Enrico Macias, de seu nome verdadeiro Gaston Ghrenassia, nasceu a 11 de dezembro de 1938, em Constantine, na Argélia Francesa e é oriundo de uma família de músicos.
Tornou-se mais conhecido a partir dos anos 60 depois da independência da Argélia. A situação no seu país tornou-se muito difícil para as pessoas que eram de origem judaica e europeia. Tudo isso o obrigou a mudar de país escolhendo França para onde foi viver com a sua família em 1961.
Atingiu fama internacional tornando-se um dos maiores artistas francófonos. Nunca mais voltou ao seu país natal. Mas como falava vários idiomas, gravou canções não só em francês, mas também em árabe, berbere, yiddish, arménio, inglês, grego, turco, hebraico, italiano e espanhol, pelo menos...
Enviuvou de Suzy Leyris, sua esposa, em dezembro de 2008 (eram casados desde 1963) tendo-lhe dedicado um álbum em 1993, A Suzy.
Tem dois filhos: o filho, Jean-Claude Ghrenassia, é produtor musical; a filha, de nome Jocya Macias.
BIOGRAPHIE
Fils de violoniste, Gaston Ghrenassia – de son vrai nom – naît le 11 décembre 1938 près de Constantine, en Algérie. Baigné dans un univers musical, le petit garçon passe beaucoup de temps avec ses grands-parents installés à Jemmapes, au gré des tournées de son père, Sylvain Ghrenassia, musicien dans l'orchestre de Raymond Leyris dit Cheikh Raymond. Ce dernier lui enseigne le malouf, musique traditionnelle arabe-andalouse de Constantine. Rapidement il suit les traces de son père et rejoint l'orchestre de Cheikh Raymond. En 1956, après l'obtention de son baccalauréat, il accepte un poste d'instituteur et continue à pratiquer la guitare. Mais en juin 1961, dans un pays en pleine guerre, l'assassinat par le FLN de Raymond Leyris fait basculer la vie de la famille Ghrenassia. Un mois plus tard, Enrico et les siens quittent l'Algérie pour la France et la famille s'installe à Argenteuil.
De cabaret en cabaret, le jeune musicien se fait remarquer et assure la première partie d'un concert de Gilbert Bécaud. Sa carrière démarre en 1962 avec le succès du titre Adieu mon pays, composé lors de la traversée de la Méditerranée durant son exil. En octobre de la même année, il est invité de l'émission Cinq colonnes à la Une, consacrée aux rapatriés d'Algérie, appelés dorénavant pieds-noirs, dont il devient l'un des symboles. En 1963, il sort son premier album, prend le pseudonyme d'Enrico Macias, et confirme sa récente notoriété avec le tube Enfants de tous pays. En pleine période yéyé, il donne son premier concert à l'Olympia en 1964 et enchaîne les titres couronnés de succès Paris tu m'as pris dans tes bras, Les filles de mon pays…Devenu un artiste reconnu, son répertoire s'exporte à l'international. En 1979, il est invité en Egypte par le président Anouar el Sadate et donne un concert aux pieds des pyramides. Il est nommé Chanteur de la paix par l'ONU en 1980, avant de devenir ambassadeur itinérant pour la paix et la défense de l'enfance à partir de 1997. En 1999 il rend hommage au mentor de ses débuts, Raymond Leyris, lors d'un concert au Printemps de Bourges. Après l'album L'oriental, Enrico Macias renoue avec ses racines et sort en 2003 Oranges amères, album aux sonorités orientales. En 2010, il sort un nouvel opus, Voyage d'une mélodie, composé avec son fils.
Après plusieurs décennies d'exil, Enrico Macias publie un récit en 2001, Mon Algérie, en forme d'hommage à son pays natal. En avril 2007, le chanteur reçoit le grade d'officier de la Légion d'Honneur. Artiste engagé, il participe ponctuellement à des manifestations de soutien en faveur d'Israël. Il a apporté son soutien à la candidature de Nicolas Sarkozy lors des élections présidentielles de 2007 et 2012.
Côté vie privée, il se marie avec son amour de jeunesse, Suzy Leyris, fille de Raymond Leyris, le 16 février 1963. Ensemble ils ont deux enfants, Jocya et Jean-Claude. Après quarante-cinq ans de mariage, sa femme décède en décembre 2008.
Cantor e músico francês, Serge Gainsbourg nasceu a 2 de abril de 1928, em Paris, com o nome de Lucien Ginzburg, e morreu, na mesma cidade, a 2 de março de 1991. Os seus pais formavam um casal de judeus russos que fugiu para França após a chegada ao poder dos bolcheviques, em 1917.
Gaisnbourg, tendo desde cedo mostrado algum sentido estético, estudou arte, dedicando-se, na sua juventude, à pintura. Entretanto, começou a trabalhar como pianista no circuito de cabarés de Paris e acabou por ser recrutado para um espetáculo musical, "Milord L'Arsoille", onde, a contragosto, apareceu no papel de cantor. Serge Gainsbourg não gostava muito do seu próprio aspeto e, por isso, preferia singrar no mundo da música como compositor e produtor.
