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segunda-feira, 14 de abril de 2025

Papa Francisco esteve presente no Domingo de Ramos, surpreendendo os fiéis

    
Papa surpreende fiéis e aparece na Praça São Pedro - Vatican News
imagem obtida em: vaticannews.va

Papa aparece de surpresa no final da missa de Domingo de Ramos

De cadeira de rodas, Francisco percorreu a Praça de São Pedro para cumprimentar os mais de 25 mil fiéis presentes na cerimónia.

O Papa Francisco apareceu de surpresa no final da celebração da missa de Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

De cadeira de rodas, o Papa percorreu o espaço para cumprimentar os mais de 25 mil fiéis presentes na cerimónia.

"Feliz Domingo de Ramos, feliz Semana Santa", disse brevemente, no altar central da praça, onde cumprimentou o cardeal argentino Leonardo Sandri, a quem tinha delegado para presidir à missa do Domingo de Ramos.

Francisco deslocou-se entre os fiéis e parou para trocar algumas palavras com um grupo de freiras que lhe transmitiram mensagens de encorajamento.Cumprimentou ainda várias crianças, com as quais demonstrou gestos de cumplicidade, enquanto se ouviam gritos de "Viva o Papa", noticia a agência espanhola Efe.

"No final da missa, o Papa Francisco juntou-se aos peregrinos e fiéis na praça e desejou-lhes boa sorte no Domingo de Ramos e no início da Semana Santa", afirma o Vaticano num comunicado citado pela Efe.

O pontífice, depois, acrescenta o comunicado, no caminho de regresso à Basílica de S. Pedro, parou em oração diante do túmulo do apóstolo e em frente ao monumento dedicado a Bento XV".

Com Lusa

REFERÊNCIA:  2025-04-13-video-papa-aparece-de-surpresa-no-final-da-missa-de-domingo-de-ramos-d7ffaefa

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Papa Francisco - notícias do Vaticano sobre o seu estado de saúde

Francisco
imagem in www.vatican.va

Os católicos e os crentes de todo o mundo estão preocupados com a saúde do seu  querido Papa Francisco!

Não só a sua conduta, que tem sido desde o início das suas funções tem sido excecional para com os fiéis de todo o mundo, como as visitas que faz a países em que a sua palavra carece de ser escutada, acresce que o seu pensamento e reflexões de grande profundidade, mostram uma grande preocupação em relação aos que são mais carenciados - em suma, aos que sofrem!


A Euronews dá a seguinte notícia, hoje:

Papa Francisco "descansou bem durante a noite" afirma o Vaticano

O sumo pontífice de 88 anos continua em estado crítico depois de ter passado 11 dias no hospital com uma pneumonia bilateral. Vaticano confirmou que o Papa continua com "terapia habitual" e que "consegue levantar-se".

O Papa Francisco "descansou bem, durante toda a noite", informou o Vaticano na manhã desta terça-feira. A Santa Sé reforçou numa comunicação mais tarde que o Papa “acordou esta manhã, continuando a terapia habitual destes dias" e que as "condições são as mesmas de ontem à noite”, acrescentaram fontes do Vaticano. 

Nas últimas informações foi adiantado ainda que o Papa Francisco "consegue levantar-se" e que este dormiu esta noite “sem interrupções e não teve mais nenhuma crise respiratória”.

O Papa, de 88 anos, sofre de uma pneumonia bilateral e continua em estado crítico, apesar de mostrar sinais de ligeira melhoria após ter passado 11 dias no hospital.

Os médicos disseram na segunda-feira que o sumo pontífice tinha registado "ligeira melhoria", retomando o trabalho a partir da sua cama de hospital. O Papa telefonou para uma paróquia na cidade de Gaza com a qual tem estado em contacto desde o início da guerra Israel-Hamas.

O estado do Papa ainda é considerado crítico mas este não terá sofrido mais nenhuma crise respiratória desde sábado. No boletim clínico de domingo à noite foi mencionada a existência de uma insuficiência renal, em estado inicial, que, segundo os médidos, estava controlada. 

Na tarde de segunda-feira, o boletim clínico apontava para uma ligeira melhoria do estado do sumo pontífice da Igreja Católica mas os médicos sublinhavam a necessidade de prudência, dada a complexidade do quadro clínico. 

Espera-se que surjam mais atualizações sobre o seu estado de saúde do Papa durante a tarde desta terça-feira. 

Fiéis rezam pela saúde de Francisco

Na Praça de S. Pedro, encharcada pela chuva, cerca de 4.000 pessoas reuniram-se na segunda-feira à noite para a primeira recitação noturna do Rosário. Os visitantes disseram que estavam a rezar pela boa saúde do Papa assim como em agradecimento pelos seus 12 anos de mandato.

Enquanto o Cardeal Pietro Parolin, o número 2 do Vaticano, conduzia as orações durante 45 minutos numa noite fria e chuvosa, os fiéis dedilhavam contas de rosário enquanto esperavam pela recuperação de Francisco. 

O Vaticano emitiu uma dose de otimismo ao início da noite, apresentando um boletim de saúde mais otimista do que nos últimos dias.

Ainda assim, o ambiente era quase sempre sombrio na praça monumental, com muitos dos presentes a perceberem que poderão estar em Roma nos últimos dias de Francisco. 

