terça-feira, 17 de julho de 2018

Homenagem a João Pedro Furtado da Cunha Semedo

Foi um médico e político português, nascido a 20 de junho de 1951. Morreu hoje aos 67 anos, vítima de cancro nas cordas vocais.

Dividiu a sua vida entre a medicina e a política.

Foi militante do PCP e lutou por uma renovação interna do partido, donde saiu no ano 2000. Mais tarde, liderou o Bloco de Esquerda (coordenou o partido com Catarina Martins). Foi deputado e ex-candidato à Presidência da Câmara Municipal do Porto.

Nestes últimos anos da sua vida, defendeu a despenalização da eutanásia e foi um dos autores da Nova Proposta da Lei de Bases da Saúde; conjuntamente com o Dr António Arnaut, infelizmente também já "desaparecido" em maio, ambos lançaram o livro "Salvar o SNS - Uma nova lei de bases da Saúde para salvar a democracia".


https://www.esquerda.net

domingo, 15 de julho de 2018

A França é campeã mundial 2018 de futebol

20 anos depois a França volta a ser campeã do mundo!

A seleção gaulesa venceu hoje a Croácia por 4-2 no Mundial 2018!

Parabéns!

desporto.sapo.pt

Vinte anos depois, a França voltou a ser campeã do mundo. E 20 anos depois, a França ganhou porque foi a equipa que melhor interpretou a evolução do futebol para uma nova era que quebrou mitos e assumiu a robôtização do jogo.
Esta França já não tem um ’10’ como Zidane que está a fazer coisas antes de todos nós estarmos a pensar no movimento seguinte. E aprendeu com a derrota frente a Portugal na final do Europeu de 2016: abandonou aquela postura narcisista de ter obrigatoriamente o controlo do jogo em posse, ganhou pragmatismo no último terço e potenciou o talento dos elementos mais criativos assente numa solidez coletiva que marcou a diferença neste Mundial. Percebeu, sobretudo, aquela velha máxima de Phil Jackson de que os ataques ganham partidas e a defesa conquista campeonatos. Hoje, o futebol é um jogo mais físico e mais tático. Os miúdos com 13 ou 14 anos ouvem palavras como “bascular ou “entre linhas” quando, há 20 anos, andavam apenas entretidos a explorar o talento puro e inato com bola. Estas são as regras do jogo. E Deschamps percebeu isso.
O triunfo por 4-2 da França diante da Croácia, numa final atípica, confirma todas essas mudanças no futebol mundial ao longo de duas décadas e conseguiu coroar uma equipa que jogou sempre com um ‘9’ com características distintas daquele “matador ” a que estávamos habituados e que não fez um único remate enquadrado ao longo deste Mundial (Giroud). Uma equipa que, sem extremos puros, conseguiu sempre dar largura ao seu jogo. Uma equipa que, sem um elemento puro nas costas do avançado, colocava sempre duas ou três unidades em zonas de finalização. Com métodos, ideias e filosofias distintas, foi assim que Portugal foi campeão europeu. E foi aí que a França começou a ser campeã do mundo. Ah, com um pormenor igual a 1998: também aí, com Deschamps como capitão e não no banco, o ‘9’ Guivarc’h era falado por… não marcar.
O encontro começou de forma previsível mas ao mesmo tempo atípica. A França sente-se muito confortável em campo quando dá a iniciativa de jogo ao adversário mas não estaria à espera de uma versão inicial desta Croácia com zonas de pressão e linhas tão subidas como se viu. Este estilo estaria sempre dependente do critério do árbitro Néstor Pitana ao longo do jogo porque algumas faltas feitas por Modric e Rebic (que é avançado mas também o jogador com mais faltas de toda a competição, o que mostra bem essa tendência dos balcânicos), mas foi resultando ao ponto de bloquear por completo a zona de construção de Pogba, Matuidi ou Kanté, o pequeno grande guerreiro que aos 15′ tinha mais bolas perdidas do que recuperadas.
Strinic, numa boa combinação pela esquerda, demorou um segundo a mais a cruzar que foi suficiente para Mbappé conseguir cortar para canto (isso mesmo, o avançado na sua área quando ainda não tinha entrado na contrária). Perisic, após um grande passe longo de Rakitic com aquela precisão de relógio suíço com que pauta o jogo a meio-campo, recebeu mal e deixou fugir uma boa oportunidade para criar perigo. A Croácia tinha mais posse, mais domínio territorial e maior controlo; a França, a jogar pouco ou nada e sem ter sequer feito um remate, acabou por adiantar-se no marcador.
Na primeira vez que Mbappé conseguiu ganhar em velocidade pela direita e entrar na área, o cruzamento até saiu para um corte fácil de Vida, Griezmann ganhou a segunda bola – e é com estes pequenos pormenores que o avançado faz a diferença – e sofreu falta de Brozovic, num daqueles lances que não entra no raio de ação do VAR mas que podia quiçá ter sido anulado. Livre batido pelo jogador do Atl. Madrid em arco, daqueles que pedem apenas um pequeno raspão de cabeça, e desvio infeliz de Mandzukic, futuro companheiro de Ronaldo na Juventus que tinha decidido a meia-final com a Inglaterra, que esteve em dúvida para este encontro e que acabou por marcar o primeiro autogolo numa final… e da carreira (17′).
