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sexta-feira, 7 de abril de 2023

Sexta-Feira Santa - Dia de Reflexão

Sim, neste dia de Sexta-Feira Santa propicia-se a reflexão sobre a morte de Jesus na cruz.

É a Sexta-feira da Paixão, e esta palavra sugere "sofrimento".

Para se conhecer bem o seu significado, partilho este texto:

Sexta-feira Santa 
FERIADO 
Próxima Sexta-feira Santa 7 de Abril de 2023 (Sexta-feira)

A Sexta-feira Santa é a sexta-feira que ocorre antes do domingo de Páscoa. Neste dia, os cristãos relembram o dia em que Jesus Cristo morreu crucificado.

Também é chamada de Sexta Feira da Paixão, porque com origem do latim, paixão significa sofrimento. Assim, para os cristãos, a paixão de Cristo representa a crucificação de Jesus Cristo.

Esta é uma comemoração móvel, que acontece no fim da Quaresma, um período que se inicia na quarta-feira de cinzas, dia seguinte ao Carnaval.

O que significa Sexta-feira Santa?


A Sexta-feira Santa é uma data importante para os cristãos, pois a igreja recorda o dia em que Jesus Cristo morreu crucificado. Por isso, é um dia de reflexão.

A data se insere no tríduo pascal, em que se realizam as últimas celebrações da semana santa. O tríduo pascal tem início na quinta-feira santa à noite e termina no domingo de Páscoa, em que se comemora a ressurreição de Jesus. 

Nesta data, acontecem diversos rituais religiosos. A Igreja Católica aconselha aos fiéis cristãos a fazerem algum tipo de penitência, como o jejum e a abstinência de carne ou de qualquer ato que se refira ao prazer mundano. 

Procissões e reconstituições da Via Sacra (caminho que Cristo teria percorrido ao carregar a cruz antes de morrer) são alguns dos rituais mais populares. 

A adoração da cruz pelos católicos também é um símbolo que representa as tradições típicas da Sexta-Feira da Paixão. Muitos devotos costumam beijar os seus crucifixos em sinal de respeito e eterno agradecimento a Jesus, por ter se sacrificado em prol da humanidade. 

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu em um domingo, no dia 14 de Nisã, de acordo com o calendário hebraico.

Assim sendo, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico contava o primeiro e o último dia, concluiu-se que Jesus morreu numa sexta-feira.

Atualmente, a escolha da data é feita baseada na primeira lua cheia após o equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul). Neste caso, a Sexta-feira Santa pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.

FONTE: in calendarr.com

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Quinta-feira Santa (2023) e a Cerimónia do Lava-Pés


Quinta-feira Santa | 6 de Abril de 2023 - Calendarr
imagem in calendarr.com

Narrativa bíblica

Lava-pés.

As denominações cristãs que observam o lava-pés o fazem com base no exemplo e comando dado por Jesus no Evangelho de João:
“ «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Durante a ceia, como o Diabo havia já posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo pusera nas suas mãos, e que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da mesa, tirou as suas vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se; depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegando a Simão Pedro, perguntou-lhe este: Senhor, tu a mim me lavas os pés? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora, mas entendê-lo-ás mais tarde. Disse-lhe Pedro: Não me lavarás os pés jamais. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Declarou-lhe Jesus: Aquele que já se banhou, não tem necessidade de lavar senão os pés, porém está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele conhecia aquele que o havia de trair; por isso disse: Não estais todos limpos. Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as suas vestes e, pondo-se de novo à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre, e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou. Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros;porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também.» (João 13:1–15)
FONTE: in pt.wikipedia.org

Quinta-feira Santa, Quinta-feira de Endoenças ou Grande e Sagrada Quinta-feira é a quinta-feira que antecede a celebração da morte e ressurreição de Jesus. 

É o quinto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sexto no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). 

É neste dia que se comemora o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com os seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos canónicos.

A data ocorre sempre entre 19 de março e 22 de abril, mas os dias variam dependendo do calendário litúrgico utilizado, o gregoriano ou o juliano. 

...(...)...

