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terça-feira, 24 de junho de 2025

São João no Porto - 24 de junho

A festa popular a homenagear São João, é sempre convidativa a participar, porque aquela alegria partilhada por todos é contagiante!


Inspira-te | Inspirações Portuguesas
imagem obtida em: inspiracoesportuguesas.pt


Por todo o pais, e principalmente no Porto, a festa é "grande": sardinhas a pingar, broa, febras grelhadas...já para não falar nos manjericos espalhados em vasos por todo o lado!

E os martelinhos de São João? martelinhos de são joão de agendaculturalporto.orgmartelinhos de são joão de agendaculturalporto.orgPara darmos uma "marteladinha" na cabeça uns dos outros! 😄😄😄

Martelo de Santos Populares
imagem in mascarilha.pt


Os martelinhos de São João foram criados no ano de 1963 pelo industrial Manuel António Boaventura, da Fábrica Estrela do Paraíso, em Rio Tinto.

A criação de Manuel António Boaventura, pretendia servir de brinquedo. A ideia foi inspirada num saleiro pimenteiro que viu numa das suas viagens ao estrangeiro. O conjunto tinha o aspeto de um fole, ao qual o Boaventura juntou um apito e um cabo, com o objetivo de criar mais um brinquedo.

Na altura os estudantes procuravam um brinquedo ruidoso para celebrar na Queima da Fitas e Manuel Boaventura sugeriu o martelo. O êxito foi tal que os estudantes usaram depois no São João, o que gerou ainda mais curiosidade na população que iniciou uma tradição que se estende até aos dias de hoje.

A fábrica de plásticos Estrela do Paraíso, outrora com sede em Rio Tinto, já não está ativa desde 2012. Mas a memória mantém-se viva. Vítor Macedo, colecionador, tem consigo mais de 70 martelos de cerca de 40 modelos distintos: desde o primeiro exemplar até aos dias de hoje. Juntamente com os martelos, conserva também a origem de cada um, recordando o tempo em que os martelos eram originários apenas de fábricas portuguesas. 
pesquisa: agendaculturalporto.org

Os balões luminosos em todo o céu, deixam-nos fascinados pelos seus pontinhos vermelhos!

E o que dizer dos fogareiros a assar as sardinhas nas ruas, nos terraços das casas, a festa nas Fontainhas?

E a alegria espalhada pelas ruas, um pouco por todo o lado, com os típicos "alhos porros"? (A tradição do alho porro é anterior à era cristã. Um ritual pagão que, como muitos outros, foi “reciclado” na celebração popular do São João para venerar o solstício de verão. pesquisa no expresso.pt. por Manuela Goucha Soares, 23.06.2025 - ler artigo completo).

Bem, falando do alho porro não nos podemos esquecer de referir as brincadeiras com "as plumas" às cores e com aromas, com que os homens gostam de provocar as mulheres 😁😂😃😄😅, esfregando-as pela cara destas e nariz para os inalarem...
Plumas Boás, 1,80 mt
imagem in mistérios.pt

Vamos lá participar nesta grande festa de um santo tão popular como o São João!

VAMOS RELAXAR e esquecer o dia-a-dia que constatamos atualmente cada vez mais difícil com tantas guerras e conflitos espalhados pelo mundo inteiro!

No São João, ganhamos VIDA, retemperamos forças!

E o que dizer das quadras que aparecem escritas nos manjericos? 🤨 Principalmente, desafios entre os moços e as moças e até dos mais velhos...


12 ideias de Manjericos | quadras santos populares, pré escola, manjericão

imagem in :pt.pinterest.com

Ouvi há 2 ou 3 anos nos "discos pedidos" da Rádio Festival uma quadra "malandra" dedicada a esta festa de São João, que me deixou a rir às gargalhadas!

Aqui vai ela:

"O alho há muitos anos
No São João pintou a manta
Agora, velho e cansado
Nem com festas se alevanta" 

😁😁😁😁😁😁😂😂😂😂😂😂

Bom São João! 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

24 de junho de 2022 - Dia de São João, feriado regional - a grande festa popular da cidade do Porto

imagem in viagens.sapo.pt



Após alguma pesquisa, decidi partilhar neste meu post um pouco da história da festa popular de São João no Porto:

Encontrei em https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_de_São_João_do_Porto

O São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Verão e inicialmente tratava-se de uma festa pagã.

As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.

Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspecto fálico. Nos anos 70, nas Fontaínhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte D. Luís I. O fogo de artifício chega a durar mais de 15 minutos e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espectáculo multimédia.

Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.

Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos registos do Séc XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.

É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.

Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à actual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.

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