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domingo, 14 de abril de 2013

Irena Sendler - A "Mãe" das crianças do Holocausto

A minha pesquisa sobre Irena Sendler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Irena Sendler em 1942
Nascimento15 de fevereiro de 1910
Varsóvia, Congresso da Polónia,
Império Russo Império Russo
Morte12 de maio de 2008 (98 anos)
Varsóvia,  Polónia
NacionalidadePolónia Polonesa
OcupaçãoAtivista dos Direitos Humanose Assistente social
ReligiãoCatólica Romana
Irena Sendler (em polaco) Irena Sendlerowa 
apelido de solteira Krzyżanowska;
(15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida 
como "o anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos 
durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 
vidas ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no 
gueto, com risco da própria vida.

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, 
na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa 
necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a 
sua religião ou nacionalidade".

A Mãe das crianças do Holocausto

Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era
Assistente Social no Departamento de bem estar social de  Varsóvia,
trabalhava com enfermeiras e organizava espaços 
de refeição comunitários da cidade com o objectivo de 
responder às necessidades das pessoas...

Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para 
órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupas, 
medicamentos e dinheiro. 


Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de 
milhares de pessoas, tanto judias como católicas.
Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, 
horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se 
ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. 
Ela mesma contou:
Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, 
identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas 
estava a luta contra as doenças 
contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes 
para outras colaboradoras.
Como os alemães invasores tinham medo de que 
ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos 
controlassem o recinto.


”
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma 
braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade
e para não chamar a atenção sobre si própria. 
Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs 
levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar 
garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, 
quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus 
filhos e eles lhe perguntavam:
"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, 
"Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam
sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam
se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega
das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se 
tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas 
companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las
mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os
campos da morte.

Irena Sendler em Varsóvia, 2005
Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão
de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: 
começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo 
se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: 
sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de 
mercadorias, sacos de batatas, caixões... nas suas mãos 
qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e 
por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. 
Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes,
a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. 
Concebeu então um arquivo no qual registrava os nomes e dados das 
crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943; 
Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão 
de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha 
encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a 
inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979, 
quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que 
albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair 
seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os 
ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a 
sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava 
pela execução, um  soldado  alemão levou-a para um "interrogatório
adicional".
Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena 
encontrou o seu nome na lista de polacos executados. 
Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de 
Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com
uma identidade falsa.
Em 1944, durante o revolta de Varsóvia, colocou as suas listas
em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha 
para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se 
ela morresse. 

Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao 

doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação
dos judeus sobreviventes.
Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido 
morta nos campos de extermínio nazis.
De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas
em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a 
Palestina.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". 
Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de 
ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um 
homem chamou-a por telefone e disse-lhe:
“Lembro-me de seu rosto. 
Foi você quem me tirou do gueto.”



E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título
de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.
Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwaśniewski,
concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: 
a Ordem da Águia Branca. 
Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska,
 uma das crianças que salvou, que recordava como 
"a menina da colher de prata".














Proposta para o Nobel da Paz


Funeral de Irena Sendler.
Irena Sendler foi apresentada como candidata para o prémio Nobel da Paz
pelo Governo da Polónia. 
Esta iniciativa pertenceu ao presidente Lech Kaczyński e contou com
o apoio oficial do Estado de Israel através do primeiro-ministro 
Ehud Olmert, e daOrganização de Sobreviventes do Holocausto 
residentes em Israel.
As autoridades de Oświęcim (Auschwitz) expressaram o seu apoio
a esta candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos
últimos heróis vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, 
uma convicção e um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza
 extraordinária.
O prémio desse ano, no entanto, foi dado a Al Gore pela sua defesa do
meio-ambiente.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Phillippe Geluck

Philippe Geluck à l'édition 2010 de la foire du livre de Bruxelles.
 
(informação detalhada sobre a sua vida e obra).
 
