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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Adivinhas para os mais pequenos

imagem in: brincacomigo.pt


1 - Há três números que dão o mesmo resultado quando somados ou multiplicados por eles próprios (exclui o zero). Quais são esses números?

2 - Se um casal tem quatro filhas (4) e cada uma das meninas tem um irmão, qual o número de pessoas que compõem essa família?

3 - Qual é a coisa, qual é ela, que tem sempre o mesmo tamanho, seja qual for o seu peso?

4 - O que é, o que é, que não tem asas mas voa, não tem olhos mas chora?

Agora, vamos lá brincar um pouco e puxar por essa cabecinha... (as soluções aparecem no post que publicarei na próxima segunda-feira, dia 24 de novembro de 2025. Prometo!).

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Origem do nome do mês de junho, mês dos Santos e festas populares

Almeida Garrett (1799-1854) - BE Castanheira de Pera
Almeida Garrett (1799-1854)
imagem obtida em:
https://becastanheiradepera.blogs.sapo.pt

Começo por um pequeno texto de Almeida Garrett extraído das "Viagens na Minha Terra", para expor algo interessante sobre a origem do nome do mês.

"O dia passou-se assim, um longo dia de Junho que tão curto e rápido nos pareceu.

Era noite quando fomos jantar." 

                                                          Almeida Garrett

Então agora, baseada na leitura da obra Almanaque da Língua Portuguesa, de Marco Neves (Editora Guerra e Paz), já conhecida nos posts do meu blog pessoal, posso concluir do que acabo de ler, que é um mês que se dedica à deusa JUNO.

No português, usamos o som NH em vez do som latino N (como se confirma em Juno). O NH não se usava em latim e, por isso, também não havia uma letra a acompanhá-lo. Para passar a ser representado, claro que teve de ser criado, inventado, por algumas línguas.

Por exemplo (e seguindo a ordem que o autor refere na sua obra):

  • os espanhóis inventaram o ñ porque começaram a usar dois nn juntos (em que um n se sobrepunha ao outro, acabando por ficar nasalado)
  • os catalães (e noutras línguas também) criaram a letra n acrescida de y  e, portanto, o n começou a ser representado por ny
  • os franceses representavam-no por gn
  • os occitanos no início representavam o n por nh; e a criação deste som acabou por influenciar os falantes portugueses 
  • os portugueses adoptaram o mesmo sistema dos occitanos; sabemos que os portugueses acabaram espalhando a nossa língua por outros países, influenciando-os. e como aconteceu isso? É uma curiosidade muito interessante citada por Marco Neves na sua obra, em que refere ("incluindo - surpreendentemente -o vietnamita, cujo sistema de escrita atual se baseia no alfabeto latino para lá levado por missionários portugueses")
Esta última explicação é deveras muito gratificante para nós, portugueses!

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Cidades: os seus nomes levam artigo?


Marco Neves | FCH-Católica
in: https://fch.lisboa.ucp.pt/

Segundo a minha pesquisa, o autor da obra que serve de referência a esta pergunta, e que citarei no final desta minha exposição sobre o tema, é de opinião que: 

  • por exemplo, quando nos referimos ao Porto, usamos o artigo definido o; e isso é visível em expressões como O Porto é uma grande cidade, Falamos do Porto, Vamos ao Porto
  • o mesmo se passa com outras cidades: a Guarda, a Figueira da Foz, as Caldas da Rainha, o Barreiro
  • mas é de notar que a maior parte das cidades não leva o artigo atrás, tais como Faro, Leiria, Lisboa... mas se me referir a certas especificidades de algumas cidades, já poderemos dizer "a Lisboa da minha infância", o Faro que eu conheci..."
O autor refere também que não há nenhuma regra pré-definida para as cidades levarem ou não o artigo atrás. Há uma certa tendência para que os nomes com uma ligação clara a um nome comum, tenham o artigo: é o caso do Porto, da Figueira da Foz, da Guarda e mais uns quantos. Mas há tantas excepções...Ponte de Lima tem uma ponte lá no nome e não leva artigo (é apenas um de muitos exemplos)...
(...)...é apenas uma das muitas arbitrariedades da nossa língua...(...)...(...)... A Gramática tem muito de arbitrário...(...) Todas as línguas são assim - as arbitrariedades é que são diferentes de idioma para idioma.

REFERÊNCIA: in O Almanaque da Língua Portuguesa, de Marco Neves


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Origem e significado do nome do mês de fevereiro

Datas comemorativas de fevereiro: quais são? - Brasil Escola
imagem in https://brasilescola.uol.com.br

Segundo o que pesquisei no "Almanaque da Língua Portuguesa", de Marco Neves (Guerra & Paz, Livros CMTV), a origem do nome deste mês deve-se ao facto de na península Itálica terem lugar rituais de purificação e sacrifício homenageando o deus Fébruo.

A verdade é que depois foi acrescentado ao nome o sufixo "-arius".

Logo, o nome foi transformado em adjetivo (que era o mês do deus Fébruo)!

O tempo foi decorrendo e passados alguns séculos, os "falantes" foram transformando o termo com origem no latim, no atual e conhecido mês de "fevereiro".