A multidão sentava-se debaixo de guarda-chuvas em cadeiras dobráveis ou ficava junto às vastas colunatas enquanto refletia com carinho sobre o legado do sumo pontífice.

Leitura em: pt.euronews.com    25.02.2025

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

A Quaresma: mensagem com palavras sábias do Papa Francisco

Cidade do Vaticano, 21 fev 2023 (Ecclesia) – A Igreja Católica vai iniciar esta quarta-feira o tempo da Quaresma, de preparação para a Páscoa, este ano em ligação ao processo sinodal lançado por Francisco, que pede abertura à “novidade”.

“O caminho sinodal está radicado na tradição da Igreja e, ao mesmo tempo, aberto para a novidade. A tradição é fonte de inspiração para procurar estradas novas, evitando as contrapostas tentações do imobilismo e da experimentação improvisada”, escreve, na sua mensagem para o novo tempo litúrgico, com o tema ‘Ascese quaresmal, itinerário sinodal’.

Francisco aponta a uma “transfiguração, pessoal e eclesial”, na preparação para a Páscoa e no Sínodo 2021-2024.

“É preciso pôr-se a caminho, um caminho em subida, que requer esforço, sacrifício e concentração, como uma excursão na montanha. Estes requisitos são importantes também para o caminho sinodal, que nos comprometemos, como Igreja, a realizar. Far-nos-á bem refletir sobre esta relação que existe entre a ascese quaresmal e a experiência sinodal”, apela.

A mensagem pede atenção particular aos “rostos e vicissitudes daqueles que precisam de ajuda”.

A escuta de Cristo passa também através da escuta dos irmãos e irmãs na Igreja; nalgumas fases, esta escuta recíproca é o objetivo principal, mas permanece sempre indispensável no método e estilo duma Igreja sinodal”.

A Quaresma é um tempo litúrgico, de 40 dias (a contagem exclui os domingos), que tem início com a celebração de Cinzas (22 de fevereiro, em 2023), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência; serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (este ano a 9 de abril).

O Papa sugere uma maior atenção, neste período, para a leitura da Bíblia e a celebração litúrgica.

“Se não pudermos participar sempre na Missa, ao menos leiamos as Leituras bíblicas de cada dia valendo-nos até da ajuda da internet”, recomenda.

Francisco alerta para os perigos de uma “religiosidade feita de acontecimentos extraordinários”, que ignora a vida quotidiana.


imagem obtida em: https://agencia.ecclesia.pt/


“Para aprofundar o nosso conhecimento do Mestre, para compreender e acolher profundamente o mistério da salvação divina, realizada no dom total de si mesmo por amor, é preciso deixar-se conduzir por Ele à parte e ao alto, rompendo com a mediocridade e as vaidades”, acrescenta.

Numa reflexão sobre a vivência espiritual da Quaresma, o Papa sustenta que “tanto no itinerário litúrgico como no do Sínodo, a Igreja não faz outra coisa senão entrar cada vez mais profunda e plenamente no mistério de Cristo Salvador”.

“Podemos dizer que o nosso caminho quaresmal é ‘sinodal’, porque o percorremos juntos pelo mesmo caminho, discípulos do único Mestre”, realça.

Também o processo sinodal se apresenta árduo e por vezes podemos até desanimar, mas aquilo que nos espera no final é algo, sem dúvida, maravilhoso e surpreendente, que nos ajudará a compreender melhor a vontade de Deus e a nossa missão ao serviço do seu Reino”.

Na sequência de uma inédita consulta global às comunidades católicas, lançada pelo Papa em outubro de 2021, sete assembleias continentais acontecem entre fevereiro e março, com a seguinte divisão: África e Madagáscar (SECAM), América Latina e Caraíbas (CELAM), América do Norte (EUA/Canadá), Ásia (FABC), Europa (CCEE), Médio Oriente (com a contribuição das Igrejas Católicas orientais) e Oceânia (FCBCO).

A primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos vai decorrer de 4 a 29 de outubro de 2023; Francisco decidiu que a mesma terá uma segunda etapa, em 2024.

O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.

OC

FONTE: in https://agencia.ecclesia.pt/portal/quaresma-mensagem-do-papa-liga-preparacao-para-a-pascoa-ao-sinodo-pedindo-abertura-a-novidade/

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Hoje é dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima





Fátima, 13 mai 2021 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima acolheu hoje uma etapa da “maratona” de oração promovida pelo Papa, durante o mês de maio, com a recitação do terço pelo fim da pandemia.


A celebração decorreu na Capelinha das Aparições, sob a presidência de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e transmissão mundial pelos canais oficiais do Vaticano.

“Com esta oração do Rosário, unimo-nos a toda a Igreja Católica no mundo, segundo as intenções do Santo Padre, para invocar de Nossa Senhora o fim desta pandemia que fere toda a humanidade”, indicou o cardeal português.

“Ao Santuário de Fátima foi pedido que fizesse esta oração no dia 13 de maio, para nós tão significativo, este ano particularmente significativo porque comemoramos dois aniversários”, acrescentou, evocando os 75 anos da coroação da imagem de Nossa Senhora, venerada na Capelinha das Aparições, e os 40 anos do atentado contra São João Paulo II, a que sobreviveu, na Praça de São Pedro.