Philippe Geluck nasceu em Bruxelas, na Bélgica, a 7 de maio de 1954 e é ator, humorista e desenhador. Foi distinguido com a "Ordre de la Couronne" (Ordem da Coroa) e tornou-se conhecido essencialmente por ser o autor da série de banda desenhada "Le Chat", embora, como cronista, também participe em várias emissões televisivas, colaborando com Laurent Ruquier.
 
Tem um Site oficial : http://www.geluck.com/ 
 
"Le Chat
Le Chat, apparu pour la première fois sous forme de strips en noir et blanc dans le journal Le Soir, connut sa première histoire pleine page — toujours en noir et blanc — dans la revue belge Pour vous, puis évolua une dernière fois avec la collaboration à la revue (À Suivre) en passant à la couleur....(...)...

Pour la liste des albums, voir la page Le Chat."

L'APPLI DU CHAT slideshow_h2

 
"Émission de télévision
Une émission de télévision intitulée La minute du Chat passe à partir de 2011 du lundi au vendredi tous les soirs sur La Une et sur France 2. On y trouve des versions animées des gags de Geluck, parfois en 3D, ou même en marionnette."
...(...)

LA MINUTE DU CHAT slideshow_h2

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A origem do nome da Povoação "Olhos de Água"



"OLHOS de ÁGUA" 

Segundo o Dicionário do Nome das Terras, de João Fonseca, Olhos de Água é uma freguesia do concelho de Albufeira. 

Também pode aparecer escrito sob outras formas, como Olhos d'Água, e Olhos-de-Água.

É uma povoação de origem piscatória  e o seu nome tem origem nas nascentes de água que há na região. Essas nascentes sugerem outros topónimos, tais como: Boliqueime e Olhão.
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

La Chandeleur - tradição em França (Fête de la Purification de la Vierge- 2 février)

La Chandeleur




Há uma tradição em França: festeja-se 40 dias após o Natal, La Chandeleur, a Festa da Apresentação de Jesus no Templo, e da Purificação da Virgem, celebrada a 2 de fevereiro. LA CHANDELEUR (vem do nome Chandelle, candeia, vela)  -"Le 2 février, c’est la Chandeleur, appelée aussi la Fête des Chandelles".


Manda a tradição que neste dia se cozinhem crêpes, fazendo-os saltar, e para serem degustados com a família e os amigos.


"A festa da Apresentação de Jesus no Templo também conhecida como festa da Candelária ou Festa da Purificação da Virgem celebra um episódio da vida de Jesus. Na Igreja Católica Romana, a apresentação é uma festa celebrada em 2 de fevereiro e é o quarto Mistério Gozoso do Santo Rosário. Na Igreja Ortodoxa Oriental, é uma das doze Grandes Festas, e é muitas vezes chamada Hypapante (lit., 'Encontro'). Em muitas igrejas de litúrgia ocidental a festa da "Apresentação" marca o fim da época da Epifania. Na Igreja da Inglaterra, a "Apresentação de Cristo no Templo" (Candelária) é a principal festa celebrada quer, em 2 de fevereiro ou no domingo entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro.
Na Igreja Católica, com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festa tem sido referida como a festa da "Apresentação do Senhor".
Seu nome é formal a "Festa da Purificação da Virgem" (no rito uniata ritos da Igreja Católica) ou a "Apresentação de Jesus no Templo" (especialmente no rito latino da Igreja Católica). Na Igreja Ortodoxa é conhecido como "Festa da Apresentação de Nosso Senhor e Salvador no Templo", e em Igrejas Anglicanas é conhecido por vários nomes."

Apresentação de Jesus no Templo, por Hans Holbein, século XVI,
Kunsthalle, Hamburgo. (http://pt.wikipedia.org/)
"Evento
O evento é descrito no Evangelho de Lucas 2:22-40. Segundo o Evangelho, Maria e José levaram o Menino Jesus ao Templo em Jerusalém quarenta dias após seu nascimento, para dedicá-lo a Deus, em consonância com a lei judaica da época.