A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período que comemora a paixão, morte e ressurreição de Cristo e inclui ainda a Sexta-feira Santa, o Sábado de Aleluia e termina no Domingo de Páscoa. 

A missa neste dia é geralmente celebrada ao final da tarde, o início da sexta de acordo com a tradição judaica, e relembra o facto da Última Ceia ter sido uma refeição da Páscoa judaica ("Sêder").

Cristianismo ocidental

Jesus lavando os pés dos apóstolos.

A Quinta-feira Santa é notável por ser o dia no qual é celebrada a Missa na Ceia do Senhor, que recorda de forma especial a Última Ceia.

A cerimônia do lava-pés é um componente tradicional da celebração em muitas igrejas cristãs, incluindo a Arménia, a Etíope, Católicas Orientais, grupos batistas, Menonitas e a Igreja Católica Romana. Além disso, o rito está se tornando cada vez mais popular na liturgia da Quinta-feira Santa (em inglês: Holy Thursday ou Maundy Thursday) na Igreja Anglicana, Episcopal, Luterana, Metodista e Presbiteriana além de várias outras denominações protestantes. 

Nas igrejas católicas e anglicanas, a Missa na Ceia do Senhor começa de forma tradicional, mas o Glória é acompanhado pelo soar de sinos, que permanecerão em silêncio até a Vigília Pascal. Depois da homilia, realiza-se então o lava-pés onde a cerimónia é realizada. 

Na missa católica, o Santíssimo Sacramento permanece exposto até que o serviço se conclua com uma procissão para levá-lo até o local onde ele será depositado. O altar-mor e todos os demais são limpos de toda decoração, com exceção do Altar de Reposição. 

Até 1969, o missal romano previa este rito sendo realizado de forma cerimonial acompanhado do canto dos salmos 21 e 22, uma prática que ainda permanece em muitas igrejas anglicanas. Em outras denominações cristãs, como as luteranas e metodistas, a limpeza do altar e do presbitério ocorre como preparativo para a solene e mais sombria ação litúrgica da Sexta-feira Santa pois nesse dia não se celebra missa.

Missa do Crisma em Roma

Também se celebra neste dia em todas as dioceses da Igreja Católica Romana a Missa do Crisma (ou "Missa da Unidade"). Geralmente celebrada na catedral da diocese, nesta missa o santos óleos são abençoados pelo bispo para serem utilizados na crisma, na unção dos enfermos e como óleo dos catecúmenos. O primeiro e o último serão utilizados no Sábado de Aleluia, durante a Vigília Pascal, para batizar e confirmar os que entram para a igreja.

FONTE: in pt.wikipedia.org

domingo, 11 de abril de 2021

O que é a Pascoela?

imagem in vaticannews.va





Pascoela

pas.co.e.la
pɐʃˈkwɛlɐ
nome feminino
1.
domingo seguinte ao da Páscoa dos Cristãos
2.
semana a seguir à Páscoa dos Cristãos
De Páscoa+-ela

REFERÊNCIA:
Pascoela in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. 
Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-04-16 12:39:50]. 
Disponível na Internet: 


Para se perceber melhor quando se celebra a Pascoela, praticada pelos cristãos :

“Este ano teremos São José como companheiro de caminho, em direção à Páscoa, crescendo, 
caminhando e aprendendo na misericórdia, para a podermos celebrar no Mistério Pascal.” 
(Afonso Pereira, Seminarista)

A Diocese de Setúbal vai disponibilizar uma dinâmica de Quaresma e Páscoa, convidando à 
reflexão das obras de misericórdia e tendo como referência a figura de São José.

“Queremos oferecer aos diocesanos um caminho espiritual quaresmal com São José, que nos vai 
levar ao Domingo da oitava da Páscoa, chamado de Pascoela ou também da Divina Misericórdia” 
anuncia o Padre Luís Ferreira, Vigário Episcopal para a pastoral no vídeo de divulgação da iniciativa.) (o sublinhado é meu)

A dinâmica insere-se na celebração do ano dedicado a São José, decisão do Papa Francisco tornada
pública na sua carta apostólica “Patris corde – Com coração de Pai”, de 8 de dezembro de 2020, 
e que servirá de eixo ao aprofundamento do caminho quaresmal.