No entanto, em 1958, acabou por lançar um disco chamado Du Chant a la Une, a que se seguiram, em 1961, L'Ettonnant Serge Gainsbourg e, em 1963, Gaisnbourg Confidentiel, todos seguindo uma linha próxima do jazz. Só que estes trabalhos, em termos de vendas, revelaram-se um fracasso, e Serge só fazia sucesso com temas que compunha para outros artistas, como Petula Clark, Juliette Greco e Dionne Warwick.
Já no final da década de 60, Serge Gainsbourg conheceu e ficou amante da atriz francesa Brigitte Bardot. A atriz deu-lhe inspiração para compor uma série de temas eróticos, que viriam a ser interpretados pelo próprio casal. Dessa lista fizeram parte "Bonnie & Clyde", "Harley Davidson" e "Comic Strip" que homenageavam vários símbolos da cultura pop.
Mas a relação com Bardot durou pouco tempo e Serge envolveu-se a seguir com Jane Birkin, com quem gravou, em 1969, o dueto "Je T'Aime... Moi Non Plus". A canção tinha uma letra apaixonada e ardente, sendo acompanhada por uma respiração pesada, o que lhe valeu ser proibida em alguns locais. Mas, na Europa, subiu nos tops de vendas de muitos países, tornando-se num verdadeiro clássico da música pop.
Em 1971, o cantor francês lançou o álbum Histoire de Melody Nelson, onde eram abordadas as temáticas da droga, doenças, suicídio e misantropia, tendência que se seguiu nos trabalhos posteriores.
Serge, embora nunca mais tenha repetido o sucesso alcançado nos finais da década de 60, continuou a ser um músico respeitado na Europa. Paralelamente, tornou-se um artista controverso graças a atitudes bizarras como aparecer vestido de travesti na capa de um disco ou galantear a cantora norte-americana Whitney Houston durante um programa de televisão transmitido em direto.
A obra deste controverso cantor francês pode ser escutada em Initials S.G.(2003). Com 23 faixas, desde 1958 a 1980, este registo é um must para quem pretende descobrir uma obra que influenciou outros artistas e que marcou uma fase da música francesa.
Serge Reggiani foi um actor e cantor francês de origem italiana.
Apesar de a canção ter sido a sua segunda escolha, foi neste campo que Reggiani atingiu o zénite da sua carreira sendo unanimemente reconhecido como o maior intérprete da Canção francesa.
Serge Reggiani nasceu em Reggio Emilia em Itália a 2 de Maio de 1922 numa família modesta. O seu pai era ajudante de barbeiro, e sua mãe, operária. Devido às ideias anti-fascistas dos seus pais, a família muda-se em 1930 para França e radica-se em Yvetot na Normandia. O primeiro trabalho de Reggiani foi, tal como o seu pai, de Ajudante de Barbeiro, mas passado pouco tempo inscreve-se no Conservatório das Artes Cinematográficas em Paris onde mais tarde é seguido pela família.
Carreira como actor
Reggiani inicia a sua carreira no teatro em 1941 onde contracena com Jean Marais e interpreta peças de Jean Cocteau. Ainda participará em alguns filmes, mas cedo adere à Resistência francesa e passa à clandestinidade.
Em 1945 casa-se com a comediante Janine Darcey, casamento do qual nascerão os seus dois filhos Stephan e Carine e que terminará em divórcio em 1955.
Em 1958 casa-se com Annie Noël, de quem terá 3 filhos - Célia, Simon e Maria.
No cinema a sua carreira nunca alcançará um pico, no entanto no Teatro obtém o reconhecimento do público e da crítica com a sua interpretação em Les Séquestrés d'Altona de Jean-Paul Sartre.
Carreira como Cantor
Apesar da grande produtividade, e algum êxito alcançado como comediante, Reggiani , instigado por Jacques Canetti, Simone Signoret e Yves Montand começará em 1964 uma nova carreira como cantor. O seu primeiro disco será Serge Reggiani chante Boris Vian
Seduzida pela sua interpretação das canções de Boris Vian a cantora Barbara convida-o a fazer as primeiras partes dos seus concertos na sua tournée. Mais tarde ajuda-o a desenvolver a sua voz que se tornará num timbre de Baritono.
Os textos de Boris Vian (Sobretudo Le Déserteur), a sua postura esquerdista farão com que Reggiani seja muito apreciado pela juventude Francesa dos anos 60, sobretudo pelos soixante-huitarde.
A sua Mulher Annie Noël e o seu filho Stephan Reggiani também escreveram músicas para ele.
Em relação aos poemas de suas canções, para além de Boris Vian, Reggiani também deu a conhecer a uma nova geração a poesia de Rimbaud, Prévert e Appolinaire.
Os seus maiores êxitos na canção francesa serão:
Le Déserteur
Ma Liberté
Les loups sont entrés dans Paris
Sarah (« La femme qui est dans mon lit n'a plus vingt ans depuis longtemps »)
Venise n'est pas en Italie
Anos finais
Em 1980 o seu filho Stephan suicida-se, o que leva Reggiani a uma depressão e a refugiar-se no Álcool. Ajudado pelos seus inúmeros amigos, Reggiani ultrapassa esta dependência com a música. Editando nesta altura os trabalhos que farão dele o intérprete mais aclamado pelo público e pela crítica da Canção Francesa.
A partir dos anos 90, ultrapassada a depressão, Reggiani continua a actuar ao vivo, sempre com lotações esgotadas e começa a dedicar-se à pintura, chegando mesmo a realizar exposições de pintura