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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Messi - Leonel Messi comunica que vai sair da Seleção.

imagem in: sol.iol.pt


O astro argentino Lionel Messi anunciou que vai retirar-se do futebol internacional.

“Juro-vos que sempre dei tudo – não só nos últimos anos, mas também antes – e que sempre lutei e dei tudo o que tinha por esta camisola, para vos dar alegria e vos encher de orgulho por serem argentinos através do futebol”, escreveu, agradecendo também aos adeptos e à família pelo apoio ao longo dos anos.

“Dei tudo o que tinha, já não tenho mais nada para dar e, além disso, há jovens com muito talento a aparecer que merecem o seu lugar”, acrescentou.

FONTE: pt.euronews.com

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Artur Jorge - Homenagem a esse grande goleador e selecionador nacional

Morreu antigo selecionador nacional Artur Jorge - Economia - Jornal de  Negócios
imagem obtida in jornaldenegocios.pt

Antigo goleador e selecionador nacional, Artur Jorge foi o primeiro treinador português campeão europeu de clubes, levando o FC Porto à conquista da principal prova de clubes da UEFA em 1987. Morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 78 anos, vítima de doença prolongada.

"É com profunda tristeza que a família de Artur Jorge Braga de Melo Teixeira comunica o seu falecimento, esta madrugada, em Lisboa, após doença prolongada. Morreu serenamente, rodeado dos seus familiares mais próximos", lê-se no comunicado enviado pela família às redações.

Natural do Porto, Artur Jorge tornou-se uma das figuras mais proeminentes do futebol português e destacou-se como o primeiro treinador português campeão europeu de clubes, conduzindo o FC Porto à conquista da principal competição de clubes da UEFA, com a vitória frente ao Bayern de Munique, em Viena, em 1987. 

Ao serviço dos azuis e brancos, além da Liga dos Campeões, Artur Jorge arrecadou três campeonatos nacionais, três Supertaças e uma Taça de Portugal. Foi a primeira escolha de Jorge Nuno Pinto da Costa depois de o dirigente assumir a presidência do FC Porto, tendo substituído José Maria Pedroto à frente dos dragões.

Em Portugal, Artur Jorge treinou ainda outros clubes históricos como Benfica, Belenenses e Académica. 

No estrangeiro, Artur Jorge treinou o Paris Saint-Germain, ganhando um campeonato e uma Taça de França. O clube parisiense também reagiu à morte do português nas redes sociais. Artur Jorge foi selecionador nacional em duas ocasiões: primeiro em 1990, e mais tarde, a seguir ao Euro de 1996, prova em que comandou a seleção da Suíça. Orientou ainda a seleção de Camarões.

A Federação Portuguesa de Futebol, tal como a Liga portuguesa, também prestaram tributo a Artur Jorge. Como futebolista, Artur Jorge inicou o percurso no FC Porto, mudando-se de seguida para a Académica antes de se transferir para o Benfica. Foi com a camisola dos encarnados que conheceu maior sucesso. Dos 215 golos apontados na carreira, 104 foram ao serviço do Benfica, clube pelo qual venceu quatro campeonatos e duas Taças de Portugal. 

O "Rei Artur", como ficou conhecido, representou ainda o Belenenses e os norte-americanos do Rochester Lancers. Foi 16 vezes internacional pela Seleção Portuguesa.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte de Artur Jorge, sublinhando que, em 1989, foi condecorado com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

Referência: pt.euronews.com

segunda-feira, 10 de junho de 2019

9 de junho de 2019 - Portugal, campeão na Liga das Nações!

in 24.sapo.pt
in 24.sapo.pt

Liga das Nações. 

Pensada por um português, organizada em Portugal e a colocar o Engenheiro no topo da história

Tiago Craveiro fez o esboço inicial da Liga das Nações, Federação ganhou organização de Final Four e Fernando Santos conquistou o segundo troféu na história da Seleção – com outro recorde à mistura.

Tudo terá começado ainda no longínquo ano de 2014, quando Portugal tinha apenas no seu currículo a nível sénior uma final perdida frente à Grécia, no Campeonato da Europa de 2004. Nessa altura, Tiago Craveiro, diretor geral da Federação Portuguesa de Futebol, discutia com o grego Theodore Theodoridis, que era o líder do Comité de Competições de seleções, uma nova prova que pudesse acabar de vez com os particulares que pouco ou nada acrescentavam aos próprios técnicos nacionais e pudesse trazer outro tipo de competitividade de receitas nos anos em que não houvesse fases finais de Europeus ou Mundiais. Tirou notas, num caderno. Uns anos depois, percebe-se que foi daí que nasceu aquilo que hoje se festeja: a Liga das Nações.

Michel Platini, que era à data presidente da UEFA, recebeu de Gianni Infantino esse draft de ideias através de uma fotografia e teve dúvidas sobre a possibilidade. As oportunidades que daí poderiam nascer eram percetíveis mas, como contou o jornal Record, as renitências eram muitas, o que promoveu um encontro com algumas das principais federações europeias. Wolfgang Niersbach, da Alemanha, mostrou-se contra. Michel van Praag, da Holanda, também. Ángel Villar, da Espanha, idem. Quando Tiago Craveiro respondeu às dúvidas existentes, mostrando ainda o impacto financeiro que daí poderia surgir através das próprias transmissões televisivas, percebeu-se que afinal poderia fazer sentido. Com um novo líder na UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, a Liga das Nações avançou mesmo e Portugal conquistou a sua primeira edição, tendo organizado a Final Four da competição no Porto e em Guimarães com Suíça, Holanda e Inglaterra (a isso podemos acrescentar ainda no toque made in Portugal da prova as empresas que estiveram ligadas à criação do logo e do troféu oficial).