“Também com São José, vamos fazer um percurso até à misericórdia do Senhor. O Papa Francisco
recordou-nos no Ano dedicado à misericórdia que Deus é rico em misericórdia: Deus que nos abraça, Deus que nos perdoa mas que também nos desafia a pôr em prática as obras de Misericórdia, quer 
espirituais, quer corporais” acrescenta o sacerdote.

...(...)...

JM

in diocese-setubal.p

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Segunda-Feira do Anjo ou Segunda-Feira de Páscoa (a seguir ao Domingo de Páscoa)

in https://www.vaticannews.va
(Capela Redemptoris Mater)
A tradição da festa tem sua origem no Evangelho 
e recebe este nome porque foi precisamente um anjo que, 
no sepulcro, anunciou às mulheres que Jesus tinha ressuscitado.



Pesquisando sobre a Segunda-Feira do Anjo, encontrei uma notícia muito interessante, que nos explica o seu significado e que passo a transcrever:


Vaticano: Papa deixa mensagem de agradecimento a idosos e doentes

Abr 5, 2021 - 12:02

Francisco convida a prolongar alegria da Páscoa

Cidade do Vaticano, 05 abr 2021 (Ecclesia) – O Papa deixou hoje no Vaticano uma mensagem especial de agradecimento a idosos e doentes, convidando a prolongar alegria da Páscoa.

“O meu pensamento vai de forma especial para os idosos, doentes, ligados das próprias casas ou instituições de repouso e saúde. Envio-lhes uma palavra de agradecimento e reconhecimento pelo seu testemunho. Estou próximo deles”, disse, no final da recitação da oração do ‘Regina Caeli’, transmitida desde a biblioteca do Palácio Apostólico.

Na segunda-feira depois da Páscoa, chamada “segunda-feira do anjo”, Francisco destacou a que “todos os planos e defesas dos inimigos e perseguidores de Jesus foram em vão”.

“Das palavras do anjo podemos recolher um ensinamento precioso: não nos cansemos nunca de procurar Cristo ressuscitado, que dá vida em abundância a quem o encontra. Encontrar Cristo significa descobrir a paz no coração”, declarou.

O Papa convidou os católicos a repetir “o Senhor vive”.

“Cristo está vivo, acompanha a minha vida. Cristo está ao meu lado”, apontou.

Neste tempo pascal, desejo que todos tenham a mesma experiência espiritual, acolhendo nos corações, nos lares e nas famílias as boas novas da Páscoa: ‘Cristo ressuscitado já não morre, a morte já não tem poder sobre ele’”.

Francisco falou da reação dos guardas que tinham ficado a vigiar o túmulo de Jesus e não “conseguem enfrentar a força avassaladora de Deus”, sendo “convencidos” com dinheiro a “vender a verdade”.

“O senhor dinheiro, mesmo aqui, na ressurreição de Cristo, é capaz de ter o poder de a negar”, advertiu.

No final da oração, o Papa desejou que todos passem com fé estes dias da oitava da Páscoa, “nos quais se prolonga a memória da ressurreição de Cristo”.

“Acolhei cada ocasião para serdes testemunhas da alegria e da paz do Senhor Ressuscitado. Boa, serena e santa Páscoa a todos”, concluiu.

OC

in agencia.ecclesia.pt

in cleofas.com.br

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Sexta-Feira Santa e Celebrações Pascais - Católicos evocam morte de Jesus


Lisboa, 02 abr 2021 (Ecclesia) – A Igreja Católica celebra hoje a Sexta-feira Santa, dia em que evoca a morte de Jesus, este ano com uma intenção especial pelos doentes, pelos defuntos e os que sofreram alguma perda por causa da pandemia.

“Em tantas situações de sofrimento, especialmente quando quem as padece são indivíduos, famílias e populações já provados pela pobreza, calamidades ou conflitos, a Cruz de Cristo é como um farol que aponta o porto aos navios ainda a flutuar num mar tempestuoso”, disse o Papa, na catequese que dedicou esta semana ao Tríduo Pascal 2021.

