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domingo, 24 de maio de 2026

Papa Leão XIV hoje (23.05.2026), em Acerra, Itália, condena "alianças criminosas" ligadas a crimes ambientais

imagem in: www.youtube.com


Leão XIV encontrou-se com vítimas da poluição e seus familiares, na Catedral de Acerra

Acerra, Itália, 23 mai 2026 (Ecclesia) – O Papa denunciou hoje, no sul de Itália, os “interesses obscuros” e a criminalidade que considerou responsável pela poluição ambiental na região, apelando a uma resistência cívica contra os crimes ecológicos.

“A cultura do privilégio, da arrogância e da irresponsabilidade, que tanto prejudicou esta terra, bem como muitas outras regiões de Itália e do mundo, deve ser erradicada”, advertiu Leão XIV, na Catedral de Santa Maria Assunta em Acerra, num encontro com bispos, membros do clero e institutos religiosos e familiares das vítimas da poluição ambiental.

Acerra, situada na ‘Terra dei Fuochi’, uma zona entre Nápoles e Caserta, na Campânia, é conhecida pela eliminação ilegal de resíduos tóxicos e pela queima de plástico e materiais industriais.

A intervenção pontifícia evocou todos os mortos pela poluição ambiental, “provocada por indivíduos e organizações sem escrúpulos, que durante muito tempo puderam agir impunemente”.

O Papa desafiou as comunidades locais a assumir uma atitude de “resistência” para transformar o cenário de devastação social e sanitária originado na década de 1980.

“Sede testemunhas desta resistência obstinada que se transforma em renascimento, onde quer que o Evangelho ilumine e transforme a vida”, instou Leão XIV.


O Senhor coloca-nos novas questões sobre a forma como vivemos nos nossos bairros, sobre a nossa vontade de trabalhar em conjunto como indivíduos e instituições, sobre a nossa paixão pela educação, sobre a honestidade no nosso trabalho, sobre a distribuição equitativa do poder e da riqueza, sobre o respeito pelas pessoas e por todas as criaturas.”

FONTE: agência.ecclesia.pt

domingo, 3 de março de 2024

Algumas reflexões importantes do Papa Francisco

Papa Francisco - Biografia - InfoEscola
imagem obtida in infoescola.com


"Somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade".

Papa Francisco - JMJ Rio de Janeiro 2013

"Se a escuridão ao nosso redor e dentro de nós mesmos nos impedir de ver corretamente, corremos o risco de nos perdermos em batalhas sem sentido".

Papa Francisco - Mensagem para JMJ Lisboa 2023

"Sonhar o futuro é aprender a responder não só porque vivo, mas também para quem vivo, por quem vale a pena gastar a minha vida".

Papa Francisco - JMJ - Panamá 2019

segunda-feira, 13 de março de 2023

Papa Francisco comemora hoje 10 anos de Pontificado

Papa Francisco – Wikipédia, a enciclopédia livre
imagem in pt.wikipedia.org


Os 10 anos de pontificado do Papa Francisco: reflexos dos gestos e ações

Francisco chega aos 10 anos de pontificado: a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja, a presença na sociedade e uma nova perspectiva para os cristãos leigos, temas de gestos e ações.

Vatican News - CNBB

Nesta segunda-feira, 13 de março, o Papa Francisco completa 10 anos de pontificado. Nessa década, Francisco tem marcado a realidade com sua presença frente aos desafios no interior da Igreja e às mudanças e conflitos que se manifestam no mundo. A partir dos gestos e dos processos que leva adiante na Igreja, e também dos documentos que produz, tem anunciado o Evangelho e convidado à fraternidade, à proximidade e à ternura, a exemplo de Jesus, como ele mesmo costuma dizer.

Dentre todas as realidades nas quais a Igreja toca com sua presença, algumas foram escolhidas para serem destacadas neste momento em que Francisco chega aos 10 anos de pontificado: a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja, a presença na sociedade e uma nova perspectiva para os cristãos leigos.

