sábado, 16 de setembro de 2017

A Coca-Cola no McDonalds sabe melhor?

Eu penso que só experimentando beber Coca-Cola em várias cadeias de fast-food, poderemos ter essa certeza...!!!
Vamos ler, então, como a McDonalds consegue essa maravilha de sabor:
imagem in: quora.com
"De acordo com o Independent, apesar de o McDonald’s seguir todas as normas estabelecidas pela Coca-Cola, há várias medidas que são tomadas por parte da cadeia de hambúrgueres de forma a melhorar a forma como o refrigerante é servido.
O xarope, que é o ingrediente secreto e principal da coca-cola, é entregue nesta cadeia de restaurantes em recipientes especiais de aço inoxidável, pois desta forma, segundo revela o New York Times, isto ajuda a preservar a frescura das bebidas e a dar um sabor único.
Mas as revelações não ficam por aqui, o McDonald’s informou,  no seu site, que “a água e o xarope são pré-refrigerados antes de entrarem nos dispensadores de pressão com uma quantidade de xarope que permite que o gelo derreta”. Portanto, o próprio sistema de dispensar as bebidas também é mantido frio, fazendo com que os refrigerantes estejam sempre muitos frescos.
Por fim, a palhinha desta cadeia também é diferente dos outros restaurantes. Esta é mais larga do que a palhinha típica, o que permite que uma boa quantidade de Coca-Cola atinja todas as papilas gustativas de uma só vez."
(in: ionline.sapo.pt)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sobre o tempo - Carta de Séneca a Lucílio

(lucio aneu seneca)
in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Séneca

No LIVRO I onde se encontram as cartas 1-12 de Lúcio Aneu SÉNECA para LUCÍLIO, podem ler-se frases de uma reflexão profunda sobre o tempo e sobre o modo como o despendemos ao longo da nossa vida. 

É todo um discurso que considero bem atual, e estou certa que todos nós o  tomamos como muito certo e sábio! As suas frases são reconhecíveis, quando aplicadas aos tempos que correm:

"Livro I - Cartas 1-12

1 Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente. 

Podes indicar-me alguém que dê o justo valor ao tempo aproveite bem o seu dia e pense que diariamente morre um pouco? É um erro imaginar que a morte está à nossa frente: grande parte dela ja pertence ao passado, toda a nossa vida pretérita é já do domínio da morte

Procede, portanto, caro Lucílio, conforme dizes: preenche todas as tuas horas! Se tomares nas mãos o dia de hoje conseguirás depender menos do dia de amanhã. De adiamento em adiamento, a vida vai-se passando. 

Nada nos pertence, Lucílio, só o tempo é mesmo nosso. A natureza concedeu-nos a posse desta coisa transitória e evanescente da qual quem quer que seja nos pode expulsar. É tão grande a insensatez dos homens que aceitam prestar contas de tudo quanto - mau grado o seu valor mínimo, ou nulo, e pelo menos certamente recuperável - lhes é emprestado, mas ninguém se julga na obrigação de justificar o tempo que recebeu, apesar de este ser o único bem que, por maior que seja a nossa gratidão, nunca podemos restituir.

Talvez te apeteça perguntar como procedo eu, que te dou todos estes preceitos. Dir-te-ei com franqueza: como alguém que vive bem, mas sem esbanjamento. Tenho as minhas contas em dia! Não te posso dizer que nunca perco tempo, mas sei dizer-te quanto, porquê e de que modo o perco. Posso prestar contas da minha pobreza, A mim, porém, sucede-me o mesmo que a muitos que, sem culpa própria, ficaram reduzidos à miséria: todos perdoam, mas ninguém ajuda.

Que mais há a dizer? Não considero pobre aquele a quem basta o poucochinho que tem. Prefiro, contudo, que tu preserves os teus bens e que o comeces a fazer quanto antes. Conforme diziam os nossos maiores, 'já vem tarde a poupança quando o vinho está no fundo.' É que o que fica no fundo, além de ser muito pouco, são apenas as borras!"

