quarta-feira, 13 de julho de 2016

Campeonato da Europa de Hóquei: os portugueses em grande forma!

in: desporto.sapo.pt

"Goleada no fecho da fase de grupos

Quarta-feira, 13 de julho de 2016
Já com o primeiro lugar do grupo B assegurado, Portugal goleou a Áustria no encerramento da fase de grupos.
Ainda que antevendo-se um jogo fácil, Portugal não facilitou e, aos dois minutos, Rafa inaugurou o marcador. A pressionar e a privilegiar o jogo colectivo, a formação de Luís Sénica não levantou o pé e chegou ao intervalo a vencer por 8-0, com seis jogadores diferentes a marcar (apenas Reinaldo Ventura e João Rodrigues bisaram).
Na segunda parte, novamente com Rafa a dar o mote, os portugueses construíram a maior goleada deste Europeu, terminando com 14-1 e superando os 12-0 com que a Espanha vencera esta mesma selecção austríaca. 
Gonçalo Alves esteve em particular destaque na concretização, juntando mais três golos na segunda parte ao tento que apontara na primeira.
Nota nos derradeiros cinco minutos para o tento de honra da Áustria, equipa treinada pelo português João Meireles, conseguido por Robin Wolf e merecedor de um grande aplauso do público do Dr. Salvador Machado.
Portugal alinhou com Nelson Filipe (gr), Henrique Magalhães, Rafa (3), Reinaldo Ventura (2) e Gonçalo Alves (4) - cinco inicial - Diogo Rafael (1), João Rodrigues (2), Ricardo Barreiros (2) e Hélder Nunes.
1-0 Rafa, 2-0 Diogo Rafael, 3-0 Gonçalo Alves, 4-0 Reinaldo Ventura, 5-0 João Rodrigues, 6-0 Ricardo Barreiros, 7-0 Reinaldo Ventura, 8-0 João Rodrigues - intervalo - 9-0 Rafa, 10-0 Ricardo Barreiros, 11-0 Gonçalo Alves, 12-0 Rafa, 12-1 Robin Wolf (AUS), 13-1 Gonçalo Alves, 14-1 Gonçalo Alves

Quartos-de-final (quinta-feira, 14 de Julho)

16h | França - Suíça
18h | Itália - Áustria
20h | Alemanha - Espanha
22h | Inglaterra - Portugal
Caso vença a Inglaterra, Portugal disputa o acesso à final na sexta-feira com o vencedor do duelo entre França e Suíça.

Diário da Selecção, por Reinaldo Ventura"


in: fpp.pt

terça-feira, 12 de julho de 2016

O talento da Seleção Portuguesa


www.goal.com 
Estamos todos ainda muito eufóricos com a vitória da nossa Seleção. 

Toda a imprensa refere o acontecimento que nos tem enchido a alma, da maneira mais encantatória que nos é possível conceber.

Mas há um artigo de opinião, escrito pela Laurinda Alves, que me deixou deveras emocionada, pois consegue, como ninguém, resumir o que os portugueses sentem num momento como este. Di-lo num estilo simples, exprimindo o seu sentimento em relação aos nossos "heróis"; e  de tal modo que, quando o lemos, nos identificamos logo com o seu sentir, que, no fundo, é igual ao nosso - de grande orgulho pelo feito obtido e que foi resultado da união demonstrada por todos os nossos jogadores, bem "orquestrados" pelo seu grande Selecionador Fernando Santos!

"A nova parábola dos talentos", é um artigo de opinião escrito por Laurinda Alves, a 12/7/2016, no observador.pt e que aqui quero partilhar:


"Mesmo os cépticos militantes e os cínicos mais incorrigíveis sabem que nestes momentos há uma matemática infalível: a da confiança que gera sempre mais confiança. Foi essa a lição de Fernando Santos.


E agora, que já todos conseguimos dormir umas horas seguidas, e os 23 rapazes mais o seu Mister também já voltaram a pousar a cabeça nas suas almofadas, depois de tocarem o céu e atravessarem oceanos de multidões dentro e fora dos estádios, agora sim, estamos em condições de retomar certas rotinas com mais alegria e confiança.


A vitória da Selecção não resolve nenhum dos nossos problemas, é certo, mas ajuda-nos a viver. Nem sabemos exactamente de que forma nos ajuda a enfrentar a vida, só sabemos que esta grande vitória nos resgata para o dia-a-dia tantas vezes previsível e chato. Faz-nos mais leves e torna-nos mais unidos, mesmo que a união seja efémera, e ao fim do dia cada um vá para seu lado. Acredito que hoje todos voltamos a ser quem éramos, excepto na alegria. E numa certa leveza.