Estamos sempre a aprender! E como é interessante conhecer a origem de tudo o que diz respeito à Língua!

O mês de fevereiro é o mês mais pequeno do ano, pois só tem 28 dias, EXCETO de 4 em 4 anos, em que é bissexto, tendo 29 dias!

Concluo com a transcrição de uma passagem do "Amor de Perdição":

"No mês de Fevereiro de 1803, recebeu 

Simão Botelho uma carta de Teresa."

Camilo Castelo Branco

Livro - Amor de Perdição
imagem obtida em esfera.com.vc

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Mas que grande confusão...É para dispor bem!

A FELICIDADE DAS FAMÍLIAS NUMEROSAS – LITORAL CENTRO – COMUNICAÇÃO E IMAGEM
imagem obtida in: https://litoralcentro-comunicacaoeimagem.pt 

😅😄

Grande confusão:

"Dois amigos não se viam há muitos anos. Quando se encontraram, começaram a contar cada um a sua vida.

Diz um:  

- Olha, eu casei-me com um uma viúva que tinha uma filha de trinta anos. O meu pai enamorou-se da minha enteada e casou-se com ela. Disto resultou que a minha mulher ficou sendo sogra do meu pai, que já era seu sogro; eu tornei-me padrasto de meu pai e a minha enteada, a filha da minha mulher, fez-se minha madrasta. Depois, esta teve um filho e essa criança, claro está, era meu irmão, porque filho de meu pai, mas também era neto porque era filho da filha de minha mulher. Isto fez com que eu ficasse, simultaneamente, avô do meu irmão... A seguir, a mimha mulher teve também um filho, que era irmão da minha sogra e também seu neto, porque ele era filho do filho do seu marido.

Este nascimento originou uma trapalhada completa: o meu pai tornou-se cunhado do meu filho porque a irmã do mesmo é sua mulher. Eu fiquei irmão do meu próprio filho e filho da minha avó. Sou cunhado da minha madrasta e a minha mulher é tia do seu próprio filho e este, sobrinho de meu pai, do que resultou eu tornar-me avô de mim mesmo..."

FONTE - encontrei em: Livro de curiosidades, de Nunes do Santos, Edições Menabel, 2009

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

A expressão "O.K." - Qual a sua origem?


Ok, tipo, sinal de mão - ícones de gestos grátis
imagem obtida in flaticon.com


Why do we say 'OK'?
imagem in theconversation.com


É verdade que utilizamos cada vez mais esta expressão, não só na oralidade, como na escrita.

Para citar dois exemplos concretos: nos nossos atuais mails e mensagens de telemóveis, é mais prático e rápido, e isso faz-nos faz poupar tempo; a conversarmos uns com os outros, fazemos o mesmo,  quando estamos a concordar com algo de que nos falam ou que nos é proposto.

Foi ao que chegámos com tanta tecnologia à nossa disposição!  

Segundo Nunes dos Santos, no seu LIVRO DE CURIOSIDADES, Edições Menabel, 12ª Edição, fevereiro de 2009, A expressão americana 'O.K.', que equivale ao nosso "está certo" e que, sob a influência do cinema, já se utiliza em toda a parte do mundo, tem uma origem pitoresca.

Diz-se que certos funcionários alfandegários norte-americanos, pouco letrados, querendo indicar que as mercadorias verificadas por eles estavam em ordem, escreviam a giz aquilo que supunham ser as iniciais das palavras "All corretk": O.K.

O erro ortográfico caiu bem no ouvido e a expressão generalizou.se".

IDe+ - Ok, ok, mas o que significa e como surgiu essa palavra universal?
in idemais.com.br

terça-feira, 16 de agosto de 2022

"Quem se lixa (trama) é o mexilhão" - uma expressão corrente e o seu significado

imagem in reportersombra.com


Esta expressão é muito utilizada no dia-a-dia. 

E nos últimos tempos, cada vez mais... 

Também costumamos ouvir dizer que "quem paga é o Zé Povinho"! Isto quer dizer quem paga é o povo, a arraia-miúda (parte do povo da mais baixa categoria); dizemo-lo com a intenção de significar que é a gente mais pobre ou em situação social débil quem mais se sente lesada, porque não tem possibilidades financeiras para conseguir desenvencilhar-se das dificuldades que tem de enfrentar, a todos os níveis...  

"Designa que quem é sempre prejudicado é quem se encontra em situação inferior". (in Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, notícias editorial, fevereiro de 1999).

