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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

A Epifania - Dia de Reis - 06 de janeiro

Dia de Reis
imagem in: calendarr.com


Pois, o tempo vai passando e eis-nos chegados ao fim das Festividades Natalícias.

Sobre a lenda do Dia de Reis, deixo, como sempre, a partilha do que pesquisei :

O Dia de Reis é comemorado em 6 de janeiro e não é feriado nacional. Também conhecido como Dia de Santos Reis, ou Festa da Epifania, é uma festa cristã que celebra a visita dos três reis magos ao Menino Jesus.

A palavra Epifania significa "manifestação", marcando o momento em que Jesus foi revelado como o Filho de Deus para a humanidade, simbolizada pelos Reis Magos.

Os reis chamavam-se Belchior, Gaspar e Baltazar, e levaram para Jesus presentes que tinham um importante significado: 

o ouro significa que Jesus é rei e foi oferecido por Belchior;
o incenso significa que Jesus é divino e foi oferecido por Gaspar;
a mirra significa que Jesus é humano e foi oferecido por Baltazar.

Conforme narra a Bíblia, os três reis teriam encontrado Jesus Cristo graças a uma estrela que os guiou, desde o Oriente até Belém. Essa estrela ficaria conhecida como a "Estrela de Belém". 

Ao contrário do que muitos pensam, os reis não viajaram juntos. Belchior teria começado o seu percurso na Europa, Gaspar, na Ásia, e Baltazar, na África.

Tradicionalmente é no Dia de Reis que se encerram as celebrações do Natal. É por isso que nesse dia, a árvore, o presépio e os restantes enfeites natalinos são guardados para o próximo ano.

História dos Reis Magos na Bíblia

A história dos Reis Magos pode ser encontrada está na Bíblia no Evangelho de Mateus (Mateus 2:1-16). 

Na narrativa bíblica, os Reis são chamados de magos porque, na verdade, eram sábios ou astrólogos. Vindos do Oriente, seguiram uma estrela que os guiava em busca do rei dos judeus que tinha nascido há pouco tempo.

Ao chegarem em Jerusalém, perguntaram ao rei Herodes sobre o local onde o recém-nascido estava, porque desejavam prestar-lhe uma homenagem. Herodes, que nada sabia de nada, consultou os principais sacerdotes e os mestres da lei. Eles confirmaram que, segundo as profecias, Cristo nasceria em Belém, por isso, temendo perder o trono, Herodes elaborou um plano para matar Jesus.

Enquanto isso, os Magos continuaram sua jornada e encontraram Jesus. Ofereceram presentes simbólicos, cada um com um significado especial.

Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.

Após homenagearem o Menino, os Reis Magos retornaram ao seu país por outro caminho , porque tinham sido avisados em sonhos para evitar o encontro com Herodes e, assim, não lhe informar o paradeiro de Jesus.

Significado do ouro, incenso e mirra 
o ouro reconhecia Jesus como rei;
o incenso fazia referência a sua divindade;
a mirra, que era usada como um remédio, representava as características humanas de Jesus.
Tradições de Reis em Portugal e na Espanha

Em Portugal, come-se o Bolo Rei com família e amigos. Esse bolo traz, tradicionalmente, um brinde e uma fava no seu interior. Quem apanha a fatia de bolo que tem a fava oferece o bolo no ano seguinte.

Na Espanha, são os Reis magos que entregam os presentes para as crianças. Assim, elas deixam os sapatos na janela com capim dentro e, ao lado, potes de água para os camelos que viajam tanto. Em todo o país são organizados desfiles com carros alegóricos onde são distribuídos doces para todos. 

REFERÊNCIA:  calendarr.com

domingo, 1 de abril de 2018

Domingo de Páscoa (01.04.2018)

in youtube


"Homilia do cardeal-patriarca de Lisboa no Domingo de Páscoa 
Abr 1, 2018 

Se Cristo nos espera, porque demoramos nós? 

