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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Provas finais de exame de 4º ano vão continuar...

Este ano letivo realizaram-se provas finais no 1º ciclo, pela primeira vez, e depois dos resultados da 1ª fase, os alunos que mostraram maiores dificuldades, tiveram um acompanhamento extraordinário, como medida de combate ao insucesso escolar, apresentando-se mais tarde a uma 2ª fase.

Nuno Crato concedeu uma entrevista à revista VISÃO (nº 1065, de 1 a 7 de agosto 2013), onde explica os resultados de exames de alunos que tinham tido classificação final negativa a Português,na 1ª fase das provas, e que na 2ª fase só 7% obtiveram nota positiva. Pelo contrário, tendo sido dada a mesma oportunidade a Matemática, essa percentagem foi de 20%. 

Apesar de na 1ª fase as notas terem sido melhores, foram negativas; em Português verificou-se que a média foi negativa, mas em Matemática a média foi positiva. 

Esclareceu que apesar da média ser negativa a Português, mais de metade dos alunos tinham tido positiva (3 ou mais numa escala de 5); na disciplina de Matemática, a média foi positiva (56,9%) e mais de 60% dos alunos tiveram nota positiva. 

E as Provas Finais de 4º ano vão ser para continuar...

Este novo modelo experimentado este ano, será estendido ao 2º ciclo, no próximo ano, em que os alunos com dificuldades terão o mesmo direito a apoio extraordinário e a uma 2ª fase, com vista a ultrapassarem problemas e a obterem melhores classificações.

Penso que estas medidas do Ministério da Educação são positivas, desde que este preste o máximo apoio possível aos alunos que não conseguem atingir os seus objetivos, pois na atual conjuntura, são muitos os fatores que impedem muitos dos nossos estudantes a terem sucesso escolar. 

Deverá ser durante o ano letivo que a atenção deve ser redobrada, e não só quando são avaliados, evitando que eles sintam esse "fracasso" pessoal...


"A nota média nacional das provas finais do 4ºano a Português foi negativa, próxima dos 49%, enquanto a Matemática se situa nos 57%, segundo os resultados hoje divulgados pelo ministério da Educação."  

texto e imagem conseguidos em: 

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/06/12/provas-do-1-ciclo-com-media-negativa-a-portugues


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Como vai a escola em Portugal?


Bárbara Wong

             

Acabei de ler um artigo no JL nº 1069, de 21 de setembro a 4 de outubro de 2011, a propósito dos mitos que se criam em relação à escola e aos professores e que merecem ser investigados, pois gostamos de saber em que mãos entregamos as nossas crianças.

Confesso que gostei da entrevista feita por Francisca Cunha Rêgo à autora do livro "A Minha Sala de Aula é Uma Trincheira", Bárbara Wong, jornalista do "Público", que se dedica a refletir e a escrever sobre os problemas da educação em Portugal. É curioso saber que a sua investigação teve lugar a partir de uma pergunta do diretor da editora "Esfera dos Livros", José Maria Calvet: "Os alunos portugueses merecem os professores que têm?". Foi daí que resultou o trabalho de Bárbara Wong. 

Digo que gostei do que li, porque  a autora da citada obra, com prefácio de Paulo Guinote, teve a coragem de "meter mãos à obra" sobre um assunto tão atual e delicado;  refere pontos importantes relativos a muitas situações que se passam nas escolas e que a maior parte da nossa sociedade desconhece, acabando por abordar dez mitos sobre os nossos professores. "E, talvez por vício de profissão, no final de cada capítulo/mito contextualizou cada tema com referências, entre outros aspetos, as estatísticas." É um livro que interessa a todos os que se questionam sobre a Educação.

Essencialmente, a entrevista centra-se naquilo que, correntemente se diz sobre os docentes e que a autora "resolveu tirar a limpo": que têm uma rica vida, que tiram muitas férias, que não ensinam, que hoje em dia perderam toda a autoridade, que não querem ser avaliados... Bárbara Wong entrevistou em todo o pais, encarregados de educação, alunos, professores, visitou escolas e encontrou, tanto aspetos positivos, como negativos.

A autora confessa: "Não penso que as salas de aula portuguesas sejam trincheiras. Muitas serão, mas nem acredito que sejam a maioria". Espera que este livro, seja uma chamada de atenção para a instituição "escola", onde se incluem professores, pais e  alunos. 

Aqui fica uma boa sugestão de leitura: sim, não há como ler "A minha sala de aula é uma trincheira", de Bárbara Wong, Esfera dos livros.

Eu vou ler!