![]() |
| imagem in visao.pt |
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Dia da Espiga ou quinta-feira da espiga
quinta-feira, 30 de abril de 2026
quarta-feira, 24 de julho de 2024
Pragas, superstições, e outros esconjuros - um mundo cheio de enigmas! Uma boa sugestão de leitura em férias
| imagem obtida in Bertrand Livreiros |
Consultando livros de especialistas nestes temas, como este "Livro das pragas, agouros, rezas, superstições e outros esconjuros", da Guerra e Paz, Livros CMTV, deixo aqui esta referência como incentivo a uma boa sugestão de leitura para as férias de verão.
"Praga" vem do latim <plaga-> que significa "calamidade". É lançar uma maldição sobre alguém. Em Portugal, as pragas algarvias, são conhecidas como as mais famosas.
Transcrevo uma praga do livro acima referido, da autoria de Guerra e Paz, Editores:
"Oh, maldeçoade!
Havias de apanhar uma depressom
tã grande ou tã pequena,
que se nã compres este livro
vais ganhar uma micose tal
que só te c'rasses
com ossos de menhoca".
As dicas que se podem dar para que se perceba bem esta praga transcrita é: "c'rasses" - é como dizer"curasses" - e "ossos de menhoca" - são exatamente aquilo que interpretamos ao lê-la: são "ossos de minhoca".
Já os agouros ou presságios conjeturam-se sobre o futuro, é porque algo irá acontecer!
Podemos ler, a seguir, que, quando se trata de temas relacionados com pragas, maldições e superstições, umas rezas e benzeduras podem ser muito úteis. Ah, pois é! Porque a malta precisa de se proteger contra estes maus-olhados, imprecações ou difamações. É que o perigo está à espreita. Smos gente prevenida e não gostamos de ver ninguém de mal com a vida. Apresentamos, por isso, algumas fórmulas para o seu bem-estar e alegria. "Ah raisparta, o espelho partiu? Maldito espelho! Sete anos de azar agora!"
Neste caso, o que devemos fazer? Depende, um pouco se a pessoa que lê estas frases, é supersticiosa ou se já lhe aconteceu algo semelhante! Poderá reagir e dizer "oh, que grande disparate!"
A verdade é que, mesmo não se sendo supersticioso, a pessoa fica um pouco intrigada e "falando com os seus botões", acaba por se interrogar a si própria: "o que é que foi isto"?
O livro apresenta vários exemplos, todos interessantes, por isso, aconselho a sua leitura.
No que diz respeito à palavra "superstição" , esta vem do latim "superstitio", que significa "profecia ou medo excessivo dos deuses"! É caracterizada, "segundo o dicionário, por uma crença destituída de fundamentos racionais relativa às consequências benéficas ou nefastas de certos atos, acontecimentos, encontros, coincidências temporais." Não nos esqueçamos que é de caráter irracional...as superstições reportam-se, geralmente, á suposição que fazemos que existe uma força sobrenatural, talvez um medo do desconhecido.
E, para terminar, um exemplo de uma superstição: "abelha":"se uma abela nos entrar em casa, é sinal de que em breve teremos visitas, boas ou más. Se uma abelha voar à volta de uma criança adormecida, significa que ela terá uma vida feliz. O que é sempre de desejar".
Vamos lá ler est maravilhosa obra, que tanto nos ensina e nos preenche a mente nas horas de um bom descanso, como são as férias!
quarta-feira, 16 de agosto de 2023
Agouros, superstições e outros esconjuros...Por que os usamos?
| in bertrand.pt |
Tenho procurado explicação para muitas das expressões que tantas vezes utilizamos ou ouvimos no nosso dia a dia, tais como pragas, superstições, agouros, rezas...
Encontrei uma obra de muito interesse, da autoria de Guerra e Paz, Editores, Livros CMTV, de março de 2019, cujo título é: "Livro das Pragas, Agouros, Rezas, Superstições e outros Esconjuros", que explica muitos desses dizeres, chegando mesmo a afirmarem que este livro nos será útil desde que nos batizamos até morrermos...
O leitor deste post "Agora bata na madeira, diga "lagarto, lagarto, lagarto" - ou "águia, águia, águia", ou "dragão, dragão, dragão", claro, se as suas preferências desportivas não aceitarem o "lagarto".
O referido livro constitui "um verdadeiro e fascinante mundo enigmático", segundo a autoria do mesmo: já li uma parte dele e concordo inteiramente, pois trata-se de conhecer os meandros da nossa língua, de uma certa linguagem, o que nos leva a ficar a conhecer um "imenso património linguístico".