Fratelli tutti

Um dos marcos do pontificado do Papa Francisco foi a oferta à humanidade da encíclica Fratelli tutti, documento que apresenta o desejo de que, como humanidade, “possamos reviver em todos a aspiração mundial à fraternidade”. Para o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcus Barbosa Guimarães, a carta encíclica “é um grande presente do Papa Francisco para a Igreja e para a nossa humanidade”.

“De modo especial, entre os inúmeros pontos, as inúmeras contribuições que a Fratelli tutti nos traz, eu destacaria duas chaves que parecem centrais: a primeira, como lembra o Papa: se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade”.

“A segunda inspiração que me vem dessa carta, ao lê-la, é o que o Papa Francisco nos diz que precisamos recomeçar. E se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade,de um modo artesanal… devemos recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado”.

Família

A realidade da família tem sido outro destaque no pontificado do Papa Francisco. Foram duas assembleias sinodais, uma exortação apostólica, um ano temático e dezenas de catequeses sobre o tema. 

“Nesses 10 anos de pontificado, temos muito que agradecer ao Papa Francisco pela sua dedicação e o seu amor pela família. Com o Sínodo, trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de corresponsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade”, comentou o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão para Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers.

Para dom Ricardo, a Amoris Laetitia “veio confirmar o trabalho que já vinha sendo feito pela Pastoral Familiar” e trouxe para os setores inspirados na Familiaris Consortio, de São João Paulo II, “um ar de renovação, uma motivação ainda maior para cuidarmos das fragilidades das famílias”.

Ecologia Integral

Francisco deu especial atenção ao cuidado da casa comum nesses primeiros anos de pontificado. Marca disso foi a encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum. A leiga Patrícia Cabral, que faz parte das articulações da Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), do Laicato, e do Comitê Repam no Regional Norte 1, aponta como o “grande diferencial” a proposta da reflexão do tema da ecologia integral com a encíclica Laudato Si’ “que, aqui no Brasil, casou com a Campanha da Fraternidade dos biomas e “fez com que a gente pudesse refletir mais sobre a maneira como nós cuidamos dessa casa comum, e entender a nossa pertença a esse corpo, que não estamos isolados”.

Para ela, essa ideia de pertença favorece a compreensão da necessidade de cuidar. “Não é simplesmente não cortar as plantas, mas renovar aquilo que está sendo destruído de outra forma”, pontua.

Presença na sociedade

O arcebispo de Goiânia (GO), dom João Justino de Medeiros Silva, destacou a experiência de cuidado com a vida da Igreja e a relação com a sociedade durante o pontificado de Francisco. Sobre a presença na sociedade, ele destacou que o Papa tem contribuído com diversas abordagens, como o cuidado e o zelo com a educação na proposta do Pacto Educativo Global; o cuidado com o tema da ecologia, “com a sua belíssima encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum”; e a Economia de Francisco, “proposição que interpela a economia, a partir da participação de jovens”.

“Esses três temas são muito interessantes, poderíamos citar tantos outros, mas creio que são de uma importância muito grande para pensar a presença da Igreja na sociedade”, comentou dom Justino.

Leigos

Francisco tem marcado a Igreja com um novo impulso ministerial para os leigos, de forma especial para as mulheres e, com a proposta do Sínodo, propõe uma nova dinâmica nas relações entre as diversas vocações.

Marilza Schuina, membro do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, avalia que o Papa Francisco “nos chama a uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização”. Em relação aos cristãos leigos e leigas, Marilza considera que Francisco “vê e espera um laicato maduro, capaz de discernir sobre os sinais dos tempos, em comunhão com a sua comunidade, buscar o melhor caminho, um laicato que assuma a vocação no mundo, na história, um laicato capaz de semear, trazer os sinais do Reino da justiça, do amor e da paz”. 

“Francisco, nessa dimensão da Igreja em saída, fala de um laicato em saída, que ofereça à Igreja, um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega, onde ninguém mais vá ou aonde o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga não vai, ele está lá, ele vive lá, ele mora lá. Ele, portanto, é sinal desta Igreja presente no mundo”, comenta. 

