quarta-feira, 31 de março de 2021

O coelho é um dos símbolos da Páscoa, mas há outros também importantes

Quando a época da Páscoa se começa a aproximar, é costume começar  a ouvir-se falar na compra dos ovos de chocolate, do pão-de-ló, do folar e da bola de carne. 

Mas também não é menos verdade que pensamos logo em enfeitar as nossas casas com imagens de loiça ou palhinha com coelhos, galinhas, patos, e mais algumas, que se destinam a enfeitar a casa para a época festiva que se avizinha.

Efetuei uma pesquisa e encontrei um número razoável de símbolos a que damos grande importância, nesta altura do ano. 

Passo a transcrever:

"A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS

O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).

Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] .

Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos. 


OVOS DE PÁSCOA


 
De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.

Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.

Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceite é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

COELHO


 

O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pêlo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar. 

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.


CORDEIRO


O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo. 

Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.

Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

CÍRIO PASCAL


É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".

Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.

O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.

GIRASSOL



O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.

O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astro-rei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.

PÃO E VINHO



O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.

Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.

Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus. 

A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].

A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.

Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.

Colomba Pascal




O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado. 

SINO


Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.

O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.

Quaresma

Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.

Óleos Santos

Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.

Fontes:

[1] Baseado na Coleção Descobrindo a Páscoa, Edições Chocolate.
[2] A vitória da Páscoa, Georges Chevrot, Editora Quadrante, São Paulo, 2002
[3] Vida Eucarística, José Manuel Iglesias, Editora Quadrante, São Paulo, 2005"


ENCONTREI EM: portaldafamilia.org

terça-feira, 30 de março de 2021

Significado dos ovos de Páscoa


in br.pinterest.com


A minha pesquisa: 

Ovo de Páscoa é um ovo, normalmente de chocolate, inteiro, pintado com gravuras ou com várias cores, para simbolizar a ressurreição de Cristo e adorar a páscoa, em muitos países

Atualmente, vende-se chocolate em formato de ovo, recebendo, portanto, o mesmo nome. Geralmente oco, mas também com recheios ou brinquedos dentro. Os Ovos de Páscoa recheados costumam ser artesanais, enquanto os ocos (que vêm com brinquedo dentro) normalmente são industrializados. Alguns dos recheios comuns são: brigadeiro, doce de leite, creme de avelã, churros, floresta negra (chocolate com morango), entre outros. Costuma ser envolto por cambiantes papéis laminados, e também distribuído como presente aos amigos e crianças nas festividades da Páscoa cristã.

O ovo é símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e o renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início da primavera. Para obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. O ovo de chocolate ou ovos de Páscoa, que são uma tradição milenar, passou a ser relacionada com o cristianismo. Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Outros povos como os gregos e os egípcios também coloriam ovos de galinha oco, porém, em datas diferentes.

Colorir e decorar ovos é um costume também bastante antigo praticado no Oriente. Nos países da Europa de Leste, os ortodoxos tornaram-se grandes especialistas em transformar ovos em obras de arte. Da Rússia à Grécia, os ortodoxos costumam pintar os ovos de vermelho. Já no Brasil, o doce domintante é o chocolate. A tradição é tão forte que a Quinta-feira Santa é conhecida por Quinta-feira de páscoa, dia de comer o Ovos da Páscoa. Na Bulgária, em vez de se esconder os ovos, luta-se com eles na mão. Há verdadeiras batalhas campais. Toda a gente tem de carregar um ovo e quem conseguir a proeza de o manter intacto até ao fim será o mais bem sucedido da família até à próxima Páscoa.

Das tradições da Europa Oriental, o hábito passou aos demais países. Eduardo I de Inglaterra oferecia ovos banhados em ouro aos súditos preferidos. Luís XIV de França os mandava, pintados e decorados, como presentes. Isso iniciou a moda de fazê-los artificiais, de madeira, porcelana e metal, contendo alegras surpresas aos presenteados. Seu sucessor Luís XV presenteou sua amante 33 anos mais jovem, Madame du Barry, com um enorme ovo, o qual continha uma estátua de Cupido. Essas tradições inspiraram também Peter Carl Fabergé na criação dos famosos e valiosos Ovos Fabergé.[1]

Os ovos de chocolate vieram dos Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam esconder ovos nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje.

Números, tamanhos e pesos

Ovo de Páscoa gigante

A numeração não é padronizada, e segundo o levantamento do IDEC uma mesma marca pode apresentar ovos do mesmo número com gramatura variada. É possível, por exemplo, encontrar ovos de tamanho 20 de 300 a 350 gramas, uma diferença de 25%. Ainda, segundo o IDEC, ovos recheados com brinquedos costumam ter menos chocolate que os números equivalentes sem brindes. 

O número serve apenas como indicação de tamanho do ovo, mas a espessura pode variar, e mesmo o tamanho não é padronizado - cada marca usa o que melhor lhe convier.

