam também os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa russo e chinês para abordarem a cooperação militar e as relações políticas e económicas, que ambos os países consideram estratégicas

Reação ao mandado do TPI

O encontro entre os líderes russos e chineses acontece após a emissão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de um mandado de captura contra Vladimir Putin, pela deportação ilegal de menores do território ocupado pelas tropas russas na Ucrânia, o que o tribunal considera um crime de guerra. 

O Kremlin já reagiu, argumentando que o mandado é "legalmente nulo e sem efeito", uma vez que a Rússia não reconhece a jurisdição do TPI.

O antigo presidente russo Dmitry Medvedev, atualmente vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, disse que o Tribunal de Haia poderia ser alvo de um ataque com mísseis russos.

"Pode-se muito bem imaginar um ataque de alta precisão com um míssil hipersónico russo Oniks de um navio russo no Mar do Norte contra o edifício do tribunal em Haia", escreveu ele na rede social Telegram, exortando os juízes do TPI a "olharem cuidadosamente para o céu".

sábado, 18 de fevereiro de 2023

João Salgueiro: Portugal "perdeu" ontem um dos economistas mais dedicados à causa pública

Morreu o antigo ministro das Finanças João Salgueiro
imagem obtida in dn.pt


"Desapareceu" ontem um dos economistas mais brilhantes de Portugal.

O Economista João Salgueiro era um democrata e um humanista, procurando que Portugal fosse um país mais justo.


Morreu o antigo ministro João Salgueiro

O economista foi deputado eleito pelo PSD e tutelou o Ministério das Finanças e do Plano, entre 1981 e 1983. 
Foi presidente da Associação Portuguesa de Bancos

O economista e ex-ministro das Finanças João Salgueiro, que morreu na sexta-feira aos 88 anos, iniciou a sua vida profissional no Banco de Fomento Nacional e manteve sempre um percurso ligado à banca.

João Maurício Fernandes Salgueiro nasceu em Braga a 4 de setembro de 1934 e licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa.


Presidiu à Juventude Católica Portuguesa e participou na fundação da Sedes em 1970, tendo sido presidente da Assembleia Geral desta associação cívica.

Em 1969 foi nomeado subsecretário de Estado do Planeamento no Governo liderado por Marcello Caetano e ocupou o cargo até 1971.

Após a revolução do 25 de Abril aderiu ao PSD e entre agosto de 1974 e março de 1975 foi vice-governador do Banco de Portugal.

Após a revolução do 25 de Abril aderiu ao PSD e entre agosto de 1974 e março de 1975 foi vice-governador do Banco de Portugal.

No VIII Governo Constitucional (1981-1983), uma coligação que englobava o PSD, o CDS e o PPM, liderada por Pinto Balsemão, João Salgueiro ocupou o cargo de ministro de Estado e das Finanças. Depois exerceu ainda funções de deputado e foi presidente da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia da República.No XII congresso do PSD, realizado em maio de 1985 na Figueira da Foz, foi candidato à liderança do partido, mas viria a surgir um outro candidato que saiu vencedor, Aníbal Cavaco Silva.

João Salgueiro exerceu funções docentes ligadas à economia e à gestão bancária e ocupou diversos cargos na banca, tendo sido Presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Ultramarino e da Caixa Geral de Depósitos, de onde saiu em 2000, justificando que não estavam asseguradas "as orientações estratégicas" que o tinham levado a aceitar o cargo quatro anos antes.Nesse ano, assumiu a presidência da Associação Portuguesa de Bancos, após alterações aos estatutos que permitiram que o líder não fosse um banqueiro, e foi ainda vice-presidente do Conselho Económico e Social.

Em 2021, foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Reações
"Portugal perdeu hoje um dos seus mais brilhantes economistas da segunda metade do século XX", afirma Marcelo Rebelo de Sousa, em comunicado.

O economista foi fundador e mais tarde presidente da Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, constituída em 1970, para a qual Marcelo Rebelo de Sousa entrou pouco depois.

O presidente do PSD, Luís Montenegro, lamentou a morte do antigo ministro João Salgueiro, lembrando um homem "com invulgar inteligência" e "dedicação à causa pública".

"Homem culto, inteligente e patriota. De espírito livre e independente, preocupado com o seu país e as suas gentes. Com os olhos e o coração nos mais vulneráveis. Um social-democrata de gema, moderado e realista", disse sobre João Salgueiro o eurodeputado social-democrata Paulo Rangel, esta noite, no Twitter.

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, recordou João Salgueiro como "um economista e político que marcou a vida pública portuguesa do seu tempo".

A Sedes, Associação para o Desenvolvimento Económico e Social afirmou que foi com "profundo pesar e consternação" que recebeu a notícia do falecimento de João Salgueiro, um dos fundadores da associação.

in dinheirovivo.pt  -  18.02.2023

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A polémica dos carros a diesel


A "bomba" ministerial que apanhou o meio automóvel de surpresa é mesmo para levar a sério?

Comprar carro a gasóleo "não faz sentido". A declaração do ministro do Ambiente caiu como uma "bomba" no setor automóvel. Os elétricos irão mesmo conquistar o mercado? E são assim tão limpos?

Para quem segue com atenção os temas da descarbonização, da transição energética e da evolução da indústria automóvel, a “morte anunciada” do mercado de automóveis a gasóleo não terá sido uma surpresa assim tão grande. Mas uma entrevista do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, caiu como uma “bomba” no setor, esta segunda-feira. Fontes ligadas ao comércio automóvel insurgiram-se contra a mensagem do ministro e, também, com a forma: um comentário solto, no meio de uma entrevista. Várias concessionárias terão sido contactadas, com clientes preocupados, e alguns terão mesmo cancelado intenções de compra.
Em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1, o ministro que ganhou a pasta da transição energética na remodelação governamental em outubro de 2018, afirmou que “quem comprar um carro a gasóleo é muito provável que daqui a quatro ou cinco anos não tenha um valor na sua troca”. Matos Fernandes defendeu, ainda, que na próxima década não fará sentido comprar um carro a gasóleo porque o preço (na compra) será já muito próximo dos veículos elétricos e porque, se os veículos forem carregados em casa o custo será de 15% por quilómetro (em relação ao gasóleo, nos dias de hoje). Os condomínios e as casas que se preparem, avisou o ministro, porque tal como tem de haver torneiras de água terá de haver postos de carregamento.
Ana Suspiro e Edgar Caetano in observador.pt MAGG 28.01.2019

No meio da polémica, chegou entretanto um documento assinado por mais de 100 médicos alemães de pneumologia que põe em causa os alegados malefícios do gasóleo"O limite atual de NO2 e poeira de partículas não causa uma única morte", garantem estes especialistas.

Pneumologistas alemães garantem que o fumo do gasóleo não é nocivo para a saúde
Mais de 100 médicos alemães de pneumologia assinam um documento que põe em causa os alegados malefícios do gasóleo: "O limite atual de NO2 e poeira de partículas não causa uma única morte".

Mais de 100 pneumologistas alemães assinaram um documento que coloca em dúvida os riscos para a saúde causados ​​pelo fumo causado pelo gasóleo. O dióxido de nitrogénio (NO2) e as partículas de poeira existentes no fumo não “causaram uma única morte”, garantem os especialistas.

O ex-presidente da Sociedade de Pneumologia Alemã Dieter Köhler, por exemplo, contrariou a posição atual de sua antiga organização. O especialista defendeu que a maioria dos estudos existentes sobre os perigos causados ​​pelas emissões de gasóleo são questionáveis. Esta tomada de posição ganha uma relevância particular depois de se ter instalado um debate sobre o tema na Alemanha. A cidade de Hamburgo está no epicentro da discussão pois aprovou legislação que proíbe a circulação de veículos a gasóleo anteriores a 1998.
Uma visão que Köhler e mais de cem especialistas alemães questionam agora, com esta tomada de posição. “O limite atual de NO2 e poeira de partículas é completamente inofensivo e não causa uma única morte“, afirmou numa entrevista recente a uma rádio alemã.
A tensão entre os dois lados tem crescido nos últimos dias, sobretudo depois de Estugarda ter seguido os passos de Hamburgo e ter adotado uma medida semelhante, promovendo a utilização de carros amigos do ambiente e penalizando aqueles que utilizem os carros a diesel, impedindo a circulação dos mais antigos. Mas é precisamente da mesma cidade que sai uma das mais fortes críticas: o médico-diretor da Cruz Vermelha de Estugarda, Martin Hetzel, soma a sua voz à de Köhler. “No hospital, nunca se veem doentes com problemas do pulmão ou do coração causadas por poeiras ou por NO2. Não é plausível que estejam a causar os danos para saúde que têm sido publicados ultimamente”, disse.
São cada vez mais as cidades que estão a adotar medidas de combate à poluição que passam por eliminar de vez a circulação de carros a diesel. Já em 2016, na sequência de um encontro  de autarcas de todo o mundo, os presidentes das câmaras de Paris, Madrid, Atenas e Cidade do México tinham assumido o compromisso de retirar de circulação todos os carros, camiões e outros veículos movidos a diesel até 2025.
in observador.pt 29.01.2019