Após trazer Jesus ao templo, a família encontrou Simeão; o evangelho registrou as palavras de Simeão que disse que lhe tinha sido prometido que veria o Menino antes de morrer (Lucas 2:26) Simeão rezou a oração que se tornaria conhecido como o Nunc Dimittis, ou Cântico de Simeão, e profetizou quanto a Jesus e que uma espada trespassaria o Coração de Maria. A profetisa Anna, foi também ao templo, e ofereceu orações e louvores a Deus por Jesus.

Tradicional Candelária

Tradicionalmente Candelária era a última festa do ano liturgico datada por referência ao Natal; antes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II a Candelária marcava o fim do Natal e da Epifania. O atual calendário romano substituiu o sábado antes do Batismo do Senhor pelo o último dia da temporada litúrgica do Natal.

O termo "Candelária" refere-se a práticas encontradas em antigos missais romanos na qual um sacerdote em 2 de fevereiro abençoava as velas de cera com um aspergilium para uso durante o ano. Esta prática é assim chamada no Missal Romano, para a cerimônia em que velas são abençoados, algumas das quais são distribuídos aos fiéis para usar em casa. Na Polónia a festa é chamada de "Matka Boska Gromniczna" ( "Matka Boska" = "a Mãe de Deus" + "Gromnica" = "vela de cera de abelhas"). Também na antiga Escócia que permitia levar dinheiro aos professores para que pudessem comprar doces para os seus alunos.

Em Portugal

Em Portugal festeja-se no dia 2 de Fevereiro a festa da Nossa Senhora da Luz ou Nossa Senhora das Candeias. Na tradição popular, o estado do tempo neste dia condiciona o tempo para o resto do inverno. Dizendo-se "Nossa Senhora a rir, está o Inverno para vir. Nossa Senhora a chorar está o Inverno a passar." Quer isto dizer que se no dia estiver sol, ainda virá muito "Inverno", se no dia estiver chuva, o inverno já passou.

Curiosamente esta tradição é semelhante ao Dia da marmota, que se comemora nos Estados Unidos no mesmo dia."

"http://pt.wikipedia.org/wiki/Purifica%C3%A7%C3%A3o_da_Virgem

Receita básica de crêpes


http://mileumpecados.blogs.sapo.pt/28719.html

Ingredientes

•100 gr de farinha

•1 pitada de sal

•50 gr de margarina

•3 ovos

•2,5 dl de leite


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Coloque numa tigela a farinha juntamente com a pitada de sal.Abra uma cova ao meio e deite aí os ovos e o leite. Mexa muito bem até obter uma massa lisa e espessa (caso fique com pequenos "grunhos" utilize a farinha mágica até os desfazer).

Derreta a margarina e junte-a à massa. Misture.

Aqueça bem a frigideira (que deve ser sempre a mesma, ou seja, guarde-a exclusivamente para a confecção de crepes) onde derreteu a margarina e deite-lhe dentro uma concha pequena de massa.

Incline a frigideira para todos os lados de forma a cobrir o fundo da mesma com a massa.

Deixe o crepe cozer de um dos lados e vire-o com a ajuda de uma espátula ou de outra frigideira (ou, caso tenha jeito, com um toque de pulso bem firme faça o movimento de forma que o creme vire no ar e "aterre" de novo na frigideira, do lado correcto).

Deixe cozer do outro lado e o crepe está feito. Para a confecção dos restantes crepes não necessita de adicionar margarina na frigideira, a massa tem a suficiente para que os crepes não se peguem ao fundo da frigideira.


