terça-feira, 19 de junho de 2018

As greves dos professores nas escolas portuguesas

in: sicnoticias.sapo.pt






Esta luta está a durar há muito tempo, os professores e o Ministério da 
Educação não conseguem entender-se. 
António Costa e Tiago Brandão Rodrigues dizem que "não há dinheiro"!
É melhor revermos a situação:
Porque é que os docentes estão em greve? O que diz o Governo? 
E como é que as paralisações podem vir a afetar os alunos?
Quando começa a greve?
Na semana passada cumpriu-se uma das paralisações, que foi convocada pelo 
recém-formado Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.). 
Docentes em mais de 100 escolas fizeram greve às reuniões de conselhos de 
turma “apesar do clima de intimidação” dos professores, como denunciou na 
altura André Pestana, o dirigente do S.T.O.P.
A partir da próxima semana, este e os outros sindicatos de professores – 
nomeadamente a Federação Nacional de Professores (FENPROF) e a 
Federação Nacional da Educação (FNE) – avançam com novas greves, 
a primeira delas às avaliações que vão estar a decorrer entre 18 e 29 
de junho, embora sem abarcar os exames nacionais marcados para o 
mesmo período.
Se o Governo não ceder às reivindicações, os professores sindicalizados 
prometem avançar com um novo protesto grevista no início do próximo 
ano letivo, depois das férias de verão, a 14 de setembro e na primeira 
semana de outubro.

Porque é que os professores estão em greve?
O caderno de reivindicações é encabeçado por uma exigência: que o 
Ministério da Educação reponha os 9 anos, quatro meses e dois dias de 
tempo de serviço das carreiras dos docentes que estão congelados desde 
2005.
Nesse ano, o Governo de José Sócrates decretou a não-contagem do tempo 
de serviço dos professores entre 30 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 
2006. Em dezembro desse ano, o congelamento foi alargado por mais um ano, 
até 31 de dezembro de 2007.
Nos anos civis de 2008, 2009 e 2010, ainda sob o mesmo Executivo socialista, 
o tempo de serviço foi contabilizado de forma normal.
A 1 de janeiro de 2011, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho ditou novo 
congelamento das carreiras dos professores, uma situação que se manteve em 
vigor em 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 através de sucessivas Leis do 
Orçamento do Estado.
Os professores criticam a situação de injustiça sofrida pela sua classe face a outras 
cuja progressão nas carreiras tinha sido congelada por causa da crise económica e 
financeira mas que entretanto foi reposta.
Quem aderiu às paralisações?
A greve da semana passada, convocada para o período entre 4 e 15 de junho, foi 
convocada apenas pelo S.T.O.P. Já as paralisações do final deste mês e as que estão 
convocadas para o início do próximo ano letivo envolvem as três estruturas sindicais 
que representam a classe de professores.
Esta semana, e após consultas entre os seus membros, o Sindicato Democrático dos 
Professores da Madeira (SPDM) e o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) 
decidiram levantar a greve às avaliações dos alunos.
O que diz o Ministério da Educação?
O ministro Tiago Brandão Rodrigues e o primeiro-ministro, António Costa, dizem que 
“não há dinheiro” para repor todos os anos de serviço que os docentes viram 
congelados.
Os sindicatos argumentam que os Ministérios da Educação e das Finanças se tinham 
comprometido com essa reposição total numa declaração de compromisso assinada 
em novembro e acusam o Governo de voltar atrás com a sua palavra. 
Nas últimas reuniões entre Brandão Rodrigues e os sindicatos, o ministro informou 
que só consegue contabilizar uma parte do tempo de serviço congelado para efeitos
de progressão na carreira, num total de dois anos, nove meses e 18 dias de serviço 
congelado.
Face à rejeição dessa proposta, o Ministério retirou-a das negociações. 
Sem ela, disse o ministro no início de junho, “fica tudo como estava”. 
Ou seja: até ver, os professores não irão beneficiar de qualquer reposicionamento 
nas carreiras motivado por esse tempo.
“A partir do momento em que as organizações sindicais não avançaram e não deram 
nenhum passo depois de o Governo ter dado um passo, não existem condições neste 
momento para se proceder a um acordo e irmos para a negociação formal”, sublinhou 
Brandão Rodrigues.
Por causa do braço-de-ferro, o Bloco de Esquerda pediu e o Parlamento aprovou na 
semana passada uma audiência urgente ao ministro da Educação, que ainda está por 
agendar.
O que dizem os pais?
Face à greve às reuniões de avaliações que começaram há uma semana e que abrangem 
os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos, a Confederação Nacional de Associações de Pais 
junho para acautelar a situação dos alunos que têm exames nacionais. No fundo, exigem 
uma mudança na lei para que esta e futuras greves dos professores não afetem os alunos.
A atual legislação define que basta faltar um professor para impedir a realização dos 
conselhos de turma, o que acaba por adiar as avaliações dos alunos e atrasar todo o 
processo. A Confap diz que entende que as greves às avaliações são “legítimas e 
permitidas” mas teme pelos efeitos das paralisações no percurso educativo dos estudantes, 
sobretudo aqueles que vão a exames nacionais em breve.
“Os pais compreendem a luta dos professores, mas não podem compreender esta forma de 
luta, que prejudica aqueles que trabalham” e que, sublinha o dirigente da Confap, Jorge 
Ascensão, não passam de uma “instrumentalização da educação” pelos sindicatos.
Neste contexto, os pais querem que o Ministério da Educação “emita um despacho 
normativo para garantir as necessárias condições ao cumprimento do calendário escolar”.
(in: rr.sapo.pt 14 junho 2018)