Associação Zero concorda com ministro do Ambiente sobre ...
in ambientemagazine.com

quinta-feira, 10 de março de 2016

Mais estímulos para a nossa economia

  • imagem obtida em: www.britannica.com

    Ao acabar de ler estas notícias resolvi partilhá-las, na esperança de que haja mesmo algum estímulo, um empurrãozinho que seja, para ver se o nosso país "pula" e "avança"... Espero bem que sim!

    "Depois de afundar, euro volta às subidas no final da conferência

    moeda única está a subir, depois de ter estado a cair quase 1,5% face ao fecho de ontem. O mercado cambial pareceu impressionado, inicialmente, com o pacote de medidas anunciado. Mas o euro acabaria por recuperar das perdas da sessão, para eventual desalento de Mario Draghi. Os analistas dizem que a razão para a inversão do rumo da moeda única poderá ter sido o facto de Mario Draghi dizer que “na análise atual”, não se preveem mais descidas da taxa de juro.
    As ações da banca europeia, contudo, continuam em alta: 2,31%.
    O comentário de Draghi sobre o "helicóptero"
  • Para fechar, Mario Draghi foi questionado sobre a ideia lançada por vários economistas sobre o helicopter money, que foi tema principal de um texto publicado ontem no Observador.
    “Não pensámos nem falámos sobre isso. É um conceito interessante, está a ser discutido na academia mas nós ainda não pensámos nisso”, diz Draghi. É claro, diz Draghi, que “à partida, identificam-se complexidades técnicas e legais” para medidas desse género.
    Helicopter money, contudo, é um conceito que pode ter muitos significados”.
  • "Muito boas notícias" para os bancos portugueses

    Especialista da Ebury acredita que estas medidas vão ajudar a eliminar quaisquer receios na banca portuguesa ao nível da liquidez.

    Euro recupera depois de Draghi dizer que não vê mais descidas dos juros

    Mario Draghi afirmou que o BCE “não antecipa” mais cortes da taxas de juro, com base na “análise atual“. Claro que “novos factos podem surgir”.
    Ainda assim, talvez por esta declaração, o euro recuperou quase todo o alívio que tinha registado depois dos primeiros anúncios."
    (por Edgar Caetano, in observador.pt, 10.03.2016)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A "confiança" entre Pequim e Lisboa...


António Pires de Lima, Ministro da Economia português, fazendo parte da comitiva que acompanha o nosso Presidente da República, Professor Cavaco Silva, na visita oficial à China, proferiu as seguintes palavras: 

visao.sapo.pt
"Há quatro anos a nossa relação comercial com a China era muito   incipiente.    Hoje, a China é o nosso 10º maior cliente."

Salientou ainda que "a confiança" entre Pequim e Lisboa "é uma base determinante para se poder concretizar negócios numa perspetiva de médio e longo prazo." in jornal METRO, 14 maio 2014

Espero que a confiança mútua entre os dois países seja mesmo uma realidade! Haja fé e esperança...



quinta-feira, 20 de março de 2014

"Famílias perderam mil milhões em deduções fiscais desde 2011...!!!"