Falo do alívio que resulta de não termos perdido perante adversários tão arrogantes e territoriais como os franceses. É impossível ser insensível à absurda presunção de superioridade de comentadores obliterados pelos nervos das vésperas da grande final. O alívio também nasce da certeza de que a vida nem sempre é justa e raras vezes evolui numa lógica de merecimento. Merecíamos ganhar, mas podia não ter acontecido. A bola podia não ter batido na trave. Mais, podíamos ter quebrado quando Payet tentou e conseguiu derrubar Ronaldo. Podíamos ter ficado derrotados logo ali, podíamos ter-nos revoltado, redobrado a agressividade ou, até, termos ficado para sempre desorganizados. Aquilo que aparentemente nos fragilizaria, foi o que nos tornou mais fortes.


Sei, e sabemos todos, de equipas inteiras que não teriam sobrevivido a uma baixa tão colossal como a saída do Cristiano Ronaldo, a pouco mais de vinte minutos de jogo. O alívio que gera leveza, emoções transbordantes e certezas crescentes é este mesmo, de sabermos tudo o que nos podia ter acontecido por sucessivos cúmulos de azar, mas felizmente não aconteceu. Tudo graças a uma incrível união que gerou uma incrível força. E, claro, porque felizmente o Éder estava lá e tinha a crença de que faria o golo. E tal como disse Pepe, ‘man of the match’, na sua entrevista final: “Deus só dá grandes batalhas aos grandes soldados”.


A Taça é nossa e foi inteiramente merecida. Desejada e sonhada, foi ganha com lucidez e garra, esforço e sacrifício, inteligência e humildade. Nunca será demais sublinhar a humildade inteligente dos jogadores e do Selecionador, aliás. A mim enche-me de orgulho esta atitude de uns e outros, pois detestaria torcer por uma selecção que não soubesse estar à altura dos acontecimentos. Custa sempre ver uma falta grave não assinalada, especialmente quando arruma com um grande jogador prévia e oficialmente proclamado como ‘alvo a abater’. Mas custar-me-ia ainda mais se os nossos jogadores tivessem optado por retaliar, se tivessem desatado a jogar numa lógica ‘olho-por-olho’ ou tivessem perdido a cabeça, pois na verdade perderam o seu maior general na batalha mais decisiva da campanha.


Gosto de gente de coração inteligente. Nunca ninguém nos pediu nem pedirá para sermos bons e parvos, muito pelo contrário! Do outro lado do campo havia jogadores apostados em derrubar a qualquer preço, mas deste lado todos se aguentaram nos embates e todos tiveram tamanho para os adversários. Dá gosto perceber a estatura moral dos homens, quando são postos à prova. E Ronaldo foi atingido no joelho mas não na alma. Assim como Éder, o novo herói galáctico, também não se deixou vencer por comentários daninhos e alcunhas feias. Ou Fernando Santos não perdeu o nervo nem deixou de defender cada um dos seus jogadores do primeiro ao último dia. E por aí adiante, porque cada jogador deu realmente o seu melhor e foi isso que festejamos torrencialmente na noite de domingo, foi isso que continuamos a celebrar massivamente durante todo o dia de ontem e é isso que mantém o nosso coração em festa hoje.


Fernando Santos impressiona pela fortaleza de carácter e pela convicção de aço. Lúcido e discernido, manteve a palavra até ao fim. Livre, muito livre na sua fé, não desperdiçou nem um segundo a disparar argumentos ou tácticas contra trincheiras inimigas. Fez o seu silêncio interior diário de reflexão, oração e comunhão para poder focar no seu círculo (ou perímetro, como tanto gostam de dizer os comentadores desportivos), mantendo-se firme na aposta de multiplicar os talentos dos homens que escolheu. Assim como o fiel jardineiro dobra os joelhos sobre a terra para a cuidar e adubar, também Fernando Santos cultivou pacientemente nos seus rapazes a confiança, a coesão e a união.


