quinta-feira, 18 de julho de 2019

Usar o açafrão da Índia, porquê?

O açafrão-da-índia (curcuma longa), também conhecido como gengibre-amarelo, açafrão-da-terra, curcuma ou turmeric, é uma planta da família das zingiberáceas. Este pequeno arbusto trepador, nativo da floresta asiática, especialmente da índia, é amplamente cultivado em climas tropicais. A primeira referência literária desta planta data de 600a.C. Onde é descrita como uma planta corante. 

Cultivada há mais de 2000 anos, o açafrão-da-índia é uma das mais antigas especiarias orientais à qual esteve sempre associado o culto do sol. O seu uso na culinária é, actualmente, muito difundido, entrando normalmente na composição da mistura a que designamos por caril. É ainda empregue na confecção de inúmeros pratos de peixe e arroz. Uma vez que é mais barato que o açafrão e possui igualmente coloração amarela, é muitas vezes utilizado como substituto deste último como corante alimentar.
O açafrão-da-índia contém óleo essencial (3 a 5%), deve conter no mínimo 3% de derivados do dicinamoilmetano expressos em curcuminas; percentagens elevadas em cetonas sesquiterpénicas cerca de 65% (tumeronas) e o respectivo álcool, o tumerol (9%), e cerca de 25% do hidrocarboneto sesquiterpénico zingibereno; matérias corantes amarelas, 3 a 6% (curcuminóides); glúcidos e sais minerais.
Esta planta é tradicionalmente utilizada pelas milenares medicinas ayurvédica e chinesa, devido às suas acções antidispéptica (atenua dor e sensação desagradável relacionada com a função digestiva), carminativa (atenua o desenvolvimento de gases intestinais), colerética (aumenta a secreção de bílis), espasmolítica (inibe os espasmos musculares) e hepatoprotectora. 

Actualmente, o seu uso é indicado como eupéptico (auxílio ao processo digestivo), estimulante das secreções digestivas e carminativo nas disquinesias hepatobiliares, hepatites e cólicas gastrointestinais. São-lhe ainda atribuídas propriedades antiagregante plaquetária e antioxidante, estando também descritos benefícios da sua administração na prevenção de hiperlipidemias (níveis sanguíneos elevados de colesterol e triglicéridos), arteriosclerose e tromboembolias. 

Alguns estudos sugerem uma acção antimutagénica associada aos seus compostos activos. Estes estudos não são, no entanto, suficientes para que se afirme, neste momento, qualquer acção anticancerígena da planta. Mais recentemente, têm sido realizados alguns estudos acerca das suas propriedades anti-inflamatórias, cujas conclusões permitem a sua inclusão em diversos suplementos alimentares indicados como coadjuvantes no tratamento de artrites e de outras condições inflamatórias do foro reumatológico, com resultados francamente positivos.
Externamente, algumas preparações cosméticas à base de açafrão-da-índia são tradicionalmente aplicadas em infecções e eczemas.
Relativamente às apresentações dos suplementos contendo açafrão-da-índia, o seu uso interno deverá ocorrer na dose média diária de 1,5 a 3g, normalmente sob a forma de extracto seco 5:1 em cápsulas, após as refeições principais.


Apesar dos benefícios que estão associados ao seu consumo, o uso de açafrão-da-índia está, no entanto, contra-indicado em caso de obstrução das vias biliares, devendo ocorrer especial atenção no que à suplementação contínua diz respeito, já que esta poderá ser responsável por algum desconforto gástrico. Para o evitar, procure realizar a toma de suplementos à base de açafrão-da-índia às refeições.


Quer seja em preparações culinárias ou sob a forma de suplemento alimentar, inclua o açafrão-da-índia no seu quotidiano e desfrute ao máximo dos efeitos positivos que este apresenta sobre a sua saúde. (in celeiro.pt)

terça-feira, 16 de julho de 2019

Aprender a bordar à mão (1)

O verão é mais convidativo e mais motivante para se aprender a bordar, pois além de ser uma altura de maior descontração, também há mais tempos livres, por causa das férias.