"O maior impacto foi sentido em 2012, por exigência da troika, e alarga-se a todos os impostos pagos por particulares e empresas

Famílias perderam mil milhões em deduções fiscais desde 2011

18/03/2014 | 00:00 | Dinheiro Vivo
O reembolso de IRS, que até há pouco tempo era sinónimo de alívio para as famílias - muitas vezes utilizado para ajudar a pagar seguros ou créditos à habitação -, está cada vez mais curto. A explicação está na redução dos tetos para isenções e deduções, que estão em queda desde que a troika chegou a Portugal e que em 2014 serão mil milhões de euros inferiores ao disponível em 2011. 
Os números fazem parte do Relatório da Despesa Fiscal que o Governo tornou ontem público. Para as famílias, são notícias pouco animadoras: em quatro anos, o valor disponível para despesas caiu 1015 milhões de euros, o que representa menos devoluções de IRS e, na prática, mais imposto efetivo pago pelas famílias. 

A maior redução nas deduções foi sentida na saúde, que conta agora com menos 433 milhões de euros do que em 2011. Ou seja, com menos 67% da verba disponível há quatro anos. Logo atrás vêm as verbas previstas para o crédito à habitação, que caíram 62% relativamente há quatro anos (365 milhões). Na educação, a redução das despesas previstas foi de 11%, menos 32 milhões de euros.
Este ano, quando os portugueses começarem a fazer a declaração deste imposto, relativa a 2013, que começa para as entregas em papel já este mês, também vão sentir a diferença. “É possível que haja alguém a ter surpresas, mas, regra geral, as famílias vão receber menos”, afirmou ao Dinheiro Vivo Serena Cabrita Neto, da sociedade de advogados PLMJ. É que “ ao nível fiscal um casal com um rendimento de 40 mil euros é considerado rico” e “o valor disponível para deduções é muito limitado”, deixando de fora grande parte das despesas feitas, por exemplo, com os colégios dos filhos.

A despesa fiscal prevista para este ano, ou seja, o valor que é atribuído em benefícios fiscais, cai 236,2 milhões de euros, com as deduções à coleta a recuarem 241,1 milhões de euros. E na altura de fazer as contas às despesa, os portugueses vão contar com menos deduções possíveis quer para a educação quer para a saúde.
No total dos vários impostos diretos ou indiretos, a despesa fiscal do Estado foi reduzida em 35% em quatro anos. Isto significa que o Estado poupou 4,81 mil milhões de euros com o corte de isenções, deduções e benefícios.
A maior diferença foi sentida pelos particulares e pelas empresas entre 2011 e 2012, quando houve menos 778,9 milhões de euros disponíveis para deduções e benefícios.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO330773.html?page=0

Guia do IRS
www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO330773.html?page=0

terça-feira, 14 de maio de 2013

Diminuição retroativa de pensões é «manifestamente inconstitucional», diz o Professor Jorge Miranda

imagem obtida em: bairrodooriente.blogspot.com
O constitucionalista Jorge Miranda afirmou hoje à agência Lusa que a diminuição retroativa de pensões contributivas é «manifestamente inconstitucional» e uma «violação do princípio da proteçao da confiança e do direito de propriedade».


O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, sustentou hoje que o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, falou numa diminuição retroativa das pensões dos funcionários públicos «no plano das hipóteses».

Na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência disse ter visto a entrevista de Hélder Rosalino à SIC, na quarta-feira à noite, que hoje suscitou protestos da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados e do PS.

O professor catedrático das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica ressalvou não conhecer a proposta mas sublinhou que "nas pensões contributivas dos funcionários públicos não se pode admitir que se venha retirar aquilo que as pessoas deram".


"Qualquer esquema desse género, de aplicação retroativa aos já aposentados de qualquer regime restritivo das pensões a que têm direito, é manifestamente inconstitucional, é violação do princípio da proteção da confiança e até do direito de propriedade, porque as pessoas contribuíram, deram dinheiro, em larga medida é dinheiro das pessoas", sustentou.

"Tenho dificuldade em admitir que o Governo vá para a frente com uma ideia desse género", acrescentou Jorge Miranda.

Por outro lado, o professor de Direito criticou "pensões de titulares de cargos políticos", não contributivas, "que continua a haver e são escandalosas".

"Aí é que eu gostaria de ver manifestações de solidariedade com as pessoas a renunciarem a essas pensões, mas ainda há dias vi um antigo deputado a reclamar por uma dessas pensões", referiu, numa alusão ao socialista Vítor Baptista, antigo deputado do PS e governador civil de Coimbra.

