| imagem: in magg.sapo.pt |
| imagem in: gout-saveur-tradition-fr |
| imagem: in magg.sapo.pt |
| imagem in: gout-saveur-tradition-fr |
| imagem in: wikisource.org |
Marco Aurélio (121 -180 d.c.) foi um dos bons Imperadores Romanos (com efeito, era uma pessoa muito honesta e gostava de fazer bem às pessoas).
Teve uma vida muito agitada provocada por várias guerras, pela peste Antonina, pelas contrariedades e desgostos familiares.
Não lhe interessava muito ser Imperador apesar de governar com toda a sabedoria que o seu caráter lhe conferia - a de um homem bom e muito virtuoso!.
Do que ele gostava verdadeiramente, era da filosofia, tendo estudado o estoicismo desde criança.
É autor de um diário em que nele escrevia as suas meditações, pensamentos e reflexões mais íntimas.
Algumas das suas Meditações extraídas do Livro 2:
7. As coisas externas distraem-te? Então, concede-te tempo para aprenderes algo de valor: para de te deixar ser puxado para todas as direções. Mas certifica-te de que te proteges contra outros tipos de confusões. Pessoas que trabalham durante toda a sua vida sem ter um objetivo para o qual direcionar os seus pensamentos e esforços, estão a desperdiçar o seu tempo - mesmo quando trabalham arduamente.
8. Não há infelicidade que provenha de não saber o que vai na alma dos outros; mas se não prestamos atenção aos movimentos da nossa alma
9. Nunca esquecer estas coisas:
- a natureza do mundo
- a tua natureza
- como te identificas com o mundo
- qual a fração dele que ocupas
- que és parte da natureza e que ninguém pode impedir-te de falar e agir sempre em harmonia com ela.
É um reconforto ler estas mensagens que tanto "tocam" os nossos corações.
A sua sabedoria está bem patente nestas "meditações".
| imagem: santo.cancaonova.com |
![]() |
| Professor e escritor João Carlos Brito imagem obtida in: e.cultura.pt |
| Obra do autor: "Em português nos [des] entendemos", de João Carlos Brito |
É uma questão que pode ser colocada por qualquer um de nós: é que a palavra é curiosa e engraçada para apelidar os nascidos em Lisboa.
Segundo a minha pesquisa, a origem interessante deste epíteto apresenta como explicação o que a seguir partilho:
"'Alfacinha' é o nome pelo qual são conhecidos os habitantes de Lisboa ou, se quisermos ser mais rigorosos, os naturais de Lisboa. É um epíteto curioso e engraçado, bem acolhido pelos próprios, que são os primeiros a, com orgulho, afirmarem-se como tal.
Existe várias versões para explicar esta denominação dada a quem nasce na capital, sendo que a história primordial relata um clássico hábito da Lisboa burguesa dos finais do século XIX.
Na transição do Romantismo para o Realismo, as famílias da classe média lisboeta tinham a prática muito regular de, nas tardes soalheiras de domingo, se reunirem em lautas merendas pelas inúmeras hortas que existiam nos arredores da cidade. Aí, acompanhando o tradicional peixe frito, diz-se que se consumiam quantidades gigantescas de salada de alface.
Ora, aos olhos de quem vinha de fora da cidade , este hábito tornava-se tão peculiar como pitoresco. Na verdade, o consumo da alface era então pouco difundido pelo resto do país e esta moda foi considerada estranha e até caricaturada. Daí vem o cariz pejorativo do nome "alfacinha", mas, como se sublinha, atualmente não faz sentido o lisboeta sentir-se ofendido por ser assim apelidado. Antes pelo contrário, deve sentir-se orgulhoso dos seus hábitos tão saudáveis e avançados para a época. "
REFERÊNCIA:
Em Português nos [Des]Entendemos, de *João Carlos Brito, Ideias de Ler, 2020
*professor e escritor