Presumo que mesmo os cépticos militantes e os cínicos mais incorrigíveis sabem que nestes momentos há uma matemática infalível: a da confiança que gera sempre mais confiança. Foi essa a lição de Fernando Santos, o homem que sabe que o fundamental não é cada homem acreditar em Deus, mas cair na conta de que Deus acredita em cada homem. Santos esforçou-se por traduzir esta verdade bíblica à letra e conseguiu. Não fingiu ser Deus, mas agiu à maneira de Deus: acreditou profunda e radicalmente em cada um dos seus eleitos. E transformou o tempo do Europeu num tempo de oportunidades. Sem queixas nem lamentos, sem acusações nem censuras, juntou as pedras que outros foram atirando e colocou-as longe do caminho.


O tempo do Europeu não era apenas um tempo de competição e rivalidades. Fernando Santos sabia isso e agiu em conformidade. Tratava-se de trabalhar muitas outras coisas ao mesmo tempo na equipa, mas também nos portugueses: projectar confiança, trabalhar a competência, conter os excessos da agressividade, combater o negativismo, elevar o moral de uma nação inteira, reforçar a união e … fazer a força. Na terminologia cristã, tão cara a Fernando Santos, este tempo serviu para juntar pedras e fazê-las desaparecer, pois foram lançadas pedras suficientes e este era, para ele, o tempo de nos aproximarmos, de criarmos união e proximidade.


Numa era de excessos e provocações, num mundo de “irracionalismo, relativismo pós-modernista e fundamentalismo religioso”, para usar as palavras de Bento XVI, na célebre conferência de Regensburg, não é fácil ser cristão e começar um discurso final, transmitido à escala planetária, por agradecer a Deus. Fernando Santos começou e acabou a falar de um Deus que lhe pede para pôr os seus talentos a render ao serviço dos outros, mas também para multiplicar os talentos dos que estão à sua volta. E deu a entender que é a centralidade de Deus na sua vida que gera nele a urgência de fazer mais e melhor. A sua missão foi conduzir a Selecção (e todos os portugueses!) à vitória, mas não se esgota aqui. Fernando Santos trouxe muito mais que uma Taça para casa. Encheu-nos de certezas sobre as nossas capacidades, fez-nos transbordar de emoção e orgulho, mas também nos deixa agora a responsabilidade individual de não deixarmos que outros nos derrubem. Ou pior, que nos tornem duros como pedras por frustrações, desavenças, desilusões mútuas ou ofensas não perdoadas.


O rastilho da alegria que explodiu no domingo e mantém o país em festa desde o fabuloso petardo de Éder, não se pode apagar. Cabe a cada um de nós tentar manter a chama acesa, pois graças a esta vitória milhões de portugueses espalhados pelo mundo acordam e adormecem mais felizes e, acima de tudo, mais confiantes nas suas capacidades. E muitos milhares de emigrantes chegam aos seus empregos mais orgulhosos da sua identidade.


No final da campanha, podemos dizer deste Fernando o que o seu homónimo poeta escreveu na Mensagem:


Cheio de Deus, não temo o que virá,

Pois, venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma"




Simplesmente fabuloso, este artigo!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Portugal, campeão do europeu de futebol, gera impacto económico

As notícias são boas de se ler: neste Euro 2016, houve um alargamento para 24 equipas, realizaram-se 51 jogos, enquanto que há quatro anos se realizaram apenas 31. 

Mas vejamos o que nos diz este artigo:

"Portugal campeão europeu gera impacto económico de 610 milhões

O Campeonato da Europa de futebol, que ontem terminou em França, exerce impacto na economia portuguesa de 609 milhões de euros, segundo estudo realizado pelo IPAM para o Diário Económico.
imagem de Pedro Nunes / Reuters
No documento, refere-se que só a presença na fase de grupos assegurou logo um impacto económico de 438 milhões. E acrescenta-se: "Apesar de este cenário se traduzir num insucesso desportivo na competição, a simples participação neste evento resulta em impactos económicos muito fortes: cerca de 110 milhões durante a fase de estágio e 167 milhões pela participação nos três jogos da fase de grupos."
O sucesso resulta num impacto de 609 milhões em função de "receitas que irão beneficiar diferentes sectores de actividade como as federações, agências de publicidade, agências de meios, empresas de 'catering', transportes, hotelaria, cafés, restaurantes, segurança, limpeza, polícia, empresas de apostas, jornais, canais de televisão, rádio, gasolineiras, marcas desportivas,cervejeiras, hipermercados, entregas de comida ao domicílio, tabaqueiras, agências de viagens e hotelaria entre muitos outros".
Comparando com o relatório relativo ao Europeu de 2012, na Ucrânia e na Polónia, regista-se uma evolução: há quatro anos, com menos equipas presentes na fase final, o apuramento com eliminação na fase de grupos equivalia a 420 milhões de euros, enquanto uma vitória na competição possibilitava chegar aos 551 milhões.
Segundo o IPAM, "a UEFA espera gerar receitas de 500 milhões de euros no Euro 2016, enquanto que o Euro 2012 obteve perto de 300 milhões. Este Europeu apresenta algumas mudanças no formato, nomeadamente o alargamento para 24 equipas. Assim realizaram-se 51 jogos ao contrário dos 31 no Europeu de há quatro anos"."
in: economico.sapo.pt

domingo, 10 de julho de 2016

Portugal acaba de se sagrar Campeão do Euro 2016! Parabéns!