Pesquisando mais sobre estas curiosidades que me fascinam sobre a nossa língua,  encontrei um post de um  BLOG, que achei interessante e, por isso, deixo aqui essa partilha:


Quem se lixa é o mexilhão

Este ditado é tão antigo como a humanidade porque tem a ver com a água do mar que teima em vir à costa com mais ou menos força, bater nas pedras, na rocha, mas “quem se lixa é sempre o mexilhão” e o mais pequenino porque o maior esse está lá no fundo e longe das batidas da água.
E porquê o mexilhão? Era o mais abundante. Para além disso, era a comida dos mais pobres do litoral. Senão havia que comer, recorria-se ao mar e traziam-se baldes de mexilhão, lapas, ouriços e já se passava.
O mexilhão não é rico em calorias e sódio, mas é nutritivo. Os crustáceos e os moluscos são ricos em proteínas, vitaminas e minerais; e o marisco contém sempre ácidos gordos.
No entanto, quando o mexilhão vai para o tacho e começa a ferver, talvez sinta maior tormento que o bater da água do mar...
O atum era outro alimento das classes mais pobres, no entanto, segundo o ditado que citamos, vamos ao que se anicha na rocha, como o mexilhão, para apanhar com a água.
É vulgar alijar as responsabilidades para cima dos outros. Sacudir a água do capote.
É fácil ser líder, responsável, coordenador, director, ministro, quando a água do mar está calma porque não é difícil ir ao leme. O pior é quando o mar está bravo. E até aí não se sonha ser líder nem responsável, nem coordenador, nem director, nem ministro.
Nessa altura arranjam-se todos os meios para sacudir as “vespas” e atirar as culpas para os outros. Lançar a albarda ao chão. O mar é teimoso e “quem se lixa é o mexilhão”, isto é, o inferior. Quem paga as favas é o pequeno. Esse é o culpado de tudo. Que vá “badamerda” que pague e não bufe, era assim que se dizia noutros tempos, ouvia eu dizer, na minha terra, e não era o Alentejo; ainda hoje se ouve este termo...
É preciso ter em conta que quem paga é sempre o pequeno, o inferior, isto não é cristão, mas é esta a forma de estar nesta sociedade, onde parece que as vítimas sofrem e os criminosos andam à solta...
É sempre prejudicado quem se encontra numa situação inferior, segundo Orlando Neves, eis o significado para este autor de um “Dicionário de expressões correntes”: “quem se lixa (trama) é sempre o mexilhão”.

Adquem

Publicada por Artur Coutinho

Etiquetas: CURIOSIDADES

in: http://acoutinhoviana.blogspot.com

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Curiosidades interessantes sobre o mês de maio de 2022

in weart.com.br


Enviaram-me para o WhatsApp uma mensagem com uma curiosidade que eu desconhecia, mas que achei engraçada, pois a ser verdade, é um autêntico fenómeno da natureza. Só acontece uma vez em 823 anos! Devemos acreditar?

Esta será a única vez que veremos o referido fenómeno nas nossas vidas. No Calendário de maio de 2022, constatamos que terá: 

  • 5 domingos
  • 5 segundas-feiras 
  • terças-feiras
E outro dado interessante é que na próxima sexta-feira, 13 de maio, será a única sexta-feira 13 deste ano de 2022 (este dado vi eu no calendário e confirmei na Internet)! 

Agora, o que se segue, só acredita quem quer: a mensagem que recebi para além de citar o que já referi, dizia que os chineses chamam a este fenómeno "Bolso cheio de dinheiro", e têm a crença que se enviarmos uma mensagem com esta informação aos nossos amigos, dentro de 4 dias o dinheiro vai surpreender-nos...!!! E ainda mais: baseado no Feng Shui Chinês, quem não transmitir esta mensagem a outros, pode perder mesmo essa grande chance... Nunca se sabe...! Talvez valha a pena aproveitar...😅 😁

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Hoje é um dia de "capicua": 22.2.22 !!!

Sim, hoje é dia 22 de fevereiro de 2022 e podemos escrever simplesmente 22.02.2022 ou apenas 22.2.22 que acabamos por formar sempre uma "capicua".

Fui pesquisar sobre o assunto e encontrei uma explicação interessante e semelhante à que o meu pai nos dava em casa. Como ele ficava "eufórico" quando dava com capicuas nos bilhetes de lotaria, ou noutro tipo de jogos, dizendo sempre: "Ena, uma capicua! Traz sempre sorte!"

Ora vejamos que encontrei na minha pesquisa:

A data 12/02/2021 
é um exemplo de capicua. 
Além disso, esta foi uma data especial 
pois seus números 
formaram um Ambigrama.

Capicua (origem catalã: "cap i cua", cabeça e cauda) ou número palíndromo é um número (ou conjunto de números) cujo reverso é ele próprio. O mesmo pode ser dito em relação a datas e a horas. É um tipo de escrita constrangida.
...(...)...
Técnicas de obtenção

Uma técnica de obtenção de números capicuas é pegar-se num determinado número, inverter a ordem de seus dígitos e somar o número obtido ao número original, obtendo um novo número e repetindo-se este processo até obter um número  palíndromo . Exemplos:

Tendo-se 84, invertendo-se obtem-se 48 84+48=132; 132+231=363.
Tendo-se 3716, invertendo-se obtem-se 6173. 3716+6173=9889.
(Referência: in https://pt.wikipedia.org/wiki/Capicua)

domingo, 21 de novembro de 2021

A expressão "Ter falta de chá" ...

D. Catarina de Bragança
in pt.wikipedia.org


Ter falta de chá caracteriza as pessoas pouco elegantes, pouco requintado ou, de um modo geral, grosseiras.

Desde cedo que o chá foi associado a classes mais altas, por isso supostamente mais requintadas. O povo desconhecia essa bebida que tinha vindo do Oriente no bojo dos navios das potências coloniais, nomeadamente dos portugueses. Na verdade, a popularização do consumo de chá é historicamente recente, e ainda hoje esta bebida tem ressonâncias a tias, avizinhas, rendas velhas e bolos secos. 