Pedro Sousa Tavares é o autor do seguinte artigo no dn.pt que escolhi
para ajudar a compreender melhor esta situação
"Pedido de serviços mínimos na greve às avaliações"
Governo tenta implementar a medida na segunda fase da greve às reuniões de 
conselho de turma, a partir de 2 de julho. Sindicatos descartam hipótese de se 
chegar a um acordo
O Governo convocou os sindicatos da educação para uma reunião, nesta terça-feira,
para tentar "chegar a acordo" sobre serviços mínimos a aplicar no segundo período
da greve às avaliações, que começa em 2 de julho, anunciaram as organizações 
sindicais em conferência de imprensa. Uma hipótese que estas recusam.
"Quero ser claro. Não há acordo nenhum", avisou o secretário-geral da Federação
Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, em conferência de imprensa, 
em Lisboa, onde foi feito o balanço mais atualizado do primeiro dia de greve às 
avaliações, que segundo os sindicatos terá impedido a realização de mais de 90% 
dos conselhos de turma que estavam agendados.
O DN contactou o governo, que respondeu em comunicado. 
"O Ministério da Educação decidiu solicitar serviços mínimos atendendo a que o 
alargamento dos períodos de greve ao mês de julho põe em causa necessidades 
sociais impreteríveis, como sejam a conclusão do processo de exames e o 
consequente acesso ao ensino superior por parte dos alunos", lê-se no texto.
De acordo com a lei, quando não há acordo entre as partes relativamente à 
fixação de serviços mínimos, a decisão final cabe a um colégio arbitral. 
A lei da greve foalterada pelo anterior governo, na sequência de uma greve aos 
exames nacionais, passando a integrar na lista de "necessidades sociais 
impreteríveis" - passíveis da fixação de serviços mínimos - provas e exames 
nacionais cuja realização tivesse lugar na mesma data a nível nacional.
Não é líquido que as reuniões de avaliação, que podem ser reagendadas e em que 
basta a ausência de um docente para que as notas dos alunos não possam ser 
homologadas, possam ser enquadradas nessa lei.
Notícia atualizada às 20:30 com comunicado do governo"
(in: dn.pt 18 junho 2018)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A origem e o significado da palavra "escravo"

"Palavra 'escravo' tem origem no latim


Prática de exploração de pessoas era comum na Antiguidade, diz especialista

A escravidão existiu no Brasil, oficialmente, do período colonial até o fim do império português, mas a prática remonta à Antiguidade, daí a palavra escravo vir do latim “sclavus”, que significa "pessoa que é propriedade de outra”, e de “slavus”, que significa “eslavo”, pois muitas pessoas desta etnia foram capturadas e escravizadas em outras épocas, segundo Alberto da Costa e Silva, ex-diplomata, membro da Academia Brasileira de Letras e autor do livro “A enxada e a lança”, considerado um dos mais completos estudos sobre o continente africano.

Temática Afro (Foto: Reprodução de tv)
Escravos em diversas funções

(Foto: Reprodução de tv)
“A escravidão foi o processo mais violento e perverso de recrutamento e exploração de trabalhadores. A ideia de homem como mercadoria, sendo comprado e vendido, é uma prática muita antiga em todas as culturas. A ideia da escravidão só passou a ser vista como algo infame no século 19, e mesmo assim não de forma unânime. E para quem acha que a escravidão é coisa do passado, vale lembrar que ela só foi abolida oficialmente em alguns países no século 20. Na Arábia Saudita ela acabou legalmente em 1962, mas ainda é praticada. Na Etiópia foi abolida em 1942, e na Mauritânia em 1982”, conta o especialista.