"10.07.2016  22:32 

Portugal é campeão europeu 
Seleção nacional derrotou a 
França por 1-0, com golo de 
Éder já no prolongamento. 

Por Leonel Lopes Gomes 


Heróis do mar, nobre povo, 

nação valente e imortal. 

Jogadores fizeram jus ao hino e foram estóicos. 

Portugal, entre ventos e marés, sagrou-se neste domingo, 
pela primeira vez, campeão europeu de futebol. 
Decorria o minuto 109 do prolongamento quando milhões 
de portugueses explodiram de contentamento, num 
grito de alegria que ecoou pelos quatro cantos do 
mundo. 

Éder, o mal-amado, o patinho feio, vestiu a pele de herói 

nacional e desbravou o caminho para o título que 
escapou há 12 anos na tragédia grega no Estádio da Luz.
avançado do Lille que aguentou a pressão de Koscielny, 
galgou alguns metros, com uma diagonal, e do meio da 
rua desferiu um míssil que bateu Lloris e abriu as portas 
da eternidade. 

Num jogo com contornos épicos, a turma das quinas 

soube resistir à intensa pressão francesa, à lesão do 
capitão Cristiano Ronaldo e a uma arbitragem polémica 
do inglês Mark Clattenburg. 

Foi o culminar de um trajeto que começou de forma 

periclitante, com três empates na primeira fase da 
prova e inúmeras críticas. 

Mas das fraquezas, os comandados de Fernando Santos 

fizeram a força que lhes guiou até Paris. 

10 de Julho, um dia para nunca 

mais esquecer 

Não foi espectacular a final de Saint-Denis. 

Nervos em franja com as duas seleções cansadas e 
sem nota artística. 
Porém, pertenceram aos gauleses as melhores ocasiões 
do encontro mas Rui Patrício, numa noite inspirada, 
foi adiando o golo do contentamento francês. 

No último lance do encontro, a sorte sorriu a Portugal 

quando Gignac rematou ao poste. 
Sem Cristiano Ronaldo, que abandonou o terreno de jogo 
em lágrimas após lance dividido com Payet, o conjunto 
luso foi adiando o golo adversário com muita entrega, 
solidariedade e organização. 

Com o passar do tempo, a confiança foi aumentado e a 

entrada de Éder, aos 79 minutos para o lugar de Renato 
Sanches, revelou-se determinante, não só porque marcou 
golo decisivo mas também pela forma como prendeu 
a dupla de centrais gaulesa – Umtiti e Koscielny –, 
permitindo que a equipa lusa fosse respirando e ganhando 
confiança até que surgiu o histórico minuto 109... 

Portugal tornou-se, desta forma, 

no décimo país 
a conquistar o campeonato
da Europa de futebol.

Pior sorte teve a França na oitava presença na final de 

uma grande prova – Mundial e Europeu -, contabilizou 
a segunda derrota depois do Mundial 2006, que a Itália 
venceu no desempate pela marca de grandes 
penalidades.

 imagem obtida em:  www.cmjornal.xl.pt                                   


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Portugal está na Final do Euro 2016


      imagem obtida em: indianexpress.com

"Jornais flamengos destacam prestação do capitão da equipa portuguesa e consideram que "CR7 eclipsou Bale"

A imprensa belga de hoje destaca o papel de Cristiano Ronaldo na qualificação portuguesa para a final do Europeu de futebol, sublinhando que a seleção derrubou o País de Gales, o "carrasco" da Bélgica nos quartos-de-final. 

"Ronaldo leva Portugal à final e esfrega sal na ferida aberta belga", escreve o jornal flamengo (em neerlandês) Het Laatse Nieuws, destacando que CR7 - "quem mais poderia ser?" -, com um golo e uma assistência no triunfo por 2-0, conduziu a seleção de Portugal à vitória sobre os "assassinos dos Diabos" Vermelhos, numa alusão à eliminação da Bélgica face à equipa galesa na ronda anterior (3-1). 