...(...)...

Diga-se já agora que se os ingleses se consideram a si mesmo como um povo apreciador de chá aos portugueses o devem, pois foi a nossa infanta D. Catarina de Bragança quem muito contribuiu para o seu consumo naquele país quando desposou Carlos II em 1662 (também introduziu compota de laranja, mas isso não vem ao caso). Diga-se ainda que a mais antiga fábrica de chá europeia está em Portugal. Foi fundada em 1883 e situa-se nos Açores, em São Miguel. É a Fábrica de Chá Gorreana. 

Chá é connosco e os ingleses que se enxerguem...

(in Dicionário de Insultos, de Sérgio Luís de Carvalho, Planeta Manuscrito, 2014)

in cidadeverde.com

sábado, 21 de novembro de 2020

Jane Birkin: algumas curiosidades sobre a sua vida e obra

A Jane Birkin de outrora e a mais atual
in https://vejasp.abril.com.br/


Jane Mallory Birkin (Londres, 14 de dezembro de 1946) é uma atriz e cantora inglesa que vive na França, tendo atuado no cinema de ambos os países.

Infância e adolescência

Jane Mallory Birkin nasceu no dia 14 de dezembro de 1946 em Marylebone, Londres, Inglaterra. Sua mãe era uma atriz e seu pai era membro da Marinha Real Britânica. Ela também tem um irmão, o roteirista e diretor Andrew Birkin.
Carreira

Jane emergeu na Swinging London após aparecer no filme Blow-Up de 1966 e Wonderwall de 1968, este último que teve a trilha sonora produzida por George Harrison. Quando ela foi para a França para uma audição em 1969 conheceu Serge Gainsbourg, e a partir de então, começaram a ter várias colaborações entre os dois. Nesse mesmo ano os dois fizeram o famoso dueto "Je t'aime... moi non plus" (que originalmente, Serge Gainsbourg havia escrito para Brigitte Bardot). A música na época provocou um escândalo e foi banida em diversas rádios de diversos países.



Jane Birkin e Dirk Bogarde no tapete vermelho 
do Festival de Cannes na década de 1990.

Vida pessoal

Foi casada de 1965 a 1968 com John Barry, um compositor inglês que escreveu o tema original dos filmes de James Bond. A filha de ambos, a fotógrafa Kate Barry, nasceu em 1967 e morreu em 2013 após uma queda do quarto andar de um edifício em Paris.[1]

Jane Birkin com sua filha Charlotte Gainsbourg em 2010.


Teve uma relação muito apaixonada e criativa com o seu mentor Serge Gainsbourg - eles conheceram-se no set de Slogan e casaram-se em 1968. Tiveram uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg, e separaram-se em 1980.

Em 1982 teve a terceira filha, Lou Doillon, de uma relação com o director Jacques Doillon.

Curiosidades

A canção Je t'aime … moi non plus foi proibida em Portugal e no Brasil na época em que foi lançada, pela sua controvérsia e por ser considerada como atentado aos costumes pelo regime salazarista e pelo governo da ditadura no Brasil, vigentes na época.

Jane Birkin é a inspiração da famosa e cobiçada Birkin bag da marca Hermès. Durante uma viagem de avião em 1980, Jane derrubou sua bolsa Kelly, caindo seus pertences no chão. O diretor da marca Hermés estava no local, e ela comentou que sua bolsa era pequena, se fosse maior não cairiam as suas coisas. O diretor da marca então propôs fazer uma bolsa que lhe correspondesse melhor. Surgiu assim a Birkin bag, que foi batizada pela empresa com o seu nome.

Discografia

1973 - Di doo dah
1987 - Lost song
1998 - Best Of
2002 - Arabesque
2006 - Fictions

(in pt.wikipedia.org)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

A verdadeira história do queijo português "MARINHAS"! Um queijo magro e muito saudável!

Devemos tentar dar o maior crédito aos produtos nacionais. É bom acreditar! Não podemos desconfiar de tudo ou estar sempre a dizer mal! 


Não é o anúncio que diz "O que é nacional é bom"?

Um dos melhores exemplos e que aqui hoje me traz a partilhar um produto do nosso dia-a-dia é o queijo MARINHAS, bem português e, pelos vistos, a manteiga da mesma marca "é a melhor manteiga do mundo".

Vamos então conhecer esta história que acabei de descobrir n'o observador, jornal online 29.12.2019, texto de Maria Martinho e que me deixou muito orgulhosa ao saber que um produto tão indispensável à nossa alimentação é bem português e é fabricado de forma 100% artesanal.


Marinhas. Do queijo recomendado pelos médicos a uma das melhores manteigas do mundo 


Há 65 anos nasceu em Esposende a primeira fábrica de laticínios certificada em Portugal. A Marinhas é uma empresa familiar, onde o queijo e a manteiga são ainda produzidos de forma 100% artesanal.

