domingo, 14 de fevereiro de 2010

Algumas curiosidades sobre a vida dos Franceses ...

in pt.wikipedia.org



A Educação:
Os alunos franceses vão à escola 175 dias por ano; têm, em média, 6 horas e meia de aulas por dia, não frequentando a escola às quartas-feiras de tarde; no entanto têm aulas aos sábados de manhã, e gozam 190 dias de  férias, por ano.

O Lazer:
A França é o país da Europa que conta com o maior número de centros de férias: 35 000.
É durante o mês de Julho que se conta com o maior número de partidas para as colónias de férias; em 1995 partiram mais de 1 650 000 crianças;  15 anos mais tarde, ou seja, em 2010, conta-se que irão apenas       1 375 000; para uma estadia de uma semana, são precisos entre 400 a 500 euros.
O jogo mais vendido no mundo é o Monopólio (MONOPOLE): 200 milhões de caixas vendidas em 80 países e traduzidos em 26 línguas.
5 milhões de franceses partem todos os anos para os desportos de inverno, nos Alpes, nos Pirinéus, no Maciço Central e no Jura.
O Roland-Garros é um dos 4 torneios mais importantes e que acolhe campeões do mundo inteiro; realiza-se de 23 de Maio a 5 de Junho. Existe o estádio parisiense de ténis, ao sul do bosque de Bolonha, onde se desenrolam todos os anos os Internacionais de França (campeonatos sobre terra batida).

A Moda:
A palavra "customiser" é a adaptação francesa de "to customise", do inglês, que significa "fabricar por encomenda".Em França, houve uma evolução do sentido dessa palavra para "personalizar". Portanto, "customiser" significa criar o seu próprio estilo.
O "jean" aparece entre 1860 e 1865, pela mão de Levi Strauss que decide produzir calças de trabalho em "denim", um tecido vindo de França (de Nîmes ... denim) e tingido com anil indigo (o anil é um composto existente em certas plantas, cristalino, azul, utilizado como corante e o indigo é uma substância de origem vegetal, também usada como corante).

Vida Familiar:
Em média, um francês consome 150 litros de água por dia para se lavar, para cozinhar, para lavar a loiça ...
52% das famílias francesas têm um animal doméstico.

Alimentação:
A França produz entre 350 a 400 variedades de queijo, o que significa que os franceses têm oportunidade de saborear, pelo menos, uma variedade por dia...

Saúde:
As crianças passam em média, 2h e 11 minutos por dia, diante da televisão. Durante este tempo elas não têm qualquer actividade física; logo, os problemas de obesidade aumentam. Há 300 milhões de obesos no mundo, dos quais 4 milhões são franceses. 57% das crianças "grignotent"; 16% das crianças são demasiado gordas, das quais 4% são obesas. A obesidade toca sobretudo as raparigas : 4,4% contra 3,3% de rapazes.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

À descoberta da França...

Vamos conhecer a França?
É uma civilização fascinante com particularidades muito interessantes.
É um estado da Europa ocidental e devido à forma que tem, os franceses chamam-lhe "o hexágono" ... Com 61 milhões de habitantes é 6 vezes maior do que Portugal.
A nível mundial, o primeiro destino turístico é a França. Este nome vem dos Francos, povo que chegou à Gália nos anos 430. O galo francês é o emblema da França e representa o orgulho gaulês. Os romanos deram aos celtas o nome de gauleses - talvez isso se deva ao facto de os celtas criarem galos e galinhas. Galicismos são palavras ou expressões de língua francesa, adoptadas noutra língua.
Marianne é o nome dado à República Francesa e às suas representações simbólicas, desde 1887, especialmente bustos de mulher jovem (é curioso saber que algumas artistas como Brigitte Bardot, Catherine Deneuve ou Laetitia Casta já serviram de modelo).
O azul, o branco e o vermelho da bandeira têm um significado importante para os franceses: simbolizam a revolução francesa de 1789, cuja divisa é "Liberdade, Igualdade e Fraternidade"; o azul e o vermelho representam ainda as cores da cidade de Paris, enquanto a cor branca simboliza a cor dos reis; a Marselhesa, hino nacional de França desde 1795, é a canção que representa a dedicação ao país.
Uma das línguas oficiais da ONU, da OCDE ou da UNESCO é o francês; é uma língua falada em todos os continentes; é a 6ª língua mais falada no mundo.
Paris, conhecida como a cidade luz, é a capital da França, que comemora o seu Dia Nacional a 14 de Julho. Tem monumentos sumptuosos, que, a seu tempo, serão dados a conhecer.
Como é óbvio não se esgota aqui, de modo algum, o conhecimento sobre particularidades de França. Numa próxima oportunidade, continuaremos a desbravar este país.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