Depois do triunfo no Campeonato da Europa de 2016, em França, a Seleção Nacional conquistou mais um grande troféu, quase que apagando também a derrota no jogo decisivo do Europeu de 2004 na Luz, com a Grécia. Ponto comum aos dois sucessos, jogadores à parte: Fernando Santos, o Engenheiro que comandou Portugal às duas maiores páginas de sucesso. Um feito ao nível que tinham conseguido Vicente del Bosque e Joakim Löw por Espanha e Alemanha, respetivamente.

Existem ainda dois fatores adicionais a este feito, um económico e um desportivo. Na soma total do dinheiro que recebeu pela participação na prova (2,25 milhões), pela vitória no grupo A com Polónia e Itália (2,25 milhões) e pelo triunfo na Final Four da competição (seis milhões), os seis jogos de Portugal nesta primeira edição da Liga das Nações – que se realiza apenas nos anos ímpares, para não coincidir com as fases finais de Europeus e Mundiais – acabaram por render 10,5 milhões de euros. Dentro das quatro linhas, existe um maior “conforto”: caso a Seleção Nacional não assegure um dos dois primeiros lugares no grupo de qualificação para o próximo Campeonato da Europa (onde está com Ucrânia, Sérvia, Lituânia e Luxemburgo, com dois empates nas duas partidas iniciais), já tem garantida a presença no playoff seguinte de apuramento.

“Os jogadores têm feito um trabalho fantástico. Não temos tempo para criar rotinas e automatismos, eles acreditam no treinador. Às vezes as coisas não são perfeita, mas não é por falta de empenho. Para este jogo entendi que esta era a melhor forma para ganhar. Mesmo nos momentos maus esta equipa é fortíssima. Não é só a entidade A, B, ou C, são 60 ou 70 pessoas que quando se encontram vêm com um sorriso nos lábios. Para nós é um grande prazer estarmos juntos num estágio, nem que seja só de seis ou sete dias”, destacou o selecionador nacional no final do encontro, já na sala de conferências de imprensa.

“Graças a Deus que vamos atrás dos objetivos, procuramos com toda a capacidade, os jogadores são incansáveis. Isto é fruto do trabalho deles e dos meios que a Federação coloca à nossa disposição. Há cinco anos que somos uma família quase indestrutível, que sabe do que é capaz e o que pode fazer. Sabíamos que podíamos vencer este jogo. Sempre disse isso aos jogadores, eles sabiam que podíamos ganhar. Do outro lado tivemos um grande adversário, a Holanda é uma grande equipa mas Portugal fez um excelente jogo”, tinha salientado antes, a propósito de uma final onde a Seleção conseguiu sempre ser melhor.

Mas esta foi também uma semana especial para Fernando Santos, um técnico sempre avesso aos destaques individuais ao seu trabalho: depois do triunfo com a Suíça, o Engenheiro tornou-se o selecionador com mais vitórias pela equipa portuguesa em jogos oficiais,superando os 25 triunfos de Luiz Felipe Scolari; esta noite, subiu para os 27 e também aí aumentou o seu legado, que poderá ser prolongado agora nas partidas de qualificação para o próximo Europeu.

Esta alegria é para os portugueses, pelo apoio constante que nos deram, mais uma vez a claque. As claques são fundamentais, houve momentos em que parecia que o jogo estava a acalmar e a claque puxava por eles [jogadores]. A Seleção Nacional é, acima de tudo, a representação do povo. Quando digo o povo digo as pessoas, os portugueses. Hoje é a véspera do Dia de Portugal, amanhã será ainda mais risonho. É assim quando se ganha. Muito obrigado a eles. Divirtam-se que eu também o vou fazer”, comentou. “Gratidão? “Não gosto de falar sobre mim, acho presunção. A apreciação do meu trabalho tem de ser feita por vocês, o que vou levar é este carinho que sinto na rua todos os dias. Este carinho é o ‘obrigado’. Escusam de o dizer, porque foi de muito boa vontade”, concluiu o selecionador nacional ainda no Estádio do Dragão. 

(in observador.pt por Bruno Roseiro 10.06.2019)

Tiago Craveiro
in fpf.pt

domingo, 15 de julho de 2018

A França é campeã mundial 2018 de futebol

20 anos depois a França volta a ser campeã do mundo!

A seleção gaulesa venceu hoje a Croácia por 4-2 no Mundial 2018!