Dicas:
Os crepes podem ser recheados ou cobertos com com compotas variadas, mel, frutas, natas, chocolate, chantilly, caramelo, groselha, bebidas licorosas (ginga, porto,...), rum, vodka, gelado,ou mesmo com recheios salgados tipo:queijo e fiambre, atum, frango, camarões, cogumelos, etc...

http://mileumpecados.blogs.sapo.pt/28719.html

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A origem da Vila de Soure


Segundo o "Dicionário do Nome das Terras", de João Fonseca, Ed. Casa das Letras, Soure, no tempo dos romanos, chamava-se Saurium.

Foi destruída pelos árabes e reconquistada pelos cristãos. O conde D.Henrique repovoou-a e concedeu-lhe foral, em 1111.

Soure tem origem em Saurium, nome próprio, ou então Saurio ou Sourio, resultando Souro, e, por fim, Soure.

João Fonseca refere que "a enorme antiguidade do topónimo é manifesta, quer na hipótese greco-latina, quer na pré-romana (ou céltica)".

Paços do Concelho da Vila de Soure

sábado, 22 de janeiro de 2011

O exemplo das ostras


Harry Fosdick, um clérigo americano, nascido em Maio de 1878 e falecido em 1969   num dos seus textos, escreveu o seguinte sobre as ostras:
       "A ostra tem sido, até hoje, o único ser vivo que transforma os seus momentos de irritação em pérolas.
        Como se sabe, ela detesta que corpos estranhos penetrem na sua concha. Quando isso acontece, como não conseguem expulsar o intruso, utiliza a sua irritação para produzir a coisa mais bela que sabe fazer.
        Actualmente, as nossas vidas também estão repletas de coisas irritantes, mas só há uma saída: seguir o exemplo das ostra - produzir uma pérola.
        Talvez tenha de ser uma pérola de paciência, de tolerância, de perdão, seja do que for, mas faça uma pérola.
        Recordo-lhe que para fazê-la, precisamos também de fé, de amor e de esperança."

Acho esta transcrição um texto magnífico, que nos ajuda a interiorizar que, para enfrentarmos o dia-a-dia e as contrariedades, temos de fazer como a ostra - transformar o mal de que por vezes somos vítimas, com fé, amor e esperança; devemos "tentar dar a volta" ao problema, como hoje se diz, e ir em frente, não fraquejar, nunca!

À má vontade, incompreensão e grosseria que surja diariamente, não respondamos com  vinganças, pois esse não é o melhor caminho.

É preciso tentarmos que haja autocontrolo em cada um de nós, transformando as "farpas em pérolas", no caminho do entendimento entre uns e outros.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Muji

Pesquisa:

Afinal, o que é a MUJI?

"Foi em Paris, quando era estudante e partilhava casa com um amigo, que Jordi Puig descobriu o universo Muji. Havia uma pequena loja na rua onde vivia e era lá que comprava os móveis. E as canetas. E as T-shirts. E as colheres de pau. O fascínio pela marca nunca o abandonou e por isso, alguns anos mais tarde, Puig, membro da família catalã detentora do grupo homónimo de perfumaria e moda, decidiu que queria levar a marca para Espanha.

A primeira loja Muji na Península Ibérica abriu em Barcelona há cinco anos. "Porque era a nossa cidade e porque o tipo de produto encaixava muito bem no estilo de vida da cidade" explica Puig.

"O conceito Muji é claro: produtos bem desenhados, funcionais, simples, que fogem da banalidade, com qualidade e preço justo. É essa simplicidade que as pessoas procuram na Muji. E fugir da marca, já que nenhum produto leva a marca".

Paradoxo? Talvez não. A Muji, fundada em 1989 no Japão, com 460 pontos de venda no mundo e um lucro líquido de 86 milhões de dólares (cerca de 63 milhões de euros) no último ano, é o paradigma do branding do anonimato.

Não tem marca, mas tem muita marca, sobretudo para uma empresa que comercializa produtos que prescindem do logótipo: "Parece-me que no início não era intencional. A Muji nasceu de uma separação de uma cadeia de supermercados que criou um departamento para criar insígnias que eram 'não marcas'. Acabou por se transformar numa loja. A intenção era dar valor ao produto".