Marilza acredita que permanece um desafio à questão das mulheres, ao qual o Papa Francisco tem se mostrado sensível, “para que cada vez mais sejam reconhecidos os direitos da mulher na Igreja, a estar nos espaços de decisão, a ter seu lugar reconhecido efetivamente”. 

Prevenção aos abusos

A presidente do Núcleo Lux Mundi, Eliane De Carli, comanda uma das estruturas na criada pela Igreja no Brasil cuja atuação tem sido considerada delicada, mas essencial para combater a chaga dos abusos na Igreja. O escritório é responsável por assessorar as dioceses e entidades religiosas na implementação de serviços de prevenção e proteção, conforme estabelecido pelo Papa Francisco.

“A gente avalia [a criação de iniciativas de prevenção e combate aos abusos] como um momento bastante especial para a Igreja porque ele traz a questão de uma mudança de paradigmas, no sentido de trabalhar com transparência, com cuidado, com a proteção e a prevenção no caso dos abusos”, disse Eliane.

Fonte: CNBB.  13 de março de 2023

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Segunda-Feira do Anjo ou Segunda-Feira de Páscoa (a seguir ao Domingo de Páscoa)

in https://www.vaticannews.va
(Capela Redemptoris Mater)
A tradição da festa tem sua origem no Evangelho 
e recebe este nome porque foi precisamente um anjo que, 
no sepulcro, anunciou às mulheres que Jesus tinha ressuscitado.



Pesquisando sobre a Segunda-Feira do Anjo, encontrei uma notícia muito interessante, que nos explica o seu significado e que passo a transcrever:


Vaticano: Papa deixa mensagem de agradecimento a idosos e doentes

Abr 5, 2021 - 12:02

Francisco convida a prolongar alegria da Páscoa

Cidade do Vaticano, 05 abr 2021 (Ecclesia) – O Papa deixou hoje no Vaticano uma mensagem especial de agradecimento a idosos e doentes, convidando a prolongar alegria da Páscoa.

“O meu pensamento vai de forma especial para os idosos, doentes, ligados das próprias casas ou instituições de repouso e saúde. Envio-lhes uma palavra de agradecimento e reconhecimento pelo seu testemunho. Estou próximo deles”, disse, no final da recitação da oração do ‘Regina Caeli’, transmitida desde a biblioteca do Palácio Apostólico.

Na segunda-feira depois da Páscoa, chamada “segunda-feira do anjo”, Francisco destacou a que “todos os planos e defesas dos inimigos e perseguidores de Jesus foram em vão”.

“Das palavras do anjo podemos recolher um ensinamento precioso: não nos cansemos nunca de procurar Cristo ressuscitado, que dá vida em abundância a quem o encontra. Encontrar Cristo significa descobrir a paz no coração”, declarou.

O Papa convidou os católicos a repetir “o Senhor vive”.

“Cristo está vivo, acompanha a minha vida. Cristo está ao meu lado”, apontou.

Neste tempo pascal, desejo que todos tenham a mesma experiência espiritual, acolhendo nos corações, nos lares e nas famílias as boas novas da Páscoa: ‘Cristo ressuscitado já não morre, a morte já não tem poder sobre ele’”.

Francisco falou da reação dos guardas que tinham ficado a vigiar o túmulo de Jesus e não “conseguem enfrentar a força avassaladora de Deus”, sendo “convencidos” com dinheiro a “vender a verdade”.

“O senhor dinheiro, mesmo aqui, na ressurreição de Cristo, é capaz de ter o poder de a negar”, advertiu.

No final da oração, o Papa desejou que todos passem com fé estes dias da oitava da Páscoa, “nos quais se prolonga a memória da ressurreição de Cristo”.

“Acolhei cada ocasião para serdes testemunhas da alegria e da paz do Senhor Ressuscitado. Boa, serena e santa Páscoa a todos”, concluiu.