D. António Marto apelou à “transformação dos corações e da vida pessoal, familiar, social e dos povos”, para se chegar à paz.

A intervenção evocou as Aparições de 1917, sublinhando que a Virgem Maria mostrou “um coração de Mãe que sente a dor dos seus filhos”.

“Por isso, é Rainha como Mãe da consolação e da esperança”, declarou.

Hoje, confiamos-lhe a humanidade ferida por esta pandemia, invocamos a sua proteção para a libertação desta doença. E fazemo-lo em união com o Santo Padre e a Igreja do mundo inteiro”.

Centenas de pessoas, de velas acesas, rezaram por uma “aurora de nova luz”, face à crise provocada pela Covid-19.O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, fez a saudação inicial, apelando à oração de todos os que se associaram a este momento especial.

“Em comunhão com o Santo Padre, o Papa Francisco, a exemplo das primeiras comunidades cristãs, neste momento de grande provação, elevemos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, a incessante súplica pelo fim da pandemia”, disse.

A celebração no santuário português teve, como intenção particular, a oração por “todos os presos, suas famílias e todos os voluntários das prisões”.

“O Papa Francisco desafiou a Igreja a unir-se numa maratona de oração, numa cadeia de oração, durante este mês de maio pelo fim da pandemia. O fundamental desta iniciativa é que cada cristão reze o terço, em cada dia deste mês, por essa intenção”, explicou o reitor do Santuário, no lançamento da peregrinação internacional aniversária do 13 de maio.

Falando aos jornalistas, esta quarta-feira, o padre Carlos Cabecinhas sublinhou que a iniciativa de oração, que passa por vários santuários mundiais, acontece hoje, “simbolicamente”, na Cova da Iria.

“Porque a proposta vem do Papa, porque acreditamos na força da oração e porque a oração do terço é parte integrante da Mensagem de Fátima, o Santuário não poderia deixar de se associar a esta iniciativa”, indicou.

Antes da peregrinação, o reitor do Santuário de Fátima convidou todos os que não se puderam deslocar à Cova da Iria a acender uma vela e unir-se em oração pelo fim da pandemia e pela paz no Mundo.

A peregrinação de maio voltou, este ano, a ser celebrada com peregrinos no Recinto de Oração, mas de forma ainda restrita a 7500 pessoas.

Ao longo de maio, a convite do Papa Francisco, 30 santuários marianos unem-se em oração pelo fim da pandemia da Covid-19, iniciativa que vai ser encerrada a 31 de maio, no Vaticano, pedindo ainda o regresso da “vida social e profissional”.

CB/OC
Sob a vossa proteção, procuramos refúgio, Santa Mãe de Deus.

Nesta situação dramática, cheia de sofrimentos e de angústias que envolvem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, e procuramos refúgio sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei a nós esses vossos olhos misericordiosos, nesta pandemia de coronavírus, e dai conforto a todos os que estão perdidos e choram os seus entes queridos falecidos, muitas vezes sepultados num modo que fere a alma. Amparai todos os que estão angustiados devido às pessoas doentes, de quem não podem estar próximos, para evitar o contágio. Infundi confiança em quem vive a ansiedade devido ao futuro incerto e às consequências que a pandemia teve na economia e no trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, implorai por nós a Deus, Pai de misericórdia, para que esta dura provação termine e volte um horizonte de esperança e de paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Filho Jesus, pedindo que dê conforto às famílias dos doentes e das vítimas e que abra o seu coração à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os profissionais de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na primeira linha e arriscam a vida para salvar outras vidas. Acompanhai as suas canseiras e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que, noite e dia, assistem os doentes, dos sacerdotes e das pessoas consagradas que, com solicitude pastoral e compromisso evangélico, procuram ajudar e apoiar a todos.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e das mulheres da ciência, para que encontrem soluções justas para vencer a doença.

(Oração pelo fim da pandemia, lida pelo cardeal D. António Marto em Fátima)

(in agencia.ecclesia.pt)

domingo, 11 de abril de 2021

Hoje é Domingo da Divina Misericórdia

image in vaticannews.va


Homilia do Papa Francisco no Domingo da Misericórdia - Vaticano - Texto Integral 

(11.04.2021)

"A paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair de si mesmo. A paz de Jesus liberta dos fechamentos que paralisam, quebra as correntes que mantêm o coração prisioneiro", disse o Pontifice.

Jesus ressuscitado aparece aos discípulos várias vezes; com paciência, conforta os seus corações desanimados. E assim, depois da sua ressurreição, realiza a «ressurreição dos discípulos»; e, solevados por Jesus, mudam de vida. Antes, inúmeras palavras e tantos exemplos do Senhor não conseguiram transformá-los; mas agora, na Páscoa, algo de novo se verifica; e verifica-se sob o signo da misericórdia: Jesus levanta-os com a misericórdia; eles, obtendo misericórdia, tornam-se misericordiosos.