Parabéns!

desporto.sapo.pt

Vinte anos depois, a França voltou a ser campeã do mundo. E 20 anos depois, a França ganhou porque foi a equipa que melhor interpretou a evolução do futebol para uma nova era que quebrou mitos e assumiu a robôtização do jogo.
Esta França já não tem um ’10’ como Zidane que está a fazer coisas antes de todos nós estarmos a pensar no movimento seguinte. E aprendeu com a derrota frente a Portugal na final do Europeu de 2016: abandonou aquela postura narcisista de ter obrigatoriamente o controlo do jogo em posse, ganhou pragmatismo no último terço e potenciou o talento dos elementos mais criativos assente numa solidez coletiva que marcou a diferença neste Mundial. Percebeu, sobretudo, aquela velha máxima de Phil Jackson de que os ataques ganham partidas e a defesa conquista campeonatos. Hoje, o futebol é um jogo mais físico e mais tático. Os miúdos com 13 ou 14 anos ouvem palavras como “bascular ou “entre linhas” quando, há 20 anos, andavam apenas entretidos a explorar o talento puro e inato com bola. Estas são as regras do jogo. E Deschamps percebeu isso.
O triunfo por 4-2 da França diante da Croácia, numa final atípica, confirma todas essas mudanças no futebol mundial ao longo de duas décadas e conseguiu coroar uma equipa que jogou sempre com um ‘9’ com características distintas daquele “matador ” a que estávamos habituados e que não fez um único remate enquadrado ao longo deste Mundial (Giroud). Uma equipa que, sem extremos puros, conseguiu sempre dar largura ao seu jogo. Uma equipa que, sem um elemento puro nas costas do avançado, colocava sempre duas ou três unidades em zonas de finalização. Com métodos, ideias e filosofias distintas, foi assim que Portugal foi campeão europeu. E foi aí que a França começou a ser campeã do mundo. Ah, com um pormenor igual a 1998: também aí, com Deschamps como capitão e não no banco, o ‘9’ Guivarc’h era falado por… não marcar.
O encontro começou de forma previsível mas ao mesmo tempo atípica. A França sente-se muito confortável em campo quando dá a iniciativa de jogo ao adversário mas não estaria à espera de uma versão inicial desta Croácia com zonas de pressão e linhas tão subidas como se viu. Este estilo estaria sempre dependente do critério do árbitro Néstor Pitana ao longo do jogo porque algumas faltas feitas por Modric e Rebic (que é avançado mas também o jogador com mais faltas de toda a competição, o que mostra bem essa tendência dos balcânicos), mas foi resultando ao ponto de bloquear por completo a zona de construção de Pogba, Matuidi ou Kanté, o pequeno grande guerreiro que aos 15′ tinha mais bolas perdidas do que recuperadas.
Strinic, numa boa combinação pela esquerda, demorou um segundo a mais a cruzar que foi suficiente para Mbappé conseguir cortar para canto (isso mesmo, o avançado na sua área quando ainda não tinha entrado na contrária). Perisic, após um grande passe longo de Rakitic com aquela precisão de relógio suíço com que pauta o jogo a meio-campo, recebeu mal e deixou fugir uma boa oportunidade para criar perigo. A Croácia tinha mais posse, mais domínio territorial e maior controlo; a França, a jogar pouco ou nada e sem ter sequer feito um remate, acabou por adiantar-se no marcador.
Na primeira vez que Mbappé conseguiu ganhar em velocidade pela direita e entrar na área, o cruzamento até saiu para um corte fácil de Vida, Griezmann ganhou a segunda bola – e é com estes pequenos pormenores que o avançado faz a diferença – e sofreu falta de Brozovic, num daqueles lances que não entra no raio de ação do VAR mas que podia quiçá ter sido anulado. Livre batido pelo jogador do Atl. Madrid em arco, daqueles que pedem apenas um pequeno raspão de cabeça, e desvio infeliz de Mandzukic, futuro companheiro de Ronaldo na Juventus que tinha decidido a meia-final com a Inglaterra, que esteve em dúvida para este encontro e que acabou por marcar o primeiro autogolo numa final… e da carreira (17′).