Já o jornal francófono La Dernière Heure, que puxa para a primeira página uma foto do avançado português do Real Madrid sob o título "Portugal de Ronaldo na final", comenta que "Ronaldo já tem uma mão na Bola de Ouro", depois de ter igualado o recorde do francês Michel Platini, de nove tentos em fases finais de Campeonatos da Europa, e conduzido a equipa à final de Paris, com uma assistência para o segundo golo, de Nani. 

"CR7 eclipsou Gareth Bale", acrescenta o jornal, numa análise ao "duelo" entre as grandes estrelas de cada seleção na partida de quarta-feira em Lyon. 

O Le Soir assinala que "Portugal marca presença na segunda final da sua história, enquanto o País de Gales pode carpir mágoas, como os "Diabos" anteriormente", dando conta da sensação ainda presente de frustração na Bélgica face à eliminação dos "Diables Rouges" às mãos dos galeses na ronda anterior. 

"O País de Gales, carrasco dos Diabos Vermelhos nos quartos de final, quebrou completamente em três minutos face a Portugal, primeiro finalista do Euro2016", escreve o jornal L'Avenir, aludindo ao intervalo de tempo entre os dois golos da partida, aos 50 e 53 minutos. 

Por fim, o jornal flamengo De Standaard aponta que, "pela primeira vez neste torneio, Portugal foi capaz de ganhar um jogo no tempo regulamentar", qualificando-se para a final, onde, sustenta, Cristiano Ronaldo, de 31 anos, "terá provavelmente a sua última oportunidade de ganhar um grande torneio", depois de, em 2004, quando era ainda "um astro a nascer", ter perdido uma final, em casa, face à surpreendente Grécia."