Quase sempre cheias de luminosidade, as férias trazem-nos momentos pela frente em que se proporciona aprender algo de novo, entretendo-nos  com uma nova atividade.

Para quem gostar, é uma boa oportunidade de "meter mãos à obra"!




sábado, 13 de julho de 2019

Meditações do Imperador Romano Marco Aurélio

"Não há felicidade que provenha de não saber o que vai na alma dos outros; mas se não prestamos atenção aos movimentos da nossa alma, a infelicidade é certa."


in bertrand.pt

"Nunca esquecer estas coisas:

  • A natureza do mundo
  • A tua natureza 
  • Como te identificas com o mundo 
  • Qual a fração dele que ocupas
  • Que és parte da natureza e que ninguém pode impedir-te de falar e agir sempre em harmonia com ela"

in wook.pt

quarta-feira, 10 de julho de 2019

10 de julho - Dia Mundial da Pizza

"Dia Mundial da Pizza comemora-se a 10 de julho.
A data celebra uma das mais adoradas invenções culinárias da história da humanidade: a pizza.
Para celebrar devidamente o dia é necessário comer nem que seja só uma fatia de pizza. Para os mais arrojados, recomenda-se experimentar um rodízio de pizza.
A data surgiu no Brasil, mas em Portugal também se festeja a data, com algumas pizzarias a colocarem os seus pratos a preços especiais neste dia.
Dia da Pizza

Origem da Pizza

Acredita-se que a pizza terá surgido com os egípcios há mais de 5 mil anos, pois foram estes os primeiros a misturar farinha com água e assá-los em fornos rústicos.
A massa era apelidada de "pão de abraão" e tinha o nome de “píscea”. Os fenícios acrescentavam carne e cebola ao pão, mas foram os italianos que adicionaram tomate, ervas regionais e azeite de oliva à receita, e que tornaram o alimento popular, depois deste chegar ao porto de Nápoles.
Na sua origem era um prato fechado, tal como o calzone e ficou conhecido por matar a fome aos pobres no sul de Itália.

Sabia que?

  • A maior pizza do mundo foi feita em Itália, com 40 metros de diâmetro. Recebeu o nome de “Ottavia” em honra ao primeiro imperador romano.
  • A primeira pizzaria de que se tem registo é a Port'Alba em Nápoles (criada em 1738). Ela juntava artistas famosos da época, como por exemplo Alexandre Dumas.
  • Os maiores consumidores de pizza são os norte-americanos e os brasileiros."

terça-feira, 9 de julho de 2019

O Presidente Russo, Vladimir Putin, foi mesmo visitar o Papa?

Putin tinha um objetivo em vista ao visitar a Itália.

E concretizou-o...





O principal objectivo da visita do senhor do Kremlin a Roma 


não foi o encontro com o Papa, mas sim com os dirigentes 

italianos que, com a sua política, visam minar a já fraca 

unidade europeia.


O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve em visita oficial a Itália e aproveitou a oportunidade para visitar o Papa Francisco, mas o objectivo principal da viagem foi encontrar-se com os seus amigos de extrema-direita que governam aquele país. A ida à Santa Sé não passou de um encontro protocolar.

Em termos de protocolo, não obstante o encontro do Papa ser o primeiro da lista de encontros em Roma, o dirigente russo atrasou-se mais uma vez para o encontro com o Papa no Vaticano. Já não foi mais de uma hora como na vez passada, em 2015, mas “apenas” meia hora.

Em 1935, numa conversa entre José Estaline e o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Pierre Laval, realizada pouco depois da Alemanha restabelecer as suas forças aéreas e implementar o serviço militar obrigatório, o ditador soviético perguntou-lhe de quantas divisões militar dispunha a França e, depois da resposta a essa pergunta, Laval deu-lhe a entender que o alívio da situação dos católicos na União Soviética, onde eram ferozmente perseguidos, poderia contribuir para o melhoramento das relações entre a Santa Sé e a URSS. Foi então que Estaline fez uma das suas famosas perguntas: e quantas divisões militares tem o Papa?