É importante lembrar que o In Metro exige que fabricantes informem nas embalagens o peso líquido (peso do chocolate em si) e bruto (peso total com embalagem e brinde) dos ovos.

A Páscoa no Mundo

Ver artigo principal: Páscoa

Bélgica e França

Nesses países, os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-Feira da Paixão e o Domingo de Páscoa. Diz a lenda que os sinos voam para Roma até a Páscoa e, no caminho de volta, deixam cair ovos, que as crianças devem encontrar. As crianças belgas fazem ninhos de palha e os escondem na grama, esperando que o coelho da Páscoa os encha de ovos.
Bulgária

Os búlgaros colorem ovos cozidos na Quinta-Feira Santa, após a missa. Os pães pascais também são uma tradição muito forte: podem ser pequenos ou grandes, mas sempre decorados. O pão é chamado "kolache" ou "kozunak". Seu sabor é semelhante ao do panetone brasileiro. Um desses pães é especialmente decorado incrustando-se ovos vermelhos nele (sempre em números ímpares) e levado à igreja na madrugada de sábado, para uma sequência de liturgias. Após esses eventos, os pães e ovos são abençoados e levados de volta para casa. Com esses alimentos presenteiam-se amigos turcos da família (que se sentem muito honrados e retribuem com dinheiro), os chamados pais espirituais (padrinho e madrinha), pais biológicos e todos os outros parentes e amigos.

Os ovos são quebrados após a missa da meia-noite e durante os próximos dias. Um dos ovos é quebrado na parede da igreja (e esse é o primeiro ovo a ser comido após o jejum da Quaresma). Outro ritual, o da quebra de ovos, acontece após o almoço de Páscoa. Cada pessoa escolhe um ovo e, então, cada um a sua vez, bate seu ovo contra o dos outros. Aquele que ficar com o seu ovo inteiro por último terá um ano de sorte.
Estados Unidos

A atividade mais comum nos países é a caça ao ovo de Páscoa. Os ovos cozidos, decorados com tintas, são escondidos e as crianças devem encontrá-los. Em comunidades menores, as crianças da cidade se reúnem em praças para encontrar os ovos, escondidos por todo lugar.

A Páscoa na Casa Branca, sede do governo norte-americano, reúne pessoas de todo o país. A tradição vêm do início da década de 1870, quando crianças brincavam, durante a Páscoa, no gramado do Capitólio, em Washington D.C. Elas levavam seus ovos cozidos e os rolavam na grama para ver quem conseguia mandar o ovo mais longe. Em 1877, uma lei proibiu a atividade, mas o presidente Rutherford Hayes, em 1878, liberou o gramado sul da Casa Branca para a rolagem de ovos.

Hoje, o evento (gratuito) tem ingressos colocados à disposição de crianças entre 3 e 6 anos, acompanhadas dos pais, que participam de diversas brincadeiras em volta da Casa Branca, até seu momento de rolar ovos no gramado.

México

Nesse país é popular a "malhação de Judas", o apóstolo que traiu Jesus. Ao meio-dia do Domingo de Páscoa, bonecos representando Judas são socados, enforcados e queimados. Em algumas cidades, Judas também é representado por uma piñata, um jarro cheio de doces que as crianças devem tentar quebrar, espalhando doces para todos os presentes.
Oriente Médio

A cerimônia do lava-pés é um dos pontos altos da comemoração. Na Quinta-Feira Santa, os padres convidam mendigos a entrar e lavam seus pés e lhes dão presentes, para lembrar o ato de Jesus Cristo.
Suécia

Os suecos mantêm uma relação extremamente solene com a Semana Santa. Fazer casamentos e batizados nessa época é considerado inapropriado. Mas esse quadro, aos poucos, vem mudando: já há alguns anos os cinemas estão abrindo na Sexta-Feira da Paixão. Devido ao clima do país, as palmas do Domingo de Ramos costumam ser substituídas por ramos de salgueiro. De tão ligada a essa liturgia, a folha de salgueiro ficou conhecida como "palma" pelos suecos.

As tradições pascais da Suécia e de outros países escandinavos lembram muito o Halloween norte-americano. Na Quinta-Feira Santa ou na véspera da Páscoa, as crianças suecas vestem-se como bruxos e visitam seus vizinhos, deixando um cartão decorado (a "carta de Páscoa") e esperando receber um doce ou dinheiro em troca.

Esse costume tem origem numa lenda local, que dizia que, durante a Páscoa, a atividade de bruxas e bruxos crescia muito. A tradição das "cartas" é especialmente difundida no oeste da Suécia, onde também é costume colocar essas cartas nas caixas de correios ou por debaixo das portas sem ser visto. A identidade de quem enviou o cartão é sempre secreta. Os suecos também entregam ovos cozidos decorados durante a Páscoa, mas nem de longe tão elaborados como em outros países da Europa.