Mesmo para jogadores batidos que já viveram inúmeras experiências melhores ou piores na longa carreira como profissionais de elite, este é do tipo de lances que deixa marca. A Croácia tentou manter-se fiel aos mesmos princípios com que começara o jogo, mas o cérebro de Modric, o coração de Rakitic e o pulmão de Brozovic começaram a funcionar com complicações na ligação às unidades mais avançadas, tanto que, em alguns momentos, Mbappé conseguiu entrar no seu habitat natural com espaço a ser lançado em profundidade e só não fez mais mossa porque Vida, de carrinho, lá conseguiu evitar aquela última mudança que por norma causa acidentes no adversário. Houve pontos no ADN do conjunto de Dalic que falharam, mas nada que o golo do empate não conseguisse recuperar e também de bola parada: livre batido por Modric longo para Vrsaljko, toque de cabeça para Mandzukic que ganha a Pogba no ar, amortecimento meio atabalhoado de Vida para Perisic e trabalho na área para o remate cruzado sem hipóteses para Lloris (28′). Não foi às três tabelas, foi aos quatro toques – e resultou.
Mas esta era mesmo a tarde em que os heróis trocavam a máscara e capa pela de vilões num ápice. Aconteceu com Mandzukic, aconteceu com Perisic: na sequência de nova bola parada, o jogador do Inter cortou a bola com o braço, o jogo esteve interrompido algum tempo depois da indicação do VAR, Pitana foi confirmar à TV no relvado e assinalou mesmo grande penalidade que Griezmann, o homem infalível neste tipo de situações, transformou em 2-1 aos 38′. Pormenor: não foi por acaso que escrevemos no Observador de manhã que o resultado desta final passaria muito pelo jogador colchonero e a verdade é que, posicionamentos, decisões e jogo sem bola à parte, esteve em 13 golos nos últimos dez jogos franceses no Europeu de 2016 e no Mundial de 2018. E tudo começou num pontapé longo de Lloris e num corte para canto…
Desde 1974 que não se via uma final com três golos ao intervalo mas as partes atípicas neste encontro decisivo não ficariam por aí. Aliás, bastaram 20 minutos para cair outra referência olhando para os números das outras finais – as decisões no prolongamento ou mesmo nas grandes penalidades. E tudo porque quando as pernas estão mais pesadas, a cabeça pensa pior.
A Croácia já tinha conseguido inverter desvantagens com a Dinamarca, com a Rússia e com a Inglaterra. E entrou com essa vontade, apostando no tipo de jogo que mais incómodo causava nos sempre seguros defesas franceses: as diagonais das unidades mais avançadas, neste caso com Rebic a sair da direita para o corredor central, a receber bem um passe longo de Rakitic e a rematar forte para grande defesa de Lloris para canto (48′). Dalic fez subir as linhas, deu ainda mais a batuta de jogo a Modric (que tem pormenores de verdadeiro fora de série com a bola nos pés) e arriscou porque sabia que se colocava a jeito para tão depressa fazer o 2-2 como sofrer o 3-1, o 4-1 ou o 5-1. Ficou pelos quatro, mas foi isso que aconteceu.
Aos 59′, Pogba recuperou uma bola a uns dez metros da sua área, descaído sobre a esquerda, e lançou longo na direita para a velocidade de Mbappé (que já tinha obrigado Subasic a defesa apertada numa cavalgada que deixou Vida para trás em poucos metros). O avançado do PSG, face ao posicionamento de Strinic, acabou por temporizar, acelerou num último momento, cruzou para a área, Griezmann amorteceu e de novo Pogba, à segunda, rematou sem hipóteses para o 3-1. Pouco depois, no limite do discernimento que a Croácia ainda procurava ter, Mbappé acabou por aproveitar a passividade da defesa balcânica no ataque ao portador, puxou a culatra atrás e apontou o 4-1 quando faltavam 25 minutos para o final do encontro, tornando-se em paralelo o segundo mais novo de sempre a marcar numa final, apenas atrás de Pelé.
Lloris, com um erro de principiante a tentar fintar Mandzukic e a ver o avançado cortar a bola para dentro da baliza, ainda deu uma pequena esperança à Croácia aos 69′, mas o resultado já estava mais do que feito porque os três prolongamentos, o dia a menos de descanso e os 117 quilómetros a mais percorridos pelos jogadores de Dalic tiveram um peso determinante naquele momento em que a equipa tinha mostrado até agora ser capaz de encontrar forças onde elas já não existiam. Deschamps lançou N’Zonzi e Tolisso, trancou a “casa de máquinas” dos croatas e permitiu que os últimos minutos fossem feitos mais em festa do que outra coisa, apesar da serenidade do técnico gaulês no banco mesmo em período de descontos. Foi também com essa forma de ser que Deschamps se tornou este domingo o terceiro a ganhar o Campeonato do Mundo como jogador e treinador, a par de Zagallo e Beckenbauer. 20 anos depois, a França voltou a ser a melhor.
(in: observador.pt por Bruno Roseiro em 15.07.2018)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Origem e significado da palavra "Aritmética"