Um das centenas dos exemplos referidos é a palavra PRAGA que vem do latim "plaga-" e que significa "calamidade"; mas PRAGA também pode ter o sentido de "lançar uma maldição sobre alguém". Há as pragas literárias e em Portugal e arredores, os autores referem que são conhecidas "as pragas algarvias".
O leitor deste post quer decorar esta praga que se segue? Pode vir a dar jeito...
"Oh, maldeçoade!
Havias de apanhar uma depressom
tã grande ou tã pequena,
que se nã compres este livro
vais ganhar uma micose tal
que só te c'rasses
com ossos de menhoca."
Explicação: "c'rasses" é o mesmo que "curasses" e "ossos de menhoca" são mesmo "ossos de minhoca"...
Os AGOUROS ou PRESSÁGIOS são aqueles sinais em que se conjetura sobre o que pode acontecer no futuro: "Ah, raisparta, o espelho partiu? Maldito espelho! Sete anos de azar agora".
Acho piada quando os autores referem que quando os temas são "pragas, maldições e superstições", valerá a pena utilizar umas fórmulas como "umas rezas e benzeduras" que até nos podem ser muito úteis. Têm razão, na medida em que sentimos que temos de nos "proteger contra estes maus-olhados".
Finalizando o meu post de hoje, (ressalvando que o tema tratado não se esgota aqui, é infindável nos seus mistérios, quero dizer que voltarei, sempre que me der prazer escrever sobre ele) vou escolher o vocábulo SUPERSTIÇÃO, que vem do latim "superstitio", que significa uma profecia (os autores acrescentam "ou medo excessivo dos deuses".
As superstições estão ligadas à ideia de uma força sobrenatural que, com a sua ação, podem causar determinadas situações que, de um modo geral, deixam marcas negativas na pessoa, isto é, não lhe deixam boas recordações. Têm como base tradições populares, vindo dos primórdios da vida do HOMEM. Um exemplo de superstição: os jogadores de futebol entram em campo com o pé direito, benzem-se e tocam o relvado...
(para escrever este post, baseei-me na obra citada no 2º parágrafo).
domingo, 27 de junho de 2021
"Trevo-de-quatro-folhas": considerado uma superstição e um número de sorte
sexta-feira, 18 de junho de 2021
"Longe o agouro"...
Desde sempre, ouvíamos os mais velhos dizerem que agouro era um presságio baseado na observação de factos ou objetos, uma profecia, um sinal de uma coisa negativa.
Quem não se lembra, em pequeno, de ouvir o pai ou a mãe dizer em casa: "Meninos, não se põe o chapéu ou o guarda-chuva em cima da cama, que dá azar!". Se o meu pai por acaso via facas cruzadas na mesa, dizia logo para as descruzar porque era sinal de que podia acontecer algo de mau.
Também era hábito lá em casa ouvir dizer entre nós, quando queríamos livrar-nos de algo, repelindo o que não queríamos que nos acontecesse: "bate lá três vezes na madeira" (=o diabo seja cego, surdo e mudo; ou então, =lagarto, lagarto, lagarto= cruzes canhoto).
E, tal como estes exemplos, há outros, são inúmeros!
Uma superstição que eu ouvia muito a minha mãe era a de não deixar limpar teias de aranha onde as houvesse alojadas, pois para ela, aranhas, aranhiços e aranhões eram sinónimo de "dinheiro"! Deviam ser conservadas, era bom sinal, era dinheiro que vinha aí, e este faz sempre falta numa casa de família, por isso era bem-vindo! Assim como quando caía açúcar na toalha era sinal de sorte ou boa fortuna. Ainda um exemplo de que me lembro, dum copo que se partia, dizia-se logo que era sinal de que alguém tinha inveja de nós, mas se bebêssemos do mesmo copo de um amigo ou amiga, ficávamos a conhecer os seus segredos......
Outra superstição frequente ainda nos dias de hoje: se se oferecer lenços a uma pessoa, esta deve entregar em troca uma ou duas moedas. Na altura, quando eu era miúda, se me ofereciam meia dúzia de lenços, eu retribuía aí com uns 5 escudos; hoje, talvez convenha retribuir com 50 cêntimos..; de contrário, pode acontecer algo de mal...nunca se sabe...!