Miranda considerou ainda que a sociedade vive atualmente "uma erosão de valores éticos e de solidariedade intergeracional".

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2013-05-10  07:03:00

  

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quem não pede fatura arrisca-se a ser multado...

Consumidores 
 
Quem não pedir factura arrisca multa
 
Também os consumidores finais estão abrangidos pelas novas regras de facturação. Nesta senda, quem não solicitar factura arrisca-se mesmo a ser multado pelos inspectores do Fisco, alerta o Jornal de Negócios.
 
Quem não pedir factura arrisca multa
DR
ECONOMIA
Não é só quem vende que está obrigado a passar factura. Quem compra também a terá de requisitar, sob pena de ser multado pelos inspectores das Finanças, que têm vindo a apertar o cerco nesta matéria, desde que a nova legislação entrou em vigor. Isto porque a alteração ao Código do IVA decreta que as regras de facturação abranjam tanto as empresas, como os consumidores finais. Tudo isto, em nome do combate à economia paralela. Assim, os consumidores que não exigirem factura podem incorrer numa coima entre os 75 e os 2.000 euros, de acordo com o Jornal de Negócios.

A obrigação original de exigir factura a quem está colectado consta da lei de 1988, com o objectivo de “combater a economia paralela, a fraude e evasão fiscais, responsabilizando o adquirente, em conjunto com o prestador de serviço, ou o alienante do bem, pela não emissão de factura”, faz sobressair o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, em declarações ao jornal.
Por seu turno, o especialista em impostos indirectos, Afonso Arnaldo, destaca que “a obrigação do consumidor final é a de pedir factura”. Não obstante, refere, “não tem a obrigação de conservar a factura”, pelo que se for “interpelado por um inspector do Fisco, pode dizer que a pediu e deitou fora”. Assim, conclui Afonso Arnaldo, “não há forma de apanhar o consumidor final a não ser em flagrante delito”.

Encontrei aqui: 
http://www.noticiasaominuto.com/economia/45249/quem-n%C3%A3o-pedir-factura-arrisca-multa#.UR_WH_LcASY

Sabe quando é obrigado a mostrar fatura?

Para que estejamos informados, não vá o diabo tecê-las (!)...
 
Não há como ler este artigo das Notícias ao Minuto, de hoje...
 
Fisco 
 
Saiba quando é obrigado a mostrar factura
 
Os fiscais não podem exigir ver a factura de quem sai de uma loja de roupa ou de uma livraria. “Mesmo que esteja sentado num café e veja um cliente a recusar uma factura não posso agir sem uma ordem de serviço”, explicou ao Expresso Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos trabalhadores dos Impostos, acrescentando que estes profissionais só podem “agir numa situação de flagrante delito e nunca a posteriori”.
 
DR
ECONOMIA
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha, afirmou ao Expresso que não pode agir mesmo que veja um cliente a recusar uma factura. A solicitação do comprovativo só pode ser exigida numa “acção de fiscalização” e, ainda assim, tem de ser em “flagrante delito e nunca a posteriori”.

Saiba quando é obrigado a mostrar factura
 
As operações aos consumidores “não são muito frequentes” e, na opinião de Paulo Ralha, servem para “amplificar a ideia de que anda aí o bicho papão do fisco e que é melhor pedir factura”. 

De acordo com o Expresso, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, garante que o Executivo “não deu orientações para a fiscalização dos consumidores finais”.

Para o governante, as acções de fiscalização são antes para garantir que os comerciantes estão “a cumprir a lei”, emitindo “a factura obrigatória” e a comunicar “os elementos relevantes” às autoridades.

Segundo o secretário de Estado, o “enfoque” da legislação continuará a ser “na adesão voluntária dos contribuintes para o dever de solicitar factura, como forma de colaboração no combate à fraude fiscal”.

Paulo Núncio adiantou ainda ao mesmo jornal que “desde 1 de Fevereiro já foram comunicadas mais de 50 milhões de facturas”.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mais impostos...

http://images.search.conduit.com/ImagePreview/?q=telem%C3%B3veis%2C%20tablets%20e%20mp3&ctid=CT3106777&searchsource=2&start=0&pos=5
"08:36 - 04 de Fevereiro de 2013 | 
Por Notícias Ao Minuto

Direitos de autor 
Governo quer taxar telemóveis, tablets e MP3 

Parece que vem aí mais um imposto, desta vez, a aplicar-se a todos os equipamentos tecnológicos que permitam gravações, a saber, telemóveis, tablets, MP3, caixas descodificadoras, entre outros aparelhos, que passarão a ser taxados em conformidade com a sua capacidade de armazenagem. A nova lei, ainda em preparação, visa proteger os direitos de autor, adianta o Jornal de Negócios. 

