segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Uma reflexão sobre a "geração millenial"


in https://supercuriosos.com/

Acho que seria muito bom acompanhar a reflexão que aqui hoje vou transcrever, pois o assunto diz respeito aos jovens e com este tema nunca é fácil tirar conclusões. 

É que, para todos nós, os jovens são o futuro das nações e é neles que depositamos as maiores esperanças de um futuro melhor para as sociedades. E todos nós amamos os jovens!

Mas bem vistas as coisas, também concordo com muito do que aqui li. E é nalguns pontos em que poderemos concordar com o texto que a seguir transcrevo, que também se poderá actuar junto dos mais jovens, não só nossos familiares, como filhos, sobrinhos ou netos, mas também filhos de amigos nossos, quando acharmos que temos de lhes chamar a atenção para a realidade da vida. 

Sempre que acharmos que não estão a agir corretamente, querendo que tudo nas suas vidas apareça quase "caído do céu" devemos citar os exemplos das gerações que os antecederam, que tiveram de lutar imenso para conseguir fosse o que fosse nas suas vidas. Temos essa obrigação, a de lhes demonstrar que nada se consegue sem muita luta e que sem essa luta as coisas não têm tanto valor. 

Reconheço que hoje se deparam com imensos desafios, mas mesmo assim, desejaria que fossem mais realistas em relação ao mundo em que vivem, pois a vida, está mais que provado, não é nenhum "mar de rosas"! E nada aparece  "caído do céu"! Oh! Que grande engano, esse!

Geração millennial: os jovens que são bons demais para qualquer emprego 

por Ruth Manus   01.02.2019    in observador.pt

Existe uma coisa chamada humildade. 
Uma coisa chamada espírito de equipe. 
Uma coisa chamada maturidade. 
E daqui a pouco eles chegam aos 30 anos 
sem fazer nenhuma ideia do que essas coisas 
significam.
   Há quem diga que millennial é quem nasceu nos anos 80 e 90. 
   Há quem diga que são os dos anos 2000. 
   Há bastante discussão sobre isso, mas enfim, nesse texto, estou, 
   de fato, me referindo, em média, aos nascidos a partir do 
   começo dos anos 90. Uma curiosa geração que nunca tem dúvidas
   acerca do seu superestimado valor.
   Parece que assim que os anos 90 chegaram, surgiu uma 
   estranha geração de jovens intocáveis, que parece ter certeza de 
   que sua presença no planeta terra é uma grande honra para 
   todos. Já ouvi, mais de uma vez, millennials dizerem coisas como
  “eu não pedi para nascer” para justificar seus comportamentos 
   de criança de 5 anos, quando já estão na casa dos 25. 
   É claro que há exceções, mas são tantos com esse perfil, 
   que a generalização se torna inevitável.
   Eu sinceramente não entendo. Parece que até o fim dos anos 
   80 nos ensinaram a estudar, trabalhar duro e tentar ser feliz. 
   Uma lógica bem simples para a vida. Nos ensinaram a 
   respeitar hierarquias e, acima de tudo, nos ensinaram o 
   significado da palavra “oportunidade”. 
   Aprendemos a agarrar as oportunidades, a suar para 
   merecê-las e a sermos gratos por elas.
   Mas de repente apareceu uma geração que acha que são as 
   empresas que têm a “oportunidade” de contratá-los. 
   Ou seja, que é aquela tal grande honra para todos, o fato de 
   poder contar com a presença deles. Chegam em entrevistas 
   de trabalho e, em vez de tentarem mostrar seu melhor, 
   começam a questionar o que empresa tem para lhes 
   oferecer. Se enxergam sempre como os titulares dos 
   direitos e nunca como os devedores de nada.
   Nunca acham que são valorizados o bastante. 
   Deveriam ganhar mais. Deveriam trabalhar menos. 
   Frases como “não estudei tanto para ficar carregando papel” 
   ou “aquela vaga não é compatível com as minhas ambições” 
   são ditas por gente de 22 anos, sem qualquer tipo de 
   experiência, ainda vivendo às custas dos pais. 
   Eles selecionam, analisam, criticam e concluem que nada 
   é bom o bastante para eles.
   A noção de cooperação também é bastante remota na cabeça 
   dos millennials. Se encontram um papel amassado no chão, 
   não cogitam  pegá-lo e jogá-lo no lixo. O raciocínio é 
   “não fui eu que joguei, não tenho que pegar”, exatamente 
   como fazem as crianças de 5 anos. Mas facilmente se sentem 
   ofendidos se ninguém se habilita a ajudá-los com seus prazos 
   e suas crises.
   Nos dias em que uma bomba explode e é preciso trabalhar 
   até um pouco mais tarde, recorrem a filosofias carpe diem e 
   vão embora no seu horário normal. Nos dias em que atrasam
   um   relatório e precisam ficar até mais tarde, consideram-se 
   os grandes injustiçados da história. Dois pesos, duas medidas.
  Sou a primeira a defender as jornadas de trabalho justas 
  e não excessivas, assim como concordo que todo profissional 
  deva ser valorizado. Mas, antes disso, existe uma coisa 
  chamada humildade. Existe uma coisa chamada espírito de 
  equipe. Uma coisa chamada maturidade. E daqui a pouco eles 
  chegam na casa dos 30 anos, sem fazer nenhuma ideia do que 
  essas coisas significam.

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