terça-feira, 8 de abril de 2014

Provérbios para abril..."Em abril...águas mil..." (mais água??? Oh, não!)...


É próprio do mês de Abril, as águas serem às mil.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.
A água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não racha a leira, 
anda todo o ano em canseira.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
No princípio ou no fim, Abril costuma ser ruim.
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. 
A ti chova todo o ano e a mim em Abril e Maio.
Sardinha de Abril, vê-la e deixá-la ir.
Sáveis por S. Marcos (dia 25) enchem os barcos.
Abril frio, pão e vinho.
Em Abril, águas mil coadas por um mandil [tecido grosseiro].
Frio de Abril nas pedras vai ferir.
Guarda pão para Maio e lenha para Abril.
Se não chove em Abril perde o lavrador o carro e o carril.
Em Abril, abre a porta à vaca e deixa-a ir.
Entre Março e Abril não há que rir.
Em Abril vai a velha onde quer ir e à sua casa vem dormir.
A aveia em Abril está a dormir.
Em tempo de cuco, pela manhã molhado, à noite enxuto.
Não há mês mais irritado, do que Abril zangado.
O grão de Abril, nem por semear nem nascido.
Abril frio, ano de pão e vinho.
Em Abril queijos mil, e em Maio três ou quatro.
Abril, no princípio ou no fim é ruim.
Em Abril, queima a velha o carro e o carril e deixa um tição 
para Maio, para comer as cerejas ao borralho.

http://portaldofolclore.blogspot.pt/2011/04/proverbios-e-adagios-populares.html
imagem conseguida em:  eb23vpa_biblioteca.blogs.sapo.pt

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Lembremos o 27 de fevereiro de 1953...Acordo de Londres sobre as dívidas alemãs...será que Portugal não tem o mesmo direito?

Recebido por e-mail:

imagem conseguida em: www.esquerda.net
"Para que a memória não se apague… 

Fez no passado dia 27 de Fevereiro, 60 anos!

Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs | Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.

O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida. A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920. O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento. O acordo adoptou três princípios fundamentais: 
1. Perdão/redução substancial da dívida; 2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo; 3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderiaser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.
A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.
O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.
Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.
Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.
EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.
Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais
Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
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"Je t'aime", de Lara Fabian - Ukraine's Got Talent


domingo, 6 de abril de 2014

As vozes de dois "monstros" da música ouvida em todo o mundo...


Recordando Bana, esse cantor cabo-verdiano inesquecível...


Alegre espectáculo musical...


Você está ON ou OFF?


O limão é... uma laranja de mau-humor..., segundo Reginaldo Faria

 "O limão é uma laranja de mau-humor." Reginaldo Garcia

Frase engraçada que arrasta consigo uma história que nos faz sorrir, pois aceitamos perfeitamente que um limão, como citrino que é, se torne mais "ácido" a partir de certa altura, e acabe mesmo por "azedar", ficando, assim, de "mau-humor"...!!!

A personificação cai bem nesta frase, por isso, não resisti a contar a sua história...sim, a história de como ela nasceu e percorreu a Internet...contada pelo próprio Reginaldo Faria.

"O limão é uma laranja de mau-humor."
Reginaldo Garcia

Curiosamente, a frase acima foi escrita por mim há vários anos, 
e calhou de, em 2004, publicá-la num site de frases. 
O tempo passou e por esses dias, lembrei da dita frase e 
joguei no Google. 
Qual não foi a minha surpresa ao encontrá-la em vários sites 
jornalísticos e até na página de relacionamentos Orkut. 
Porém, a surpresa maior ficou por conta dos créditos autorais. 
Em quase todas as citações, constava o meu nome. 
Bons indícios estes.
Entre as publicações encontradas para essa simples frase, 
está uma expressiva ilustração, que publico abaixo, 
de Ceó Pontual. 
O jornalista Ucho Haddad a usou como epígrafe em seu site 
e a jornalista Marcia Peltier publicou em sua coluna no Jornal 
do Brasil. Para quem quiser conferir, basta clicar nos links.