1. Antes de tudo, obtêm misericórdia mediante três dons: primeiro, Jesus oferece-lhes a paz, depois o Espírito e, por fim, as chagas. Em primeiro lugar, dá-lhes a paz. Os discípulos estavam angustiados. Fecharam-se em casa assustados, com medo de ser presos e acabar como o Mestre. Mas não estavam fechados só em casa; estavam fechados também nos seus remorsos: tinham abandonado e renegado Jesus; sentiam-se uns incapazes, inúteis, falhados. Chega Jesus e repete duas vezes: «A paz esteja convosco!» Não traz uma paz que, de fora, elimina os problemas, mas uma paz que infunde confiança dentro. Não uma paz exterior, mas a paz do coração. Diz: «A paz esteja convosco! Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21). É como se dissesse: «Envio-vos, porque acredito em vós». Aqueles discípulos desanimados recuperam a paz consigo mesmos. A paz de Jesus fá-los passar do remorso à missão. De facto, a paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair de si mesmo. A paz de Jesus liberta dos fechamentos que paralisam, quebra as correntes que mantêm o coração prisioneiro. E os discípulos sentem-se cumulados de misericórdia: sentem que Deus não os condena, nem humilha, mas acredita neles. É verdade! Acredita em nós mais do que nós acreditamos em nós mesmos. «Ama-nos mais do que nos amamos a nós mesmos» (cf. São J. H. Newman, Meditações e Devoções, III, 12,2). Para Deus, ninguém é falhado, ninguém é inútil, ninguém é excluído. E Jesus continua hoje a repetir: «A paz esteja contigo, que és precioso aos meus olhos. A paz esteja contigo, que és importante para Mim. A paz esteja contigo, que tens uma missão. Ninguém pode realizá-la em teu lugar. És insubstituível. E Eu acredito em ti».

Em segundo lugar, Jesus usa de misericórdia com os discípulos oferecendo-lhes o Espírito Santo. Dá-O para a remissão dos pecados (cf. Jo 20, 22-23). Os discípulos eram culpados; fugiram, abandonando o Mestre. E o pecado acabrunha, o mal tem o seu preço. Como diz o Salmo 51 (cf. v. 5), temos sempre diante de nós o nosso pecado. Sozinhos, não podemos cancelá-lo. Só Deus o elimina; só Ele, com a sua misericórdia, nos faz sair das nossas misérias mais profundas. Como aqueles discípulos, precisamos de nos deixar perdoar. O perdão no Espírito Santo é o dom pascal para ressuscitar interiormente. Peçamos a graça de o acolher, de abraçar o Sacramento do perdão; e de compreender que, no centro da Confissão, não estamos nós com os nossos pecados, mas Deus com a sua misericórdia. Não nos confessamos para nos deprimir, mas para fazer-nos levantar. Todos precisamos imenso disso. Precisamos disso como precisam os pequeninos, sempre que caem, de ser levantados pelo pai. Também nós caímos com frequência; e a mão do Pai está pronta a pôr-nos de pé e fazer-nos caminhar. Esta mão segura e fiável é a Confissão. É o Sacramento que nos levanta, não nos deixando caídos a chorar sobre as lajes duras das nossas quedas. É o Sacramento da ressurreição, é pura misericórdia. E quem recebe as Confissões deve fazer sentir a doçura da misericórdia.

in vaticannews.va






















































Jesus ressuscitado aparece aos discípulos várias vezes; com paciência, conforta os seus corações desanimados. E assim, depois da sua ressurreição, realiza a «ressurreição dos discípulos»; e, solevados por Jesus, mudam de vida. Antes, inúmeras palavras e tantos exemplos do Senhor não conseguiram transformá-los; mas agora, na Páscoa, algo de novo se verifica; e verifica-se sob o signo da misericórdia: Jesus levanta-os com a misericórdia; eles,obtendo misericórdia, tornam-se misericordiosos.

1.    Antes de tudo, obtêm misericórdia mediante três dons: primeiro, Jesus oferece-lhes a paz, depois o Espírito e, por fim, as chagas. Em primeiro lugar, dá-lhes a paz. Os discípulos estavam angustiados. Fecharam-se em casa assustados, com medo de ser presos e acabar como o Mestre. Mas não estavam fechados só em casa; estavam fechados também nos seus remorsos: tinham abandonado e renegado Jesus; sentiam-se uns incapazes, inúteis, falhados. Chega Jesus e repete duas vezes: «A paz esteja convosco!» Não traz uma paz que, de fora, elimina os problemas, mas uma paz que infunde confiança dentro. Não uma paz exterior, mas a paz do coração. Diz: «A paz esteja convosco! Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21). É como se dissesse: «Envio-vos, porque acredito em vós». Aqueles discípulos desanimados recuperam a paz consigo mesmos. A paz de Jesus fá-los passar do remorso à missão. De facto, a paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair de si mesmo. A paz de Jesus liberta dos fechamentos que paralisam, quebra as correntes que mantêm o coração prisioneiro. E os discípulos sentem-se cumulados de misericórdia: sentem que Deus não os condena, nem humilha, mas acredita neles. É verdade! Acredita em nós mais do que nós acreditamos em nós mesmos. «Ama-nos mais do que nos amamos a nós mesmos» (cf. São J. H. Newman, Meditações e Devoções, III, 12,2). Para Deus, ninguém é falhado, ninguém é inútil, ninguém é excluído. E Jesus continua hoje a repetir: «A paz esteja contigo, que és precioso aos meus olhos. A paz esteja contigo, que és importante para Mim. A paz esteja contigo, que tens uma missão. Ninguém pode realizá-la em teu lugar. És insubstituível. E Eu acredito em ti».

