Mostrar mensagens com a etiqueta Angola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Angola. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Independência de Angola comemora-se hoje, a 11 de novembro

in emluta.net

Independência de Angola deu-se no dia 11 de Novembro de 1975, quando o então primeiro Presidente de AngolaAgostinho Neto, proclamou a independência de Angola, de jure e de facto de Portugal. Este acontecimento deveu-se, em grande parte, aos acontecimentos militares e políticos que ocorreram um ano antes em Portugal, aquando da Revolução de 25 de Abril de 1974.
Evolução
O controle de Angola estava dividido pelos três maiores grupos nacionalistas MPLAUNITA e FNLA, pelo que a independência foi proclamada unilateralmente, pelos três movimentos.
O MPLA que controlava a capital, Luanda, proclamou a Independência da República Popular de Angola às 23h de 11 de Novembro de 1975, pela voz de Agostinho Neto dizendo, "diante de África e do mundo proclamo a Independência de Angola”, culminando assim o périplo independentista, iniciado no dia 4 de Fevereiro de 1961, com a luta de libertação nacional, estabelecendo o governo em Luanda com a Presidência entregue ao líder do movimento.
Holden Roberto, líder da FNLA, proclamava a Independência da República Popular e Democrática de Angola à meia-noite do dia 11 de Novembro, no Ambriz.
Nesse mesmo dia, a independência foi também proclamada em Nova Lisboa (Huambo), por Jonas Savimbi, líder da UNITA.
Logo depois da declaração da independência iniciou-se a Guerra Civil Angolana entre os três movimentos, uma vez que a FNLA e, sobretudo, a UNITA não se conformaram nem com a sua derrota militar nem com a sua exclusão do sistema político. Esta guerra durou até 2002 e terminou com a morte, em combate, do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi. Assumindo raramente o carácter de uma guerra "regular", ela consistiu no essencial de uma guerra de guerrilha que nos anos 1990 envolveu praticamente o país inteiro. Ela custou milhares de mortos e feridos e destruições de vulto em aldeias, cidades e infraestruturas (estradas, caminhos de ferro, pontes). Uma parte considerável da população rural, especialmente a do Planalto Central e de algumas regiões do Leste, fugiu para as cidades ou para outras regiões, inclusive países vizinhos.
No fim dos anos 1990, o MPLA decidiu abandonar a doutrina marxista-leninista e mudar o regime para um sistema de democracia multipartidária e uma economia de mercado. UNITA e FNLA aceitaram participar no regime novo e concorreram às primeiras eleições realizadas em Angola, em 1992, das quais o MPLA saiu como vencedor. Não aceitando os resultados destas eleições, a UNITA retomou de imediato a guerra, mas participou ao mesmo tempo no sistema político.
Logo a seguir a morte do seu líder histórico, a UNITA abandonou as armas, sendo os seus militares desmobilizados ou integrados nas Forças Armadas Angolanas. Tal como a FNLA, passou a concentrar-se na participação, como partido, no parlamento e outras instâncias políticas.
Atualidade
Apenas prevaleceu como independência reconhecida internacionalmente, a proclamação do MPLA, passando a FNLA e a UNITA, a partidos da oposição.
Ver também

Bibliografia

  • COSME, Leonel, A separação das águas (Angola 1975-1976), Porto: Campo das Letras, 2007, 475p, ISBN 978-989-625-186-4
  • CARVALHO, Nogueira e, Era tempo de morrer em África: Angola guerra e descolonização 1961-1975, Lisboa: Prefácio, 2004, 241p, ISBN 972-8816-35-9
  • CARDOSO, General Silva, Angola, anatomia de uma tragédia, Lisboa: Oficina do Livro, 2000, 695p, ISBN 972-8579-20-9
  • CORREIA, Pedro Pezarat de, Descolonização de Angola: jóia da coroa do império português, Lisboa: Inquérito, 1991, 197p, ISBN 972-670-131-7

Encontrei In pt.wikipedia.org

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Portugal e Angola

Este texto que aqui transcrevo para profunda reflexão, é escrito por um jornalista angolano, atento às relações entre Portugal e Angola, tantas vezes considerados países irmãos.  

É com alguma mágoa que, depois desta leitura, concluamos: "afinal nem tudo são rosas!"... 

Sinceramente, faço votos para que os dois países, com tanta "História" em comum, se esforcem o suficiente para que as suas relações sejam de verdadeira amizade e não só "de circunstância".