Francisco apresenta a Sexta-feira Santa como “um dia de penitência, jejum e oração”.


“a intensidade do rito da ação litúrgica ser-nos-á apresentado o Crucifixo para adorar. Ao adorarmos a Cruz, reviveremos o caminho do Cordeiro inocente, imolado para a nossa salvação. Teremos na mente e no coração o sofrimento dos doentes, dos pobres, dos descartados deste mundo; recordaremos os ‘cordeiros imolados’, vítimas inocentes de guerras, ditaduras, violência diária, abortos…

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) cita-se uma indicação do Missal Romano – “em caso de grave necessidade pública, pode o ordinário do lugar autorizar ou até decretar que se junte uma intenção especial” -, para pedir que cada bispo introduza na oração universal uma intenção dedicada à crise da Covid-19.

As orientações para a cerimónia desta tarde determinam ainda que “o ato de adoração da Cruz mediante o beijo seja limitado só ao presidente da celebração”.

A Igreja Católica evoca a morte de Jesus, num dia de jejum para os fiéis, que não celebram a Missa, mas uma cerimónia com a apresentação e adoração da cruz.

A principal celebração decorre durante a tarde, perto da hora em que se acredita que Jesus terá morrido, nas igrejas desnudadas desde a noite anterior.

Ao entrarem, em silêncio, os presidentes da celebração prostram-se, bem como os demais ministros, em sinal da morte de Cristo.

A parte inicial da celebração, a Liturgia da Palavra, tem um dos elementos mais antigos da Sexta-feira Santa, a grande oração universal, tradicionalmente com dez intenções – este ano, 11 – que procuram abranger todas as necessidades e todas as realidades da humanidade.

A adoração à cruz e os vários momentos de oração apresentam-se como momentos de penitência e de pedido de perdão.

Durante a celebração da Paixão do Senhor há o rito da adoração, mas este ano omite-se o beijo devocional da Cruz, por razões de saúde pública; o sacerdote que preside à celebração está paramentado com a cor vermelha, que a liturgia católica associa aos mártires.

Este ano, em Portugal, foram suspensas as procissões do enterro do Senhor e a celebração pública da Via-Sacra, que reproduz os momentos da prisão, julgamento e execução de Jesus, os quais inspiram recriações da Paixão, as Procissões do Encontro e do Senhor Morto.

in vozdaplanicie.pt


No Vaticano, o Papa vai presidir à Via-Sacra (21h00 de Roma) na Praça de São Pedro, pelo segundo ano consecutivo, em vez da tradicional deslocação ao Coliseu de Roma.

Francisco confiou as reflexões da Via-Sacra de Sexta-feira Santa a um grupo de escuteiros da Úmbria, região central da Itália, e à paróquia romana dos Santos Mártires de Uganda, com meditações que vão ser acompanhadas por desenhos de crianças da capital italiana, anunciou hoje o Vaticano.

As imagens que acompanham as 14 estações – os momentos do julgamento, condenação e morte de Jesus Cristo – são este ano desenhos feitos por crianças e jovens da casa-família “Mater Divini Amoris” e “Tetto Casal Fattoria”, ambas de Roma, a primeira dirigida pelas religiosas das Filhas de Nossa Senhora do Divino Amor e a segunda fundada por uma associação de voluntários.

O portal de notícias do Vaticano destaca a decisão do Papa de apresentar ao mundo “meditações e desenhos de algumas crianças e jovens, entre 3 e 19 anos” numa das cerimónias da Semana Santa, acompanha por milhões de pessoas em todo o mundo.

OC

(in agência ecclesia.pt)

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Quinta Feira Santa e a cerimónia do "Lava-Pés"


in https://www.aascj.org.br/jesus-lava-os-pes-de-seus-discipulos/



É na Quinta-Feira Santa que se celebra a Ceia do Senhor e normalmente, nessa noite tem lugar uma cerimónia religiosa muito importante nas Igrejas de todo o mundo: a do lava-pés.