Em segundo lugar, Jesus usa de misericórdia com os discípulos oferecendo-lhes o Espírito Santo. Dá-O para a remissão dos pecados (cf. Jo 20, 22-23). Os discípulos eram culpados; fugiram, abandonando o Mestre. E o pecado acabrunha, o mal tem o seu preço. Como diz o Salmo 51 (cf. v. 5), temos sempre diante de nós o nosso pecado. Sozinhos, não podemos cancelá-lo. Só Deus o elimina; só Ele, com a sua misericórdia, nos faz sair das nossas misérias mais profundas. Como aqueles discípulos, precisamos de nos deixar perdoar. O perdão no Espírito Santo é o dom pascal para ressuscitar interiormente. Peçamos a graça de o acolher, de abraçar o Sacramento do perdão; e de compreender que, no centro da Confissão, não estamos nós com os nossos pecados, mas Deus com a sua misericórdia. Não nos confessamos para nos deprimir, mas para fazer-nos levantar. Todos precisamos imenso disso. Precisamos disso como precisam os pequeninos, sempre que caem, de ser levantados pelo pai. Também nós caímos com frequência; e a mão do Pai está pronta a pôr-nos de pé e fazer-nos caminhar. Esta mão segura e fiável é a Confissão. É o Sacramento que nos levanta, não nos deixando caídos a chorar sobre as lajes duras das nossas quedas. É o Sacramento da ressurreição, é pura misericórdia. E quem recebe as Confissões deve fazer sentir a doçura da misericórdia.

Depois da paz que reabilita e do perdão que levanta, eis o terceiro dom com que Jesus usa de misericórdia com os discípulos: apresenta-lhes as chagas. Por aquelas chagas, fomos curados (cf. 1 Ped 2, 24; Is 53, 5). Mas, como pode uma ferida curar-nos? Com a misericórdia. Naquelas chagas, como Tomé, tocamos com a mão a verdade de Deus que nos ama profundamente, fez suas as nossas feridas, carregou no seu corpo as nossas fragilidades. As chagas são canais abertos entre Ele e nós, que derramam misericórdia sobre as nossas misérias. São os caminhos que Deus nos patenteou para entrarmos na sua ternura e tocar com a mão quem é Ele. E deixamos de duvidar da sua misericórdia. Adorando, beijando as suas chagas, descobrimos que cada uma das nossas fraquezas é acolhida na sua ternura. Isto acontece em cada Missa, onde Jesus nos oferece o seu Corpo chagado e ressuscitado: tocamo-Lo e Ele toca as nossas vidas. E faz descer a nós o Céu. As suas chagas luminosas rasgam a escuridão que trazemos dentro. E nós, como Tomé, encontramos Deus, descobrimo-Lo íntimo e próximo, e, comovidos, dizemos-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28). Tudo nasce daqui, da graça de obter misericórdia. Daqui começa o caminho cristão. Se, pelo contrário, nos apoiamos nas nossas capacidades, na eficiência das nossas estruturas e dos nossos projetos, não iremos longe. Só se acolhermos o amor de Deus é que poderemos dar algo de novo ao mundo.

2.    Assim fizeram os discípulos: tendo obtido misericórdia, tornaram-se misericordiosos. Vemo-lo na primeira leitura. Os Atos dos Apóstolos contam que «ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» (4, 32). Não é comunismo, mas cristianismo no seu estado puro. E o facto é ainda mais surpreendente, se pensarmos que aqueles mesmos discípulos, pouco tempo antes, litigavam entre si sobre prémios e honras, sobre qual deles era o maior (cf. Mc 10, 37; Lc 22, 24). Agora partilham tudo, têm «um só coração e uma só alma» (At 4, 32). Como conseguiram mudar assim? Viram no outro a mesma misericórdia que transformou a sua vida. Descobriram que tinham em comum a missão, o perdão e o Corpo de Jesus: a partilha dos bens terrenos aparecia-lhes como uma consequência natural. Depois o texto diz que, «entre eles, não havia ninguém necessitado» (4, 34). Os seus medos dissolveram-se ao tocar as chagas do Senhor, agora não têm medo de curar as chagas dos necessitados, porque ali veem Jesus, porque ali está Jesus.

Irmã, irmão, queres uma prova de que Deus tocou a tua vida? Verifica se te debruças sobre as chagas dos outros. Hoje é o dia de nos perguntarmos: «Eu, que tantas vezes recebi a paz de Deus, o seu perdão, a sua misericórdia, sou misericordioso com os outros? Eu, que tantas vezes me alimentei do seu Corpo, faço alguma coisa para matar a fome a quem é pobre?» Não permaneçamos indiferentes. Não vivamos uma fé a meias, que recebe mas não dá, que acolhe o dom mas não se faz dom. Obtivemos misericórdia, tornemo-nos misericordiosos. Com efeito, se o amor acaba em nós mesmos, a fé evapora-se num intimismo estéril. Sem os outros, torna-se desencarnada. Sem as obras de misericórdia, morre (cf. Tg 2, 17). Deixemo-nos ressuscitar pela paz, o perdão e as chagas de Jesus misericordioso. E peçamos a graça de nos tornar testemunhas de misericórdia. Só assim será viva a fé; e a vida unificada. Só assim anunciaremos o Evangelho de Deus, que é Evangelho de misericórdia.