No Brasil, os colonizadores costumavam dizer que negros e índios não tinham alma, e essa ideia também era comum em outras culturas e épocas, de acordo Costa e Silva. “Aristóteles dizia que alguns povos nasciam para ser escravos, ou seja, determinados grupos tinham as qualidades necessárias para isso, e sobre eles se acumulavam defeitos como lentidão de raciocínio e preguiça”, explica.

É por conta dos séculos de discriminação e preconceito que o ex-diplomata apoia iniciativas como as cotas raciais para negros, índios e pardos no acesso às universidades. “Todas as ações para tirá-los da inferioridade é válida e extremamente importante. Se não dermos tratamento desigual a quem foi tratado de forma desigual, será muito difícil que esses grupos tenham uma verdadeira ascenção social”, completa."

FONTE: 
http://redeglobo.globo.com/globoeducacao/noticia/2012/06/palavra-escravo-tem-origem-no-latim.html

domingo, 17 de junho de 2018

Portugal empatou com a Espanha no Mundial 2018

 in:http://www.maisfutebol.iol.pt/mundial-2018/
(equipa portuguesa)


Portugal 3-3 Espanha: Hat-trick de Ronaldo segura o forte contra Espanha


O capitão Cristiano Ronaldo marcou os três tentos da formação das ‘Quinas’, aos quatro minutos, de grande penalidade, e aos 44, com a ajuda de um ‘frango’ de De Gea, e aos 88 minutos
Pela formação La Roja, Diego Costa apontou o golo dos espanhóis, aos 24 e aos 55 minutos. Nacho marcou aos 58 minutos, colocando Espanha temporariamente em vantagem no marcador.
O campeão europeu em título Portugal empatou com Espanha por 3-3, com Ronaldo a retomar a igualdade no marcador aos 88 minutos, muito perto do fim, com um remate no canto superior esquerdo.
Portugal e Espanha repartem o segundo lugar do agrupamento, com um ponto, a dois do líder Irão, de Carlos Queiroz, que bateu Marrocos por 1-0.
Com o primeiro golo na partida, ao apontar um tento à Espanha, logo aos quatro minutos, de penálti, Cristiano Ronaldo tornou-se o quarto jogador a marcar em quatro Mundiais.
O capitão luso, que conseguiu marcar mais golos num jogo do Mundial2018 (3) do que nas edições de 2006, 2010 e 2014, em que só faturou uma vez, igualou o brasileiro Pelé (1958 a 1970) e os alemães Uwe Seeler (1958 a 1970) e Miroslav Klose (2002 a 2014). 
CR7, que acabou o encontro com um hat-trick, isolou-se no segundo lugar do ‘ranking’ dos marcadores lusos, ultrapassando Pauleta.
Pauleta apontou três golos em 2002, ao conseguir um ‘hat-trick’ à Polónia, que Portugal goleou por 4-0, e um em 2006, no jogo inaugural, frente a Angola, num embate que a formação das ‘quinas’ ganhou por 1-0.
O capitão luso, que hoje também deixou para trás José Augusto, José Torres, dois jogadores que acabaram a edição de 1966 com três golos, tem agora na sua frente apenas o ‘rei’ Eusébio da Silva Ferreira, autor de nove.
Eusébio apenas esteve numa fase final, mas aproveitou-a da melhor maneira, ao acabá-la como melhor marcador: marcou um à Bulgária, dois ao Brasil, quatro à Coreia do Norte, um à Inglaterra e outro à União Soviética.
Portugal estreou-se na fase final do Mundial2018 de futebol, que arrancou esta quinta-feira na Rússia, com um embate frente à Espanha, em Sochi, em jogo do Grupo B.
Portugal apresentou-se a jogo com o seguinte onze inicial: Rui Patrício, Cédric, Pepe, Fonte, Raphael Guerreiro, Wiliam, Moutinho; Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo vão alinhar pela seleção das quinas. Bruno Fernandes foi substituído na segunda parte por João Mário. Bernardo Silva, por sua vez, cedeu lugar a Quaresma aos 69 minutos de jogo. Na terceira substituição, Gonçalo Guedes deu lugar a André Silva.
No primeiro encontro do agrupamento, disputado também hoje, em São Petersburgo, o Irão, comandado pelo treinador português Carlos Queiroz, venceu Marrocos por 1-0, graças a um golo na própria baliza na parte final dos descontos.
in: 24.sapo.pt 15.06.2018

in: mundial2018.sic.pt
(os 11 de Espanha no Mundial 2018)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O que é feito de António Macedo, locutor da Antena 1?