Mesmo para jogadores batidos que já viveram inúmeras experiências melhores ou piores na longa carreira como profissionais de elite, este é do tipo de lances que deixa marca. A Croácia tentou manter-se fiel aos mesmos princípios com que começara o jogo, mas o cérebro de Modric, o coração de Rakitic e o pulmão de Brozovic começaram a funcionar com complicações na ligação às unidades mais avançadas, tanto que, em alguns momentos, Mbappé conseguiu entrar no seu habitat natural com espaço a ser lançado em profundidade e só não fez mais mossa porque Vida, de carrinho, lá conseguiu evitar aquela última mudança que por norma causa acidentes no adversário. Houve pontos no ADN do conjunto de Dalic que falharam, mas nada que o golo do empate não conseguisse recuperar e também de bola parada: livre batido por Modric longo para Vrsaljko, toque de cabeça para Mandzukic que ganha a Pogba no ar, amortecimento meio atabalhoado de Vida para Perisic e trabalho na área para o remate cruzado sem hipóteses para Lloris (28′). Não foi às três tabelas, foi aos quatro toques – e resultou.
Mas esta era mesmo a tarde em que os heróis trocavam a máscara e capa pela de vilões num ápice. Aconteceu com Mandzukic, aconteceu com Perisic: na sequência de nova bola parada, o jogador do Inter cortou a bola com o braço, o jogo esteve interrompido algum tempo depois da indicação do VAR, Pitana foi confirmar à TV no relvado e assinalou mesmo grande penalidade que Griezmann, o homem infalível neste tipo de situações, transformou em 2-1 aos 38′. Pormenor: não foi por acaso que escrevemos no Observador de manhã que o resultado desta final passaria muito pelo jogador colchonero e a verdade é que, posicionamentos, decisões e jogo sem bola à parte, esteve em 13 golos nos últimos dez jogos franceses no Europeu de 2016 e no Mundial de 2018. E tudo começou num pontapé longo de Lloris e num corte para canto…
Desde 1974 que não se via uma final com três golos ao intervalo mas as partes atípicas neste encontro decisivo não ficariam por aí. Aliás, bastaram 20 minutos para cair outra referência olhando para os números das outras finais – as decisões no prolongamento ou mesmo nas grandes penalidades. E tudo porque quando as pernas estão mais pesadas, a cabeça pensa pior.
A Croácia já tinha conseguido inverter desvantagens com a Dinamarca, com a Rússia e com a Inglaterra. E entrou com essa vontade, apostando no tipo de jogo que mais incómodo causava nos sempre seguros defesas franceses: as diagonais das unidades mais avançadas, neste caso com Rebic a sair da direita para o corredor central, a receber bem um passe longo de Rakitic e a rematar forte para grande defesa de Lloris para canto (48′). Dalic fez subir as linhas, deu ainda mais a batuta de jogo a Modric (que tem pormenores de verdadeiro fora de série com a bola nos pés) e arriscou porque sabia que se colocava a jeito para tão depressa fazer o 2-2 como sofrer o 3-1, o 4-1 ou o 5-1. Ficou pelos quatro, mas foi isso que aconteceu.
Aos 59′, Pogba recuperou uma bola a uns dez metros da sua área, descaído sobre a esquerda, e lançou longo na direita para a velocidade de Mbappé (que já tinha obrigado Subasic a defesa apertada numa cavalgada que deixou Vida para trás em poucos metros). O avançado do PSG, face ao posicionamento de Strinic, acabou por temporizar, acelerou num último momento, cruzou para a área, Griezmann amorteceu e de novo Pogba, à segunda, rematou sem hipóteses para o 3-1. Pouco depois, no limite do discernimento que a Croácia ainda procurava ter, Mbappé acabou por aproveitar a passividade da defesa balcânica no ataque ao portador, puxou a culatra atrás e apontou o 4-1 quando faltavam 25 minutos para o final do encontro, tornando-se em paralelo o segundo mais novo de sempre a marcar numa final, apenas atrás de Pelé.
Lloris, com um erro de principiante a tentar fintar Mandzukic e a ver o avançado cortar a bola para dentro da baliza, ainda deu uma pequena esperança à Croácia aos 69′, mas o resultado já estava mais do que feito porque os três prolongamentos, o dia a menos de descanso e os 117 quilómetros a mais percorridos pelos jogadores de Dalic tiveram um peso determinante naquele momento em que a equipa tinha mostrado até agora ser capaz de encontrar forças onde elas já não existiam. Deschamps lançou N’Zonzi e Tolisso, trancou a “casa de máquinas” dos croatas e permitiu que os últimos minutos fossem feitos mais em festa do que outra coisa, apesar da serenidade do técnico gaulês no banco mesmo em período de descontos. Foi também com essa forma de ser que Deschamps se tornou este domingo o terceiro a ganhar o Campeonato do Mundo como jogador e treinador, a par de Zagallo e Beckenbauer. 20 anos depois, a França voltou a ser a melhor.
(in: observador.pt por Bruno Roseiro em 15.07.2018)