Longe de querer comparar Putin a Estaline, será que o actual dirigente russo não compreende a influência do Papa no mundo ou pensa que está mesmo a construir “Moscovo – Terceira Roma” ou a “salvar a Humanidade do Anticristo”, como afirmam alguns teorizadores do “messianismo russo”?

Desta vez, Vladimir Putin não convidou Francisco I para visitar a Rússia, embora o Santo Padre tenha expresso esse desejo na sua visita à Bulgária, em Maio passado, país também cristão ortodoxo. Já podia parecer feio. Os dirigentes soviéticos e russos, desde Gorbatchov ao actual, passando por Boris Ieltsin, fizeram esse convite a vários Papas quando visitaram o Vaticano, mas nenhuma foi realizada devido à oposição da hierarquia da Igreja Ortodoxa da Rússia, a maioria da qual continua a olhar para os católicos como “hereges”.

No caso de Putin, a questão é ainda mais delicada porque já se encontrou duas vezes com João Paulo II, uma com Bento XVI e duas com Francisco.

Em nome da Igreja Ortodoxa Russa, Vladimir Legoyda reagiu da forma mais diplomática possível ao encontro: “Sabemos também que o Vaticano e a Rússia têm posições semelhantes quanto a numerosas questões da política internacional, consideram importante o apoio aos valores tradicionais como o casamento e a família, a defesa dos direitos dos cristãos nas regiões onde são perseguidos. Por isso, este encontro é incondicionalmente importante e útil”, frisou o sacerdote ortodoxo.

No entanto, ele frisou que “vale apenas lembrar uma vez mais que a Santa Sé é uma formação muito semelhante, pelo seu estatuto, a um Estado: participa em acordos e organizações internacionais, tem representações em muitos Estados. Por isso o encontro do Presidente da Rússia e do Papa Francisco foi um encontro que, pela sua natureza, tem um carácter inter-estatal, se quiserem, secular”.

Há alguns círculos na Igreja Católica Apostólica Romana que veem o combate pelos valores tradicionais uma das plataformas para uma aproximação e até união num futuro longínquo com a Igreja Ortodoxa Russa, mas não tenham muitas ilusões, pois o catolicismo é uma das componentes do anti-ocidentalismo pregado pela propaganda russa. Poderão ter algumas esperanças os católicos tradicionalistas que defendem o regresso da Igreja Católica ao período anterior ao Concílio Vaticano II.

Não se pode esquecer também que o Papa Francisco e Vladimir Putin têm ideias opostas em questões como a dos imigrantes. Apresentando-se como defensor dos cristãos nos países onde são perseguidos, e aqui tem-se em vista principalmente a Síria e a Ucrânia, o dirigente russo, ao contrário do Santo Padre, critica a Ângela Merkel pela sua política de acolhimento dos refugiados.

É difícil acreditar numa coincidência de posições entre o Papa e Putin também nos métodos necessários para defender os direitos humanos e a justiça social.

Por conseguinte, o principal objectivo da visita do senhor do Kremlin não foi o encontro com o Papa, mas com os dirigentes italianos que, com a sua política, visam minar a já fraca unidade europeia. Giuseppe Conte dirige um governo apoiado pela extrema-direita e do qual faz parte um dos amigos de Putin: Matteo Salvini. Eles defendem, por exemplo, o levantamento das sanções económicas que foram impostas pela União Europeia à Rússia depois desta última ter ocupado a Crimeia em 2014.

E claro que Putin não poderia deixar de se encontrar com o seu amigo de velha data: Silvio Berlusconi. Bem diz o ditado: “diz-me com quem andas, digo-te quem és”. (por José Milhazes, a 07.07.2019, no observador.pt)

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Palácio Nacional de Mafra e Bom Jesus de Braga são Património Mundial Da Unesco

Estes dois monumentos portugueses, dos quais tanto nos orgulhamos, foram distinguidos este domingo durante a reunião do comité da Unesco, realizada em Baku (Azerbaijão). 

No território nacional são já 17 os locais classificados.