Sim, porque deixámos de ouvir a voz de António Macedo na rádio, mais concretamente, na Antena 1? 

in: https://www.aedonamaria.pt

António Macedo deixa grupo RTP

É conhecido pela sua voz inconfundível e, esta segunda-feira, deixou o seu lugar vago na rádio Antena1, do grupo RTP.
Em causa estão os 15 anos de António Macedo a recibos verdes, levando a RTP a tribunal acusando-a de o colocar numa situação de precariedade.
António Macedo era a voz do “Programa da Manhã” da Rádio Antena1 e, esta terça-feira, já não será ouvido pelos ouvintes da rádio pública, como confirmou ao CM: “Hoje [esta segunda-feira] de manhã foi homologado um acordo entre mim e a RTP. Fico desvinculado de todas as minhas funções. Saio hoje [esta segunda-feira] mesmo. Agora quero deitar-me e levantar-me tarde, que é o que não pude fazer nos últimos anos”
O processo foi julgado pelo Tribunal do Trabalho de Lisboa, o qual resultou num acordo entre ambas as partes, antes da sentença acontecer.
António Macedo, de 67 anos de idade, diz ainda que as “portas estão abertas para continuar a trabalhar”.
Passou pela Rádio Comercial, depois fez parte da equipa fundadora da TSF com Emídio Rangel e em 2013 ingressou na Antena 1 até à passada segunda-feira, dia 1 de junho.
Foi a Voz-Off de vários programas da RTP como por exemplo, “1,2,3”, “Isto Só Vídeo”
in :
https://voxpoptv.com/2018/06/12/antonio-macedo-sai-da-rtp-antena1-apos-processo-em-tribunal/

quarta-feira, 13 de junho de 2018

13 de junho, Dia de Santo António

Este vídeo mostra a marcha vencedora do Santo António de 2018!

Também é de assinalar a grande festa que constitui o desfile de "Os Casamentos de Santo António", festa sempre muito aguardada pelos lisboetas!

Parabéns, Lisboa!

Dezasseis casais deram o nó, na terça-feira, na 22.ª edição dos Casamentos de Santo António, em Lisboa.
Há 60 anos, o evento arrancava sob o nome de "Noivas de Santo António", tendo decorrido até 1974, mas depois da revolução esteve 23 anos sem se realizar.
Em 1997, a cerimónia voltou a acontecer, batizada como "Casamentos de Santo António", depois de a iniciativa ter sido recuperada pela Câmara de Lisboa, durante o mandato do socialista João Soares.
Este foi um ano excecional, dado que a cerimónia religiosa aconteceu na igreja de Santo António e não na Sé de Lisboa, como seria daí em diante.
Desde essa data, foram já 352 os casais que deram o nó na cerimónia religiosa que decorre na Sé de Lisboa, bem como nos Paços do Concelho, onde acontece a cerimónia civil.
Ao todo, 704 noivos e noivas escolheram o 12 de junho para casar, segundo disse à agência Lusa a coordenadora geral dos casamentos, Maria do Carmo Rosa, acrescentando que "a média de idades anda nos 29, 30 anos".
Segundo a responsável, para montar um evento deste calibre, que junta ao todo 16 casais (11 que dão o nó em cerimónia católica e cinco em cerimónia civil), são necessárias à volta de 1100 pessoas.
Cada casal tem direito a levar 20 convidados para as cerimónias e para o copo de água, que decorre na Estufa Fria.
Até 2010, a cerimónia civil decorreu no Museu da Cidade, no Campo Grande, mas nesse ano os casais passaram a contrair matrimónio nos Paços do Concelho.
Apesar de serem selecionados todos os anos 16 casais, a Câmara de Lisboa recebeu "60 candidaturas". Os requisitos ditam que, pelo menos, um dos noivos tem de residir na capital.
Quem é selecionado conta com "dois meses intensivos de preparação" para o grande dia, entre a escolha do guarda-roupa, 10 ensaios de quatro horas cada, as despedidas de solteiro e obrigações junto dos 88 patrocinadores. 
in:  jn.pt  13 junho 2018