Governo quer taxar telemóveis, tablets e MP3 DR ECONOMIA

Não entrará nos bolsos do Governo, mas sairá dos bolsos dos contribuintes. Trata-se de uma nova proposta de lei do Executivo que determina que todos os equipamentos tecnológicos que permitam gravações, dos telemóveis aos tablets, passando pelos MP3 e caixas descodificadoras, venham a ser taxados de acordo com a sua capacidade de armazenagem. PUB Com esta iniciativa, o Governo quer alargar as taxas que remuneram os direitos de autor pelas obras que sejam copiadas para uso privado. Ora, em causa está a lei da cópia privada, que está em discussão no Conselho Nacional de Cultura. A proposta, que ainda não chegou a Conselho de Ministros, podendo, como tal, vir a ser sujeita a bastantes alterações, indica que cada GB (gigabyte) num telemóvel ou num tablet venha a ser taxado em 0,25 euros, o que significa, a título de exemplo, que um iPad com 16 GB pague 4 euros, ilustra o Jornal de Negócios. Os MP3 terão uma taxa de 0,4 euros e as caixas descodificadoras de 0,05 euros por GB. Refira-se que já o PS havia tentado implementar proposta idêntica, contudo, o diploma que está a ser preparado pelo actual Executivo é substancialmente diferente, contemplando taxas mais baixas."

 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma boa notícia, nesta quarta-feira: Portugal regressa hoje aos mercados

Referência: Notícias ao Minuto, quarta, 23.01.2013
"Dívida 

Portugal regressa hoje aos mercados dois anos depois
Portugal vai emitir esta quarta-feira títulos de dívida de longo prazo, pela primeira vez em quase dois anos, desde Fevereiro de 2011. Os especialistas dizem que é uma boa notícia para o Estado e também para as empresas.
Portugal regressa hoje aos mercados dois anos depois

DR
ECONOMIA

Portugal regressa hoje ao mercado de dívida de longo prazo pela primeira vez desde Fevereiro de 2012, com uma emissão de obrigações a cinco anos, num montante de dois mil milhões de euros, que está a ser preparada por quatro bancos internacionais: o britânico Barclays, o norte-americano Morgan Stanley, o alemão Deutsche Bank e o português BESI. De acordo com as actuais taxas de mercado, as obrigações a 5 anos devem ter um juro um pouco abaixo dos 5%."

"O Estado português antecipa assim em seis meses o seu regresso de dívida aos mercados, agendado para Setembro. Trata-se de uma operação que dá um primeiro sinal de que Portugal está mais perto do financiamento autónomo nos mercados e os analistas ouvidos pelo Jornal de Negócios dizem que “é o momento certo para avançar”.
“Assumindo que a colocação correrá como esperamos, são excelentes notícias, que colocam Portugal mais perto de poder beneficiar do plano de intervenção do BCE”, comentou Luca Jellinek, do Crédit Agricole, ao Negócios. Note-se que, se Portugal vier a beneficiar do programa de ajuda do BCE isso poderá contribuir para que o Estado e as empresas gozem de um acesso mais sustentável ao mercado.
De acordo com o Jornal de Negócios, com o regresso de hoje aos mercados de dívida de longo prazo, Portugal vai garantir, desde já, metade das necessidades de financiamento de 2014, um factor que, combinado com o adiamento das amortizações dos empréstimos europeus em 2015 e 2016, coloca o País numa posição mais favorável para recuperar o acesso autónomo e sustentável aos mercados internacionais de dívida.  
Além disso, o regresso do Estado português ao mercado também abre a porta para que mais empresas portuguesas se consigam financiar nos mercados com custos mais baixos, isto depois de empresas como a EDP ou o BES terem já emitido dívida de longo prazo.
Com o Estado português a reganhar o acesso aos mercados, bancos e empresas nacionais poderão beneficiar também de condições menos restritivas para se financiarem."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Escândalo Bancário Português, por Philippe Riès da Mediapart.fr

Este artigo, escrito por um francês, cronista de economia,  expõe bem o que se está a passar na Banca em Portugal; por isso, é bom que façamos um esforço para estar sempre inteirados de factos tão importantes quanto estes...é do nosso total interesse!