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Desportivo das Aves não vai à Liga Europa

in: ptjornal.com

No último domingo, o Desportivo das Aves (com sede na freguesia de Vila das Aves, no Concelho de Santo Tirso), "estaria" diretamente apurado para a Liga Europa.
Infelizmente, o clube não cumpre os requisitos que a UEFA exige. Não requereu dentro do prazo estabelecido, o licenciamento para, na próxima época, participar nas competições da UEFA.
Por este motivo, quem vai beneficiar são os clubes Sporting, Sporting de Braga e Rio Ave. Mas que grande desalento para o Desportivo das Aves! 
Cá por mim, continuo a considerar este clube como "ganhador"... foi ele quem venceu o jogo decisivo!
"Desp. das Aves não vai à Liga Europa 
Equipa de José Mota não cumpre todos os requisitos da UEFA
O Desp. Aves não vai jogar na Liga Europa na temporada 2018/19. As primeiras notícias apontavam para a versão de que a equipa de José Mota – que venceu a Taça de Portugal este domingo e estaria diretamente apurada para a prova europeia – não teria entregado a candidatura a tempo na Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Depois, o jornal Record esclareceu que o processo de candidatura ainda estava sob análise. O Desp. Aves iniciou o processo já em dezembro mas ainda não havia recebido aprovação por parte do Órgão de Gestão de Licenciamento: uma entidade inerente à FPF que só no dia 31 de maio revelaria oficialmente quem são os clubes que receberam luz verde por parte da UEFA. Agora, o mesmo jornal avança que o emblema avense não cumpriu mesmo os requisitos exigidos e o respetivo licenciamento não foi aprovado.
Já durante a tarde desta segunda-feira – e face às notícias veiculadas durante a manhã -, a FPF decidiu antecipar a divulgação dos clubes portugueses que estão licenciados pela UEFA e a confirmação de que o Desp. Aves não vai à Liga Europa. Segundo a lista, dez emblemas estão certificados: FC Porto, Benfica, Sporting, Sp. Braga, Rio Ave, Marítimo, Vitória de Guimarães, Estoril, Desportivo de Chaves e Arouca.
De acordo com o Record, as incertezas quanto ao Desp. Aves prendiam-se principalmente com o Estádio do Clube Desportivo das Aves e a necessidade de melhoramentos obrigatórios para que pudesse acolher jogos da Liga Europa. Depois da vitória na Taça de Portugal e confirmação do acesso direto à competição europeia, o clube avense teria já um plano de contingência preparado – com o objetivo de começar todas as obras que fossem exigidas.
Em declarações ao Record, a direção do Desp. Aves garantia que o processo de licenciamento “se encontrava em aberto” e a SAD avense estava “tranquilíssima”, defendendo que não seria por motivos burocráticos que a equipa de José Mota não se iria estrear nas competições europeias.
Com a rejeição da candidatura do Desp. Aves, Sporting, Sp. Braga e Rio Ave são os principais beneficiados. Os leões, que até agora teriam de jogar a 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, estão assim diretamente apurados; a equipa minhota, que teria de jogar a 2.ª pré-eliminatória, joga a terceira; e os vilacondenses, que ficaram em 5.º lugar no campeonato e estavam fora da Europa, estão apurados para a fase eliminatória da competição da UEFA."
(in: jornal online observador.pt  21.05.2018)

domingo, 8 de abril de 2018

O Golo de Ronaldo que "tocou o céu"

É claro que não posso deixar de partilhar aqui o GOLO DE CR7, absolutamente fascinante, no jogo Juventus e Real Madrid.



"Português marca golo para a história"

Ele tocou no céu

Até os adeptos da Juventus bateram palmas ao pontapé de bicicleta do craque, a mais de dois metros de altura do solo 

O minuto 64 do jogo entre a Juventus e o Real Madrid vai ficar para a história do futebol mundial. Cristiano Ronaldo recebeu um cruzamento do lado direito e, de costas para a baliza, não hesitou em aplicar aquilo que na gíria futebolística se chama um pontapé de bicicleta. O craque português apanhou a bola em cheio e bateu Buffon - um dos melhores guarda-redes do mundo - marcando o seu segundo golo no encontro. Um golo que correu mundo através das redes sociais e que no estádio teve até direito a ser aplaudido pelos adeptos italianos, rendidos à classe e arte de Cristiano Ronaldo. 
"Saltei muito alto e obviamente é um golo que fica na memória. Seguramente foi o meu melhor golo até hoje, estou muito feliz", disse o futebolista português em declarações na página oficial do Real Madrid. 
E é verdade o que Cristiano disse, saltou mesmo muito alto. Segundo medições  
efetuadas pelo jornal desportivo Marca, o madeirense chutou a bola a 2,38 metros de altura, estando "deitado no ar" a 1,41 metros do solo.
Dolores rendida ao filho
A impressionante capacidade atlética de Cristiano Ronaldo é reconhecida por todos, mas Dolores Santos, a mãe do craque, veio às redes criticar aqueles que não partilham desta opinião. "És o nosso orgulho. Para quem pensava que já estavas velho, mais uma vez mostras em campo como é. Não tenho palavras para expressar a minha felicidade", escreveu Dolores. Até o rei Pelé comentou  o golo de CR7, ironizando com o gesto, perguntando onde será que Cristiano o aprendeu (Pelé executou um lance igual em 1965, contra a Bélgica, no Maracanã)."

(um texto de Rui Teixeira, in TV GUIA nº. 2046, de 06 a 12.04.2018)

domingo, 2 de julho de 2017

Portugal está de parabéns, pois conseguiu o 3º lugar na Taça das Confederações

http://jconline.ne10.uol.com.br
Portugal conseguiu hoje vencer o México por 2-1, garantindo o 3º lugar na Taça das Confederações.

Os nossos jogadores da Seleção receberam as medalhas de bronze no fim do encontro.

Parabéns, Portugal!

terça-feira, 12 de julho de 2016

O talento da Seleção Portuguesa


www.goal.com 
Estamos todos ainda muito eufóricos com a vitória da nossa Seleção. 

Toda a imprensa refere o acontecimento que nos tem enchido a alma, da maneira mais encantatória que nos é possível conceber.

Mas há um artigo de opinião, escrito pela Laurinda Alves, que me deixou deveras emocionada, pois consegue, como ninguém, resumir o que os portugueses sentem num momento como este. Di-lo num estilo simples, exprimindo o seu sentimento em relação aos nossos "heróis"; e  de tal modo que, quando o lemos, nos identificamos logo com o seu sentir, que, no fundo, é igual ao nosso - de grande orgulho pelo feito obtido e que foi resultado da união demonstrada por todos os nossos jogadores, bem "orquestrados" pelo seu grande Selecionador Fernando Santos!

