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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Estados Unidos e Ucrânia: será desta vez que avança um acordo?

Ucrânia e EUA chegam a acordo sobre minerais, segundo funcionários  ucranianos | Euronews
in pt.euronews.com


Fiquei satisfeita em ter lido há dias, por alturas das exéquias do Papa Francisco, que Trump e Zelensky tinham encontrado forma de dialogarem tranquilamente, dentro do Vaticano.

Todos conhecemos a situação Ucrânia/Rússia.

Será que vai haver "fumo branco" saído  das conversações entre estes dois dirigentes, na tentativa de encontrarem uma solução para um problema gravíssimo que está a afetar o mundo inteiro?

Notícias frescas sobre este tema, após uma pesquisa minha:



Os Estados Unidos e a Ucrânia anunciaram na quarta-feira um acordo económico, após pressões de Donald Trump para a Ucrânia compensar Washington pela assistência militar e financeira.


Washington e Kiev assinaram na quarta-feira um acordo que concede aos Estados Unidos acesso aos vastos recursos minerais de terras raras da Ucrânia. Um acordo que estava em construção há meses e que pode assegurar a continuação do apoio militar a Kiev. 

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, disse na quarta-feira ter assinado, em nome do Governo, um documento que cria o Fundo de Investimento para a Reconstrução EUA-Ucrânia. O acordo visa criar um ambiente que promova um maior crescimento económico para ambos os países.

"Juntamente com os Estados Unidos, estamos a criar o Fundo que vai atrair investimentos globais para o nosso país", escreveu Yulia Svyrydenko no X.

O acordo tem muitas variáveis, que Svyrydenko detalhou numa longa sequência de publicações..

Todos os recursos, tanto terrestres como marítimos, no que é definido como território da Ucrânia vão permanecer sob controlo e propriedade ucranianos.

Kiev também se reserva o direito de determinar o que e onde extrair, sublinhando que o subsolo continua a ser propriedade do Estado, um termo consagrado no acordo.

O fundo vai ser criado numa base de 50-50 e vai ser gerido conjuntamente pela Ucrânia e pelos Estados Unidos. Nenhuma das partes vai ter um voto maioritário, refletindo uma parceria igualitária baseada no ganho mútuo, cooperação e respeito.

O acordo não impõe quaisquer alterações na classificação dos registos legais das empresas. As empresas públicas, como a Ukrnafta e a Energoatom, vão continuar a ser propriedade do Estado.

O documento também não menciona quaisquer obrigações financeiras da Ucrânia para com os Estados Unidos.

O acordo surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter desistido de insistir que o acordo reembolsasse Washington dos milhares de milhões de dólares de ajuda já entregue desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, saudou a conquista, chamando-a de um sucesso, já que Trump havia exigido anteriormente o equivalente a 500 mil milhões de dólares (442 mil milhões de euros) das receitas das terras raras como reembolsoA implementação do acordo vai permitir o aumento do potencial económico dos dois países através da cooperação conjunta.

Não interferir com a integração na União Europeia

O acordo está em conformidade com a Constituição da Ucrânia e não altera o percurso de integração europeia. O documento é coerente com a legislação nacional e não contradiz nenhuma das obrigações internacionais da Ucrânia.

Kiev espera que o acordo assinale a outros países que a Ucrânia é um ator global fiável e realce a intenção de cooperar com os parceiros e de estabelecer acordos a longo prazo para as próximas décadas.

Metade dos fundos provenientes de novas licenças para projetos no domínio dos materiais críticos e do petróleo e gás vão ser transferidos para o orçamento após a criação do fundo.

As receitas de projetos já em curso ou as receitas orçamentadas não estão incluídas no fundo.

O acordo também obriga Washington a ajudar Kiev a atrair mais investimento e tecnologia. O fundo vai ser diretamente apoiado pelo Governo dos Estados Unidos através da U.S. International Development Finance Corporation (DFC).

A DFC vai ajudar a atrair novos investimentos e tecnologias de empresas e fundos dos Estados Unidos e da União Europeia, bem como de outros países que apoiem a luta de Kiev contra Moscovo.

A tecnologia foi sublinhada como uma componente importante do acordo, uma vez que a Ucrânia considera importante assegurar não só o capital, mas também a inovação.