(in: Cartas a Lucílio, de Lúcio Aneu Séneca, 5ª edição, Fundação Calouste Gulbenkian, 2014)


(Caio Lucílio)
in: geni.com

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Portugal nestes últimos meses de verão...

in: visao.sapo.pt
Nada melhor que este artigo que a seguir vou transcrever (e com o qual concordo), para nos inteirarmos do estado em que se encontra o nosso país neste verão de 2017, com o enfoque na atuação política do nosso Governo!

in observador.pt


Estado de calamidade


20.08.2017

Ironias à parte, o estridente anúncio do «estado de calamidade» proclamado pelo primeiro-ministro em cerca de metade dos concelhos do país – dois meses depois de Pedrógão Grande, onde a incúria e a incompetência das autoridades deixaram morrer perto de 70 pessoas sem que qualquer tipo de responsabilidade tenha sido apurado! – apenas confirma o estado efectivamente calamitoso em que a «geringonça» precipitou o país com a reversão sistemática das medidas do anterior governo perante a bancarrota a que Sócrates levara o país em 2011!
A tardia iniciativa do primeiro-ministro, à qual fugira aliás durante a tragédia de Pedrógão, negando até hoje qualquer responsabilidade do Estado pela forma como a floresta portuguesa tem ardido há décadas, destina-se apenas a quebrar o ciclo da calamidade política em curso. Calamitosos são, também, os sucessivos incidentes inadmissíveis do roubo de Tancos até ao da árvore que matou tanta gente no Funchal como os terroristas na Catalunha!
Com efeito, ao mesmo tempo que se serve do «Expresso» de ontem para anunciar um «pacto futuro com a «direita», a entrevista destina-se sobretudo a tentar mudar o sentido de uma conjuntura política adversa a António Costa. A declaração de calamidade começa, aliás, por reforçar os meios autoritários do Estado a fim de apertar ainda mais o controle sobre a comunicação («Expresso», página 3 do caderno 1), como de resto já sucede por intermédio de uma funcionária que debita o relatório diário do governo sobre os fogos. Entretanto, a ministra da Administração Interna ainda teve a inoportunidade de dizer que «a GNR não mandou as pessoas para a estrada da morte em Pedrógão». Era o que faltava! O que a GNR deveria ter feito, obviamente, era dizer às pessoas para não se meterem por essa estrada fatal!
Foi preciso a insistência dos jornalistas do «Expresso» para o primeiro-ministro declarar, finalmente!, que a culpa do que se passou em Pedrógão «não morrerá solteira». Vamos ver se não se esquece da promessa… Em Tancos, em contrapartida, «não se passou nada»: não houve vexame para as Forças Armadas e para quem as paga, nem perante a NATO! Para nos darmos conta do estado calamitoso a que a vida política chegou, basta imaginar por um segundo aquilo que a comunicação social não andaria a exibir e a difundir hora a hora se, porventura, a «direita» estivesse actualmente no poder. É para isso que o poder serve também!
O estado de efectiva calamidade que se vive em Portugal só pode ter-se agravado com a aliança contra-natura do PS com os partidos da chamada extrema-esquerda, os quais fazem da reivindicação populista o pão de cada dia à custa de uma economia periclitante e de umas finanças inexistentes. Foi o próprio aparelho de Estado que se tornou calamitoso ao absorver grande parte do desemprego com funcionários destituídos de produtividade mensurável mas que, em compensação, aprisionam cada vez mais as corporações aos governantes no poder. Neste campo, sem qualquer espécie de plano ou mera prudência, reina o «regabofe» com a consequência, a prazo, da insolvência dos sistemas de pensões num dos países mais envelhecidos do mundo!
Para esconder tais realidades, desde os incêndios sem responsáveis às vãs promessas do governo, a única coisa que vale ao primeiro-ministro é exibir as melhorias aparentes da economia. E não hesita em anunciar – não custa nada! – que a próxima década será de convergência com a UE. Não é o que dizem as estatísticas! Segundo o EUROSTAT da semana passada, dez anos depois do início da grande recessão, a recuperação da economia europeia, avaliada pela variação do PIB no segundo trimestre de 2017, revela um crescimento médio de 0,6% inter-trimestral e 2,3 inter-anual. Ora, Portugal está entre os 11 países situados abaixo da média europeia. Não será assim que convergimos!
O PS e os seus porta-vozes na comunicação social começaram por omitir que a recuperação da economia portuguesa já estava em curso quando a «geringonça» assumiu o poder; depois, atribuíram-na às chamadas reversões; a seguir, à criação de emprego estatal e para-estatal; mais recentemente, ao aumento do turismo e, ultimamente, às exportações, as quais se devem, na realidade, ao crescimento de países economicamente austeros como a Espanha.
Para terminar, a propaganda governamental omite, obviamente, o facto estrutural de o aumento das exportações de baixo valor acrescentado, como sempre foi o caso do turismo e não só, fazer crescer ainda mais as importações, mantendo-se portanto os défices seculares da balança comercial e financeira. Continua, pois, tudo como dantes: o país está entregue ao clientelismo governamental, dependente do crescimento externo e condenado à dívida. Esta é que é a calamidade que explica as outras calamidades."