Jordi Puig fala em fugir da banalidade, os japoneses porventura dirão retirar tudo o que é supérfluo, que não faz falta e portanto não tem de estar lá. Mas o minimalismo é uma "etiqueta" que a Muji recusa. "Os japoneses não o definem assim. Mas a cultura deles é minimalista. E estamos dentro dessa cultura, é inevitável".

Se o minimalismo moderno tem muito que ver com objetos simples, que nos dão aquilo de que precisamos e nada mais, então a Muji, e o seu design racional com apelo emocional, é a sua cara. São mais de oito mil produtos, desde objetos para a casa, mobiliário, material de escritório, roupa e artigos de viagem.

Em 30 anos no mercado foram várias as colaborações da Muji com designers conceituados, como Naoto Fukasawa, que desenhou o leitor de CD de parede, um ícone procurado por qualquer design addict que se preze. Mas, uma vez mais, a ideia é não dar demasiada importância ao assunto e a grande maioria dos produtos é desenvolvida por uma equipa de designers internos.

A loja de Lisboa, com abertura prevista para novembro, na rua do Carmo, terá 300m2. "Em Portugal vamos ter de tudo um pouco". explica Puig, "A graça é o leque de possibilidades. Não há concentração numa só categoria".

O público Muji é cosmopolita e atento às tendências. Por isso o Chiado e a sua característica movida são um ponto óbvio no projeto de expansão. Segue-se o Porto e a meta é abrir até cinco lojas em Portugal.

Publicado na Revista Única do Expresso de 9 de Outubro de 2010"

Encontrei aqui:

http://aeiou.expresso.pt/muji-vai-abrir-loja-em-lisboa=f608714



Mais Pesquisa sobre a MUJI:
No Jornal Público, de 12.12.2010, pode ler-se, escrito por Inês Boaventura, o seguinte artigo:

"Primeira loja da Muji em Portugal encheu-se de curiosos na abertura

...(..)...(...)
A primeira loja em Portugal da japonesa Muji abriu esta manhã em Lisboa, no Chiado. O espaço, que vende produtos tão diversos como artigos de papelaria, roupa e utensílios de cozinha, encheu-se de pessoas, grande parte das quais já conhecia a marca de cidades como Londres e Madrid.
Ao início da tarde era complicado circular nos corredores da loja, que não são particularmente espaçosos e se encontravam repletos de curiosos. Os clientes passeavam sem pressas pelo espaço, detendo-se em praticamente cada uma das prateleiras de madeira clara e armação metálica, onde dominam os produtos transparentes ou de cor branca.
No piso inferior, onde há algum mobiliário e utensílios de cozinha, a confusão era menor, mas havia algumas pessoas com um ar atrapalhado em busca de ajuda. Não é de estranhar, já que muito dos produtos estão rotulados apenas em japonês, limitando-se as informações em português à designação e preço.
Disso mesmo se queixou Ana Teixeira, que além da falta de informação se confrontou com uma grande fila nas caixas, que avançava muito lentamente. “Conheço a Muji de outras cidades e já estava à espera que abrisse há muito tempo. O atendimento e o funcionamento aqui não são tão bons”, lamentou esta cliente, que apesar de tudo levou consigo um saco cheio de artigos de papelaria.
O primeiro dia da Muji em Portugal ficou marcado não só por uma grande afluência desde a abertura de portas às 10h00, mas também pelo transtorno de o pagamento com multibanco não ser possível e por um alarme avariado que insistia em tocar sem qualquer motivo aparente.
Esta marca, conhecida pelos seus produtos simples e funcionais, nasceu no Japão em 1980 e hoje está presente em 20 países na Ásia, Europa e Estados Unidos da América."
http://www.publico.pt/Local/primeira-loja-da-muji-em-portugal-encheuse-de-curiosos-na-abertura_1470597