"A nova parábola dos talentos", é um artigo de opinião escrito por Laurinda Alves, a 12/7/2016, no observador.pt e que aqui quero partilhar:


"Mesmo os cépticos militantes e os cínicos mais incorrigíveis sabem que nestes momentos há uma matemática infalível: a da confiança que gera sempre mais confiança. Foi essa a lição de Fernando Santos.


E agora, que já todos conseguimos dormir umas horas seguidas, e os 23 rapazes mais o seu Mister também já voltaram a pousar a cabeça nas suas almofadas, depois de tocarem o céu e atravessarem oceanos de multidões dentro e fora dos estádios, agora sim, estamos em condições de retomar certas rotinas com mais alegria e confiança.


A vitória da Selecção não resolve nenhum dos nossos problemas, é certo, mas ajuda-nos a viver. Nem sabemos exactamente de que forma nos ajuda a enfrentar a vida, só sabemos que esta grande vitória nos resgata para o dia-a-dia tantas vezes previsível e chato. Faz-nos mais leves e torna-nos mais unidos, mesmo que a união seja efémera, e ao fim do dia cada um vá para seu lado. Acredito que hoje todos voltamos a ser quem éramos, excepto na alegria. E numa certa leveza.


Falo do alívio que resulta de não termos perdido perante adversários tão arrogantes e territoriais como os franceses. É impossível ser insensível à absurda presunção de superioridade de comentadores obliterados pelos nervos das vésperas da grande final. O alívio também nasce da certeza de que a vida nem sempre é justa e raras vezes evolui numa lógica de merecimento. Merecíamos ganhar, mas podia não ter acontecido. A bola podia não ter batido na trave. Mais, podíamos ter quebrado quando Payet tentou e conseguiu derrubar Ronaldo. Podíamos ter ficado derrotados logo ali, podíamos ter-nos revoltado, redobrado a agressividade ou, até, termos ficado para sempre desorganizados. Aquilo que aparentemente nos fragilizaria, foi o que nos tornou mais fortes.


Sei, e sabemos todos, de equipas inteiras que não teriam sobrevivido a uma baixa tão colossal como a saída do Cristiano Ronaldo, a pouco mais de vinte minutos de jogo. O alívio que gera leveza, emoções transbordantes e certezas crescentes é este mesmo, de sabermos tudo o que nos podia ter acontecido por sucessivos cúmulos de azar, mas felizmente não aconteceu. Tudo graças a uma incrível união que gerou uma incrível força. E, claro, porque felizmente o Éder estava lá e tinha a crença de que faria o golo. E tal como disse Pepe, ‘man of the match’, na sua entrevista final: “Deus só dá grandes batalhas aos grandes soldados”.


A Taça é nossa e foi inteiramente merecida. Desejada e sonhada, foi ganha com lucidez e garra, esforço e sacrifício, inteligência e humildade. Nunca será demais sublinhar a humildade inteligente dos jogadores e do Selecionador, aliás. A mim enche-me de orgulho esta atitude de uns e outros, pois detestaria torcer por uma selecção que não soubesse estar à altura dos acontecimentos. Custa sempre ver uma falta grave não assinalada, especialmente quando arruma com um grande jogador prévia e oficialmente proclamado como ‘alvo a abater’. Mas custar-me-ia ainda mais se os nossos jogadores tivessem optado por retaliar, se tivessem desatado a jogar numa lógica ‘olho-por-olho’ ou tivessem perdido a cabeça, pois na verdade perderam o seu maior general na batalha mais decisiva da campanha.


Gosto de gente de coração inteligente. Nunca ninguém nos pediu nem pedirá para sermos bons e parvos, muito pelo contrário! Do outro lado do campo havia jogadores apostados em derrubar a qualquer preço, mas deste lado todos se aguentaram nos embates e todos tiveram tamanho para os adversários. Dá gosto perceber a estatura moral dos homens, quando são postos à prova. E Ronaldo foi atingido no joelho mas não na alma. Assim como Éder, o novo herói galáctico, também não se deixou vencer por comentários daninhos e alcunhas feias. Ou Fernando Santos não perdeu o nervo nem deixou de defender cada um dos seus jogadores do primeiro ao último dia. E por aí adiante, porque cada jogador deu realmente o seu melhor e foi isso que festejamos torrencialmente na noite de domingo, foi isso que continuamos a celebrar massivamente durante todo o dia de ontem e é isso que mantém o nosso coração em festa hoje.


Fernando Santos impressiona pela fortaleza de carácter e pela convicção de aço. Lúcido e discernido, manteve a palavra até ao fim. Livre, muito livre na sua fé, não desperdiçou nem um segundo a disparar argumentos ou tácticas contra trincheiras inimigas. Fez o seu silêncio interior diário de reflexão, oração e comunhão para poder focar no seu círculo (ou perímetro, como tanto gostam de dizer os comentadores desportivos), mantendo-se firme na aposta de multiplicar os talentos dos homens que escolheu. Assim como o fiel jardineiro dobra os joelhos sobre a terra para a cuidar e adubar, também Fernando Santos cultivou pacientemente nos seus rapazes a confiança, a coesão e a união.