OC

in agencia.ecclesia.pt

in cleofas.com.br

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2020

Papa Francisco-imagem in vaticannews.va


                   


O modelo de paz do Papa Francisco
Recordamos, através das palavras do Papa, as mensagens para o Dia Mundial da Paz de 2014 a 2020. No dia 1 de janeiro, Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, será celebrado o 53º Dia Mundial da Paz e Francisco presidirá a Santa Missa na Basílica Vaticana 

Amedeo Lomonaco – Cidade do Vaticano

Corações banhados pela fraternidade, vidas libertadas das escravidões, olhares capazes de vencer a indiferença, sementes de não violência para promover a paz. Mas também mãos estendidas para os migrantes e refugiados, passos inspirados pela boa política e caminhos de diálogo e de reconciliação. O olhar que ilumina as mensagens do Papa Francisco para os Dias Mundiais da Paz é dirigido para esses horizontes cheios de esperança. Mesmo entrelaçando com a realidade de uma sociedade deformada por vários vícios, é um olhar sempre ligado à esperança cristã, ao rosto de Jesus. Dos ensinamentos e das exortações do Papa Francisco para a paz, destaca-se também o nítido perfil de um denso magistério.

A primeira mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, em 2014, abre-se com o desejo de formular a “todos, indivíduos e povos”, votos de uma vida repleta de “alegria e esperança”. O documento é baseado na fraternidade, que Francisco enuncia a partir de uma premissa: a fraternidade, que se começa a aprender em família, é “fundamento e caminho para a paz”. Não apenas as pessoas, mas também as nações – explica Francisco recordando a encíclica “Populorum progressio” do Papa Paulo VI – devem se encontrar em “um espírito de fraternidade”. Referindo-se ao magistério de João Paulo II sublinha que a paz É “um bem indivisível”: ou é de todos ou não o é de ninguém”.

“A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor (Papa Francisco, Mensagem para o dia Mundial da paz de 2014)”

Na família de Deus, onde todos são filhos de um mesmo Pai, não há “vidas descaratdas”: a fraternidade, explica o Papa, é também uma “premissa para derrotar a pobreza”. Mas é preciso de “políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas o acesso aos “capitais”, aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos”. Francisco convida também a redescobrir a fraternidade na economia, a pensar novamente nos “modelos de desenvolvimento” e a mudar “os estilos de vida”. Com a fraternidade, prossegue Francisco, “apaga-se a guerra” se cada um reconhece no outro “um irmão a ser cuidado”. Por fim, observa que a fraternidade ajuda também a “guardar e cultivar a natureza".


Na mensagem para o dia Mundial da Paz de 2015 o Papa Francisco se detém nas profundas feridas que atacam a fraternidade e a vida de comunhão. Entre estas, um “fenômeno abominável” o flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem. Ainda hoje, recorda o Santo Padre, “milhões de pessoas são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura”. O pensamento do Pontífice é dirigido em aprticular aos trabalhadores e trabalhadoras, também menores, “escravizados nos mais diversos setores”, aos migrantes que, ao longo do seu trajecto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, abusados física e sexualmente”.

“Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objetos”(Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2015)”

Por fim o Papa exorta a “globalizar a fraternidade”. E lança “um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo”.


2016: vencer a indiferença

A mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz de 2016 é um convite a vencer as várias expressões de indiferença. “A primeira forma de indiferença na sociedade humana – explica o Pontífice – é a indiferença para com Deus”. Da qual deriva também “a indiferença para com o próximo e a criação”. “Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de sentir compaixão pelos outros, pelos seus dramas; não nos interessa ocupar-nos deles, como se aquilo que lhes sucede fosse responsabilidade alheia, que não nos compete”. Em uma sociedade tão dilacerada que assume as feições da inércia e da apatia, a paz é ameaçada “pela indiferença globalizada”.

“Quando investe o nível institucional, a indiferença pelo outro, pela sua dignidade, pelos seus direitos fundamentais e pela sua liberdade, de braço dado com uma cultura orientada para o lucro e o hedonismo, favorece e às vezes justifica ações e políticas que acabam por constituir ameaças à paz. Este comportamento de indiferença pode chegar inclusivamente a justificar algumas políticas económicas deploráveis, precursoras de injustiças, divisões e violências… (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2016)”

A indiferença pelo ambiente natural, sublinha o Papa, “favorecendo o desflorestamento, a poluição e as catástrofes naturais que desenraízam comunidades inteiras do seu ambiente de vida, constrangendo-as à precariedade e à insegurança, cria novas pobrezas”. Por fim Francisco convida a passa da indiferença à misericórdia através da conversão do coração e a promoção de uma cultura de solidariedade. No espírito do Jubileu da Misericórdia, anunciado pelo Papa Francisco em 13 de Março de 2015 cada um “cada um é chamado a reconhecer como se manifesta a indiferença na sua vida e a adoptar um compromisso concreto que contribua para melhorar a realidade onde vive, a começar pela própria família, a vizinhança ou o ambiente de trabalho”.


2017: não-violência como estilo de uma política pela paz
A 50ª mensagem para o dia Mundial da Paz 2017 é centralizada no tema da não-violência. “Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais”. O mundo, recorda o Santo Padre, está cada vez mais dilacerado: “Hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços”.
“Esta violência que se exerce ‘aos pedaços’, de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2017)”
A violência, sublinha o Papa, “não é o remédio para o nosso mundo dilacerado”: ser verdadeiros discípulos de Jesus “Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência”. A não-violência praticada com decisão e coerência, recorda Francisco, produziu resultados impressionantes: “Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr. contra a discriminação racial nunca serão esquecidos”. “O próprio Jesus – observa o Papa – nos oferece um ‘manual’ desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da montanha”: as oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica”.

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2018, Papa Francisco convida a abraçar todos os “que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”. “Oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano uma possibilidade de encontrar aquela paz que andam à procura – escreve Francisco - exige uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar”.
“Acolher faz apelo à exigência de ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências. Proteger lembra o dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de asilo e segurança, de impedir a sua exploração. Promover alude ao apoio para o desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Integrar significa permitir que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os acolhe. (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2018).”
Observando os migrantes e os refugiados com um olhar contemplativo alimentado pela fé, sublinha por fim o Santo Padre, descobre-se que “não chegam de mãos vazias”. “Trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem”.

2019: a boa política ao serviço da paz
A mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2019 é dedicada ao “desafio da boa política”. “A boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras”. Mas na política, acrescenta o Papa, não faltam os vícios, “devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições”.
“Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da ‘razão de Estado’, a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio. (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2019)”
“Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados – afirma o Papa - o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa ‘fio-me de ti e creio contigo’ na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum”. Por isso, conclui o Papa “a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa”.

2020: paz como caminho de esperança
Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2020, Francisco indica a paz como “um bem precioso” e uma meta a ser alcançada apesar dos obstáculos e as provas. “A esperança – escreve o Papa - é a virtude que nos coloca a caminho, dá asas para continuar, mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis”. “A nossa comunidade humana – acrescenta - traz, na memória e na carne, os sinais das guerras e conflitos que têm vindo a suceder-se, com crescente capacidade destruidora, afetando especialmente os mais pobres e frágeis” .
“Abrir e traçar um caminho de paz é um desafio muito complexo, pois os interesses em jogo, nas relações entre pessoas, comunidades e nações, são múltiplos e contraditórios. É preciso, antes de mais nada, fazer apelo à consciência moral e à vontade pessoal e política. Com efeito, a paz alcança-se no mais fundo do coração humano, e a vontade política deve ser incessantemente revigorada para abrir novos processos que reconciliem e unam pessoas e comunidades (Papa Francisco, mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2020)”
O Sínodo recente sobre a Amazônia, recorda o Pontífice, “impele-nos a dirigir, de forma renovada, o apelo em prol duma relação pacífica entre as comunidades e a terra, entre o presente e a memória, entre as experiências e as esperanças”. O Papa convida também a ser artesãos da paz: “O mundo – explica o Papa - não precisa de palavras vazias, mas de testemunhas convictas, artesãos da paz abertos ao diálogo sem exclusões nem manipulações”. “O caminho da reconciliação – sublinha por fim o Papa - requer paciência e confiança. Não se obtém a paz, se não a esperamos”.

encontrei in: https://www.vaticannews.va

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Mensagem do Papa Francisco ao Presidente da República Portuguesa

Papa Francisco – Wikipédia, a enciclopédia livre
in pt.wikipedia.org



O Papa, numa viagem do Peru até Roma, enviou uma mensagem de "paz e prosperidade" ao sobrevoar o nosso país.