in: http://pt.nextews.com

" Conceito »  Educação»  Aritmética

Aritmética - Conceito, o que é, Significado

A aritmética é o ramo da matemática que estuda os números e as operações realizadas através da soma, subtração, multiplicação e divisão.

Do ponto de vista etimológico, a palavra aritmética vem do latim arithmetica, que por sua vez, tem origem no termo grego aritmetikos, composta pela raiz arithmos que siginifica números e pelo sufixo tiko que quer dizer ciência. Desta forma, a aritmética pode ser definida como a ciência dos números.


A aritmética no ensino


A aritmética possui um lugar fundamental no processo educativo. Normalmente, as crianças iniciam o estudo da matemática através da aritmética que é a base desenvolvida por essa ciência.


Num primeiro nível, os alunos iniciam a aprendizagem das operações mais simples e intuitivas através da soma e da subtração. Uma vez que já se tem este domínio, os alunos passam para a aprendizagem das tabelas de multiplicação e divisão.

Quando estas bases aritméticas se encontram mais sólidas é possível continuar com o ensino das disciplinas mais abstratas como a álgebra e outras de maior complexidade.

A história da aritmética

Esta ciência já era conhecida na época da pré-história, sendo aplicada por diversas comunidades em suas atividades diárias, por exemplo, na contagem dos animais para controlar a produtividade ou na medição do tempo (25000-5000 a.C).

A história enxerga o matemático Diofanto de Alejandria como o pai da aritmética, como também pai da álgebra. Durante o século II d.C. assentou as bases destas ciências que conhecemos até hoje.

Posteriormente, os hindus descobriram a existência do número zero (O) além de determinar outros valores em função da sua posição.

Estes avanços entraram na Europa através dos árabes a partir do século VIII d.c., deixando a matemática como influência capital no velho continente.

Outras culturas desenvolveram diversos sistemas numéricos, como foi o caso dos egípcios, gregos e romanos que deixaram a base do sistema decimal. Os maias também desenvolveram seu próprio sistema numérico, mas no seu caso a base era vigesimal.

