sábado, 21 de outubro de 2017

Gilbert Bécaud e a sua "chanson" Nathalie

Esta é uma daquelas histórias que daria um bom romance ou um excelente filme.
Há mais de 50 anos, o lendário cantor francês Gilbert Bécaud visitou  Moscovo. Quando voltou a Paris, escreveu a canção "Nathalie "e dedicou-a à sua guia russa.
A canção diz qualquer coisa como: "Caminhávamos à volta de Moscovo , visitando a Praça Vermelha  e tu dizes-me que aprendeste coisas sobre Lenine e a Revolução , mas eu só  desejava que estivéssemos no Café Pushkin , a olhar a neve lá fora, a beber chocolate quente e a falar sobre algo completamente diferente ..."
A canção tornou-se  incrivelmente popular em  França e, obviamente,  todos os turistas franceses que iam a  Moscovo tentavam encontrar o famoso "Café Pushkin." 
Nunca o conseguiram encontrar, uma vez que existia apenas como uma fantasia poética na canção de Bécaud .
Mas em 1999, esta fantasia poética tornou-se realidade quando um artista franco-russo Andrei Dellos e Andrei Mákhov, abriram o  Café Pushkin numa mansão barroca histórica na Rua Tverskoy.
E o mais fantástico desta história? 
Bécaud , o cantor francês que inspirou tudo, cantou" "Nathalie" na inauguração do restaurante.
Agora, maravilhemo-nos com o interior e todos os pormenores deste café-restaurante absolutamente fantástico.
Podem ver-se todos os detalhes no site:  http://cafe-pushkin.ru/en/
Tchin-Tchin!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Manoel de Barros, poeta brasileiro

in: http://lounge.obviousmag.org

 “(...) A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
       Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos (...)”

Manoel de Barros


"Biografia de Manoel de Barros

Manoel de Barros (1916-2014) foi um poeta brasileiro. Foi um dos principais poetas contemporâneos. Autor de versos nos quais elementos regionais se conjugavam a considerações existenciais e uma espécie de surrealismo pantaneiro.
Manoel Wenceslau Leite de Barros (1916-2014) nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no dia 19 de dezembro de 1916. Estudou em colégio interno em Campo Grande. Publicou seu primeiro livro de poesias, “Poemas Concebidos Sem Pecados”, em 1937. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou bacharel em Direito, em 1941.
Manoel de Barros foi um poeta espontâneo, um tanto primitivo, que extraía seus versos da realidade imediata que o cercava, sobretudo a natureza. Mostrava-se distante do rótulo de “Jeca Tatu do Pantanal”, que lhe tentaram impingir. Na verdade, ele tinha uma formação cosmopolita, pois viveu no Rio de Janeiro, viajou para a Bolívia e o Peru, conheceu Nova York e era familiarizado com a poesia modernista francesa.
A partir de 1960 passou a se dedicar a sua fazenda no pantanal, onde criava gado. Sua consagração como poeta se deu ao longo das décadas de 1980 e 1990. Recebeu o Prêmio da Crítica/Literatura, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, pela obra “O Guardador de Águas”.
Manoel de Barros publicou mais de vinte livros, entre eles, “Face Imóvel” (1942), “Poesias” (1946), “Compêndio Para Uso dos Pássaros” (1961), “Gramática Expositiva do Chão” (1969), “Matéria de Poesia” (1974), “O Guardador de Águas” (1989), “Livro Sobre Nada” (1996), “Retrato do Artista Quando Coisa” (1998), “O Fazedor de Amanhecer” (2001), e “Portas de Pedro Vieira” (2013).
Em seus últimos anos de vida passou a residir na região central de Campo Grande. Gostava de invenções verbais e neologismos como “eu me eremito”. Realizou uma cirurgia de desobstrução do intestino, mas não resistiu.
Manoel de Barros faleceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 13 de novembro de 2014."

Encontrei em: https://www.ebiografia.com/manoel_de_barros/

in: http://portaldoprofessor.mec.gov.br

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma sugestão para ir ao cinema e ver "As Melodias de Django"



A vida impressionante de Django Reinhardt (1910-1953), descendente de ciganos belgas.

Foi um guitarrista e compositor famoso muito apreciado por Duke Ellington e Louis Armstrong. 

O filme mostra a fuga de Django de Paris (ocupada pelos alemães em 1943), acompanhado da sua família. 

A não perder! As melodias são simplesmente fabulosas!

Para quem gosta de abrir o SPOTIFY, pode ouvir a banda sonora do filme em: 
https://open.spotify.com/album/5iAMr20h7ZTEenmgWXnhjl


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Daniel Bacelar e Rita Redshoes, em dueto!


A 30 de setembro último,  era anunciada em toda a imprensa a morte de Daniel Bacelar, considerado o primeiro rocker em Portugal.

Aqui lhe presto também a minha homenagem!

Daniel Bacelar
in: http://infocul.pt

"BLITZ NOTÍCIAS

Morreu Daniel Bacelar, pioneiro do rock n' roll em Portugal e comummente apelidado de "Ricky Nelson português". Tinha 74 anos e não resistiu a uma doença de foro oncológico.
Bacelar, o primeiro português a gravar um tema rock na língua portuguesa (intitulado "Fui Louco Por Ti"), começou por se destacar aos 17 anos, quando venceu a primeira edição do concurso "Caloiros da Canção", organizado pela Rádio Renascença.
A explosão ié-ié, nos anos 60, permitiu-lhe uma maior exposição e popularidade, lançando novos singles e dando vários concertos até 1967, quando se afastou do mundo da música. Em 2009, voltou aos palcos para cantar "Lonesome Town", grande êxito dos anos 50 popularizado por Ricky Nelson, na companhia de Rita Redshoes, durante o Festival dos Oceanos.
O jornalista Luís Pinheiro de Almeida, autor de um livro sobre a história do ié-ié em Portugal, Biografia do Ié-Ié, lamentou já a morte do músico e amigo pessoal. "Humilde, mas 'teimoso como o diabo' (digo eu!), nunca se sentiu na pele de ser o 'grande pioneiro' do rock em português", escreveu, sobre Bacelar."
(in: blitz.sapo.pt, 30.09.2017)