«Maria Madalena correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes. “Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram.” Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa que Pedro…» 

Detenhamo-nos um pouco nesta passagem do Evangelho que ouvimos. Ou dizendo melhor, porventura, corramos também nós espiritualmente ao sepulcro, como o fizeram fisicamente os discípulos, alertados por Maria Madalena, que também correra a avisá-los. 
É intencional a insistência do evangelista na pressa de qualquer deles. Como é salutar o convite a imitá-los. Para encontramos o túmulo vazio. Para sermos encontrados pelo Ressuscitado, como aconteceu com eles depois. 
Desde aquela madrugada é isto mesmo que nos define como crentes, ou seja, a urgência em divisar a presença do Ressuscitado e sermos encontrados por Ele. São Paulo definia-se nesses termos, ou na mesma corrida: «… Assim posso conhecer a Cristo, na força da sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos, conformando-me com ele na morte, para ver se atinjo a ressurreição dos mortos. Não que já o tenha alcançado ou já seja perfeito; mas corro, para ver se o alcanço, já que fui alcançado por Cristo Jesus» (Fl 3, 10-13). 
Urgência de alcançar a Cristo, que já nos alcançou a nós. Ansiou pela chegada daquela hora absoluta em que nos encontrou no mais profundo e dramático da condição humana, para nos salvar de vez. Acolhamos a exortação de Paulo, ainda há pouco ouvida: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.» 
É a afeição às coisas do alto, isso mesmo que só Cristo nos conseguiu e oferece, que explica e incita a nossa corrida espiritual de todos os dias, sempre e só ao seu encontro. E o túmulo vazio que os primeiros discípulos encontraram foi apenas o sinal da presença total com que hoje corresponde à nossa procura. 
Cristão, podemos dizer, é quem anseia deparar com o Ressuscitado em cada momento da sua vida – para vir a dizer, também com São Paulo: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.» (Gl 2, 20). Para ressuscitar com o Ressuscitado. Esse mesmo que nos prometeu: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). 

Certamente que o Tríduo Pascal, que Deus nos concedeu celebrar mais uma vez, tanto nos encheu a alma como agora nos reforça o propósito. Graças são encargos e a graça pascal redunda em procura e missão, sempre mais urgentes. Procura do Ressuscitado nos sinais mais garantidos da sua presença; missão de os repercutir na vida do mundo, do pequeno mundo de cada um ao grande mundo de nós todos. 
Lembremos brevemente os sinais garantidos da presença do Ressuscitado, como a eles devemos acorrer todos os dias, com particular referência ao Tempo Pascal que hoje começa. Falando da sua união connosco, Jesus usou esta comparação: «Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto […] Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos» (Jo 15, 5-8). 

Caríssimos: 
Este é o primeiro sinal que devemos ativar todos os dias: a Palavra de Cristo ouvida, meditada e assimilada. Quando tal acontece, tudo muda de figura, passando a ser visto a partir de Deus, o único que absolutamente conhece o coração do homem e o sentido das coisas. Palavra ressuscitadora, uma vez que ressoa no silêncio que fizermos, como o anúncio da Ressurreição de Cristo soou no túmulo vazio. Precisamente com esta condição silenciosa e acolhedora, todos os dias exercitada e de cada vez correspondida por Cristo Palavra de Deus. 
Outro sinal – ou a decorrência do primeiro – é a Eucaristia para que nos convida. É também no Evangelho de João que encontramos esta alusão ao Ressuscitado, aparecendo aos discípulos que tinham voltado à sua faina de pescadores – mas igualmente a cada um de nós, na faina de todos os dias: «Disse-lhes Jesus: “Vinde almoçar.” E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: “Quem és tu?”, porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe» (Jo 21, 12-13). 
A alusão é certamente eucarística, pelo gesto de “tomar o pão e dá-lo”. E traz outra referência importante, uma vez que o “peixe” era para os primeiros cristãos um modo de designar o próprio Cristo. Significando isto que num sacramento – na Eucaristia como em todos os outros – é da própria pessoa de Cristo que se trata, requerendo tanta correspondência e coerência da nossa parte, como da sua é a entrega. 
Mais dois sinais da presença do Ressuscitado, a que devemos acorrer, encontramo-los no Evangelho de Mateus, sobremaneira eclesial. Um é mantermo-nos em oração, especialmente a comunitária: «Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu estou no meio deles» (Mt 18, 19-20). 
Também, e por excelência, a caridade ativa, que nos leve ao encontro das necessidades dos outros, assim mesmo encontrando o Ressuscitado que em cada um nos espera. Mencionando as fomes que saciámos, as sedes que dessedentámos, os peregrinos que recolhemos, os nus que vestimos, os doentes e presos que visitámos, responde perentoriamente: «Sempre que fizeste isto a um destes irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). 
– Assim sendo, caríssimos irmãos, que nos falta ou retarda, para vivermos plenamente em Páscoa, procurando e testemunhando a presença do Ressuscitado, como garantidamente se oferece? Para que também dos vazios tumulares deste mundo a sua presença irrompa, tão forte e luminosa como na madrugada daquele primeiro dia. – Se Cristo nos espera, porque demoramos nós? 

Sé de Lisboa, 1 de abril de 2018 D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa"