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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Homenagem a Celeste Rodrigues, irmã de Amália

in: discogs.com
O Jornal observador.pt, 1 de agosto noticia assim a morte da irmã mais nova de Amália Rodrigues:
Morreu a fadista Celeste Rodrigues, irmã mais nova de Amália Rodrigues. Tinha 95 anos e 73 de carreira, uma vida dedicada ao fado. A morte da artista foi confirmada pelo neto, Diogo Varela Silva, ao final da manhã desta quarta-feira. “É com um enorme peso no coração, que vos dou a noticia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste”, anunciou o realizador, responsável por um documentário sobre a artista, “Fado Celeste”, de 2010.
“Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi”, escreveu  Diogo Varela Silva na sua página do Facebook. “Que a sua humanidade, bondade e maneira de estar bem com a vida, seja um ensinamento, que nós possamos honrar pelas nossas vidas fora.”

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Os Grammys

in: www.brunomars.com

"Não, a noite não foi de Kendrick Lamar: os Grammy 2018 são de Bruno Mars


Foi uma noite de 24 quilates para Bruno Mars, que arrecadou todos os grandes prémios e deixou Kendrick Lamar de mãos a abanar nas categorias mais nobres dos Grammy. Confira todos os vencedores.
  1. Os Grammys são dos anos 80. As atuações da noite
  2. Fotogaleria. Rosas Brancas foram as estrelas da noite
  3. Sonhadores e mulheres: os discursos dos Grammys
  4. 18 mêmes que contam como foi a noite dos Grammys
  5. A polémica aparição de Hillary com “Fire and Fury”
  6. E o Ed Sheeran? O que é que aconteceu ao Ed Sheeran?” Os Grammys vistos do sofá
Kendrick Lamar morreu na praia: com cinco prémios na mão, Bruno Mars leva a melhor com seis Grammy conquistados esta noite na cerimónia que elogia a melhor produção musical do ano passado. A noite teve 24 quilates de ouro para o artista de “That’s What I Like”, que não só leva mais estatuetas para casa, como roubou ao rapper de “DAMN.” os prémios mais importantes da noite.
Bruno Mars admitiu saber a receita para a glória: no discurso final de vitória, ao erguer a estatueta no ar ladeado por toda a equipa do álbum “24K Magic”, o cantor disse que quis trazer à vida os artistas que o inspiravam na adolescência. “Só queria pôr toda a gente a dançar e a mexer-se”, confessou ele, prometendo celebrar numa festa a seguir à cerimónia. Queria e conseguiu: Bruno Mars levou para casa os prémios de Melhor Álbum do Ano, Melhor Álbum R&B e Melhor Engenharia de Som em Álbum Não Clássico com o álbum que lançou em 2017; e os prémios de Melhor Música do Ano, Melhor Performance R&B e Melhor Música R&B com “That’s What I Like”.
O cantor natural do Hawai leva mais prémios, mas aqueles que Kendrick Lamar tem estão mais distribuídas pela músicas do mais recente álbum do rapper, que foi considerado Melhor Álbum Rap do ano. “HUMBLE.”, o primeiro single a ser lançado, venceu os prémios de Melhor Performance Rap, Melhor Música Rap e Melhor Videoclip. Mas “LOYALTY.” foi o único que lhe fez subir ao palco na última noite — apesar do desagrado evidente de Jay Z, que também estava nomeado — para receber o galardão de Melhor Performance Rap. O prémio não é, no entanto, só dele: a música também é interpretada por Rihanna, que no alto dos seus 1,73 metros fez Kendrick Lamar parecer (muito) pequeno ao lado da cantora dos Barbados.
Ed Sheeran não esteve presente, mas foi o campeão da música pop com “Divide” a ser considerado o melhor álbum pop do ano e a melhor performance com “Shape of You”. O cantor não esteve presente para receber o prémio, mas muita gente havia de correr para cima do palco: Alessia Care foi a Artista Revelação, Childish Gambino levou um prémio graças a “Redbone”, The Weeknd também levou a melhor na categoria de Melhor Álbum Urbano Contemporâneo e Toby Bennett foi a palco receber o prémio de Melhor Álbum Pop Tradicional."
(in: observador.pt)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Salvador Sobral recebe coração novo

"Salvador Sobral já recebeu um transplante de coração. A cirurgia aconteceu esta sexta-feira no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, depois de ter sido encontrado um coração compatível. A equipa de médicos responsável pela cirurgia informou ao final da tarde deste sábado que o músico “está bem”, com boa evolução e “muito animado”.
Em conferência de imprensa, Miguel Abecasis, chefe de serviço do cirurgia cardiotorácica confirmou que a intervenção correu de forma favorável e que o cantor que venceu a Eurovisão “está bem” mas avisou que a recuperação “vai ser longa”. A conferência de imprensa sobre o estado de saúde do cantor terminou com o chefe de serviço a desejar: “vamos esperar que ele [Salvador Sobral] recupere a vida normal”.
A operação durou cerca de quatro horas e foi realizada na tarde desta sexta-feira, numa unidade que faz entre 40 a 50 transplantes deste género por ano. Salvador Sobral, ao saber que ia receber o transplante, desejou boa sorte ao médico e pediu para ouvir música clássica, revelou, também, na conferência de imprensa, Miguel Abecassis. Na conferência de imprensa estiveram ainda presentes José Pedro Neves, diretor de serviço de cirurgia cardiotorácica do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e o diretor clínico do CHLO, José Manuel Correia.
José Manuel Correia aproveitou a conferência de imprensa para agradecer ao serviço nacional de saúde (SNS): “foi a estrutura de palco que fez concretizar esta intervenção”. O cantor esteve vários meses a ser seguido por cardiologistas no Hospital de Santa Cruz até chegar a sua vez na lista de espera para receber um novo coração.
O artista de 27 anos é um dos 400 mil portugueses que sofrem de insuficiência cardíaca e esteve até agora a aguardar um coração compatível para que pudesse ser submetido a um transplante. “É um caso raríssimo o de Salvador”, disseram ao Observador diversos especialistas em setembro deste ano. A insuficiência cardíaca é uma síndrome grave, mas poucos são os pacientes tão jovens como Salvador Sobral — menos ainda os que necessitam de um transplante para sobreviver.
Salvador Sobral, que ganhou o Festival Eurovisão da Canção em maio deste ano, deu um último concerto no início de setembro antes de se afastar temporariamente dos palcos — no final de agosto havia cancelado dois concertos por indicação médica. À data, o artista não escondeu as lágrimas e cantou de “nó na garganta” principalmente nos duetos com a irmã, Luísa Sobral." 
in:http://observador.pt/2017/12/09

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Os rinocerontes estão em vias de extinção

O nosso planeta está em perigo. 

Para que se tome consciência dos erros que o homem comete contra a natureza, aqui temos mais um exemplo das barbaridades que se cometem:

"Nem todas as fotos de vida selvagem são belas. Apesar do concurso anual falar português (há um brasileiro entre os vencedores) e ter fotografias incríveis, uma das imagens eleitas é terrível. Chamaram-lhe "Memorial de uma Espécie" e é um murro no estômago: eis porque estão os rinocerontes em vias de extinção.


Às vezes é preciso ser assim, brutal, para nos darmos conta das tragédias que nos rodeiam, como os últimos tempos bem nos recordaram. Deixado o alerta, já sabe que tem toda a informação que importa no Observador. E também histórias mais bonitas."

(in: observador.pt   23/10/2017)

Um Artigo do mesmo jornal, por Marta Leite Ferreira   23/10/2017

"FOTOGRAFIA

Fala-se português entre os vencedores do concurso “Wildlife Photographer” de 2017
 A noite estava estrelada e nenhuma nuvem anunciava a chegada do período das chuvas no Parque Nacional Emas, Brasil. Márcio Cabral estava por ali a fotografar as luzes verdes emitidas pelas térmitas reunidas em montículos de terra à entrada dos ninhos. Já havia chovido muito e de nada tinha valido ao fotógrafo acampar por ali durante três temporadas. Naquele dia, as condições de luz foram finalmente as ideais e Márcio conseguiu a fotografia que tanto queria. Mais conseguiu muito mais do que isso.
Graças à imagem que mostra um papa-formigas a alimentar-se das térmitas, o brasileiro Márcio Cabral conseguiu conquistar o prémio “Wildlife Photographer of the Year” na categoria “Animais no seu Ambiente”. É que os papa-formigas veem muito mal, mas têm um olfato muito apurado que os encaminha pelo escuro até ao alimento. E usando material profissional, incluindo uma Canon com uma grande lente angular, o fotógrafo recebeu um bónus na fotografia que ansiava há tanto.
Pode ver a fotografia na fotogaleria, conforme enviada ao Observador pelo Museu da História Natural, que patrocina o evento. Esta e as outras fotografias vencedoras vão estar em exibição no museu desde esta sexta-feira até 28 de maio, uma segunda-feira. Se não pode ir até Londres para as ver ao vivo, espreite a fotogaleria. E se tiver alguma imagem genial do meio ambiente, candidate-se para o “Wildlife Photographer of the Year” 2018 a partir de 23 de outubro."

(in: observador.pt   23/10/2017)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Prémio Nobel da Literatura 2016 atribuído a Bob Dylan

in: PopMatters 
"Bob Dylan é o 113.º vencedor do prémio máximo literatura, "por ter criado novas expressões poéticas na tradição da canção americana." Uma escolha que não deverá ser unânime entre a crítica.
Bob Dylan é o vencedor do prémio Nobel da Literatura 2016, “por ter criado novas expressões poéticas na tradição da canção americana”. O anúncio foi feito esta quinta-feira pela Academia Sueca, em Estocolmo. “É um poeta maravilhoso”, justificou a secretária permanente Sara Danius. É a primeira vez que o Nobel é entregue a um compositor, “que pode e deve ser lido”, para além de escutado.
Apesar de Bob Dylan ser presença habitual nas listas que tentam adivinhar qual será o vencedor, é uma escolha que pode ser polémica, sobretudo porque a carreira de Robert Allen Zimmerman — verdadeiro nome de Dylan — é sobretudo musical. O norte-americano de 75 anos merece o Nobel porque “é um grande poeta”, capaz de se “reinventar” ao longo de 54 anos de carreira, justificou Sara Danius, que garantiu ter havido “grande unanimidade” entre os jurados.
Sobre se antecipa críticas à escolha da Academia, respondeu simplesmente um “espero que não.” E acrescentou: “Talvez the times they are a’changing“, numa alusão à música de Dylan com o mesmo nome.
Já em 2008 o músico causou surpresa, ao ter vencido um Pulitzer especial pelo seu “profundo impacto na música popular e na cultura americana, marcado pela sua composição lírica de extraordinário poder poético”.
Para quem só agora quer começar a ouvir as canções ou a ler os livros de um dos maiores nomes da música do século XX, Sara Danius aconselhou Blonde on Blonde, sétimo disco do norte-americano, de onde saíram canções como “Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again” ou “Just Like a Woman”. Um bom exemplo “da sua forma brilhante de rimar”, acrescentou a secretária, que a cada pergunta sobre a carreira musical de Dylan tenta incluir na conversa os dotes poéticos do laureado.
Quem pesquisar livros da sua autoria tem mais probabilidade de encontrar obras escritas sobre o músico, e não por ele. O primeiro livro que publicou, em 1971, chama-se Tarantula e é um misto experimental entre prosa e poesia. Encontra-se traduzido para português pela já extinta Quasi Edições, cogerida por Jorge Reis-Sá e Valter Hugo Mãe.
Mas o livro mais popular do músico será Crónicas: Volume 1, lançado em 2004 (editado em Portugal pela chancela Ulisseia). Primeira parte das memórias do autor de “Like a Rolling Stone”, a ideia era que a autobiografia tivesse mais volumes. Mas Dylan nunca mais publicou a segunda parte. É através destas páginas que o leitor fica a saber que Robert Allen Zimmerman, nascido a 24 de maio de 1941 no Estado americano do Minnesota, numa América onde a segregação racial era a realidade do dia-a-dia, começou a escrever poemas com dez anos de idade. E que aprendeu sozinho a tocar piano e guitarra.
Em 1961, deixa a universidade e a sua cidade para trás e muda-se para Nova Iorque, onde começa a tocar em cafés e clubes na zona de Greenwich Village. Influenciado por Woody Guthrie, editou o seu álbum de estreia, homónimo, em 1962, feito sobretudo de versões de canções tradicionais.
No ano seguinte, dá ao mundo The Freewheelin’ Bob Dylan. Logo a abrir, “Blowin’ in the Wind”, que se torna imediatamente canção hino de protesto e que, até aos dias de hoje, vai acumulando versões de diferentes artistas. “Girl from the North Country”, “Masters of War”, “A Hard Rain’s a-Gonna Fall” e “Don’t Think Twice, It’s All Right” estão também neste disco, obrigatório para quem quer conhecer a carreira do novo Nobel da Literatura, e onde a poesia é longa e não se subjuga às doutrinas da pop. “Masters of War”, por exemplo, tem oito estrofes anti-corrida ao armamento, que marcou a Guerra Fria.
Há uma data que ficará marcada para sempre na biografia do músico: 25 de julho de 1965. Depois de duas participações no Newport Folk Festival, em 1963 e 1964, com Joan Baez, Dylan aparece como cabeça de cartaz em 1965 e decide fazer, ali mesmo, o seu primeiro espetáculo elétrico. A reação às guitarras elétricas, por oposição à tradição blues/folk, chegaou em forma de apupos, vaias e até ameaças por parte do público. Foi um choque para o mundo da música em geral. É também nesse ano que lança Bringing It All Back Home, já com as primeiras canções rock n’roll — “Subterranean Homesick Blues” –, sem esquecer o lado acústico — “Mr. Tambourine Man”.

The Times They Are a-Changing?

Discutir a escolha do laureado é quase um desporto internacional. Mas o facto de ter vencido um músico pode abrir uma Caixa de Pandora — e os possíveis candidatos são muitos, de Leonard Cohen a Chico Buarque, passando por David Bowie. Para o Ministério da Cultura português, que reagiu no Twitter, “é o reconhecimento de um grande poeta que alia de forma exemplar a palavra e a música”. Bruno Vieira Amaral, que no ano passado venceu o Prémio José Saramago, considera que “mais do que qualquer outra coisa, este prémio é um manguito a todos os grandes escritores norte-americanos dos últimos 40 anos. Roth, McCarthy, DeLillo, Pynchon, foram ultrapassados de moto por Dylan.”
Um dos nomes mais frequentemente apontados à corrida ao Nobel é Salman Rushdie. O autor d’OsVersículos Satânicos não tem dúvidas de que a música e a poesia andam de mãos dadas e que Bob Dylan as conjuga como só os melhores sabem.
Ao Observador, o britânico Michael Gray, autor do primeiro trabalho crítico da obra Dylaniana, em 1972, com Song & Dance Man: The Art of Bob Dylan, acolhe com normalidade a ausência de unanimidade nas notícias. “Não só por ser músico, mas porque ele sempre causou reações mistas, há quem não goste das suas músicas, atitudes, livros, filmes, quadros“, lembra, numa entrevista telefónica.
O estudioso da carreira de Dylan não previu um dia como o de hoje. “Bem, sempre achei que ele nunca o receberia. Mas agora estou muito satisfeito.” E Dylan, que ainda não reagiu: estará satisfeito? “Não sei, não posso falar por ele”, começa por dizer Gray. “Mas acho que uma pequena parte dele está desiludida.” Isto porque, quando era jovem, o autor de “Knockin’ on Heaven’s Door” era contra prémios, por serem uma espécie de tributo à segurança, ao establishment. “Se ele estivesse a fazer algo novo, disruptivo, não ganharia os prémios”, afirma, lembrando a fase em que trocou o blues, o folk e o country pela guitarra elétrica, chocando a indústria.
Sobre a poesia musicada de Dylan, Michael Gray destaca duas passagens. A primeira é de “Idiot Wind“, do disco Blood on the Tracks, de 1975:
Down the highway, down the tracks
Down the road to ecstasy
I followed you beneath the stars
Hounded by your memory
And all your ragin’ glory
A segunda passagem que o autor destaca está incluída em “Mr. Tambourine Man”, esccrita 10 anos antes:
Yes, to dance beneath the diamond sky
With one hand waving free
Silhouetted by the sea
Circled by the circus sands
With all memory and fate
Driven deep beneath the waves
Let me forget about today until tomorrow.

Teremos um novo livro de Dylan para ler?

Para além dos volumes já mencionados, o músico conta na sua bibliografia com alguns livros de arte. Michael Gray, autor de várias obras sobre Dylan, descreve Tarantula como “maravilhoso e muito divertido”, com “sátiras maravilhosas sobre a consciência norte-americana contemporânea”, ainda que “não seja fácil de compreender”.
As Crónicas: Volume 1 são totalmente diferentes, desde logo porque autobiográficas. No entanto, Gray alerta para o “erro” que é encarar estas páginas como um retrato fiel da sua história. “Ele evita claramente escrever sobre a maior parte dos momentos mais importantes da sua carreira, como o momento em que se torna elétrico, em 1965″, aponta. Um exemplo de como Dylan nunca teve uma relação aberta com a fama. Também por duas vezes escreve “a minha mulher” ao longo do livro, apesar de se estar a referir a duas pessoas diferentes: Sara Lownds, com quem se casou em 1965 e se divorciou em 1977, e Carolyn Dennis, esposa entre 1986 e 1992. Os mais atentos, como Scott Warmuth, notaram também frases inteiras de outros escritores mais antigos, como Jack London e Robert Louis Stevenson, num tributo disfarçado.

“Não espere pelas Crónicas: Volume 2“, avisa. Apesar de Dylan ter dito numa entrevista à Rolling Stone, em 2012, que estava a trabalhar nelas, o autor considera que “já estão incorporadas no Volume 1”. “Acho que provavelmente nunca vão chegar… Mas eu erro muitas vezes [risos].”

Quem quiser ler as letras das canções que valeram, pela primeira vez, o Prémio Nobel a um músico, pode fazê-lo em português e em inglês, graças à editora Relógio D’Água. Em Canções Volume 1 (1962 – 1973)estão as composições abrangidas por aquele espaço temporal. Na página da esquerda fica o texto original, em inglês, e na página da direita, em espelho, a tradução feita por Angelina Barbosa e Pedro Serrano. O mesmo se passa em Canções Volume 2 (1974 – 2001).
Depois de 2001, a editora não voltou a traduzir as canções. Para Michael Gray, não vem grande mal ao mundo. Assumidamente fã, reconhece que “nem todos os trabalhos sao marailhosos” e considera mesmo que “o grande último álbum é Love and Theft, de 2001″. Os restantes, entre os quais o 35.º e último de originais, Tempest, de 2012, não estão à altura de composições passadas. Este ano saiu Fallen Angels, feito de versões de cantores e compositores norte-americanos, como Johnny Cash.

Há 23 anos que não vencia um norte-americano

Desde Toni Morrison, em 1993, que um norte-americano não vencia o Nobel da Literatura. Já no ano passado a escolha foi surpreendente com Svetlana Aleksievich, escritora bielorrussa de não-ficção cujos livros se centram na história da União Soviética e na identidade russa. Em 113 premiados, apenas 14 são mulheres. Para além do prestígio, o vencedor ganha oito milhões de coroas suecas (cerca de 821 mil euros, à taxa de câmbio atual).
Ao contrário de prémios como o Man Booker Prize ou o Prémio Camões, o vencedor do Nobel é sempre uma incógnita, já que não existe lista de finalistas. Ainda assim, há nomes que se repetem ano após ano nas listas de apostas, casos de Philip Roth, Joyce Carol Oates e Haruki Murakami. Bob Dylan também costuma ser presença habitual, mas não nos lugares cimeiros.
Para esta edição, a empresa britânica de apostas Ladbrokes, por exemplo, colocava no primeiro lugar o queniano Ngugi wa Thiong’o, seguido do japonês Murakami, o poeta Adonis, o romancista americano Don DeLillo e, em quinto lugar, o norueguês Jon Fosse.
O dia em que o mundo conhece mais um prémio Nobel da Literatura fica marcado pela morte de Dario Fo. O escritor e dramaturgo italiano foi distinguido pela Academia Sueca em 1997. Faleceu esta quinta-feira, aos 90 anos de idade." 
in observador.pt, um artigo de Sara Otto Coelho, 13.10.2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A partir de 21 de Novembro, novo álbum ao vivo em DVD, de Pedro Abrunhosa


(leiloes.net)
"Ouça o novo disco ao vivo de Pedro Abrunhosa

Publicado às 00.01
Cultura
Pedro Abrunhosa e os Comité Caviar levaram a todo o país a tour "Longe", com mais de 40 espectáculos.

O concerto no Coliseu do Porto, de Novembro de 2010, foi o escolhido para ser gravado e editado em CD e DVD.

Ouça em exclusivo 10 das faixas incluídas em "Coliseu", o novo álbum ao vivo de Abrunhosa.
O novo DVD estará à venda a partir da próxima segunda-feira, 21 de Novembro."


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Souto de Moura recebe Prémio Carreira

                            

Foi ontém distinguido com o galardão de Mérito e Excelência (5ª edição dos Prémios de Arquitetura Ascensores Enor), Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011, numa homenagem especial, em Vigo.

Segundo este arquiteto "as grandes obras de arquitectura são as dos tempos de crise."...(...)... "Talvez se faça melhor, desde que haja encomendas, porque exige mais disciplina e mais rigor".

Referindo que a palavra "crise" em grego, significa mudança", o arquiteto acentuou: "as vanguardas fazem-se na mudança".

Deixou um alerta: a situação portuguesa piorou não havendo trabalho para os nossos arquitetos.