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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Dia do Trabalhador festeja-se no primeiro dia de maio


imagem in www.wincalendar.com


Hoje, dia 1 de maio, festejamos o O Dia do Trabalhador.

Mas sabemos porquê? 

Partilho, a partir de um artigo do expresso.pt a verdadeira história sobre este dia.

O Primeiro de maio de 1974 é, para muitos, a primeira e inesquecível manifestação pública, coletiva e popular da liberdade inaugurada pela revolução do 25 de abril. Mas a primeira celebração do dia internacional pela luta dos direitos dos trabalhadores começou a realizar-se, em Lisboa, logo em 1890, ao mesmo tempo que muitas outras grandes cidades do mundo adotavam a resolução do Congresso Internacional de Paris de 1889. 

A data visava trazer á memória os acontecimentos da revolta de Haymarket, ocorrida 3 anos antes, em que uma greve geral em luta pelos 8 horas de trabalho diário resultou na morte, e posterior enforcamento, dos chamados ‘mártires de Chicago’.

Perante a desconfiança das autoridades políticas e policiais da época, o primeiro dia de maio de 1890 contou com a presença de um verdadeiro “exército operário”, uma imensa população de lisboetas, alguns recém-chegados de outras zonas do País, que vivia amontoada em pátios e vilas operárias sem quaisquer condições de salubridade. 

O cortejo de 1 de maio de 1890 reuniu-se na então recém inaugurada praça dos Restauradores e percorreu algumas das principais avenidas da capital – desde logo, a da Liberdade – território por excelência da Lisboa burguesa, em direção ao insólito destino do cemitério dos Prazeres, para homenagear o 'apostolo' José Fontana, falecido em 1876.

Entre as reivindicações estavam a redução de horários de trabalho (que chegavam, por vezes, às 14 ou mesmo 16 horas de trabalho), e a exigência de uma legislação laboral, que disciplinasse o trabalho noturno, feminino e dos menores.

Pela primeira vez, a população operária de Lisboa era vista e escutada, de forma organizada, numa festa de “luta e de luto”, que ao longo das décadas seguintes teve altos e baixos, mas que nem os 48 anos de ditadura, instituída em 1926 – há exatamente 100 anos –, e depois o Estado Novo, conseguiriam, na totalidade, silenciar.

Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Ana Alcântara sobre o primeiro Primeiro de maio da História.

Histórias de Lisboa é um podcast semanal do jornalista da SIC Miguel Franco de Andrade com sonoplastia de Salomé Rita e genérico de Nuno Rosa e Maria Antónia Mendes. A capa é de Tiago Pereira Santos em azulejo da cozinha do Museu da Cidade - Palácio Pimenta.

( seguir no Instagram em histórias. de. lisboa. )

FONTE: expresso.pt

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Os protestos contra o governo no Brasil - O caos que se instalou na capital

Protestos, tumultos e ataques que mudaram o curso da História
imagem in https://br.starsinsider.com/lifestyle


Protestos contra o governo brasileiro sob investigação

Brasília, a capital do Brasil, transformou-se numa cena de crime, depois dos protestos contra o governo que culminaram com a invasão de edifícios públicos no domingo passado.

A polícia andou à procura de provas no interior do Supremo Tribunal do Brasil e estão em curso várias investigações para apurar responsabilidades pelos acontecimentos que abalaram o país.

Acredita-se que os apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se recusam reconhecer os resultados das eleições, estejam nos bastidores do caos. Mas algumas pessoas estão cépticas e falam em "mentiras" transmitidas pelos meios de comunicação social.

Desta vez, 1500 pessoas foram detidas e muitas permanecem sob custódia policial. As autoridades têm 5 dias para avançar com as acusações. 

Apoiantes de Lula da Silva e membros dos antigos governos do Partido dos Trabalhadores afirmam categoricamente que os manifestantes tentaram espalhar o caos e desencadear uma intervenção militar, e que são a maior ameaça à democracia do país.

Vai demorar algum tempo até que as autoridades e o povo brasileiro consigam processar os acontecimentos. Mas podem não ter esse tempo - porque foram convocadas mais manifestações anti-governamentais para esta semana.

(in pt.euronews.com)