Não restam quaisquer dúvidas de que os diretamente afetados somos nós, os portugueses... Será que vamos continuar conformados, resignados? 

E a nossa Justiça, quando se pronuncia? Quando se dão como comprovadas ou não tantas denúncias de corrupção? 

"Bon Courage" para a leitura deste texto em francês, propositadamente mantido no original, mas, definitivamente, tão verdadeiro!!!

"points de vue

Philippe Riès | mediapart 03/01/2013
 Scandale bancaire portugais: les vacances à Rio de Dias Loureiro

Ancien chef du Département économique de l'Agence France-Presse, puis directeur des bureaux de l'AFP à Tokyo et Bruxelles, Philippe Riès est chroniqueur économique pour Mediapart.fr
  

Scandale bancaire portugais: les vacances à Rio de Dias Loureiro

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Le président de la République portugaise Anibal Cavaco Silva a décidé de déferrer au Tribunal constitutionnel, c'est une de ses prérogatives, certaines dispositions d'un budget 2013 d'austérité aggravée parce qu'il a des «doutes» sur le caractère équilibré des efforts imposés à la population d'un pays qui va entrer dans sa troisième année consécutive de récession, une situation inédite depuis la révolution des oeillets de 1974. Des doutes?

Au moment même où ce chef de l'Etat à la réputation personnelle plus que ternie se livrait à cette manoeuvre parfaitement démagogique, on apprenait qu'une des principales figures du «cavaquisme», Manuel Dias Loureiro, passait les fêtes de fin d'année au Copacabana Palace de Rio de Janeiro, où une simple chambre coûte quelque 600 euros la nuit. Soit d'avantage que le salaire minimum du pays. Voilà qui devrait suffire à lever les «doutes» de l'occupant du palais présidentiel de Belem.

Détenteur de portefeuilles ministériels clefs dans les gouvernements PSD dont Cavaco Silva était le chef, ancien membre du Conseil d'Etat, ce saint des saints de la caste politicienne portugaise, Dias Loureiro, «protégé» de Cavaco, est une figure centrale de ce qui devrait être un énorme scandale européen, une affaire d'Etat, la faillite de la banque BPN. Cette faillite frauduleuse pourrait coûter au contribuable portugais, celui là même qui resserre sa ceinture d'un cran année après année, jusqu'à sept milliards d'euros, soit près d'un dixième de l'aide financière internationale que le pays a du demander en 2011, avec comme contrepartie le programme de remise en ordre des finances publiques surveillé par la «troïka» UE-BCE-FMI.

L'activité principale des dirigeants de cette banque du «bloc central» (les partis de centre gauche et centre droit qui alternent au pouvoir depuis la chute de la dictature salazariste) consistait à accorder, par dizaines ou centaines de millions d'euros, des prêts à leurs amis, familiers, clients...et à eux-mêmes. Dans un reportage remarquable, le journaliste de la télévision SIC Pedro Coelho vient de révéler, par exemple, qu'une entreprise de ciment de la galaxie Dias Loureiro avait reçu du BPN un prêt de 90 millions d'euros.

Une autre personnalité du «cavaquisme» comme Duarte Lima, ancien chef du groupe parlementaire PSD, emprisonné à Lisbonne et soupçonné de meurtre par la police brésilienne, a détourné 49 millions d'euros. Cavaco lui-même avait bénéficié, dans des conditions suspectes, d'une attribution à prix cassé par le patron du BPN José Oliveira Costa, un de ses anciens secrétaires d'Etat, d'actions de la SLN, holding de tête de la banque, qu'il a pu revendre avec une plus value de 140%. En bref, le scandale du BPN est très largement celui du «cavaquisme». Et ce personnage a des «doutes» sur l'équité de la politique d'austérité ?