in dn.pt

sábado, 2 de julho de 2016

"Raças impuras" na opinião de José Eduardo Agualusa

Jose Eduardo Agualusa

Raças impuras
"Assim como os brasileiros gostam de contar piadas de portugueses, os portugueses gostam de contar piadas de alentejanos. Os alentejanos são, digamos assim, os portugueses dos portugueses. Amo o Alentejo. Tenho uma enorme simpatia pelos alentejanos. Se tivesse nascido em Portugal gostaria que fosse em Évora. As largas planícies alentejanas lembram, até certo ponto, as savanas africanas. O Alentejo é o único lugar onde Portugal parece grande.
Durante séculos, o sul de Portugal recebeu escravos negros. Em 1761, ano em que o Marquês de Pombal determinou o fim da entrada de escravos em Portugal, ainda haveria pelo menos cinco mil a trabalhar nas planícies alentejanas. Persistem sinais dessa presença em alguma toponímia e até em certos nomes de família, de origem banto.
A influência árabe, essa, é evidente. Inclusive na música. O fado, aliás, está tão próximo de alguma tradição árabe que há quem junte as duas e é como se sempre tivesse sido assim. Ouçam por exemplo o jovem Ricardo Ribeiro, cantando, em árabe e português, na feliz companhia do alaúde do libanês Rabih Abou-Khalil. Ouçam a seguir a cantora tunisina Amina Alaoui em “Arco-íris”, um dos mais belos discos de fado que eu conheço.
Pensei nisto tudo no aniversário de Zambujo, enquanto um grupo de alentejanos, numa mesa próxima, começava a cantar. Aquele pátio belíssimo podia ser em Tanger. Podia ser em Marrakech ou em Casablanca. Neste mesmo dia, à tarde, assisti a uma reportagem sobre o drama dos refugiados sírios. Uma moça de voz estridente, entrevistada na rua, insurgiu-se contra a possibilidade de Portugal receber alguns desses refugiados ou quaisquer outros “árabes”, gente, afirmava ela, sem laços de sangue e de cultura com Portugal. Escutei-a horrorizado. Não há maneira de me conformar com a ignorância.
Lembrei-me de um episódio que me contou Mário Soares. Um dia, num encontro que o antigo presidente português teve com Yasser Arafat, para discutir o interminável conflito israelo-árabe, este chamou-lhe a atenção para a herança árabe da Península Ibérica: “Vocês, portugueses, têm de nos apoiar. Afinal, vocês são árabes”.
“É verdade.” Reconheceu Soares, e logo acrescentou: “Mas também somos judeus”.
Os portugueses são, de fato, essa mistura antiga de árabes, judeus e negros. Os brasileiros são a mistura, ainda mais desvairada, de portugueses, africanos, índios, libaneses, japoneses etc. Um português que odeie “árabes” é um português que se odeia a si próprio. Um neonazi português ou brasileiro é o mais esdrúxulo, ridículo e repulsivo dos oximoros. Contudo — pasme-se! — eles existem. Os comentários nas redes sociais, ou nos jornais on-line, são uma versão moderna dos antigos gabinetes de curiosidades, ou quartos de maravilhas, salas onde, nos séculos XVI e XVII, os fidalgos endinheirados acumulavam coleções de bizarrias, sortilégios e impossibilidades, como sereias empalhadas, cornos de unicórnios ou lágrimas de crocodilo. Nas caixas de comentários dos jornais, os prodígios, deformidades e monstruosidades não são físicos, mas ideológicos e morais. As pessoas exibem ali, com um estranho orgulho, as suas piores deformidades morais, a estreiteza aflitiva dos espíritos, as ideias mais monstruosas. Ali está a exaltada patricinha carioca, defendendo a interdição das praias da Zona Sul aos negros e pobres, ou o operário lisboeta que quer destruir a mesquita de Lisboa. Há de tudo.
Em Dresden, na Alemanha, um grupo de neonazis colombianos foi espancado por neonazis alemães quando tentava juntar-se a uma manifestação contra a entrada de refugiados sírios. Um deles queixou-se amargamente: “Já não basta que na Colômbia nos chamem morenonazis. Nós somos de raça pura, sim, apenas escurecemos um pouco por causa do clima”.
É a história do ratinho que achava que era um gato, até que um gato o comeu.
António Zambujo fez 40 anos. Para festejar o acontecimento, juntou um grupo de amigos num pátio de Lisboa. Quando cheguei, o rio Tejo, lá ao fundo, ainda guardava o último fulgor do dia. Era como um incêndio desaguando na escuridão. A escuridão era o mar. Conheci António Zambujo em São Paulo. Foi Marília Gabriela quem pela primeira vez me falou dele: “Você já ouviu um fadista português chamado António Zambujo?” — perguntou-me. Disse-lhe que não: “Não existe. Se existisse eu saberia”. Então ela ofereceu-me um disco, era o “Outro sentido”, de 2007, e eu fiquei maravilhado. Não sabia que havia em Portugal alguém a fazer música assim. Tentei justificar a minha ignorância: “Você disse-me que era um cantor português e este António é alentejano”."
José Eduardo Agualusa (in: leituras.eu)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Portugal nas meias-finais neste Euro 2016

in: www.rtp.pt
"Após o empate 1-1 com a Polónia, o jogo foi decidido nos pénaltis. 
Rui Patrício defendeu o remate de Blaszczykowski e Quaresma não 

perdoou na última grande penalidade.
Pela quinta edição consecutiva, Portugal está nas meias-finais de um 

Campeonato da Europa de futebol. 
Esta quinta-feira, a seleção nacional derrotou a Polónia (5-3) no 

desempate por penáltis, após um empate 1-1 nos 120 minutos. 

Em Marselha, Rui Patrício foi decisivo, ao defender o quarto 

remate dos polacos, batido por Blaszczykowski. 

Depois, Ricardo Quaresma voltou a ser o talismã e carimbou o 

5-3 final.
No entanto, antes de mais um desfecho festivo, os portugueses 

tiveram de sofrer, como já tem sido habitual neste Euro 2016. 

Lewandowski adiantou a Polónia, logo ao minuto 2. 

E Portugal só conseguiu reagir a meio da primeira parte. 
Aos 33', Renato Sanches - que se estreou a titular- marcou o 1-1, 

num belo tiro de fora da área.
No segundo tempo, os portugueses estiveram mais perto do golo 

mas pecaram na finalização. E, no prolongamento, as cautelas de 

ambas as equipas não geraram ocasiões de perigo.
Chegado o desempate na marcação de grandes penalidades, 

Cristiano Ronaldo, Renato Sanches, João Moutinho, Nani e Ricardo 

Quaresma (por esta ordem) não falharam. 
Quando Patrício saltou para a sua esquerda para travar o remate de 
Blaszczykowski, Portugal ficou a um "passinho" do apuramento. 
E Quaresma deu esse passo, o 5-3. 
Segue-se País de Gales ou Bélgica (jogam esta sexta-feira) como 

rival das meias-finais: o jogo é na quarta-feira, dia 6, 

em Lyon (20.00)."
in: dn.pt