Homilia do Papa Francisco no Domingo da Misericórdia - texto integral
"A paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair de 
si mesmo. A paz de Jesus liberta dos fechamentos que paralisam, quebra as 
correntes que mantêm o coração prisioneiro", disse o Pontífice.
HOMILIA DO SANTO PADRE
Eucaristia no II Domingo de Páscoa
(Domingo da Divina Misericórdia)
(11 de abril de 2021)
Jesus ressuscitado aparece aos discípulos várias vezes; com paciência, conforta os seus 
corações desanimados. E assim, depois da sua ressurreição, realiza a «ressurreição dos 
discípulos»; e, solevados por Jesus, mudam de vida. Antes, inúmeras palavras e 
tantos exemplos do Senhor não conseguiram transformá-los; mas agora, na Páscoa, 
algo de novo se verifica; e verifica-se sob o signo da misericórdia: Jesus levanta-os com 
a misericórdia; eles,obtendo misericórdia, tornam-se misericordiosos.
1. Antes de tudo, obtêm misericórdia mediante três dons: primeiro, Jesus oferece-lhes
 a paz, depois o Espírito e, por fim, as chagas. Em primeiro lugar, dá-lhes a paz. 
Os discípulos estavam angustiados. Fecharam-se em casa assustados, com medo de ser 
presos e acabar como o Mestre. Mas não estavam fechados só em casa; estavam fechados 
também nos seus remorsos: tinham abandonado e renegado Jesus; sentiam-se uns 
incapazes, inúteis, falhados. Chega Jesus e repete duas vezes: «A paz esteja convosco!» 
Não traz uma paz que, de fora, elimina os problemas, mas uma paz que infunde confiança 
dentro. Não uma paz exterior, mas a paz do coração. Diz: «A paz esteja convosco! 
Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21). É como se dissesse: 
«Envio-vos, porque acredito em vós». Aqueles discípulos desanimados recuperam a 
paz consigo mesmos. A paz de Jesus fá-los passar do remorso à missão. 
De facto, a paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair 
de si mesmo. A paz de Jesus liberta dos fechamentos que paralisam, quebra as correntes 
que mantêm o coração prisioneiro. E os discípulos sentem-se cumulados de misericórdia: 
sentem que Deus não os condena, nem humilha, mas acredita neles. É verdade! Acredita 
em nós mais do que nós acreditamos em nós mesmos. «Ama-nos mais do que nos 
amamos a nós mesmos» (cf. São J. H. Newman, Meditações e Devoções, III, 12,2). 
Para Deus, ninguém é falhado, ninguém é inútil, ninguém é excluído. 
E Jesus continua hoje a repetir: «A paz esteja contigo, que és precioso aos meus olhos. 
A paz esteja contigo, que és importante para Mim. A paz esteja contigo, que tens uma 
missão. Ninguém pode realizá-la em teu lugar. És insubstituível. E Eu acredito em ti».
Em segundo lugar, Jesus usa de misericórdia com os discípulos oferecendo-lhes o 
Espírito Santo. Dá-O para a remissão dos pecados (cf. Jo 20, 22-23). 
Os discípulos eram culpados; fugiram, abandonando o Mestre. E o pecado acabrunha, 
o mal tem o seu preço. Como diz o Salmo 51 (cf. v. 5), temos sempre diante de nós 
o nosso pecado. Sozinhos, não podemos cancelá-lo. Só Deus o elimina; só Ele, com a 
sua misericórdia, nos faz sair das nossas misérias mais profundas. Como aqueles discípulos, 
precisamos de nos deixar perdoar. O perdão no Espírito Santo é o dom pascal 
para ressuscitar interiormente. Peçamos a graça de o acolher, de abraçar o Sacramento 
do perdão; e de compreender que, no centro da Confissão, não estamos nós com os 
nossos pecados, mas Deus com a sua misericórdia. Não nos confessamos para nos deprimir, 
mas para fazer-nos levantar. Todos precisamos imenso disso. 
Precisamos disso como precisam os pequeninos, sempre que caem, de ser levantados pelo 
pai. 
Também nós caímos com frequência; e a mão do Pai está pronta a pôr-nos de pé e fazer-nos 
caminhar. Esta mão segura e fiável é a Confissão. É o Sacramento que nos levanta, não nos deixando caídos a chorar sobre as lajes duras das nossas quedas. É o Sacramento da ressurreição, é pura misericórdia. E quem recebe as Confissões deve fazer sentir a doçura da misericórdia.
Depois da paz que reabilita e do perdão que levanta, eis o terceiro dom com que Jesus usa de misericórdia com os discípulos: apresenta-lhes as chagas. Por aquelas chagas, fomos curados (cf. 1 Ped 2, 24; Is 53, 5). Mas, como pode uma ferida curar-nos? Com a misericórdia. Naquelas chagas, como Tomé, tocamos com a mão a verdade de Deus que nos ama profundamente, fez suas as nossas feridas, carregou no seu corpo as nossas fragilidades. As chagas são canais abertos entre Ele e nós, que derramam misericórdia sobre as nossas misérias. São os caminhos que Deus nos patenteou para entrarmos na sua ternura e tocar com a mão quem é Ele. E deixamos de duvidar da sua misericórdia. Adorando, beijando as suas chagas, descobrimos que cada uma das nossas fraquezas é acolhida na sua ternura. Isto acontece em cada Missa, onde Jesus nos oferece o seu Corpo chagado e ressuscitado: tocamo-Lo e Ele toca as nossas vidas. E faz descer a nós o Céu. As suas chagas luminosas rasgam a escuridão que trazemos dentro. E nós, como Tomé, encontramos Deus, descobrimo-Lo íntimo e próximo, e, comovidos, dizemos-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28). Tudo nasce daqui, da graça de obter misericórdia. Daqui começa o caminho cristão. Se, pelo contrário, nos apoiamos nas nossas capacidades, na eficiência das nossas estruturas e dos nossos projetos, não iremos longe. Só se acolhermos o amor de Deus é que poderemos dar algo de novo ao mundo.
2. Assim fizeram os discípulos: tendo obtido misericórdia, tornaram-se misericordiosos. Vemo-lo na primeira leitura. Os Atos dos Apóstolos contam que «ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» (4, 32). Não é comunismo, mas cristianismo no seu estado puro. E o facto é ainda mais surpreendente, se pensarmos que aqueles mesmos discípulos, pouco tempo antes, litigavam entre si sobre prémios e honras, sobre qual deles era o maior (cf. Mc 10, 37; Lc 22, 24). Agora partilham tudo, têm «um só coração e uma só alma» (At 4, 32). Como conseguiram mudar assim? Viram no outro a mesma misericórdia que transformou a sua vida. Descobriram que tinham em comum a missão, o perdão e o Corpo de Jesus: a partilha dos bens terrenos aparecia-lhes como uma consequência natural. Depois o texto diz que, «entre eles, não havia ninguém necessitado» (4, 34). Os seus medos dissolveram-se ao tocar as chagas do Senhor, agora não têm medo de curar as chagas dos necessitados, porque ali veem Jesus, porque ali está Jesus.