Presumo que mesmo os cépticos militantes e os cínicos mais incorrigíveis sabem que nestes momentos há uma matemática infalível: a da confiança que gera sempre mais confiança. Foi essa a lição de Fernando Santos, o homem que sabe que o fundamental não é cada homem acreditar em Deus, mas cair na conta de que Deus acredita em cada homem. Santos esforçou-se por traduzir esta verdade bíblica à letra e conseguiu. Não fingiu ser Deus, mas agiu à maneira de Deus: acreditou profunda e radicalmente em cada um dos seus eleitos. E transformou o tempo do Europeu num tempo de oportunidades. Sem queixas nem lamentos, sem acusações nem censuras, juntou as pedras que outros foram atirando e colocou-as longe do caminho.


O tempo do Europeu não era apenas um tempo de competição e rivalidades. Fernando Santos sabia isso e agiu em conformidade. Tratava-se de trabalhar muitas outras coisas ao mesmo tempo na equipa, mas também nos portugueses: projectar confiança, trabalhar a competência, conter os excessos da agressividade, combater o negativismo, elevar o moral de uma nação inteira, reforçar a união e … fazer a força. Na terminologia cristã, tão cara a Fernando Santos, este tempo serviu para juntar pedras e fazê-las desaparecer, pois foram lançadas pedras suficientes e este era, para ele, o tempo de nos aproximarmos, de criarmos união e proximidade.


Numa era de excessos e provocações, num mundo de “irracionalismo, relativismo pós-modernista e fundamentalismo religioso”, para usar as palavras de Bento XVI, na célebre conferência de Regensburg, não é fácil ser cristão e começar um discurso final, transmitido à escala planetária, por agradecer a Deus. Fernando Santos começou e acabou a falar de um Deus que lhe pede para pôr os seus talentos a render ao serviço dos outros, mas também para multiplicar os talentos dos que estão à sua volta. E deu a entender que é a centralidade de Deus na sua vida que gera nele a urgência de fazer mais e melhor. A sua missão foi conduzir a Selecção (e todos os portugueses!) à vitória, mas não se esgota aqui. Fernando Santos trouxe muito mais que uma Taça para casa. Encheu-nos de certezas sobre as nossas capacidades, fez-nos transbordar de emoção e orgulho, mas também nos deixa agora a responsabilidade individual de não deixarmos que outros nos derrubem. Ou pior, que nos tornem duros como pedras por frustrações, desavenças, desilusões mútuas ou ofensas não perdoadas.


O rastilho da alegria que explodiu no domingo e mantém o país em festa desde o fabuloso petardo de Éder, não se pode apagar. Cabe a cada um de nós tentar manter a chama acesa, pois graças a esta vitória milhões de portugueses espalhados pelo mundo acordam e adormecem mais felizes e, acima de tudo, mais confiantes nas suas capacidades. E muitos milhares de emigrantes chegam aos seus empregos mais orgulhosos da sua identidade.


No final da campanha, podemos dizer deste Fernando o que o seu homónimo poeta escreveu na Mensagem:


Cheio de Deus, não temo o que virá,

Pois, venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma"




Simplesmente fabuloso, este artigo!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Portugal está na Final do Euro 2016


      imagem obtida em: indianexpress.com

"Jornais flamengos destacam prestação do capitão da equipa portuguesa e consideram que "CR7 eclipsou Bale"

A imprensa belga de hoje destaca o papel de Cristiano Ronaldo na qualificação portuguesa para a final do Europeu de futebol, sublinhando que a seleção derrubou o País de Gales, o "carrasco" da Bélgica nos quartos-de-final. 

"Ronaldo leva Portugal à final e esfrega sal na ferida aberta belga", escreve o jornal flamengo (em neerlandês) Het Laatse Nieuws, destacando que CR7 - "quem mais poderia ser?" -, com um golo e uma assistência no triunfo por 2-0, conduziu a seleção de Portugal à vitória sobre os "assassinos dos Diabos" Vermelhos, numa alusão à eliminação da Bélgica face à equipa galesa na ronda anterior (3-1). 

Já o jornal francófono La Dernière Heure, que puxa para a primeira página uma foto do avançado português do Real Madrid sob o título "Portugal de Ronaldo na final", comenta que "Ronaldo já tem uma mão na Bola de Ouro", depois de ter igualado o recorde do francês Michel Platini, de nove tentos em fases finais de Campeonatos da Europa, e conduzido a equipa à final de Paris, com uma assistência para o segundo golo, de Nani. 

"CR7 eclipsou Gareth Bale", acrescenta o jornal, numa análise ao "duelo" entre as grandes estrelas de cada seleção na partida de quarta-feira em Lyon. 

O Le Soir assinala que "Portugal marca presença na segunda final da sua história, enquanto o País de Gales pode carpir mágoas, como os "Diabos" anteriormente", dando conta da sensação ainda presente de frustração na Bélgica face à eliminação dos "Diables Rouges" às mãos dos galeses na ronda anterior. 

"O País de Gales, carrasco dos Diabos Vermelhos nos quartos de final, quebrou completamente em três minutos face a Portugal, primeiro finalista do Euro2016", escreve o jornal L'Avenir, aludindo ao intervalo de tempo entre os dois golos da partida, aos 50 e 53 minutos. 