Para além de simbolisar a humildade, a entrega e o servir o outro, o cristão praticante sente-se purificado.

Com esta cerimónia, celebra-se o acto em que Jesus criou a eucaristia, a sua entrega plena aos outros, sofrendo pelos pecadores.

Lembro-me bem como em casa dos meus pais se respeitavam estes dias de celebrações pascais. Não perdíamos nenhuma delas, porque  a Quaresma é tempo de caminhar com Jesus. É a Festa da Ressurreição!


Jesus lava os pés dos seus discípulos

Ele pegou uma toalha e cingiu-se com ela. Depois colocou água numa bacia, e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido"(Jo 13, 4-5). Os discípulos resistem. Pedro reage fortemente. Ele expressa o que provavelmente está no coração de cada um dos discípulos. A mesma resistência que talvez esteja em cada um de nós. O que diríamos nós se Jesus, Nosso Senhor, aparecesse diante de nós e começasse a lavar nossa roupa ou limpar nossa casa? Não ficaríamos acanhados e chocados? Nós certamente diríamos a Jesus para sentar na sala de estar e serviríamos tudo que Ele desejasse. Ele chegou junto a Pedro e este disse "Senhor, vais lavar os meus pés? E Jesus respondeu: "Tu não sabes o que estou fazendo, depois irás compreender." Pedro então respondeu: "Jamais lavarás os meus pés." Jesus respondeu "se eu não os lavar não terás parte comigo (Jo 13,6-9).


domingo, 1 de abril de 2018

Domingo de Páscoa (01.04.2018)

in youtube


"Homilia do cardeal-patriarca de Lisboa no Domingo de Páscoa 
Abr 1, 2018 

Se Cristo nos espera, porque demoramos nós? 

«Maria Madalena correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes. “Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram.” Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa que Pedro…» 

Detenhamo-nos um pouco nesta passagem do Evangelho que ouvimos. Ou dizendo melhor, porventura, corramos também nós espiritualmente ao sepulcro, como o fizeram fisicamente os discípulos, alertados por Maria Madalena, que também correra a avisá-los. 
É intencional a insistência do evangelista na pressa de qualquer deles. Como é salutar o convite a imitá-los. Para encontramos o túmulo vazio. Para sermos encontrados pelo Ressuscitado, como aconteceu com eles depois. 
Desde aquela madrugada é isto mesmo que nos define como crentes, ou seja, a urgência em divisar a presença do Ressuscitado e sermos encontrados por Ele. São Paulo definia-se nesses termos, ou na mesma corrida: «… Assim posso conhecer a Cristo, na força da sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos, conformando-me com ele na morte, para ver se atinjo a ressurreição dos mortos. Não que já o tenha alcançado ou já seja perfeito; mas corro, para ver se o alcanço, já que fui alcançado por Cristo Jesus» (Fl 3, 10-13). 
Urgência de alcançar a Cristo, que já nos alcançou a nós. Ansiou pela chegada daquela hora absoluta em que nos encontrou no mais profundo e dramático da condição humana, para nos salvar de vez. Acolhamos a exortação de Paulo, ainda há pouco ouvida: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.» 
É a afeição às coisas do alto, isso mesmo que só Cristo nos conseguiu e oferece, que explica e incita a nossa corrida espiritual de todos os dias, sempre e só ao seu encontro. E o túmulo vazio que os primeiros discípulos encontraram foi apenas o sinal da presença total com que hoje corresponde à nossa procura. 
Cristão, podemos dizer, é quem anseia deparar com o Ressuscitado em cada momento da sua vida – para vir a dizer, também com São Paulo: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.» (Gl 2, 20). Para ressuscitar com o Ressuscitado. Esse mesmo que nos prometeu: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). 

