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terça-feira, 3 de julho de 2018

200 migrantes morreram no último fim de semana junto à costa da Líbia

imagem obtida in: dn.pt

Mais de 200 migrantes morreram afogados ao largo da Líbia este fim de semana, elevando o número total de afogamentos de migrantes em todo o Mediterrâneo este ano para mais de 1.000 pessoas, avançou hoje a OIM.
Segundo a Organização Internacional das Migrações (OIM), 204 migrantes perderam a vida entre sexta-feira e domingo e hoje um pequeno barco de borracha repleto de migrantes virou-se com cerca de 41 pessoas, que sobreviveram após serem resgatadas.
Na sexta-feira, três bebés estavam entre os 103 que morreram num naufrágio similar, a norte de Trípoli, "também causado por contrabandistas que levaram migrantes para o mar em embarcações completamente inseguras", avança a organização.
Desde o início do ano até agora, a guarda costeira da Líbia levou cerca de 10 mil pessoas para terra que viajavam em pequenas embarcações.
"Há um aumento alarmante de mortes no mar ao largo da costa da Líbia", disse o chefe da missão da OIM Líbia, Othman Belbeisi, acrescentando que "os contrabandistas estão a explorar o desespero dos migrantes para saírem antes que haja mais repressões na travessia do Mediterrâneo".
"Os migrantes devolvidos pela guarda costeira não devem ser automaticamente transferidos para detenção e estamos profundamente preocupados que os centros de detenção voltem a estar superlotados e que as condições de vida se deteriorem com o recente afluxo de migrantes", acrescentou Belbeisi.
Em 2017, mais de 171.635 migrantes chegaram à Europa através do Mediterrâneo e 3.116 morreram no mar, de acordo com dados da OIM.
in: dn.pt   by DN/Lusa   01.07.2018

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

António Guterres quer que a proteção dos refugiados seja garantida

in: rtp.pt

"Guterres espera que refugiados voltem a ser prioridade da administração de Trump

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, veio recordar que os Estados Unidos têm “uma grande tradição” de proteção de refugiados. “A proteção dos refugiados deve ser garantida. O acesso dos refugiados a um lugar onde estejam seguros é extremamente importante”, disse o português, numa conferência de imprensa em Adis Abeba, Etiópia, onde participou na abertura da cimeira da União Africana (UA).
“Os Estados Unidos têm uma grande tradição na proteção de refugiados, espero que esta medida seja apenas temporária”, afirmou Guterres, depois de ter sido questionado sobre a interdição de entrada a cidadãos de sete países de maioria muçulmana, decretada na sexta-feira passada pelo novo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Entre os países que constam da lista, há três africanos — Líbia, Somália e Sudão — e Guterres apresentou a presença na cimeira da UA para reforçar que os países do continente africano são os que acolhem a maior população de refugiados no mundo.
“As fronteiras africanas continuam abertas para todos os refugiados que necessitam da sua proteção, enquanto as fronteiras em muitos outros países estão a ser fechadas, incluindo nos locais mais desenvolvidos do mundo”, lamentou Guterres, perante o plenário da União Africana.
Por outro lado, sobre uma possível revisão das relações entre os Estados Unidos e a Organização das Nações Unidas admitida por Trump, o secretário-geral da ONU reconheceu que é um assunto “preocupante”, mas disse acreditar que seja possível encontrar uma solução através de um “diálogo construtivo” em que participa de forma direta.
Lusa"
(in observador.pt, Miguel Santos, 30.01.2017)