Não é fácil estabelecer quando e como aconteceram os grandes avanços da aritmética, pois para os historiadores, esta ciência ocupou um lugar secundário antes de começar a era cristã. A única questão clara é que a maioria das civilizações adotou o número dez (10) como referência, provavelmente baseado no número de dedos das nossas mãos."

... Via conceitos.com: https://conceitos.com/aritmetica/

terça-feira, 10 de julho de 2018

Milagre na Tailândia- todos a salvo!

imagem in: mundoportugues.pt
Resgate terminou. Crianças e treinador a salvo
Terminou a operação de resgate. As doze crianças e o treinador foram retirados com vida da gruta
Foi esta terça-feira que os Navy Seals tailandeses conseguiram libertar todos os jovens presos na gruta de Tham Luam. E, como celebração, a equipa da marinha tailandesa publicou no Facebook uma imagem dos últimos a sair: quatro elementos, um deles médico, responsáveis pelo salvamento das 12 crianças e do treinador. São considerados heróis no mundo inteiro.
."Hooyah Hooyah Hooyah", escreveram, acrescentando que os "quatro tubarões brancos estão fora da gruta em segurança
Esta terça-feira, os Navy Seals já tinham dito que o salvamento poderia ser considerado "um milagre" ou resultado da ciência, mas que o importante é que todos estão a salvo.
Através do vidro, mas será a primeira vez, ao fim de 432 horas, que os pais das 12 crianças que ficaram presas dentro de uma gruta no norte da Tailândia, poderão ver os filhos.
Neste momento, os 13 jovens (incluindo o treinador) estão no hospital.
"Posso confirmar, de forma oficial, que os restantes rapazes foram resgatados. Os seus pais vão agora a casa tomar um banho e mudar de roupa. Poderão ver os filhos através do vidro esta noite", disse o governador demissionário da província de Chian Riang, Narongsak Osatanakorn, citado pela BBC.
Os quatro elementos da equipa de resgate já saíram da gruta, e entretanto procede-se a uma operação de limpeza para retirar os utensílios que foram deixados para trás durante o resgate dos 13 jovens tailandeses.
Aplausos, cumprimentos e um sentimento geral de alívio, foi o que aconteceu entre os voluntários junto à gruta, como descreveu o jornalista do The Guardian no local. 
No ar, o helicóptero com o último jovem resgatado da gruta de Tham Luang.
Os 12 rapazes e o treinador já foram retirados da gruta. A operação de resgate ficou concluída esta terça-feira, avança a BBC.
A equipa Seal anunciou a excelente notícia através do Facebook.
(in dn.pt 10.07.2018 by Susete Francisco e Sónia Silva)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Crianças resgatadas na Tailândia

imagem obtida in: https://byterranews.com.br

As operações de resgate das crianças e um adulto que estão enclausurados numa gruta da Tailândia foram interrompidas por volta das 19h20 (13h20 em Portugal) desta segunda-feira, avança a CNN, citando uma testemunha ocular.
As equipas de resgate deverão regressar à gruta na manhã de terça-feira, onde ainda se encontram quatro crianças e o treinador da equipa de futebol, que deverá ser o último a ser retirado da caverna. As quatro vítimas que foram retiradas ao longo do dia desta segunda-feira foram transportadas de helicóptero para a mesma unidade hospitalar que as restantes quatro crianças que já tinham sido salvas no domingo.

Quatro meninos resgatados no domingo estão de boa saúde


De acordo com as autoridades tailandesas, os quatro meninos resgatados ontem estão "com fome, mas de boa saúde" e a chuva forte que caiu durante a noite não alterou o nível da água na gruta. 

O chefe da missão de resgate, Narongsak Osottanakorn, adiantou que os quatro rapazes resgatados foram mantidos no hospital, longe da família e a realizar mais exames médicos, devido a indícios de infeções. Pela manhã desta sexta-feira, o responsável revelou que os mesmos mergulhadores que resgataram as quatro crianças este domingo regressaram à gruta para o resgate dos restantes nove sobreviventes. 

(in: record.pt 09.07.2018)