Ces milliards d'euros sont considérés comme définitivement perdus...mais par pour tous le monde. Quand le scandale a éclaté en 2009, la presse portugaise a révélé que Dias Loureiro, administrateur de la SLN, avait soigneusement organisé son insolvabilité personnelle en transférant ses avoirs à des membres de sa famille ou des sociétés offshore. De quoi payer la chambre au Copacabana Palace, sans doute ?

Et au fait, qui donc Dias Loureiro a-t-il retrouvé pour les fêtes dans cet hôtel de rêve, jadis favoris des vedettes de Hollywood ? Nul autre que Miguel Relvas, pilier de l'actuel gouvernement PSD, ami proche et «père Joseph» du Premier ministre Pedro Passos Coelho. Relvas, dont le maintien au gouvernement est en soi un scandale, alors qu'il a été convaincu d'avoir obtenu frauduleusement une licence universitaire afin de pouvoir porter ce titre de «docteur» dont la bourgeoisie d'Etat lusitanienne est si ridiculement friande.

Comme Armando Vara, ami intime de l'ancien Premier ministre «socialiste» José Socrates qui a placé le FMI sous la tutelle de la «troïka», Dias Loureiro et les «cavaquistes» du BPN, sont l'illustration que la politique professionnelle est bien, dans certaines «démocraties» européennes, le chemin le plus sûr vers l'enrichissement personnel rapide d'une classe d'aventuriers. En Grèce, en Irlande, en Espagne, au Portugal. Et en France ?

C'est la première leçon. La seconde, c'est que les graves dysfonctionnements de systèmes judiciaires eux-mêmes gangrénés par la corruption et les réseaux d'influence permettent à de tels individus de jouir en toute impunité de biens mal acquis. Il est à noter que les responsables directs des désastres bancaires à l'origine directe de la crise financière globale ont joui jusqu'ici aux Etats-Unis et en Europe, à de rares exceptions près, d'une impunité civile et pénale absolue.

Enfin, cerise sur le gâteau, la surveillance bancaire confiée désormais dans la zone euro à la Banque centrale européenne, y sera sous la responsabilité du vice-président Vitor Constancio, hiérarque socialiste portugais et gouverneur de la Banque du Portugal, le régulateur bancaire, quand les «cavaquistes» du BPN se livraient à leurs acrobaties nauséabondes. Fermez le ban !"

http://finances.orange.fr/economie/pointdevue/scandale-bancaire-portugais-les-vacances-a-rio-de-dias-loureiro-266980.html

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Notícia preocupante: "Metade dos portugueses não gera riqueza para o país"

Nas Notícias ao Minuto do dia de hoje, podemos ler um artigo que nos deixa muito céticos em relação à crise que o país atravessa:
"Censo 
Metade dos portugueses não gera riqueza para o País
De acordo com os dados definitivos do Censo de 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 49,4% dos portugueses não gera riqueza e só 48% da população auferia, no ano passado, rendimentos provenientes do trabalho.
Share on printShar5,2 pontos percentuais, passando de 44,2% para 49,4%, pelo que quase metade da população do País não gera riqueza, revelam os resultados definitivos do Censo de 2011, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de EstatístiAo mesmo tempo, só 48% da população auferia, no ano passado, rendimentos provenientes do trabalho, avança a edição desta quarta-feira dNesta senda, indicam as estatísticas, em 2011, 27% dos portugueses recebiam pensões ou reformas, 18% da população com mais de 15 anos estava dependente da família, 3,3% vivia do subsídio de desemprego e 1,1% do rendimento social de inserção. 
Em 2011 houve também mais pessoas a sair do mercado de trabalho do que a entrar, numa proporção de 100 para 94.

Vítor Gaspar, ministro das Finanças, já manifestou alguma preocupação face a estes números. “A evolução social e demográfica em Portugal coloca um peso crescente sobre a despesa pública”, disse o responsável no âmbito da apresentação do sexto exame regular do programa de ajustamento económico.


















O Censo mostra ainda que cerca de 500 mil portugueses não sabem ler nem escrever, o que significa que, apesar do número de analfabetos ter caído para metade na última década, Portugal continua a ser o país da Europa com a maior taxa de analfabetismo."
http://www.noticiasaominuto.com/pais/22462/metade-dos-portugueses-n%C3%A3o-gera-riqueza-para-o-pa%C3%ADs