Encontrei em  pt.wikipedia.org

sexta-feira, 26 de março de 2021

Meditações sobre o amor, a vida e a felicidade

in pinterest.pt


Apreciar a nossa própria companhia

A única maneira de justificar os nossos dias é amando e trabalhando com o melhor que existe dentro de nós. Devemos usar o coração e olhar o mundo com os mesmos olhos por onde as lágrimas jorram de alegria ou de tristeza.

Eu conheço poetas que nunca se revelam por completo, porque têm medo de serem reconhecidos e depois acabam sozinhos; eles não gostam de estar sozinhos, porque não conseguem apreciar a sua própria companhia. Paradoxalmente, essa solidão é algo que assusta e atrai os homens. 

Eu, por exemplo, adoro estar só. Quando estou rodeado de gente e mesmo assim consigo apreciar a minha própria solidão, sou capaz de amar todos os que estão à minha volta com muito mais desprendimento. 

Mas, à medida que essas pessoas exigem que eu abandone a minha solidão interior - para que elas mesmas não se sintam sozinhas - então a magia desse amor desaparece. (In Carta a Mary Haskell)

(Kahlil Gibran, Meditações sobre o amor, a vida e a felicidade)

terça-feira, 23 de março de 2021

Dia do Estudante (23 de março) - Parabéns!

imagem in pinterest.pt



imagem in https://lojaswessel.wordpress.com

domingo, 21 de março de 2021

Otillie Faber-Castell, uma grande mulher


in faber-castell.com


O surgimento da Faber-Castell

A empresa começou em uma pequena oficina alemã fundada em 1761 pelo marceneiro Kaspar Faber. Apesar da profissão criar uma associação óbvia, curiosamente o primeiro protótipo de Kaspar não era constituído de madeira, mas sim de chumbo.

Vinte três anos depois o pequeno negócio passou a ser comandado pelo herdeiro e grande visionário em sua época Anton Wilhelm, ele foi responsável por profissionalizar o nome da marca usando as suas iniciais e sobrenome, nascia assim a A.W. Faber. 

Posteriormente, Anton Wilhelm também percebeu que se investisse parte do capital da oficina em outros imóveis poderia acelerar a produção e aumentar o lucro em sua cidade, essa foi uma importante decisão que elevou os custos no começo, mas acelerou o crescimento a longo prazo.

Quando a empresa passou a ser comandada por Georg Leonhard Faber a Alemanha vivia crises políticas e econômicas que duraram de 1810 a 1838. Diante deste cenário, o neto de Kaspar não pôde evitar o declínio da produção que ameaçava a sobrevivência da empresa.

A globalização da A.W. Faber

Em 1839, Georg Leonhard faleceu precocemente, o fato levou a transferência administrativa da A.W. FABER para seu filho Lothar von Faber, um jovem que na época tinha apenas 22 anos. Lothar precisava de soluções para manter o progresso do patrimônio familiar.

Primeiramente, ele decidiu entender mais sobre o seu negócio, por isso viajou para conhecer a fundo como funcionavam as empresas fabricantes de instrumentos de escrita em Londres e Paris, adquirindo valiosas experiências.

Retornando ao seu país de origem ele estabeleceu o que hoje conhecemos como visão da empresa, daquele momento em diante a A.W. Faber não seria mais apenas uma oficina, mas sim uma organização comprometida. Seu lema objetivo: “Erreichen sie die höchste position und produzieren sie die besten produkte der welt”, [trad.: Alcançar a posição mais alta e produzir os melhores produtos do mundo].

Após revisar e reposicionar o negócio Lothar criou um novo produto: o lápis hexagonal, na qual timbrou as iniciais A.W. Faber, dando origem ao primeiro instrumento comercializado com marca registrada na história.

Foi quando o quarto herdeiro em sua linhagem decidiu expandir os horizontes da marca, se não havia como modificar o caótico cenário germânico a melhor solução era deixá-lo e buscar novos locais.

Em 1843 Lothar inaugurou um escritório de vendas em Nova Iorque, dando início a venda dos produtos com a marca A.W. Faber em solo americano. Seis anos após ele inaugura também a primeira subsidiária estrangeira da empresa no país.

O sucesso da subsidiária possibilitou a expansão da empresa para outras cidades importantes na época, como Paris, Londres, Viena e São Petersburgo tornando assim, a marca global. 

Para padronizar os produtos ao redor do globo, em 1851 Lothar determinou a rigidez e espessura que cada lápis deveria ter, o modelo inovador posteriormente foi copiado por todos os outros fabricantes do setor.
A origem do nome Faber-Castell

Em 1898, Ottilie von Faber, neta de Lothar von Faber se casou com Alexander zu Castell-Rüdenhausen, herdeiros de um dos sobrenomes nobres mais antigos da Alemanha.