É na estrada nacional 13, que liga Porto e Valença, que encontramos um edifício de pedra, com um moinho de vento na fachada, rodeado por campo e com vista para o mar. Na Fábrica de Lacticínios Marinhas, localizada na freguesia de Marinhas no concelho de Esposende, produz-se uma das melhores manteigas do mundo, segundo a revista inglesa Wallpaper, e um queijo magro como há poucos no país.

“O nosso queijo continua a ser único porque é magro, não leva corantes, conservantes, anti bolores, anti fúngicos ou revestimento externo. É feito tal e qual como em 1954 e, por isso, tem um prazo de validade muito curto”, explica Berta Castilho, ao leme do negócio de família.

Os lacticínios Marinhas são um dos tesouros da região e se para uns esta é uma marca perfeitamente desconhecida, para outros faz parte de uma memória gastronómica com carimbo nacional. A empresa familiar, que vai na quarta geração, mantém orgulhosamente os métodos de fabrico há 65 anos, é recomendada por médicos e consta que até a mulher de Belmiro de Azevedo é fã dos seus produtos.


Fernanda Vale é a funcionária mais antiga da fábrica das Marinhas,
faz queijo e manteiga há 44 anos 

(Foto: Rui Oliveira/Observador)


O leite, a principal matéria prima, vem da Póvoa de Varzim, mas é de Esposende que saem queijos e manteiga feitos em máquinas antigas pela mão de 24 trabalhadores, a maioria mulheres, residentes naquela zona. Manuel Fernandes é um dos poucos homens que vemos literalmente com as mãos na massa. “Estou aqui há 36 anos, não sei fazer mais nada”, confidencia ao Observador. Com uma bata branca vestida e uma touca na cabeça, recorda que já partiu um pulso e se queimou numa máquina, mas nada que o assuste ou demova na arte de fazer queijo.Uns metros ao seu lado está Fernanda Vale, a funcionaria mais antiga da fábrica, que faz queijo e manteiga há 44 anos. “Já passei por todas as secções, este foi o meu primeiro emprego e hei de morrer aqui”, diz. Sorridente, retira com uma faca os restos de queijo dos tecidos da máquina de prensa e garante que gosta de ensinar quem ali chega pela primeira vez.

A Marinhas sobreviveu à revolução de abril, resistiu a modas e a tendências e manteve-se fiel à sua origem e à sua história. Berta Castilho, a responsável, diz não cair na tentação de a reinventar ou modernizar, afinal, “há memórias que não podem ser atraiçoadas”. A fábrica que dava emprego à região e era o 112 em caso de acidente.

Tudo começou em 1939, quando pequenos fabricantes de manteiga da região se instalaram ali, criando a Lacticínios de Esposende, Lda, com quotas cedidas pela Junta Nacional de Produtos Pecuários. Anos mais tarde, a sociedade acabou por falir tendo sido vendida em hasta pública. Amílcar e Reinaldo Castilho, pai e filho naturais do Porto, compraram-na em 1954, dando-lhe o nome da freguesia. “O meu avô era advogado e só entrou com capital, quem realmente levou a empresa para a frente foi o meu pai, que era engenheiro civil”, conta Berta Castilho em entrevista ao Observador.

Berta é a mais velha de três irmãos e está há 28 anos à frente dos destinos da Marinhas, a primeira fábrica de lacticínios certificada em Portugal. “No início só tínhamos licença para o fabrico de manteiga, mas não era viável, não tinha expressão. Os lacticínios em Portugal estavam ainda no começo, as pessoas comiam margarina em vez de manteiga, usavam óleo em vez de azeite”, recorda. Reinaldo Castilho, o seu pai, viajou pela Europa para ver o que se fazia lá fora e dois anos depois aventurou-se na produção de queijo, apostando num produto diferente.






“Os portugueses têm a tendência a imitar bastante bem o que se faz lá fora, naquela altura toda a gente fabricava o queijo bola vermelho, tipo flamengo, um original holandês. Ora o meu pai resolveu fazer um queijo que não era bola, nem vermelho e ainda por cima era magro. As pessoas estranharam imenso, foi difícil colocá-lo no mercado.”

Valeu a publicidade boca a boca e as indicações médicas, já que os especialistas da época o consideravam um queijo mais saudável e de fácil digestão, fazendo com que o produto se afirmasse assim, principalmente na zona norte. O sucesso obrigou a família Castilho e mudar-se para Esposende, numa década em que a cidade “era a estrada nacional e pouco mais”. A Marinhas era assim o principal emprego para a região, mas também um verdadeiro 112. “O meu pai chegava a emprestar gelo e carros da fábrica para transportar doentes quando havia um acidente”, recorda Berta, que cresceu entre aqueles corredores.

Quando em 1991 passou a tomar conta do negócio, certificou a empresa em segurança alimentar e preparou a gestão futura, mas sem nunca alterar o essencial. “A marca não se pode reinventar, tem que permanecer fiel, caso contrário não se aguenta de pé.Recebemos pessoas de todo o país que vêm buscar o que comiam em casa dos seus avós, essas memórias não podem ser atraiçoadas. O nosso público é fiel, não podemos mudar muito.”