in: cmjornal.pt
"Há dias ouvi o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, a justificar a sua ida a Angola para a tomada de posse de João Lourenço. “Há um presidente eleito, e o presidente da República de Portugal, uma vez convidado, vai à posse do novo presidente da República de Angola, pensando nas relações fundamentais que existem entre milhares e milhares de portugueses que estão em Angola e também alguns milhares de angolanos que estão em Portugal.”
Marcelo, o “homem dos afectos”, mostrou como as relações entre Angola e Portugal são traiçoeiras, mesmo para um homem com o seu gabarito verbal.
É ponto assente que o presidente de Portugal representa os portugueses. Por isso, teria bastado dizer que vai representá-los no seu todo.
Quanto aos “angolanos que estão em Portugal”, certamente não é o presidente português quem os representa. Além disso, o MPLA não permite que os angolanos na diáspora, incluindo em Portugal, votem. Não é a representação de Marcelo que vai suprir esse direito constitucional negado aos angolanos em Portugal.
Sobre os “portugueses em Angola”, temos aqui uma tese ofensiva amplamente difundida pelas classes política e empresarial, segundo a qual Portugal deve estar à disposição do MPLA para salvaguardar os interesses económicos e de segurança dos portugueses em Angola.
Essa tese suscita duas leituras. Primeiro, o MPLA – agora com a presidência bicéfala de José Eduardo dos Santos e João Lourenço – está colado ao poder e, por isso, é o único elemento que pode conceder oportunidades de negócios e proteger os portugueses. Esta é, mais ou menos, a leitura portuguesa.
A segunda leitura, mais de feição angolana, é crua. Se só o MPLA pode garantir negócios a Portugal e defender os portugueses em Angola, então é porque todos os outros angolanos que não são do MPLA e não estão no poder são – aos olhos dos poderes portugueses – uma ameaça aos interesses comerciais e à segurança dos portugueses em Angola.
Assim, Portugal pode desculpar qualquer acção que o MPLA empreenda contra o seu próprio povo, porque isso serve os interesses dos portugueses.
Há dias, falei com uma amiga portuguesa que esteve pela primeira vez em Angola durante as eleições. Circulou de táxi de um lado para o outro e regressou ao seu país encantada com os angolanos, o povo em geral, descrevendo algumas pessoas como “personagens fantásticos, dignos da melhor literatura”. Sentiu-se apenas intimidada e desconfortável com a arrogância e o exibicionismo da nomenclatura do MPLA, no meio de tanta miséria. De um modo geral, este tipo de opiniões, vindas de simples cidadãos, não interessa a Marcelo, nem aos políticos, empresários e comentaristas portugueses que fazem consultorias para o regime angolano.
Marcelo também mencionou os outros países que reconheceram os resultados de umas eleições sem apuramento de votos em 15 das 18 províncias. Portanto, Portugal não está sozinho. Marcelo foi apenas o primeiro e o único estadista a felicitar o regime, mesmo antes de o próprio órgão eleitoral do regime, a CNE, ter declarado a vitória do MPLA. Democracia é isso mesmo. Não é?
Neste cenário, os angolanos que não são do MPLA e que criticam a postura de Portugal são simplesmente classificados como tolos.
Há uma história comum de 500 anos, em que Portugal escravizou e colonizou os angolanos. Portanto, a relação entre os dois povos nunca foi de amizade nem de interesses comuns. Sempre foi como Portugal bem entendeu.
Todavia, em 1975, não foi o povo angolano quem pôs os portugueses em fuga atabalhoada, com uma mão à frente e outra atrás. Foi o MPLA.
Não foi o povo angolano, essa ameaça aos interesses económicos e à segurança dos portugueses, quem entregou o poder ao MPLA em 1975. Foi a própria liderança política portuguesa. Na altura, quem o fez achava – como me confidenciou um antigo diplomata português – que os do MPLA “eram os que mais se pareciam connosco” (a tese do lusotropicalismo). De igual modo, foram o Partido Comunista Português (PCP), que estava a dar cartas em Portugal, e o Movimento das Forças Armadas (MFA) quem primeiro convenceu os cubanos e os soviéticos a entrarem em Angola, dando cobertura ao MPLA, que se instalou no poder. Isto mesmo reiterou Otelo Saraiva de Carvalho em diversas ocasiões.
Nem adianta falar dos anos de Cavaco Silva e de Durão Barroso, e da implementação dos infames Acordos de Bicesse, assinados em 1990. Também eles usaram do mesmo preconceito e da mesma parcialidade dos comunistas.
Nem sequer adianta mencionar o envolvimento de uma empresa portuguesa, a SINFIC, que foi instrumental para a manipulação das eleições de 2012 e de 2017.
O cerne da desgraça e da tragédia dos angolanos parte sempre de Portugal.
O presidente português bem poderia ter dito que vai a Angola porque é uma oportunidade para transmitir o “afecto”, mesmo que cínico, do povo português para com o povo angolano.
Poderia também ter dito que vai transmitir o apoio e o encorajamento de Portugal ao novo presidente para enfrentar os desafios do desenvolvimento humano em Angola. E ficaríamos todos contentes, incluindo o próprio presidente eleito e o MPLA, porque o cinismo é uma característica que nos une.
Pensei que o presidente dos “afectos” tivesse tacto diplomático para lidar com Angola. Enganei-me. Mas não me engano quanto à hospitalidade, ao sentimento de amizade, à capacidade de perdoar e à tolerância do povo angolano.
Bem-vindo a Angola, camarada Marcelo."
(in: observador.pt  
 texto de Rafael Marques de Morais, de 25.09.2017)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Angola: Terra Linda!

Vídeo, com as mais variadas imagens de Angola, tendo como fulcro o Miramar, como se de um documentário se tratasse no emblemático Cine Miramar, um dos cinemas de Luanda com uma das mais belas vistas, a Baía de Luanda..

terça-feira, 13 de novembro de 2012