sábado, 19 de agosto de 2017

António Costa garante descongelamento das carreiras para o próximo ano

imagem in:
https://pt.wikipedia.org/wiki/António_Costa

António Costa, numa entrevista ao Jornal Económico, afirmou que "próximo passo, para o próximo ano" será o "descongelamento das carreiras na Função Pública que não tenham sido objeto de nenhum tipo de descongelamento". (texto de Fernanda Pedro a 19.08.2017
 in http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ 

"O primeiro-ministro afirmou numa entrevista ao semanário Expresso, publicada hoje, que é “normal que as pessoas protestem” e que “queiram tudo já”, a propósito do anúncio de greves em diversos setores profissionais . Não sendo “tudo” possível, António Costa adiantou que o “próximo passo, para o próximo ano” será o “descongelamento das carreiras na Função Pública que não tenham sido objeto de nenhum tipo de descongelamento”.
Questionado sobre o que não conseguiu fazer nestes dois anos do Governo, António Costa admitiu que foi “posta em causa” a decisão sobre “o acordo na concertação social para, no quadro da atualização do salário mínimo, ter uma compensação em matéria de taxa social única”, mas considerou a solução encontrada “francamente melhor”.
Contudo, Costa adiantou na entrevista que a  grande prioridade para a ‘rentrée’ é a definição da “estratégia nacional para o Portugal pós-2020”, incluindo um novo acordo com a União Europeia para fundos comunitários. O grande objetivo é que o “programa dos grandes investimentos em obras públicas seja aprovado por dois terços na Assembleia da República. Para isso ‘é fundamental’ contar com o PSD”, afirmou António Costa.
O chefe do Governo adiantou ainda que “a esquerda e a direita não se distinguem, em nenhum país do mundo, por decidir se fazem um aeroporto ou não, uma linha férrea e se ela tem este ou aquele traçado. São objetivos que têm de ser consensuais porque são compromissos que ficam para séculos”.
Apesar disso admitiu que o tempo de consensos só virá depois das eleições autárquicas, até lá, “cada um vai tratar de fazer o melhor resultado possível. Este não é o tempo dos acordos, é o tempo das disputas. Passadas as autárquicas, outro tempo virá, certamente com melhores condições para consensos”.
Costa adiantou ainda que este pacto para obras públicas deve incidir, em especial, sobre “o melhor aproveitamento do aeroporto Sá Carneiro, nas ligações ferroviárias com a Europa, (…) na expansão do porto de Sines e (sobre) ter ou não um terminal de contentores no Barreiro”.
Ao Expresso afastou ainda uma linha ferroviária de alta velocidade, considerando que esse debate “está comprometido”, mas sublinhou a importância “ter uma resposta urgente” para a questão do novo aeroporto, sendo “a solução do Montijo” aquela em que o Governo está a trabalhar.
O primeiro-ministro explicou que com o atual quadro comunitário a terminar em 2020 é necessário desenhar este pacto de investimento público no início do próximo ano, de modo a poder ser negociado com a União Europeia em 2019.
Para o “Portugal pós 2020”, o primeiro-ministro disse querer também um aumento da produção de energia renovável e intensificação da “descarbonização no conjunto da economia”, e destacou “várias oportunidades” no que toca ao mar, incluindo usar o porto de Sines “como interface de acolhimento do gás natural proveniente dos EUA”.
Ao Expresso, António Costa manifestou-se também “muito satisfeito” com a solução governativa encontrada e afirmou que esta “não depende de haver ou não maioria” absoluta na próxima legislatura.
“O facto de as pessoas terem deixado de acordar todos os dias com a incerteza sobre qual o imposto que ia subir, sobre qual o corte que ia ser anunciado nas pensões ou nos vencimentos devolveu tranquilidade à sociedade portuguesa”, afirmou."