Porém, seu avô Lothar não queria que a neta perdesse o nome da família após o matrimônio. Para resolver o problema foi criado um novo sobrenome: Faber-Castell, denominação que além de atender ao pedido do avô acabou se tornando o novo nome da indústria.

A tecnologia Faber-Castell

Pouco depois do término da Segunda Guerra Mundial, em 1948 a empresa lançou as primeiras lapiseiras voltadas para o desenho técnico, as quais apresentavam grafites com diâmetro milímetros.

Nos anos seguintes a Faber-Castell ampliou o seu mercado para a Oceania e América Latina, onde passou a produzir outros instrumentos voltados para desenho e pintura, como marca-textos e canetas esferográficas. 

Em 1993 ocorreu o realinhamento do Grupo Faber-Castell levou a ascensão mundial da marca alemã. O foco principal foi revisar a imagem e comunicação da marca em escala mundial, para isso foi fundamental re-adquirir os direitos autorais sobre a marca nos EUA, os quais haviam sido perdidos como resultado da Segundo Guerra Mundial.
Novos mercados

Nos anos 2000 a empresa passou a investir em brinquedos educativos, além de novas tecnologias mais seguras para crianças pequenas. Um exemplo disso é o Lápis Max, que aposta na nanotecnologia para oferecer um grafite mais macio e resistente.

A última empreitada é a entrada no setor de cosméticos, apostando na expertise em cores, apesar da Faber-Castell já fornecer subprodutos usados em sombras e lápis faciais, essa é a primeira vez que esses produtos serão assinados oficialmente com o nome da marca.

Em uma era em que o branding é essencial para o sucesso de qualquer marca, por se tratar de um produto que envolve o uso de recurso naturais para a sua criação, não basta apenas ser a marca top of mind, é preciso cuidado para não esgotá-los.

Para solucionar o problema, parte da madeira utilizada na confecção de lápis vem de áreas de reflorestamento no Brasil, as quais se encontravam desmatadas e foram recuperadas pela empresa.

A Faber-Castell é um exemplo de empresa que conseguiu manter o compromisso de fabricar produtos de alta qualidade sem deixar de arcar com a responsabilidade ambiental. 

Curiosidades sobre a Faber Castell

O lápis foi um invento criado para oferecer um invólucro capaz de evitar que os usuários sujem as mãos de carbono enquanto traçam as linhas;

A primeira fábrica da empresa, às margens do Rio Regnitz foi transformada no Museu Alte Mine. Todos os equipamentos originais foram preservados, incluindo a pequena usina hidroelétrica que fornecia energia;

Como você pode observar a empresa foi pioneira em muitos produtos, o que poucos sabem, é que a família Castell também foi uma das primeiras a se preocupar com bem estar dos funcionários dentro e fora da empresa, criando políticas de descanso e determinado o máximo de horas de trabalho para não prejudicar a produção ;

O tradicional logo com cavaleiros foi criado em 1905, mas em 1950 a marca optou por substituí-lo por um castelo. Depois de mais de quatro décadas, em 1993, a Faber-Castell resolveu trazer de volta os dois cavaleiros em uma versão modernizada;

Apesar de parecer um instrumento simples, a produção de um EcoLápis, feito com madeira reflorestada demora no mínimo quatro meses, pois são plantadas novas sementes que precisam crescer pelo menos 25 cm antes da primeira poda;

As árvores reflorestadas da Faber-Castell chegam a ter quatro metros de altura aos três anos e são capazes de fornecer galhos por até 25 anos;

Nas fábricas o produto que envolve o carbono para evitar sujar as mãos enquanto desenha é conhecido como sanduíche de madeira;

A Faber-Castell ergueu o maior lápis do mundo, ele tem 19.75 metros de altura e consumiu exatas 7.029 horas para ficar pronto. O lápis contém uma mina de grafite de 15 cm de diâmetro e foi incluído no Livro Guinness de Recordes;

A empresa que começou em uma pequena oficina hoje conta com uma equipe com mais de 7.000 funcionários. Líder mundial na fabricação de lápis, a Faber-Castell tem uma produção anual superior a 2 bilhões de unidades, possui 15 fábricas estrategicamente posicionadas ao redor do mundo, as quais possibilitam a presença da marca em mais de 120 países;
......(...)...

Além dos lápis, a linha de produto da Faber-Castell é composta de produtos para atender as necessidades de todas as idades. A empresa já patenteou mais de 2 mil itens, que variam entre EcoGiz de cera, massa de modelar, canetas, lapiseiras, marcadores, apontadores, borrachas, cartuchos para impressão, CDs, pen-drive até mesmo canetas-tinteiro.

(in https://blog.grafittiartes.com.br)