Manuel Fernandes é um dos poucos homens 
a trabalhar na Marinhas, é responsável 
pela transformação do leite 
(Foto: Rui Oliveira/Observador)


O preço a pagar pela qualidade de um produto fabricado artesanalmente e em pequenas quantidades nem sempre é fácil de gerir. “Sentimos diariamente as consequências desta nossa opção. É difícil gerir a procura, há muita pressão para tentar modificar e levar o produto a um nível diferente, mas vamos manter-nos assim, pelo menos enquanto der e se conseguir viver disto”, realça Bárbara Castilho, filha de Berta e responsável pelo departamento de comunicação da marca.

Os produtos Marinhas vendem-se de norte a sul do país, mas dificilmente são enviados além-fronteiras. “Como não levam conservantes e o tempo de viagem dos transportes terrestres é elevado, quando chega ao destino tem metade do tempo útil. Outra das tentações é o vácuo, não o utilizamos porque quando se tira de lá o queijo sabe a plástico.” Quando em 2008 a revista inglesa Wallpaper considerou a manteiga Marinhas como uma das melhores do mundo, o produto esgotou até hoje. “Até aí tínhamos manteiga para dar e vender. Em 1991 existiam dez toneladas de manteiga no frigorífico armazenadas, mas de repente o produto esgotou.”

Embalados à mão, sem corantes nem conservantes


A fábrica recebe diariamente entre 15 a 20 mil litros de leite de vaca, que depois de ser devidamente analisado segue para uma máquina que retira parte da sua gordura. A nata retirada é colocada em bilhas de metal de 50 litros que vão para uma câmara frigorífica durante 16 horas para acidificar. Posteriormente a nata é batida durante duas horas, adiciona-se sal e transforma-se em manteiga, que depois é embalada à mão com papel vegetal.





“Não compramos nata, fazemos a manteiga a partir da nata que retiramos do leite para fazer o queijo magro. Se fizermos mais queijo temos mais manteiga, se fizermos menos queijo temos menos manteiga”, garante Berta Castilho, acrescentando que, apesar de a manteiga ter sido o primeiro produto a ser comercializado pela marca, atualmente é o queijo magro o rei das encomendas.


O leite é pasteurizado a 78 graus, arrefece a 30 para depois ser centrifugado e homogeneizado. Após ser coagulado, são adicionados fermentos, cloreto de cálcio e, por fim, o coalho. O preparado repousa durante 35 minutos até se tornar numa espécie de gel. Esta massa é laminada e escorrida para retirar o soro, que serve depois para alimentar gado, nomeadamente porcos. Quando atinge uma textura mais consistente, o queijo é colocado em formas de plástico de vários tamanhos para ser disposta numa máquina de prensa, entre 18 a 20 horas, e assim retirar o soro que resta. “Utilizamos um tecido em cada forma para depois ser mais fácil retirar o produto”, explica Sílvia Abreu, responsável pela produção.



Sílvia Abreu é responsável pela produção
da fábrica de Esposende 

(Foto: Rui Oliveira/Observador)


Chega a hora de salgar o queijo e, para isso, há que mergulhá-lo numa solução de água fria com sal entre duas a seis horas, dependendo do tipo de queijo que se pretende: bola, barra, magro, gordo ou amanteigado. Quando já tem o sabor salgado que conhecemos, o produto é distribuído em cestos de plástico e colocado numa câmara de cura a 10 graus. O queijo magro permanece ali oito dias, já o gordo fica o dobro. “Cada um deles tem um lote escrito à mão com o dia, o mês e o tempo de cura”, revela Sílvia Abreu.

No caso do queijo sápido, mais salgado, a cura pode durar um mês e o bolor natural é lavado à mão com uma escova própria, já o queijo bola é pintado à mão, depois de seco, com uma esponja embebida em tinta vermelha alimentar. “Começamos a fazer queijo de cabra há um ano, mas ainda temos alguma dificuldade em encontrar leite de cabra nesta região”, justifica a responsável pela produção da fábrica, acrescentando que a novidade é mesmo o queijo cremoso fundido com menos 10% de gordura, cuja embalagem em forma de bisnaga faz lembrar uma pasta para os dentes.






É na zona de embalamento que são retirados os bolores naturais e se coloca o produto num tapete de secagem. Há caixas, rótulos e embalagens para todos os gostos, das mais pequenas que seguem para os restaurantes às maiores em forma de barra. Para fazer um quilo de queijo magro são necessários 13 litros de leite e o prazo de validade pode ir até aos três meses, já a manteiga com sal deve ser consumida em dois meses e a sem sal em apenas um mês.


A publicidade polémica no jornal e a preferência da mulher de Belmiro de Azevedo

O queijo Marinhas era presença assídua nas prateleiras dos hipermercados do grupo Sonae desde o ano em que foi fundado, em 1959. No entanto, o cenário mudou na década 1990. “Fomos chamados para uma reunião em Lisboa em que nos foi dito que o nosso produto era muito caro, não tinha procura e não lhes interessava mais”, recorda Berta Castilho, admitindo que com estas grandes empresas “não há forma de negociar”, pois “as vendas não são efetivamente expressivas, comparativamente à oferta que eles têm”.

Chegada a Esposende, a responsável decidiu comprar uma página de publicidade em dois jornais – “não tínhamos dinheiro para ir à televisão”- informando os clientes que a marca já não estava à venda na Sonae, mas que podiam procurar os seus produtos na morada indicada ou através dos respeitos contactos. “Não tínhamos outra maneira de comunicar com as pessoas, muitas já pensavam que a marca tinha acabado, o que não era de todo verdade.”



Apesar da manteiga ter sido o primeiro produto
a ser comercializado pela marca,
é o queijo magro o rei das vendas e das encomendas
(Foto: Rui Oliveira/Observador)


Quando a publicidade sai, a marca é acusada de enfrentar um grupo gigante, “mas lá diz o ditado: perdidos por cem, perdidos por mil”. Dois meses depois, Berta foi chamada a ir novamente a Lisboa para uma reunião, mas recusou. “Vieram eles à fábrica, inclusive a pessoa que nos tinha dito que o nosso queijo não interessava. Disseram-nos que tinha sido um mal entendido, que realmente havia muita gente a procurar o produto e a perguntar se podíamos voltar a fornecer.” O queijo Marinhas voltou, assim, às prateleiras dos hipermercados da Sonae, onde permanece até hoje.

A família Castilho soube, através de alguém que trabalhava no grupo, que Maria Carvalhais, a mulher de Belmiro de Azevedo, era paciente do médico Fernando Póvoas e que este lhe recomendava consumir o queijo Marinhas. “Contaram-nos que quando ela se apercebeu que o produto já não estava à venda deve ter ido falar com alguém superior. Pelos vistos deu resultado, pois foi tudo no mesmo timing”, revela Bárbara Castilho, responsável pela comunicação da marca.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

"Olha o passarinho"...



in wordpress.com


Ao ler uma revista para crianças, encontrei um artigo muito interessante sobre a explicação desta "expressão com história": "olha o passarinho"!

Antes de se tirar uma fotografia a alguém, é ainda costume ouvir-se dizer: "olha o passarinho!" Terá esta expressão algum sentido? Sim. É uma expressão com História!

Hoje, tirar uma fotografia é simples e rápido. Mas nem sempre foi assim.

A fotografia foi inventada no século XIX, e, durante muitos anos, tirar uma fotografia era algo bastante demorado, pois era preciso muito tempo para que a imagem ficasse gravada na máquina fotográfica. Por isso, era necessário que a pessoa não se mexesse enquanto a fotografia era tirada, o que podia demorar alguns minutos. 

Ora, para que as crianças ficassem sossegadas durante esse tempo, os fotógrafos penduravam uma gaiola com um pássaro atrás da máquina.

- Olha o passarinho! - diziam eles, enquanto a fotografia era tirada, para que ninguém se mexesse.

A expressão perdurou durante muitos anos e, hoje, ainda se usa. Porém, começa a ser mais comum ouvir as pessoas dizerem "cheese" (queijo, em inglês) enquanto são fotografadas. É que, ao dizer essa palavra, os músculos da cara fazem um movimento parecido com um sorriso. E todos ficamos mais bonitos quando sorrimos, não é verdade?!


encontrei em "nosso amiguinho", a revista de todas as crianças, junho 2019, Nº 393

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quem foi Antoine Dominique Domino Jr, mais conhecido por Fats Domino?


in: http://unapizcadecmha.blogspot.pt 

A 25 de outubro, morreu Antoine Dominique Domino Jr (1928-2017), um dos criadores do Rock 'n' Roll e mais conhecido por Fats Domino (Domino Gordo)!

Foi noticiado largamente em toda a imprensa e fiquei curiosa de saber quem estava a merecer um lugar de tão grande destaque.

Por isso, fui pesquisar e encontrei o seguinte:

"Morre Fats Domino, o professor do Rock & Roll
Sergio da Motta e Albuquerque         25.10.2017
A emissora France24 (25/10) anunciou hoje ao mundo a morte de “Fats Domino”, um dos legendários criadores do rock 'n' roll. Os franceses também informaram que “Fats” era de origem “creole”, uma população mestiça que ainda vive na Louisiana, sul dos Estados Unidos. Daí seu nome de batismo: Antoine Dominique Domino Jr. Ele tinha 89 anos e sua família informou que ele morreu de “causas naturais”.
“Fats Domino” (1928-2017) viveu em Nova Orleães toda a sua vida. Ficou famoso entre minha geração quando definiu o rock de forma simples e verdadeira: “Bem, o que agora chamam de rock 'n' roll é rhythm 'n' blues. Eu venho tocando isso há 15 anos em Nova Orleães”, publicou o canal “Euronews” (25/10). Eu lembro quando ele disse isso há muitos anos atrás no antológico filme da Fox “The Girl can't help it” (1956, Frank Tashlin). A fita foi traduzida no Brasil como “Sabes o que quero”.
Fats, junto com Chuck Berry, Little Richards, Bo Diddley, Ike Turner , Jerry Lee Lewis e outros, fez parte do time de criadores do rock 'n' roll. Em 1955, ele lançou a imortal “Ain't That a Shame”, com seu estilo inconfundível ao piano. O músico nunca abandonou a tradição ou mudou para agradar platéias mais jovens, depois do sucesso dos Beatles e dos Rolling Stones. Sua carreira foi abalada com a invasão do rock britânico nos anos de 1960, mas ele seguiu coerente: “Eu me recuso a mudar. Tenho que me apegar ao meu próprio estilo que sempre usei, ou não seria eu mesmo”, publicou o Guardian, de Londres (25/10).
O jornal britânico também informou que Fats foi duramente afetado pelo furacão Katrina, que devastou Nova Orleães (2005). Perdeu três pianos e “dezenas de discos de ouro e platina”, informou o periódico inglês. Em biografia publicada na web, o mundo soube que ele perdeu tudo o que tinha. Foi salvo no dia 1° de setembro de 2005 pela Guarda Costeira ianque. Robert Plant (ex-Led Zeppelin), Paul McCartney e Elton John o ajudaram a recuperar suas perdas com o álbum “Goin' Home: A Tribute to Fats Domino”, lançado em em 2007.
Procurei o guitarrista Toni Rockeiro (61), das bandas de blues "Bala de Prata" e "Singing the Blues"- nesta última com a cantora Claudia Sette. Nos anos de 1970, assistimos  o filme onde ele afirmou que o rock nada mais era do que rhythm 'n' blues. O músico comentou: "Mais uma lenda que se vai. Um mestre do rock que se torna cada vez mais distante e incompreendido. Rock 'n' roll é rhythm 'n' blues", disse ele. Que vá em paz". Algo me diz que ele deixou este mundo como desejou o guitarrista brasileiro: em paz consigo mesmo e com o mundo. Fats era, além de um excelente músico, um homem de alma generosa.
Depois de 2007, Fats poucas vezes deixou sua amada cidade. Junto com a esposa Rosemary (falecida em 2008), o músico deixou oito filhos e a sua marca pessoal neste mundo. Quem vai esquecer sucessos como “My Blue Heaven”, imortalizado por Steve Martin em “Meu Pequeno Paraíso” (My Blue Heaven, 1990, Herbert Ross, Warner Bros)? E “I'm Walking”? Alguém já ouviu algum ritmo igual? Vamos rever aqui, em uma de suas últimas apresentações, o verdadeiro rock 'n' roll, no Festival de Jazz de Haia (Hague), Holanda (2009)
O som de Fats Domino era pura alegria de viver. Seu senso de ritmo era incomparável. O mundo não vai esquecer o gordo simpático que deixou este mundo mais feliz sem nunca trair seu modo de tocar e arranjar suas músicas. Ele preferia solos de saxofone aos da guitarra, e nunca mudou. Eu respeito isso e vou lembrar dele como o músico que ensinou que rock 'n' roll' é 'ryhthm 'n' blues', com a simplicidade e o amor de quem quem ensina as primeiras palavras a uma criança."
fonte: https://jornalggn.com.br/blog


sábado, 4 de novembro de 2017

Holandeses põem corvos a apanhar beatas

imagem in: https://acrediteounao.com

Acabei de ler uma notícia sobre animais, que acho interessante e considero-a mesmo "insólita".

Dois designers holandeses estão alarmados com as pontas de cigarros que se espalham por toda a cidade de Amsterdão (Holanda)!

Resolvem tomar medidas para acabar com o problema; e que decidiram então fazer? 

Nada mais, nada menos, que treinar corvos para as apanhar baseando-se na ideia de que os corvos conseguirão associar a comida às beatas; e como estes animais são considerados um dos mais inteligentes do nosso planeta, a experiência parece ir avante...

A ideia não é má, vamos lá a ver é se os corvos não se vão viciar nas beatas, tornando-se fumadores passivos...!!! 

Encontrei esta notícia em: 
https://www.pressreader.com/portugal/sábado/2017

sábado, 21 de outubro de 2017

Gilbert Bécaud e a sua "chanson" Nathalie

Esta é uma daquelas histórias que daria um bom romance ou um excelente filme.
Há mais de 50 anos, o lendário cantor francês Gilbert Bécaud visitou  Moscovo. Quando voltou a Paris, escreveu a canção "Nathalie "e dedicou-a à sua guia russa.
A canção diz qualquer coisa como: "Caminhávamos à volta de Moscovo , visitando a Praça Vermelha  e tu dizes-me que aprendeste coisas sobre Lenine e a Revolução , mas eu só  desejava que estivéssemos no Café Pushkin , a olhar a neve lá fora, a beber chocolate quente e a falar sobre algo completamente diferente ..."
A canção tornou-se  incrivelmente popular em  França e, obviamente,  todos os turistas franceses que iam a  Moscovo tentavam encontrar o famoso "Café Pushkin." 
Nunca o conseguiram encontrar, uma vez que existia apenas como uma fantasia poética na canção de Bécaud .
Mas em 1999, esta fantasia poética tornou-se realidade quando um artista franco-russo Andrei Dellos e Andrei Mákhov, abriram o  Café Pushkin numa mansão barroca histórica na Rua Tverskoy.
E o mais fantástico desta história? 
Bécaud , o cantor francês que inspirou tudo, cantou" "Nathalie" na inauguração do restaurante.
Agora, maravilhemo-nos com o interior e todos os pormenores deste café-restaurante absolutamente fantástico.
Podem ver-se todos os detalhes no site:  http://cafe-pushkin.ru/en/
Tchin-Tchin!