O rendimento gerado pelo Fundo não vai ser tributado

O rendimento e as contribuições do Fundo não vão ser tributados nem nos Estados Unidos nem na Ucrânia, de modo a que os investimentos produzam os melhores resultados possíveis para ambas as partes.

Ambos os países vão contribuírem partes iguais para o fundo. Svyrydenko afirma que, para além dos fundos diretos, Washington pode optar por fornecer mais apoio sob a forma de armas, tais como sistemas de defesa aérea.

Kiev também vai fazer a sua parte e retribuirá, para além dos 50% acordados, as receitas geradas por novas rendas e licenças, se tal for considerado necessário.O fundo comum vai investir o capital em projetos de recursos minerais e naturais, bem como noutras infraestruturas relacionadas. 

Os projetos de investimento específicos vão ser decididos conjuntamente pela Ucrânia e pelos Estados Unidos. O acordo estipula, no entanto, que esses investimentos devem ser efetuados exclusivamente na Ucrânia.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse num vídeo publicado no X que "esta parceria permite aos Estados Unidos investir ao lado da Ucrânia, desbloquear os ativos de crescimento da Ucrânia, mobilizar talentos americanos, capital e normas de governação que vão melhorar o clima de investimento da Ucrânia e acelerar a recuperação económica da Ucrânia".

Ambos os países afirmam que o acordo foi concebido para ser um investimento conjunto a longo prazo, planeado para durar décadas.


in pt.euronews.com.    DE: Malek Fouda. 01.05.25

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Japão - a imagem que se tornou um símbolo de unidade e força (1945)!

imagem encontrada no YouTube, YouTube.com


Foi com forte emoção que recebi esta imagem enviada por uma amiga minha, via WhatsApp, e assim legendada:

No Japão durante a guerra, este garoto carregava o seu irmão morto nas costas para enterrar.
Um soldado reparou nele e pediu para ele jogar essa criança morta, para ele não se cansar.
O menino respondeu: 'Não é pesado, é meu irmão!'
O soldado entendeu e caiu em choro.
Desde então, essa imagem se tornou um símbolo de unidade no Japão.

👉 Que este seja o nosso lema: "Não é pesado. Ele é meu irmão...Ela é minha irmã."
Se ele cair, levante-o!
Mesmo que você se canse, ajude-o. E se ele cometer um erro, perdoe-o. E se o mundo o abandonar, leve-o sobre suas costas, porque não é pesado, ele é seu irmão...
(este texto está  escrito em português do Brasil)

Procurei a fonte na Net e acabei por encontrá-la no YouTube:

Publicação da nossa História em imagens - YouTube:

A HISTÓRIA DA FOTO DO MENINO DE NAGAZAKI 

A foto do Menino carregando seu irmão morto nas costas após o lançamento das bombas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, é uma das imagens mais chocantes e reveladoras dos horrores após o fim da Segunda Guerra Mundial. A foto mostra um menino, com 9 anos de idade, esperando sua vez para fazer a cremação de seu irmão morto, de 5 anos, que carregava nas costas. Segundo o fotógrafo, o menino mordia tão forte os lábios para não chorar que chegou a sair sangue da sua boca. Até hoje a identidade do menino não foi encontrada e atualmente, a foto é usada no Japão como símbolo de força. 

(Fonte: YouTube.com)

Como é óbvio, as guerras acarretam sempre consigo muita dor, tristeza, destruição e danos irreparáveis nos seres humanos e na vida dos países; há muita gente inocente que morre, por causa dos interesses entre eles.

Era bom que refletíssemos muito a sério sobre este tema e como encaramos a nossa relação do "eu" com o "outro", no dia a dia ...

Que as guerras que já houve no passado nos sirvam de lição!

É imperativo que leiamos mais sobre essas guerras e que conheçamos melhor o que as pessoas viveram e sofreram nesse passado ...

Pensando bem: A História não está a repetir-se?

Não tenhamos dúvidas que sim,  tal é o número de guerras que, atualmente, se estão a espalhar por esse mundo fora... 

Olhando de  novo para a foto e legenda e depois de conhecer a verdadeira história do mnino, ocorre-me o seguinte pensamento: 

"Não tenhamos dúvidas que A UNIÃO FAZ A FORÇA"!