Certamente que o Tríduo Pascal, que Deus nos concedeu celebrar mais uma vez, tanto nos encheu a alma como agora nos reforça o propósito. Graças são encargos e a graça pascal redunda em procura e missão, sempre mais urgentes. Procura do Ressuscitado nos sinais mais garantidos da sua presença; missão de os repercutir na vida do mundo, do pequeno mundo de cada um ao grande mundo de nós todos. 
Lembremos brevemente os sinais garantidos da presença do Ressuscitado, como a eles devemos acorrer todos os dias, com particular referência ao Tempo Pascal que hoje começa. Falando da sua união connosco, Jesus usou esta comparação: «Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto […] Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos» (Jo 15, 5-8). 

Caríssimos: 
Este é o primeiro sinal que devemos ativar todos os dias: a Palavra de Cristo ouvida, meditada e assimilada. Quando tal acontece, tudo muda de figura, passando a ser visto a partir de Deus, o único que absolutamente conhece o coração do homem e o sentido das coisas. Palavra ressuscitadora, uma vez que ressoa no silêncio que fizermos, como o anúncio da Ressurreição de Cristo soou no túmulo vazio. Precisamente com esta condição silenciosa e acolhedora, todos os dias exercitada e de cada vez correspondida por Cristo Palavra de Deus. 
Outro sinal – ou a decorrência do primeiro – é a Eucaristia para que nos convida. É também no Evangelho de João que encontramos esta alusão ao Ressuscitado, aparecendo aos discípulos que tinham voltado à sua faina de pescadores – mas igualmente a cada um de nós, na faina de todos os dias: «Disse-lhes Jesus: “Vinde almoçar.” E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: “Quem és tu?”, porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe» (Jo 21, 12-13). 
A alusão é certamente eucarística, pelo gesto de “tomar o pão e dá-lo”. E traz outra referência importante, uma vez que o “peixe” era para os primeiros cristãos um modo de designar o próprio Cristo. Significando isto que num sacramento – na Eucaristia como em todos os outros – é da própria pessoa de Cristo que se trata, requerendo tanta correspondência e coerência da nossa parte, como da sua é a entrega. 
Mais dois sinais da presença do Ressuscitado, a que devemos acorrer, encontramo-los no Evangelho de Mateus, sobremaneira eclesial. Um é mantermo-nos em oração, especialmente a comunitária: «Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu estou no meio deles» (Mt 18, 19-20). 
Também, e por excelência, a caridade ativa, que nos leve ao encontro das necessidades dos outros, assim mesmo encontrando o Ressuscitado que em cada um nos espera. Mencionando as fomes que saciámos, as sedes que dessedentámos, os peregrinos que recolhemos, os nus que vestimos, os doentes e presos que visitámos, responde perentoriamente: «Sempre que fizeste isto a um destes irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). 
– Assim sendo, caríssimos irmãos, que nos falta ou retarda, para vivermos plenamente em Páscoa, procurando e testemunhando a presença do Ressuscitado, como garantidamente se oferece? Para que também dos vazios tumulares deste mundo a sua presença irrompa, tão forte e luminosa como na madrugada daquele primeiro dia. – Se Cristo nos espera, porque demoramos nós? 

Sé de Lisboa, 1 de abril de 2018 D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa" 

sábado, 31 de março de 2018

Sábado de Aleluia!