É importante ler os grandes autores portugueses!

Recebi há umas semanas atrás o número 36 da revista "Palavras" da Associação de Professores de Português, na qual me encontro inscrita como sócia.

Todo o seu conteúdo é importante para um professor de Português. Vou, por agora, cingir-me a uma entrevista de João Pedro Aido à professora universitária Maria Helena da Rocha Pereira, pela pertinência das várias questões nela abordadas.

A Professora Maria Helena da Rocha Pereira nasceu no Porto, estudou no liceu Carolina Michaelis, onde terminou o ensino secundário, tendo-se licenciado em Coimbra, no ano de 1947, em Filologia Clássica. É  investigadora no campo da cultura e literatura portuguesas, sendo um grande vulto da nossa universidade.

Quando foi abordada pelo entrevistador a propósito de os professores se queixarem de que os seus alunos não sabem escrever (e parece ser uma constatação geral daqueles), Maria Helena da Rocha Pereira responde, falando da importância de se ler os grandes clássicos portugueses; acrescenta que sempre aconselhou os alunos a lerem os grandes autores portugueses, para aprenderem a escrever. Considera que os programas actuais do ensino básico e secundário deviam incluir "os clássicos de várias épocas, sem excluir os contemporâneos".

João Pedro Aido refere outra queixa generalizada por  parte dos professores: a de os alunos não mostrarem interesse em criar hábitos de leitura, questionando a Professora sobre a razão de tal facto.  Maria Helena da Rocha Pereira comenta o assunto, atribuindo alguma responsabilidade ao "reinado da televisão que, só ocasionalmente, tem bons programas" e ao "imperialismo dos computadores"; e acrescenta: "Não me parece que nada disso seja útil para o ensino".

Concordo plenamente com a opinião da entrevistada em relação aos problemas que o ensino atravessa. É ajustada e oportuna.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Haiti, 12 de janeiro de 2010


"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos."
William Shakespeare

Decidi iniciar a minha actividade neste blog, a partir de um pensamento de Shakespeare, para "trazer a lume" a notícia da catástrofe do Haiti.

Interpretando com alguma profundidade as palavras da reflexão transcrita, não há dúvida de que nos ressentimos muitas vezes com algo que não conseguimos obter e que, "analisado à lupa", não é de interesse vital para a sobrevivência do ser humano, não passando de coisas insignificantes ou até, de meros materialismos.

No entanto, esquecemo-nos de que Deus nos presenteou com algumas dádivas, das quais não tiramos partido e que deveriam servir-nos para contribuir, não só para o nosso bem-estar, mas também para o dos outros. 

É isso: temos de aprender a dar algo de "nós" aos "outros". Sendo o Haiti um país sem lei, de momento com meio milhão de desalojados, tem-se assistido, a partir desta tragédia, a iniciativas por parte de inúmeros sectores da humanidade e concluímos que, muitas vezes, é preciso surgir uma situação extrema para que se realizem acções meritórias... 

Será que essa aprendizagem já começou? É que tem de haver continuidade em cada momento do nosso dia-a-dia, e não só quando algo de muito mau acontece.

Esta recente tragédia haitiana, talvez nos tenha obrigado a interrogarmo-nos se realmente "gozamos pouco o muito que temos", pois nas nossas reflexões sobre o que lá aconteceu, decerto sentimos logo como somos felizes por não estarmos nós a viver aquele drama bem cruel...

De momento, são estas as reflexões que têm assolado o meu espírito...


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