No meu imaginário há muitos exemplos, sei que fazem parte dos saberes populares, mas é bom recordá-los e sobretudo pensar que ainda hoje muita gente continua a acreditar em pragas, agouros, rezas, superstições...uns são positivos, outros são negativos...
Partilho aqui algumas explicações para alguns presságios e que encontrei na leitura de um livro que aconselho:
![]() |
| in fnac.pt |
Agouro ou presságio é sempre um prognóstico, um vaticínio. Em tempos bem antigos, era a predição feita pelos áugures, os sacerdotes romanos. Esse vaticínio tinha por base a observação do voo e canto das aves. Hoje, um agouro ou presságio é sempre uma predição a respeito do futuro, um indício de um acontecimento nefasto, pode até ser apenas de uma má notícia. Um sinal que prenuncia algo.
Na literatura portuguesa, de imediato, lembramo-nos de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Madalena fica intimidada com os agouros de Telmo: "..." não entremos com os teus agouros e profecias do costume: são sempre de aterrar (...) deixemo-nos de futuros (...); mas as tuas palavras misteriosas, as tuas alusões frequentes (...) esses teus contínuos agouros em que andas sempre, de uma desgraça que está iminente sobre a nossa família (...)." Estes temores de Telmo dão força aos de Madalena e indiciam a destruição de toda a sua família, um destino irrevogável. São imensas as referências ao "dia fatal", à "hora fatal", o retrato do Manuel de Sousa a arder, o medo de sexta-feira, e, claro, como não podia deixar de ser, o célebre "Ninguém" do Romeiro.
Também em "Os Maias", de Eça de Queiroz, o tema é recorrente. Quem não se lembra da lenda recordada por Vilaça, segundo a qual "eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete", de Afonso ao se aperceber da semelhança entre o filho Pedro e o avô da sua mulher, que enlouquecera e se enforcara, a sombrinha de Maria Monforte, quando Afonso a vê pela primeira vez: "como uma larga mancha de sangue alastrando a caleche sob o verde triste das ramas".
Por outro lado, Fernando Pessoa, num poema intitulado precisamente "Presságio", julga que o amor apenas é verdadeiro quando não passa de um presságio, existindo apenas no seu interior:
"O amor quando se revela/Não se sabe revelar/Sabe bem olhar p'ra ela/Mas não lhe sabe falar
Quem quer dizer o que sente/Não sabe o que há-de dizer/Fala: parece que mente/Cala:parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse/Se pudesse ouvir o olhar/E se um olhar lhe bastasse/P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala/Quem quer dizer quanto sente/Fica sem alma nem fala/Fica só, inteiramente/
Mas se isto puder contar-lhe/O que não lhe ouso contar/Já não terei que falar-lhe/Porque lhe estou a falar"
A verdade é que, desde sempre, a humanidade procurou interpretar os sinais à sua volta. Os seus significados foram sendo estabelecidos de acordo com um certo padrão de frequência. Observava-se x e, se acontecia y, então atribuía-se a x um determinado significado. O povo encarregou-se de transmitir esses conhecimentos, todo esse saber, passando-o de geração em geração.
Como é óbvio, bons agouros indiciam algo de positivo, enquanto os maus pressagiam acontecimentos ou momentos desastrosos, até mesmo fatais.
(in Livro das PRAGAS, Agouros, Rezas, Superstições e outros Esconjuros", Guerra & Paz Editores, S.A. 1ª edição, março 2019)
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Entornar sal dá azar?
terça-feira, 27 de abril de 2010
O que significa "bater na madeira"?
A explicação reside no facto de os antigos pensarem que os deuses moravam nas árvores; então, batia-se nos seus troncos, quando se queria afastar os maus espíritos, os maus olhados, o azar... imaginando que uma divindade ali morasse e os protegesse desses males todos...
Há também um hábito relacionado com o que foi referido: "bater 3 vezes" com os dedos em objectos de madeira (bancos, cadeiras, mesas, tábuas...) e dizendo, por exemplo: "que o azar me vá bem para longe...", "espero que tal não me aconteça"... "Que Deus seja cego, surdo e mudo..." "não quero que tal me aconteça, deixa-me bater na mesa 3 vezes..." (toda esta "ladainha" acompanhada das 3 batidinhas num qualquer objecto feito de madeira).
A verdade é que muitos de nós seguem este ritual e continuam a acreditar em superstições...
Pode encontrar explicações interessantes para muitas destas superstições, no link:
http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2009/11/23/as-origens-de-11-supersticoes-muito-conhecidas/