Vamos conhecer o teor dessa mensagem tão especial que o Papa Francisco nos endereçou: 
Envio cordiais saudações a vossa excelência e aos seus concidadãos. Lembrando com prazer a minha recente viagem a Portugal, invoco de bom grado as divinas bênçãos de paz e prosperidade sobre a nação”, pode ler-se na mensagem divulgada hoje pela Santa Sé. (mensagem divulgada pela Santa Sé e citada pela TVI 24).

Marcelo Rebelo de Sousa não foi o único Presidente da República a receber tal mensagem. O Papa Francisco enviou também mensagens aos Presidentes doutros Estados, ao sobrevoar países como a Colômbia, a Venezuela, a Espanha, a França e também a Itália.

(in: observador.pt por Gonçalo Correia, 23.1.2019) 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Palavras do Papa Francisco

in: pt.wikipedia.org
"É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressa-se dos pobres ou procura destruir outro ser humano de que não gosta." 

Encíclica Laudato Si, Rádio Renascença

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Papa Francisco preocupa-se com os sem-abrigo

in: 2.bp.blogspot.com
Acabei de ler na Revista Sábado (nº 562, de 5 a 11 de fevereiro 2015) mais uma notícia sobre a generosidade do Papa Francisco em relação aos mais pobres e necessitados. 

"O Papa Francisco mandou instalar três duches no interior das casas de banho, que existem por baixo das colunas da basílica de S. Pedro, para que os sem-abrigo da região do Vaticano possam lavar-se e trocar de roupa.

A notícia, publicada pelo jornal "La Stampa", explica que Francisco tomou esta decisão depois de o seu capelão, Konrad Krajewski, o ter informado que os sem-abrigo não tinham um lugar para fazer a sua higiene. 

Krajewski foi nomeado capelão a 3 de Agosto de 2013 e o Papa pediu-lhe expressamente que tivesse as mesmas acções de quando Francisco era arcebispo de Buenos Aires, ou seja, saísse pessoalmente para levar ajuda aos necessitados. 

Segundo o jornal italiano, Krajewski convidou um destes sem-abrigo para comer num restaurante, depois de saber que era o seu aniversário, mas o homem recusou por ter vergonha de "cheirar mal". "Eu levei-o, de qualquer forma, para fazer uma refeição, num restaurante chinês, e ele explicou-me que em Roma sempre consegue algo para comer, mas que faltavam lugares para se lavar", disse o capelão ao jornal. 

Embora nos restaurantes da Cáritas haja duches, além de outros lugares onde poderiam lavar-se, o sem-abrigo explicou a Krajewski que "estão sempre cheios". 

Depois de ouvir isso, o Papa autorizou a construção de três chuveiros dentro das casas de banho normalmente utilizadas pelos peregrinos. Os duches começam a ser instalados a 17 de Novembro. 

O capelão polaco começou um projecto, financiado pelo Vaticano, para instalar duches e casas de banho em algumas paróquias romanas. 

Krajewski também está a contar com a colaboração de escolas de cabeleireiros da região para que, além dos duches, os sem-abrigo possam cortar o cabelo. 

O Papa sempre mostrou ter grande preocupação com estas pessoas que dormem debaixo das colunas de São Pedro e nos arredores e manda Krajewski entregar-lhes dinheiro, comida e mantas. 

No dia 17 de Novembro passado, dia do seu aniversário, Francisco convidou quatro destes sem-abrigo para fazer uma refeição com ele na Casa de Santa Marta.

Para além dos duches e das casas de banho, decidiu abrir um barbeiro para os mais pobres, no Vaticano. Este serviço estará disponível às segundas-feiras a partir de 16 de fevereiro." in http://rr.sapo.pt/informacao

Muito Obrigado, Francisco!