Por fim, o jornal flamengo De Standaard aponta que, "pela primeira vez neste torneio, Portugal foi capaz de ganhar um jogo no tempo regulamentar", qualificando-se para a final, onde, sustenta, Cristiano Ronaldo, de 31 anos, "terá provavelmente a sua última oportunidade de ganhar um grande torneio", depois de, em 2004, quando era ainda "um astro a nascer", ter perdido uma final, em casa, face à surpreendente Grécia."

in dn.pt

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Portugal nas meias-finais neste Euro 2016

in: www.rtp.pt
"Após o empate 1-1 com a Polónia, o jogo foi decidido nos pénaltis. 
Rui Patrício defendeu o remate de Blaszczykowski e Quaresma não 

perdoou na última grande penalidade.
Pela quinta edição consecutiva, Portugal está nas meias-finais de um 

Campeonato da Europa de futebol. 
Esta quinta-feira, a seleção nacional derrotou a Polónia (5-3) no 

desempate por penáltis, após um empate 1-1 nos 120 minutos. 

Em Marselha, Rui Patrício foi decisivo, ao defender o quarto 

remate dos polacos, batido por Blaszczykowski. 

Depois, Ricardo Quaresma voltou a ser o talismã e carimbou o 

5-3 final.
No entanto, antes de mais um desfecho festivo, os portugueses 

tiveram de sofrer, como já tem sido habitual neste Euro 2016. 

Lewandowski adiantou a Polónia, logo ao minuto 2. 

E Portugal só conseguiu reagir a meio da primeira parte. 
Aos 33', Renato Sanches - que se estreou a titular- marcou o 1-1, 

num belo tiro de fora da área.
No segundo tempo, os portugueses estiveram mais perto do golo 

mas pecaram na finalização. E, no prolongamento, as cautelas de 

ambas as equipas não geraram ocasiões de perigo.
Chegado o desempate na marcação de grandes penalidades, 

Cristiano Ronaldo, Renato Sanches, João Moutinho, Nani e Ricardo 

Quaresma (por esta ordem) não falharam. 
Quando Patrício saltou para a sua esquerda para travar o remate de 
Blaszczykowski, Portugal ficou a um "passinho" do apuramento. 
E Quaresma deu esse passo, o 5-3. 
Segue-se País de Gales ou Bélgica (jogam esta sexta-feira) como 

rival das meias-finais: o jogo é na quarta-feira, dia 6, 

em Lyon (20.00)."
in: dn.pt

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Luís Figo desiste...mas está disponível para ajudar a FIFA



imagem in: www.bbc.com

"ESCÂNDALO FIFA 

Luís Figo: "Permaneço disponível para ajudar a FIFA a reerguer-se de tudo isto"

Português considera que o facto de Blatter ter sido reeleito é uma prova irrefutável que a FIFA, como organismo, 'está doente'.

O antigo candidato à presidência da FIFA, Luís Figo, comentou esta quinta-feira a reeleição de Joseph Blatter para um quinto mandato e não poupou críticas ao dirigente suíço 'ensombrado' com o caso de corrupção que envolve o organismo que lidera há vários anos.Em comunicado, Luís Figo voltou a frisar a importância de afastar Blatter dos destinos do futebol e considerou que a FIFA está 'doente'.

Confirme o comunicado de Luís Figo:
"Esta votação serviu apenas para caucionar a eleição de um homem que não pode manter-se à frente do futebol mundial. Ao contrário do que Sr. Blatter disse, os acontecimentos da passada quarta-feira não mancham o futebol, mancham a FIFA e os responsáveis que conduziram a organização até aqui. O futebol não tem culpa de que os dirigentes do organismo máximo que o devia regular não tenham integridade, nem carácter. Não se pode liderar a FIFA fazendo tábua rasa das mais elementares regras de transparência, legalidade e democracia. Elas não estavam reunidas, como denunciei e se verificou. Ou o Sr. Blatter sabia e foi conivente com os atos de corrupção e tráfico de influências, ou, se não sabia – como ele diz –, é porque não tem capacidade para liderar a FIFA. Não há outra forma de ver o problema. Perante tantas evidências, o facto de o principal responsável por a FIFA ter chegado a este ponto ter sido reeleito diz bem de como a organização está doente. Hoje foi outro dia negro em Zurique. Perdeu a FIFA, mas acima de tudo perdeu o futebol e todos aqueles que verdadeiramente se preocupam com ele. Confrangedora e cínica a reação de Sr. Blatter quando diz que não pode controlar toda a gente. Ofende a inteligência de todos nós. Foram essas pessoas que ele promoveu durante anos e que juntamente com ele, fizeram da FIFA o que ela é hoje, um organismo decadente. Se o Sr. Blatter se preocupasse minimamente com o futebol, teria desistido de se apresentar à reeleição. Se tiver um mínimo de decência, terá de resignar nos próximos dias. Não me arrependo de nada. Lutei, persisti, empenhei-me pela regeneração de uma organização que tem de mudar de rumo. Vivemos uma situação de emergência e o futebol é o principal prejudicado pela atual situação. O que fiz foi denunciar o que vivi diretamente. Voltaria a fazê-lo e permaneço disponível para ajudar a FIFA a reerguer-se de tudo isto."
Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt"