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Leão XIV encontrou-se com vítimas da poluição e seus familiares, na Catedral de Acerra
Acerra, Itália, 23 mai 2026 (Ecclesia) – O Papa denunciou hoje, no sul de Itália, os “interesses obscuros” e a criminalidade que considerou responsável pela poluição ambiental na região, apelando a uma resistência cívica contra os crimes ecológicos.
“A cultura do privilégio, da arrogância e da irresponsabilidade, que tanto prejudicou esta terra, bem como muitas outras regiões de Itália e do mundo, deve ser erradicada”, advertiu Leão XIV, na Catedral de Santa Maria Assunta em Acerra, num encontro com bispos, membros do clero e institutos religiosos e familiares das vítimas da poluição ambiental.
Acerra, situada na ‘Terra dei Fuochi’, uma zona entre Nápoles e Caserta, na Campânia, é conhecida pela eliminação ilegal de resíduos tóxicos e pela queima de plástico e materiais industriais.
A intervenção pontifícia evocou todos os mortos pela poluição ambiental, “provocada por indivíduos e organizações sem escrúpulos, que durante muito tempo puderam agir impunemente”.
O Papa desafiou as comunidades locais a assumir uma atitude de “resistência” para transformar o cenário de devastação social e sanitária originado na década de 1980.
“Sede testemunhas desta resistência obstinada que se transforma em renascimento, onde quer que o Evangelho ilumine e transforme a vida”, instou Leão XIV.
O Senhor coloca-nos novas questões sobre a forma como vivemos nos nossos bairros, sobre a nossa vontade de trabalhar em conjunto como indivíduos e instituições, sobre a nossa paixão pela educação, sobre a honestidade no nosso trabalho, sobre a distribuição equitativa do poder e da riqueza, sobre o respeito pelas pessoas e por todas as criaturas.”
FONTE: agência.ecclesia.pt
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