in: http://www.agencia.ecclesia.pt
Neste Sábado de Páscoa, era bom que refletíssemos nas palavras sábias do Papa Francisco, proferidas ontem em frente ao Coliseu de Roma, neste mundo "fraturado por guerras", como ele próprio afirmou:
"Vergonha, arrependimento e esperança. Foi nesta trilogia que o papa Francisco assentou o seu habitual discurso do fim da Via Sacra, oração celebrada esta noite em frente ao Coliseu de Roma. Perante milhares de fiéis, o papa Francisco dirigiu toda a sua oração a Jesus: “O nosso olhar está dirigido a ti, cheio de vergonha, arrependimento e esperança.”
A vergonha — como explicou logo a seguir — deve-se à herança que a geração de hoje deixa aos jovens de amanhã, um mundo fraturado por guerras.
Vergonha porque as nossas gerações estão a deixar aos jovens um mundo fraturado por divisões e guerras, um mundo consumido pelo egoísmo onde os jovens, os fracos, os doentes e os idosos são marginalizados”, afirmou o sumo pontífice.
E a vergonha com que o líder da igreja Católica diz olhar para Jesus não termina aí. O papa sente-a também “porque muitas pessoas, incluindo alguns ministros da Igreja, se deixaram levar pela ambição e pela vaidade, perdendo a sua dignidade e o seu primeiro amor”. E também “vergonha por se ter perdido toda a vergonha”.
Sobre o arrependimento, o papa sublinhou que é assim que se dirige a Jesus por saber que só ele pode salvar do mal e curar os homens e as mulheres “do flagelo do ódio, do egoísmo, da soberba, da avidez, da vingança, da cobiça e da idolatria”.
E olhar de arrependimento deve-se também ao facto “de sentir a nossa pequenez, o nosso nada, a nossa vaidade e de nos deixarmos ser acariciados por seu doce e poderoso convite à conversão”.
O terceiro pilar da sua oração foi a esperança. “Só o abraço fraterno pode dissipar a hostilidade e o medo do outro”, disse Francisco. Por isso mesmo, o líder dos católicos usou a palavra esperança para falar da mensagem cristã e do desejo de que ela continue a inspirar pessoas por todo o mundo.
A esperança, porque tantos missionários e missionárias continuam, ainda hoje, a desafiar a consciência adormecida da humanidade, arriscando a vida para te servir nos pobres, nos marginalizados, nos imigrantes, nos invisíveis, nos explorados, nos famintos e nos presos”, disse.
Antes de terminar a sua oração, o sumo pontífice pediu a todos para se despojarem “da arrogância do mau ladrão”. Em contrapartida, os fiéis cristãos deverão personificar o bom ladrão.
“Que personifiquemos o bom ladrão que te viu com olhos cheios de vergonha, de arrependimento e de esperança; que, com os olhos da fé, viu na tua aparente derrota a divina vitória e, assim, se ajoelhou diante da tua misericórdia e, com honestidade, roubou o paraíso”, concluiu o Papa.
A cerimónia da cruz, que passa de mão em mão para lembrar o calvário e o caminho de Cristo até à crucificação, foi acompanhada pela leitura de algumas meditações, cuja redação este ano foi confiada a jovens entre os 16 e os 27 anos, em sintonia com a decisão do papa de dedicar 2018 às novas gerações.
A cruz foi levada, entre outros, por uma família síria e por duas freiras dominicanas de Santa Catarina de Siena que escaparam aos jihadistas no Iraque." 
(in observador.pt 31.03.2018)

domingo, 5 de abril de 2015

Uma Doce e Santa Páscoa!

3.bp.blogspot.com

www.ecartooes.com

sábado, 4 de abril de 2015

Sábado de Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia!

http://pt.wikipedia.org/
Sábado de Aleluia (em latim: Sabbatum Sanctum), conhecido também como Sábado Santo, Sábado Negro e Véspera da Páscoa, é o dia seguinte à Sexta-Feira Santa e anterior à Páscoa. É o último dia da Semana Santa, na qual os cristãos se preparam para a celebração da Páscoa. Nele se comemora o dia que o corpo de Jesus Cristo permaneceu sepultado no túmulo.
Ele também é por vezes chamado de Sábado de Páscoa, embora este título seja mais apropriado, no contexto do calendário religioso, para o Sábado da Semana de Páscoa.
Para alguns cristãos, particularmente os católicos, foi neste dia que a Virgem Maria, como Nossa Senhora das Dores, recebeu o título de "Nossa Senhora da Solidão", uma referência ao profundo sentimento de solidão associado ao seu luto e tristeza. in http://pt.wikipedia.org/

domingo, 31 de março de 2013

Feliz Domingo de Páscoa!


Uma Santa e Feliz Páscoa, cheia de Paz, Amor, Alegria... 

Que a luz da esperança trazida por Jesus Cristo nos acompanhe, que daqui para a frente na nossa vida, tudo seja RENOVAÇÃO...

domingo de pascoa - Ultra Imagens
http://www.ultraimagens.com/31746-domingo-de-pascoa-pscoa-2013-especial-para-domingo-pscoa-31-maro/