Irmã, irmão, queres uma prova de que Deus tocou a tua vida? Verifica se te debruças sobre as chagas dos outros. Hoje é o dia de nos perguntarmos: «Eu, que tantas vezes recebi a paz de Deus, o seu perdão, a sua misericórdia, sou misericordioso com os outros? Eu, que tantas vezes me alimentei do seu Corpo, faço alguma coisa para matar a fome a quem é pobre?» Não permaneçamos indiferentes. Não vivamos uma fé a meias, que recebe mas não dá, que acolhe o dom mas não se faz dom. Obtivemos misericórdia, tornemo-nos misericordiosos. Com efeito, se o amor acaba em nós mesmos, a fé evapora-se num intimismo estéril. Sem os outros, torna-se desencarnada. Sem as obras de misericórdia, morre (cf. Tg 2, 17). Deixemo-nos ressuscitar pela paz, o perdão e as chagas de Jesus misericordioso. E peçamos a graça de nos tornar testemunhas de misericórdia. Só assim será viva a fé; e a vida unificada. Só assim anunciaremos o Evangelho de Deus, que é Evangelho de misericórdia.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

25 de dezembro de 2020 - O Dia de Natal

Cabana com Natividade Moranduzzo efeito noite 30x40x30 cm 1
imagem obtida in holyart.pt


Neste dia, o coração de quem é cristão, crente, praticante, está centrado no nascimento do Menino Jesus. 

Os presentes, ficam para depois. São importantes para demonstrar o amor ou a amizade entre as famílias ou os amigos, mas não estão, de modo algum, em primeiro lugar. São símbolos que nos fazem recordar a festa da família. 

O cristão percebe a importância de assinalar o Natal com gestos de fraternidade e ajuda para com os mais pobres, doentes e necessitados.

Bom Natal em família!

Transcrevo este texto que se segue, partilhando o espírito de Natal.

Vaticano: «O consumismo sequestrou o Natal», alerta o Papa 
Dez 20, 2020 

Francisco convidou a oferecer uma prenda aos mais necessitados, apelando à solidariedade, particularmente em ano de pandemia

Cidade do Vaticano, 20 dez 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco criticou hoje no Vaticano o consumismo associado à celebração do Natal, pedindo aos católicos que assinalem o nascimento de Jesus com atenção aos mais necessitados e com a oração.

“O consumismo, irmãos e irmãs, sequestrou o Natal. O consumismo não está na manjedoura de Belém, ali está a realidade, a pobreza, o amor”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

“Não nos deixemos levar pelo consumismo. ‘Ah, tenho de comprar os presentes, tenho de fazer isto’, o frenesim de fazer coisas, coisas, coisas… O importante é Jesus”, acrescentou.

Perante centenas de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, num momento de oração com transmissão online, o Papa referiu-se ao “momento difícil” provocado pela Covid-19.

Em vez de reclamarmos do que a pandemia nos impede de fazer, façamos algo por quem tem menos: não um enésimo presente para nós e para os nossos amigos, mas para uma pessoa necessitada, em quem ninguém pensa”.

Francisco deixou ainda outro conselho para a celebração do Natal, deixando votos de que seja “oportunidade de renovação interior, de oração, de conversão, de passos em frente na fé, e de fraternidade”.

“Para que Jesus nasça em nós, preparemos o coração, vamos rezar, não nos deixemos levar pelo consumismo”, declarou.

O Papa pediu atenção para quem se encontra “na indigência, o irmão que sofre, onde quer que se encontre”.

“O irmão que sofre pertence-nos, é Jesus na manjedoura. Aquele que sofre é Jesus”, realçou.

Pensemos um pouco nisto, para que o Natal seja aproximar-se de Jesus neste irmão, nesta irmã. É aí, no irmão em necessidade, que está o presépio para o qual devemos ir, com solidariedade; este é o presépio vivo, o presépio no qual encontraremos verdadeiramente o Redentor, nas pessoas em necessidade”.

No final do encontro, o Papa elogiou a mostra ‘100 presépios’ que, este ano, decorre na Colunata da Praça de São Pedro, falando numa “catequese da fé para o Povo de Deus”.

Francisco destacou como a arte procura “mostrar como nasceu Jesus”, numa “grande catequese” da fé cristã.

A exposição “100 Presépios no Vaticano” acontece ao ar livre, sob a colunata de Bernini que envolve a Praça São Pedro, devido às limitações impostas pela pandemia.

A mostra percorre 30 países, num convite a conhecer as diversas tradições de representar a cena da Natividade.

A entrada é controlada, mas gratuita, e feita num percurso de sentido único.

A reflexão dominical do Papa partiu do anúncio do nascimento de Jesus, feito a Maria (Lc 1, 28,31), um momento de alegria e também de incerteza.

“Tendo um filho, Maria teria transgredido a Lei, e as penas para as mulheres eram terríveis: estava previsto o apedrejamento”, recordou.

Francisco sublinhou que a resposta de Maria manifesta um “desejo forte” de corresponder à vontade de Deus, sem adiar decisões.

OC

Após a oração, o Papa disse que a pandemia criou especiais dificuldades aos trabalhadores marítimos.

“Muitos deles – estima-se que 400 mil, em todo o mundo – estão presos nos navios, para lá do termo dos seus contratos, e não podem regressar a casa”, alertou.

Francisco rezou à Virgem Maria, para que conforte estas pessoas e todos os que vivem situações de dificuldade, pedindo aos governos “façam o possível” para que os trabalhadores possam voltar a estar com os seus entes queridos.

Encontrei in agencia.ecclesia.pt

domingo, 18 de outubro de 2020

Hoje, neste terceiro domingo de outubro, celebra-se o Dia Mundial das Missões

Celebra-se hoje, a 18 de outubro, o Dia Mundial das Missões. 

Nele se destaca o trabalho dos missionários em todo o mundo, com o objetivo de olharmos uns para os outros como "irmãos", tentando sempre, em cada momento das nossas vidas, ajudar "o próximo".

Com a devida vénia, permito-me transcrever a notícia que considero mais importante neste dia e que é da Agência Ecclesia (agencia.ecclesia.pt):

Cidade do Vaticano, 18 out 2020 (Ecclesia) – O Papa assinalou hoje no Vaticano o Dia Mundial das Missões 2020, celebrado pela Igreja Católica, destacando o trabalho dos missionários e missionárias na construção da “fraternidade”, em todo o mundo.

“Cada cristão é chamado a ser tecedor de fraternidade. São-no, de modo especial, os missionários e missionárias – sacerdotes, leigos, consagrados – que semeiam o Evangelho no grande campo do mundo. Rezemos por eles e ofereçamos-lhe o nosso apoio concreto”, disse Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa manifestou publicamente a sua gratidão pela recente libertação do padre italiano Pier Luigi Maccalli, da Sociedade de Missões Africanas.

“Desejo agradecer a Deus pela tão aguardada libertação do padre Pier Luigi Maccalli. Saudemo-lo com um aplauso”, referiu.

O missionário foi libertado a 8 de outubro, no Mali, depois de mais de dois anos em cativeiro às mãos de um grupo jihadista.

“Alegramo-nos também porque, com ele foram libertados outros 3 reféns”, disse o Papa, em referência ao italiano Nicola Chiacchio, à trabalhadora humanitária francesa Sophie Pétronin e ao político maliano Soumaila Cisse.

Francisco convidou a rezar pelos missionários, os catequistas e por todos “os que são perseguidos ou sequestrados em várias partes do mundo”.

A celebração do Dia Mundial das Missões acontece anualmente no terceiro domingo de outubro; os donativos recolhidos nas Missas destinam-se a apoiar o trabalho das Obras Missionárias Pontifícias.


Foto: Lusa/EPA


A mensagem do Papa o 94.º Dia Mundial das Missões, divulgada na última solenidade do Pentecostes (31 de maio), assume que a pandemia de Covid-19 deve ser um “desafio também para a missão da Igreja”.

“Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida”, escreve Francisco.

A mensagem sublinha ainda o impacto da suspensão das celebrações comunitárias, que levou a pensar nas “muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos”.

Num texto com o título ‘Eis-me aqui, envia-me’, passagem do livro bíblico do profeta Isaías (Is 6, 8), Francisco evoca as “tribulações e desafios causados pela pandemia de Covid-19” e recorda a intervenção da bênção especial ‘Urbi et Orbi’ de 27 de março, numa Praça de São Pedro deserta: “Neste barco, estamos todos”.

OC